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Planeta Criança



Poesia & Contos Infantis

 

 

 


TIGER / Laurann Dohner
TIGER / Laurann Dohner

 

 

                                                                                                                                                

  

 

 

 

 

 

Zandy bebeu demais e está no lugar errado, na hora errada. Sabe que vai morrer. Quando em seguida seus olhos abrem, um bonito homem-fera a está segurando nos braços. Ele é tentador demais para resistir; seu próprio anjo caído. Ela se aninha no corpo dele, determinada a tê-lo. Mas quando este anjo passa a ser de carne e osso, realidade se choca – ela está seduzindo um Nova Espécie.

O choque de Tiger rapidamente se transforma em intensa paixão quando a pequena fêmea humana lhe beija; apesar do fato dela estar tentando tirar as roupas dele enquanto está envolvido na operação da força-tarefa.

Tiger também deixou claro que nunca tomará uma companheira. Um tanto quanto difícil quando eles não podem manter as mãos longe um do outro. O sabor e a sensação da sua pequena humana só deixam Tiger querendo mais.

 

 

 

 

Zandy sabia que estava em um mundo de merda. Ainda não estava certa sobre como saiu para tomar algumas bebidas e afogar as mágoas, e como ela havia acabado em uma bagunça, mas tinha. Um copo bateu na parede perto dela, cerveja espirrou na sua pele e ela se encolheu na cadeira para não servir de alvo. Um corpo caiu a poucos metros de distância. O homem grunhiu pela pancada no chão duro e esforçou-se para voltar a ficar em pé. Ela se levantou rapidamente e a cadeira de madeira colidiu no chão quando se virou.

 

A luta havia se movido para seu caminho. Idiotas bêbados estavam fazendo o seu melhor para bater uns nos outros, e ela ficou presa do outro lado do bar. O olhar freneticamente procurava uma saída, uma porta ou mesmo uma janela para fugir. Três paredes sólidas a rodeavam e a única saída seria lutar através do aperto firme dos clientes do bar em combate.

 

— Oh inferno, — ela murmurou.

 

Uma das mesas perto dela tombou quando um homem caiu contra ela depois de levar um soco no rosto. A mesa quase esmagou seus pés por alguns centímetros e ela virou, subiu na cadeira que tinha desocupado e escalou em cima da mesa de canto. Não havia outro lugar para ir. Mais dois corpos bateram no chão muito perto para o seu conforto. Mais um mergulhou em cima do par caído e eles rolaram perigosamente perto de onde estava. Golpes foram trocados e até mesmo puxavam o cabelo do oponente.

 

Sua visão da sala ficou melhor a partir do ponto elevado em cima da mesa, mas garantiu-lhe que ainda estava presa. Dois pequenos grupos de homens brigando pelo jogo de futebol na televisão se transformaram em uma luta que abrangeu toda a extensão da sala, parede a parede. Pelo menos quarenta homens se envolveram. As poucas mulheres que estiveram dentro do bar foram correndo para as portas e Zandy as invejou. De jeito nenhum poderia navegar com segurança através da luta para segui-las para fora.

 

Suas costas pressionaram firmemente à parede, a respiração saiu em ofegos curtos e orou para que a polícia chegasse para acabar com isso antes que o pior da luta a alcançasse. Os homens brigando no chão bateram na parte inferior da sua mesa, balançou e um gemido escapou dos seus lábios entreabertos. Ela olhou para a mesa ao lado, pronta para saltar, mas um homem corpulento de repente caiu nela. A mesa entrou em colapso sob o peso dele e Zandy estremeceu quando ele pousou em cima da mesa quebrada.

 

Arrependimento a encheu. Deveria ter ficado em casa. Só quis esquecer o sofrimento passando sua noite mal humorada sobre o tapa que a vida lhe dera. Deixar Los Angeles para morar no norte da Califórnia pareceu um sonho tornado realidade quando foi oferecido um trabalho melhor remunerado. Ela se mudou, usando cada centavo das economias para comprar a sua primeira casa e pensou que tudo daria certo. Dentro de três semanas ela soube do desastre, do erro que fez após iniciar a nova vida. Seu chefe acabou por ser um controlador de escravos sádico e um porco chauvinista. O idiota sabia o quanto ela dependia do emprego e estava se aproveitando ao máximo disso. Ele passou a última semana tornando-a miserável. Perturbou a tal ponto que ela acabou no Mickey’s Bar e Grill. Outro erro.

 

Dois homens se agarravam, lutando ao mesmo tempo em seus pés. Eles bateram na parede perto dela e tropeçaram no homem ainda tentando desenredar seu corpo bêbado da mesa destruída. Ambos caíram em cima dele. Zandy freneticamente olhou através da sala de novo, rezando para que todos simplesmente parassem de lutar.

 

As portas do bar foram abertas e ela viu vários homens extraordinariamente altos entrar. Todos usavam os mesmos uniformes pretos e equipamento anti-motim. Seus capacetes pretos, coletes sobre os peitorais e rostos cobertos por viseiras eram as únicas coisas que a deixaram feliz em ver. Alegria a dominou, pois a ajuda chegou e agora eles controlariam a sala rapidamente.

 

Um grupo de pessoas pulando sobre uma só e criando uma torre de pessoas, enquanto esmaga a que está na parte inferior.

 

Ela não foi a única a notar sua chegada. Corpos surgiram no seu caminho — bêbados apavorados possivelmente com medo de serem presos e Zandy gritou quando alguém caiu contra a sua mesa. Virou, a madeira estalou sob o peso do homem, e as mãos dela se agitaram para pegar alguma coisa, qualquer coisa, mas acabou batendo o traseiro com força no chão.

 

Dor disparou por sua coluna e a atordoou, mas se recuperou rapidamente quando alguém quase pisou nos seus dedos. Zandy lutou para chegar às mãos e joelhos. Freneticamente rastejou à outra mesa para esconder-se debaixo, uma vez que estar em cima de uma não foi bom, mas ela não fez. Algo grande e corpulento pousou nas suas costas, empurrou-a contra o chão, e bateu o ar fora dos pulmões. O homem em cima dela não se levantou. Ele era incrivelmente pesado e mais peso aterrou-a contra a dura superfície implacável quando outro corpo caiu em cima dele. O peso deles era tanto que ela mal conseguia respirar.

 

O calcanhar de alguém apoiou no seu quadril, um homem amaldiçoou alto e o peso desabou sobre as pernas dela quando ele tropeçou para trás. Zandy gemeu com a dor de ter pelo menos três homens esparramados em cima dela. Rapidamente se transformou ainda mais infernal quando mais homens tropeçaram nos caídos.

 

O horror da situação encheu seus pensamentos, quando ela tentou se mover. Eles a tinham presa. Ela não podia sequer sorver ar para os pulmões a partir da enorme quantidade de peso a prendendo e ela estava prestes a morrer em um repugnante chão de bar sob uma pilha de cachorro de idiotas bêbados.

 

Ela conseguiu dobrar o rosto contra um dos seus braços erguidos em uma tentativa de protegê-lo quando alguém deu uma cotovelada ou um soco na sua nuca. Os corpos se deslocaram quando eles começaram a lutar entre si. Ela atraiu uma respiração dolorosa, sentindo seu corpo todo em pó, e conseguiu sufocar outro grito aterrorizado.

 

Por que eles não percebem que estão me matando? Eles não sabem que eu estou debaixo deles? Oh Deus! Mais corpos aterrissaram sobre ela até que seus quadris e costela se sentiam como se estivessem prestes a estalar com a pressão do peso deles combinado. Isso ensinou-lhe uma nova definição de pura agonia. Doeu tanto que ela não poderia ter puxado fôlego mesmo se tivesse sido capaz de inspirar.

 

Um punho atingiu seu braço, o tecido rasgou e alguma coisa cavou dolorosamente na sua bunda. Um dos sapatos escorregou quando os corpos rolaram um pouco sobre ele. Jeans áspero raspou o lado inferior do seu pé e a maior parte do peso sobre ela parecia como se centrado nos pulmões. Ela não conseguia respirar. Puro pânico a agarrou quando nenhuma quantia da luta moveu alguém em cima dela. Ela arranhou o piso de madeira, não mais se importando o quão sujo estava e virou o rosto. Seus olhos se abriram. Viu a perna de uma mesa a centímetros do braço estendido e conseguiu enrolar os dedos em torno da madeira.

 

Zandy tentou puxar o corpo, mas a força enfraqueceu. Manchas apareceram na frente dos seus olhos. O rosto parecia muito quente e soube que estava sufocando. Ela piscou, focada apenas na sua mão, e seu braço sacudiu em músculos tensos.

 

A madeira raspou o chão. A mesa se moveu um pouquinho, em vez dela. Mais manchas piscavam e ela soube naquele momento que estava prestes a morrer. Dane-se. Sua cabeça caiu até que o rosto descansou no chão frio. Os pulmões queimavam, mas nenhum ar entrava na boca aberta. A lembrança da mãe dela passou pela cabeça – seu vigésimo primeiro aniversário quando ela recebera o discurso sobre os perigos de ir a bares e como meninas boas e tementes a Deus os evitavam. Sua mãe sabia tudo sobre evitar o pecado.

 

Zandy lutou contra a escuridão que ameaçava levá-la, não querendo deixar a vida. Podia imaginar a polícia informando aos pais a forma que ela tinha morrido, imaginou como eles estariam desapontados dela mais uma vez. Eles transformariam sua morte em uma lição de alcoolismo para todos na família. Eles poderiam até mesmo ir mais longe e compartilhar com toda a igreja como ela tinha morrido em um chão de bar.

 

Um rugido animalesco subiu acima dos sons da briga. Zandy tinha ouvido histórias de pessoas à beira da morte ouvindo anjos cantando, mas ninguém jamais havia murmurado sobre barulhos assustadores. Naquele momento ela soube que estava indo para o inferno. Admitia que provavelmente ganhou uma pequena condenação eterna por algumas das coisas que fez em seus trinta e um anos de vida, mas isso ainda era ruim.

 

A vida deslizou dela e não teve escolha a não ser aceitar seu destino quando tudo simplesmente desbotou em preto.

 

Tiger se enfureceu. A ONE oferecera ao xerife local qualquer apoio que ele pudesse precisar, mas ninguém esperou que o humano idoso tomasse tão literalmente. A Reserva recebeu uma chamada de emergência do xerife Greg Cooper pedindo-lhes por assistência imediata para acabar com uma briga de bar. Ele e os adjuntos não podiam lidar com o distúrbio sozinhos.

 

Ele olhou com aborrecimento para os homens Espécies que rapidamente reuniu.

 

— Não machuquem os estúpidos e bêbados seres humanos. Apenas vamos acabar com isso e limpar o prédio.

 

Nenhum dos seus homens Espécies queria estar ali. Teriam preferido ainda estar em guarda. Lidar com humanos nunca pressagiava bem. Espécies eram temidos ou desprezados pelos seres humanos. Sua alteração humana e a genética animal híbrida os fez diferentes, mais fortes, e a maioria das pessoas não podiam aceitá-los. Ser solicitado para policiar os moradores da cidade vizinha soletrava desastre ao modo de pensar de Tiger, mas apenas seguia ordens. Justice havia estendido a mão para os seus vizinhos, ofereceu ajuda para promover a boa vontade e eles estavam presos rompendo com uma briga.

 

Os dois humanos mais perto viram Tiger quando ele agarrou seus ombros para separá-los. Um olhar para ele e fugiram para a porta, mais assustados dele do que qualquer que seja a raiva que os fez socar um ao outro em primeiro lugar. Ele se moveu para o próximo grupo lutando, abriu caminho entre eles e arrancou sua viseira para se certificar que podiam ver suas feições.

 

— Pare, — ele rosnou, sem hesitar em usar o medo como meio de esvaziar o bar.

 

Um grito feminino soou do fundo da sala e a cabeça de Tiger virou naquela direção. A fêmea parecia aterrorizada. O olhar dele fixou em uma mulher ruiva encolhida em cima de uma mesa no canto, mas de repente ela caiu no chão e ficou fora da vista.

 

Tiger olhou para seus homens que estavam trabalhando colocando os humanos para fora, mas não eram rápido bastante para alcançar a mulher. Ele continuou olhando para o lugar onde ela havia desaparecido. Ele era mais alto que os humanos e tinha uma visão melhor, mas não viu a cabeça dela reaparecer.

 

O que uma pequena mulher humana está fazendo no meio de uma luta? Ele não teve resposta, mas percebeu que ela não tinha senso comum. As fêmeas humanas eram frágeis e não agressivas. Os instintos de Tiger gritaram que ela estava em perigo. Ele decidiu entrar no meio para buscá-la e se dirigiu naquela direção.

 

— Saiam, — ele rosnou aos humanos, agarrando-os sem cuidado e os empurrando.

 

A pequena fêmea ainda não ficou visível, mas ele viu homens caindo naquela área. Ele observou outro rosto desaparecer no mar de cabeças e teve uma horrível sensação de que a mulher estava em algum lugar naquele emaranhado de corpos em queda.

 

Um humano bêbado girou e lançou um soco no rosto de Tiger, mas seus reflexos eram melhores. Ele puxou a cabeça para o lado. O punho do homem errou por um centímetro e sua palma grande fechou sobre a mão antes que pudesse retirar para dar outro giro. O temperamento dele transbordou e aplicou um pouco de força demais. O macho que agarrou, gritou quando os ossos quebraram e Tiger rugiu ao bêbado antes de liberá-lo.

 

O bêbado puxou a mão ferida, começou a chorar como se fosse uma mulher e tropeçou em direção à saída do bar. Tiger seguiu em frente com o olhar procurando por uma pequena ruiva enquanto jogava corpos fora do caminho.

 

Sua audição aprimorada pegou um suave choramingo feminino segundos depois por cima da maldição,o som de carne batendo carne, a respiração pesada das pessoas ao redor dele e de móveis sendo quebrados. Ele zoneou naquela área, se chocou com os corpos e jogou-os para trás. A fêmea estava em sérios apuros e ele não dava a mínima se danificasse alguns humanos no processo de encontrá-la.

 

Tiger parou onde tinha visto pela última vez a mulher ruiva e encontrou um grupo de homens esparramados no chão. Eles estavam dando socos com os cotovelos e punhos. Um homem continuou lançando a cabeça para trás no estômago de um homem debaixo dele que puxava seu cabelo. Tiger rapidamente esquadrinhou o monte e viu um braço delicado saindo debaixo de tudo. Era um fino e pálido e distintamente feminino. A mão dela estava espalmada para baixo ao lado da perna de uma mesa, esmalte rosa claro nas unhas. Ela não se mexia.

 

Raiva atravessou Tiger. Os idiotas bêbados estavam em cima da fêmea, esmagando-a sob seus corpos maiores e somente aquela quantidade pequena dela podia ser vista. Ele não podia notar nada do corpo dela, exceto a parte inferior do braço, pulso e mão. Outro rugido rasgou da sua garganta. Ele se curvou, agarrou rudemente o primeiro corpo que alcançou e jogou o homem longe do monte. O homem gritou quando voou pelo ar e bateu na parede. Tiger não deu a mínima. Agarrou outro homem, lançou-o em outra direção e libertou uma das pernas da mulher.

 

Ele finalmente libertou-a e caiu de joelhos ao lado da imóvel fêmea. A cabeça dela ficou virada para ele, apesar do longo cabelo vermelho derramado sobre suas feições, escondendo-as. Ele rugiu novamente, exigindo a ajuda de seus homens quando percebeu que o peito dela não estava subindo e descendo.

 

Slash de repente apareceu de joelhos na sua frente com a mulher entre eles.

 

Mais homens vieram em seu auxílio, mantendo os outros humanos longe e limpado a área.

 

As mãos de Tiger tremiam quando rapidamente, mas com cuidado, avaliou a mulher. Ela tinha marcas de pegadas na bunda, costas e coxas, onde os homens haviam pisado no seu corpo. Um rosnado rasgou da sua garganta. Ele desejou que houvesse matado os que tinham feito isso com ela. Ele teve muito cuidado quando a virou no caso de ossos quebrados.

 

Ele gentilmente a deitou de costas, supondo que ela só pesava cerca de cinquenta e oito quilos e aproximadamente um metro e sessenta e três de altura. Usava jeans e uma blusa rosa de manga. A manga estava rasgada do cotovelo ao ombro, prova de que ela não só foi pisoteada, mas golpeada. Seus ossos eram pequenos e ele rapidamente encostou a cabeça de lado sobre o monte dos seios macios. Ele não ouviu nenhum batimento cardíaco e fez um ruído angustiado.

 

— Merda, — sussurrou Slash. — Eles mataram a pequena mulher.

 

Tiger levantou-se e apertou as costelas dela, verificando por fraturas, mas não sentiu nenhuma. Ela estava quente quando ele tocou sua pele. Calculou quanto tempo fazia desde que tinha a ouvido gemer e supôs que foi menos de um minuto. Não era tarde demais. Conferiu as costelas de novo, sabia que se estivessem esmagadas seria impossível, mas novamente não encontrou nenhum osso quebrado.

 

— Que diabos você está fazendo? — Xerife Cooper engasgou. — Você está sentindo os seios dessa mulher?

 

— Não, — Tiger rosnou. Ele rasgou o colete, arrancou-o e gentilmente levantou a cabeça da fêmea o suficiente para usá-lo de travesseiro no chão.

 

— Ela não está respirando, — Slash informou ao homem idoso. — Os bêbados a esmagaram.

 

— Filho de uma cadela! — Xerife Cooper suspirou. — Apenas filho de uma cadela.

 

Tiger ignorou os homens para se concentrar na fêmea enquanto inclinava a cabeça dela para trás e deitada no chão. O coração martelava, mas ele foi treinado para reagir a emergências pela Dra. Trisha. Justice tinha insistido que todos os oficiais soubessem técnicas de salvamento básicas e Tiger havia concordado. Ele nunca foi mais feliz por aquelas aulas do que naquele momento.

 

A mão tremia um pouco quando empurrou o cabelo ruivo fora do rosto da mulher. Ela era bonita com suas delicadas feições humana, lábios carnudos e cheios e nariz fino. O rosto que tinha estado contra o chão ficou ligeiramente vermelho, mas o resto da pele estava completamente pálido. Ela ainda não respirava.

 

Ele se sentou e localizou a área correta, então colocou as mãos entre os seios. Esperava que o generoso tamanho deles amortecessem as palmas das suas mãos o suficiente para evitar a quebra dos ossos. Ele fez trinta compressões torácicas.

 

— Que diabos você está fazendo agora? — O xerife se aproximou.

 

— CPR, — Tiger grunhiu.

 

Ele arrancou a camisa, enrolou e empurrou atrás da nuca dela para manter a cabeça inclinada. Verificou para garantir se as vias respiratórias estavam desobstruídas, beliscou o nariz com cuidado, abriu a mandíbula para separar seus lábios de aparência suave e pressionou a boca sobre a dela. O olhar dele desviou ao peito. Olhou para a divisão cremosa espreitando do topo da blusa e forçou ar para os pulmões dela. Seu peito se moveu enquanto ele respirava por ela.

 

Tiger sugou ar, cobriu os lábios novamente e soprou ar dentro dela. O olhar preso no seu decote viu o peito se expandir. Ele começou um novo ciclo de compressões torácicas e ela sacudiu um pouco debaixo dele. Ele se afastou e observou a contração dos seus músculos faciais. Ele abaixou a cabeça para descansar o ouvido sobre os seios e ouviu o batimento cardíaco. Ela inalou por conta própria, mais um arquejo que uma respiração, e ele relaxou enquanto se endireitava.

 

— Ela está respirando de novo e tem o batimento cardíaco de volta. — Ele olhou para o xerife. — Eles devem ter pressionado todo o ar dos seus pulmões até que o coração parou, mas eu cheguei a ela na hora certa.

 

— Vou chamar uma ambulância. — O humano idoso pegou o rádio. — Muito obrigado.

 

Tiger estudou a fêmea com cuidado. A cor dela melhorou enquanto respirava e ele odiou a visão dela naquele chão. Ele foi treinado para proteger uma pessoa abatida e ferida, e esperar por ajuda uma vez que tivesse feito tudo que podia, mas algo dentro dele detestou tê-la deitada onde os humanos a haviam ferido.

 

Ele se inclinou e gentilmente colocou os braços por baixo dela. Ela era tão leve como tinha imaginado quando a levantou contra o peito e usou a força nas pernas para ficar de pé. Seu olhar encontrou Slash.

 

— Pegue as minhas coisas. Vou levá-la para fora ao ar fresco enquanto esperamos a ambulância.

 

Slash assentiu, pegando a camisa destruída de Tiger e o colete descartado. Tiger moveu sua preciosa carga e virou, avaliando o resto do bar. Seus homens tinham retirado os humanos. As lutas cessaram e os seus oficiais atendiam os feridos. Alguns deles eram os que ele tinha jogado para alcançar a fêmea, mas não se sentiu culpado.

 

Saiu do bar e caminhou ao redor do prédio, desesperado para fugir dos humanos que haviam prejudicado a mulher. Eles estavam bêbados, estúpidos, e ele não queria arriscá-la estar em perigo novamente. Levou-a para um dos jipes que vieram. Usou o cotovelo para testar o calor do capô antes de gentilmente a deitar nele de lado e manteve o braço no local para amortecer a cabeça dela enquanto estudava seu rosto.

 

A sua coloração ficou muito melhor, quase normal, mas ainda pálida. Supôs que poderia ser sua coloração natural com o cabelo vermelho. Os longos fios eram ondulados, longos e belos. Caia provavelmente até o meio das costas e era suave. A mulher se mexeu um pouco, moveu uma das pernas e os lábios se separaram levemente quando um suspiro saiu.

 

Tiger rezou para que ela não acordasse até a chegada da ambulância. Ela veria suas feições alteradas, perceberia que ele era Espécie e, talvez, começaria a gritar. As luzes do estacionamento estavam brilhantes e ela o veria claro o suficiente para saber que não era um de seus homens. Ele realmente odiava quando as mulheres humanas o viam e perfuravam seus tímpanos com os gritos. Às vezes elas faziam isso e o deixava maluco. Observou o rosto dela, esperando que não acordasse, mas ele poderia dizer que ela iria.

 

Ela se moveu novamente, mudando a cabeça na curva do seu braço. Tiger olhou para ela quando ela soltou um suspiro, farejando um agradável cheiro frutado. Os olhos dela se abriram. Tiger esperou para ela perceber suas feições e começar a gritar. Os seus olhos eram verdes escuros e bonitos. Ela olhou para o céu, piscou e, finalmente focou nele. Confusão foi uma emoção fácil de ler. Ela piscou novamente e estudou suas feições. Ela respirou fundo e o olhar viajou sobre seus ombros nus, braços e peito.

 

Ele estremeceu interiormente. Esquecera que tinha arrancado a camisa e sabia que ela provavelmente acreditaria que estava sendo abusada sexualmente por ver a parte de cima do seu corpo exposto.

 

Ela não gritou, mas fez a última coisa que ele esperava quando ela olhou novamente para ele. Um sorriso curvou seus lábios e ele podia jurar que viu um lampejo de diversão naqueles lindos olhos.

 

Zandy abrira os olhos para um mar de estrelas em um céu escuro. A mente se sentia confusa, como se acabasse de sair de um sono profundo, mas ela não estava na sua cama. Piscou e desviou o olhar um pouco somente para fitar o mais marcante par de olhos azuis felinos que já vira. Sua cor, formato e os cílios realmente longos cercando-os, hipnotizou-a.

 

O tom de azul era excepcional e ela percebeu que dourado rodeava as bordas exteriores das íris ovais. Poderia tê-los encarado eternamente, mas a curiosidade a fez estudar a estrutura óssea majestosa dele, também estranha com as maçãs do rosto mais marcadas e elevadas, mas muito atraente. Ele era o homem mais masculino que já tinha visto — bonito, impressionante e fascinante, tudo ao mesmo tempo. Seu tom de pele dourado cortejava a juba espessa emoldurando seu rosto. Cores listradas de loiro claro-arenoso misturados com vermelho eram entrelaçadas, que caíram sobre um par de ombros realmente largos. Seu olhar parou logo acima dos mamilos escuros e planos. Ela saboreou a visão de seu peitoral perfeito, largo e sem pelos. Muita pele bronzeada, músculos bem definidos e bíceps impressionantes roubaram sua atenção. O olhar mergulhou mais embaixo à sua barriga plana, o firme abdômen definido visível. Seu coração acelerou a bater loucamente contra suas costelas. Ele era magnífico, um deus.

 

Não um deus, uma pequena voz de consciência declarou. Ele tem que ser um anjo. Ela franziu o cenho, tentando pensar além da confusão. O inferno tem anjos? Lúcifer não era um anjo caído? Ela estava confusa nos seus estudos bíblicos de infância, mas estava bastante certa de que isso é o que ele era. Isso significa que a deslumbrante criatura diante dela tinha que ser um anjo caído também.

 

— Estou pronta para ir com você, — ela sussurrou.

 

Ele piscou e as sobrancelhas subiram ligeiramente.

 

— Vai comigo para onde?

 

Ele tinha uma voz profunda e rouca e lhe deu o tipo bom de calafrios. Ela ouvira que o diabo poderia tentar alguém ao pecado e se ele envia anjos caídos que se pareciam com este depois de morta recentemente, ela estava totalmente agradável para fazer tudo que ele quisesse.

 

Ela sorriu.

 

— Você pode me levar direto ao inferno, se você também estiver lá.

 

Um sorriso suavizou as feições dele e o fez ainda mais bonito.

 

— Você bebeu demais.

 

Ela sabia que a vida iria mordê-la no traseiro um dia. Deveria ter ouvido a mãe, mas era tarde demais agora. Zandy tentou se sentar. Queria dar uma olhada melhor nele. O travesseiro sob a cabeça acabou por ser um dos seus braços enquanto ele gentilmente a levantava. A outra mão dele curvada em torno da sua cintura, firmou-a quando ela se virou para ele e o olhar se prendeu no abdômen novamente. Pura perfeição.

 

— Eu sei. Fiz bastantes coisas que sabia que não deveria. Foi assim que eu cheguei aqui. — Ela lambeu os lábios e percebeu como o olhar dele desceu a sua boca. Ele era tão lindo, o mais bonito homem-fera que já vira, não que já tivesse realmente visto um antes. Este era o ponto. Ela se aproximou mais dele e sorriu.

 

Oh, ao inferno com isso. Eu já estou indo para o inferno, por que não realmente merecer isso? Ela temia que ele fosse somente acompanhá-la lá e ir embora. Ela mentalmente marcou da lista de coisas ruins que fizera. Sexo antes do casamento. Tinha roubado canetas do último trabalho. Houve aquela vez que chutou um dos seus ex-namorados nas bolas quando o encontrou a traindo. Foi errado, mas cara, teve uma sensação boa vê-lo bater no chão gemendo. Ele tinha quebrado seu coração e sequer pediu desculpas, por isso ela teve a certeza que ele sofreu um pouco também. Isso a levou para os divórcios e ela parou de listar seus pecados.

 

— Você é a coisa mais linda que eu já vi, — admitiu a ele brandamente. — Posso muito bem fazer o que eu mais quero agora, já que estou indo para o inferno de qualquer maneira, certo?

 

O olhar dele se estreitou ligeiramente. — O que você...

 

Ela se decidiu e o interrompeu.

 

— Dane-se. Eu quero você.

 

Zandy estendeu a mão e agarrou os ombros quentes. Abriu as coxas, puxando-o mais perto, forçando os quadris dele a atingir o limite do que ela sentava. Enrolou as pernas em torno das costas dele e apertou o corpo contra sua estatura alta. Ele ofegou em uma respiração e pareceu assustado. Ela sorriu. Estava prestes a mostrar-lhe o pecado.

 

Fechou uma mão ao redor da parte de trás do pescoço dele, enquanto a outra deslizou por seu firme tórax para desfrutar da sensação da pele quente e suave. Os dedos se espalharam sobre o estômago, sentia seu conjunto de músculos sob a palma da mão e só parou quando bateu no cós da calça, que a impediu de mais exploração.

 

— O que você está fazendo? — Ele rosnou as palavras.

 

Isso é tão sexy.

 

— Beije-me.

 

Ele piscou, mas não se moveu.

 

Seu controle na parte de trás do pescoço dele apertou, encontrou o cabelo lá e o apertou. Ela puxou a boca dele para a dela e o beijou. Lábios cheios e firmes pressionados contra o dela. Lambeu a linha que os separava e ele gemeu enquanto abria para ela. Zandy tirou vantagem, não certa de quanto tempo tinham antes de ele ter que levá-la para onde quer que fosse que ela estivesse indo. A língua entrou na boca dele. Os pontos afiados dos seus dentes a varreu, mas não doeu. Ele tinha presas, também. Presas, olhos de gato e voz de rosnado. Isso a excitava ainda mais e ela adorou o sabor dele quando a beijou de volta. Parecia que os anjos carregavam um sabor de cereja na boca e era o seu favorito. As mãos dele se moveram sobre seu corpo, envolveram em torno dela e seguraram a bunda para puxá-la com força contra ele. Zandy conheceu o céu instantaneamente quando o cume duro da sua ereção esfregou contra o clitóris através das roupas.

 

Ela apertou seu abraço quando ele a ergueu firmemente contra seu corpo. Moveu-se contra ele, esfregando no seu pênis, e isso era tão gostoso. Os seios doíam. Ela o queria mais do que já quis qualquer coisa e, de repente, ela conheceu o inferno também. Ele não podia transar com ela com as roupas.

 

A mão estava presa entre eles, mas ela encontrou um fecho, rasgou-o e depois outro para obter a calça aberta. Ela torceu a mão, encontrou a pele nua e quente e mexeu os dedos até que encontrou o pênis. Seu anjo não usava cueca. Os dedos o encontraram dobrado e à esquerda quando colocou os dedos em volta da circunferência grossa do membro.

 

Ele ronronou contra sua boca, grunhiu e o beijo tornou-se quase brutal. Ela não dava a mínima se ele a cortasse com as presas porque seus beijos estavam justo a fazendo queimar para tê-lo. Tentou posicionar o pênis para libertá-lo das malditas calças, mas ele estava incrivelmente duro. Seus corpos estavam pressionados muito bem juntos e ele ficou preso dentro deles.

 

Inferno! Talvez seja esse o ponto, ela decidiu, sentindo-se frustrada. Ela queria ambos nus, com ele enterrado dentro dela, mas tudo o que podia fazer era afagar qualquer parte dele que pudesse alcançar.

 

Arrancou a boca da dele para romper o beijo, ambos estavam ofegantes e ela fitou seus lindos olhos.

 

— Foda-me, — ela implorou. — Você é enorme e eu te quero dentro de mim tanto que me dói. Tire nossas roupas.

 

Ele grunhiu, os olhos se estreitaram e, de repente, a teve presa sobre a superfície dura de qualquer coisa que ela estivesse sentada. Uma das suas mãos deixou a bunda, agarrou a blusa dela e puxou. Uma palma áspera e quente deslizou ate o lado das suas costelas e ele moveu o largo peito, esmagando os seios dela sob ele, depois escavando um deles. Ele apertou, rosnou contra a sua língua e os quadris pressionaram firmemente entre o V das suas coxas espalhadas. A outra mão dele agarrou o seu pulso quando ele se moveu novamente e arrancou sua mão para fora da calça para forçá-la a liberar seu pênis. Em seguida, ele ajeitou a posição até que o seu comprimento duro esfregou contra seu clitóris.

 

Zandy gemeu. As malditas roupas não era sua ideia de perfeito, mas tomaria qualquer coisa que ele lhe desse. Ele rolou os quadris, empurrou contra ela novamente e ela agarrou-lhe o ombro com a mão que segurara o pênis. Ele apertou a lateral dos jeans dela. O material rasgou quando ele puxou e o nível da sua excitação agitou mais alto. Ele iria rasgar sua roupa e tomá-la.

 

SIM!

 

— Hum, desculpe? — Foi a voz de um homem, alto e próximo. — A ambulância está chegando e alguém vai perceber você e a mulher humana. Poderia dizer que ela estava tendo dificuldade em respirar, mas duvido que eles acreditem que é CPR.

 

Seu anjo arrancou a boca da sua e virou a cabeça para olhar algo atrás ele.

 

— Droga, — ele grunhiu. — Obrigado, Slash. Perdi todo o controle.

 

— Presumi. — O outro homem limpou a garganta.

 

Confusão encheu Zandy quando foi puxada de volta a uma posição sentada ao lado do anjo e ele a soltou. Ele a encarou com os olhos impressionantes enquanto recuava e as mãos baixaram para fechar a calça. Zandy virou a cabeça para olhar a outra criatura em pé a poucos metros de distância. Ele usava preto e tinha olhos felinos também. Ele não estava olhando para ela, mas em vez disso sorriu para seu caiu anjo.

 

— Desculpe, — a criatura de preto disse suavemente. — Se eu não o interrompesse a teria tomado onde está e a ambulância os veria. Vocês provavelmente teriam ficado constrangidos de ter testemunhas vendo o sexo entre vocês sobre o capô do Jeep.

 

Algo foi escrito em letras brancas na camisa preta do homem. Zandy semicerrou os olhos, leu três letras e soube que as vira em algum lugar antes. A memória lhe voltou em um flash. ONE era abreviação para Organização de Novas Espécies.

 

O olhar voltou ao seu belo anjo caído. Ele respirava com dificuldade e os olhos estavam presos no dela enquanto ela examinava suas feições. Podia realmente sentir a cor drenar do rosto.

 

— Eu não estou morta, estou?

 

O homem que esteve beijando sacudiu a cabeça.

 

— Você pensou que estava?

 

Ela sentiu o rápido resfriamento do seu corpo por causa do desejo ardente de saltar sobre o homem e levá-lo para o chão e arrancar as calças para continuar o que tinham começado.

 

— Oh merda. Você não é um...

 

Ela não poderia lhe dizer anjo caído, ele pensaria que era louca.

 

Inferno, ela era. Não, ela se corrigiu, eu estou bêbada.

 

— Eu sou o quê? — Seu tom aprofundou e raiva pareceu piscar nos seus olhos.

 

— Você é um daqueles Novas Espécies da Reserva, não é?

 

— Sim.

 

Zandy fechou os olhos e abraçou o peito. Ficou claro que ela por pouco tinha molestado uma Nova Espécie. Eles eram humanos que foram alterados com DNA animal. Alguma empresa farmacêutica louca os tornara parte animal e fizeram testes ilegais neles. Filhos de uma cadela. Ela abriu os olhos.

 

Ela disparou um olhar ao seu redor e reconheceu o estacionamento do bar.

 

O xerife e alguns dos seus adjuntos eram visíveis a distância perto da frente do edifício sob as luzes exteriores. Havia alguns bêbados discutindo com eles. Ela não tinha morrido no chão do bar como acreditou, mas subitamente desejou que tivesse. Fechou os olhos novamente. Não conseguia encontrar a coragem de olhar para o homem que tinha confundido com um anjo. Ela esperou em silêncio pela ambulância ao invés.

 

Zandy tentou silenciar a raiva, mas isso foi quase impossível de se fazer. Ela tinha uma hipoteca para pagar. Todas as suas economias foram para o pagamento para obter sua casa e ela precisava comer. Ter eletricidade e gás estaria bom também. Mesmo se vendesse a nova casa, o mercado estava em baixa e iria perder o patrimônio.

 

O pensamento de voltar ao sul da Califórnia e ter de viver com os pais na sua idade foi o suficiente para deixá-la desesperada. Eles iriam repreendê-la sobre fazer outra tolice, dizer quão desapontados estavam com ela e esfregar cada erro que já cometeu no seu rosto. Ela faria tudo para evitar isso, inclusive tomar qualquer trabalho, mesmo se ela se arriscasse a topar com alguém ligado a uma das noites mais embaraçosas da sua vida.

 

Olhou para a área de recepção onde aguardava e soube que ela atingiria aquele fundo do poço. Era o último lugar que queria estar, mas eles estavam contratando. Era um lugar grande. As chances de topar com ele tinham que ser quase nulas e só tinha que acreditar nisso se quisesse manter a coragem que tomara para chegar a Reserva.

 

O ódio por Jordan Parks fez suas orelhas quentes. O idiota havia a demitido depois que repetidas vezes se recusou a dormir com o sapo. Ele fizera sua vida insuportável por semanas, provavelmente esperando que ela se demitisse, mas ela era mais obstinada do que isso.

 

Era uma pequena cidade, oportunidades de trabalho eram escassas e a próxima cidade com empregos estava a uma distância de vinte minutos. Seu carro era velho. Não duraria seis meses de condução na montanha, e os ônibus só funcionavam uma vez por dia. Ela estava em um inferno de uma confusão, porque o imbecil tinha a demitido.

 

Ela engoliu a raiva e forçou um sorriso quando uma porta se abriu. Um funcionário de aparência feliz é mais contratado do que um mal-humorado, lembrou a si mesma.

 

A recepcionista era alta, as feições eram belas e ela sorriu de volta.

 

— Ele está pronto para entrevistá-la.

 

Zandy levantou-se e se sentiu pequena, mesmo nos saltos de dez centímetros, em comparação a mulher que passou. Uma olhada ao corpo ágil e atlético também a fez sentir-se lamentavelmente fora de forma. Entrou no escritório, manteve o sorriso no lugar e esperou que conseguisse o emprego. Era o único listado no papel, a menos que ela quisesse trabalhar meio período recolhendo animais atropelados para controle de animais. Duvidava que eles fossem contratá-la e não pagavam o suficiente para ela sobreviver.

 

Ela parou a poucos metros dentro do escritório para estudar o homem sentado atrás da mesa. Tinha cabelo castanho claro com mechas loiras passando por eles. Olhos azuis a encaram e ele acenou-lhe uma cadeira. Ela viu a aliança de casamento na mão bronzeada, observou os ombros largos e a forma como o terno agrupou sobre os bíceps. Ele estava tão em forma como sua recepcionista e ela esperou que eles não considerassem isso contra ela, que ela não estivesse.

 

— Sente-se, Srta. Gordon. Sou Slade North.

 

Ela passou-lhe o currículo quando se sentou na cadeira grande e tentou relaxar, mas foi impossível fazer. Precisava do emprego desesperadamente. O trabalho de meio período não pagava suas contas, mas este iria. Na verdade foi listado para mais do que ela havia feito no seu último trabalho.

 

Ele colocou o papel na mesa, não leu, mas ao invés a observou.

 

— Eu já tenho uma cópia do seu histórico de trabalho. Você teve de enviar por fax juntamente com outras informações que requisitamos para fazer uma verificação de antecedentes. — Ele fez uma pausa. — Você tem o trabalho.

 

Choque a atingiu.

 

— Mas você não falou comigo.

 

— Já sei tudo sobre você que precisamos. Tem as habilidades necessárias para o trabalho, não tem um registro de prisão e não está associada com qualquer um que nos causou problemas. Seus pais foram entrevistados e vocês não foram considerados racistas. — Ele encolheu os ombros. — É simples assim.

 

— Ótimo. — Ela sorriu, aliviada que foi tão fácil. — Isso é maravilhoso. Realmente preciso deste emprego, Sr. North. Você não vai se arrepender de me dar uma chance.

 

— Me chame Slade. Nós falamos com seus colegas de trabalho do último emprego. — Ele franziu a testa. — Você não anotou que o seu último empregador a assediou, mas deveria.

 

Não teríamos considerado isso contra você. Foi imperdoável o seu chefe assediá-la sexualmente, mas isso não vai acontecer aqui. Não quero compartilhar sexo com você. Estou muito bem casado e prefiro morrer a tocar qualquer uma, exceto a minha Trisha. Sem querer te ofender, mas é a verdade.

 

A boca de Zandy se abriu e olhou espantada para ele.

 

Ele franziu a testa.

 

— Eu fui muito brusco? Pensei que poderia ser uma das suas preocupações depois do seu emprego. Seus colegas de trabalho nos disseram o que o seu último chefe tentou e ele te demitiu porque se recusou a compartilhar sexo com ele. Não quero que você se preocupe.

 

Ela demorou um segundo para se recuperar.

 

— Você é franco. Eu lhe darei isso, mas obrigado. Estou aliviada de ouvir isso e, sim, após minha última experiência, acho que é uma preocupação.

 

— Você não tem nada a temer aqui. Meu povo, nossos homens, vão deixar você sozinha. Basta dizer-lhes para parar, que não tem interesse neles se algum se aproximar de ti. Apreciamos honestidade e franqueza. Não há confusão dessa forma. Há também um monte de palavras e frases que seu povo usa que ainda estamos aprendendo. Às vezes isso causa barreiras linguísticas ou mal-entendidos. Basta falar a sua opinião de forma clara e vamos ouvir. Você pode falar comigo imediatamente se surgir qualquer problema e eu vou lidar com isso. Queremos que você seja feliz trabalhando conosco.

 

— Obrigada.

 

— Você poderia começar a trabalhar agora?

 

Ele a surpreendeu novamente.

 

— Claro. — Ela não planejara mais do que a entrevista de emprego, mas não ia dizer não. Eram apenas oito da manhã. Ela não tinha nada melhor a fazer do que ir para casa e assistir jogos e não se importava de evitar isso.

 

— Isso seria ótimo.

 

Ele balançou a cabeça.

 

— Creek, minha recepcionista, vai chamar por um de nossos homens para acompanhá-la ao prédio C. Será informada de suas funções quando chegar lá. — Slade fez uma pausa. — Por causa de segurança você não está autorizada a deixar o prédio durante o horário de trabalho até o almoço. Um dos nossos homens irá encontrá-la no portão todos os dias quando chegar e acompanhá-la a partir dali e depois de volta ao portão no final do dia. No almoço, um homem vai acompanhá-la ao nosso refeitório. Peço desculpas, mas não podemos tê-la perambulando livre. Temos muitos inimigos e tem que ser assim para fins de segurança.

 

— Eu entendo. Poderia simplesmente arrumar um sanduíche então não precisarei de um acompanhante na hora do almoço.

 

Ele sorriu.

 

— Refeições são gratuitas, Srta Gordon. Servimos comida excelente e você deve aproveitá-la.

 

— Obrigada.

 

Ele se levantou e estendeu a mão. Zandy levantou-se para colocar a sua, muito menor, na dele para que pudessem balançá-las. Ele tinha um aperto firme, soltou-a rapidamente e assentiu.

 

— Aproveite o seu trabalho.

 

— Obrigada. — Ela pegou a bolsa e saiu do escritório.

 

Creek sorriu e acenou-lhe para tomar um assento.

 

— Um funcionário foi chamado para levá-la ao prédio C. Vai gostar de trabalhar aqui.

 

Zandy gostou da mulher Nova Espécie e sorriu.

 

— Obrigada. Tenho certeza que vou. Todos que conheci até agora têm sido maravilhosos.

 

Creek bufou.

 

— Exceto pelo fato de que você tem que ser revistada cada vez que entrar em nossos portões.

 

— Colocaram uma mulher para me revistar, mas não foi tão ruim. Foram realmente bons nisso.

 

— Tentamos. Nos sentimos mal por ter que tocar todos, mas é necessário. Apenas algumas semanas atrás, um homem veio para uma entrevista de trabalho e encontraram uma arma escondida dentro da cueca. Ele era de um grupo de ódio e queria filmar Slade morto.

 

Zandy ficou chocada.

 

— Isso é terrível.

 

— Alguns seres humanos nos odeiam. — Creek encolheu os ombros. — Eles nos culpam por aquilo que somos embora nunca nos foi dada uma escolha. Agora só queremos viver em paz e isso ofende alguns da sua espécie. Tememos contratar seres humanos, sem ofensa para você; mas muitos de nós não têm as habilidades para fazer todas as tarefas necessárias. Aprendi como usar computadores e digitar para me tornar uma recepcionista. Uma humana fez esse trabalho antes de mim, mas ela vendeu alguns documentos aos repórteres por dinheiro. Eventualmente vamos ser capazes de fazer a maioria das tarefas conforme mais de nós aprendem habilidades, embora os humanos em que confiamos manterão seus empregos.

 

— Foi uma porcaria isso que ela fez.

 

Creek assentiu.

 

— Sim. Slade confiou nela. Ela parecia uma avó. É esse o jeito certo de dizê-lo? Eu vi filmes de Natal e ela parecia como a Sra. Papai Noel. Foi triste quando traiu a nossa confiança e realmente feriu os sentimentos de Slade. Ele gostava dela e isso o deixou muito deprimido.

 

— Eu não o culpo. Não há nada pior do que alguém que você confia te trair. Especialmente por dinheiro.

 

Uma expressão de interesse despertou nos olhos da mulher.

 

— Você foi traída por dinheiro?

 

— Eu fui traída, mas eu nunca tive dinheiro para roubarem e não houve tablóides para vender, essas coisas me fariam mal. Só imagino que isso seria pior.

 

Creek assentiu.

 

— Você tem filhos? Gosto deles.

 

Zandy sacudiu a cabeça.

 

— Não. Fui casada duas vezes, mas nenhum deles era do tipo paternal. Ou leal. — Ela encolheu os ombros. — Agora eu desisti de todo o plano de ter filhos. Passei dos trinta e desfruto de não ter um homem na minha vida.

 

— Você teve dois companheiros? — Os olhos de Creek se arregalaram. — Eles morreram?

 

— Eu me divorciei deles. O primeiro foi um babaca trapaceiro que agarrava qualquer coisa que dissesse sim. O segundo, bem ele foi um vagabundo.

 

— Ele vivia nas ruas?

 

Zandy riu.

 

— Ele provavelmente está agora que não estou por perto para sustentá-lo. Gostava de se sentar no seu traseiro o dia todo sem fazer nada e não conseguia encontrar um emprego para salvar sua vida. Era preguiçoso e eu me fartei disso. Eu me divorciei dele e ele foi morar com uma mulher dois prédios depois. Enquanto eu trabalhava e o sustentava, ele estava dormindo com ela. Sou uma horrível juíza de caráter quando se trata de homens, sei disso agora, e desisti de encontrar outro.

 

— Eu não culpo você. — Creek estendeu a mão e apertou a dela em apoio. — Nossos homens não são vagabundos. Eu ouvi que alguns dos seus machos não são muito fortes, mas os nossos se mantém em boa forma. Não vai encontrar nenhum fraco aqui. Nossos homens morreriam antes de esperar que uma mulher cuidasse deles como se fossem impotentes. Eles não têm esse traço ruim.

 

— Você é casada? Tem filhos?

 

Creek sacudiu a cabeça.

 

— Eu apenas tenho sexo com homens diferentes. Não tenho planos de acasalamento com um. Nossas fêmeas são incapazes de conceber filhos por isso não há razão para se estabelecer com apenas um macho. Eles são um pouco controladores. Lidamos com isso toda a nossas vidas e não desejamos ser anunciadas do que fazer.

 

Um sorriso curvou os lábios de Zandy e ela gostou muito da mulher.

 

— Isso parece sensato. Você não precisa de um homem para completar sua vida. Pelo menos é o que digo a mim mesma cada vez que um cara bonito me paquera. De jeito nenhum, não mesmo. Estou melhor solteira.

 

A porta do escritório se abriu e um homem alto vestido de preto entrou. Zandy sentiu a cor deixar o rosto quando fitou as feições dele. Ela o encontrara antes. Não conseguia lembrar seu nome, mas lembrava dele do mesmo jeito. Tinha sido algumas semanas atrás, mas nunca esqueceu seu rosto.

 

Creek sorriu.

 

— Este é Slash. Slash, esta é Zandy Gordon. Ela vai trabalhar no prédio C. Você é o seu acompanhante para hoje?

 

Merda, a mente de Zandy gritou. Talvez ele não se lembre de mim. Ficou de pé quando o olhar do homem pousou nela. Os olhos azuis se estreitaram e ele inclinou a cabeça enquanto a estudava atentamente. Um sorriso subitamente curvou sua boca e ela quase estremeceu, sabendo que a reconheceu, com certeza.

 

Ela podia ver diversão no olhar dele.

 

— Você é a pequena mulher do bar que foi esmagada pelos homens bêbados, — ele confirmou. — Como você está, pequena fêmea?

 

— Zandy Gordon, — Creek corrigiu. — Você já a conheceu antes?

 

Slash sorriu sem rodeios.

 

— Brevemente. É bom ver que se recuperou completamente. — Ele estendeu a mão.

 

Ela não teve escolha exceto apertar a mão grande do homem. Sua pele era quente quando agarrou a mão dela com firmeza e deu-lhe um aperto. Ele a soltou, mas permaneceu perto. Ela teve de inclinar a cabeça para trás para olhá-lo.

 

— Me chamo Zandy. Você é muito alto.

 

Creek riu.

 

— Sim. Nossos homens são todos altos, mas assim é a maioria das nossas mulheres. Eu tenho um metro e oitenta e cinco. E você, Slash? Um metro e noventa?

 

Ele assentiu, ainda sorrindo para Zandy.

 

— Venha comigo. Irei escoltá-la ao trabalho.

 

A vontade de deixar o novo emprego e fugir agarrou-a. Pelo menos ele não foi o que ela molestara. Poderia ser pior. Esse pensamento mal a confortou. Ela se virou para Creek.

 

— Obrigada. Foi bom conhecer e conversar com você.

 

Creek sorriu.

 

— Gostaria que pudéssemos nos tornar amigas. Poderíamos almoçar juntas. Posso facilmente encontrá-la na cantina. Gostaria disso?

 

Zandy sorriu.

 

— Adoraria. Te vejo na hora do almoço.

 

Ela seguiu Slash para fora do prédio. Ele não se virou para garantir que ela o seguia até que estavam do lado de fora e ele parou ao lado de um jipe preto. Ele se sentou no banco do motorista e ela subiu no lado do passageiro, olhando-o com cautela quando ele encontrou seu olhar.

 

— Você está trabalhando aqui agora.

 

— Sim.

 

Ele riu e ligou o Jeep.

 

— Você causou uma forte impressão em Tiger.

 

— Quem? — Ela sabia, entretanto. Agora ela tinha um nome para o misterioso homem que molestara. Nunca esqueceu os impressionantes olhos felinos azul-dourados.

 

— Tiger é o macho que deu vida a você.

 

O coração dela quase parou.

 

— Me deu vida?

— Foi um inferno de um ótimo beijo, mas isso é exagerar um pouco.

— Você não estava respirando quando ele afastou os bêbados do seu corpo, que foi esmagado contra o chão. Ele teve que colocar a boca na sua para forçar ar nos pulmões para você respirar de novo.

 

Choque a rasgou.

 

— Eu não estava respirando?

 

— Não. Tiger ajudou seu coração a bombear e forçou ar nos seus pulmões. Carregou você para fora para esperar a ambulância uma vez que lhe deu vida de volta. — Ele riu. —

 

Presumi que ele acreditou que precisava de mais ajuda, considerando que colocou a boca em você de novo.

 

Suas bochechas inflamaram.

 

— Podemos deixar este assunto? Por favor? Essa não foi minha melhor noite e continuo tentando esquecer todos os detalhes.

 

— Podemos deixá-lo. Não se preocupe. Tiger me disse para nunca mencionar o que aconteceu entre os dois a ninguém. Mantive minha palavra. Não escrevemos o que aconteceu na parte exterior no nosso relatório ao xerife ou a ONE.

 

Um relatório? Oh inferno! Só o pensamento a fez sentir-se ainda mais envergonhada. Slash tinha dito que não escreveram o que ela fez, o que significava que ninguém sabia que ela molestara... Tiger. Sim, esse nome se encaixa. Ela afastou essa linha de pensamento. Tinha se referido a ele como seu anjo caído e odiou as muitas noites que as lembranças do que eles fizeram juntos a manteve acordada.

 

Slash disse que ela tinha deixado uma impressão em Tiger, mas ele deixou uma enorme nela também. Ela mentalmente chutou a si mesma. Cada vez que pensava nessa palavra se lembrava da mão dela cavando na calça do homem e segurando o pênis. Tinha que ser o álcool. Simplesmente tinha que ser. Ele realmente não poderia ter sido tão atraente e bem desenvolvido.

 

Ela sorriu quando uma brincadeira filtrou através dos seus pensamentos. Como você transforma um homem qualquer em perfeição? Beba um pacote de seis de cerveja. Ela teve bebidas mistas, que eram mais fortes. Tiger não podia realmente ter parecido tão bom quanto se lembrava. Provavelmente não era nem mesmo tão excelente beijador. Tinha que ter sido a bebida.

 

Slash estacionou na frente de um prédio com um grande C acima das portas. Ela olhou para outros prédios, viu mais letras, e pensou alto,

 

— Por que os edifícios não estão numerados?

 

Ele segurou o olhar dela, parecendo sombrio.

 

— Nós já fomos conhecidos por números em vez de nomes dentro das instalações de teste, e vê-los nos faz lembrar momentos ruins. Optamos por usar letras ao invés de números.

 

— Sinto muito. — Ela se arrependeu de perguntar e simpatia surgiu.

 

— Você não sabia. Não há nenhum mal em fazer perguntas e as acolhemos. Nós mesmos perguntamos muito quando não entendemos alguma coisa. Sei que não quis me ofender e espero que nunca façamos qualquer pergunta que te ofenda. Não ia ser a nossa intenção. — Ele saiu do banco do motorista. — Vou retornar para acompanhá-la para o almoço. Precisa de um oficial ao seu lado enquanto estiver na propriedade ONE. Nos desculpamos, mas é necessário. Há câmeras dentro de todos os nossos edifícios e até mesmo fora. Tivemos de implementar esta medida de segurança, e é para sua segurança bem como para nossa. Trabalhar aqui fará de você um alvo aos nossos inimigos. Isso lhe proporciona um ambiente de trabalho seguro.

 

Ela deslizou do assento já que o Jeep não tinha portas.

 

— Eu sabia disso sobre as câmeras. Está no pacote de informações que eu tive de ler antes de me inscrever ao trabalho, e sei que preciso ser revistada todos os dias.

 

Ele parou perto dela.

 

— Vou te apresentar ao macho com quem trabalhará.

 

Slash abriu a porta para ela e Zandy entrou em um espaço de escritório grande e aberto cheio de armários de arquivos e duas mesas grandes. Um homem sentado atrás de um computador, olhou para eles e sorriu enquanto se levantava. Se aproximou deles.

 

— Olá. Sou Richard Vega. Você deve ser Zandy Gordon. — Ele abriu um sorriso a Slash. — Como está indo hoje, Slash?

 

— Eu estou bem, Richard. Aqui está ela. — Ele franziu a testa e os olhos se estreitaram. — Lembre-se do que lhe foi dito. Você não quer compartilhar sexo com esta.

 

A boca de Zandy abriu. Girou a cabeça para olhar com os olhos arregalados a Slash, mas ele só virou e saiu. Seu novo colega de trabalho gargalhou.

 

— Isso saiu errado. Eles apenas me matam de rir.

 

O homem retornou ao assento, sorriu, e ela ficou boquiaberta.

 

— Foi-me dito o motivo pelo qual deixou seu último trabalho. Ele quis dizer que eu não tenho que te assediar sexualmente. Eles meio que falam de um jeito que pode ir além de incorreto às vezes. — Richard riu. — Como está. Sinto muito, mas foi engraçado. Você devia ter visto seu rosto. Juro que não sou um lunático. Você vai ter um lugar? Aquela será a sua mesa.

 

Ela relaxou e se sentou. A cadeira era confortável e deixou cair a bolsa no chão, ainda observando o novo colega de trabalho. Richard Vega estava nos seus trinta e tantos anos, hispânico, com cabelos pretos levemente grisalhos e olhos castanho-claros, sorridentes.

 

— Novas Espécies, bem, — ele riu, — eles levam algum tempo para se acostumar. São pessoas muito boas. Só espero que você tenha um grande senso de humor, porque vai precisar.

 

— Isso saiu errado. — Ela sorriu.

 

Ele riu de novo.

 

— O último homem saiu porque se mudou para o Arizona para ajudar a filha com os netos. Eu não assediei sexualmente ele caso esteja se perguntando.

 

Zandy riu.

 

— É sempre bom saber. Há alguém aqui que não saiba por que deixei meu último trabalho?

 

— Provavelmente não. Eles estão cuidando de você, acredite ou não. Queriam garantir que isso nunca aconteça com você novamente. Como um funcionário, eles serão protetores de você. Jogue fora o código de normas da política de trabalho normal, se você tiver um. Está em um mundo completamente novo.

 

— Estou começando a ver isso.

 

Seu sorriso desvaneceu.

 

— Minha esposa adoeceu no mês passado com um caso grave da gripe e teve que ser hospitalizada. Temos dois filhos pequenos. A ONE não só enviou flores à minha esposa, mas convidaram meus filhos para vir trabalhar comigo já que eu insistia em trabalhar. Enviaram duas de suas mulheres para brincar com minhas crianças o dia inteiro para mantê-los entretidos. Eles são incríveis e ainda por cima, quando eu levei a minha esposa para casa, eles nos entregaram comida por uma semana. Disseram que era apenas para ajudar minha família. Esse é o tipo de pessoas para quem estará trabalhando e queria que soubesse disso.

 

— Obrigada por me dizer. Eles parecem ótimos.

 

Ele subitamente sorriu de novo.

 

— Sim. Assim quando eles deslizarem com as palavras, simplesmente saiba que não foi intencional. Ria muito. Eu faço.

 

— Entendo.

 

— Você está pronta para aprender o que fazer? Espero que tenha um bom senso de humor, porque vai precisar dele com este trabalho. Caso contrário pode ficar bastante chateada.

 

— Por quê? — Ela não gostou do som disso.

 

— Nós somos o departamento do correio de entrada. Todas as correspondências de ódio, as correspondências de fãs, tudo isso, vem direto para nós. É o nosso trabalho ler, separar e responder. E tenha em mente que devemos responder agradavelmente sem importar o quê. — Ele se levantou e apontou. — Vê esses armários de arquivos?

 

Ela estudou as poucas dezenas de armários de arquivo.

 

— Sim.

 

— É aí que toda a correspondência de ódio vai, as ameaças de morte, e a merda realmente assustadora.

 

Zandy deu a ele um olhar horrorizado.

 

— Há muito deles.

 

— Você deveria ver o segundo andar. É o depósito. Estes armários são apenas dos últimos cinco meses.

 

Choque passou por ela.

 

— Todos aqueles estão cheios de mensagens de ódio?

 

— E ameaças de morte. Sim. Mantenha o senso de humor, se tiver um. Vai precisar dele. Se algo entra que for realmente específico ou simplesmente lhe dá arrepios, o traga ao meu conhecimento imediatamente. Estes nós entregamos ao FBI. — O olhar dela vagou ao redor da sala grande em todos os armários e fez seu peito doer para ver o tipo de ódio que as pessoas eram capazes. — A parte triste é que esse povo é simplesmente incrível, inferno, melhor do que as pessoas que eu conheci por toda a minha vida. Eles têm de lidar com todo esse ódio a cada dia. A parte boa sobre o trabalho, porém, é que recebemos um monte de cartas de fãs também. Essas são divertidas e agradáveis. Pegue-o se encontrar algo realmente grande. Eu gosto de dá-los para a ONE, assim eles pensam que alguns de nós são pessoas decentes.

 

Ela olhou para dois sacos de correio perto da porta.

 

— É o correio de hoje?

 

Ele riu.

 

— Com certeza é. Você enfrenta a da esquerda e eu vou enfrentar a da direita. E não se preocupe. Todo o correio é examinado contra venenos e bombas.

 

Seu ritmo cardíaco acelerou por um segundo. Ela nunca considerou isso e engoliu em seco.

 

— É sempre bom saber.

 

Richard riu.

 

— Bem-vinda ao trabalho da ONE. Eu mencionei que eles te alimentam de graça e servem um ótimo buffet no almoço?

 

— Isso ajuda. É apenas a gente aqui o dia todo?

 

— Só você e eu.

 

Ela hesitou.

 

— Você se importa se eu tirar os sapatos? Usei salto alto para a minha entrevista, mas não estava esperando trabalhar todo o dia neles. Estes são os que apertam meus pés, mas têm uma ótima aparência.

 

Ele riu quando de repente levantou o pé para lhe mostrar as meias. Ela chutou os sapatos sob a mesa.

 

— Você não tem que se vestir tão formal também. Eles gostam de nos olhar casualmente agradáveis. Sem suores ou camisas manchadas, mas você não tem que dar o seu melhor.

 

—Obrigada. — Ela se moveu ao redor da mesa para o saco à esquerda.

 

Richard se aproximou e agarrou a parte superior do saco à direita.

 

— É mais fácil se você simplesmente arrastá-los para o lado da mesa.

 

Ela agarrou seu saco. Era do tamanho de uma mala grande. Puxou-o pelas cordas até a mesa. Era pesado.

 

— Nós vamos realmente terminar tudo isso em um dia?

 

— Sim.

 

Tiger suspirou, passou os dedos pelos cabelos e franziu a testa para os dois machos.

 

— Basta. Vocês estão me dando uma dor de cabeça.

 

Os dois machos olharam para o outro. As roupas estavam rasgadas e pareciam prontos para lutar novamente. Tiger se colocou entre eles e, finalmente, virou a cabeça para arquear uma sobrancelha interrogativa para a fêmea.

 

— Kit? Quer explicar por que convidou dois machos ao seu quarto para transar com você ao mesmo tempo? Tinha que saber que desafiariam um ao outro.

 

Ela mordeu o lábio e colocou as mãos nos quadris, uma expressão desafiante no rosto.

 

— Acreditaria em mim se dissesse que foi um simples erro?

 

Raiva subiu e Tiger grunhiu.

 

— Não minta. É inaceitável.

 

Ela teve honra suficiente para baixar o olhar e lhe dar uma posição submissa para mostrar remorso.

 

— Eu estava entediada. Pensei que eles poderiam lutar e o vencedor aquecer minha cama por umas poucas horas. Foi emocionante até que você chegou para separá-los. — Ela lançou a Tiger um olhar feio. — Arruinou minha diversão.

 

Um grunhido retumbou de ambos os machos e suas iras se voltaram para a mulher em vez deles mesmos. Tiger ficou tentado a deixá-la ao seu destino. Dois machos de saco cheio que foram propositadamente atiçados um contra o outro e queriam uma pequena vingança iria servi-la bem. Sabia que eles não a machucariam, os dois machos eram amigos que, geralmente, tinham um bom controle, a menos que fosse direcionado para outro macho. Ele tomou uma rápida decisão.

 

— Eu vou embora. — Ele girou, invadindo o corredor.

 

— Espere! — O pânico na voz de Kit foi claro. — Faça-os sair com você.

 

Tiger parou e lentamente a enfrentou. — Você queria que eles lutassem, queria emoção e agora tem. Você criou este problema, resolva-o por conta própria. — Ele olhou aos machos. — Vão machucá-la?

 

Ambos sacudiram a cabeça.

 

Tiger assentiu.

 

— Bom o suficiente. Tenho coisas para fazer, além disso. Resolva isso!

 

É por isso que ele evitava fêmeas. Elas lhe causavam dores de cabeça e estavam sempre fazendo o inesperado. Ele deixou o hotel e se dirigiu ao Jeep. A lembrança de certa mulher encheu sua cabeça e ele grunhiu. A humana. Só pensar nela fazia seu pênis contrair, assim ele empurrou as imagens de volta. Fêmeas eram más notícias, mas as humanas eram para ser evitadas a todo custo. Especialmente ruivas bonitas com assombrosos olhos verdes.

 

Richard sentou-se rígido na cadeira.

 

— Não temos de responder às mensagens de ódio. Às vezes, se realmente ficar chateado, envio-lhes uma de volta. — Ele sorriu. — Basta ser educado. Isso é o que me foi dito. Ninguém disse que eu não poderia ser educado e sarcástico.

 

Zandy riu.

 

Richard virou a tela do computador na sua direção.

 

— Leia esta mensagem e me deixe saber quando terminar. Eu vou te mostrar a minha resposta.

 

Ela caminhou até sua mesa, se inclinou e começou a rolar a mensagem. Seu temperamento explodia quando acabou. Um homem estava chamado as Novas Espécies de um bando de animais raivosos, que todos devem ser castrados e colocados para dormir. O olhar dela encontrou o de Richard e ele clicou para a página que estava trabalhando.

 

Zandy começou a rir quase que imediatamente. Ele escrevera uma carta extremamente educada para dizer ao idiota que eles sentiam a mesma coisa sobre ele e compartilhavam os sentimentos amorosos sobre homens como ele. Era tudo educado a menos que você realmente lesse a mensagem original que ele enviou. Richard piscou.

 

— Eu me senti obrigado a responder a esta.

 

— Isso é um motim. Espero que quando ele a receber que rache o seu traseiro.

 

— Eu também.

 

O saco de correio estava lotado e ela abriu, agarrou a de cima e usou um abridor de cartas para abri-la. Seu colega de trabalho lhe disse para escanear cada uma para o computador — eles as salvavam digitalmente, assim como as arquivam — e digitar quaisquer respostas que ele sentia necessário.

 

O departamento de saída imprimiria e enviaria as cartas que ela digitou. Era um trabalho sombrio. A maioria das mensagens recebidas a irritou, mas ela encontrou algumas boas que as crianças enviaram.

 

O tempo voou. Zandy sentou-se ao estilo indiano, a saia dobrada entre as coxas, digitando uma resposta para uma doce garotinha em Iowa que escrevera para dizer que amava as Novas Espécies e pensava que eles eram muito legais, quando a porta se abriu. Zandy ergueu os olhos quando Slash entrou.

 

— Hora do almoço, — anunciou Richard.

 

Zandy puxou a saia e colocou os sapatos. Pegou a bolsa.

 

— Você não vai precisar disso. Seu dinheiro não é bom aqui. Basta soltar a bolsa na mesa. É seguro. Roubo nunca é um problema.

 

Zandy acenou a Richard e seguiu os homens para fora do prédio. Slash estudou-a quando ela se sentou no banco da frente do jipe.

 

— Você gosta do trabalho?

 

— Estou feliz de ter um.

 

Ele assentiu.

 

— Bom. — O olhar dele fixou no retrovisor. — Como foi seu dia, Richard? Ainda perde a paciência?

 

Richard riu.

 

— Não tão longe hoje. Zandy me manteve de bom humor através do pior do correio.

 

Slash ligou o motor.

 

— Ótimo. Estou contente que não é o meu trabalho ler essa merda. Estaria louco o tempo todo.

 

Eles foram levados a poucos quarteirões ate um grande prédio. Não foi marcado, mas ela teve a certeza que era um hotel. Havia um monte de jipes e carros de golfe estacionados ao longo da rua e nos espaços de estacionamento. Nervosismo a atingiu.

 

— Parece lotado.

 

— Todos nós almoçamos ao mesmo tempo. — Richard desceu da parte traseira. — Eles fazem um enorme buffet, exceto as filas de mover-se rápido. Temos uma hora para comer.

 

Quando Richard disse a palavra “enorme” Zandy imediatamente pensou no seu anjo caído. Ela cerrou os dentes, sabendo que tinha de parar de fazer isso. Ele tinha um nome. Tiger. Olhou em torno de um grande saguão exatamente dentro do edifício quando ela, Richard, e Slash entraram pela porta dupla.

 

Lembrou-se de repente do colegial, quando eles chegaram ao refeitório. Estava tudo voltando para ela enquanto olhava à sala do tamanho de um ginásio. Mesas foram alinhadas em fileiras com lixeiras colocadas estrategicamente. Ela se sentiu totalmente deslocada. Havia quatro filas e um balcão longo de aço no lado oposto da sala. Muitas das longas mesas já estavam cheias.

 

Zandy olhou em volta para as pessoas enquanto seguia Slash e Richard a uma das filas. A fila de fato se movia rapidamente. Havia apenas um punhado de funcionários completamente humanos e que tinham que estar em desvantagem de trinta para um. Isso a deixou se sentindo desconfortável.

 

Tinha de haver mais de duzentas Novas Espécies no almoço. As mulheres eram altas e de aparência atléticas, mas os homens eram maiores. Ela viu um homem andar perto dela e a quantidade de alimento na sua bandeja a espantou. Seu prato era do tamanho de uma travessa e foi empilhado cerca de seis centímetros de altura com carne.

 

— Não encare, — ordenou Richard suavemente.

 

Ela virou a cabeça.

 

— Eu estava olhando para a quantidade de comida.

 

Ele deu uma risadinha.

 

— Eu acho que deveria avisá-la que a maioria deles come a carne crua por dentro. Não fique chocada. Quando atingirmos a frente do buffet, vá para a esquerda, não à direita. A esquerda tem carnes plenamente cozidas. A direita é o lado cru. Parece cozida até mordê-la. Eu cometi esse erro no meu primeiro dia aqui e, embora fosse divertido para todos ao meu redor, não tanto para mim.

 

— Obrigada. — Ela quis dizer isso. Odiaria acabar com a carne crua como a sua seleção para o almoço.

 

Slash se dirigiu para a direita e Zandy seguiu Richard para a esquerda. Nem todos os Novas Espécies escolheram carne crua para as refeições uma vez que alguns permaneceram à frente deles na fila. Seu colega de trabalho lhe entregou um prato de tamanho normal e pegou o dele. Ela o seguiu quieta ao longo do buffet, espantada com a quantidade e variedade de comida. Ela terminou com bolo de carne e molho, purê de batatas, milho, um pouco de tiras de frango, algumas batatas fritas, e uma fatia de bolo de chocolate. Ela pegou um refrigerante e talheres por último.

 

Sentaram-se ao lado da parede do fundo perto das portas de entrada em uma mesa vazia. Richard sorriu.

 

— Eu lhe disse que realmente servem um buffet ou o quê?

 

Ela desembrulhou o guardanapo de papel, espalhou sobre o colo e assentiu. Cortou seu bolo de carne e mordeu. Surpreendeu-a quando o sabor encheu sua boca e ela gemeu levemente.

 

— Assim como mamãe faz, hein? Eles têm um serviço de bufê e são muito bons.

 

— Este bolo de carne está incrível. O molho é de cogumelos e está muito bom.

 

Ele concordou.

 

— Você sempre pode voltar para o segundo. E terceiro. Ninguém vai te olhar estranho se fizer isso. Comemos muito menos do que eles.

 

Zandy viu alguém andando até a mesa e reconheceu um rosto familiar.

 

— Oi, Creek. Você vai comer conosco?

 

— Sim. — Creek se sentou ao lado de Zandy e sorriu para Richard. — Olá, humano.

 

Ele riu.

 

— Olá, Creek. Eu sou Richard.

 

Creek se virou no assento.

 

— Como foi seu primeiro dia até agora, Zandy?

 

— Ótimo. Amo o meu trabalho. — Zandy olhou o prato da nova amiga, viu alguns bifes com uma grande salada e, em seguida, percebeu o que parecia um café gelado.

 

— Eu não vi esses. Amo café gelado.

 

Creek apontou.

 

— Eles estão lá no canto à direita. Eles têm um de sabor de chocolate, um com hortelã, e um de noz. Nós amamos a cafeína.

 

— Quem não? — Zandy sorriu.

 

Ela olhou ao redor da sala. Tudo parecia bem. Alguns dos Novas Espécies estavam olhando para ela, mas achou que tinham de estar tão curiosos sobre ela como estava sobre eles. O movimento da porta chamou sua atenção quando dois homens altos entraram no refeitório.

 

Era ele, seu anjo caído. Usava o uniforme preto, menos o colete à prova de balas, e caminhava lado a lado com um homem igualmente grande. Eles estavam conversando baixinho, mas ela ignorou o amigo dele. O foco bloqueado em Tiger. Não podia acreditar que estava vendo ele novamente, mas soube, sem dúvida, que não estava enganada. O cabelo parecia uma cor de mel listrada na luz do dia – realces de vermelho, tons de loiro e suave marrom, combinados. Pendurava livremente em torno de seus ombros e ela vividamente lembrou quão macio e acetinado parecia ao toque. Ele passou pela sua mesa e ela teve uma vista das suas costas.

 

As calças do seu anjo foram moldadas a um traseiro agradável e musculoso. Tinha uma cintura em boa forma e a parte superior do corpo era tão grande e musculosa como ela se lembrava. O fato de que ela havia bebido nada tinha a ver com a forma como sexualmente atraente ele tinha sido já que ela teve de engolir em seco para não engasgar. Ele era lindo, todo masculino. Mesmo a maneira que se movia mostrava uma graça e sensualidade que a teve observando com atenção especial.

 

Ele olhou por cima do ombro, quase pareceu sentir seu intenso escrutínio e examinou a área até que chegou ao dela. Seus olhares se encontraram por alguns instantes antes dele olhar para frente, deu mais alguns passos e todo o corpo pareceu virar pedra. Ele parou abruptamente.

 

O coração de Zandy disparou e ela se esqueceu de respirar quando ele virou a cabeça novamente, desta vez encontrando-a imediatamente. Ela estudou seus olhos deslumbrantes. Eles eram exatamente como se lembrava – felino, um azul incrível, mas ela não conseguia distinguir a cor dourada neles de tão longe. O rosto era tão áspero, masculino e fascinante também. Os lábios dele se separaram, forçando-a a lembrar-se vividamente de como ele tinha gosto de cereja quando se beijaram e quão famintos aqueles lábios generosos podiam parecer sobre os dela.

 

O amigo dele levou mais alguns passos antes de perceber que perdeu seu companheiro, virou-se e disse alguma coisa. Tiger realmente estremeceu, como se assustado. Zandy mordeu o lábio e baixou o olhar ao prato. Ele a reconheceu. Merda. O som de Richard e Creek falando assegurou-lhe eles não tinham notado a sua falta de atenção.

 

Ela esperou alguns segundos antes de erguer os olhos novamente. Ele ainda estava ali olhando para ela. Ela forçou um sorriso que não sentia, não certa do que mais fazer. E se ele caminhar ate aqui? O que eu digo? Por favor, não, ela gritou silenciosamente. Por favor, só vá embora. Ele se afastou quase como se tivesse a ouvido e continuou em direção ao buffet. Zandy soltou a respiração que esteve segurando.

 

É ela. Tiger se moveu no piloto automático para receber o almoço, a mente cambaleando de ver a humana que havia salvado naquele bar. Fazia algumas semanas, mas estava certo que era a mesma fêmea. Ela estava comendo no refeitório, compartilhando uma mesa com Creek e Richard Vega, e ele não sabia por quê.

 

As mãos tremiam o suficiente para sentir alívio quando se sentou no seu lugar regular e abaixou a bandeja. A última coisa que precisava era deixar cair o almoço. A lembrança da pequena fêmea não só afetou sua capacidade de pensar e sua coordenação, mas também seu pênis agitou.

 

— Você está bem, Tiger?

 

Tiger olhou para Snow, sem palavras.

 

O macho Espécie de cabelos brancos sentado em frente a ele franziu a testa.

 

— Você está com raiva.

 

— Eu estou bem. — Ele não estava, mas se recusou a admitir isso.

 

Snow assentiu.

 

— Eu percebi que você viu a fêmea humana quando entrou. Ela é quente, não é? Notei-lhe no segundo que entramos.

 

Quente? Essa palavra não faz justiça a isso. Ela fazia seu sangue ferver.

 

Tiger quis gemer, mas conseguiu dar de ombros, fingindo indiferença.

 

— Ela é atraente.

 

— Você acha que ela gosta dos nossos homens? — Interesse despertou nos olhos azul-pálidos. — Eu não me importaria de experimentar sexo compartilhado com um ser humano se fosse ela. Parece um pouco pequena embora e iria, provavelmente, ter medo de nós.

 

Tiger se lembrou dela puxando seu cabelo na base do pescoço para empurrar seu rosto para baixo para encontrar seus lábios depois que exigiu que ele a beijasse. Seu pênis se tornou mais duro com a lembrança de tê-la em volta do corpo, pressionada firmemente a ele. Ela foi agressiva para uma mulher humana. Os lábios dela foram suaves, ela tinha cheirado tão bem e os seus gemidos o levaram a loucura para estar dentro do seu corpo.

 

Não, ela não era uma humana receosa dos homens da Espécie. Ela sabia o que queria. Ela foi atrás de mim e iniciou o sexo. Ele não ia admitir isso a Snow, entretanto, ou a qualquer outra pessoa. Ele tinha deixado de fora aqueles detalhes nos relatórios para evitar de ser provocado sobre fazercom uma humana no capô de um dos jipes da ONE, como se não tivesse controle. Ele tinha perdido totalmente isso com aquela mulher. Não era exatamente o seu momento de maior orgulho.

 

— Deveríamos sentar com ela e ver como reage a mim?

 

— Não. — Tiger evitou rosnar ou atacar para golpear o outro macho por sequer pensar em tentar ganhar o interesse sexual da mulher. A ideia de vê-la tocar Snow o colocou de mau humor.

 

— É isso mesmo. — O humor de Snow morreu. — Você não gosta das fêmeas humanas. Você gosta mais das nossas.

 

Tiger apenas acenou a cabeça. Não queria insistir no fato de que se ela decidisse compartilhar sexo com um macho da Espécie, ele queria ser o que ela escolhia. Eles começaram algo juntos, que não foram capazes de terminar. Seu pau doía, preso dentro da calça apertada demais, agora que havia um espaço livre muito menor dentro deles. Ele mal se absteve de rosnar.

 

Slash se sentou ao lado de Snow, olhou diretamente nos olhos de Tiger e sorriu maliciosamente.

 

— Adivinhe qual é meu dever hoje?

 

Ele sabe que ela está aqui, Tiger adivinhou, severamente olhando de volta para o amigo divertido. Ele esperava que seu aviso silencioso chegasse e prendeu a respiração, esperando para ver se Slash iria dizer algo que não deveria.

 

— Há uma nova mulher humana que trabalha no prédio C. Comecei a acompanhá-la entre fazer as rondas de segurança. Ela está sentada na última mesa perto da porta à esquerda.

 

— Eu a vi. — riu Snow. — Ela estava com medo de você? Eu queria saber se ela gosta dos nossos homens. Ela é quente.

 

— Ela é quente, — concordou Slash. — Não parecia temerosa. O nome dela é Zandy Gordon e eu olhei no seu arquivo. Ela não é casada, solteira, trinta e um anos, e vive cerca de treze quilômetros do portão leste da Reserva. — Ele nunca desviou o olhar de Tiger, claramente enviando sua própria mensagem.

 

Tiger às cegas pegou o bife do topo da pilha, levou à boca e mordeu cruelmente. O gosto de sangue enchendo a boca ajudou a aliviar um pouco da ira e o impediu de olhar através da sala como se estivesse obcecado com a mulher.

 

Slash se recusou a parar de provocá-lo.

 

— Eu fico de acompanhá-la de volta ao prédio C e no final do dia vou levá-la ao portão leste. Que é para onde movemos o carro dela uma vez que será mais fácil para ela ir para casa de lá.

 

Tiger sentiu o temperamento explodir. Slash estava atraindo-o, dizendo-lhe onde poderia encontrar a fêmea mais tarde. Zandy era um nome estranho para uma humana, mas ela não era exatamente normal em qualquer maneira.

 

Ele perdeu a batalha e seu olhar procurou-a. Seu longo cabelo vermelho estava em um rabo de cavalo e ela estava rindo de alguma coisa que um dos seus dois companheiros havia dito. Ela não usava muita maquiagem, não havia na noite em que a conheceu também, mas ela era muito atraente sem isso. Ele ouviu seu riso por cima do barulho de vozes e cerrou os dentes. O pau latejava contra a coxa onde estava preso, e à vontade de ir atrás dela agarrou-o fortemente.

 

Sabia que se arrependeria se levantasse, invadisse toda a sala e a agarrasse. Ele a queria de volta sob ele, mas desta vez não pararia e não dava a mínima que o olhassem compartilhar

 

sexo com ela. Iria alertar a todos os homens a ficar longe dela também. Eles vão saber que ela é minha.

 

Esse pensamento chocou-o suficiente para prender seu desejo e até causou um choque de receio de atacar. O que diabos está errado comigo?

 

— Tiger?

 

Ele afastou o olhar de Zandy para olhar a Snow.

 

— O quê?

 

Snow riu.

 

— Eu estava falando com você, mas você estava pensando em algo tão profundo que não me ouviu. O que está na sua mente?

 

— Eu estava pensando em outra coisa. — Tiger não entrou em detalhes.

 

Slash riu.

 

— Eu aposto que pensava no seu próximo turno noturno e como espera que o xerife humano não nos chame em mais emergências.

 

Tiger rosnou um aviso a Slash, mas ele apenas sorriu em resposta.

 

Snow franziu o cenho.

 

— Eu não entendo.

 

— O xerife humano está sempre nos chamando para coisas estúpidas, — explicou Slash. — Nós tememos isso. É por isso que Tiger simplesmente rosnou. É irritante.

 

Tiger planejou chutar o traseiro de Slash na primeira vez que estivessem sozinhos. O homem definitivamente atraiu-o, mencionando como ele encontraria Zandy. Rasgou um pedaço do bife e se focou exclusivamente na comida. Ele não ousou olhar na direção dela novamente.

 

Obrigou-se a ouvir e responder a conversa à mesa. Zandy não foi mencionada de novo, mas ele não conseguia tirá-la dos pensamentos.

 

— O portão leste? Mas o meu carro... — Zandy disse.

 

— Foi movido. No portão você teve que entregar as chaves do carro. Este é o motivo. Nós protegemos seus carros para impedir os manifestantes de adulterá-los. Os manifestantes têm sido conhecidos por pintar em spray palavrões nos carros dos visitantes.

 

— Oh.

 

— Você vive mais perto do portão leste. Está poupando-lhe quilômetros se usá-lo. De manhã volte por ele. Sua escolta estará esperando lá.

 

— Será você?

 

Ele encolheu os ombros.

 

— Eu não atribuo funções.

 

Ela assentiu.

 

— Oh.

 

— Tiger faz.

 

Merda.

 

— Tiger é chefe da segurança.

 

Duas vezes merda. Ela tinha molestado o chefe de segurança da ONE na Reserva. Excelente. Odiou a si mesma. Realmente fez. Sentou-se no Jipe em silêncio, pensando naquela informação e quão desconfortável Tiger poderia fazer sua vida se guardou rancor. Eles dirigiram até o portão e Slash estacionou o jipe perto da guarita.

 

Ela avistou quatro oficiais ONE patrulhando. Dois dentro da guarita e mais dois em cima dos muros de nove metros que cercavam todo o perímetro da Reserva. Eles carregavam armas.

 

— Eu não vejo manifestantes.

 

— Não. Você não irá aqui. Recentemente compramos o terreno adjacente desta seção. Nós não estendemos as paredes ainda, mas pretendemos. É propriedade privada assim quando eles chegam temos eles presos por invasão. Basta aparecer neste portão pela manhã. Seu carro está estacionado lá. — Ele apontou.

 

Ela viu uma pequena área de estacionamento e seu carro.

 

— Obrigada.

 

Slash assentiu.

 

— Eu vou pegar as chaves. Fique aqui.

 

Zandy desceu do Jeep, pegou a bolsa e esperou. Ela viu Slash rir e conversar com os dois policiais dentro da guarita, antes de aceitar as chaves de um deles. Voltou para ela e as entregou.

 

— Pela manhã, eles te deixarão entrar. Estacione o carro onde ele está e deixe as chaves na ignição. Eles precisam das suas chaves no caso de ter que ser movido para algum ponto. É uma medida de segurança. Vão revistar o seu carro e examinar cada centímetro dele também assim ninguém bagunça com o seu carro plantando uma bomba. — Zandy olhou para ele, atordoada demais para falar.

 

Slash sorriu.

 

— Tenha uma boa noite. — Ele subiu no Jeep e recuou-o. Acenou e depois foi embora.

 

Bomba? Merda. Não admira que o salário seja tão bom. Estou recebendo adicional de perigo. Ela caminhou até o carro e percebeu que os dois homens na parede a observavam de perto. Ela subiu e jogou a bolsa no banco do passageiro. Ela ligou o carro e deu marcha ré. O portão foi aberto enquanto ela dirigia para ele lentamente. Um dos oficiais acenou para ela e ela deixou a Reserva.

 

Dirigiu cerca de um quilômetro pela estrada sinuosa e cercada de florestas antes que avistasse o Jeep preto ONE estacionado de um lado ao outro de ambas as pistas. Ela bateu nos freios, franzindo a testa, se perguntando onde o motorista estava e por que bloquearam a estrada. Seu olhar disparou pela floresta, mas ela não viu ninguém. Ela desligou o carro, esperou, e aguardou que o motorista retornasse logo uma vez que as árvores a impediam de dirigir em torno do veículo abandonado. Longos minutos se passaram e ela decidiu chamar para ver se o motorista a ouviria.

 

O som de um homem gritando chegou aos seus ouvidos no segundo que ela abriu a porta do carro e ficou e pé. Se virou na direção dos xingamentos obscenos e mordeu o lábio quando ele chegou mais perto.

 

— Eu juro que estou perdido, caralho.

 

— Certo, — uma voz masculina rosnou. — Claro que você estava.

 

— Você me deixe ir, agora, seu filho da puta. Como se atreve a colocar as malditas patas esquisitas em mim? Foda-se.

 

— Você está invadindo e vai ser preso por isso.

 

— Vá para o inferno, babaca. Deixe-me ir.

 

Zandy viu movimento cerca de cinco metros à esquerda. Estava tentada a subir de volta no carro e dar a volta. O portão não estava longe e ela temia qualquer tipo de cena que encontraria do outro lado. O homem xingando parecia muito beligerante.

 

Um homem de aparência rude em seus vinte anos saiu da linha das árvores. O rosto estava vermelho de raiva, mas as mãos estavam atrás das costas. Alguém mais alto se moveu por trás dele, forçando-o à frente, e reconhecimento atingiu quando ela viu naquele segundo o rosto. Ela congelou. Tiger não a viu de imediato, muito determinado a controlar o homem que empurrava para frente. O homem furioso tentou fazer uma pausa disso, mas Tiger se moveu, agarrou-o pelo ombro da jaqueta jeans e puxou-o de volta.

 

— Não me faça persegui-lo, — rosnou Tiger. — Você não vai chegar longe com as mãos algemadas atrás das costas.

 

— Foda-se, aberração. Deixe-me ir. Você não tem nenhum maldito direito de me tocar ou algemar. Vou processar o seu traseiro, bichano do caralho.

 

Tiger rosnou ferozmente.

 

— Continue assim, caipira. Posso apresentar mais acusações contra você. Está invadindo a propriedade ONE com um rifle. Isso não pressagia nada de bom para você em tudo.

 

Tiger ergueu a cabeça e encontrou os olhos de Zandy. Piscou para ela, mas não pareceu chocado ao vê-la parada ali. Ele empurrou o homem ao Jeep. Zandy foi ignorada enquanto Tiger arrastou o homem para cima e jogou-o no banco traseiro. O homem amaldiçoou alto, fazendo ameaças de uma ação judicial. Tiger arrancou outro par de algemas e aferrou o homem a uma barra de metal com eles.

 

— Seu maldito bichano! — O homem gritou. — Deixe-me ir. Você não tem nenhum maldito direito de fazer isso comigo.

 

— Cale a boca, — Tiger rosnou. — E uma vez que você está indo para a cadeia, eu não estaria gritando bichano demais. Ouvi que sua espécie gosta de dobrar os machos ali. Se mais alguém é tão estúpido como você é, então eles podem tomar isso como você se oferecendo para ser um.

 

Zandy sorriu, não podia evitar, e sabia que era errado achar isso engraçado. Tiger finalmente se virou e encontrou os seus olhos. Ela viu suas narinas se alargar enquanto ele se aproximava dela lentamente. Sua frequência cardíaca aumentou. Eles estavam indo para conversar e ela não teve ideia do que lhe dizer.

 

— Onde diabos você está indo? Você não pode me deixar aqui, aberração. Eu tenho direitos.

 

Tiger ignorou o homem no Jeep. Zandy não se moveu quando Tiger diminuiu a distância entre eles até que ele parou a poucos pés de distância. Eles apenas se encararam.

 

— Ei, bichano. Deixe-me ir agora, porra! — O homem lutou com os punhos.

 

— Oi, — Zandy ofegou, decidindo falar primeiro. Ela estava nervosa o suficiente para sentir a necessidade de dizer algo, qualquer coisa. — Como tem passado?

 

Seus belos olhos estreitaram-se ligeiramente.

 

— Eu vou bem. Você evitou brigas?

 

Ela corou com a lembrança da sua decisão imprudente de ficar bêbada em um bar.

 

— Sim.

 

— Você é pequena demais para se envolver com homens lutando.

 

— Eu não estava exatamente envolvida. Estava sentada em uma mesa no canto mais afastado quando estourou. Tudo aconteceu tão rápido que eu me encontrei encurralada e eles começaram a vir no meu caminho. Eu não tive para onde ir, exceto em cima da mesa. Teria ficado muito bem ali, se alguém não tivesse acertado ela e me enviado ao chão. — Ela estudou-o de perto, ainda certa que ele tinha que ser o homem mais sexy que ela já vira. — Obrigado por salvar minha vida.

 

Ele inclinou um pouco cabeça, estudando-a atentamente.

 

— Foi por isso que me beijou? Para me agradecer?

 

Ela sabia que as bochechas avermelharam mais, envergonhada que ele queria uma explicação para seu comportamento.

 

— Não.

 

— Então por que você fez? Estou curioso.

 

— Você realmente quer saber a verdade? — Ela paralisou, tentando pensar em um motivo que não soasse tolo, mas não conseguiu chegar nada. O homem fazia o seu cérebro não funcionar.

 

— Eu não iria perguntar se eu não quisesse saber isso.

 

— Eu... — Ela suspirou, decidindo apenas ser honesta. — Eu fiquei bêbada e pensei que estava morrendo. Eu acordei e tive certeza que eu tinha. Você vai pensar que é estúpido e eu duvido que realmente queira ouvir onde estava minha cabeça.

 

— Eu quero.

 

— Eu pensei que morri e lá estava você.

 

Ele franziu a testa.

 

— Eu não entendo. — Ela queria que um buraco se abrisse sob ela, mas não fez.

 

— Pensei que fosse algum tipo de guia que tinha vindo para me levar ao inferno.

 

Sua boca ficou tensa.

 

— Entendo. Acreditou que eu era um demônio. — Ele pareceu chateado.

 

— Não! — Ela sacudiu a cabeça, odiando o jeito como ele olhou para ela naquele momento. Quis corrigir isso. — Pensei que você era um anjo. — Ela omitiu a parte do caído.

 

Sua boca relaxou e os olhos suavizaram um pouco.

 

— Você sempre quis beijar um anjo?

 

— Não. — O rosto dela tinha de estar flamejante por agora. — Eu pensei, desde que estava indo para o inferno de qualquer maneira, que eu poderia muito bem fazer o que eu realmente queria. Que foi te beijar. — E mais. Ela também deixou essa parte de fora.

 

— Por que você quer me beijar?

 

Será que esse cara nunca para de fazer perguntas? Ela queria evitar soar ainda mais irracional. Trocou seu peso, os saltos altos fazendo os pés doerem. Olhou para o rosto dele. Oh inferno. Dentro por um centavo4.

 

ˇ De uma maneira simplista é dizer que alguma coisa vale a pena, dar uma chance a isso, tomando todos os riscos e se esforçando para atingi-la.

 

— Eu achei que você era atraente e só queria te beijar.

 

— Achou? Passado. Agora que você não está bêbada, eu não sou atraente?

 

Ela franziu o cenho.

 

— Você é atraente. Não ponha palavras na minha boca.

 

— Então você ainda me considera atraente?

 

— Você sabe que é.

 

Ele a olhou por longos segundos.

 

— Você ainda quer me beijar?

 

Ela pestanejou algumas vezes e decidiu que queria, mas não quis admitir isso. Bêbada, ela foi muito adiante, mas esse não era o caso quando estava sóbria. Ela engolou em seco em vez de responder a pergunta e forçou o olhar do dele para o Jeep.

 

— O prisioneiro lá está caindo. — O olhar virou de voltou para ele.

 

— Eu não dou a mínima. Ele poderia calar a boca, se cair e bater a cabeça.

 

Ela sorriu, gostando dele, e concordou que não seria uma coisa ruim se o homem alto e bruto em restrições parasse de resmungar maldições.

 

Tiger de repente avançou, invadindo seu espaço pessoal.

 

Ela engasgou quando duas grandes mãos agarraram seus quadris suavemente para evitá-la de se afastar dele. Os olhares se encontraram e prenderam. Os olhos dele eram tão inacreditáveis como se lembrava, na verdade mais deslumbrantes na luz do sol, pois as bordas douradas das íris azuis quase brilhavam, acentuando as partes azuis. Os olhos felinos, combinados com os cílios grossos, eram extraordinários.

 

Zandy respirou instável, inalando o seu masculino, amadeirado perfume. Ela não resistiu quando ele gentilmente a puxou mais perto até que teve de inclinar a cabeça para trás para manter seus olhares presos e o corpo contra o dele. As mãos subiram automaticamente para alisar no amplo peito dele. O material da camisa preta era suave, mas o homem nela parecia muito sólido.

 

— Estou curioso, — ele falou rouco. — Se te tocar é tão bom quanto me lembro. Vou te beijar.

 

Zandy sabia que devia dizer não e se afastar do aperto de Tiger. Ela devia... Oh diabos. Eu só vou viver uma vez. O desejo de beijá-lo era forte. Não ia negar isto, assim deslizou as mãos mais alto, até os ombros dele. Eles eram mais largos que nunca. Ela se apertou mais forte contra ele e abriu os lábios em convite.

 

Ele arregalou os olhos com surpresa e se inclinou um pouco. Um suave grunhido retumbou da garganta e o ventre de Zandy se apertou. Ele fazia os sons mais sensuais. As lembranças nubladas pelo álcool não estavam erradas sobre isso e ela fechou os olhos em antecipação do seu beijo.

 

O homem suavemente ronronou quando a boca roçou a dela. Zandy tomou uma respiração instável contra seus lábios e se ergueu na ponta dos pés para ficar mais perto. Suas bocas se encontraram novamente e desta vez ele não apenas lhe deu uma provocação de leve. A língua dele deslizou, passou seus lábios entreabertos e completamente lhe possuiu com o tipo de paixão que a teria feito derreter ao chão se não estivesse agarrada aos seus ombros. Os braços apertados ao redor dela.

 

Estar bêbada não havia afetado seus sentidos afinal, porque o homem podia beijar como ninguém. A língua brincava, atacava, e absolutamente a deixava sem a habilidade de pensar. Outro grunhido veio dele. Seus mamilos responderam às vibrações que isso causou com o peito pressionado com tanta força contra ele, e quis estar ainda mais perto. As mãos se envolveram no seu pescoço e mal notou quando os pés deixaram o chão enquanto ele a ergueu mais para cima do seu corpo para aprofundar o beijo.

 

Tirou os sapatos, querendo-os fora do caminho e precisando sentir mais dele. Quase instintivamente as pernas embrulharam os quadris dele. As costas atingiram a lateral do seu carro e ele se moveu mais perto até que o cume duro do pênis pressionou contra a calcinha. Ela ajustou seu abraço nele com as pernas, apertando os joelhos sobre as laterais dele e fechando os tornozelos juntos até que os calcanhares se cavaram no traseiro firme, encorajando-o mais perto.

 

Os quadris de Tiger moeram contra sua vagina, fazendo-a ciente do material áspero da calça contra as coxas nuas... e que a saia havia subido. Não se importou. Ao invés, o beijou freneticamente e arqueou as costas, roçando os seios e o clitóris contra ele onde se tocavam. Gemeu, querendo-o tanto que doía. O corpo estava queimando.

 

O aperto de Tiger passou da cintura para acariciar até o traseiro. As mãos seguraram na pele nua onde a calcinha não cobria e ele apertou-a com firmeza. Ele se moveu, lentamente balançando o pênis contra ela. Prazer rasgou por ela do quão duro ele estava, quão sensível o clitóris ficou por somente o mais leve movimento que ele fez. Ela doía para gozar.

 

Era uma loucura como reagia a ele. Nenhum homem nunca a excitou mais. A boca era puro pecado. O corpo fazia coisas com ela. Ele a fazia se sentir selvagem e necessitada; e ela queria que a tomasse. Gemeu mais alto, beijando-o mais profundamente enquanto as unhas lhe arranhavam onde podia tocar as costas. Ela o queria agora, contra o carro, no meio da estrada e nem mesmo se importava que estivessem ao ar livre.

 

Paixão pura fez os olhos dele as coisas mais sensuais que ela já tinha visto. Ele roçou suas presas contra ela e o desejo súbito de revelar-lhe o pescoço o atingiu. Ela o permitiria, totalmente, mordê-la. Até mesmo o pensamento dele beliscando-a com aquelas belezuras a deixou mais excitada. Sou uma pessoa doente, mas eu não me importo. Ele é tão incrivelmente sexy.

 

— Eu...

 

Zandy tinha medo dele recusar. Havia muito em jogo, considerando que nunca quis ninguém tanto quanto o queria. Os pensamentos a deixaram quando se ergueu para colocar os lábios nos dele para beijá-lo. Ele rosnou, apertando-a com mais força contra a lateral do carro.

 

As mãos cerraram no cabelo dele, segurando-o no lugar enquanto rolava os quadris. Gemeu ao sentir o pênis preso contra a vagina e resistiu contra ele para mostrar o quanto o queria.

 

— EI! OI? Que porra? Ei, bichano? Você pode parar de pegar a garota no carro e me deixar ir!

 

Tiger retirou bruscamente sua boca da de Zandy e eles se encaram, ambos sofrendo. Ele rosnou novamente e respirou profundamente enquanto a observava.

 

— Eu tenho que lidar com esse babaca.

 

Sua voz foi tão áspera, profunda e sexy que ela ainda não queria deixá-lo ir, mas tinha esquecido sobre seu prisioneiro. Droga! Se ela tivesse alguma envergonha se sentiria embaraçada, mas tinha passado por esse ponto quando Tiger a beijou. Tudo que queria era ele e nada mais parecia importar. Talvez eu esteja passando por algum tipo de coisa de menopausa precoce que me faz estar super excitada e perder minha maldita mente. Isso a fez se sentir um pouco melhor, mas ela não acreditou nisto nem por um segundo. Tiger apenas a fazia ser imprudente porque havia algo nele que “ligava” seus botões.

 

O aperto de Tiger afrouxou e ela soube que tinha de libertá-lo, embora não quisesse. Desengatou os tornozelos e deixou as pernas deslizarem do seu corpo. Os dedos tiveram de deixar o seu cabelo e ela sentiu falta de abraçá-lo imediatamente quando ele recuou, uma vez que ela estava descalça no pavimento. Realmente se sentiu fria e perdida quando se separaram.

 

— Deixe-me levá-lo até o portão e entregá-lo aos oficiais. — Ele não desviou o olhar dela. — Espere por mim aqui. Você fará isto? Não vai demorar mais que cinco minutos.

 

Ela não deixou de ver a preocupação que encheu o seu olhar ou o remorso. Um sim instantâneo quis passar por seus lábios, mas agora que eles não estavam presos juntos se acariciando, ela podia pensar. Uma mulher inteligente fugiria, sabia disso, mas nunca conheceu um homem como Tiger antes. Ele valia a pena correr um pouco de risco e fazer algo totalmente louco.

 

— Ele tinha uma arma, ou eu o permitiria ir com uma severa advertência. Tenho que entregá-lo. Ele pode ter estado aqui para disparar contra meu povo e isto significa que representa uma ameaça futura. — Tiger avançou mais perto, mas evitou tocá-la. — Eu irei e retorno em cinco minutos no máximo. Vai esperar aqui? Por favor?

 

Zandy assentiu em concordância e ele pareceu aliviado. O olhar finalmente se afastou dela para estudar o Jipe quando ele recuou. Ele limpou a garganta antes de olhar para ela novamente. A voz saiu parecendo mais normal e perdeu a intensidade áspera.

 

— Eu vou me apressar. Não vá, Zandy.

 

Ele sabe o meu nome. Ela assentiu, um pouco impressionada que tivesse tomado o tempo para descobrir algo sobre ela.

 

— Eu estarei aqui.

 

Ele caminhou até o Jipe. Ela se encostou ao seu carro para evitar que os joelhos trêmulos cedessem. Eles pareciam que iam desmoronar debaixo dela. O homem a beijou e fez seu corpo virar geleia.

 

Tiger agarrou o homem que tentava sair do banco traseiro. O idiota pendurava um pouco de cabeça para baixo onde as algemas o mantiveram parcialmente dentro. Tiger o empurrou de pé. Um grunhido veio do Nova Espécie quando ele sacudiu a cabeça e pulou no assento do motorista.

 

— Você não pode fazer isto! — O homem berrou. — Deixe-me ir, seu discurso de show de aberração! Eu sou um cidadão Americano. Este é meu país e você não pertence aqui. Exijo um advogado.

 

O Jipe retrocedeu. Tiger torceu o volante e olhou para Zandy como acelerou, decolando rapidamente para retornar à Reserva. Ela o observou ir, abraçou o peito e em silêncio se perguntou se estava cometendo um engano. Senso comum ditava que ela devia subir no carro, partir antes dele retornar e colocar algum espaço entre eles. Eles iam ter sexo se ela ficasse. Não era ingênua suficiente para pensar outra coisa e isso provavelmente seria só mais uma coisa a adicionar na longa lista de erros que ela continuava cometendo.

 

Zandy não se moveu. Tomou algumas respirações profundas e olhou a floresta ao seu redor, apreciando a beleza do que via, mas ela não podia ignorar a forma que os seios se sentiam doloridos. A calcinha estava encharcada até o ponto que precisaria mudá-las quando chegasse em casa e isso tivesse espalhado para umedecer as coxas. Desejo ainda deixava seu coração batendo mais rápido do que o normal.

 

Não seria prudente arriscar seu novo trabalho por dormir com o chefe de segurança na ONE. As contas, o pagamento da hipoteca e sua alimentação dependiam de evitar ser demitida. Ele realmente vale arriscar tudo? Seus olhos se fecharam e tudo que podia ver foram aqueles olhos dele. Eles pareceram olhar direito na sua alma quando olhou para ela e ela tremeu pela lembrança das mãos dele agarrando seu traseiro. Tiger era perigoso, diferente de qualquer outro homem que já conheceu, e ela nunca quis nada mais do que ele.

 

Entre no carro, maldição. Corra! A última coisa que precisa é se envolver com outro homem e isso não pode ir a qualquer lugar. Você renunciou os homens, lembra? Dois divórcios, trinta e um anos de idade e você está sempre atraída por homens tóxicos.

 

Ela não se moveu, apenas permaneceu lá com os olhos fechados e silenciosamente listou todas as razões que precisava para partir. Ela finalmente os abriu e se inclinou para recolher os sapatos descartados. Lançou-os para o lado do passageiro do carro e virou a cabeça para observar o caminho que ele tinha ido. Sábio ou não, ela não estava partindo. Ele estava voltando e ela estaria ali esperando quando ele fizesse.

 

Em uma nota ela tinha lido que Novas Espécies eram estéreis e não portadores de doenças sexualmente transmissíveis. Ele não poderia engravidá-la ou dar-lhe qualquer coisa ruim se eles acabassem fazendo sexo.

 

Tiger arrastou o humano para fora do Jipe, o empurrou para dois dos oficiais e então deu o rifle que tinha confiscado do idiota.

 

— Eu o peguei com isso e o levei ao meu Jipe por retirar isto, mas ele fugiu. Tive que persegui-lo. Ele é estúpido, por isso seja cauteloso.

 

O macho que assumiu a responsabilidade pelo prisioneiro assentiu severamente.

 

— Sim, Tiger.

 

— Pode haver mais deles. Feche a área, lacre os portões e não permita que ninguém entre ou saia deste caminho. Eu estou indo caçar.

 

— Nós juntaremos reforços para te ajudar.

 

— Não. — Tiger sacudiu a cabeça. — Estou indo sozinho. Assegure-se que todas as patrulhas do muro sejam advertidas. Certifique-se que eles estejam usando o equipamento de proteção no caso de franco-atiradores. Estou desligando meu rádio. Planejo ficar totalmente em silêncio enquanto procuro na floresta.

 

— Eu não acho uma boa ideia, — o segundo oficial rosnou. — Nós somos mais fortes em grupo.

 

— Somos também mais persistentes. Eu estou no comando e lhe dei uma ordem. Lacre-os. Ninguém entra ou sai e não fique alarmado se não puder entrar em contato comigo. Estarei lá fora. — Ele girou para pisar de volta ao Jipe e saltou para dentro.

 

Seu pau ainda estava duro, o corpo queimando para terminar o que havia começado com Zandy. Realmente esperava que ela não tivesse mentido. O pensamento de ela ter ido quando retornasse o fez querer rosnar. Outra parte dele esperava que não estivesse esperando. Tocá-la o fez perder todo o controle. Quase a tomou na frente de uma testemunha humana e não deu a mínima. Ele só quis a ela.

 

Seu gosto e a sensação dela nos braços o fez sentir coisas estranhas, malucas. Devia retornar para casa, tomar um banho gelado e achar uma fêmea Espécie. Elas não queriam compromisso e eram normalmente fáceis de entender, apesar do recente comportamento estranho de Kit. Zandy... Tiger não tinha ideia do que ela queria dele além de sexo.

 

De maneira nenhuma estava tomando uma companheira. Sacudiu a cabeça quando ligou o motor e colocou-o em movimento, ignorando a preocupação nos rostos dos outros homens enquanto o observavam partir. Odiou o pouquinho de culpa que sentiu por mentir. O fato que ele estava disposto a dizer mentiras para estar com a humana atraente, tocou sinos de alarme no seu cérebro. Não que isso o impediu de dirigir tão rápido quanto podia para retornar onde ela esperançosamente aguardava. Pegou as viradas um pouco rápido demais, quebrando as leis de velocidade que estabeleceram por segurança, e só diminuiu a velocidade quando chegou à última curva da estrada, para evitar bater no carro dela se ainda estivesse estacionado lá.

 

A visão dela o fez querer rugir em vitória. Ela era sua. Iria despi-la e fazer todas as coisas que queria. Fome crua agarrou-o. Queria Zandy Gordon e iria tê-la.

 

Ele sorriu, em êxtase de repente quando todas as dúvidas desapareceram. Se preocuparia sobre o que significava querê-la, o que ela significava para ele, mais tarde. Agora só queria tê-la sozinho, longe da estrada, e colocar as mãos de volta nela.

 

Havia uma larga faixa de grama que costumava estacionar o Jipe. Arrancou as chaves da ignição e colocou no bolso quando desceu. Caminhou direito até ela e estendeu a mão.

 

— Dê-me as chaves.

 

Ela piscou, não obviamente esperando que falasse isto, mas se afastou do carro mesmo assim.

 

— Elas estão na ignição.

 

— Eu vou tirar seu carro da estrada e estacioná-lo atrás do meu veículo.

 

Ela assentiu e avançou longe do carro quando ele impacientemente se moveu. O desejo de apenas curvar, atirá-la sobre o ombro e levá-la mais a fundo na floresta era forte. Duvidou que ela apreciaria seus pensamentos carnais de como gostaria de tomá-la no chão. Tentou esfriar o sangue aquecido enquanto abria a porta e tentava mexer seu grande corpo dentro do carro.

 

A fêmea tinha pernas pequenas e o volante o apertou até que conseguiu pegar a alavanca para empurrar o banco todo o caminho para trás. O carro cheirava a ela, sabão em pó e algo que não conseguiu identificar. Ele se afastou na estrada, estacionou atrás do seu Jipe e se esticou para empurrar a bolsa dela debaixo do banco, longe da vista. A estrada era na maior parte segura, mas alguém poderia vagar perto se eles estivessem procurando por problema.

 

O elemento perigo não foi perdido por Tiger. Já tinha encontrado um humano com uma arma espreitando na floresta perto dos muros da Reserva. O homem poderia ter amigos. Isso deu a ele uma pausa quando tirou as chaves da ignição, colocou-as no bolso e trancou a porta do carro.

 

Uma olhada no firme olhar verde de Zandy e decidiu que ela valia algum risco. Ficaria consciente do seu entorno e esperava que pudesse se lembrar de ficar alerta, enquanto a tocava. A coisa inteligente seria tê-la o seguindo de volta aos portões e levá-la para sua casa, mas os oficiais falariam. Tiger com uma fêmea humana causaria um reboliço, considerando suas crenças sem rodeios que os machos Espécies eram tolos por se ligar com elas.

 

Zandy mordeu o lábio inferior, uma expressão incerta fazendo-a parecer frágil. Ele rapidamente fechou a distância entre eles para pegá-la nos braços. Ela ofegou, mas agarrou seus ombros.

 

— Eu posso andar.

 

Ele resistiu sorrindo, divertido. Ela era leve nos seus braços, se sentia bem assim perto dele, e a queria lá.

 

— Você não está usando sapatos. Eu pego você. — Ele forçou o olhar do dela, virando em direção ao Jipe, e depressa encabeçou naquele caminho.

 

— Onde estamos indo? — Zandy relaxou nos braços de Tiger.

 

— Estou te levando para longe da estrada. Não quero interrupções no caso de outros estarem invadindo. — Ele pausou ao lado do Jipe. — Você vê o cobertor dobrado no banco traseiro? Poderia, por favor, pegar ele?

 

Ela teve que soltá-lo com um braço. Ele a inclinou um pouco e ela pegou isso e soltou no colo. Seu braço enrolou em torno do pescoço dele novamente.

 

— Você realmente devia me deixar andar. É apenas grama.

 

— Não quero que machuque seus pés, e onde estamos indo pode haver pedras e galhos pequenos. Confie em mim. Eu tenho você.

 

Sim, você tem, ela admitiu em silêncio. O homem era forte. Ele a segurou nos braços como se não pesasse nada à medida que manobrava por entre as árvores rapidamente. Ocorreu-lhe que ele era principalmente um estranho. Estava permitindo que ele a levasse para dentro da floresta e esta provavelmente não foi a ideia mais brilhante que já teve. Ele podia ser um serial killer, mas duvidava. Algo sobre ele simplesmente a fazia confiar nele.

 

Sua intuição esteve errada antes sobre pessoas, mas Tiger não era exatamente um cara normal.

 

— Há um bonito riacho adiante, — ele respondeu asperamente. — Vamos lá.

 

Isto soa romântico. Ela sorriu, gostando.

 

— Certo.

 

Ela estudou seu rosto. Ele realmente era magnífico em um tipo de jeito masculino, exótico. O cabelo se parecia com uma juba. Os fios grossos ondulavam abaixo dos ombros e as listras multicoloridas era uma visão verdadeiramente impressionante. Sua mão girou e ela as correu nisso, apreciando a textura sedosa. O olhar dele se moveu para o dela por um segundo antes dele se concentrar onde pisava.

 

— Estamos quase lá.

 

Ele tinha andado realmente rápido, mas não estava sem fôlego e isso a fez perceber o quão forte devia ser. Provavelmente deveria lhe ter deixado um pouco desconfiada dele, mas não sentiu nenhuma pontada de medo absolutamente. Estava a favor de ter sexo com ele. A química entre eles era quente fora do gráfico5 e o tamanho dele na verdade tornou-o mais impressionante.

 

ˇExpressão utilizada para algo que excede em muito os padrões normais, bom ou ruim.

 

A floresta se abriu em um pequeno oásis de flores, um riacho estreito e grama felpuda. Tiger parou de andar, farejando o ar enquanto Zandy olhava em volta, maravilhada.

 

— É tão bonito.

 

Ele se virou para olhar profundamente nos seus olhos.

 

— É o meu novo lugar favorito. Recentemente adquirimos o terreno e eu venho aqui tomar banho às vezes, quando estou patrulhando a área. Não muitos dos oficiais sabem sobre ela e só alguns de nós caçam nesta seção por intrusos. Vamos ter privacidade.

 

Ele colocou Zandy em pé. Grama espessa e suave amorteceram seus dedos do pé. O cobertor quase deslizou ao chão, mas Tiger o agarrou. Ele se endireitou, contornou-a e se curvou para espalhá-lo em uma área de musgo perto da beira da água na sombra.

 

O corpo dele torceu para ela quando se endireitou e agarrou a camisa para removê-la. Expôs os abdominais impressionantemente esculpidos para sua visão.

 

— Você precisa de ajuda para se despir? Gostaria que retirássemos todas as roupas.

 

Seu coração martelou quando tomou uma decisão final — realmente queria fazer sexo com ele. Não foi muito uma escolha. A lembrança dele lhe assombrava desde a noite que se beijaram naquele estacionamento, a atração entre eles era muito forte para negar. Ela o queria. Tinha sido quase um ano desde que renunciou aos homens após o divórcio e a ideia de ser tocada por ele a seduziu muito.

 

Os dedos tremiam ligeiramente quando desabotoou a blusa, separou-a e manteve o olhar fixo em Tiger. Os seus olhos eram formidáveis, tão exóticos que não queria desviar o olhar, mas a visão que ele expôs quando tirou a camisa foi muito tentadora para perder. Pele bronzeada e dourada, aquele peitoral largo, planos mamilos escuros e conjuntos espessos de músculo foram o suficiente para convencê-la que tinha feito a escolha certa. Ele era perfeição.

 

O zíper atrás da saia soou estranhamente alto à medida que descia. O material caiu aos seus tornozelos e ela se afastou. Ele suavemente rosnou para ela quando o olhar desviou abaixo pelo seu corpo e ela esperou que significasse que gostou do que viu. Ficou grata por estar usando roupa íntima combinando. As mãos ainda tremiam quando desatou o sutiã, encolheu os ombros dele e agarrou os quadris para mover a tanga azul pelas pernas.

 

Ele se aproximou dela, a calça ainda no lugar, até que somente centímetros os separaram. Ela se sentiu totalmente exposta, ali de pé completamente nua quando ele não estava.

 

— Você não tirou a calça.

 

Um sorriso curvou sua boca sexy.

 

— Eu vou em breve, mas não quero te assustar.

 

Suas sobrancelhas curvaram.

 

— Por que me assustaria?

 

Hesitação a fez se preocupar até que ele falou.

 

— Eu realmente quero você, e estou muito duro. Também sou diferente dos seus homens.

 

Aquilo a atordoou e abaixou o olhar. O esboço do seu membro estava claro. Era grande, mas parecia da mesma forma que um pênis normal seria. Ela ergueu o olhar e pela primeira vez realmente se preocupou sobre estar sozinha com ele, mas estava preparada para lidar com quaisquer diferenças físicas que eles poderiam ter que superar.

 

Tiger pareceu ler sua mente.

 

— Tenho formato e funciono da mesma maneira, mas nós somos apenas maiores que seus homens. Não quero que fique intimidada ou arriscar que mude de ideia.

 

— Vamos devagar. — As mãos agarraram a cintura dele. —Acho que arriscarei um pouquinho de medo.

 

As mãos dele lhe impediram de abrir a calça quando puxou-a junto com ele. Ele voltou até onde o cobertor aguardava e se ajoelhou, ainda segurando suas mãos.

 

Zandy caiu com os joelhos na grama então se moveu para o cobertor. Tiger a soltou e tocou seu corpo ao invés. Ela ofegou quando ele de repente a teve presa, estendida com a metade dele em cima dela até que as bocas ficaram quase se tocando.

 

— Eu quero você mais do que já quis qualquer mulher. — A voz saiu rouca e soou um pouco crua. — Estou tentando abrandar, mas é tão difícil.

 

Suas mãos seguraram o rosto dele.

 

— Quero você também. Isto é loucura, não é?

 

Ele concordou.

 

— Um pouco, mas há uma forte atração entre nós.

 

Magnetismo animal. Ela se recusou a dizer isso em voz alta, caso ele se ofendesse. Ela podia ter dito luxúria crua, mas encarando seus exóticos olhos felinos, o primeiro ajustou mais. Qualquer que fosse a atração, era incrivelmente forte.

 

— Eu nunca quis ninguém tanto como quero com você, — ela admitiu. — Louco ou não.

 

Um ronronar suave veio dele e a surpreendeu, mas, ao mesmo tempo, a excitou um pouco mais. Ele certamente não era como ninguém que tivesse conhecido. Era uma coisa boa.

 

— Vou tentar ir mais devagar.

 

— Você não precisa. — Ela decidiu ser franca. — Eu sofro por você.

 

A boca desceu na dela para acabar com qualquer conversa entre eles e seu beijo agressivo marcou sua paixão mais alta. Os dedos freneticamente exploraram cada centímetro do peitoral que podia alcançar. Ele era quente, figurativa e literalmente. Uma das pernas dele se ergueu e ela espalhou as suas para lhe dar lugar à medida que ele deslizou-a entre eles.

 

As costas arquearam para pressionar com mais força contra ele. Ele rosnou e puxou a boca para longe, quando ambos arquejaram. As palmas dele se achataram sobre o cobertor perto dela e se sentou. Ele arrancou as botas e meias e apenas as jogou de lado. Se levantou rapidamente e agarrou a frente da calça. O olhar no dela.

 

— Não tenha medo de mim. Não vou te machucar.

 

Zandy se mexeu o suficiente para se levantar, apoiando os cotovelos dobrados atrás dela.

 

— Mostre-me.

 

Desejo estreitou os olhos dele e o olhar dela desceu para assistir atentamente quando ele soltou o fecho e o zíper. Deixou a calça deslizar uma vez que foi aberta, revelando a cueca boxer preta. Ela conteve um suspiro quando obteve um olhar mais claro do quanto ele a queria. Ele se curvou, bloqueou sua visão do pênis e removeu a calça completamente. Ele se endireitou novamente e os polegares engancharam a cintura da cueca.

 

— Vamos com calma.

 

— Basta tirá-las.

 

Seu peito expandiu quando respirou profundamente.

 

— Por favor, não mude de ideia. Iria me matar.

 

Um sorriso torceu seus lábios.

 

— Eu posso lidar com isto.

 

O tecido desceu dolorosamente lento, como se ele quisesse prolongar isso enquanto possível. Ela apreciou a sensação de antecipação até que o algodão desceu o suficiente para seu pênis duro surgir livre. Os lábios separaram e ela teve que lembrar-se de respirar. Tiger era maior do que qualquer homem que já tinha visto. O eixo era grosso e longo e o topo do pênis curvado um pouco para cima, com uma ponta mais cheia.

 

— Oh, uau.

 

Ele congelou e lhe encarou.

 

— O que isso quer dizer? Você está com medo?

 

— Não. Basta ir devagar.

 

A expressão de alívio no rosto dele estava perto de cômico para Zandy, mas se sentiu um pouco mal, perguntando-se se ele tinha razão para estar tão preocupado. Tinha alguma mulher visto esse bad boy e fugido dele? Ela não era tímida, entretanto. Não havia muitos desafios dos quais recuava, especialmente se pareciam com algo saído de sua fantasia mais quente.

 

Ele chutou longe a cueca e caiu de joelhos. Uma mão agarrou seu tornozelo e ergueu, espalhou mais suas coxas e o olhar fixou na sua vagina exposta. Ele fez um som sexy – entre um grunhido suave e um quase ronronar.

 

— Você tem cabelo.

 

Ela lambeu os lábios.

 

— Você prefere sem? É apenas uma pequena tira.

 

Ele soltou seu tornozelo e se inclinou mais até que o rosto ficou bem em cima das coxas espalhadas.

 

— Eu gosto muito. — Ele inalou e gemeu. — Tão bom.

 

Ela nunca teve um homem para fazer isso antes, mas pareceu excitá-lo mais. Uma das suas mãos agarrou a coxa e dedos calejados a fez tremer da melhor maneira enquanto a acariciava.

 

— Eu quero te saborear, mas quero muito também estar dentro de você. — O olhar dele ergueu. — Você está tão molhada e pronta para mim.

 

Zandy caiu de costas e ergueu os braços para alcançá-lo.

 

— Tão bom como isso parece, eu quero você agora.

 

Ele engatinhou sobre ela e abaixou o grande corpo até que ela pôde sentir o pau quente e grosso contra a parte interna da coxa. Eles estavam barriga a barriga e a boca dele buscou a dela. Ele a beijou como se fosse o fim do mundo. Foi tão febril e frenético que deixou-a um pouco enlouquecida. Ela ergueu as pernas para envolvê-las na sua cintura. Os quadris menearam, tentando encorajá-lo e gemeu quando ele ajustou o corpo um pouco mais alto até que o tamanho incrivelmente rígido do seu pau pressionou contra as dobras da vagina.

 

Ele balançou os quadris para esfregar o comprimento do pênis contra seu clitóris. Foi fácil de fazer pois ela estava encharcada com sua necessidade por ele. Foi tão bom que teve que arrancar a boca da dele ou arriscar mordê-lo. As mãos agarradas os ombros dele e as unhas cavaram na pele.

 

— Por favor, — implorou ela.

 

A cabeça dele enterrou contra o seu pescoço e colocou quentes, molhados beijos na sua garganta, que ela descobriu para ele. A sensação das pontas afiadas das presas se mostrou e isso a excitou mais. Ele podia tê-la mordido naquele momento e ela não teria se importado. Ele nem mesmo tinha entrado nela e estava pronta para gozar.

 

Ele afastou suas coxas, deixando-as mais abertas e revirou os quadris de uma forma que fez seu membro pressionar mais forte contra a pilha de nervos.

 

— Foda-me, — ela exigiu.

 

Ele parou de beijar seu pescoço e rosnou.

 

— Com calma.

 

— Que se dane. Tome-me.

 

O corpo queimava e estava muito perto de alcançar o clímax. Seu anjo caído era simplesmente muito sensual e o homem sabia como levá-la ao céu. O corpo gritava pela liberação.

 

Ele ergueu o suficiente para que ela virasse a cabeça para olhar seus olhos. O azul deles lhe atraiu e ela mal registrou quando ele alcançou entre eles e colocou espaço entre os quadris até que a cabeça larga do pênis pressionou contra a entrada da vagina.

 

— Sim, — ela instigou.

 

Ele apertou contra ela e os olhos dele fecharam. O corpo dela resistiu a levá-lo a princípio, mas ela levantou os quadris lentamente até que a espessa coroa do pênis ultrapassou. Os lábios de Tiger se separaram, um olhar quase de dor tencionou as feições e ele grunhiu quando lentamente entrou nela. Estava tão molhada que ajudou a aliviá-lo dentro e o prazer de estar preenchida foi primoroso para Zandy.

 

— Oh, deus, — ela gemeu.

 

Os olhos de Tiger abriram.

 

— Diga-me se te machucar. Você é tão apertada.

 

Ela moveu os quadris novamente e rodeou as pernas mais fortemente na sua cintura dele até que os calcanhares apertaram no traseiro firme. Ela os usou para puxar mais forte contra ele e o pau afundou mais.

 

—Você é tão gostoso.

 

Os braços a prendeu debaixo dele onde apoiava o peso com os cotovelos e os dedos curvaram sob os ombros dela para agarrá-la. Ele retirou um pouco e deslizou de volta, fazendo-a tomar mais dele. Não podia desviar o olhar dos olhos dele fixos nos seus. Eram as coisas mais lindas do mundo e nada, jamais parecera melhor que tê-lo lentamente transando com ela.

 

— Mais rápido, — ela instigou uma vez que o corpo se ajustou ao dele depois que ele trabalhou completamente todo seu eixo dentro da vagina. — Por favor?

 

Ele abaixou a cabeça e tentou beijá-la, mas virou a cabeça e despiu a garganta ao invés.

 

— Eu tenho medo de te morder. É tão gostoso. Vou gozar.

 

A boca dele encontrou a linha da sua garganta e a beijou lá quando começou a mover-se mais rápido, o corpo forte imobilizando-a. A sensação dos músculos dele ondulando quase lhe mandou ao clímax. O pênis atingiu um lugar no seu interior que a fez gritar e as unhas cavar mais fundo. Dentes afiados apertaram sua pele e os quadris dele contraíram rapidamente, a fodendo duro e rápido.

 

Zandy jogou a cabeça para trás e gritou quando o prazer a atravessou. O clímax foi brutal quando se espalhou por seu corpo. Os músculos vaginais apertaram forte no pênis impulsionando e o corpo dela prendeu por causa da intensidade disso.

 

Tiger a soltou dos seus dentes. O rugido que saiu da sua boca quase a ensurdeceu. Calor disparou dentro dela à medida que ele gozava. Podia sentir cada jato de sêmen a enchendo enquanto seus quadris abrandavam para empurrões afiados e curtos e ele manteve o pênis enterrado bem no fundo dela. Outro clímax acertou, chocando-a, e ela ergueu a cabeça para abafar o grito que não conseguiu conter contra o peito. Teve medo que ele confundiria com dor.

 

A boca dela abriu na sua pele macia.

 

A cabeça de Tiger caiu para frente e o peso esticou as costas dela. Ficou chocada que o tivesse mordido. Ela teve medo de mordê-lo. Ele ofegava contra sua pele quando finalmente parou de fodê-la. Zandy aliviou o aperto e soltou o enlace das pernas, que ainda estavam ao redor dos quadris dele, enquanto o corpo começava a se recuperar e relaxar. Uma sensação de satisfação profunda a encheu e ela sorriu. Nem mesmo se importava que Tiger rugiu como um leão quando gozou. Soou assustador, mas foi um verdadeiro tesão.

 

Os sons da floresta penetraram finalmente em Zandy. O riacho borbulhava e não só o vento enviou uma leve brisa ao longo da pele aquecida, mas fez as árvores farfalhar acima deles. Os olhos se abriram e ela olhou por entre os galhos das folhas no céu muito azul com nuvens.

 

Tiger não saiu de dentro dela e parecia satisfeito em manter os corpos unidos enquanto a mantinha presa debaixo dele. Conseguia respirar bem, mas seu peso era pesado suficiente para mantê-la exatamente onde a queria. Havia zero motivação da sua parte para se mover, entretanto.

 

Ela descobriu, afinal, que foi o melhor sexo que ela já teve, que o pênis de Tiger ainda parecia incrivelmente duro e grande dentro dela. Estaria preocupada que ele não tinha gozado se não tivesse sentido ele fazer isto e ouvido seu rugido de conclusão. Os ouvidos ainda retumbavam um pouco por aquele rugido dele.

 

Lábios roçavam sua pele.

 

— Eu te machuquei?

 

Um sorriso curvou seus lábios.

 

— Não. Uau. Isso foi incrível.

 

O corpo dele

ficou tenso por uma fração de segundo antes dele relaxar novamente.

— Foi.

 

As mãos se moveram, vagando abaixo da vasta extensão das costas dele, e adorou a sensação da pele suave e firme. Era algo que poderia se acostumar e nunca cansar. As mãos percorreram até a curva da bunda antes de fazer o caminho para cima para dedilhar seu cabelo sedoso.

 

— Isso é bom.

 

— Para nós dois, — concordou ela. — Eu realmente gosto de tocar você.

 

— Você pode fazer tanto quanto quiser, em qualquer lugar em mim. — Ele riu e se deslocou para que pudesse olhar para ela. Ela teve que soltá-lo para se focar e perscrutar nos seus olhos. Eram tão deslumbrantes. Sentia como se pudesse olhar para eles eternamente. As

 

mãos deles se soltaram dos seus ombros e uma delas afastou o cabelo do rosto dela. O toque foi tenro.

 

— Você está tão bonita agora. Os lábios estão inchados dos meus beijos e os olhos são de uma bonita sombra de verde. Me lembram um belo prado quando olho para eles.

 

Ela sorriu.

 

— Você é o único bonito. Confie em mim. Você é o homem mais bonito que já vi. Você é como uma escultura viva do homem perfeito.

 

Ele sorriu.

 

— Você quer dizer um anjo?

 

Ela riu.

 

— Você nunca me deixará esquecer isso, não é?

 

Ele sacudiu a cabeça, sorrindo.

 

— Não. Estou lisonjeado. Fui chamado de muitos nomes, mas nunca um tão agradável.

 

Ela apenas sorriu para ele.

 

— Eu te machuquei de algum modo? Diga-me se eu tiver. Você é pequena e eu fui duro.

 

Ela sacudiu a cabeça.

 

— Não. Eu te machuquei? Suas costas talvez? O peito? Eu mordi você um pouquinho. Não vejo nenhum sangue, entretanto. — Ela olhou para a mancha vermelho e estremeceu. Podia ver marcas de dentes. — Sinto muito.

 

Ele sorriu.

 

— Foi bom. Eu só estava com medo de que eu possa ter sido muito duro com você. Você me faz perder o controle.

 

— Obrigado. Eu poderia ter retalhado suas costas com as unhas.

 

Ele deu de ombros.

 

— Valia a pena se fizesse. Você completamente me drenou.

 

Ela estendeu a mão e afastou o cabelo dele para trás.

 

— Eu te drenei?

 

Ele sorriu.

 

— Você me fez disparar tanto de mim dentro de você, que não acho que resta algo. Eu quase desmaiei pela sensação tão forte, mas tive medo de te esmagar. — Ele pausou. — Eu rugi. — Sua surpresa foi clara.

 

— Não me diga que sou a primeira que já fez você fazer isto, — brincou ela.

 

Ele não retribui o sorriso e, em vez disso, pareceu perturbado um pouco quando franziu o cenho.

 

— Eu nunca perdi tanto de mim dentro de uma mulher antes, ou senti tanto com tanta força que não podia conter meus instintos.

 

Um pouco de orgulho inchou dentro dela e tinha que admitir que foi bom saber que afetou ele tanto quanto ele a tinha afetado. Ambos experimentaram algumas estreias. Então, triste realidade apareceu em seguida. Tiveram sexo selvagem e apaixonado na floresta juntos, mas realmente não se conheciam. Eles provavelmente não tinham mais nada em comum e não estavam em uma relação.

 

Homens eram diferentes das mulheres. Ela teve dois casamentos fracassados em seu encalço para provar esse fato. Dizer votos com um homem tinha significado tudo para ela, mas ambos os maridos os quebraram tão facilmente quanto fizeram com seu coração. Sexo e amor eram separados para os homens e ela precisava lembrar-se disto.

 

Ele só queria sexo. Coloque-se no lugar de uma garota crescida. Você quis isto também, não existe nada mais além disso. A conversa mental animadora ajudou-a a manter as coisas em perspectiva. Isso a entristeceu e deprimiu, mas teria grandes lembranças.

 

— Eu acho que devemos nos vestir e voltar para os carros antes que alguém dirija perto e se pergunte onde estamos.

 

O olhar dele estreitou e a voz visivelmente se aprofundou.

 

— Você já quer partir?

 

— Eu, hum, bem, alguém verá nossos carros e se perguntará onde estamos. Poderiam até mesmo vir nos procurar. — A ideia de ser pega nua na floresta a perturbava. Nunca teve encontros amorosos com estranhos, esse foi o primeiro. Gostava de manter sua vida sexual privada. – Eu terei que pagar fiança, — ela brincou.

 

— Fechei a estrada. Ninguém vai saber.

 

Ela olhou para ele.

 

— Você fechou?

 

Ele sorriu.

 

— Entreguei o imbecil aos oficiais no portão e lhes disse que queria a estrada fechada. Disse a eles que caçaria sozinho na floresta e veria se havia mais alguém aqui fora. Ninguém nos perturbará. Estou no comando e eles têm que seguir as minhas ordens.

 

Ela riu.

 

— Isso é muito legal. Acho que é bom estar no comando, hein?

 

— Muito legal. — Ele se moveu e retirou o pênis devagar do seu corpo. — Vamos.

 

Zandy o soltou e ele se pôs de pé. Era tão musculoso e perfeito que ela não podia evitar encarar o corpo dele um pouquinho. O fato que ainda tinha uma grande ereção não se perdeu nela também. Ele lhe estendeu a mão.

 

— Pegue minhas mãos.

 

Ela colocou as mãos na dele e ele lhe ajudou a levantar. Ele andou para trás, ainda segurando suas mãos. Levou-a ao riacho e para dentro. Era uma tarde morna, ensolarada, mas a água estava um pouco fria. Ele a segurou até que estivesse com água até a cintura e ela até a pontas dos seios. Eles imediatamente responderam enrijecendo e ela soube que Tiger notou quando sorriu.

 

— Venha aqui. Há algumas rochas.

 

Eles se moveram rio abaixo cerca de metro e meio e ele de repente se sentou em algo escondido sob a superfície que fez o nível da água com os mamilos dele. Manobrou-a para sentar na pedra de aparência musgosa perto dele. Ela relaxou e apreciou o movimento da água ao redor deles.

 

— Isto parece bom, já que ficamos um pouco suados.

 

— Eu amo vir aqui sempre que posso. Aprecio refrescar-me antes de me esticar nu nas pedras lá para secar ao sol.

 

Soou tão sexy para Zandy que ela seguiu a direção do seu olhar até as pedras lisas e planas. Quase podia imaginar o corpo dele nu enquanto se esticava de costas com os braços em cima usando as mãos para amortecer a parte de trás da cabeça. Sua atenção retornou a ele e seu corpo. A água fazia as pontas dos mamilos dele tensos, duras pontas de tentação pardas. Ela teve o desejo de saborear.

 

Oh diabos, por que não? Sabia que este seria o primeiro e único momento que encontraria a si mesma sentada em um riacho com um cara super sexy. A língua saiu para lamber os lábios antes de se virar para ele e abaixar o rosto. Ele ofegou quando sua boca fechou nele e arqueou as costas para lhe dar um acesso mais fácil. Uma das mãos deslizou pela barriga plana dele debaixo da água, enquanto a outra agarrou o ombro para mantê-la equilibrada.

 

Os dedos dele deslizaram no seu cabelo para incentivá-la. Aproximou-se mais dele, liberou o mamilo e beijou o caminho para o outro. Os altos ronronados fizeram todo o peito dele vibrar. A mão dela ergueu da barriga até o tórax, senti-los melhor. Estava espantada e excitada ao mesmo tempo pela reação dele.

 

A pegada no seu cabelo apertou até que ele cerrou-o e arrastou-a longe da sucção e provocação no mamilo. Encontrou seu olhar por uma fração de segundo antes que ele abaixou a cabeça e a boca tomou posse da dela. Lábios firmes e famintos forçaram os dela separados e a língua explorou e acariciou, como se ele não quisesse nenhuma dúvida deixada na sua mente que a queria novamente. Ela tentou erguer a perna para subir no seu colo, mas ele de repente quebrou o beijo para olhá-la.

 

— Mãos e joelhos, aqui mesmo, mas vire, — ele rosnou, a voz severa.

 

Seu tom duro não a assustou. Entendeu por que soou meio fora de controle já que ela o queria mais do que tudo. Soltar-se dele não foi fácil uma vez que as mãos adoravam a sensação dele, mas conseguiu fazer. A pedra que compartilhavam era semelhante a uma borda e ela se pôs de joelhos nela. O dique diretamente atrás deles era um declive acentuado coberto com grama e trevo.

 

— Agarre algo, — ele rosnou.

 

Grandes mãos agarraram seus quadris e a empurrou para frente o suficiente que as mãos dispararam para agarrar na suave vegetação quando ele a inclinou mais e ficou de pé atrás dela. Um joelho bateu nas suas coxas, ela as espalhou, e de repente Tiger colou o corpo sobre as suas costas. Uma das mãos dele se abriu na grama a centímetros da sua esquerda e ele se apoiou.

 

O pênis cutucou contra sua vagina e ele estava entrando nela. Envolveu o braço livre ao redor da sua cintura e a ancorou firmemente na frente dele. Zandy gemeu pela forma que conduzia nela com um impulso lento, mas vigoroso dos quadris. A fez tomar tudo dele sem qualquer vacilação. A sensação dele dentro dela foi maravilhosa e a nova posição pareceu até mais incrível do que ele de frente para ela.

 

Sua pegada na cintura ajustou até que a mão dele segurou em concha a vagina pela frente e localizou o clitóris. Pressionou um dedo contra ele. Tiger grunhiu e se retirou quase totalmente do seu corpo antes de bater nela duro e fundo. Zandy gritou pelo prazer disso e ele se envolveu ao redor dela mais apertado quando os dedos dela cavaram na terra.

 

Tiger batia contra ela implacavelmente enquanto esfregava o clitóris. Êxtase a inundou. Não conseguia pensar. Nada existia exceto seu pênis conduzindo, estimulando maravilhosamente os nervos que estavam puxando-a perigosamente para o gozo . Parecia tão bom que quase machucou quando ele bateu contra seu traseiro mais forte, martelando-a rapidamente, e os ronronados foram altos o suficiente que seu corpo pareceu vibrar com ele.

 

— Podia te montar até morrer, — Tiger rosnou.

 

— Sim, — gritou quando ele empurrou nela ainda mais rápido e forte.

 

Um grunhido veio da garganta dele. Isso levou o sexo até outro grau em vez de assustá-la. Sentiu os dentes apertarem no seu ombro e os pontos afiados das presas realmente pareceram morder desta vez. Não importava. O choque da dor só a levou mais perto do clímax.

 

— Deus, isso é muito bom, — ela arquejou. — Estou tão perto.

 

Ele rosnou novamente e os dentes morderam com mais força no seu ombro quando continuou a bater nela por detrás enquanto o dedo dedilhava o clitóris. Zandy sentiu o corpo tenso e gritou o nome dele quando gozou tão forte que quase desmaiou.

 

Seus dentes a soltou quando prazer rasgou por todo seu corpo do centro para fora. Ele rugiu quando gozou também, com explosões de sua liberação bem no fundo do seu corpo. Podia senti-lo gozando, a propagação quente do sêmen a enchendo enquanto os quadris dele desaceleravam.

 

Zandy arquejou, tentando recuperar o fôlego. A única coisa impedindo-a de afundar de lado e deslizar no riacho foi o aperto de Tiger. O corpo parecia totalmente sem ossos e mole enquanto se deleitava no brilho residual daquela sessão de sexo. Não importava que a cabeça tivesse baixado e que a bochecha descansava contra a terra. Um sorriso curvou sua boca quando percebeu que não teria se importado se estivessem deitados na lama.

 

A sensação de Tiger retirando o pênis lentamente da sua vagina a fez gemer. Ela se sentiu conectada a ele e as paredes vaginais apertaram quase como se estivessem protestando a perda também, possivelmente tentando segurá-lo um pouco mais. Ele recuou o suficiente para tirar o peso das suas costas enquanto o aperto na cintura afrouxou. A água fria gelou o clitóris superaquecido quando o dedo dele o deixou.

 

Ele se sentou e a puxou de lado no colo. Seus olhares se encontraram e ela sorriu.

 

— Eu disse “uau” antes? Eu errei. Uau!

 

Ele aninhou sua cabeça de lado com o rosto dele e ela achou que ele queria beijar o pescoço. Ele abaixou a cabeça ao invés e a língua quente lambeu seu ombro. Foi uma sensação ligeiramente estranha, mas gostou. Ela se sentiu um pouco sonolenta e realmente amou ser embalada no colo dele. A língua continuou estalando no seu ombro, repetidas vezes, e curiosidade levou-a a falar.

 

— Não estou reclamando, mas por que está me lambendo?

 

A língua parou.

 

— Eu te mordi forte suficiente para romper a pele desta vez. Estou limpando o ferimento. Ficará dolorido depois e machucado. — Ele não ergueu a cabeça para olha-la enquanto falava. — Eu sinto muito.

 

— Não se preocupe com isto. — Foi estranho que ele tivesse lhe mordido, mas não doeu então não podia ser mais do que um arranhão. Não ficou alarmada por isto.

 

— Ferimentos de sexo acontecem às vezes, e este valeu totalmente um. Nem senti. — Ela riu.

 

Ele não riu.

 

— Vai doer mais tarde quando você aquecer e as endorfinas da satisfação sexual diminuírem. — Sua voz aprofundou a um tom áspero. — Pode deixar cicatriz. Maldição. Eu não quis fazer isto. — A língua lambeu nela novamente.

 

Ela pensou que foi realmente lindo como ele colocou isto. Nunca encontrou um homem que dizia “endorfinas”, mas sabiamente não riu. Tinha medo de ferir os sentimentos dele se confundisse sua razão de achar humor nisto. Ele era doce e sua preocupação a tocou. Até a fez se apaixonar um pouco por ele.

 

Não faça isto, ela severamente ordenou. É apenas sexo. Não esqueça isso. O humor desapareceu.

 

— Estou bem.

 

A língua parou novamente.

 

— Eu a tomei asperamente. Você está dolorida ou sem sentir dor de modo algum ainda?

 

Ela empurrou a cabeça contra a dele e ele ergueu a sua até que os olhares se encontraram. O olhar de pesar nos seus olhos quase lhe quebrou o coração. Muito para o perfeito primeiro encontro amoroso deles na floresta. A cabeça virou e ela torceu o ombro suficiente para ver onde ele tinha mordido. Havia duas pequenas picadas de ferimento na parte superior do ombro e não conseguiu ver se havia mais na parte de trás. Um pouco de sangue vinha deles, mas a pele não rasgou. Não parecia muito terrível e o olhar retornou ao dele.

 

— Não parece mal, ok? Honestamente. Sou mais resistente do que pareço e isso foi bastante impressionante. O sexo e até a mordida pareceu realmente bom. Estou bem. — Ela sorriu. — Você não me rasgou.

 

Ele a puxou mais contra o peito e ela encontrou a bochecha descansando contra a curva da sua garganta quando ele a abraçou. Olhou para a floresta em torno deles e imaginou que ele poderia estar fazendo o mesmo.

 

— É muito bonito aqui.

 

— É. Você sabe o que torna este lugar perfeito?

 

— O quê?

 

— Nós estamos aqui juntos.

 

Droga. Eu podia perfeitamente me apaixonar por ele. Ele soou tão sincero que ela virou a cabeça o bastante para ver seu rosto. Ele olhou para baixo e honestidade brilhava naqueles olhos bonitos. Correção, ela emendou, eu estou me apaixonando. Nada bom. Amor à primeira vista ou, no nosso caso, depois de ter sexo, é um erro. Ele ainda é um homem, apesar de ser tão diferente. Ele quebrará meu coração.

 

Ele moveu o corpo, forçando-a longe do peito. Ele olhou ao redor e suspirou.

 

— A água está gelada e eu não quero arriscar você ficar doente. Sua temperatura corporal não é tão quente quanto a minha, nem você tem a minha resistência. Preciso te aquecer.

 

Tiger lutou contra o pânico e confusão quando seguiu Zandy fora da água. Ele parou perto dela para se certificar que não caia e todo instinto protetor dentro dele não exigiu nada menos. O olhar desceu a sua bunda enquanto ela subia o dique. Ela era arredondada e suave, muito diferente de uma mulher Espécie. A pele era tão pálida que podia ver os rastros de veias azuis em algumas partes do corpo. Fascinou-o.

 

Ele curvou e agarrou o cobertor, sacudiu-o, e girou para abrir para ela.

 

— Aqui. Vou ajudá-la a secar.

 

O que está errado comigo? Ele não estava certo, mas o desejo de cuidar dela era forte. Uma mulher Espécie teria batido nele agora e nunca lhe permitido mimá-la de qualquer forma. Zandy se aproximou e ele enrolou o cobertor em torno do seu corpo firmemente para secar a água da pele. Ela nem mesmo olhou para ele como se tivesse enlouquecido.

 

Estava muito certo que havia. O desejo de curvar, atirá-la sobre o ombro e levá-la para o Jipe foi forte. Ela era pequena e não poderia entrar em uma briga se a levasse para casa dele. Imagens de amarrá-la a sua cama e usar a boca e mãos para convencê-la a ficar ali o fez dar um passo atrás dela para esconder o fato que o pênis tinha acabado de endurecer.

 

Sexo nunca pareceu tão bom quanto com Zandy. Ela era incrível e generosa. Engoliu um ronrono, lembrando quão apertada e quente pareceu envolta no seu pênis. Suave e maravilhosa. O corpo pequeno encaixou perfeitamente contra ele e o fez sentir-se completamente masculino. Suas mãos demoraram nas partes do corpo dela enquanto continuava a ajudá-la secar. Não queria soltá-la. O fato que ela foi submissa a ele, sem ele ter que mostrar agressão, durante o sexo o deixou cambaleante.

 

Não, ela não é nada como uma Espécie. Assim é como começa, ele percebeu. Aqueles pobres homens que acabaram com companheiras humanas sentiram o que ele sentia. Protetor. Possessivo. Talvez até levado pelos intensos sentimentos enquanto compartilhando sexo. Aquilo o tornou sóbrio o suficiente para se afastar dela e vestir. Esta é provavelmente a definição de abalroado. Ele foi atropelado por uma pequena fêmea com olhos verdes.

 

As mãos tremiam enquanto vestia a cueca e calça. O interessado pênis protestou por ser contido, mas ignorou. Tinha problemas maiores no momento. Precisava descobrir como lidar com a situação e as emoções que nunca experimentou antes. Instintos eram uma cadela malvada. Estava mais do que ciente da existência constante deles, um efeito colateral por ser alterado com aqueles genes felinos. Olhou para trás a tempo de ver o corpo dela nu quando organizadamente dobrou o cobertor e curvou até exibir a bunda ao pegar a roupa.

 

Ele fechou os olhos e tomou respirações calmantes. Seu lado mais vil queria apenas tomá-la. Mantê-la. O lado humano sabia que seria errado fazer isto. A parte dele que permaneceu no meio, prevaleceu. Usou a lógica e o bom senso. Não sabia muito sobre ela. Não precisava ou queria uma companheira. Suas tarefas tomavam muito do seu tempo e seria afastado se tomasse uma companheira. Justice se certificou que todos os machos recebiam trabalhos mais seguros se eles tivessem famílias.

 

Às vezes ele vivia na Reserva enquanto em outras, residia em Homeland. Ele também trabalhava estreitamente com a força tarefa humana. Apreciava estar em torno dos machos humanos e deixar a ONE ocasionalmente. Tudo isso mudaria se ele se tornasse muito apegado a uma fêmea e ela realmente concordasse em ser sua companheira. Slade conseguiu dividir o

 

tempo, mas sua companheira era uma médica cujo trabalho exigia que trabalhasse em ambos os locais.

 

O sussurro de um zíper o fez abrir os olhos para observar Zandy terminar de se vestir. Ela era humana e não encaixaria no seu estilo de vida. Já havia a mordido e montado muito rudemente. Faria um mau companheiro mesmo que estivesse disposto a considerar a ideia. Seria também colocá-la em perigo, mas isso o preocupava pouco. Ela nunca deixaria ONE se fosse sua e se certificaria que ela estivesse segura.

 

Namoros humanos. Aquela opção não o alarmou. Deste modo, ele poderia tê-la sem comprometer-se por toda a vida. Se ela estivesse disposta. Ele esperou que o sexo fosse tão intenso devido à frustração sexual que experimentou depois da primeira noite que a encontrou. Ele a quis, mas nunca pensou que ela estaria nos seus braços novamente.

 

Tiger soube que estava agarrando a esse conceito um pouco forte demais, mas podia viver com isso porque não o perturbou. Namorar um ser humano não podia machucar e talvez fosse o desejo retido que teve por ela que fez o acoplamento tão incrível.

 

A mulher virou e sorriu. Seu pênis sacudiu, a queria, e assim fazia ele. Soube que devia forçar um sorriso em retorno para assegurar-lhe que tudo estava bem. Não fez. As palavras soltaram da boca antes dele poder pará-las.

 

— Por que não vai para casa comigo hoje à noite? Tenho uma casa privada na Reserva. Você poderia compartilhar minha cama.

 

Ele quis rugir quando o sorriso dela enfraqueceu e olhou para o chão em vez de imediatamente concordar. Rejeição ferrou tão nitidamente como se ela tivesse lhe esbofeteado. Cada músculo no seu corpo ficou tenso.

 

—Eu não acho que é uma boa ideia. — Ela ergueu o olhar e encontrou o dele.

 

Raiva e dor queimaram pelo peito. Esteve se torturando com pensamentos sobre uma companheira, mas ela nem mesmo o queria além do tempo que passaram juntos. A ideia que ela não gostou do seu corpo tanto como tinha gostado do dela, o fez se sentir ainda pior. Sabia que foi muito duro apesar dos protestos dela, e agora teve a prova. Vergonha não era uma emoção que sofria frequentemente, mas atingiu então.

 

—Quer dizer, não seria a melhor ideia, certo?

 

— Por que não? — Ele se preocupou com a resposta, mas precisava ouvir.

 

— Bem, em primeiro lugar, nós temos que passar pelos guardas no portão. Eu trabalho para a ONE agora e tenho certeza que é provavelmente contra as regras namorar outros funcionários. Segundo, sou nova e pareceria ruim se isso espalhar por aí, que eu passei a noite com você no meu primeiro dia de trabalho. Terceiro, eu não tenho um conjunto extra de roupas. Grita má impressão quando você veste as mesmas roupas dois dias consecutivos.

 

Desculpas. Ela não queria ferir seus sentimentos. Respeitou-a por isso e gostou. Entretanto, o orgulho foi picado apesar da generosidade dela. Foi outro lembrete de que ela não era Espécie. Uma das suas fêmeas teria somente lhe dito que foi muito controlador e não havia colocado a satisfação sexual dela acima da própria.

 

— Eu entendo. — Ele terminou de abotoar a camisa, sabendo que tinha estragado tudo. Ela não queria namorar ele. — Vou te carregar de volta ao carro. — Ele teria certeza que ela não foi prejudicada por andar descalça. — Isto não está em debate.

 

Ela assentiu.

 

— Obrigado. Tem certeza que não sou muito pesada?

 

— Podia te levar nos braços o dia todo, — ele respondeu honestamente. — Segure o cobertor e vou pegá-la.

 

Zandy pegou o cobertor enquanto ele se aproximava e não protestou quando a levantou nos braços. O odor dela o atormentou. Ela cheirava fortemente do odor prórpio dela, mas estava misturado com sexo agora e seu próprio odor. Qualquer macho Espécie que inalasse seu odor saberia que compartilharam sexo. Essa ideia não o alarmou. Avisaria os outros homens a não abordá-la para compartilhar sexo, se fossem inteligentes.

 

O braço dela enrolou no seu pescoço e ela olhou profundamente seus olhos.

 

— Obrigado, Tiger.

 

Ele quis a beijar, mas absteve-se. Ela tinha feito uma escolha e tinha que respeitar isto. Não era um animal apesar dos impulsos para ignorar a recusa dela em compartilhar sua cama. Ele era um homem. Não a forçaria a ir para casa com ele, mesmo que desejasse que fosse – isso não seria justo. Ela não era forte suficiente para mantê-lo na linha do jeito que uma mulher Espécie poderia quando um homem se tornava muito dominador, embora ele nunca a machucasse.

 

— Obrigado por hoje, — disse ele honestamente.

 

Zandy gostava quando Tiger a fazia se sentir delicada e feminina nos seus braços. Ele a carregou tão facilmente como tinha dito que podia e nem estava sem fôlego quando alcançaram os veículos. Ninguém pareceu ter os incomodado. Ele não parou até que suavemente a colocou sobre o capô do Jipe. Atirou o cobertor dobrado fora do seu colo e sobre o para-brisa para aterrissar dentro do veículo.

 

Ele sorriu.

 

— Nós voltamos ao princípio. Aqui estou eu, e você está sentada no mesmo lugar de quando nos beijamos pela primeira vez.

 

Um sorriso apareceu nos seus lábios. Estava se sentindo divertida e tocada pela veia romântica dele. Também a impressionou.

 

— Eu gosto mais desta vez.

 

— Por quê?

 

— Ninguém nos interrompeu.

 

Seus impressionantes olhos azuis fitaram profundamente os seus.

 

— Encontre-me aqui de novo amanhã depois do trabalho. Vou trazer comida e nós faremos um piquenique.

 

Era uma má ideia, mas se recusou a dizer um não absoluto. Estava se apaixonando pelo cara pra caramba e isso acabaria mal. Era uma debilidade dela se envolver com homens muito rápido. Ele parecia bom demais para ser verdade e ela sabia como isso funcionava. Mal, e advogados de divórcio custam muito dinheiro. Sem mencionar a temida chamada para minha família para lhes contar que estraguei tudo de novo. Ela concordou de qualquer maneira. Simplesmente não conseguia resistir a Tiger, mas não precisava se preocupar que lhe pediria para casar com ele. Não parecia o tipo de homem de constituir família.

 

— Tudo bem. Quer que eu traga alguma coisa?

 

— Só você.

 

— Posso fazer isto.

 

Ele limpou a garganta.

 

— Ótimo. Poderia estar alguns minutos atrasado após o término do seu turno, mas espere por mim. Eu virei.

 

— Pensarei em algo. — Diversão relampejou nos seu olhar e ele se aproximou.

 

Ela assentiu.

 

— É melhor eu ir. O lanche foi há muito tempo e eu estou com muita fome.

 

Ele riu.

 

— Eu ainda acho que devia ir para casa comigo.

 

— Não me tente.

 

— Não quero deixar você dolorida também. Eu definitivamente faria se a levasse para casa.

 

— Eu acabei de te dizer para não me tentar.

 

Ele jogou a cabeça para trás e riu. A mão subiu quando acariciou sua bochecha.

 

— Obrigado por me esperar hoje. Tive medo que retornaria para enfrentar que tinha ido embora. Isso teria me desapontado extremamente.

 

— Eu também. É por que fiquei e esperei.

 

— Você é muito única e maravilhosa, Zandy.

 

— Assim é você.

 

Ele se moveu de repente e a boca roçou a sua. Ela o beijou de volta. O ronronar que retumbou dele a fez imediatamente quente e excitada enquanto memórias inundaram a mente do que ele podia fazer ao seu corpo. Ele mexeu os quadris e se moveu entre suas coxas até que o comprimento duro do pênis preso esfregou contra a borda da calcinha quando ela espalhou as coxas para dar lhe lugar. Zandy colocou os braços em torno do seu pescoço, agarrando-se a ele. Ela o queria novamente e sentia como se ele a quisesse também.

 

As mãos dele seguraram seus seios e apalparam. Gemeu contra sua língua para encorajá-lo. Uma das suas mãos abaixou até a barriga e apertou a saia para puxá-la por cima dos quadris. Ela mexeu a bunda, ajudando-o a juntar o tecido em volta da cintura para tirá-lo do caminho. A mão dele deslizou entre suas coxas para enganchar um dedo na faixa da calcinha e ela sentiu isso puxar fora sob a bunda. Ele facilmente a rasgou.

 

Excitação agarrou-a. Não era apenas o perigo deles serem pegos – ninguém nunca havia arrancado suas roupas para longe de seu corpo antes. Era uma fantasia que ele acabou de tornar realidade. As unhas cravaram na camisa dele e desejou que pudesse tocar a pele.

 

Tiger arrancou a boca da sua para romper o beijo e ela abriu os olhos. Havia algo de aspecto selvagem nos seus olhos naquele momento quando paixão flamejou por eles. Os olhos eram a janela para a alma de alguém – ela acreditava nisso – e o dele estava prometendo sexo quente.

 

Sua mão deixou sua coxa e suavemente pressionou entre os seios. Ele empurrou-a de costas sobre o capô do Jipe. As árvores tinham o sombreado e a sensação do metal frio contra a bunda nua foi um pouco perversa. Ela realmente gostou disto. Gostou dele.

 

Suas mãos agarraram os quadris e puxou-a mais perto dele até que ela devia ter se preocupado sobre deslizar sobre a borda. Isso não a preocupou, já que colocou as pernas em volta da cintura dele quando se beijaram. Ele deslizou as palmas para cima, empurrou a blusa até que agrupou acima dos seios e o olhar desceu.

 

— Bonito, — ele falou rouco. — Mas isto está no meu caminho.

 

Ela ofegou quando ele agarrou o centro do sutiã e puxou. Não teve chance contra sua força quando se separou e soltou seus seios.

 

Zandy arquejou um pouco quando ele se inclinou, segurou os seios novamente com as mãos nuas e a boca abriu sobre o mamilo. Ele sugou e ela sentiu seus dentes apertar a pele em torno da ponta firme. Ele não a feriu, mas teve um bom aperto. Sentiu um segundo de medo, sabendo que se ele mordesse a feriria. Ao invés, a língua começou a deslizar através do mamilo e ele a chupou mais forte.

 

Ela arfou. Sentia como se os seios e clitóris fossem conectados. Os dedos deslizaram nos cabelos dele para manter isso fora do caminho, enquanto assegurava que ele não parava. Ela sussurrou seu nome,

 

— Tiger...

 

Ele grunhiu enquanto lentamente soltava o seio, quando ergueu a cabeça. Seus olhares se encontraram. Ele se ergueu e os dedos cercaram seus pulsos para arrastar as mãos livres do seu cabelo. Ela soltou e ficou atordoada quando ele ergueu seus braços acima da cabeça até que eles descansaram contra o capô do Jipe.

 

— Mantenha aí.

 

Ela concordou. Ele quebrou o contato visual com ela para percorrer o comprimento do seu corpo estendido na sua frente e grunhiu novamente. As mãos agarraram seus joelhos e ele cutucou-os, indicando que queria que ela o soltasse. Ela soltou seus quadris e ele ergueu suas pernas diretamente para cima contra o peito dela e espalhou-as o suficiente para apoiá-las nos ombros dele.

 

Ele alcançou abaixo e ela ouviu o zíper quando ele abriu a calça. O seu olhar segurou o dela.

 

— Eu quis fazer isto na primeira vez que você esteve aqui, — Ele falou áspero.

 

Ela esperava que ele simplesmente introduzisse nela, mas Tiger não era tão facilmente previsível. Seu dedo traçou as bordas da vagina. Sabia que a encontraria molhada e pronta para

 

tomá-lo, mas então ele decidiu jogar com o clitóris. Gemeu enquanto ele esfregava círculos pequenos ao redor do broto.

 

— Tiger... — Ela gemeu.

 

— Estou bem aqui.

 

Sim, ele está, ela concordou, divertida na satisfação crua do prazer que ele dava. Realmente queria tocá-lo, mas ele quis que ela os mantivesse acima da cabeça. Era quase tortura e as pernas ficaram tensas, incapaz de tomar muito mais.

 

— Por favor?

 

Um dos braços dele bloqueou através das suas pernas para fixá-las contra seu peito e o olhar dele desceu entre eles para fitar sua vagina. Ele ajustou os quadris até que o pênis pressionou contra ela. A sensação dele entrando no seu corpo rompeu seu foco no rosto dele e ela jogou a cabeça para trás. Ele a levantou o bastante que sua bunda pairou acima do capô e ele começou a transar com ela em golpes longos e firmes.

 

Gemeu e só pôde sentir o pênis dele continuando a brincar com seu clitóris. O impulso irresistível de gozar a queimou de dentro para fora.

 

— Mais rápido, — ela incitou.

 

Ele grunhiu.

 

— Não. Estou no controle.

 

Os pulsos giraram e ela arranhou o metal sob as palmas. Tiger, de repente, empurrou nela um pouco mais fundo e balançou os quadris em um ritmo mais rápido. Massageou seu clitóris para combinar. Os sons que vinham dele era uma mistura de ronronar e gemido.

 

— Goze pra mim, — ele ordenou em uma voz dura. — Agora. Não posso segurar.

 

Apertou um pouco mais forte contra seu clitóris e Zandy gritou o nome dele quando fez exatamente isto. Os músculos vaginais convulsionaram pela força do clímax e Tiger jogou a cabeça para trás. Um rugido veio dele que abafou tudo. Os quadris aterrissaram contra o dela à medida que estremecia com cada jato de sêmen que atirava nela.

 

Zandy ofegou enquanto tentava se recuperar e manteve os olhos fechados quando Tiger aliviou sua bunda de volta sobre o capô do Jipe. A mão deslizou para longe do clitóris e ele agarrou suas coxas, espalhou-as e curvou acima dela. O corpo se abaixou sobre o dela e ele os manteve conectados, recusando-se a retirar o pênis do seu corpo.

 

— Olhe para mim.

 

Ela fitou profundamente seus olhos, apenas centímetros do próprio. Sua respiração quente abanou seus lábios e ela amou o sorriso que lhe deu. As mãos moveram para segurar o rosto dele. Ele virou a cabeça um pouco para apertar mais forte contra sua palma.

 

— Oi.

 

Ele riu.

 

— Oi.

 

— Isso foi incrível.

 

Seus lábios roçaram os dela, porém não aprofundou o beijo.

 

— Você é muito sexy, Zandy. Não consigo suficiente de você. Fui mais cuidadoso desta vez para não ser rude.

 

— Gosto dos dois jeitos.

 

Ele apoiou os braços no capô perto dela, prendendo-a no seu domínio. Ela gostou da sensação de ter o corpo dele sobre o seu, porém desejou que os seios nus e barriga estivessem contra a pele dele ao invés da camisa que ainda usava.

 

— O que você mais gosta? — Ele perguntou.

 

— Eu não consigo decidir. Que tal uma revanche amanhã assim nós dois podemos decidir?

 

— Talvez eu venha mais vezes para julgar. Poderia tomar dias para realmente descobrir isso.

 

Dias com Tiger parecia divino. Ela riu.

 

— Isso parece bom, mas não estou certa que serei capaz de andar se nós fizermos sexo assim todo dia.

 

Seu olhar ficou sério.

 

— Eu posso te carregar. Você não vai precisar andar. Vai me dar uma desculpa para mantê-la de costas.

 

Droga. Ele é charmoso e tão bonito. OS dedos acariciaram a pele morna dele e exploraram sua estrutura óssea forte. Suas maçãs do rosto eram ligeiramente proeminentes e assim era a mandíbula. Deu-lhe uma aparência muito masculina, que apreciou. Ele esperava por uma resposta assim ela deu uma.

 

— Isso é verdade.

 

Ele afastou seu cabelo do pescoço e puxou o sutiã rasgado debaixo da blusa para removê-lo. Lançou isso sobre o vidro do para-brisa para o Jipe. Zandy o observou estudar o ombro.

 

— O que você está olhando?

 

— Sua mordida. Não está sangrando mais.

 

— Está tudo bem. Valeu bem a lesão do sexo. — Ela sorriu. — Como estar suas costas?

 

Ele não sorriu de volta.

 

— Você é a primeira mulher que me marcou. Um homem já te mordeu antes e te marcou?

 

— Eu não posso dizer que já fui mordida antes.

 

Dedos gentis sondaram o ferimento.

 

— Você precisará esconder isto. Alguém pensará que te acasalei se virem isto.

 

— Acasalou?

 

— É como casamento para minha espécie, mas nós não nos divorciamos. Você seria considerada como minha e eu seria considerado como seu.

 

Choque reverberou por ela.

 

— Tudo por uma mordida?

 

Ele sorriu finalmente.

 

— Espécies tendem a morder às vezes durante o sexo, contudo nunca rompemos a pele. Há somente duas formas disso geralmente acontecer. Eu tinha que te morder para declarar meu controle se nós lutássemos pelo domínio durante o sexo, ou porque eu queria te marcar para mostrar a outros homens que pertence a mim. — Ele piscou. — Eu sinto muito. Perdi o controle e quis te possuir completamente naquele momento. Queria tudo de você.

 

Suas palavras fizeram sentido e percebeu que não odiou aquela ideia. Oh, não. Não vá aí. Ele está lhe pedindo para esconder a marca, que significa que não pretendia fazer isto. Lembre-se disto.

 

— Bem, acho que você me possuiu com sucesso lá por algum tempo.

 

— Isso vale para você também. Não há nada além de você quando está nos meus braços. — Seus olhos estreitaram e todos os traços de humor fugiram. — Você é perigosa, Zandy.

 

— Eu? — Foi a sua vez de rir quando o olhar observou aqueles braços enormes perto dela e o peito largo que bloqueava o mundo em cima dela. — Você é o único que é realmente grande e forte. Não sou perigosa de modo algum.

 

Ele de repente agarrou seu rosto e se aproximou, até que estavam quase nariz com nariz.

 

— Você é muito perigosa para mim. Não sou do tipo para tomar uma companheira, Zandy. Eu nunca quero ser preso desse modo. Gosto da minha liberdade depois do tempo de vida que passei sem ela. Um macho acasalado vive para sua fêmea. Tenho visto isso em primeira mão. Os machos querem matar outros machos que vão perto das suas fêmeas. Não podem dormir sem suas fêmeas nos braços. Enlouquecem com o pensamento de perder suas companheiras. Nós marcamos o cheiro de nossos companheiros. É... — Ele parou de falar.

 

— É o que? — Ela ficou curiosa. — Nunca ouvi qualquer coisa sobre isso.

 

— Nós ficamos quase viciados no seu odor depois de reivindicarmos uma fêmea. Nós precisamos deles para cheirar como nós e precisamos de seus odores em nós. Os machos acasalados não conseguem ficar tendo o odor de outra fêmea neles, uma vez que marcam o cheiro da sua companheira. Se um macho marcou uma fêmea, ele não consegue compartilhar sexo com outra. Se a fêmea dele fosse algum dia compartilhar sexo com um macho, acho que o companheiro iria enlouquecer completamente e matar qualquer coisa no seu caminho o bloqueando do macho que tocou sua companheira. Ele definitivamente despedaçaria um macho que a tocasse. É... — Ele pausou. — Assustador como inferno, e algo que nunca quero ter para mim. Se eu estivesse algum dia interessado em tomar uma companheira, seria você, Zandy. Isso é o que faz de você perigosa, porque me faz considerar isso.

 

Ela ficou realmente chocada.

 

— Eu fui casada e divorciada duas vezes, Tiger. Não sirvo para o casamento obviamente, desde que eu pareço estragar tudo. Fiquei realmente magoada por eles. Jurei que nunca colocaria meu coração para ser pisado de novo. A ideia de permitir a alguém se tornar todo meu mundo me assusta. — Ela quis ser honesta. — Eu estou muito atraída por você, o que não é nada engraçado, e você é incrível. Eu só não quero ser machucada.

 

— Nós somos um grande par, não somos?

 

Ela assentiu, incapaz de discordar. Ambos eram fortemente atraídos um pelo outro, mas nenhum deles queria se envolver muito por suas próprias razões. Respeitava isso nele e, instintivamente, sabia que ele entendia sobre suas reservas também.

 

— Eu quero que você me encontre aqui amanhã. Não sei quanto tempo isso pode durar, mas sei que quero vê-la novamente, — disse Tiger.

 

— Estarei aqui depois do trabalho.

 

— Trarei um piquenique.

 

— Eu devia estar indo embora. Realmente estou faminta.

 

Ele sorriu.

 

— Eu também. Estará escuro logo e nós perdemos o jantar.

 

Eles se entreolharam em silêncio até que Tiger finalmente abaixou o rosto suficiente para roçar os lábios levemente sobre os dela. Saiu do seu corpo para separá-los e ajudou ela a se sentar. Mãos fortes agarraram seus quadris para baixá-la ao chão.

 

Ele a deixou ir com uma expressão relutante. Zandy arrumou as roupas, menos o sutiã e a calcinha. Forçou um sorriso que não sentia. Era hora de ir, mas odiou deixá-lo. Parecia errado ir embora, e isso lhe assegurou que realmente precisava entrar no carro.

 

— Adeus. Até amanhã, Tiger.

 

— Estou esperando ansiosamente. — A sinceridade brilhou nos seus olhos quando ele endireitou a roupa e cavou as chaves no bolso.

 

Ela pegou e teve que se forçar a afastar dele. O desejo de virar, atirar-se nos seus braços e lhe pedir para levá-la para casa com ele estava lá. Droga. Subiu no carro e recusou olhar para ele novamente. Era muito tentador lhe pedir para passar a noite com ela.

 

Olhou no espelho retrovisor à medida que partia. Tiger permaneceu onde o deixou, observando-a. Um suspiro de pesar passou por seus lábios. Percebeu no meio do caminho de casa, que ela não havia recuperado a roupa íntima rasgada. Deixou com Tiger. Um gemido escapou dos lábios e esperou que ele se lembrasse de jogá-las fora.

 

Ela parou no único fast-food da cidade com um drive-thru, não querendo cozinhar. Foi um alívio quando permitiu a si mesma entrar em casa, desmoronou no sofá com o jantar e refletiu sobre o que aconteceu. Não. Eu não me arrependo, ela decidiu. Só odiou o forte desejo que sentia de saber onde Tiger estava e o que ele estava fazendo. Ele está obcecado por mim também?

 

— Maldição.

 

Zandy sabia que tinha tomado a decisão certa de ir para casa. Não podia deixar-se ficar muito ligada a Tiger. Não queria seu coração quebrado e a última coisa que precisava era apaixonar-se por um homem que claramente não queria um relacionamento mais do que ela queria. Eles tinham isso em comum.

 

Tiger permaneceu ainda por muito tempo depois que o carro de Zandy desapareceu de vista. A vontade de pular no Jipe e persegui-la foi forte. Lutou contra seus instintos e finalmente ganhou. Virou e percebeu a calcinha descartada e rasgada. Estendeu a mão, apertou-a e empurrou-a no bolso.

 

A visão do sutiã no banco do passageiro quando entrou no Jipe o fez suspirar. Ele totalmente destruiu suas roupas íntimas, mas não se arrependeu disso. Pegou o tecido suave e colocou no outro bolso. Os momentos passaram enquanto se sentava lá tentando compreender como a vida ficou tão complicada por uma atraente pequena humana ruiva.

 

Sabia que precisava retornar à Reserva, mas os oficiais saberiam em um piscar de olhos que ele não estivera caçando se pegassem um cheiro dele. Se inclinou e tirou o saco de emergência debaixo do assento onde mantinha um conjunto extra de roupas. Levou isto de

 

volta ao riacho, olhou à área aplainada onde ele estendeu o cobertor e lembranças o assaltaram.

 

As mãos estavam tremendo quando despojou tudo fora, tirou a roupa nova do saco e empurrou as usadas dentro. Lacrou e entrou na água gelada para lavar o odor dela.

 

Ele usou punhados de musgo para esfregar a pele. Mergulhou a cabeça debaixo da água e ficou lá por quanto tempo podia prender a respiração antes de quebrar a superfície novamente. Isso cuidaria de quaisquer vestígios remanescentes do odor dela.

 

Tiger saiu do riacho. Ficou lá na luz do sol desvanecendo à medida que a força das brisas noturnas secavam a maior parte da pele. Sacudiu a cabeça para ajudar a secar o cabelo mais rápido. Estaria molhado, mas ninguém questionaria isto.

 

A viagem de volta ao Jipe foi rápida e ele recolocou o saco debaixo do assento. Teria que lavar as roupas quando chegasse em casa para retirar o cheiro dela. Ligou o Jipe e retornou a Reserva.

 

— Você não encontrou mais nenhum idiota?

 

Tiger sacudiu a cabeça para o oficial.

 

— Estava tudo limpo. Apenas lembre-se de advertir ao próximo turno que mais deles pode estar lá fora.

 

— Farei. Boa noite, Tiger.

 

— Você também, Smiley.

 

Ele acenou e dirigiu para casa. Gostava da cabana que foi atribuído na Reserva um pouco mais do que a casa em Homeland. Era mais isolado. Não tinha nenhum vizinho próximo e era longe suficiente da Zona Selvagem que ele não teria que temer qualquer dos homens hostilizando Zandy.

 

Um grunhido saiu dele por esse motivo. Zandy recusou voltar para casa com ele, assim não era uma preocupação que qualquer um desses homens pegaria o cheiro dela. Ninguém viria investigar por que um humano estava perto, a menos que um estivesse realmente lá. Estacionou o Jipe, retirou o saco, entrou na casa e foi direto para a lavanderia.

 

O cheiro de sexo e Zandy atingiu-o quando abriu o saco. Os olhos se fecharam quando inalou e o pênis imediatamente endureceu. Ele a queria novamente. Agora. Um grunhido retumbou da garganta e os olhos abriram. Bateu as roupas em cima da secadora enquanto despejava sabão na máquina de lavar, depois jogou a camisa na máquina. Parou quando agarrou a calça.

 

Precisava jogar fora suas roupas de baixo destruídos, mas decidiu lavá-los primeiro para apagar o odor dela neles. Duvidava que alguém fosse passar por seu lixo, contudo sabia como humanos eram. ONE enviava o lixo para o mundo exterior e repórteres eram conhecidos por ir através de tudo à procura de uma história. É por isso que desfiavam ou queimavam toda a papelada em vez de jogá-la fora. Com sua sorte alguém encontraria as coisas e acreditaria que uma fêmea foi atacada sexualmente.

 

Retirou a calcinha do bolso e soltou na máquina de lavar. O sutiã ele demorou mais. Os bojos eram macios e sedosos. Seguraram os seios de Zandy e suas mãos avançaram para fazer o mesmo naquele momento. Ele o ergueu ao nariz e inalou o cheiro dela.

 

O pênis pulsava e doía dolorosamente para ser liberado subitamente da calça apertada. Um rosnado escapou dele quando soltou a calça suja na lavadora e bateu a tampa fechada. Ligou, ainda segurando o sutiã e se dirigiu a cozinha. A vergonha o atingiu com força total quando agarrou um saco plástico de uma das gavetas e andou pela casa até o quarto.

 

Ele se sentou rígido. O que eu estou fazendo? Não é normal ou são querer manter o odor dela. Eu enlouqueci.Olhou para o saco plástico e o sutiã dela, algo que queria colocar no criado mudo. O saco manteria seu perfume mais tempo, fazê-lo durar.

 

Ele inalou profundamente. Seu cheiro o dirigiu mais do que um pouco louco. Isso assustou tremendamente quando se preocupou que poderia ter se tornado viciado nela. Ela não era sua companheira, ele não queria uma e nunca tinha ouvido falar de um bloqueio masculino no cheiro de uma fêmea tão rápido.

 

— Caralho!

 

Ele soltou o saco e pegou o cós da calça, quase rasgou a coisa para libertar o pau, e suspirou em alívio quando a dor dele estando confinado enfraqueceu. Olhou abaixo para seu pênis duro e rosnou. Deixou-o mais do que irritado que estava naquela condição por uma fêmea que não deveria querer em primeiro lugar.

 

Creek assentiu.

 

— É verdade. Eu juro!

 

Zandy riu, observando sua amiga e o colega de trabalho conversar na mesa do almoço, mais do que divertida.

 

— Há um bar no hotel e todos vocês amam dançar lá? Eu não sabia disso.

 

Richard sacudiu a cabeça.

 

— Nunca fui convidado.

 

— Vocês trabalham aqui e são sempre bem-vindos. Basta informar a Segurança que quer ir e trazer seu companheiro. Eles vão acompanhá-lo lá. — Creek sorriu e olhou a Zandy. — O que está fazendo hoje à noite? Adoraria te levar.

 

— Eu tenho planos. — Com Tiger, ela adicionou silenciosamente.

 

Um lampejo de divertimento brilhou nos olhos da mulher Nova Espécie.

 

— Você está encontrando com um homem?

 

— Talvez. — Zandy desviou o olhar, mas de propósito não procurou na sala grande para ver se Tiger estava lá. Tinha medo que seus dois companheiros notassem.

 

— Você está encontrando um homem. Ele vai ser marido número três?

 

Richard sufocou na bebida.

 

— Três? Presumo que você está divorciada do último?

 

— Não vai ser o número três. — Seu garfo esfaqueou no bife cortado e encontrou o olhar curioso de Richard. — Fui casada e divorciada duas vezes. Aprendi minha lição. Sou um imã de perdedor.

 

— Estou casado com a mesma mulher desde que nos formamos no colegial. Vamos fazer vinte e dois anos agora. — Ele lhe lançou um olhar de simpatia. — Casamentos felizes podem existir. Somos a prova disto.

 

— Eu pensei que você disse que seus filhos eram muito jovens.

 

— Eles são. Ela é advogada e adiamos ter filhos pela sua carreira. Ela finalmente conseguiu um sócio e a pressão estava fora. Tivemos nosso primeiro seis anos atrás, e o segundos há dois anos. Estamos pensando em ter mais um.

 

Zandy olhou para ele.

 

— Uau. Sexo com a mesma pessoa por vinte e dois anos? Como é isto?

 

Ele riu.

 

— Realmente ótimo. Você deve repensar a coisa toda de casamento. Ouvi que a terceira vez é um charme.

 

— De maneira nenhuma, de jeito nenhum. — Zandy riu. — Eu provavelmente serei atingida com um perdedor pela terceira vez se eu alguma vez decidi rolar aqueles dados novamente. Meu gosto por homens é uma merda e estou ciente disto.

 

— Você só precisa encontrar um tipo diferente de homem. — Richard piscou.

 

Tiger definitivamente é um tipo diferente de homem. Personalidade e físicamente. Tinha se lançado e virado a noite toda, lamentando dizer não para ir para casa com ele. Creek estendeu a mão e tocou o braço de Zandy para tirá-la dos pensamentos do homem que foi responsável pelo seu estado exausto.

 

— Nossos homens olham para você e um deles pode fazê-la feliz. Eles são muito trabalhadores e nós não traímos quando acasalamos. Poderia apresentá-la para alguns dos melhores deles se ir ao bar comigo e ir dançar. Compartilhei sexo com muitos deles e poderia lhe dizer quais foram os melhores.

 

Atordoou-a que sua nova amiga queria ligá-la com homens com quem já dormiu.

 

— Não, obrigada.

 

Creek assentiu.

 

— Você é uma mulher pequena enquanto nossos homens são grandes. — Creek hesitou. — A parte sexual deles é maior que de um humano. Eles poderiam machucar alguém tão pequena quanto você se um tentasse montá-la.

 

Richard sufocou com a comida e riu quando conseguiu. Ele sorriu a Zandy.

 

— Vê o que quero dizer? Estou sempre rindo.

 

— Eu disse algo errado? — Creek olhou entre eles. — É verdade. Nossos homens são grandes por toda parte. Teriam que ser cuidadosos se compartilhassem sexo com você, Zandy. Eu evitaria a espécie canina, com certeza. Eles incham na base dos pênis no fim do sexo. Não há muito de você e eu receio que seria bastante doloroso.

 

Richard riu, atirando refrigerante da boca e cuspiu enquanto batia o peito.

 

— Eu amo este trabalho. Sim, Zandy. Você pode querer evitar isto. Algum outro conselho para ela, Creek?

 

Creek hesitou.

 

— Eu lhe daria o conselho que espécies felinas têm sêmen quente. Não queima, mas é notável. A espécie primata provavelmente seria o melhor para você. Não incham ou têm sêmen quente. Eles adoram abraçar e tocar muito. Compartilhei sexo com um recentemente e ele apreciava esfregar meu cabelo no seu corpo enquanto passava as mãos em mim. Foi bom. — Ela assentiu. — Poderia apresentá-la a nossos machos primatas. Eles parecem mais semelhantes aos seres humanos com a estrutura óssea e o formato dos olhos mais suaves.

 

— Não, obrigado. — Zandy ficou ligeiramente corada. Ela atirou um olhar feio a Richard quando ele não tentou esconder sua alegria com o tema embaraçoso.

 

Ele não pareceu arrependido de maneira nenhuma, assim ela voltou a atenção para Creek.

 

— Vou me encontrar com alguém hoje à noite depois do trabalho. Ele é um cara legal.

 

— Meu tipo seria melhor, mas você é pequena. Provavelmente é melhor que fique com um pequeno humano com uma parte masculina menor.

 

— Ei, — Richard disse, e riu. — Eu me ressinto disto. Não sou minúsculo ou qualquer coisa.

 

Creek abaixou o olhar até o colo dele.

 

— Solte a calça e me mostre.

 

O que ela pediu que ele fizesse afundou e todo humor fugiu. Foi a vez dele de corar um pouco.

 

— Eu...

 

Creek riu, cutucando Zandy com o cotovelo.

 

— Eu o peguei. Estava brincando, humano. Não quero ver sua parte masculina. Assisti vídeos pornôs e tenho visto bastante deles. Aprecio a visão de nossos homens nus muito mais. Eles têm menos pelos corporais. Quão estranho é isso? Somos alterados com genética animal, no entanto temos menos cabelo corporal que humanos completos.

 

— Não sou peludo também. — Richard sorriu. — Estaria disposto a te mostrar minhas costas. A pele é toda lisa.

 

Creek riu.

 

— Não, obrigado. Você está acasalado e eu não quero que a sua companheira sinta a necessidade de atacar-me por ver você despido de algum modo.

 

— É só minhas costas.

 

Creek sorriu.

 

— Isso seria suficiente para um companheiro seguir alguém. Espécies não apreciam ninguém olhando para qualquer coisa nos seus companheiros.

 

Zandy terminou o almoço enquanto os amigos continuavam a provocar um ao outro. O olhar vagou pelo refeitório, incapaz de resistir por mais tempo, e localizou Tiger sentado em uma mesa perto da área do bufê. Ele ocorreu de erguer o olhar enquanto ela o observava e seus olhares se encontraram. Ela não conseguia desviar o olhar, mas ele finalmente fez. Ele olhou para o homem à sua esquerda, disse algo, mas focou de volta nela imediatamente. Ela sorriu e abaixou os olhos dessa vez.

 

Creek de repente inalou alto e virou para franzir atesta a Zandy. Um sorriso curvou a boca da mulher, ela piscou.

 

— O quê?

 

O sorriso alargou.

 

— Você está interessada em um dos homens aqui.

 

— Não, — ela mentiu.

 

— Cheiros não mentem. Você está excitada. É muito lânguido, mas há. Não teria pegado, mas estamos sentadas juntas.

 

— Ela está excitada, hein? Droga. Amo este trabalho. — Richard riu.

 

Zandy lançou-lhe um olhar feio.

 

— Para com isso, Richard. — Ela dirigiu-se a sua amiga em seguida. — Podemos nunca discutir isto novamente? Por favor?

 

— Oh. — Creek assentiu. — Você é tímida sobre sexo. Eu entendo, contudo um deles chamou sua atenção. Vou apresentá-la a qualquer um que manteve o seu interesse se você quiser transar com ele. — Ela sorriu. — Apenas não vá perto dele se não estiver pronta para fazer isso, porque ele saberá que está excitada. Eu realmente evitaria ir dentro de um metro e meio de qualquer um dos machos enquanto você está neste estado. Eles vão cheirar e vão lhe pedir para compartilhar sexo com eles.

 

Richard riu tanto que quase caiu da cadeira.

 

— Oh, cara.

 

Zandy suspirou, olhando para ele.

 

— Estou contente que você esteja tão divertido por isto.

 

Creek estudou Richard.

 

— Você está divertido pela timidez dela? Você é tímido, Richard? Devia tomar um banho antes de vir trabalhar se tem relações sexuais com sua companheira. Fez isso com ela esta manhã e ela está no cio.

 

Richard parou de rir e empalideceu.

 

— Ela está em quê?

 

— Calor. Ela pode ficar grávida agora. Penso que vocês chamam isto de ovulação?

 

Foi a vez de Zandy rir.

 

— Você fez com sua esposa esta manhã, hein? Não falou que estava pensando sobre outro bebê? Talvez você consiga um.

 

— Você pode cheirar isto? — Ele olhou bestificado para Creek.

 

— Sim. Sugiro que fique um metro e meio da minha espécie também, até você tomar um banho. — Ela piscou para Zandy. — Ele não está rindo mais.

 

— Não, não está. Ele parece envergonhado. Obrigado do fundo do meu coração.

 

— Meu prazer.

 

Richard se levantou.

 

— Tempo acabou. Precisamos encontrar nosso acompanhante.

 

Zandy acenou para a amiga quando se levantou, cuidou da bandeja, e seguiu seu colega de trabalho para fora. Snow era um macho Espécie loiro muito alto com olhos azul-celeste e

 

cabelo na altura dos ombros. Ele ficou olhando para ela enquanto caminhavam até o Jipe e continuou olhando para ela quando os conduziu de volta ao prédio.

 

Isso a chateou o bastante que ela finalmente disse algo quando chegaram à porta. Ele insistiu em segui-la todo o caminho até a entrada.

 

— O quê?

 

Um sorriso torceu seus lábios.

 

— Você me acha atraente?

 

Richard começou a rir. Zandy cerrou os dentes, um pouco irritada com seu colega de trabalho. Isso não era engraçado. Estava mais do que um pouco envergonhada.

 

— Você é muito atraente, mas não é a razão, caso você esteja me cheirando.

 

— Muito ruim. — O olhar viajou por toda a extensão do seu corpo. — Você realmente cheira bem e eu compartilharia sexo com você. — Ele fitou seu olhar chocado. — Seria muito agradável para nós dois.

 

Risadas soaram atrás dela quando Richard abriu a porta do escritório. Zandy apenas desejava que ele tropeçasse e caísse sobre o rosto quando calor floresceu nas suas bochechas. A coisa toda de cheiro com Novas Espécies não era engraçado, no mínimo.

 

— Estou lisonjeada, mas não obrigada.

 

Decepção mostrou claramente nas feições de Snow.

 

— Eu sou seu acompanhante hoje e levarei você ao seu carro quando seu turno terminar. Pense nisso.

 

Ela fugiu para dentro e estava contente por fechar a porta. Richard caiu na cadeira, deu-lhe uma piscada e riu.

 

— Vê por que amo meu trabalho? Nunca um momento maçante.

 

— Cala a boca, Sr. Sexo De Manhã. Você não tem ameaças de morte para ler?

 

Ele se virou para tela do computador.

 

— Pelo menos eu fiz sexo. Parece que você só quer fazê-lo. Devia agarrar esse cara loiro alto. Ele é atraente.

 

— Você o pegaria então. — Ela se sentou na escrivaninha e virou a cadeira para evitar enfrentar Richard.

 

— Estou muito bem casado, — brincou ele. — Além disso, não sou o tipo dele. Ele não me pediu. — Ele riu novamente. — Claro, de acordo com Creek, os machos são maiores do que os humanos. Isso não é tão tentador?

 

— Jogar minha caneca de café em você está começando a soar bem.

 

— Certo. Vou

me comportar. — Ele riu mais uma vez. — Você não ama este trabalho?

Gostava do trabalho, contudo teria que ser mais consciente das coisas. Existe algo que uma Nova Espécie não pode cheirar? Droga. Esta é uma experiência de aprendizagem. Significava que cada vez que ela ficava excitada, Tiger saberia pelo cheiro. Deu-lhe uma vantagem sobre ela, se eles continuassem a ver um ao outro. Ela só seria capaz de adivinhar o que ele queria dela. Seu próximo encontro estava a algumas horas de distância e ela se sentia nervosa.

 

Não é um encontro, ela se lembrou. É sexo e um piquenique. Talvez nem mesmo sexo. Sim, certo. É totalmente sexo. Você sabe isto e ele também. Então o quê? Não teve uma

 

resposta. Parte dela foi tentada a cancelar. Simplesmente estalou da tolice de se envolver mais com ele quando ambos admitiram que isso não podia ir a qualquer lugar.

 

Ela olhou o relógio no canto inferior da tela do computador e decidiu que o encontraria uma última vez depois do trabalho. É isso. Só para dizer adeus antes que eu perca o controle de tudo.

 

Preocupação incomodou Tiger enquanto olhava para a estrada novamente. Ficou preso com a mudança de turno quando um macho que tinha transferido de Homeland teve duvidas. Zandy não estava esperando quando chegou quinze minutos atrasado. Ela desistiu? Já foi embora? Ele fitou o relógio no painel do Jipe e decidiu que esperaria outros dez minutos. A ideia de retornar ao portão e passar a noite amuado sobre o encontro rompido deles realmente o irritou.

 

O som de um motor animou-o já que Zandy era a única que deveria estar viajando na estrada. Um sorriso estendeu por seu rosto quando desceu para cumprimentá-la. Ela estacionou logo atrás ele no acostamento, na grama. Ele abriu a porta do carro antes dela poder soltar o cinto, ávido para colocar as mãos nela.

 

Um pequeno suspiro escapou dos seus lábios quando ela levantou e ele a ergueu nos braços até que eles ficaram ao nível do rosto. Ele inalou seu cheiro, suavemente gemeu, e seu pênis imediatamente criou vida quando sangue correu lá. Só a queria nua.

 

Ela riu.

 

— Sentiu minha falta?

 

A sensação dos braços dela envolvidos nos seus ombros o fez sorrir.

 

— Você não tem ideia. — O perfume da estimulação dela provocou seu olfato e um grunhido suave escapou em resposta. — Você sentiu minha falta também. Não fui o único esperando ansiosamente pelo nosso tempo juntos.

 

Rosa tingiu suas maças do rosto.

 

— Você pode cheirar isto, certo? Que eu quero você?

 

Ele concordou, afastando-se da porta aberta do carro com ela nos braços. Fechou com o joelho.

 

— Você cheiraria meu desejo se pudesse. Quis você o dia todo.

 

Ela se ajustou nele e agarrou seu traseiro com uma mão, apalpando firmemente através da calça.

 

— Você tem o traseiro mais atraente.

 

As chaves tilintaram de onde ela as tinha enganchado no polegar.

 

— Ponha as chaves dentro do meu bolso. — Ele virou com ela nos braços, andando em direção à floresta. — Envolva as pernas ao redor de mim.

 

— Estou usando sapatos. Você pode me colocar para baixo.

 

— Não. — A necessidade de mantê-la perto foi muito forte. A fascinação e quase obsessão com Zandy o preocupou, mas lidaria com isso mais tarde.

 

A mão deslizou mais baixo, segurando o traseiro dela quando atingiram a linha das árvores, e ele empurrou a saia. Queria sentir a pele. — Você não é nenhum fardo para mim.

 

O domínio que ele tinha nela impediu o que queria fazer e ele parou. O olhar verde de Zandy encontrou o seu e ele podia dizer que estava curiosa de por que ele parou.

 

— Deixe-me ir por um segundo.

 

Ela não questionou sua ordem, só seguiu e o sentimento possessivo por ela intensificou. Nenhuma fêmea jamais fez qualquer coisa que ele pediu sem argumentar primeiro, a menos que fosse óbvio o que ele queria. Ela confiava nele ou era só naturalmente submissa. Ambos os conceitos excitou-o ainda mais.

 

Ele ajustou o corpo dela nos braços e riu quando ela ofegou enquanto ele a levantava, abaixou a cabeça para o lado, e jogou-a por sobre o próprio ombro. A bunda dela ficou bem perto do rosto dele quando ele se endireitou e começou a andar novamente.

 

— Estou de cabeça para baixo. — Ela soou surpresa.

 

Um braço envolveu por trás dos seus joelhos para mantê-la no lugar enquanto a outra mão deslizou até a parte de trás de uma das coxas suaves, investigou sob sua saia e não parou de explorar até que a calcinha o deteve. Ele enganchou o tecido acetinado com o dedo, empurrou-o para fora do caminho e outro grunhido retumbou dele quando o dedo imergiu dentro da sua vagina úmida. Ela estava pronta para recebê-lo.

 

Zandy gemeu e o corpo ficou tenso quando ele lentamente a fodeu com o dedo, empurrando nos confins apertados até onde podia ir. Ele retirou quase todo o caminho antes de conduzir nela novamente. As mãos dela agarraram no seu traseiro, o pênis endureceu ainda mais, e percebeu o quanto o pau invejava o dedo indicador.

 

— Tiger, — ela arquejou.

 

— Estamos quase lá.

 

O desejo de baixá-la na grama foi quase insuportável. A humana o tornou insanamente excitado e impaciente. Ajustou a mão o suficiente para pressionar o polegar sobre seu clitóris e esfregou enquanto batia nela mais rápido com o dedo. O cheiro da sua estimulação se tornou mais forte enquanto a vagina se tornava mais úmida, mais macia e quente. Ele teve que reprimir um rosnado, o lado animal dele exigindo que a colocasse no chão e transasse imediatamente.

 

As mãos dela amassaram seu traseiro através da calça, os suaves gritos de prazer o torturaram e ele chegou à triste conclusão que não era obstinado suficiente para chegar até a clareira. O pênis pulsava e cada passo era agonia. Ele tirou a mão do “ve” das suas coxas, agarrou os quadris e a puxou abaixo do seu corpo até que os braços dela envolveram em torno do pescoço.

 

Seus olhos estavam estreitados com desejo e ele podia ver o quanto ela o queria. — Segure-se em mim e enrole as coxas em torno de minha cintura.

 

Ela fez como ele ordenou e ele conseguiu rasgar a frente da calça. Não usava cueca assim um pouco da dor aliviou quando o eixo rígido, que tinha sido curvado em um ângulo estranho, foi libertado. Um braço agarrou-a pela cintura para erguê-la um pouco mais alto. Os dedos engancharam no centro da calcinha, rasgou, e ele apertou a base do pênis. Nunca desviou o olhar dos seus olhos bonitos enquanto ajustava a direção do membro até que a coroa deslizou pela borda da vagina e ele dirigiu-se nela com um impulso fluído.

 

Prazer o fez tremer enquanto ela gritava seu nome novamente e as paredes apertadas da vagina espremeram o pênis, que foi enterrado profundamente. Nenhuma dor mostrou no seu rosto pela sua entrada rápida e ele estendeu as coxas para se apoiar. Seus braços deslocaram sob as coxas espalhadas dela e ele segurou sua bunda para batê-la de cima abaixo no seu pênis. Gemidos de êxtase e a necessidade por vir o persuadiu para fodê-la mais rápido.

 

A cabeça de Zandy inclinou para trás e as unhas cravaram na sua pele pela camisa. Quis beijar aquela boca que ofegava seu nome, mas teve medo de mordê-la. O desejo de marcá-la estava lá. Não se importava se fosse por mordida ou a sua semente enchendo-a, mas queria algo para mostrar que ela pertenceu a ele.

 

Esse desejo se tornou mais forte quando seu clímax atingiu e os músculos vaginais reprimiram seu eixo quase dolorosamente. Ele teve que abrandar as investidas enquanto o corpo dela tremia e ele jogou a cabeça para trás. Um rugido escapou da boca enquanto os quadris sacudiam a cada explosão de sêmen enchendo a mulher que segurava.

 

Os joelhos de Tiger cederam e ele desmoronou na grama. A força e agilidade evitaram ambos de cair quando ele a segurou para mantê-los na vertical. O rosto de Zandy caiu adiante e ela se aninhou no seu pescoço enquanto os braços o abraçaram com força ao redor do pescoço. Ambos estavam respirando difícil pelo prazer compartilhado. Ainda estavam ligados, o pênis enterrado dentro dela e ele não queria separá-los.

 

Ele estremeceu quando ela lambeu os lábios e a garganta dele. Virou a cabeça ligeiramente para lhe dar melhor acesso. Apenas o pensamento dela afundando os dentes na sua pele e mordendo ele, fez seu pênis sacudir. Desejo o agarrou novamente, embora tenha sido mais manejável após o sexo que tinham acabado de compartilhar.

 

—Morda, — ele exigiu.

 

— Você não me mordeu.

 

Suas palavras suaves o surpreendeu e ele empurrou fora da névoa de felicidade pós-sexo.

 

— O quê?

 

— Você acabou de sussurrar a palavra mordida. Você não me marcou com os dentes.

 

Ele sabia disso. Mas ele quis que ela o mordesse o suficiente para dizer algo que não tinha percebido que proferiu. Ela não iria deixar uma marca da maneira que uma Espécie podia, mas isso ainda o tentou a pedir para ela. Ela podia machucá-lo se mordesse forte suficiente. Ela o marcando novamente com os dentes o encheu com uma mistura de emoções. Medo, confusão, desejo, e anseio.

 

O som de estômago dela reclamando despertou-o de seus devaneios e lembrou-lhe que não haviam comido. Um sentimento de vergonha o preencheu em seguida. Ele teve o trabalho de criar um passeio agradável para ela, mas a paixão anulou suas intenções. Ele tinha a tomado em pé no meio da floresta. As necessidades dela deveriam ter vindo em primeiro lugar.

 

Seu abraço aliviou e forçou os quadris a mover. A sensação de se retirar do corpo dela não era satisfatório – gostava de estar unido a ela.

 

— Levante-se, — ele incitou.

 

Ela não pareceu mais feliz do que ele estava quando liberou as coxas do seu redor e os pés desceram ao chão. Ele se levantou em toda a sua altura e a soltou no processo. Fechou a calça.

 

— Nós não chegamos ao riacho. Está pronta para jantar, Zandy?

 

Seu rosto se ergueu e ela o olhou. Um sorriso leve curvou os lábios.

 

— Eu estou com fome.

 

Tiger não pediu permissão, mas ao invés simplesmente inclinou-se adiante e pegou-a nos braços. Virou, rumo ao destino original. Os braços enrolaram no seu pescoço sem reclamação e ela descansou o rosto contra sua camisa.

 

Ela parecia certa nos seus braços e nenhuma negação poderia mudar isso. Ele não agia racional quando se tratava da humana que segurou. Ela não era normal de qualquer maneira, tinha isso em sua defesa. Inalou e abafou um ronronar. Poderia cheirá-la cada dia e noite sem cansar do seu perfume.

 

O som do riacho levou-o ao lugar que havia deixado uma hora mais cedo. Admitiu que podia ter passado um pouco dos limites nos preparativos, mas não se arrependeu. Logo descobriria se ela apreciou o esforço. As fêmeas humanas eram um mistério para ele e não tinha ideia se ela acharia isto romântico ou perturbador.

 

Estou enlouquecendo, ele admitiu silenciosamente. Eu tenho isto ruim para ela. Uma imagem mental dele caindo de um precipício relampejou por sua mente. Dane-se. Talvez seja apenas uma fascinação temporária. Não fui feito para acasalar. Gosto demais da minha liberdade.

 

Zandy admitiu que Tiger tinha um jeito de fazê-la parecer pequena e sexy no berço dos seus braços, como se fosse o homem mais forte no mundo e ela a mulher mais feminina. Fez ela ainda mais atraída para ele.

 

— Eu tive um monte de dificuldade. Veja, — sua voz rouca pediu quando parou de andar.

 

A cabeça dela virou e um suspiro suave escapou dos lábios entreabertos. Lágrimas encheram seus olhos em seguida enquanto olhava a cena na sua frente, profundamente tocada.

 

Um colchão de ar foi colocado na sombra debaixo de uma árvore ao lado da água em movimento. Roupa de cama espessa e de aparência confortável fora cuidadosamente espalhada através dela para fazer uma cama romântica para eles compartilhar. Perto, um cobertor foi estendido com uma grande cesta de piquenique. Um balde de gelo com um champanhe ou vinho foi colocado ao lado da comida. Ele ainda trouxe pratos reais, talheres e copos. Uma pilha de toalhas amortecia uma lanterna de acampamento.

 

— O que você acha?

 

Ela virou a cabeça para olhar em seus olhos magníficos. Não havia como perder o olhar preocupado espreitando lá, como se questionasse se ela adoraria o gesto romântico.

 

— Eu não acredito que você fez tudo isso para mim.

 

Uma carranca curvou sua boca.

 

— Eu fiz você chorar? Vejo lágrimas. Você não gosta?

 

— Eu adoro. Esta é a melhor surpresa que já tive na vida, Tiger. Ninguém jamais fez algo para mim assim antes. — Ela piscou contra as lágrimas. — Obrigada.

 

Suas feições suavizaram.

 

— Você vale o tempo todo que eu passei fazendo isto. — Ele levou-a para a borda da expansão do piquenique e a colocou de pé.

 

Zandy se sentou e cuidadosamente arrumou a saia enquanto removia os sapatos. Tiger desabou próximo a ela e a mão segurou seu rosto. A ponta do polegar roçou sua boca.

 

Ela lamentou quando ele a soltou e focou na cesta ao invés. O cheiro de frango frito provocou seu nariz quando ele abriu e começou a tirar a comida. Ele também tinha trazido purê de batatas, molho e milho na espiga. Uma caixa de donuts, teve que esconder um sorriso. Ele agarrou a garrafa do balde de gelo, apareceu o topo, e ela vislumbrou a etiqueta. Ele trouxe um vinho frutado e cuidadosamente encheu ambos os copos antes de colocar de volta no gelo. Ela aceitou o copo que ele lhe ofereceu.

 

— Aqui é para nós estarmos juntos hoje à noite.

 

Ela tocou seu copo levemente no dele.

 

— Isto é fantástico, Tiger. Muito obrigada.

 

Ombros largos encolheram e ela podia jurar que viu uma pitada de cor vermelha nas suas bochechas quando o olhar se desviou do dela para a comida.

 

— Eu espero que goste de comer frango frito. Eu sei que é uma comida de piquenique favorito para humanos.

 

— Eu adoro. — Ela tomou um gole do vinho e abaixou o copo. — Você realmente superou a si mesmo e eu aprecio isto. É perfeito.

 

— Não foi nada. — Ele olhou para ela de novo. — Eu queria te incentivar a passar mais tempo comigo.

 

— Você teve sucesso.

 

Ele riu e relaxou.

 

— Coma. Quero tirar você das suas roupas depois.

 

Diversão a fez sorrir. Ele era franco e ela gostou disso nele.

 

— Eu gosto desse plano.

 

A clareira era linda e Zandy desfrutou da paisagem à medida que comiam. Havia uma pequena cachoeira rio acima. Pássaros cantavam na copa das árvores acima deles, o tempo estava quente e eles tiveram algumas horas antes do sol se pôr. Um pouco da dúvida que ela tinha tido sobre o encontro com Tiger enfraqueceu.

 

A quantidade de comida que ele arrumou chocou-a um pouco, mas o olhar observou o tamanho dele. Deduziu que provavelmente precisava de muitas calorias para manter todos aqueles músculos. Ele abriu o último donuts e ofereceu-lhe um. Ela aceitou e percebeu que ele

 

evitou os de chocolate. Ela sacudiu a cabeça quando ele ofereceu encher seu copo uma segunda vez.

 

— Eu tenho que dirigir para casa mais tarde. Um copo é suficiente para mim.

 

Ele hesitou.

 

— Você pode dormir aqui comigo. É seguro. Não permitiria que nada acontecesse a você e eu chequei o tempo. Será uma noite agradável.

 

A ideia de dormir com Tiger era tentação demais para resistir.

 

— Certo. Vou ter que sair mais cedo para ter tempo de ir para casa tomar banho e trocar de roupa. Parece que o seu povo tem um senso de olfato supersensível. Sei agora que eles podem pegar quase tudo que uma pessoa faz se conseguirem chegar perto suficiente.

 

— Sim. Planejei avisá-la sobre isto.

 

— Já aprendi essa lição hoje.

 

— O que aconteceu? Alguém informou que xampu você usa? Cheira bem.

 

— Assim teria sido um jeito menos constrangedor do que o que aconteceu.

 

Tiger franziu a testa e olhou para ela.

 

— Alguém te envergonhou? Quem?

 

Pareceu divertido agora.

 

— No almoço eu estava olhando para você e de certa forma me lembrei de ontem. Acho que fiquei um pouco excitada. Não sabia que Novas Espécies poderiam sentir isto. — Ela riu. — Você é quente.

 

Ele não sorriu de volta.

 

— O que aconteceu? O que foi dito?

 

— Nada realmente. Creek apontou isto para mim na frente de Richard e se ofereceu para me apresentar a qualquer cara que eu gostei. Richard achou que foi bastante engraçado. Então meu acompanhante notou e me perguntou se achava que ele era atraente. Foi uma experiência de aprendizagem, por assim dizer. Foi embaraçoso no momento, mas já superei isso.

 

Tiger suavemente rosnou e não pareceu nem um pouco divertido.

 

— Seu acompanhante lhe pediu para compartilhar sexo? Ele tocou em você?

 

Isso a pegou de surpresa. Ele era ciumento?

 

— Não.

 

— Bom. — Ele relaxou. — Quem era? Eu não lembro quem foi atribuído a você hoje.

 

— Snow. Ele é legal.

 

— Ele é atraído por humanas. Vou me certificar que ele não seja atribuído a você novamente.

 

Ela conseguiu evitar de ficar boquiaberta. Raiva refletia nos seus olhos quando ele observou-a e ela tragou um protesto. Tiger era ciumento.

 

— Ele é ótimo. Não tocou em mim ou qualquer coisa. Apenas assumiu que eu poderia estar atraída por ele e que ele era a fonte do que cheirava. Eu esclareci.

 

— Você disse que foi eu quem despertou você?

 

— Não.

 

Um músculo em sua mandíbula flexionou enquanto ele parecia mastigar.

 

— Precisa dizer a todos os homens que abordam você que sou eu que a desperta. Você cheira incrível quando está nesse estado e muitos deles poderiam pedir para compartilhar sexo com você.

 

Zandy ficou um pouco divertida e curiosa.

 

— Eu faço, hein? O que eu cheiro?

 

Ele se inclinou mais perto de repente e inalou profundamente.

 

— É difícil de explicar, mas me faz ficar duro por você. Desejo enterrar a língua na sua vagina para saboreá-la antes de montar em você.

 

Sua resposta chocou-a um pouco. Ela não estava acostumada a homens sendo tão francos. Ele se levantou antes dela poder apresentar uma resposta para isso e ofereceu-lhe a mão. Pegou e permitiu que ele a puxasse em pé.

 

— Tire a roupa. Vamos nos lavar.

 

Seu olhar se lançou a água nervosamente.

 

— Vai estar um pouco gelada.

 

Ele sorriu.

 

— Vou te aquecer e tenho planos.

 

— Eu amo o seu plano até agora, — ela admitiu, enquanto os dois tiravam as roupas.

 

Tiger segurou sua mão e a levou para a água. Ela ofegou um pouco na água fria, mas não estava tão ruim. Ele foi mais fundo enquanto ela seguia atrás dele até que ele se sentou em uma pedra sob a água ondulando perto ao dique oposto. Mãos firmes a viraram para encarar longe dele e a puxou para seu colo. Ajustou as pernas dela nas laterais das dele, espalhou os joelhos com os dele, e uma mão deslizou para cobrir sua vagina. As costas pressionadas firmes contra o tórax morno dele enquanto os dedos brincavam com o clitóris. Um grunhido suave aumentou o prazer que ela experimentava no seu toque. A água estava gelada, mas corpo dela não.

 

— Você está tão molhada, — ele falou rouco, roçando um beijo no seu ombro. Ele colocou um dos braços redor da sua cintura e a ergueu.

 

Um ofego escapou dela quando ele desceu-a diretamente no seu pênis duro. A sensação de ser cheia por ele foi incrível. Ele continuou a acariciar seu clitóris enquanto os quadris sacudiam para cima, transando com ela lentamente. Zandy agarrou seus bíceps apenas por algo para se agarrar. Ele moveu-a facilmente acima e abaixo no seu colo com o braço. Tudo que ela podia fazer era encostar-se de volta, desfrutando dele.

 

— Adoro o que sinto dentro de você quando faço isto, Zandy. Você agarra e me espreme quanto mais excitada você se torna e é tão quente e molhada. Estamos na água e você é a única me encharcando.

 

A água estava no nível com seus mamilos e cada vez que ele a erguia, eles atingiam o ar e apertavam dolorosamente. Seu corpo inteiro ficou tenso enquanto se preparava para gozar, mas ele pareceu saber disso. Parou de esfregar o clitóris apenas para bater de leve no feixe de nervos. Foi um tormento.

 

— Por favor, Tiger!

 

Seu braço apertou na cintura e ele bateu os quadris para cima, usando a pedra atrás dele para sustentar as costas enquanto apoiava os pés no fundo do riacho. A ponta do dedo pressionou no seu clitóris e ele transou com ela mais rápido. Êxtase cru a agarrou. Ela gemeu mais alto e sacudiu os quadris, tentando manter algum senso de controle, mas Tiger não deixaria isto. Ele transou com ela ainda mais rápido, mais duro, e freneticamente dedilhou o clitóris.

 

Zandy jogou a cabeça para trás contra o ombro e gritou nome dele quando atingiu o clímax. Os músculos vaginais tremiam com a força do quão forte ela gozou. O corpo de Tiger enrijeceu, cada músculo pareceu virar rocha dura onde ela estava contra ele ou segurando seus braços, e ele jogou a cabeça para trás. O rugido animalesco que encheu a floresta foi extremamente alto.

 

Jatos quentes do seu sêmen a encheu enquanto o corpo estremecia sob o dela. O rugido interrompeu e a mão deixou o clitóris para envolver ao redor dos seios até que abraçou-a com força contra o tórax com ambos os braços.

 

— Zandy, — ele falou asperamente.

 

— Tiger, — ela ofegou, sem fôlego.

 

A boca dele acariciou sua garganta e a língua quente lambeu a pele. A fez estremecer de uma boa maneira, apenas ampliando o brilho pós-sexo.

 

A água pareceu boa agora nos seus corpos superaquecidos enquanto ambos relaxaram.

 

— Você acha que alguém virá da Reserva para investigar? Nós fomos um tanto quanto barulhentos.

 

Tiger sacudiu a cabeça. — Estamos longe o suficiente do muro onde os oficiais patrulham para eles terem nos ouvido.

 

— Ótimo. — A ideia de oficiais fervilhando na área procurando a fonte dos barulhos a fez interiormente estremecer. A afirmação dele lhe colocou à vontade.

 

— Eu poderia ficar dentro de você para sempre.

 

— Eu não reclamaria. — sorriu.

 

— Precisamos sair da água logo. Você é mais frágil aos elementos do que eu. — Suas mãos exploraram a pele. — Eu não quero que pegue um resfriado pela água gelada.

 

Seu braço na cintura apertou quando ele a ergueu alto suficiente para romper a conexão conforme o pênis se retirava da vagina lentamente. Ela sentiu a perda de imediato, mas não reclamou. A mão dele deslizou abaixo do seu corpo e deslizou um dedo dentro dela, fodendo lentamente com ele. Ela ficou surpresa, mas pareceu muito bom para protestar.

 

— Pensei que queria que nos saíssemos da água. Continue assim e vou querer você novamente.

 

— Estou te limpando.

 

Ela gemeu.

 

— Você está fazendo mais do que isto.

 

Uma risada fez cócegas na sua orelha quando ele a acariciou novamente. — Terminaremos isto uma vez que eu te secar. — O dedo se retirou e ele segurou entre as coxas, esfregando levemente. Ela simplesmente se inclinou contra ele, apreciando o toque até que ele parou e as coxas dele fecharam.

 

— Ande em direção às toalhas. — Ele soltou sua cintura e agarrou seus quadris com ambas as mãos, encorajando-a a ficar de pé.

 

As pernas de Zandy estavam trêmulas quando ela caminhou pela água ondulando para o outro lado e subiu o dique gramado. Tiger permaneceu logo atrás dela caso ela perdesse o equilíbrio. Ela achou isto lindo e cavalheiresco. Nenhum homem jamais foi tão atencioso com ela. Ele nem sequer permitiu que se secasse. Pegou uma toalha antes que ela pudesse, abriu-a e enrolou em torno dela. As grandes mãos cuidadosamente esfregaram sobre sua pele.

 

Ela fitou seus olhos quando ele inclinou o suficiente para alcançar a parte inferior do seu corpo e percebeu que nunca iria deixar de ficar fascinada por suas exóticas forma e cor. Um sorriso apareceu nos cantos da sua boca quando ele terminou. A toalha foi arrancada e ela ofegou quando ele lhe deu um empurrão. Caiu para trás e aterrissou no colchão de ar. Uma colcha extremamente suave amorteceu seu corpo também. Seus dedos roçaram contra ele.

 

— Isso é de pele de carneiro?

 

Tiger usou outra toalha para enxugar-se rapidamente quando o olhar passou sobre cada centímetro do seu corpo estendido diante dele. — Sim. Trouxe da minha própria cama. Você não foi à minha casa, assim eu pensei trazer parte dela para você.

 

Ele era romântico ou pelo menos parecia. Isso a fez gostar dele ainda mais. Inferno, admitiu silenciosamente, estou me apaixonando por ele.

 

Ele largou a toalha e se aproximou.

 

— Quero tomar você sobre ele. É a única coisa que fará justiça a sua pele macia. — Ele caiu de joelhos, agarrou seus tornozelos e curvou as pernas para cima e separadas para expor sua vagina. Ele encarou e lambeu os lábios. — Segure as pernas assim, apertadas ao seu peito.

 

Zandy agarrou os joelhos e Tiger rosnou, a única advertência que ela recebeu antes dele largar os tornozelos para agarrar as coxas. O rosto desceu e a boca quente prendeu sobre sua vagina. A língua provocou seu já inchado clitóris e ela gemeu. Ele cavou, chicoteado seu clitóris em estalidos rápidos da língua e zunia direto naquele pequeno lugar que a levou insana quando atingiu êxtase.

 

Foi demais, pareceu muito bom depois do seu clímax recente. Ela tentou fechar as pernas. Tiger recusou permitir isto enquanto segurava suas coxas, apertou quando os saltos cavaram nas omoplatas dele. Ele segurou-a mais firme à cama.

 

— Tiger, você está me matando, — ela choramingou.

 

Ele começou a ronronar alto e vibrações adicionaram às sensações. As costas de Zandy arquearam e os dedos arranharam a roupa de cama. Ofegos e gemidos se misturaram até que temeu desmaiar. Outro clímax brutalmente rasgou por seu corpo. Ela sacudiu devido a força e gritou quando ele soltou o clitóris para dirigir a língua dentro da vagina.

 

Ela tinha certeza que ele estava realmente tentando matá-la. Onda após onda de prazer revirou por seu corpo enquanto ela estremecia e se contorcia debaixo dele até que ele finalmente se retirou e soltou as coxas. Seu corpo ficou relaxado quando ele ficou de joelhos e usou os quadris dela para arrastar sua bunda à borda do colchão de ar.

 

— Eu não posso, — ela falou rouca, lutando para sentar-se. — Dê-me um minuto.

 

A expressão firme dele mostrou o seu desagrado.

 

— Eu quero você agora. Preciso de você.

 

Ela conseguiu rolar de lado e bater levemente na cama perto dela.

 

— Deite aqui.

 

Ele se moveu, o colchão mergulhou com o peso e ela rolou para o lado dele quando ele se estendeu de costas. A visão de seu pênis ereto apontando para cima chamou sua atenção enquanto ela ainda lutava para recuperar a capacidade de pensar. Sua mão curvou em torno do membro grosso e ele respondeu com um gemido.

 

A língua dela saiu para molhar os lábios quando correu para baixo da cama enquanto ela continuou a acariciá-lo com os dedos e recuperou algum controle sobre a respiração pesada. Ele gemeu quando ela tomou a cabeça do seu pênis na boca.

 

A mão dele fechou no seu cabelo, mas não doeu. Ele foi cuidadoso para não puxar ou forçar a cabeça para tomar mais dele. O sabor doce do pré-sêmen a fez gemer. Normalmente não gostava muito de ir lá em baixo nos homens, mas claro que ele não poderia mesmo ser típico dessa maneira também.

 

Ele tinha um gosto bom, que a encorajou a continuar.

 

— Pare antes de eu gozar, — ele gemeu. — Vou avisá-la.

 

Ela não teve ideia de porque ele iria querer fazer isso quando ela abriu mais a boca, explorando-o com a língua enquanto o levava mais fundo, apertou os lábios em torno dele e chupou. Tiger era grande e ela teve que ser cuidadosa com os dentes. Os sons altos dele ronronando se tornou música para seus ouvidos e adorou ouvir como ele respondia a ela. Seu membro não estava apenas uma rocha dura, mas o seu gosto tornou-se melhor quando ela trabalhou nele. Ele vibrava onde se tocavam também, o corpo todo parecendo ser afetado por isto.

 

Ele puxou freneticamente e ela se ergueu fora dele para olhar no seu rosto.

 

— Pare. Estou prestes a gozar. Use a mão. Estou tão perto.

 

— Por quê? Não quero parar.

 

— Você sente quando eu venho dentro de você, não é?

 

— Sim.

 

— Te sufocaria se eu gozasse na sua boca. Eu disparo duro e quente.

 

— Eu acho que poderia lidar com isso. — Ela tentou capturar seu pênis com a boca novamente, mas ele torceu os quadris antes dela poder, forçando seu olhar de volta para o dele.

 

— Nossas fêmeas não podem lidar com isto. É por isso que elas não fazem isso com nossos homens. Eu atiro disparo mais ou menos um metro e oitenta.

 

Uma imagem mental apareceu e ela sorriu.

 

— Como você sabe quão longe vai?

 

Ele sentou-se um pouco.

 

— Sou homem. Como você acha?

 

Uma risada escapou dela.

 

— Mediu a distância, não foi?

 

— Eu posso te machucar, Zandy.

 

A mão dela apertou seu eixo e acariciou. O olhar dela caiu para seu pênis enquanto ele deslizava estendido no colchão novamente e ela o assistiu gozar. Ele não tinha se enganado sobre quão longe o sêmen poderia disparar. Nem sequer tinha aterrissado na cama. Assistindo o estômago dele se tornar mais interessante quando os músculos tencionaram, revelando um padrão sexy.

 

A mão agarrou a dela e tirou do pênis. Ela percebeu que ele não tinha rugido dessa vez. Gemeu e ofegou, mas nenhum rugido alto, animalesco.

 

Surpreendeu-a um pouco já que a maioria dos homens apreciavam a cabeça mais do que a relação sexual. Ela começou a perguntar o que ele preferia, mas decidiu descobrir aquela resposta por conta própria. Seria divertido.

 

Ela abaixou a boca até a coroa do seu pênis quando o corpo dele relaxou e ele parou de gozar. A língua traçou o cume do pênis ainda duro e o gosto doce dele tirou um gemido dela. O gosto a fez lembrar-se de mel quente com uma pitada de xarope de bordo. Ele podia se tornar sua escolha de café da manhã.

 

— Zandy! — Ele rosnou seu nome e fechou a mão no seu cabelo, arrancando-a para longe quando rolou-a de costas. Seu peso caiu sobre ela para mantê-la debaixo dele.

 

Lágrimas encheram seus olhos pela dor pungente de ter o cabelo puxado. Ela olhou para ele quando ele relaxou o puxão, o olhar intenso fixado no dela. As orelhas ainda soavam do som severo, brutal do seu nome.

 

Um choque de medo atravessou-a que devia ter feito algo muito errado e ele pareceu enfurecido enquanto seus olhares se detinham. Ela o machucou? Ele estava em cima dela e ela não conseguia respirar. O peso estava a esmagando no colchão de ar e não podia se mover, com as pernas e braços segurando-a. Ele respirou fundo antes de erguer-se o suficiente para ela conseguir ar nos pulmões.

 

— Sinto cheiro de medo. Sinto muito que a assustei. Não queria.

 

— Você rosnou para mim. Machuquei você?

 

Sua mão perto do seu rosto acariciou sua bochecha.

 

— Não, Zandy. Não quis gritar. Era só que você estava me matando.

 

Seu medo diminuiu.

 

— Em um sentido literal?

 

— Não. Pareceu tão bom que foi demais para aguentar.

 

Ela podia identificar-se.

 

— Supersensível?

 

— Para dizer o mínimo. — Ele segurou seu rosto. — Sinto muito mesmo que assustei você. — Ele inalou. — Eu deixei você realmente assustada, Zandy.

 

Ela enrolou os braços em torno dos seus ombros.

 

— Eu sei disso. Você apenas me assustou por um segundo.

 

— Sinto muito, — falou asperamente.

 

— Tudo bem.

 

Ele ronronou e se mexeu sobre ela, esticando o corpo mais baixo dela. Enterrou o rosto no seu pescoço e acariciou a boca lá.

 

— Nunca te machucaria. Nunca. Nunca mais quero sentir cheiro de medo em você novamente.

 

— Estou bem. Eu sei que você não me machucaria. Isso mais me alarmou, — ela mentiu. Ele estava realmente chateado que tinha a assustado. — Estou bem.

 

A cabeça dele ergueu até que podia olhar nos seus olhos novamente.

 

— Você está muito mais do que bem. — Ele alcançou entre eles e agarrou a coxa dela para ajustar o suficiente para os quadris caber entre as pernas. — Eu não me canso se ter você.

 

Zandy gemeu quando o duro eixo de Tiger entrou na vagina.

 

— Como você ainda pode estar duro?

 

Ele roçou a boca sobre a dela.

 

— Não sou humano, Zandy. É o animal em mim. Eu posso transar com você até cair de exaustão. Só preciso de um minuto para recuperar.

 

Ela gemeu, movendo contra ele, combinando seus impulsos. Ele moveu devagar, estabelecendo um ritmo que a levou ao prazer. Ele se moveu sobre ela e colocou a mão entre eles.

 

— Eu não consigo durar muito tempo com você, Zandy. Você me faz gozar mais de uma vez. — Seu dedo achou seu clitóris e acariciou. — goze para mim agora.

 

Ela debatia e gemia. A pressão contra o feixe de nervos cresceu enquanto ele esfregava mais duro e mais rápido. Os quadris dele mantiveram o ritmo perfeito com o dedo. Ela clamou seu nome e atingiu o clímax. Tiger rosnou seu nome quando encontrou a sua liberação.

 

Tiger rolou de lado e atraiu Zandy contra ele quando se recuperaram de mais uma rodada de sexo. O céu começou a escurecer acima deles à medida que o sol baixava no céu por trás das copas das árvores. Ele não tinha que vê-la ir embora tão logo. Ela era sua até de manhã.

 

O cheiro de sexo e seus odores misturados pareceram certos para ele. A mão acariciou o quadril dela quando a respiração quente tocou seu tórax onde ela o encarava. Os olhos estavam fechados e o rosto relaxado no quase sono.

 

Ele tinha a assustado. O cheiro disso se foi, mas a lembrança permaneceu. Apenas lembrava-lhe do quão diferentes eram. Uma fêmea Espécie teria simplesmente rosnado de volta para ele, sabia não o temer. Zandy era humana.

 

Ele fechou os olhos para respirar fundo. Os sons de pássaros desapareceram quando uma brisa fresca levantou. Sentiu-se bem contra sua pele aquecida, mas a Fêmea contra ele enfiou-se mais perto. Outra lembrança que ela não era Espécie.

 

— Vamos ficar debaixo das coberturas. Vou mantê-la quente.

 

Os lábios dela roçaram perto do seu mamilo.

 

— Eu sei que você irá.

 

Ambos se moveram o suficiente para ficar debaixo do grosso edredom que ele havia tirado da sua cama. Os lençóis eram seus também, uns que ele tinha tirado da sua cama após o almoço. O cheiro dele era forte neles e era quase como se estivesse na própria cama. O colchão de ar era muito mais suave. Ele ficou de costas para permitir a ela se aconchegar no seu lado e usar seu braço como travesseiro. Cuidadosamente dobrou os cobertores para ter certeza que ela não congelava.

 

A mão dela acariciou seu tórax lentamente e ela bocejou. Não poderia ser muito além das sete, mas ela estava cansada. Ele tinha a cansado depois do seu dia de trabalho. Isso o fez

 

sentir um pouco culpado. Ela não tinha reclamado, mas Espécies tinham uma grande energia sexual. Deveria ter pegado leve com ela.

 

— Um centavo pelos seus pensamentos.

 

Ele olhou para baixo e a achou espreitando-o com um olhar curioso. Seus olhos verdes eram bonitos para ele.

 

— Durma. Estou bem aqui.

 

— É muito cedo.

 

— Você teve um dia longo.

 

Um sorriso suavizou os lábios.

 

— Ele terminou realmente bem.

 

Ele não pôde deixar de sorrir de volta.

 

—Eu poderia tirar um cochilo, — ele mentiu. Não estava cansado, mas ela estava exausta.

 

— Tudo bem. — Um bocejo interrompeu. — Vamos fazer isso, mas me acorde quando você acordar.

 

— Eu vou.

 

Ela fechou os olhos quando acariciou a parte inferior das costas. Ela era pequena comparada às fêmeas Espécies e elas raramente permitiam um macho acaricia-las depois de compartilhar sexo. Elas também não se aconchegavam ao seu lado ou usavam seus bíceps de travesseiro. Ele gostou da sensação dela tão perto.

 

A respiração dela mudou depressa para a de um sono profundo, mas ele continuou a tocá-la. Ela quis saber o que ele estava pensando, mas isto não era algo que ele queria compartilhar. Zandy Gordon não se encaixava na sua vida, mas ela encaixava perfeitamente em seus braços. Ele estava perdido sobre o que fazer.

 

Uma companheira o deixaria vulnerável de uma maneira que nunca quis estar. Mercile o tinha ensinado, quando jovem, a nunca estimar algo que não poderia viver sem. Tinham usado qualquer debilidade que descobriram contra ele e outros de sua espécie para tentar controlá-los. Ele era um sobrevivente, mas se exporia à indizível dor se fosse perdê-la.

 

É apenas sexo, ele tentou convencer-se. Não estava se convencendo com essa desculpa fraca, entretanto. Uma pequena fêmea com cabelo vermelho e olhos verdes atravessou suas barreiras de autoproteção quando nada mais ultrapassou .

 

Permitiu-se amigos. Até tinha aprendido a depender de outros Espécies. Foi um risco, mas ele soube, no fundo, que podia sobreviver a perda deles se algo acontecesse a eles. O causaria muita dor, mas ele continuaria. O pensamento de algo acontecendo a Zandy o fez se tornar gelado por dentro. A mão parou na parte inferior das costas dela apenas para senti-la respirando.

 

Podia apenas a proteger se ela estivesse com ele vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana. Teria que levá-la para casa, trancar as portas e janelas e não permitir ninguém perto dela. Essa não era qualquer tipo de vida para ela ter. Seria uma prisão semelhante ao que ele desenvolveu internamente. Mercile não seria seu captor – ele seria. Ela começaria a odiá-lo e ele não a culparia. Sabia que teria que deixá-la ir logo antes que se tornasse muito apegado. Seu peito doeu pelo pensamento.

 

Zandy lutou contra um bocejo, mas perdeu quando Richard a observava da escrivaninha. Ele sorriu.

 

— Não dormiu o suficiente?

 

— Não.

 

— Presumo que seu encontro foi bem ontem à noite?

 

Zandy apenas sorriu.

 

— Estou feliz por ouvir isto. Conseguiu algum sono de qualquer forma?

 

A lembrança surgiu das vezes que Tiger a despertou durante a noite para fazer amor com ela – pelo menos quatro vezes. — Não muito. Pelo alvorecer tive de dirigir-me para casa para tomar banho e me preparar para o trabalho.

 

— Você passou a noite com ele? Isso é bom, hein?

 

Ela piscou e focou na carta na tela do computador.

 

— Ele tem um nome?

 

— Sim. — Ela recusou olhar para ele. De jeito nenhum ela estava dizendo a ele o nome de Tiger.

 

— Não vou deixá-la em paz até que me diga quem é.

 

Isso a fez virar a cabeça e fitá-lo. Ele pareceu sério. — Bem. Seu nome é Angel. — Ela sorriu com a brincadeira. Tiger provavelmente iria rir muito se ela lhe dissesse sobre chamá-lo assim.

 

— Um do meu tipo. — Richard meneou as sobrancelhas. — Somos sensuais, não é?

 

— Um do seu tipo?

 

— Angel é um nome comum hispânico. Amantes latinos e tudo isso.

 

— Está fora da base aí. É seu apelido.

 

— Ele não deve ser muito angelical se te manteve acordada a noite toda.

 

— Ele me levou ao céu várias vezes.

 

Richard riu.

 

— Estou contente que encontrou alguém. Então, esse vai ser o casamento número três?

 

— Morda a língua, cara. — Ela hesitou, pensando que não seria tão ruim dormir com Tiger todas as noites e acordar nos seus braços a cada manhã. Ele não estava procurando por qualquer coisa em longo prazo, entretanto. — Não. Nenhum de nós quer algo muito sério. Fui casada e divorciada duas vezes. Ele não está à procura de uma esposa. Estamos apenas nos divertindo juntos assim não espere um convite de casamento.

 

— Conhece aquele ditado sobre nunca dizer nunca? Basta lembrar-se disto. Poderia apaixonar-se pelo homem e eu ouvi que a terceira vez é o charme.

 

— Ou três batidas e você está fora.

 

— Ora bobagem. Você é muito jovem para ser tão pessimista.

 

Ela deu de ombros.

 

— Ele não está pronto para isso ainda que eu estivesse disposta a dar outra chance a uma relação. Ele parece apreciar demais a liberdade.

 

Richard sorriu.

 

— Isso é o que todos os homens dizem até que encontram a mulher certa. Pensei em me tornar um padre antes de conhecer minha esposa no colegial. Ela mudou minha cabeça quando percebi que não podia viver sem ela. Não tenho arrependimentos.

 

— Isso é muito romântico.

 

Ele encolheu os ombros.

 

— Eu preciso de alguma ajuda. Você deixará a Reserva comigo no almoço? O aniversário dela está chegando e preciso da opinião de uma mulher. Quero comprar algo legal, mas tenho péssimo gosto em joias.

 

Zandy assentiu.

 

— Claro. O que ela gosta?

 

— Não borboletas — Ele riu. — Comprei-lhe um broche no ano passado, pensando que era bonito, mas ela não ficou tão emocionada.

 

— Eu imagino. Eu vou com você.

 

Ele sorriu.

 

— Obrigado. Eu não conheço muitas mulheres. A melhor amiga da minha mulher deveria ir comigo, contudo ela está doente. Tenho que comprá-lo hoje para ter certeza que tenho tempo de tê-lo escrito. Eu também imagino que vamos estar inundados aqui pela próxima semana.

 

— Por quê?

 

— Aquela divulgação na imprensa ontem à noite vai atrair algumas mensagens de ódio.

 

Ela não tinha certeza do que ele estava falando desde que tinha passado a noite na floresta com Tiger, mas não queria revelar essa parte. Seu colega de trabalho faria muitas perguntas, mas claro que a ONE tinha muitas coletivas de imprensa. Já estavam muitos ocupados, mas ela imaginou que podiam lidar com um aumento no correio. O sistema que eles implementaram para o correio recebido foi muito efetivo e suave.

 

Pensamentos de Tiger fez o tempo passar depressa enquanto ela perguntava-se quanto tempo eles durariam e como seu relacionamento acabaria. Ele quis vê-la novamente, mas não deu a ela um tempo. Odiou que ele tinha a beijado de despedida no seu carro e prometeu ligá-la. Seus dentes morderam o lábio, preocupando-se que poderia ter sido uma linha de rejeição para o adeus.

 

— Zandy?

 

Ela virou a cabeça para olhar a Richard.

 

— Sim?

 

— É hora do almoço. — Ele se levantou. — Snow acabou de deter-se para nos acompanhar. Não esqueça a bolsa hoje. Duvido que eles peçam isto pois está comigo, mas você não usa o portão da frente, não é? Não estou certo que eles todos te conheçam. Você devia pegar a sua identificação.

 

Surpreendeu-lhe que o tempo passou tão rápido quando ela colocou os sapatos e seguiu ele para a porta da frente. Snow abriu antes deles chegarem. Alguns minutos depois ele deixou-os no estacionamento próximo à entrada da frente da Reserva.

 

— Você dirige uma minivan branca?

 

Ele riu quando subiam dentro.

 

— Minha esposa tem um azul combinando. Achamos que era legal.

 

— É. — Ela colocou o cinto de segurança.

 

Richard conduziu ao portão e assobiou.

 

— Uau. Olhe para isto.

 

Zandy ficou chocada com que viu.

 

— É sempre assim tão ruim na hora do almoço? Nunca saio por este caminho. — Eles passaram lentamente por pelo menos uma centena de manifestantes depois que saíram pelo portão. Eles foram encarados enquanto alguns deles gritavam.

 

— Acho que eles não estão felizes porque Justice North tomou uma companheira.

 

Zandy sacudiu a cabeça para olhar para ele.

 

— Ele fez? Se os moradores locais tinham um problema com eles por que comprar terras aqui para a Reserva?

 

— Como você perdeu essa coletiva de imprensa ontem à noite? Estava em cada canal. Ele casou-se com a filha de algum senador popular e todos eles anunciaram isso juntos. O pai ficou emocionado, ela é, de certa forma, bonita e estes babacas dirigem aqui para causar problemas. Os motéis locais não vão alugar quartos para eles, talvez é por isso que estão tão mal humorados. Têm que dirigir por uma hora para ficar aqui fora sendo idiotas e então no fim do dia dirigem mais uma hora de volta.

 

Zandy riu.

 

— Os motéis locais não vão alugar para eles?

 

Richard sacudiu a cabeça.

 

— Não. Eles anunciam grandes placas. Você não viu? Declaram “nenhuma pessoa anti-Novas Espécies” é permitida ali com as placas de “sem sapato, sem camisa, sem serviço”. É engraçado.

 

— Sim é. Nunca visitei nenhum dos motéis. Eu comprei minha casa on-line e fiz toda a papelada por fax. Só me mudei para cá depois que a casa fechou. Estou contente que Justice North está feliz. Gosto dele. Estou feliz que ele encontrou alguém, mas pensei que era uma companheira Nova Espécie.

 

— Você e todos os outros. — Richard acelerou uma vez que alcançaram a estrada que levaria a cidade. — O fato que ela é humana vai provocar que cada babaca por aí tenha um problema com a ONE. Nós vamos ficar cheios com mensagens de ódio, mas lembre-se de responder bem. — Ele girou a cabeça e piscou. — Os insulte de volta com frases polidas.

 

— Caro senhor, seus pensamentos são muito apreciados por todo nosso departamento de correio porque rimos diariamente sobre seus pontos de vistas e esperamos que você tenha o tipo de dia que desejou para nós também.

 

Richard riu.

 

— Pena que não podemos apenas diz-lhes para se foder.

 

Tiger rosnou quando desligou o telefone e olhou para os homens ao redor.

 

— Tranque tudo e quero segurança tripla. Quero os machos da Zona Selvagem patrulhando os longos trechos dos muros onde estamos dispersos. Dividam eles em dois grupos, turnos de 12 horas e podem despedaçar os invasores se de alguma forma voltarem aos muros.

 

Flame inclinou a cabeça.

 

— Sério?

 

— Não. Entretanto seria bom, não é? Diga-lhes para aterrorizar, mas reter qualquer um que encontrar até que possamos enviar alguém para recolher os idiotas.

 

O outro macho sorriu.

 

— Sei que poderia pensar em alguns humanos no outro lado do portão que não me importaria de bater.

 

Harley assentiu ao lado de Flame.

 

— O falastrão com o megafone estaria no topo da minha lista para obter um ajuste de atitude.

 

O senso de humor de Tiger retornou quando sorriu.

 

— O macho de camisa manchada de cerveja?

 

— Esse mesmo, — Harley confirmou. — Apenas dois minutos com ele e o mandaria para casa com aquele megafone em um lugar ruim que faria caminhar difícil para ele.

 

Moon mudou de posição.

 

— Iria atrás do macho de uniforme. Ele não é realmente do exército, mas alguém devia mostrá-lo minha versão de botas de campo — Ele ergueu o pé para mostrar a bota militar.

 

O mau humor de Tiger dissipou.

 

— Tente manter o senso de humor. Eu sei que é difícil, mas conseguiremos por hoje.

 

— E amanhã? — Harley sorriu forçado. — Eu não acho que isso vai acalmar rápido. Acho que aqueles perdedores lá fora acabaram de perceber que podemos dar a suas mulheres muito mais do que eles podem. — Ele suavemente rosnou. — Eu podia mostrar a eles com aquela beleza morena de terno azul.

 

Moon rosnou também.

 

— Quente. Ela poderia fazer uma reportagem detalhada sobre mim a qualquer hora.

 

Uma risada profunda escapou de Tiger.

 

— Não flertem com as jornalistas.

 

O telefone tocou novamente e Tiger despediu os homens. Agarrou e ficou contente que era Justice quem chamava.

 

— Como Jessie está aguentando?

 

Justice hesitou.

 

— Ela está com raiva. Esperávamos uma reação, mas tem sido pior do que temíamos. Brass disse que você teve muitos problemas de manifestantes desde ontem à noite.

 

— Não foi realmente ruim até algumas horas atrás. Queria que tivesse me advertido antes que anunciou isso. Não estive ciente do que tinha acontecido até esta manhã quando cheguei no turno.

 

— Eu tentei te chamar, mas você não atendeu. Fui informado que queria um tempo livre e não queria ser perturbado. — Justice pausou. — Você está bem? Brass disse que você tinha chamado para dizer que estava passando a noite na Zona Selvagem.

 

Tiger odiou mentir.

 

— Somente precisei comungar com a natureza. — Uma imagem relampejou de Zandy debaixo dele enquanto ele tinha transado com ela. Seu pênis mexeu na lembrança dos seus lábios entreabertos e olhos verdes sensuais olhando fixamente no dele. Ele tinha entrado em contato com seu lado animal. Bastante. Culpa atingiu em seguida. — Isso é uma mentira, — ele admitiu. — Recuso-me a falar disso, mas eu estava com uma fêmea.

 

O silêncio na outra linha durou longos segundos.

 

— Tudo bem. Não entendo a razão do segredo, mas respeitarei isso. Você sabe que pode discutir qualquer coisa comigo.

 

Ele ficou tentado e hesitou.

 

— Talvez mais tarde. Quero resolver isto por conta própria.

 

—Entendido. Nossas mulheres podem ser complicadas. Você precisa de mais homens aí? Estamos dispersos aqui, mas você tem mais território para proteger.

 

— Acabei de enviar minha equipe para recrutar a ajuda dos machos da Zona Selvagem. Eles não são muito estáveis, mas adoram caçar. Não acho que irão matar alguém se encontrarem um humano. Harley e Moon irão atribuí-los em equipes para equilibrar os mais tranquilos com os mais ferozes. Agora é procedimento padrão aqui em caso de emergência. Qualificaria isto como um todo. Como você está suportando?

 

— Estou furioso. Sabia que causaria problemas quando nós divulgássemos uma declaração sobre eu tomando uma companheira humana, mas nós esperávamos pelo melhor com o pai dela ao nosso lado.

 

— Por que você fez isto agora?

 

Justice hesitou.

 

— O irmão de Jessie foi baleado. Ele vai viver, mas ela viajou para estar ao lado dele. A imprensa viu alguns de nossos machos na equipe de segurança dela. Nos contataram para perguntar porquê. Nós o transferimos para Homeland para se recuperar. É mais seguro para ela estar com o irmão aqui do que em um hospital. Jake concordou e nossos médicos estão cuidando dele. Os repórteres não iam deixar isso passar.

 

— Você não teve escolha.

 

— É como nós sentimos. — Justice suspirou. — Peço desculpas pela dificuldade, mas ela vale a pena.

 

— Eu sei que você ama sua companheira.

 

— Amor é um eufemismo. Ela é minha vida. O irmão dela, porém é um espinho no meu lado. Eu não tinha o conhecido até que o trouxeram de avião. Ele é difícil.

 

— Antiespécie?

 

— Não. Só um babaca. Pense em uma versão mais jovem de Tim Oberto sem a correia desde que ele trabalha para nós. Jake encerrou as forças armadas para trabalhar em uma empresa de segurança privada. Já está exigindo ver nossos protocolos de segurança inteiros

 

para corrigi-los. É um irmão mais velho muito protetor. Eu admiro seu amor para minha companheira, mas o macho é irritante.

 

— Humanos vêm com família, — Tiger provocou. — Ela é sua agora.

 

— Morda a língua. Eu sei que apreciaria socá-lo naquela boca grande dele.

 

— Resista. Sua companheira não aprovaria.

 

— Jessie quer socá-lo também. Ameaçou atirar na outra perna assim a cicatriz na sua coxa terá uma correspondente se ele não recuar. Eles têm essa relação entre irmãos estranha onde discutem muito e fazem ameaças medonhas um contra o outro.

 

— Meu dia não parece tão estressante agora, — brincou Tiger. — Aproveite conhecendo o irmão de Jessie.

 

— Cuidado.

 

Tiger desligou e entrou no quarto principal da Segurança. As câmeras estavam cheias com cenas de manifestantes.

 

— Eles estão se comportando?

 

— Ninguém está lançando nada desde que molhamos embaixo os primeiros seis metros na frente do portão, — Zest respondeu com um sorriso. — Eles não apreciaram a água do banho gelada.

 

— Bom. — Ele passou os dedos pelo cabelo. — E a cidade? O xerife retornou o nossa chamada?

 

— Ele não está reportando nenhuma dificuldade. A maior parte dos manifestantes está evitando isto e, ao invés, rondam aqui.

 

— Isso é um alívio. Eu não quero que a cidade comece a nos odiar.

 

Pelo menos algo estava indo bem. Tiger soube que ia ser um dia longo. Teve esperanças de chamar Zandy para marcar um encontro com ela depois do trabalho, mas ela estaria dormindo quando o turno terminasse.

 

— Isso foi divertido. — Zandy atirou um olhar em Richard. — Obrigado por me comprar o almoço na cidade.

 

— O prazer foi meu. Você tem bom gosto. Acho que minha esposa vai amar aquele medalhão com o desenho rosa. É lindo.

 

— Só lembre-se de pegar essas fotos amanhã quando você levantar isto depois deles escrever para você. Um de vocês e um de seus filhos. Toda mulher adoraria isso. Foi realmente divertido fazer compras para outra pessoa.

 

— Ei, estou feliz que pense assim. No Natal, posso ter você emprestada por algumas horas? Realmente preciso de ajuda então. — Richard sorriu. — Não somente tenho de comprar para minha esposa, mas minha mãe também.

 

— Ah, — ela provocou. — Você não me quer como amiga. Me quer como assistente de compras.

 

— Malditamente certo!

 

A van teve que desacelerar quando uma grande multidão bloqueou a estrada adiante deles na frente dos portões da Reserva. Richard buzinou para conseguir que alguns saíssem do caminho. Três picapes out-road e grandes estavam em frente deles para serem examinados.

 

Richard suspirou.

 

— Podemos estar um pouco atrasados.

 

— Não é nossa culpa. Os oficiais ONE podem nos ver lá em cima do muro. — Zandy perscrutou nos oficiais de segurança bem armados patrulhando a passarela ao longo do topo da barreira espessa. — Eu não me lembro de lá ter tantos deles no dia que vim para minha entrevista.

 

— Isso é porque normalmente não estão lá. — Richard pausou. — Você está se sentindo tão nervosa quanto eu estou? Olhe a forma que alguns destes idiotas estão de olho em nós. — Ele bateu as fechaduras da porta, mas já estavam para baixo. — Não gosto disso.

 

Seu olhar disparou ao redor para achar um monte de estranhos olhando para eles.

 

— Eu não gosto disso também. Talvez você deva voltar e seguir até o outro portão que eu uso.

 

— Isso é quilômetros de distância e nós estaríamos muito atrasados. Estamos a salvo. Ninguém seria estúpido o suficiente de tentar qualquer coisa com todas aquelas armas de fogo ao longo desse muro. Estamos tecnicamente em terras ONE aqui deste lado do portão. Está publicado em todos os lugares e os oficiais podem abrir fogo se for necessário.

 

Ela estudou os rostos ao redor deles.

 

— Eles sabem disto? Aqueles não são nossos melhores e mais brilhantes segurando aquelas placas racistas. Eles são idiotas totais.

 

Richard riu.

 

— Vai dar tudo certo. Olhe, há alguns assistentes da cidade tentando fazer o controle da multidão. Trabalhei aqui durante algum tempo e vi pior.

 

Algum idiota vestindo jeans e uma camiseta subiu na traseira de uma picape adiante para gritar obscenidades aos oficiais ONE. Uma equipe de reportagem empurrava adiante com as câmeras para capturar a tensão.

 

Richard suavemente amaldiçoou ao seu lado.

 

— Eles são babacas.

 

—Talvez ele caia da traseira do caminhão e quebre o pescoço. Sempre podemos ter esperança.

 

Richard deu-lhe uma piscadela quando ela olhou para ele. Ela sorriu e retornou a atenção para o idiota fazendo papel de bobo. Os oficiais ONE o ignoraram, mas as equipes de reportagens estavam apreciando isso enquanto filmavam a ação.

 

— Eu aposto com você cinco dólares que isso entra no noticiário das seis. Só fere a causa deles então eu espero que publiquem isto. Que canalha. Eu conheço uma pessoa de dois anos de idade com melhores habilidades linguísticas. — Os dedos de Richard bateram no volante. — Nós estamos realmente atrasados.

 

— Não é nossa cul... — Choque a interrompeu quando uma lona foi jogada pela parte traseira da picape na frente deles. Caiu sobre o capô inclinado da minivan de Richard e dois

 

homens se levantaram de onde eles estiveram se escondendo embaixo dele. Ambos estavam segurando armas longas.

 

Zandy congelou horrorizada quando os homens abriram fogo. Os sons de tiros da arma de fogo foram ensurdecedores e as luzes de freio no caminhão mantendo os dois homens, subitamente explodiram. Era um detalhe tão pequeno para notar, mas chamou sua atenção. Luzes traseiras apareceram um segundo antes do veículo diante deles chocar contra a frente da minivan. O cinto de Zandy cavou dolorosamente no ombro com o choque bruto e Richard gritou. Não foi uma palavra, só um som de terror e confusão.

 

Os oficiais ONE responderam disparando bombas que explodiram no pavimento ao redor deles. A fumaça branca espessa encheu o ar para bloquear a visão dos portões adiante. Algo golpeou a janela perto de Zandy, empurrando a atenção dela lá. Um homem com uma bandana no nariz e boca golpeou a janela novamente com o martelo que brandia. O vidro ao lado de seu rosto rachou quando começou quebrar.

 

Os manifestantes atacaram a minivan às dúzias, os corpos pressionando contra ele e balançando-o violentamente. Zandy gritou enquanto os dedos freneticamente buscavam soltar o cinto. Estalou aberto quando o homem golpeou a janela novamente e pedaços de vidro quebrado atingiu seu colo quando uma mão agarrou seu braço. Richard virou-a rudemente e a empurrou-a entre o espaço aberto dos assentos.

 

Alguém gritou por calma de um megafone, mas as palavras foram perdidas entre os gritos dos manifestantes, o clamor e mais tiros. Zandy bateu no chão duro entre os assentos no centro da van. Alguém agarrou no seu pé e puxou o sapato. Ela chutou e as pernas deslizaram para fora da divisória central até que ela ficou enrolada em uma bola apertada.

 

— Precisamos de ajuda, — Richard gritou.

 

Ela não podia vê-lo de onde estava, mas viu seu braço levantado, que tinha que estar segurando o celular. Ele podia ter chamado a polícia ou o portão, ela não estava certa. A porta lateral perto dela abriu de repente e ela virou a cabeça.

 

— Puta, cadela amante de animal, — algum homem gritou.

 

— É ela, — outro homem gritou. — É a esposa de Justice North.

 

Mãos ásperas invadiram a van para agarrá-la. Zandy gritou quando a fumaça espessa jorrou dentro, cegando-a. Os dedos arranharam quando eles a arrastaram para fora da van. Entretanto eles tinham suas pernas e eram fortes. Ela bateu com força no chão e teve um ataque de tosse quando tentou gritar novamente.

 

As mãos soltaram suas pernas quando ela caiu e um homem grunhiu. Alguém caiu perto e ela percebeu que pessoas estavam correndo até eles. Ela rastejou para frente e bateu a cabeça em uma parte da van. Ela não conseguia ver qualquer coisa, mas tinha encontrado isso. Passos pesados chegaram mais perto, pessoas gritavam e tossiam e ela rolou para debaixo da van.

 

Era apertado, mas esperava que a salvasse de ser pisoteada enquanto todos fugiam. A fumaça se tornou mais espessa até que ela não conseguiu respirar. Zandy apertou a frente da camisa e enfiou a cabeça, cobrindo o nariz e boca. Só ajudou um pouco.

 

— Zandy! — Richard gritou seu nome antes dele romper em um ataque de tosses. Ele soou perto e do lado de fora da van.

 

Ela respirou fundo e libertou a boca.

 

— Estou debaixo da van!

 

Mãos a agarraram e arrastaram-na para fora do esconderijo. Ela começou a lutar, mas um rosnado feroz a parou.

 

— Sou ONE — o homem informou.

 

Seu corpo relaxou e ela ficou pasma quando ele simplesmente ergueu-a do chão. Foi segurada firmemente contra um peito acolchoado – o equipamento de proteção dele – e ele rapidamente a apressou através da parte mais espessa da fumaça.

 

Ela teve de piscar para conter as lágrimas e olhou para a proteção de rosto do oficial que a carregava quando clareou o suficiente para ela ver novamente. Os portões surgiram e ele correu pelo espaço aberto que tinham feito para levá-la para dentro.

 

— Respire contra a minha camisa e não inale mais da fumaça, — ele exigiu rudemente. — Aguente firme.

 

O som de alguém tossindo a fez virar a cabeça um pouco e ela avistou Richard sendo ajudado por outro oficial. Seu colega de trabalho segurava uma máscara no rosto que seu acompanhante obviamente forneceu enquanto era levado para dentro do portão também. Ela lutou contra mais lágrimas de gratidão que ambos tinham sobrevivido.

 

Capítulo Nove

 

O oficial avaliando Zandy retirou o capacete depois de levá-la para dentro da guarita. Franziu a testa sombriamente quando seus olhares se encontraram. Ele soltou seus braços quando ele recuou. Ela estava certa que ele examinaria cada centímetro dela a liberaria quando estivesse satisfeito.

 

Ela tentou não fitar seu rosto. Suas feições não eram tão duras de olhar como alguns dos machos que tinha conhecido. O cabelo preto estava amarrado nas costas em um rabo-de-cavalo e ele era muito atraente. Os olhos eram em formado mais arredondados. Percebeu que ele não era canino ou felino. Era um das Novas Espécies misturado de primata que tinha ouvido de Richard. Não havia muito deles. Ele tinha mais ou menos em um metro e oitenta, mas o corpo musculoso não deixava dúvidas que estava em ótima forma, apesar de ser menor do que os outros machos Novos Espécies que entrou em contato.

 

— Você tem alguns arranhões, contusões, e está sangrando.

 

— Estou bem. Obrigado por sair lá para me pegar. Sou Zandy. Você é?

 

Os olhos se estreitaram.

 

— Sou Smiley. Você trabalha para ONE. É um dos nossos. — Ele olhou para baixo e, de repente, agarrou a camisa dela com as mãos.

 

Ela abaixou o queixo para assistir ele arrumar ambas as extremidades da camisa rasgada. Seu sutiã estava aparecendo... e a divisão entre os montes. Esta era a menor das suas preocupações e se recusou a ficar envergonhada. Aqueles babacas que a arrastaram para fora

 

da van destruiu sua roupa no processo. Ele agachou um pouco para olhar em seus olhos novamente, parecendo preocupado.

 

— Você bateu a cabeça? Está com alguma dor? Seu joelho está sangrando muito. Levaremos você para os médicos imediatamente logo que um Jipe chegar. Eu, pessoalmente, te acompanharei lá.

 

Ela evitou olhar para abaixo à perna direita. A visão de sangue não era sua favorita e saber que era dela só piorava. Doía muito, mas não queria ser um bebe chorão.

 

— Minha cabeça está bem.

 

Richard de repente se aproximou do oficial e ela estava feliz em vê-lo. Ele parecia um pouco pior pelo desgaste, mas ileso.

 

— Está tudo bem, Zandy? Tentei chegar até você, mas não consegui abrir minha porta. Eles puxaram você de costas rapidamente.

 

— Estou um pouco tonta, mas eles me soltaram uma vez que me puxaram para fora.

 

— Graças a Deus. — Richard pareceu e soou bastante abalado. — Pensei que fugiriam com você. Não posso acreditar que realmente atacaram os portões. — Ele estudou seu rosto. — Sua bochecha está sangrando. Um deles bateu em você?

 

— Eu acho que bati na lateral da van. Não podia ver nada, mas acabei ganhando isso. — Ela recusou a tocar o ponto latejante, com medo de sentir mais dor do que já estava sentindo. Não queria saber. — Tudo aconteceu tão rápido. Tudo que podia fazer foi ficar debaixo da van para me esconder e evitar ser pisoteada.

 

Ele estendeu a mão para tocá-la, o oficial Nova Espécie bloqueou a mão e pegou-a no braços.

 

— Vou levar você para o médico agora.

 

Zandy deu a Richard um olhar atordoado por sobre o ombro de Smiley antes de ser levada. Snow esperava ao volante do Jipe que tinha chegado e ela foi cuidadosamente colocada no assento do passageiro. O oficial subiu no banco traseiro.

 

— Vamos.

 

O Jipe arrancou depressa. Snow olhou para ela enquanto dirigia.

 

— Você foi machucada, Zandy? Pedimos desculpas por você ser atacada.

 

— Não é sua culpa, há babacas no mundo. Estou só um pouco ferida, mas ficarei bem.

 

Snow olhou dela para a estrada, então de volta.

 

— Eles atiraram em um dos nossos machos, mas ele não sofreu nenhum efeito duradouro. O colete impediu a bala de perfurar a pele. Pegamos ambos os homens que abriram fogo contra a ONE.

 

— Bom. — A lembrança de ver aquela lona atingir o capô de Richard e aqueles homens de repente levantar-se, segurando aquelas armas, a fez estremecer. Tinha pouca dúvida de que isso não era algo que jamais esqueceria e provavelmente seria a fonte de muitos pesadelos. Não falou isso, mas soube que se eles tivessem disparado contra ela e Richard, eles teriam sido alvos fáceis presos nos assentos. — Estou feliz que você tem eles sob custódia.

 

— Eles acreditaram que ela era Jessie North, — Smiley adicionou.

 

Ela não se lembrava daqueles homens gritando com ela até esse segundo.

 

— Quem é Jessie North?

 

—Justice a tomou como companheira. — Snow concentrou em dirigir enquanto estacionava na frente de um edifício com janelas de vidro. — Ela é humana, mas não parece em nada com você exceto que ambas têm cabelos ruivos. Não viu as notícias ontem à noite?

 

— Perdi isso.

 

— Eles dizem que nossa espécie é difícil de distinguir. — Snow bufou. — Parece que sua espécie não pode distinguir um ao outro também. Você não parece nada com Jessie, exceto pelo tamanho pequeno e o longo cabelo vermelho. Entretanto, seu cabelo é muito mais longo e é muito vermelho.

 

Smiley desceu da parte de trás e pegou-a nos braços antes de Snow poder até desligar o motor.

 

— Obrigado. Eu assumo a partir daqui.

 

Zandy colocou os braços ao redor dos seus ombros largos enquanto ele a levou dentro do edifício uma vez que as portas automáticas abriram. Dr. Harris esperava dentro por eles com uma mulher Nova Espécie ao lado. O homem estava em seus trinta e poucos anos e a apresentou a Midnight. A mulher alta de olhos azuis sorriu sombriamente.

 

— Traga-a por aqui, Smiley.

 

Ele cuidadosamente a colocou na mesa de exame em um dos quartos dos fundos e ficou lá até que o Dr. Harris entrou.

 

— Obrigado por trazê-la. Continuamos a partir daqui.

 

O oficial hesitou.

 

— Eu preciso ficar com ela.

 

— Nós vamos despi-la, — Midnight informou a ele. — Eu vejo seu interesse, mas aproxime-se dela mais tarde.

 

— Foi uma ordem para protegê-la.

 

— Espere lá fora. — Midnight sorriu. — As fêmeas humanas são tímidas sobre seus corpos.

 

Ele virou e Zandy assistiu ele partir. Midnight fechou a porta.

 

— Homens. — A mulher sacudiu a cabeça. — Ele babou em você?

 

— Não.

 

Dr. Harris riu.

 

— Era Smiley e ele tem uma coisa pelos humanos. — Ele virou de costas. — Eu não vou olhar.

 

Midnight puxou uma bata de pano e ofereceu.

 

— Você precisa tirar a roupa até a calcinha, se usar alguma.

 

Doeu para ficar em pé sobre o joelho lesionado e a alta fêmea Espécie ajoelhou-se para ajudá-la a remover seu único sapato. O outro foi perdido.

 

Ela se esqueceu disso uma vez que foi carregada por toda parte desde seu resgate. Midnight pegou as roupas e ela colocou a bata, deixando-o aberto na parte de trás.

 

— Ela está decente, bonito.

 

O doutor virou a cabeça para sorrir à Midnight.

 

— Obrigado, magnífica.

 

Zandy ficou surpresa com a troca. O doutor colocou as luvas e puxou um tamborete para se sentar mais perto. Ele examinou seu joelho sangrando quando ela se sentou na mesa de exame.

 

— Ele é meu, — Midnight anunciou, apontando para o doutor. — O jovem. Não o pai dele. Existem dois Drs. Harris. Não tenha ideias sobre ele.

 

— Eu não teria, — ela conseguiu dizer, atordoada que a enfermeira alta e musculosa estava namorando o doutor. Ele não era um homem de má aparência e estava em forma, mas era óbvio que sua namorada podia chutar o traseiro dele.

 

O doutor riu.

 

— Sim. Sou dela. — Ele cutucou o joelho ferido de Zandy. — Você não vai precisar de pontos, mas isso precisa ser limpo. Vai doer.

 

Midnight pegou o que ele precisava e Zandy cerrou os dentes enquanto ele trabalhava em seu joelho até que foi enfaixado. Ele examinou seu tórax onde a camisa foi rasgada, encontrou um arranhão acima do peito, e ainda cutucou a contusão no quadril onde ela caiu no chão depois de ser arrastada da van.

 

— Alguma tontura? Visão dupla? Náusea? — Ele a ofuscou com uma pequena lanterna que lançou em ambos os olhos enquanto estudava o corte na cabeça.

 

— O que aconteceu aqui?

 

— Não, não, e não. — Ela estremeceu quando ele começou a limpar. — Não é tão ruim, não é? Estava rastejando e bati na lateral da van.

 

— Não é ruim, — ele admitiu. — Isso vai doer.

 

Merda.

 

Tiger estava furioso.

 

— Eles atacaram os portões?

 

Timber assentiu sombrio.

 

— Atiraram em Torrent. Ele está chateado, mas bem. Eles marcaram seu colete o suficiente para deixar alguns hematomas.

 

O olhar de Tiger vagou pela Segurança, observando os homens duros no trabalho, vigiando tudo com as câmeras.

 

— Justice e Homeland foram informados?

 

— Imediatamente. Tivemos que avisá-los sobre potenciais ataques a Jessie. Uma de nossas funcionarias humanas foi atacada. Os humanos idiotas pensaram que ela era a companheira de Justice.

 

— Por que pensariam que uma de nossas funcionarias humanas era Jessie?

 

— Ela tem longos cabelos vermelhos. Saiu para almoçar com um macho humano e estavam retornando quando os idiotas atacaram o portão. Alguns deles viram ela e assumiram que era Jessie. Quebraram as janelas da van que ela estava e a arrastou para fora. A fumaça os fez correr e a soltaram. Ela vai ficar bem. Eu solicitei a Smiley para ficar com ela. Ele a

 

acompanhou ao médico para tratamento. Temos os atiradores e motorista que trouxeram eles aqui em custódia. Foram preparados para o transporte até Homeland.

 

Tiger rosnou.

 

— Você devia ter me contatado imediatamente quando isto aconteceu.

 

— Você estava cuidando do incidente da Zona Selvagem. Foi tudo bem lidado. A única destruição real feita foi à van que os dois humanos estavam. Estamos cuidando disso. A coisa boa é que pagamos o seguro para essas coisas com o dinheiro que multamos os idiotas. A conta do conserto será cara. O motorista da picape escondendo os pistoleiros, retrocedeu a picape na frente da van quando eles tentaram fugir e então as janelas foram quebradas em uma tentativa para chegar à mulher humana quando os manifestantes atacaram. Também amassaram bastante a van uma vez que tentaram capotá-la.

 

— Filho da puta, — Tiger rosnou. — A mulher humana está bem? Ela vai desistir? É difícil de achar humanos de confiança.

 

— Ela está bem. Acabei de falar com Midnight. A humana foi tratada e pediu para voltar a trabalhar. Nós lhe oferecemos alguns dias de férias remuneradas para se recuperar, mas recusou.

 

— Eu vou acalmar as coisas com ela. Qual o seu nome?

 

Timber hesitou, pensando.

 

— Era um nome estranho. Zane? Zany?

 

O coração de Tiger quase parou de bater.

 

— Zandy?

 

Timber assentiu.

 

— Este é o

nome. Mulher humana pequena, olhos verdes e cabelos vermelhos longos.

— Merda! — Tiger rosnou. — Estou indo ao médico.

 

Timber olhou boquiaberto para ele.

 

— Você conhece esta fêmea?

 

Tiger virou e correu para o Jipe, não se incomodando em responder. Zandy foi atacada. Ele digeria os detalhes enquanto dirigia rapidamente para alcançá-la. Queria saber por que ela deixou a Reserva durante o almoço e com que homem humano ela tinha estado. Decidiu que era melhor ter sido com Richard Vega. O homem amava a sua companheira e isso significaria que não foi um encontro. Apenas a ideia de outro macho tocando nela o fez querer rugir de raiva. Ela foi machucada e ele não esteve lá para protegê-la.

 

Ele respirava irregularmente, tentando controlar a raiva. Uma mistura de ciúme e medo agarrou-lhe com força suficiente para fazer o peito doer. Eles não tinham concordado quaisquer termos de namoro. Zandy tinha ido a um encontro? Sacudiu a cabeça. Isso não importava no momento.

 

Ela foi atacada por humanos e ele ficou tentado a chamar Timber para pôr uma repreensão nos prisioneiros. Adoraria passar cinco minutos com cada um dos machos até que ele se certificasse que foram feridos também. O pensamento do que podia ter acontecido com ela o deixou com uma profunda necessidade de encontrá-la tão rápido quanto possível. Ele acelerou a uma velocidade insegura e tomou uma virada muito rápida. Espécies olharam para ele à medida que passava, mas não deu a mínima.

 

Zandy colocou o novo conjunto de roupas. Midnight trouxe uma camiseta cinza com letras ONE no bolso da frente e calça de moletom combinando. A roupa rasgada foi jogada fora. O joelho pulsava. O Dr. Harris disse-lhe para ir para casa e ficar afastada por alguns dias, mas Zandy recusou. A última coisa queria era dirigir-se para a casa vazia. Preferia estar perto de pessoas depois da experiência de quase ter sido sequestrada.

 

Dr. Harris não ficou feliz com a decisão. Ele estendeu um saco plástico.

 

— Eu coloquei algumas bolsas de gelos aqui também. Sabe como usá-los?

 

Ela sorriu.

 

— Hum, eu as agito?

 

Ele retribui sorrindo a contragosto.

 

— Sim.

 

— Obrigado.

 

— Sua bolsa foi recuperada do veículo que estava. — Midnight entregou-lhe. — Nós estamos contentes que não foi realmente machucada. Tem certeza que não quer alguns dias para se recuperar? Não há vergonha nisso. Você é humana e não acostumada a este tipo de estresse.

 

— Querida, — o doutor suavemente disse, — nós não somos inválidos só porque não somos tão resistentes quanto vocês. Ela quer voltar a trabalhar. Eu faria o mesmo.

 

Ela sorriu para ele.

 

— Você é muito corajoso. Para um ser humano.

 

— Estou feliz que você pense assim. — Ele virou para Zandy e perguntou, — Você quer muletas? Esse joelho vai doer muito pela manhã. Você já está mancando.

 

— Estou bem. Não vou mentir e dizer que não dói, mas eu bati meus joelhos pior quando era criança. Era um pouco moleca e gostava de skate.

 

— Eu vi as cicatrizes desbotadas e imaginei.

 

— Nós vivíamos em uma colina.

 

— Entendo. — Ele sorriu. — Eu acredito que você usava um capacete.

 

— Eu recorro a Quinta6.

 

ˇ É uma referencia a Quinta Emenda. Fazendo isso significa que a pessoa se recusa a responder a pergunta sobre o fundamento de que a resposta pode incriminá-lo. A quinta emenda diz que a pessoas tem o direito de não depor e incriminar a si mesmo.

 

— Não se esqueça de tomar os comprimidos que dei para a dor e aqueles que prescrevi para ajudar a reduzir qualquer inchaço. Estão dentro da bolsa. Use preservativos por um mês se estiver em controle de natalidade. Eles vão mexer com isso já que também é um antibiótico. Prefiro prevenir do que remediar para ajudá-la a evitar qualquer infecção. Eu limpei o corte também, mas você esteve em contato com o chão. Eu não tenho ideia de que tipo de germes você foi exposta. Evite mexer com esse joelho tanto quanto possível. Sei que você tem um trabalho de escritório e trabalha atrás de uma mesa. Peça para outra pessoa ir buscar qualquer coisa que precise. Eleve isso se possível.

 

— Obrigado. Tomarei os comprimidos assim que chegar ao meu escritório.

 

Midnight se ofereceu para acompanhá-la para fora, mas Zandy recusou. Smiley estava andando do lado de fora pela visão clara das janelas da frente. Ela mancou lá fora e ele virou, a expressão sombria.

 

— Permita-me carregá-la.

 

Ela sacudiu a cabeça.

 

— Não, estou bem.

 

— Eu pedi transporte. Você não devia estar de pé pela quantidade de sangue que vi na sua calça. Eu fortemente sugiro que vá para casa. — Ele pausou. — Você teve um trauma. Sua família deve cuidar de você.

 

— Eu vivo sozinha. A ideia de ficar olhando para minhas paredes não é realmente atraente. Preferiria estar perto de alguém agora.

 

— Eu entendo. — A expressão suavizou e os bonitos olhos marrons fixaram nela. — Eu poderia pedir para terminar meu turno e te levar para minha casa. Não estou oferecendo para compartilhar sexo, mas alguém deve cuidar de você. Tenho uma televisão grande e sou confiável.

 

Ela duvidou que a versão dele de confiável e a dela fossem a mesma. Midnight e o doutor pensavam que o Nova Espécie estava atraído por ela. O único homem que queria bajulando-a tinha olhos azuis e ronronava durante o calor da paixão. A boca abriu para dizer-lhe não obrigada, mas o som de um carro dobrando a esquina chamou sua atenção primeiro.

 

O Jipe corria em alta velocidade para eles e ela reconheceu o motorista de imediato. O cabelo listrado de Tiger foi fácil de detectar e assim foi sua enfurecida expressão quando os pneus trancaram no pavimento quando pisou nos freios. O veículo veio a uma parada brusca no meio-fio. Ele esteve fora dele no segundo que o motor desligou.

 

— Este é Tiger, — Smiley anunciou, como se ela não soubesse quem invadiu frente do veículo para alcançá-los. — Oi, Tiger. Acho que você ouviu o que aconteceu. Ela está bem. Como foi com Vengeance?

 

— Nos dê um momento a sós, — Tiger rosnou, o olhar fixo em Zandy. — Preciso falar com ela. Dê uma caminhada.

 

Smiley olhou com assombro, mas se afastou. Ele virou seus calcanhares e foi até o final do edifício. Zandi notou que Smiley pareceu bastante chocado com a abrupta dispensa de Tiger, ela mesma se assustou um pouco. Tiger esperou até que o outro homem se afastasse antes de se aproximar. Passou o olho pelo seu corpo antes de encontrar seus olhos novamente. A mão ergueu e ele suavemente agarrou seu queixo, forçando-a a inclinar a cabeça um pouco para ter um melhor olhar no corte em seu rosto.

 

— Por que você deixou a Reserva e quem estava com você? Você está bem? Quem te fez isso?

 

Ela não tinha certeza de qual questão responder primeiro.

 

— Eu estou bem. Richard e eu fomos às compras para sua esposa no nosso intervalo de almoço e os manifestantes atacaram enquanto nós estávamos na fila para voltar para dentro dos portões.

 

Um grunhido profundo retumbou da sua garganta.

 

— Onde estão suas roupas?

 

— Eles jogaram fora. A camisa ficou arruinada e a calça estava ensanguentada.

 

Ele farejou e outro rosnado veio dele, o segundo mais profundo e quase assustador. Raiva estreitou seus olhos e esperou que não fosse dirigido a ela. Seu toque permanecia gentil onde segurava seu queixo.

 

— Eu ainda cheiro sangue.

 

— Estou bem. Tenho alguns arranhões. Meu...

 

— Onde?

 

Ela fez uma pausa.

 

— Meu joelho foi o que sofreu mais. Tenho um arranhão no peito e você pode ver meu rosto. Não dei uma boa olhada nos homens que tentaram me agarrar, mas pensaram que eu era outra pessoa.

 

A outra mão agarrou seu quadril.

 

— Eu ouvi que os atacantes pensaram que você era Jessie. Não posso acreditar que acharam que você era ela. Seu cabelo é muito mais claro e menor que o dela. Os humanos são estúpidos. Você não deveria ter usado os portões dianteiros. Não percebeu que seria perigoso?

 

Ela deixou isso passar, pois ele estava obviamente chateado e ela não queria realmente ser agrupada na mesma categoria que os manifestantes naquele momento, lembrando a ele que era humana. Suas palavras a deixaram um pouco defensiva, entretanto.

 

— Eu acho que perdemos a coletiva de imprensa ontem à noite quando Justice North anunciou que tinha se casado com a mulher com quem eles me confundiram. Não tinha ideia que não era seguro deixar os portões da frente. Acho que você a conhece?

 

Ele assentiu.

 

— Eu a conheço muito bem e vocês duas não são nada parecidas. — Ele respirou fundo. — Eu estou agitado. Sinto muito. Devia ter ligado para o seu escritório no momento que descobri que Justice tinha de dizer a imprensa sobre sua companheira e te avisado que isso iria contrariar os manifestantes.

 

Zandy estudou-o e uma pitada de ciúme acendeu. Quão bem Tiger conhecia a outra ruiva? Isso iria incomodá-la se não perguntasse.

 

— Você já namorou esta Jessie?

 

Sua boca tencionou.

 

— Não. Ela é companheira de Justice. Nunca a montei. Por que pergunta isso?

 

Ela odiou o fato que ficou contente que ele nunca tinha dormido com a mulher com quem foi confundida. A ideia de ser uma versão substituta de uma mulher que ele tinha perdido para outro homem a deixou no limite.

 

— Curiosidade, já que algumas pessoas acham que somos muito parecidas. Não importa. Tem sido um dia estressante.

 

Ele acariciou sua bochecha antes de soltar a mão.

 

— Eu não quero que você deixe a Reserva. Não é seguro. Os manifestantes estão em pleno vigor e alguns até apareceram no portão que você usa. Este é um longo trecho de estrada que eu não quero você viajando e alguém poderia segui-la para casa. Eles já te atacaram uma vez, achando que era a companheira de Justice. Insisto que fique aqui por alguns dias até as coisas se acalmarem.

 

Decepção atingiu-a que ele não estava a convidando para ficar na sua casa. Smiley tinha se oferecido para levá-la para casa e nem mesmo a conhecia. Foi uma lembrança dolorosa que Tiger não queria nada em longo prazo entre eles. Foi o que concordaram e ela tinha feito sua cama.

 

Viver no trabalho de repente pareceu muito solitário e doloroso.

 

— Certo.

 

—Há espaço livre na habitação humana. É semelhante aos seus edifícios de apartamento. Atribuirei oficiais para te proteger. Alguns manifestantes tentaram romper nossos muros e quero ter certeza que está segura. Eu tentarei ver você, mas não estou certo do quão tarde meu turno terminará. Vai ser um dia longo e noite, pior. Descobrimos que eles tendem a pensar que só porque o sol se põe será mais fácil esgueirar-se para as terras ONE.

 

— Eu não tenho roupa nenhuma. Vou precisar ter pelo menos uma viagem para casa para pegar minhas coisas.

 

— Não. Vou te mandar roupas da nossa loja. — Ele olhou abaixo nela. — Eu peço desculpas, mas nós não temos muitas fêmeas pequenas ficando aqui. Você provavelmente vai ter que usar mais moletons e camisetas.

 

— Há um código de vestimenta para o trabalho.

 

— Não se preocupe com isso. Vou me certificar que ninguém diga qualquer coisa. Você está mais segura aqui na Reserva até que isto acalme. Estenderemos a mesma cortesia para todos os funcionários humanos da ONE.

 

Isso matou sua suposição de que tinha feito algo especial para ela a pedindo para ficar onde soubesse que estaria segura. Isso a fez lembrar que eles não tinham uma relação. Doeu.

 

— Bem. Você faz isto. Preciso começar a trabalhar. Acho que te vejo mais tarde.

 

Ela se afastou dele e ele não teve escolha exceto liberar seu quadril. O flácido foi perceptível quando ela dirigiu-se a Smiley. Ele a viu chegar e veio para ela depressa.

 

— Zandy? — Tiger silvou.

 

Ela pausou e virou a cabeça para encontrar seu olhar.

 

— Sim?

 

— Algo está errado? Você está com raiva de mim?

 

Ela virou de volta e mancou tão perto dele que ela teve de inclinar o queixo até olhar para o rosto bonito. Ele olhou para além dela e levantou a mão para deter o oficial. Sua mão caiu para o lado.

 

Ela estava em dor e foi assaltada, a paciência já no limite. Eles não tinham uma relação real, mas ela quis ser honesta. Era provavelmente a última vez que conversariam de qualquer maneira. Ela poderia também mostrá-lo o que tinha na sua mente.

 

— Estou tendo um dia de merda se você não tem notado. Estou certa que você está também, sei que é o chefe de segurança aqui. Eu acho que quando te vi em alta velocidade ao redor daquela esquina, assumi que tinha ouvido o que aconteceu e isso te mexeu o suficiente para querer me ver. — Ela pausou. — Inferno, é por que eu não me envolvo com homens. Sou péssima nisso e nós não temos uma relação, certo? Obrigado pelo cuidado e por me ver. Eu sei você precisa voltar ao trabalho. Nós estamos bem. — Ela se virou novamente.

 

A mão de Tiger apertou seu braço para evitá-la de se afastar dele. Ele andou em torno dela até que bloqueou seu caminho.

 

— Nós estamos em uma relação?

 

O olhar caiu para a sua camisa de trabalho da ONE.

 

— Eu não sei. Nós estamos? — Ela olhou de volta para ele.

 

— Eu queria convidar você para ficar na minha casa, mas você já me disse que não. Não quis ser rejeitado uma segunda vez. Eu também tenho que trabalhar longas horas e minha casa é muito longe do escritório para dormir lá enquanto esta crise está acontecendo. Você ficaria lá sozinha. Queria mantê-la perto.

 

— Não foi uma rejeição. Eu disse que não porque nós mal nos conhecíamos, então.

 

Seus olhos exóticos se estreitaram.

 

— Nós conhecemos um ao outro extremamente bem agora.

 

Sexualmente.

 

— Eu não sei para onde estamos indo e isso é assustador. Senti sua falta hoje e esperei que me convidaria para encontrá-lo mais tarde. — Estou me apaixonando por você.

 

— Senti sua falta também. — Ele hesitou. — Vou te visitar hoje à noite e conversaremos.

 

— Tudo bem. — Não tinha certeza se isso era bom ou ruim.

 

— Posso estar atrasado.

 

— Eu entendo.

 

Seu celular tocou e ele pegou, nunca desviando o olhar dos dela.

 

— Sim? — Ele fez uma pausa. — Entendido. Estou a caminho. — Ele desligou. — Tenho que ir. Alguns dos humanos do lado de fora dos portões estão agindo novamente. — Ele ergueu uma mão e acenou para Smiley se adiantar. — Tente tirar uma soneca antes de eu chegar. — Sua voz abaixou ainda mais. — Planejo fazer muito mais do que simplesmente conversar com você. — Um suave ronronar veio dele antes de se recuar.

 

O corpo de Zandy respondeu imediatamente ao ruído sexy. A ideia de vê-lo mais tarde e possivelmente passar outra noite dormindo juntos fez seus mamilos ficarem tensos e a barriga tremendo. Ele lambendo os lábios só lembrava a ela do que podia fazer com aquela língua e seu clitóris pulsou.

 

Ele enfrentou Smiley.

 

— Estou designando novamente você para Zandy hoje. Leve-a para o trabalho e eu quero que fique perto do edifício dela até depois que o seu turno estiver terminado. Ela vai ficar no prédio H, apartamento HJ até esta bagunça terminar. É muito perigoso para ela deixar a Reserva. Mandarei oficiais para encontrar você lá mais tarde. Espere por eles se estiverem atrasados. Ela não é para ser deixada desprotegida.

 

— Entendido.

 

Tiger olhou para ela mais uma vez antes de andar a passos largos de volta ao Jipe. Outro virou a esquina, provavelmente o transporte que Smiley tinha chamado. Ela absteve-se de

 

acenar para Tiger quando ele foi embora. O oficial perto dela fungou alto e ela virou a cabeça para fitar seu rosto.

 

Ele franziu a testa.

 

— Esqueça isto, Zandy.

 

— O quê?

 

— Você está excitada e Tiger não é um homem que você deseja procurar. Ele não é o tipo de tomar uma companheira. Evita ter relações sexuais com fêmeas humanas.

 

Suas bochechas aqueceram enquanto corava. Oh,diabos.

 

— Há alguma coisa que vocês não podem sentir o cheiro?

 

Ele hesitou.

 

— Não sou contra tomar uma companheira e aberto a um possível vínculo duradouro com uma mulher. Você está ferida e teve um dia estressante, mas me mantenha em mente se desejar compartilhar sexo. Só pense nisso.

 

Um novo oficial observou-os do Jipe esperando enquanto Zandy mancava em direção ao banco do passageiro. Não ia querer se envolver nisso. Não era o homem nem a proposta. Ela não estava certa de como responder.

 

Um barulho despertou Zandy e olhou ao relógio no criado mudo. Já passava das onze. Tiger finalmente chegou. Estava de bruços debaixo das coberturas, mas deixou a luz acesa na sala de estar do apartamento de um quarto. O cabelo estava ainda umedecido do banho que tinha tomado. Usou o braço para levantar-se e virar na cama. As coberturas deslizaram um pouco quando o olhar varreu o quarto escuro até que encontrou sua forma mais escura perto da cômoda.

 

— Eu estava me perguntando se você já tinha aparecido. Obrigado pelas roupas e todo o material que já foi entreg...

 

A sombra se lançou para ela, atingiu a cama forte o suficiente para derrubá-la estendida, e uma mão enluvada apertou a garganta. Choque a inundou quando dedos apertaram dolorosamente até que ela não conseguiu respirar. A boca abriu para gritar quando o corpo na cama com ela deslizou ainda mais perto quando ela tentou lutar debaixo das coberturas.

 

Não era Tiger. Ela não conseguiu ver o rosto do homem. A mão se sentia grande e ele era pesado enquanto tentava prendê-la. Pânico e puro terror a fez agarrar a garganta – ele estava estrangulando-a. Ela encontrou pele um pouco acima das luvas de couro e cravou as unhas. Os pulmões queimavam por falta de oxigênio e ela se concentrou em ferir seu atacante.

 

Ele gritou e o aperto na sua garganta relaxou por uma fração de segundos. Foi apenas o tempo suficiente para ela sugar o ar. Ela gritou. O som saiu mais como um guincho. O homem largou a largou. Ele caiu da borda da cama quando Zandy gritou novamente, pulando cegamente para o outro lado da cama colocar espaço entre eles.

 

Uma forma escura se ergueu do chão e correu em direção ao canto do quarto. Ele atingiu a janela de vidro com força suficiente para atravessá-la. O ar fresco encheu o quarto, enquanto ela continuou a arquejar. Madeira estilhaçou do outro lado do apartamento e dois Novas Espécies correram para dentro do quarto pela sala de estar. Um acendeu a luz, ambos farejavam o ar e o loiro se apressou em direção à janela destruída.

 

— Fique com ela. Era um macho humano, — ele rosnou antes de pular na abertura para perseguir o atacante.

 

O oficial que ficou ergueu as mãos de um modo quase calmante para mostrar que não representava nenhum perigo para ela.

 

— Você está bem?

 

Ela assentiu e tentou falar, mas em vez tossiu. A garganta doía. Sentiu dificuldade de engolir antes de falar novamente.

 

— Eu acordei e alguém estava no quarto.

 

Ele andou lentamente ao redor da cama e se inclinou. Uma mão agarrou o lençol e ergueu isto até seu peito.

 

— Você está nua. — Ele cheirou. — Ele não a agrediu sexualmente.

 

Ela agarrou o lençol que o oficial lhe deu, ainda segurando a garganta com a outra. Ele tinha visto seus seios nus. O cabelo caindo pelos ombros não os escondia totalmente, mas, naquele momento, estava muito confusa e assustava para ficar envergonhada.

 

— Você viu o rosto dele? — Ele se afastou assim que ela segurou o lençol sem sua ajuda. — Sabe quem era?

 

Ela tinha pensado que fosse Tiger, mas não podia declarar isso sem admitir que eles estavam dormindo juntos para explicar por que ele estaria no seu quarto.

 

— Não. Estava muito escuro.

 

Ele agachou-se e suavemente moveu a mão da garganta. Um grunhido suave veio dele quando estudou seu pescoço.

 

— Ele te machucou.

 

— Ele tentou me estrangular. Estava usando luvas. Eu senti quando tentei fazê-lo soltar.

 

O oficial pegou sua mão e cheirou as pontas do dedo.

 

— Você o fez sangrar. Limpe-os na colcha. Quereremos o odor do sangue dele.

 

Choque a impediu de responder de modo que o oficial usou parte da roupa de cama para limpar as pontas do dedo. O sangue manchou o tecido e ela percebeu que devia ter realmente agarrado seu atacante. Ele soltou sua mão e levantou-se.

 

— Eu guardarei a porta. Entre no banheiro e lave as mãos. Os machos humanos podem carregar doenças. Use sabão.

 

— Estou nua, — ela lhe lembrou.

 

Ele pausou para olhá-la.

 

— Eu não vou olhar. Se apresse, mais oficiais estão a caminho. — Ele caminhou até a cômoda e tirou algumas das roupas que Tiger tinha mandado para ela. Ele retornou ao seu lado e ofereceu. — Só saia quando estiver vestida.

 

Ele virou, se moveu para a porta do quarto e virou as costas para ela. Ela olhou a janela quebrada, as cortinas balançando na brisa, antes de afastar o lençol para correr nua até o banheiro. Assim que a porta foi fechada ela percebeu o quanto estava tremendo.

 

Alguém a atacou na cama. Quando olhou no espelho, viu marcas vermelhas na garganta onde foi apertada. Ela inclinou a cabeça para dar uma olhada melhor. Provavelmente teria hematomas. Sua mão subiu para tocar os lugares doloridos, mas ao ver sangue nos dedos parou. Abaixou o olhar até a pia para ligar a água. As mãos tremiam muito enquanto as ensaboava e esfregava debaixo das unhas.

 

A camiseta e calça de moletom eram muito grandes, mas não teve escolha. Abriu a porta quando as vestiu. Dois oficiais estavam no seu quarto. O que tinha cuidado dela estava tirando o edredom da cama. Ele dobrou para manter as manchas de sangue em cima.

 

— Aqui, — ele passou a colcha para o outro oficial. — Leve para a Segurança imediatamente. — Ele virou-se para encarar Zandy. — Você está bem? Estamos rastreando o macho que te atacou. Ele disse alguma coisa para você?

 

— Não. Ele estava perto da cômoda quando acordei e, ele simplesmente me atacou. Ele agarrou minha garganta e eu não consegui respirar.

 

— Ele queria mantê-la em silêncio, — o segundo oficial declarou. — Ele deveria saber que estávamos a postos lá fora.

 

Um terceiro oficial entrou no quarto.

 

— Nós encontramos o ponto de entrada dele. Atravessou a janela da cozinha no fundo. Chocar-se nesta janela para escapar custou-lhe danos graves, julgando pela quantidade de sangue que encontramos lá fora. Não deve demorar muito para localizá-lo. Não será capaz de fugir. — Ele observou Zandy severamente. — Você está bem, fêmea?

 

— Estou bem. Abalada, mas vou viver.

 

— Ele machucou sua garganta, — o primeiro oficial informou a pessoa que parecia estar no comando. — Devíamos acompanhá-la ao médico.

 

— Está só vermelho. Posso respirar bem agora e está só um pouco dolorido. Tenho certeza que não preciso de um médico.

 

— Você tem certeza? — Todos os três estudaram a ela.

 

— Sim. Eu só quero uma bebida. — Ela avançou por eles e entrou na sala de estar. A bolsa estava no chão e todo o conteúdo foi esvaziado em cima da mesa de café.

 

Ela levantou a carteira e abriu. O dinheiro ainda estava lá e ela mostrou aos oficiais que haviam a seguido. — Ele não era um ladrão. Não sei o que ele estava procurando.

 

— Não se preocupe. Vamos descobrir quando o pegarmos.

 

Ela soltou a carteira na mesa e entrou na cozinha. Era pequena e o olhar imediatamente focou na janela. Foi fechada, mas podia ver onde a fechadura foi quebrada na parte inferior.

 

Tiger estava furioso enquanto olhava Vengeance. O homem rosnou para ele, de mau humor. Estava realmente testando a paciência de Tiger. Passou as últimas horas tentando acalmar o macho, mas admitia estar pronto para chamar alguém para tranquiliza-lo e derrubá-lo para a noite.

 

— Você atacou uma humana enquanto trabalhava para a força-tarefa, foi assim que você acabou aqui. Sei que queria fazer alguma coisa, mas estragou tudo. Não vou discutir mais com você, Ven. Tenho coisas para fazer hoje à noite e gostaria de dormir um pouco. Coisas mais importantes estão acontecendo aqui, mais importantes do que você lançando ataques porque não está feliz aqui.

 

— Eu deveria estar fazendo alguma coisa.

 

— Eu entendo, mas você tentou forçar acasalamento com uma fêmea. — O celular de Tiger tocou e ele pegou. — Tiger.

 

— A mulher humana, Zandy Gordon, foi atacada no seu apartamento na habitação humana.

 

Tiger rosnou de raiva e choque que alguém tivesse prejudicado Zandy novamente.

 

— Como? Quem fez isso? Ela está bem? Onde estavam os oficiais que atribui para protegê-la?

 

Timber soou bravo também.

 

— Eles estavam próximos da calçada, na frente do edifício. Você disse para mantê-los fora. Um macho humano irrompeu através de uma janela dos fundos. Tentou estrangulá-la na cama, mas ela conseguiu gritar. O atacante humano está ferido e sangrando. Estamos rastreando ele agora e está indo em direção à Zona Selvagem. Vai ser um bastado miserável se chegar lá. Os selvagens irão matá-lo se o encontrarem antes dos nossos oficiais.

 

— Zandy está bem?

 

— Ela está bem. Recusou tratamento médico e os oficiais estão com ela agora.

 

— Estou na Zona Selvagem com Vengeance. Verei se eu posso interceptá-lo.

 

— Ele está sangrando muito.

 

— Ela fez muito dano a ele? — Isso o surpreendeu pois Zandy não era uma mulher grande, mas um pouco de orgulho inchou dentro do peito também.

 

— Não. Ele pulou por uma janela depois que ela gritou. Deve ter se cortado muito.

 

— Bom. Te chamarei se eu o encontrar ou você me chama se ele for encontrado. — Ele terminou a conversa.

 

— O que aconteceu?

 

Tiger estudou Vengeance e lutou contra a raiva. Queria castigar o humano por tocar Zandy.

 

— Tenho um trabalho para você. É um excelente rastreador, não é? Um homem humano de alguma maneira transgrediu na Reserva e atacou uma funcionária humana. Ele está vindo para cá e quero a sua ajuda para encontrá-lo. Apenas não o mate. Quero saber o que ele está fazendo aqui.

 

Vengeance assentiu.

 

— Eu poderia fazer uma boa caçada.

 

Tiger concordou.

 

— Eu também. Só lembre-se de mantê-lo vivo e ele precisa ser capaz de falar. Eu quero um pedaço dele para mim.

 

Tiger e Vengeance entraram no Jipe. Tiger encontraria o homem e removeria a mão que tentou matar sua Zandy. Ele se forçou a respirar fundo para tentar acalmar-se. Se não tivesse ficado preso no trabalho, estaria com ela e não permitiria que ninguém lhe causasse dano.

 

Dirigiu para encontrar a equipe de rastreamento. Um edredom foi tirado da cama de Zandy e oferecido a todos os machos para cheirar. Ele viu as manchas de sangue na colcha e ira tomou conta dele. Não se acalmou até que percebeu que tinha vindo do macho. O fedor do macho humano misturado com temor de Zandy colocou-o no limite. Ele saltou de volta no Jipe e olhou para Vengeance.

 

— Você tem o odor dele?

 

Vengeance assentiu.

 

— Quem é a fêmea? Ela cheira bem. Ela tomou banho recentemente.

 

— Esqueça a mulher humana, — rosnou Tiger. — Vamos encontrar o macho.

 

Vengeance levantou-se do banco e farejou o ar.

 

— É fraco, mas eu o tenho. — Ele apontou. — O vento está soprando daquela direção.

 

Tiger acelerou e observou o Espécie. Os caninos tinham um olfato mais forte que felinos. Era a única coisa que ele odiava sobre sua herança. Agora ele queria ser a pessoa a farejar o humano e localizá-lo. Os dedos agarraram o volante dolorosamente devido a ira. Em breve colocaria as mãos no homem. Ele seria um filho da puta miserável por ir atrás de Zandy.

 

Zandy olhou através da mesa de café para Smiley enquanto ele a observava. Ela se sentou no sofá enquanto ele se estabeleceu na cadeira.

 

— Você tem que tomar conta de mim, hein?

 

Ele deu de ombros. Ele tinha aparecido há dez minutos antes em um par de moletons e uma camiseta folgada. O cabelo estava molhado, solto e ele não estava nem usando sapatos. — Snow foi chamado à Homeland uma vez que precisaram de ajuda extra. — Você está familiarizada comigo e Timber me pediu para sentar com você. Queria alguém aqui que já passou algum tempo contigo.

 

— Você estava de folga.

 

Ele deu de ombros novamente.

 

— Não me importo. Comi e tomei banho. Estava entediado de qualquer maneira. Como está a garganta?

 

— Melhor. Coloquei um pouco de gelo. — Ela mudou de posição. — Você não precisa realmente se sentar comigo.

 

— O humano ainda está foragido e nos sentiremos melhor se alguém estiver com você.

 

— Você não está nem usando sapatos.

 

Ele sorriu.

 

— Muitos de nós odeia usá-los, mas somos obrigados para o turno. Eu estou de folga.

 

O silêncio foi um pouco desconfortável. Zandy não sabia o que mais dizer. Smiley inalou e sorriu.

 

— O quê?

 

— Seu odor está mudando.

 

— O que isso quer dizer?

 

Ele hesitou.

 

— Você estará ovulando em breve.

 

— O quê? — Ela ficou boquiaberta com sua declaração fora-de-tempo.

 

— Você está prestes a entrar no cio Zandy.

 

Ela abriu a boca, mas nenhuma palavra saiu.

 

— Nossas mulheres tentam esconder o odor de nossos homens. É excitante.

 

— Ovulando? Você pode cheirar isto? Mesmo?

 

— Sim.

 

— Excelente, — Ela murmurou sarcasticamente. — Como diabos Richard acha isso divertido?

 

— Eu não entendo. Richard já avisou que seu calor estava vindo?

 

— Não importa. Então, você apreciou o tempo hoje? — Ela decidiu mudar de assunto depressa.

 

— Foi um dia bom. Obrigado por perguntar. — Seu olhar estreitou enquanto a observava. — Suas bochechas estão mais rosadas. Esta é um conversa desconfortável para você? Entrar no cio é perfeitamente natural.

 

Ele não ia deixar essa conversa passar.

 

— As mulheres não entram no cio. E sim, esse não é tema que quero discutir.

 

— Fêmeas experimentam cio. Não existe nada para estar envergonhada. Meu nariz não mente e você está no cio. Devia falar com uma de nossas mulheres sobre como esconder isto de nossos homens antes de você completamente atingir essa fase. Está muito fraco agora, mas todo macho sentirá quando se tornar mais forte. Eles se oferecerão para compartilhar sexo.

 

— Por quê? — Ela ficou atordoada e curiosa.

 

— Nada cheira melhor ou tem um gosto melhor que uma fêmea no cio. — Seu olhar vagou por seu corpo. — Posso fazer-lhe perguntas que podem fazer suas bochechas corarem mais? É atraente.

 

— Hum, eu acho. O que você quer saber?

 

— Nossas fêmeas sentem forte desejo de ter relações sexuais enquanto estão no cio. Os humanos reagem dessa maneira?

 

— Não. Nós nem sequer sabemos quando estamos ovulando.

 

Ele franziu a testa.

 

— Sério?

 

— Obviamente. Você está me dizendo algo que não sabia. Eu não tinha ideia.

 

— Você não sente um aumento na sua libido?

 

Ela teve desde que conheceu Tiger, mas ele era quente.

 

— Não, — ela mentiu.

 

Ele recostou-se na cadeira e os dedos tamborilavam nos braços.

 

— O sexo entre nós seria bom, Zandy. Posso ser gentil. Tem certeza que não está interessada? Já teve tempo para pensar sobre isso?

 

Seus olhos arregalaram.

 

— Obrigado, mas não.

 

— Você quer Tiger. — Seus dedos pararam de tamborilar. — Ele nunca estará aberto para tomar uma companheira. Você é uma mulher solteira. Não quer um companheiro?

 

Ela estava começando a se sentir desconfortável.

 

— Olha, Smiley. Você é um homem atraente, mas não estou interessada em você. Estou lisonjeada, mas é um firme não.

 

— Você foi despertada por Tiger. Também é humana. Nossas mulheres não apreciam vínculos com machos, mas me disseram que vocês apreciam. Ele raramente compartilha sexo com a mesma fêmea mais do que duas vezes por ano. Eu não ouvi falar que ele já tenha tocando uma humana. Você tem necessidades que ele nunca vai atender.

 

— Só porque estou atraída por alguém não significa que eu quero ter sexo com qualquer um.

 

Ele sorriu.

 

— Eu nunca vou entender as fêmeas humanas.

 

— Não é só você. Todos os homens não nos compreendem.

 

— Eu tenho algo em comum com seus homens afinal de contas.

 

— Acho que sim. — Ela se levantou. — Você pode ir para casa. Eu não preciso de uma babá e já é tarde. Vou tentar dormir um pouco.

 

Ele não se moveu.

 

— Tem certeza que não quer companhia na sua cama? Sou hábil com sexo. Você teve um trauma e não deve ficar sozinha. Eu poderia distraí-la.

 

O cara era persistente.

 

— Estou muito certa.

 

— Eu vou fica aqui até o macho ser capturado. Isso é o que eu fui ordenado para fazer. Eu não te incomodarei. — Seu olhar vagado por seu corpo. — Eu nunca iria para onde eu não fui desejado. Não se preocupe, não vou entrar no seu quarto. Descanse bem, Zandy.

 

— Obrigado.

 

Ela fugiu e fechou a porta entre eles. Não estava preocupada que ele viria atrás dela. Seu olhar desviou para a cama. Novas roupas de cama substituíam a anterior. Um dos oficiais fez a cama para ela.

 

Tiger não estava vindo. Isso era óbvio. Decepção a agarrou e ela mudou da calça de moletom pesada para um short fino. A janela foi fechada com tábuas e alguém aumentou muito o calor para compensar por quão gelado o quarto se tornara depois que a janela foi destruída.

 

Um bocejo rompeu dela enquanto se esticava em cima do edredom. Tinha sido um dia longo e traumático. Foi atacada no portão e depois novamente na Reserva. O dia não podia terminar rápido o bastante. Smiley estava na sala de estar e ela sabia que ninguém passaria por ele.

 

Estava segura.

 

Tiger correu para a esquerda das árvores enquanto Vengeance desviava para a direita. O humano tomou a floresta e eles tiveram que deixar o Jipe para trás. O humano havia cometido um erro uma vez que seu cheiro era mais fácil de seguir com a vegetação espessa bloqueando o vento.

 

Tiger se agachou, farejou o ar e soube que estava perto de encontrar seu alvo. O cheiro era forte e a presa estava apavorada. Ele tinha feito quase dois quilômetros, mas isso não seria longe o suficiente para escapar. O humano desacelerou de exaustão e sua debilidade era a certeza de tê-lo apanhado.

 

Tiger correu, seguindo o odor. Viu algo adiante e se apressou para isto. A visão era boa de noite. Era um presente do seu DNA alterado. Estava grato por isto hoje à noite.

 

O humano estava mancando. Tiger cheirou Vengeance vindo do outro lado para prender a presa entre eles. Este era o macho que tinha tocado Zandy. Silenciosamente desacelerou antes de pular para pousar ao lado do alvo.

 

O humano ofegou e caiu de bunda no chão. Tiger rugiu. O macho gritou em resposta. O fedor de terror se intensificou – um aroma agridoce. A vontade de despedaçar o filho da puta foi forte, mas ao invés Tiger estendeu a mão, apertou o macho pela camisa e o puxou em pé. Ele era grande para um homem humano.

 

— Por que você atacou a mulher e invadiu seu quarto?

 

O cheiro de urina foi forte. O humano tinha molhado a si mesmo. Vengeance riu. Tiger esperou pelo humano responder.

 

— Pensamos que ela era Jessie North, — ele soluçou.

 

Tiger rosnou.

 

— Ela não é.

 

— Eu sei. Eu vi sua carteira de motorista.

 

O bolso dianteiro do homem começou a tocar. Tiger rasgou o material, pegou o celular e olhou para o identificador de chamada. Rosnou e virou isso para enfrentar o macho que segurava. — Quem é esse?

 

— Um dos caras. Ele disse que ia me encontrar do outro lado do muro para me tirar daqui.

 

Vengeance rosnou.

 

— Você não vai se encontrar com ele. Estou faminto, Tiger. E você? Eu digo para comermos este filho da puta.

 

O humano gemeu de horror, quase causando em Tiger um sorriso. Vengeance era bom em aterrorizar os estúpidos. Ele acreditou que eles o comeriam agora. Se o homem tivesse um cérebro, saberia que não comiam pessoas e, ainda que fizessem, com certeza não iriam querer algo que emitia fedor de odor corporal e mijo.

 

— O que você queria com Jessie North?

 

Tiger rosnou quando o homem recusou a responder. Soube que foi a coisa certa a fazer quando sons chorosos vieram do humano.

 

— Recebi ordens de matá-la. Certo? Foi-me dito para fatiar a maldita garganta dela. Ela está traindo a humanidade por dormir com um de vocês animais. Não é exatamente correto.

 

— Por que você atacou a mulher humana na cama?

 

— Ela está vivendo com vocês babacas também. Todas as putas merecem morrer se deixam um de vocês trepar com elas.

 

Em um ataque de raiva, Tiger arremessou o filho da puta. As costas do macho bateram em uma árvore com força. Ele gemeu quando caiu no chão e continuou gemendo de dor. Tiger tinha vontade de matá-lo, mas a presença de Vengeance evitou que fizesse isso.

 

— Eu estou a ponto de perder a paciência e precisamos dele vivo. Você arrasta traseiro dele para o Jipe, Ven? Vou fazer uma chamada. Precisamos interrogá-lo e ver com quem está trabalhando, assim podemos reunir os bastardos estúpidos.

 

Vengeance assentiu.

 

— Acho que vou molhar ele alguns vezes no rio primeiro. Não quero senti o cheiro dele enquanto nós o levamos.

 

— Boa ideia. — Tiger baixou a voz. — Certifique-se de não afogá-lo, mas não me importaria se ele pensasse que você pode.

 

Vengeance riu e arrastou o homem humano em pé.

 

— Vamos, calças mijadas. O rio está chamando seu nome.

 

O humano gritou. O som foi estridente e Tiger encolheu-se. Ouviu Vengeance rosnar em resposta.

 

Tiger abriu o telefone e discou para Segurança.

 

— Nós temos o homem humano. Verifique todos os muros. Ele disse que alguém o encontraria para pegá-lo. Encontre e agarre-os. Tenho o telefone dele. — Tiger abriu isso. — Ele fez duas chamadas desde o ataque, para dois números diferentes. Prepare-se para rastreá-los. Quero todos estes bastardos apanhados. Pensaram que a mulher humana era a companheira de Justice. Ele estava aqui para matá-la. Chame Homeland e peça-os para reforçar a segurança em torno de Justice e Jessie. — Ele desligou.

 

Tiger ordenou Zandy a ficar na Reserva, pensando que ela estaria mais segura atrás dos seus muros. Em vez disso ela foi atacada por viver na Reserva e ser humana. Ele caminhou até o Jipe para esperar. Olhou o céu, desejando que estivesse na cama com Zandy. Queria vê-la para se certificar que estava realmente bem. Ele virou quando ouviu Vengeance e o macho humano assustado e molhado vindo do bosque.

 

— Ele está limpo. — Vengeance riu.

 

— Ele tentou me matar, — o macho humano cuspiu.

 

Tiger riu.

 

— Cale a boca ou eu pedirei a ele que continue tentando até que tenha sucesso.

 

A viagem de volta a Segurança foi curta. Tiger acelerou. Deixou o humano para ser interrogado. Normalmente ele faria isso ele mesmo, mas queria ver Zandy. Precisava vê-la. Jogou as chaves para Vengeance.

 

— Leve o Jipe para casa e pare de ser um babaca. Tenho coisas melhores para fazer com meu tempo agora mesmo do que lidar com seus acessos de temperamento. Patrulhe a Zona Selvagem se quiser fazer alguma coisa. Traga-os vivos se encontrar seres humanos.

 

Vengeance assentiu.

 

— Eu vou patrulhar.

 

— Bom.

 

Tiger decolou, correndo em direção ao prédio de Zandy. Precisava de um tempo para se acalmar antes de enfrentá-la. Não queria assustá-la e ele estava ainda sofrendo da sede de sangue. Sentia-se muito mais calmo quando bateu na porta da frente dela. Odiou achar trancada para mantê-lo fora. Smiley respondeu a porta.

 

Smiley franziu a testa.

 

— Ela está dormindo. Presumo que deseja fazer-lhe perguntas. Devia esperar até manhã. Ela nos contou tudo que sabe.

 

Irritação aumentou rapidamente ao ser dito o que fazer pelo outro macho.

 

— Está dispensado. Ficarei aqui até que ela acorde.

 

Smiley hesitou.

 

— Ela é atraída por você fisicamente. Cheiro isso nela quando você está perto. Gosto muito dela, Tiger. Gostaria de convencê-la a sair comigo. Não posso te dizer que compartilhe sexo, mas por favor, mantenha isto em mente se você farejar estimulação nela. Não quero outro obstáculo no meu caminho se ela não apreciar o resultado de você a tocando quando isso não significaria nada para você.

 

Tiger ficou imediatamente enfurecido.

 

— Saia, — ele rosnou.

 

Smiley soube que foi longe demais. Abaixou o olhar antes de avançar além do corpo rígido de Tiger. Tiger queria bater com força a porta, mas fechou-a silenciosamente, trancando. O macho acabou de admitir abertamente querer Zandy, mas não ia tê-la. Virou nos calcanhares, caminhou até a porta do quarto e abriu.

 

O quarto estava escuro com apenas um estreito feixe de luz vindo do banheiro. Zandy estava deitada de bruços em cima das cobertas. Os cheiros de outros machos mascararam bastante o dela. Isso deixou-o um pouco louco, sabendo o quão perto ela esteve de morrer e que não tinha estado lá para protegê-la. Outros vieram em seu socorro.

 

O short folgado mostrava as pernas nuas e um lado tinha deslizado até revelar uma nádega arredondada. Ela não estava usando calcinha e a camisa folgada subiu até revelar centímetros da sua coluna. O pensamento de Smiley vendo tanto dela o fez querer rastrear o macho e dar um soco no seu rosto.

 

Um grunhido suave recusou a ser negado, mas ela não se mexeu. Ele estendeu a mão e desabotoou a calça. Seu pênis flamejou. O desejo de tocá-la e tê-la debaixo dele o fez se despir depressa. Respirou os odores misturados no quarto e quis o dela submerso no dele. Sabia que estava sendo irracional, ela não era sua, mas não podia evitar.

 

Seu membro doía por querê-la tanto, quando ele colocou o joelho na cama e engatinhou até que se agachou sobre ela. Outro grunhido rasgou da sua garganta quando pegou um cheiro lânguido vindo dela. Seu coração correu. Zandy estava entrando no cio. Qualquer controle que ele tinha escapuliu.

 

Um rugido profundo e assustador despertou Zandy de um sono profundo e ela estremeceu quando foi virada rapidamente. Abriu a boca para gritar, mas uma palavra parou seu terror.

 

— Zandy.

 

Tiger estava com suas mãos e joelhos perto dela. O cabelo solto e estava nu. O quarto estava escuro, mas não um breu. Ela deixou a luz do banheiro ligada e a porta dividida assim apenas o suficiente de luz lhe permitiu vê-lo. Ele se moveu, agarrou suas coxas e separou.

 

As mãos agarraram a cintura do seu short em seguida e o material rasgou. Chocou-lhe que ele tinha tão facilmente os destruído. Um puxão rápido para tirá-los debaixo dela e ele jogou no chão. Os olhos dela se arregalaram ao vê-lo abaixar o rosto até que o fôlego quente estava na parte inferior do estômago. Uma mão apertou sua camisa, empurrando até que ele desnudou os seios. A boca quente beijou suas costelas.

 

— Tiger? O que está... Oh!

 

Ele a beliscou com os dentes. Não doeu, mas um choque disparou por ela dos seus caninos afiados. A mão soltou sua camisa para embalar entre suas pernas. Os dedos provocavam na junção da vagina antes que um deles pressionasse no seu clitóris.

 

Suas mãos se ergueram para agarrar os ombros dele enquanto a boca quente arrastava beijos sobre o seio nu e colocar o mamilo dentro da boca. Não foi gentil quando a sugou. Paixão atingiu forte e rápido.

 

— Sim, — ela gemeu enquanto separava mais as coxas para encorajá-lo a continuar tocando nela.

 

O dedo dele deslizou do clitóris até a abertura da vagina. Ele entrou nela com o dedo grosso lentamente e a fodeu. Os quadris se moveram, incapazes de ficarem parados. As unhas cravaram em seus ombros e ele arrancou a boca da dela.

 

— Você já está molhada para mim. — Sua voz saiu rouca e super sexy. O dedo lentamente saiu do seu corpo.

 

— Não pare.

 

— Abafe seus sons, Zandy.

 

Ela não tinha certeza do que ele quis dizer com isso porque não achava que estava sendo barulhenta. Não teve a chance de perguntar, entretanto, quando ele agarrou seus quadris, rolou-a e empurrou a bunda no ar até que ela estava de joelhos. De repente, ele estava atrás dela e o pênis entrou nela lentamente.

 

Ela gemeu e agarrou a roupa de cama. A mão dele em seus quadris a manteve no lugar e ele ajeitou as pernas para fora das dela, prendendo-a quando dirigiu o pênis profundamente. Ele soltou o aperto em um quadril, inclinou-se para frente e uma das mãos dele cobriu uma das dela para apoiar o corpo quando se curvou sobre suas costas. A boca dele acabou ao lado da sua orelha.

 

— Vou te foder. Preciso de você agora. Pegue o travesseiro e use. Há oficiais do lado de fora.

 

O comando de “abafar” o som de repente fez sentido quando ela lutou para encontrar o travesseiro em algum lugar acima da cabeça. Arrastou-o mais perto e Tiger quase se retirou do seu corpo antes dos quadris bater duro contra sua bunda. Ela cavou o rosto no travesseiro e gritou de prazer ao sentir o eixo grosso estirar as paredes vaginais. Ele se moveu rápido, fodendo-a com força suficiente que quase levou-a estendida, mas seu braço deslizou do quadril para rodear a cintura como se ele soubesse que estava prestes a desmoronar.

 

Tudo que ela podia fazer era sentir enquanto ele a levava em um quase frenesi. Era tão bom que quase machucava. As bolas batiam contra seu clitóris e sua respiração irregular combinava com a sua própria. Ele ajustou os quadris, levou-a em um novo ângulo, e a coroa de pênis atingiu um lugar que a fez gemer mais alto.

 

O braço ao redor do seu corpo apertou e ele rosnou. Continuou fodendo-a até que ela esqueceu tudo. O clímax atingiu e ela mordeu no travesseiro para não gritar. O corpo estremeceu sob o dele e de repente a boca de Tiger trancou no seu ombro. A dor a fez gritar enquanto ele mordia. Prazer e agonia se misturaram até que quase desmaiou. Os dentes a soltaram quando ele moveu os quadris contra seu bunda e, sacudindo violentamente, ele gozou com força. Ela podia sentir seu sêmen disparando bem no fundo dela. A única coisa mantendo-a no alto foi a força de Tiger. Ele parou de gozar e apenas desabou de lado, levando ela com ele. Ainda estavam unidos e ele segurou-a com firmeza ao redor da cintura para garantir que continuassem assim.

 

Seu ombro doía onde ele mordeu. Ele estava respirando tão forte quanto ela enquanto se recuperavam. Ele ergueu a cabeça e pôs os lábios perto da sua orelha.

 

— Nenhum outro macho é para te tocar, Zandy. Jure isso para mim. Sou o único que compartilha sexo com você.

 

Suas palavras a atordoou.

 

Ele rosnou suavemente e a boca beliscou o ombro dela.

 

— Jure.

 

Não doeu, mas o corpo supersensível estremeceu pela mordida suave.

 

— Eu juro.

 

A língua dele lambeu a área que tinha mordido. Foi uma sensação estranha quando ele lambeu sua pele. O pênis dentro dela contraiu e ele começou lentamente a se mover, transando com ela de novo. Ela gemeu e virou a cabeça contra a cama. Os dedos entraram o braço dele em volta da sua cintura e se agarrou a ele.

 

Ele rolou de costas e levou-a com ele até que estava estendida sobre ele de costas. A mão livre dele segurou seu montículo e brincou com o clitóris enquanto os quadris dirigiam o pênis na vagina. Zandy jogou o braço sobre o rosto e usou o pulso para abafar um pouco dos gemidos.

 

Não tinha certeza no que Tiger estava envolvido ou por que a fez jurar que seria o único homem com quem ela dormiria, mas não se importou naquele momento. Ele estava tão gostoso dentro dela e massagear o clitóris era tudo que importava. Não estava certa do que parecia melhor. A maneira como ele a tomou rápido e furiosamente de joelhos ou a maneira lenta e lânguida que transava com ela agora.

 

Suor fez o corpo deslizar no dele no momento que ele a fez gozar uma segunda vez e encontrou a própria liberação. Eles relaxaram e arfaram.

 

Zandy virou a cabeça para descansar a bochecha contra o peito de Tiger, onde permaneceu. Os dedos no braço dele o acariciaram e a mão na boca caiu para trás sobre os ombros dele.

 

— Drenado, — ele falou rouco. — Você toma tudo de mim. Me sinto quase virado ao avesso.

 

Ela ergueu a cabeça para espiá-lo. A cabeça dele estava inclinada para trás e ela não pode ver seu rosto. Decepção atingiu por não ser capaz de ver seus olhos. Ele pareceu ler sua mente quando levantou a cabeça suficiente para seus olhares se encontrarem.

 

— O que eu tomo de você?

 

Ele piscou.

 

— Você faz minha semente sair com tanta força que quase dói.

 

— Oh. — Seu ombro latejava.

 

— Você está bem?

 

Um sorriso tocou os lábios dela.

 

— É um tipo bom de dor agora.

 

A cabeça dele caiu para trás e a mão aplainou no seu baixo ventre, acariciando.

 

— Eu te mordi de novo.

 

— Eu senti.

 

O corpo ficou tenso debaixo dela e ela foi muito lenta para protestar quando ele os rolou de lado. A língua lambeu seu ombro novamente. O pênis contraiu contra suas paredes vaginais onde ainda estavam unidos e ele lentamente saiu dela. A língua continuou a lambendo.

 

— Estou sangrando?

 

Ele fez uma pausa.

 

— Sim.

 

Não estava certa de como reagir. Sabia que ele a mordeu forte e rompeu a pele. Não era a primeira vez e ela se lembrou do que disse a ela. Ela teria de esconder o ferimento ou alguém pensaria que ele a acasalou. A outra mordida estava curando depressa desde que tinha sido apenas alguns arranhões leves. A que ele tinha acabado de fazer pareceu muito pior, machucou mais, e ela perguntou-se quão ruim era.

 

— Eu não quis fazer isto. — Ele abaixou a cabeça para descansar contra a dela. — Eu te machuquei?

 

— Um pouco, mas não é tão ruim.

 

— Eu fiz muito pior desta vez. Vai deixar uma cicatriz.

 

Ela hesitou. — Por que você me mordeu novamente?

 

— Perdi o controle.

 

— Está tudo bem. — Estava feito e ela não ia virar uma cadela sobre isto.

 

— Não está. Droga. — Ele acariciou-a com a bochecha contra o lado do rosto. — Às vezes é difícil ser eu.

 

— Por quê?

 

Ele tomou respirou lenta e firmemente antes de responder.

 

— Sou um macho, mas sou mais. Tenho instintos que às vezes dominam meus pensamentos. Queria marcar você. Smiley me advertiu para ficar longe de você quando cheguei aqui e declarou suas intenções de tentar convencê-la a ter sexo com ele. A ideia dele te tocando me fez ter um ataque de fúria.

 

— Não estou interessada em ninguém exceto você. É por isso que me fez prometer deixar outros homens?

 

— Sim. Acho que atacaria qualquer homem que tocasse em você. Estou tentando ser honesto. Não quero uma companheira, mas sinto coisas por você, Zandy. Isso me confunde e me deixa um pouco louco. Não sou alguém que deve tomar uma companheira.

 

Ela podia se identificar com isso. As lembranças de dois casamentos fracassados a assombrava. Tentou fazer suas relações funcionarem, mas eles não. O pensamento de se abrir para outro compromisso sério era assustador. Tiger e ela vinham de dois mundos diferentes, ou assim parecia. O passado dele era completamente estranho para ela e o dela seria para ele. Os opostos se atraíam, mas isso em longo prazo provavelmente não funcionaria.

 

O silêncio entre eles prolongou. Zandy finalmente se afastou de seus devaneios deprimentes.

 

— Posso perguntar uma coisa?

 

— Qualquer coisa.

 

— Smiley disse algo que me preocupou.

 

— Ele te ameaçou? — Sua voz tornou-se assustadora.

 

— Não. Ele disse que meu cheiro está mudando e acha que vou ovular. Disse que deveria esconder isto dos homens Novas Espécies. Você pode cheirar alguma coisa?

 

— Sim. Ele está certo.

 

— Isso é tão estranho. Homens realmente serão atraídos para mim por causa disto?

— Sim.

 

— Estou tentando não pirar que seu olfato é tão bom. Isso me faz pensar sobre todas as outras pequenas coisas que você pode pegar com seu nariz. Espero que meu desodorizante esteja funcionando bem o suficiente. — Ela esfregou o braço dele à medida que balbuciava, sabendo que estava fazendo isto, mas não podia parar.

 

— Boa coisa que não temos que nos preocupar com gravidez. Eu espero que não seja um cheiro ofensivo como odor corporal. Por favor, diga-me que eu não fedo. — Ela estremeceu interiormente com o pensamento.

 

Ele não disse nada.

 

— Você adormeceu em mim?

 

— Não. Estou acordado e você cheira maravilhosamente. É um aroma atraente. Gostaria de poder ficar a noite, mas não posso. Tenho que sair em breve.

 

— Oh. — Decepção atingiu. — Eu gosto de dormir com você.

 

— Eu gosto também.

 

Ele ergueu a cabeça e ela virou para espiar seus olhos.

 

— Você tem que sair agora?

 

— Em breve. Tenho que usar o chuveiro primeiro. Caso contrário os oficiais lá fora vão cheirar você em cada parte de mim no segundo que eu sair pela porta.

 

Dor atingiu e o olhar dela disparou para longe do dele.

 

— Acho que seria uma coisa ruim se alguém descobrisse que estávamos dormindo juntos.

 

Ele agarrou seu queixo e ela encontrou seus olhos novamente. Ele estava franzindo a testa. — Não tenho vergonha de nós ou o que fazemos. É isso que você acha?

 

— Não tenho certeza. Você me confunde. Você me disse para dizer a outros homens que é você quem me excita se sentirem o cheiro disso em mim, mas agora você vai tomar banho para esconder que esteve comigo. Isso é uma contradição.

 

— Acho que devemos compreender o que está acontecendo entre nós antes de permitirmos a outras pessoas saber que estamos vendo um ao outro.

 

— Você é o chefe de segurança e eu trabalho para a ONE. Acho que pode fazer as coisas complicadas. Você não é oficialmente meu chefe, não é?

 

— Acredito que não. Este seria Slade. Ele é responsável por contratar funcionários humanos.

 

Ela respirou fundo.

 

— Tive relacionamentos fracassados o suficiente para realmente querer evitar os olhares compassivos e as perguntas pessoais se nós pararmos de ver um ao outro.

 

A imagem de Richard e Creek a interrogando sobre o que estava acontecendo entre ela e Tiger foi o suficiente para estar plenamente de acordo que deveriam esconder sua relação um pouco mais. Então havia a família dela.

 

Interiormente gemeu. Mais um discurso da sua mãe sobre encontros com homens que não eram certos para ela era a última coisa que queria ouvir. O fato que Tiger ser Nova Espécie iria ser uma desvantagem enorme na opinião da sua família. Não era como se pudesse levá-lo para casa para encontrar a família nos feriados também. Tinha bastante certeza que eles não eram permitidos a deixar o complexo ONE para tirar férias.

 

— Então, nós somos exclusivos.

 

Ele olhou para ela.

 

— O que isso quer dizer?

 

— Eu jurei que não veria mais ninguém e espero a mesma promessa de você.

 

Ele sorriu.

 

— Você é a única mulher que quero.

 

A sobrancelha dela ergueu.

 

— Você é um homem.

 

— O que isso quer dizer?

 

Ela hesitou.

 

— Nós somos exclusivos, certo?

 

A expressão dele tornou-se séria.

 

— Não sou humano, Zandy.

 

— Este é o código de homem que você espera que eu seja fiel a você, mas não fará o mesmo compromisso? — Raiva agitou. — Isso é besteira.

 

— Não compartilharei sexo com nenhuma outra mulher. Você tem a minha palavra.

 

Zandy estudou seus olhos e viu honestidade lá.

 

— Certo. Bom. Não sou um capacho.

 

— Você é sexy e linda. — Uma risada escapou dele. — Eu acho que isso é um ditado humano que significa que você não vai permitir que eu pise em seus sentimentos?

 

— Bom palpite.

 

— Ferir você é a última coisa que eu quero.

 

— Sim. Eu também. É uma merda.

 

— Homens te machucaram antes.

 

— Casada e divorciada duas vezes, lembra?

 

Sua mão massageou seu baixo ventre.

 

— Eles eram idiotas. Deveriam ter sabido como tratá-la para garantir que nunca te perdessem.

 

Ela não tinha nada a dizer sobre isso, insegura de como responder. Tiger poderia tê-la facilmente se dissesse que queria algo mais sério entre eles. Assustou-a se deixar aberta para possível desgosto, mas ela não podia negar os sentimentos fortes por ele, que estava aprofundando a cada momento que passavam juntos.

 

— Eu preciso dormir um pouco. Tenho que voltar ao trabalho em algumas horas. Ainda estamos lidando com um monte de ameaças. Os manifestantes se esvaziaram, mas retornarão logo pela manhã. Eles sempre fazem.

 

Ele abaixou a boca e roçou um beijo suave nos seus lábios. Os braços dela envolveram seu pescoço e os dedos brincaram com o cabelo. Adorou apertar os fios macios. Um rosnado baixo emitiu dele quando ele afundou o beijo. Ele lentamente se afastou, para pesar dela.

 

— Não me tente para ficar, pequenina. Não consigo dizer não para você agora e eu preciso.

 

Tentação era uma cadela, ela decidiu, quando o soltou. Realmente queria seduzi-lo para ficar com ela, mas ele parecia cansado. Não chegou a tirar um cochilo da maneira que ela teve antes que tivesse a despertado.

 

— Vá tomar banho. Quando te verei de novo?

 

— Amanhã à noite. Voltarei.

 

— Certo.

 

Ele segurou seu rosto e fitou profundamente os olhos.

 

— Vou estar pensando em você.

 

— Idem.

 

Ele riu quando a soltou e rolou. Ela observou ele se pavonear nu para o banheiro, apreciando o traseiro maravilhoso e firme. O quarto escureceu quando ele fechou a porta entre eles, bloqueando a luz. Ela virou de bruços e fechou os olhos.

 

Tiger saiu devagar do banheiro e ficou observando Zandy dormir. Sua respiração lenta assegurou-lhe disto. Não conseguiu resistir a sentar na beira da cama por um tempo. Seu rosto estava virado para ele e estendeu a mão para roçar uma mecha do cabelo para longe do rosto.

 

Seria tão fácil pegá-la, cobertores e tudo, e apenas levá-la para sua casa. É claro que não estava indo lá hoje à noite. Tinha um beliche na Segurança em uma cama dobrável. O olhar voltou para o relógio para saber que era bem depois da meia-noite. Queria somente deitar ao lado dela e dormir, segurando-a nos braços.

 

Levou a última grama de força de vontade para levantar e se vestir. Deixou o quarto silenciosamente e saiu do apartamento. Dois oficiais sentavam em um Jipe na calçada e ambos os machos olharam fixamente para ele. Ele garantiu que a porta estava trancada antes de lhes evitar para correr em direção a Segurança. Ele acenou para o outro oficial que atribuiu para proteger a parte traseira do prédio depois da violação. O exercício era sempre bem-vindo quando tinha um monte de coisas na cabeça.

 

Não poderia querer uma companheira, mas a ideia de perder Zandy para outro homem o deixou no limite. Ele era possessivo com ela e tinha a marcado. O gosto de seu sangue era algo que nunca esqueceria. Ou seu cheiro. Correu mais rápido até que estressou o corpo até o ponto de exaustão.

 

Você pode correr, mas não pode se esconder da verdade. Está obcecado com Zandy Gordon.

 

Deixar sua cama tinha sido além de difícil. Ela estava prestes a ovular. O cheiro era inegável. Teria que tomar uma decisão rápida sobre que fazer com isto. Ela presumiu que ele não poderia deixá-la grávida. Mudou de direção até que terminou no Médico. Alguém estava sempre de plantão.

 

O Dr. Harris mais velho estava cochilando em uma mesa na recepção quando Tiger entrou no edifício. O homem acordou com o som das portas automáticas e olhou para ele com confusão por alguns segundos.

 

— O que aconteceu?

 

— Relaxe. Não estou ferido.

 

O doutor localizou os óculos na mesa e colocou.

 

— Que horas são?

 

— Tarde. Desculpe incomodá-lo, mas tenho perguntas.

 

— Certo. — Harris acenou para outra cadeira. — Você quer sentar-se?

 

— Claro. — Tiger desmoronou em uma. — O que eu digo é privado.

 

— É claro.

 

— Estou tendo relações sexuais com uma humana.

 

O doutor pareceu surpreso.

 

— Pensei que você as evitava. Não é exatamente um segredo como você sente sobre seus amigos acasalando aquelas mulheres.

 

— Ela está começando a ovular. O cheiro ainda é fraco, mas está prestes a acontecer. Ela pode engravidar agora?

 

— Quão fraco? Tem certeza que é isso que você está cheirando e não algum sabão que ela usa?

 

Tiger levantou um dedo para tocar o nariz.

 

— Ele não mente.

 

— Certo. Ok. Vou assumir que você simplesmente notou a mudança em seu cheiro. Você está seguro se esse é o caso, mas eu usaria preservativos de agora em diante. Sabe que não pode se arriscar a engravidá-la, a menos que esteja disposto a acasalá-la. Posso conseguir alguns preservativos, se você não tiver nenhum. Sua loja de suprimentos fecha cedo e ficaria surpreso com quantos dos seus homens recentemente pediram por eles. Começamos a manter alguns disponíveis.

 

— Ela nunca me pediu para usar um, assim presumi que ela está tomando algo ou ouviu que somos incapazes de conceber filhos.

 

— Ela não está tomando nada, se está ovulando forte o suficiente para você sentir o cheiro, você definitivamente saberia se ela estivesse usando um método contraceptico que envolvesse espermicida.

 

As sobrancelhas de Tiger arquearam.

 

O doutor riu.

 

— É a historia privada de mais alguém, mas vou apenas dizer que você pode cheirar e provar. Não uma boa experiência do que me foi dito.

 

— Isso não soa bem. Obrigado por conversar comigo. — Levantou-se para sair.

 

— Tiger?

 

Ele parou na porta e virou para fitar o doutor.

 

— O que?

 

— Você quer conversar sobre isso?

 

Sua sobrancelha arqueou.

 

— A mulher. Você. O fato dela ser humana.

 

— Não estou procurando por uma companheira.

 

— Então é somente um caso casual?

 

— Nada sobre ela é casual.

 

Surpresa alargou os olhos do doutor.

 

— Você está sentindo coisas por ela, então?

 

— Sim.

 

— Isso é uma coisa boa.

 

— Não tenho tanta certeza. — Tiger suspirou. — Não quero me tornar dependente de ninguém.

 

Simpatia mostrou no rosto do homem idoso.

 

— Entendo, mas poderia dar-lhe um pequeno conselho?

 

Tiger assentiu.

 

— Me apaixonei por uma mulher uma vez, mas coloquei minha carreira em primeiro lugar. Estava na faculdade de medicina e eu a deixei deslizar por meus dedos. Isso foi há quarenta e oito anos. Até hoje me arrependo. Casei com outra pessoa, mas não foi o mesmo. Essa relação não durou mais do que alguns anos. Tenho um filho maravilhoso, mas sua mãe e eu nunca realmente nos amamos. Não deixe isto escapar, se você a ama.

 

— Por que você não foi atrás dessa mulher se ainda tem fortes sentimentos por ela?

 

O doutor suspirou.

 

— Ela casou com meu melhor amigo depois que a deixei. Ele pôde apreciar o que eu não pude. Eles são felizes, mas é uma faca no meu coração cada vez eu os vejo juntos. Tenha suas prioridades, filho. Sei que tem problemas depois da vida que lhe foi dada, mas é melhor enfrentar seus medos que viver com remorso. Confie em um homem velho nisto.

 

— Filho?

 

O doutor sorriu.

 

— Penso em todos vocês como meus filhos. Acontece quando alcança minha idade. Você tem uma vida agora. Viva ela. Faça todos os momentos contarem.

 

— Obrigado. — Tiger partiu sabendo que tinha de tomar uma decisão. Ele precisava romper com Zandy para sempre ou comprometer-se completamente com ela.

 

Richard sacudiu a cabeça.

 

— Não posso acreditar que foi atacada na Reserva. É tão seguro aqui. Eles descobriram como o babaca entrou?

 

Zandy encolheu os ombros.

 

— Não tenho certeza de como o cara rompeu as paredes, mas eles o pegaram. — Ela tinha ouvido isso da sua equipe de segurança quando a acompanharam para o trabalho. Tinha esquecido completamente de perguntar a Tiger sobre isso na noite anterior. — Eles estão tendo muitos problemas com os manifestantes.

 

— E os repórteres. — Richard fez uma careta. — Você devia ter visto todas as vans de notícias alinhadas ao longo dos portões dianteiros esta manhã. É insano. Alguém reportou que Justice North e a esposa poderiam estar aqui, assim estão em toda a parte, na esperança de uma visão.

 

— Eu não sabia que ele estava aqui.

 

— Ele não está, — Smiley anunciou quando entrou no escritório. — Nós tivemos um helicóptero voando de Homeland e eles incorretamente assumiram que poderia ser Justice e sua companheira. — Ele olhou para os dois. — Vocês estão prontos para ser acompanhados para o almoço?

 

Zandy levantou-se da mesa e colocou os sapatos.

 

— Estou morrendo de fome.

 

Smiley inalou ruidosamente nela quando se aproximou e isso a fez franzir a testa.

 

— Pare de fazer isso.

 

— O cheiro está cada vez mais forte. Talvez você não deva ir almoçar. Eu posso levar Richard e trazer sua refeição.

 

— Que cheiro? — Richard olhou entre o acompanhante e ela.

 

— Zandy está começando a ovular.

 

— Uh-oh. — Richard recuou e usou os dedos para fazer uma cruz. — É essa época do mês, huh? Você devia ter me avisado. Teria trazido chocolates para quando você atingir o pior da fase de TPM. Faz maravilhas a minha esposa.

 

— Ovulação. Não menstruação, — Smiley ridicularizou. — Como é que eu sei mais sobre as mulheres que você, quando você tem uma companheira?

 

Um rubor aqueceu as bochechas de Richard.

 

— Oh. — Ele de repente sorriu. — Isso é uma boa notícia. A outra visita mensal me assusta.

 

Ela sacudiu a cabeça.

 

— Bom. Podemos deixar este assunto? Estou morrendo de fome e quero ir almoçar.

 

Smiley abriu a porta antes de ela alcançar. Ele inalou profundamente e suavemente rosnou.

 

— Você cheira bem.

 

— Pare de dizer isto.

 

— Eu vejo uma pitada de romance entre o dois?

 

— Cala a boca, Richard. Não. — Ela deu a Smiley um olhar penetrante. — Se comporte.

 

— Estou tentando, — Smiley disse a Richard, sorrindo. — Até agora ela continua me rejeitando.

 

— Smiley é um cara legal, — Richard atestou. — Você deveria sair com ele.

 

— Estou vendo alguém, lembra? Também estou morrendo de fome assim deixe de mencionar isso. Minha vida pessoal não é um tema que quero discutir.

 

Foram para o refeitório, mas Smiley parou perto da porta.

 

— Seu cheiro realmente está se tornando mais forte. Amanhã precisa fazer algo sobre isso ou vou ter que te levar o almoço no escritório por alguns dias. Os homens começarão a perceber e buscá-la. Sugiro que você não fique muito perto deles.

 

Richard riu.

 

— Sem ofensa, mas estou feliz que não posso sentir seu cheiro.

 

— Você está perdendo. — O olhar de Smiley viajou devagar abaixo do corpo de Zandy de uma maneira claramente sensual. — Ela cheira bem o suficiente para comer.

 

Calor aqueceu suas bochechas.

 

— Slade North disse-me para que fosse franca assim aqui vai, Smiley. Você é um homem bonito, mas eu nunca vou estar interessada em você. Isso está começando a me dar nos nervos.

 

Ele deu um aceno nítido de cabeça.

 

— Eu entendo. Não vou declarar meu desejo por você novamente.

 

Ela sorriu para ele.

 

— Não é nada pessoal. Você é um ótimo cara. Muito bonitão. Por favor, não se ofenda.

 

— Entendo. Você é despertada por outro.

 

— Não vamos começar isso de novo, — ela disse depressa. — É... Bem, isso é privado. Ser despertado por alguém não deve ser discutido ou compartilhado. É uma coisa humana. Nós não podemos dizer sobre isso um ao outro e é uma boa coisa.

 

O olhar de Smiley deslizou para Richard.

 

— Eu entendo.

 

Richard ofegou.

 

— Eu desperto você? Sério? Uau, estou lisonjeado.

 

Zandy bufou.

 

— Não é você, então nem mesmo vá lá. Quero que deixem isso agora. Basta. — Ela olhou para Smiley. — E você precisa parar de cheirar-me e fazer comentários sobre meu corpo.

 

Ele suspirou.

 

— Bem. Eu não vou tocar no assunto novamente, mas você está proibida de vir aqui depois de hoje por alguns dias. Seu perfume chamará a atenção dos homens.

 

— Certo. Aceitarei sua palavra nisso. Podemos comer agora?

 

Ele assentiu e acenou o braço para ela o preceder.

 

— Basta tentar manter pelo menos um metro e meio de espaço entre você e os homens hoje.

 

— Vou tentar o meu melhor.

 

Rapidamente se tornou aparente que havia um problema quando eles se uniram a fila para o bufê. Novas Espécies viraram-se na fila para fitá-la. Pegou olhares interessados demais neles nas mesas perto. Um dos machos andou até ela com uma expressão séria.

 

— Sou Ascend. Gostaria de almoçar comigo?

 

Ela olhou um pouco estupidamente para o oficial grande e bonito usando um uniforme ONE antes que o cérebro começasse a funcionar novamente.

 

— Não, obrigado.

 

Ele recuou para retornar à mesa. Smiley se aproximou mais dela até que quase se tocavam.

 

— É mais forte do que pensei. Sou primata e meu olfato não é tão bom quanto os caninos ou felinos. Vou ficar com você hoje enquanto almoça até sairmos. Isso vai dissuadir a maioria deles de abordá-la novamente.

 

Zandy ficou chocada com a quantidade de atenção que atraiu. Não podia olhar em qualquer lugar perto sem encontrar olhares intensos dos homens. As bochechas coraram, sabendo a razão para fascinação súbita deles com ela. Não reclamou sobre Smiley estar quase colado ao seu lado.

 

— Merda, — Richard sussurrou. — É só eu, ou estamos sendo encarados?

 

— Ela está chamando atenção, — Smiley suspirou.

 

Uma cadeira raspou ruidosamente no chão e Zandy virou a cabeça para ver a fonte do barulho. Tiger se levantou do outro lado da sala e veio a eles depressa. A expressão tensa em seu rosto o fez parecer bravo. Ele atacou direito até eles e olhou ao seu acompanhante.

 

— Afaste-se dela. Está muito perto. Atribuí você para acompanhá-la, não esfregar contra seu corpo.

 

Smiley deu em um grande passo para trás.

 

— Ela está começando o seu ciclo de ovulação. Os machos caninos e felinos estão sentindo isto mais forte do que. Pensei em ficar bem perto dela para dissuadir outros machos de se aproximarem para pedir para ter relações sexuais com eles.

 

Richard riu e Zandy lhe lançou um olhar assassino por estar se divertido. Isso não era engraçado para ela. Foi embaraçoso, humilhante ter as funções do corpo discutidas tão abertamente.

 

O olhar de Tiger segurou o dela quando ele se aproximou. Os olhos bonitos estreitaram à medida que inalou.

 

— Você devia ir ao seu apartamento agora. Vou enviar o almoço para você. Tire alguns dias de folga até que seu ciclo passe.

 

— Está tudo bem. Vou almoçar e voltar ao trabalho.

 

Tiger inclinou um pouco até que estava quase nariz a nariz com ela.

 

— Você devia voltar para o seu apartamento. Qualquer macho que entrar em contato com você vai notar seu perfume. Apenas vai se tornar mais forte até que a sala inteira possa sentir seu cheiro.

 

— Richard não pode e ele é o único com quem trabalho. Nós podemos deixar isso? Estou aqui e estou morrendo de fome. Perdi o café da manhã. Almoçarei no escritório por alguns dias, a partir de amanhã.

 

Ele se endireitou a sua altura máxima e raiva mostrou-se nos olhos penetrantes.

 

— Bem. Não me escute. Mais homens te abordarão. — Ele virou em seus calcanhares e se afastou.

 

Zandy assistiu ele ir. Não sabia por que ele estava tão zangado, mas a chateou que estivesse. Richard assobiou baixinho.

 

— Não é bom quando o chefe de segurança lhe dá uma ordem e você recusa. — Ele olhou para ela. — Você é corajosa. Ele me assusta bastante.

 

— Ele está preocupado com a segurança dela, — Smiley interveio. — Isso não foi uma ordem ou ele garantiria que ela saísse. Foi mais uma sugestão de que saia. Isso vai ficar bem. Estou comendo com vocês dois hoje e minha presença dirá aos outros homens que ela já tem um homem pronto para cuidar das suas necessidades sexuais.

 

— Necessidades? — O rosto de Richard torceu em um sorriso enquanto ria. — Oh menino. Não posso esperar para contar a minha esposa sobre isso.

 

— Você não presta. — Zandy suspirou. — Isso não é divertido. — Ela ignorou os olhares fixos e os fungados que ouviu dos homens ao seu redor. Foi um alívio quando carregou uma bandeja de comida para a mesa e Creek já estava acomodada lá. — Oi.

 

A mulher alta cheirou o ar.

 

— Você está prestes a entrar no cio.

 

Zandy se sentou com força e colocou a bandeja na frente.

 

— Eu ouvi.

 

— Existem maneiras que você pode disfarçar. Você vai precisar ou os homens se tornaram agressivos na tentativa de ganhar sua atenção e impressioná-la na esperança de queira compartilhar sexo com eles.

 

— Como ela faz isto? — Richard tinha um olhar de pura alegria no rosto.

 

Zandy queria atirar uma uva nele e só resistiu por um segundo. Atingiu seu peito e ele riu.

 

— Bom tiro.

 

— Não é engraçado.

 

Creek se inclinou para falar suavemente.

 

— Você precisa ter perfume e pulverizar em uma absorvente. Você tem que comprar na cidade, entretanto. Você sabe o que um desses né?

 

Sua humilhação ficou completa quando Richard riu novamente.

 

— Sim.

 

—Use lenços umedecidos para limpar essa área de hora em hora e troque seus absorventes ao mesmo tempo. Esconderá dos machos o cheiro de seu cio. É o que nossas mulheres fazem, a quem desejam continuar trabalhando durante esse tempo. Caso contrário, os machos as seguiriam e provocariam brigas.

 

— Brigas?

 

Creek assentiu.

 

— Nossos homens ficam realmente excitados e agressivos se você estiver no cio e eles cheiram isso. Tivemos brigas de machos entre si para mostrar quem seria o mais forte para tentar ganhar o nosso interesse em deixá-lo nos montar. Quando você estiver no cio, eles realmente seguirão você. Torna-os muito excitados.

 

Smiley assentiu com acordo.

 

— Muito excitado.

 

— Uau. Veja que tipo de coisas interessantes você pode aprender? — Richard piscou.

 

Ela suspirou, encarando-o.

 

— Você pode me trazer algum perfume? Não posso a deixar a Reserva depois de ser confundida com a companheira de Justice North e não posso comprar isso aqui.

 

— Certo. Sem problema. Minha esposa tem uma tonelada das coisas. Eu posso trazer para você de manhã.

 

— Obrigado.

 

Um grande macho parou perto da mesa e chamou a atenção deles. Seus olhos escuros se fixaram em Zandy por segundos longos antes de sentar-se à mesa ao lado. Claramente, ele se sentou lá para assim poder vê-la enquanto comia. Mais homens vieram sentar-se na mesma mesa. Todos deles observaram ela. A fez super autoconsciente enquanto tentava almoçar.

 

— Talvez você devesse sair agora, — Creek sussurrou. — O cheiro está cada vez mais forte. Acredito que está prestes a atingir seu ciclo completo de cio. As mesas perto de nós estão normalmente vazias, mas estão enchendo rapidamente.

 

— Puta merda, — Richard murmurou. — Você é como uma estrela pornô ou algo assim pelos olhares que te lançam. — Ele lançou-lhe um sorriso. — Olhe para todos esses fãs apaixonados que você conseguiu.

 

— Às vezes me pergunto por que sua esposa lhe permite viver.

 

Ele riu.

 

— Ela pensa que sou bonito.

 

Zandy perdeu o apetite quando mais homens se sentaram nas mesas e sabia que eles estavam olhando para ela. Ela levantou. — Acho que eu deveria ir embora.

 

Smiley ficou de pé.

 

— Boa ideia.

 

Creek e Richard os seguiram para fora do refeitório e pelo hotel até a porta da frente. Zandy quase colidiu com um cara alto e careca, Nova Espécie, que estava se apressando para dentro enquanto ela tentava sair. Seu grande volume não a encontrou por centímetros. Ele rosnou. Um olhar significativo mostrou no seu rosto e frios olhos azuis encontraram os dela por um segundo. Ele a contornou e ela seguiu em frente até que uma mão agarrou seu braço parando-a bruscamente. Sua cabeça virou para ver que era o mesmo cara careca quem a tinha segurado.

 

— Você está no cio. — A voz dele saiu super-rouca. Ele puxou forte seu braço até que a levou a bater no corpo dele. Um braço manteve o aperto dela enquanto o outro embrulhou em torno da cintura. Ele fungou e a arrancou-a fora de seus pés.

 

— Deixe-me ir! — Medo apanhou Zandy imediatamente quando o homem correu para fora. Ele a levou facilmente. Não sabia onde estava a levando, mas soube que não pressagiava nada de bom para ela. — Solte-me!

 

Ele farejou nela e continuou andando.

 

— Nenhum companheiro e não sinto cheiro de nenhum homem. Minha!

 

— Vengeance! — Smiley rosnou. — Solte esta fêmea.

 

A grande Nova Espécie que a segurava virou rápido o suficiente para deixar Zandy tonta.

 

— Não! — O Espécie careca rosnou mais alto do que Smiley, mostrou alguns dentes afiados e virou de costas para levá-la para longe do edifício. — Obtenha a sua própria. Esta aqui é minha.

 

Algo atingiu o homem nas costas e ele tropeçou. Outro rosnado veio dele e soltou Zandy suavemente a seus pés, soltou-a e girou para enfrentar Smiley.

 

— Ela é minha!

 

— Ela não é. — Smiley tentou alcançá-la, mas o Espécie careca o empurrou.

 

— Obtenha a sua própria. Eu a encontrei e estou a levando.

 

Creek puxou Zandy para trás até que o corpo estava entre ela e o homem careca. Richard veio ficar perto delas, observando o confronto. Smiley estava em ótima forma, alto, mas o Nova Espécie careca estava com peitoral mais cheio e tinha braços mais musculosos.

 

— Ela é humana — Smiley tentou explicar. — Ela não é Espécie. Ela não está realmente no cio. É somente ovulação para ela. Ela não precisa de um macho, Vengeance.

 

— Você mente e a quer para si mesmo. — Vengeance rosnou. — Minha.

 

— Merda. — amaldiçoou Smiley. — Você não pode tomá-la.

 

Zandy ficou horrorizada quando sua escolta foi agarrada e lançada cerca de dois metros no ar até cair na grama. Creek rosnou e agitou a cabeça para o homem que pisou mais perto.

 

— Não, Vengeance. Ela não é para você.

 

— Saia, fêmea.

 

Creek rosnou e tentou empurrá-lo de volta. Aconteceu rápido quando Vengeance girou Creek e cuidadosamente a colocou em seu traseiro atrás dele. Richard investiu para colocar seu corpo entre Zandy e o avanço do Nova Espécie, mas ele não tinha a menor chance. Vengeance apenas esticou a palma e acertou seu colega de trabalho no peito. derrubou Richard cerca de um metro atrás até que ele aterrissou forte em seu traseiro.

 

— Minha. Não prejudicarei você. Não me tema. — O homem careca avançou para Zandy.

 

Alguém parou entre eles. Tiger saltou entre eles e se agachou somente centímetros na frente dela. Ela estava chocada de como ele tinha chegado lá. Nunca tinha visto nada parecido como isso e o rosnado que ele soltou em advertência foi aterrorizante.

 

— Não, Vengeance.

 

— Minha! — O Espécie careca rosnou de volta e mostrou os dentes afiados.

 

A voz de Tiger saiu dura. — Não faça isso, Vengeance. Nós vamos lutar até a morte. Você não vai levá-la.

 

Tiger estendeu para trás e suavemente empurrou Zandy, cutucando sua barriga. Ela recuou, o coração batendo, perguntando-se se eles iam realmente lutar.

 

— Ela não está acasalada e não cheira outro homem.

 

— Maldição, Vengeance. Vá. Agora. Te matarei se não me deixar nenhuma escolha.

 

— Minha, — o Espécie careca rosnou quando tentou contornar Tiger para alcançar Zandy. Tiger o agarrou. Ambos aterrissaram com força no chão e a briga foi brutal quando socos foram trocados.

 

— Parem com isso! — Zandy freneticamente procurou por ajuda. Mais oficiais correram para fora do hotel e alguns deles se aproximaram, mas recuavam dos dois homens no chão. Creek se levantou e correu para o lado de Zandy.

 

— Vê? Eles lutam por você para mostrar-lhe quem é mais dominante. Qual você espera que ganhe? Isto é tão sexy, né?

 

A boca de Zandy se escancarou atordoada.

 

— Droga, detenha-os! Não quero que eles lutem e isso é horrível.

 

Creek estalou a cabeça para fitar alguns outros Novas Espécies. — Parem-nos, oficiais. Você a ouviu. Ela não está impressionada.

 

A visão de Tiger e Vengeance lutando era horrível. Eles esmurravam forte, rolavam no chão tentando fixar um ao outro e os sons que fizeram foram animalescos. Um dos oficiais tentou acabar com isso, mas Tiger expulsou-o, tirando-o do caminho.

 

Jipes se apressaram para o local e trancaram os freios quando mais oficiais uniformizados chegaram. Zandy esperou que eles separassem a briga, mas eles só ficaram olhando. Ela mordeu o lábio e agarrou freneticamente Creek.

 

— Parem-nos. Por favor?

 

A mulher Espécie suspirou.

 

— Tudo bem. Isto é normal, entretanto. Os machos lutam e você deve ficar impressionada por isto. — Ela ergueu a mão e sinalizou aos recém-chegados. Ela fez um punho com a mão antes de abrir os dedos e trazê-los abaixo plano no ar.

 

Um dos machos sombriamente assentiu. Alguns segundos depois ele e seu parceiro investiram em Vengeance quando Tiger o lançou fora do seu corpo. Eles agarraram seus braços atrás das costas e um terceiro oficial plantou o grande corpo entre ele e Tiger.

 

— Basta, Tiger.

 

Tiger se levantou e rosnou, mas não atacou. Ele estava respirando com dificuldade e tinha um corte no rosto. A camisa rasgou da luta e o oficial que ele enfrentou parecia pressentindo quando eles observaram um ao outro.

 

— Nós o temos. Vamos devolvê-lo à Zona Selvagem.

 

— Obrigado, Flame.

 

O ruivo cheirou o ar, o olhar desviou para Zandy e suspirou antes de se dirigir a Tiger novamente.

 

— Você deveria conversar com ela. Ela é obviamente nova.

 

— Eu a tenho.

 

Flame sacudiu a cabeça em compreensão e virou.

 

— Vamos levar Vengeance para casa.

 

Os dois oficiais segurando Vengeance algemaram as mãos dele atrás das costas e o ergueram para a parte traseira do Jipe. Vengeance rosnou e um arrepio percorreu a espinha de Zandy quando um par de olhos azuis frios fixaram no dela. O oficial ruivo foi embora com seu prisioneiro encarando.

 

Ela mordeu o lábio e soltou Creek para correr para o lado de Tiger. Ele estava segurando o rosto, onde foi cortado.

 

— Deixe-me ver quão ruim está.

 

Ele se virou para ela e rosnou, pura ira em sua expressão.

 

— Eu disse-lhe para ir ao seu apartamento. — A outra mão disparou e agarrou seu braço. — Levarei você lá eu mesmo. Isto é o que acontece quando não me escuta.

 

Ela ficou chocada com sua ira e o modo que ele praticamente a arrastou para um Jipe. Ele não a machucou, mas foi abrupto quando a guiou ao banco do passageiro, contornou a frente do Jipe e subiu no banco do motorista.

 

O motor ligou e ele rosnou a Smiley que se aproximava.

 

— Você terminou de escoltar Zandy. Leve Richard de volta ao trabalho. Você não a protegeu.

 

Smiley pareceu chocado e a boca abriu para se defender do ataque verbal, mas Tiger acelerou. O Jipe disparou para frente e Zandy agarrou o cinto de segurança e a barra na frente dela pois o jipe não tinha portas.

 

Tiger recusou sequer olhar para ela enquanto dirigia rapidamente de volta ao prédio dela. Uma mão ficou no volante enquanto a outra manteve o aperto na sua bochecha sagrando. Lágrimas quentes encheram os olhos de Zandy. Ele se machucou a protegendo e obviamente a culpava. Não podia ter adivinhado que algum louco e careca Nova Espécie a atacaria.

 

Ele finalmente falou.

 

— Eu disse-lhe para deixar o refeitório, mas recusou. Você não nos conhece ou o que nós somos capazes. Não está no seu mundo. — Ele rosnou as palavras e cada uma delas feriu seus sentimentos. — Você não é para sair daqui até que esteja fora do cio. Não vou lutar com outros machos novamente para segurá-los e mostrar-lhe o quão diferentes dos machos humanos nós somos.

 

Ele parou o Jipe na frente do prédio de apartamentos e Zandy não esperou por ele desligar o motor. Pulou e rapidamente caminhou em direção à porta. Dois Novas Espécies estavam parados na calçada e se separaram para permitir que ela passasse. Ela não olhou para qualquer um deles quando se apressou para a porta.

 

— Zandy? Aonde você vai? Nós nem terminamos de conversar, — Tiger rosnou.

 

Ela prosseguiu e piscou furiosamente para conter as lágrimas. A porta da frente não estava trancada – sem necessidade para isso desde que os oficiais estavam estacionados em frente ao prédio todos os momentos. A porta se fechou firmemente atrás dela e ela se virou, torcendo as fechaduras. Segundos depois, Tiger tentou abrir a porta.

 

— Zandy? Abra.

 

As lágrimas caíram. Ela tinha ficado apavorada quando Vengeance veio atrás dela. Tiger a culpou, mas não era sua culpa que alguns deles eram bizarros sobre mulheres ovulando.

 

— Foda-se, Tiger. Vá ensinar a seus homens algum controle. Não é minha culpa o que aconteceu.

 

A porta sacudiu quando ele tentou abrir.

 

— Zandy? Abra esta porta.

 

— Você me ouviu? Vá se foder. — Ela enxugou as lágrimas. — Como você se atreve a gritar comigo por ser uma vítima? Arrume a si mesmo. — Ela virou as costas para a porta e correu para o quarto.

 

Ele esmurrou a porta e ela estremeceu com o som. Ele não a chutou abaixo, entretanto, algo que ela tinha certeza que ele poderia ter feito. Machucou que a tivesse culpado. Ele estava errado por isso e ela não ia aceitar essa besteira de ninguém. Mesmo dele.

 

Tiger ficou furioso quando escutou e ouviu o som da água no interior do apartamento. Zandy ligou o chuveiro para evitar ouvi-lo bater. Ele baixou a mão e virou para enfrentar os dois homens observando-o. Ele encarou.

 

Um deles hesitou.

 

— Tudo bem, Tiger? Sentimos o cheiro que você esteve em uma briga com Vengeance e você está muito irritado com a pequena mulher.

 

Tiger cerrou os dentes.

 

— Ela começou seu cio e não deixou o maldito refeitório. Tive que lutar contra Vengeance para que não rasgasse as roupas dela e forçasse. Estou chateado.

 

— Eu cheirei o medo dela, — admitiu Torrent suavemente. — Era forte e ela tinha lágrimas nos olhos.

 

Tiger de repente se sentiu miserável. Esteve tão bravo que não percebeu o medo dela ou suas lágrimas. Esteve inconsciente em sua raiva. Se não estivesse lá, Zandy poderia ter sido machucada. Esteve pronto para matar Vengeance. O maldito macho estava fora de controle.

 

— Vamos assegurar que ela esteja segura, — Tree prometeu. — Estamos bem treinados sobre fêmeas humanas. Elas não entendem como alguns de nossos machos mais selvagens reagirão para algo que elas não dão um segundo pensamento. Tenho certeza que ela não quis criar problemas.

 

Tiger assentiu.

 

— Estou indo para ter uma conversa com Vengeance.

 

Tiger se afastou e foi para o Jipe. Queria chutar alguns traseiros e conhecia um macho que ficaria condenadamente arrependido por atacar Zandy. Ele se tornou mais zangado a cada quilometro que dirigiu até que alcançou a casa do seu alvo. Ele desligou o motor e desceu.

 

— Vengeance! — Tiger rasgou a camisa, chutando os sapatos fora enquanto se aproximava da casa. A porta estava destrancada e ele invadiu. O macho que procurava estava sentado em uma cadeira de frente para ele.

 

— Levante. Venha para fora. Vamos lutar.

 

Ven lentamente se levantou.

 

— Eu esperava você.

 

— Tenho certeza que esperava. — Tiger saiu da casa. — Você tocou em Zandy.

 

O canino se arrastou para fora, mancando por causa da luta anterior. Tiger rolou os ombros quando parou a alguma distância da casa. Esperou Vengeance vir nele, mas o macho apenas abaixou a cabeça enquanto mantinha os braços soltos aos lados.

 

— Lute comigo.

 

O queixo de Vengeance ergueu e ele tristemente encontrou o olhar de Tiger.

 

— Eu não revidarei. Sei que o que fiz foi errado. Pode me punir. — Ele colocou as mãos atrás das costas e bloqueou-as lá.

 

— Por que fez se sabia que era errado? — O temperamento de Tiger quase enfureceu-se, mas administrou não adiantando-se para atacar.

 

— Você nunca teve uma companheira. — Se encheram de lágrimas os olhos do outro macho. — Eu sinto falta dela tão profundamente.

 

Os punhos de Tiger se abriram. Foi duro sentir raiva em face de tal dor crua.

 

— Eu estou vazio por dentro. Não durmo bem. Me forço a comer e viver. Alguns dias desejo que eu tivesse morrido com ela. Lutei por tantos anos para sobreviver. Você sabe o quão forte nossa vontade de viver é. Perdi isso quando ela foi morta.

 

Lágrimas quentes deslizaram do rosto de Vengeance e o choque de ver um macho Espécie chorar deixou Tiger sem fala.

 

— Ela tinha sentimentos por mim. Brincava com meu cabelo e penteava com os dedos. — Ele alcançou até tocar a cabeça calva. — É por isso que me recuso a permitir que volte a crescer. Lembra-me ela. Algumas noites uivo por causa do meu pesar. Corro até minhas pernas cederem e eu espero pelo inverno chegar. Talvez cairei na neve de exaustão e o frio me impedirá de acordar. Acha que realmente existe um céu? Acha que ela está lá esperando por mim? Ela vai ficar brava porque eu não morri logo depois de que ela morreu? Às vezes, sonho que ela está com raiva de mim por sobreviver quando ela não o fez.

 

Emoção feriu o peito de Tiger quando ele respirou.

 

— Ven...

 

O macho abaixou o olhar para o chão.

 

— Nossas fêmeas não estão interessadas em tomar um companheiro. Resistem a qualquer forma de apego agora que foram libertadas. Mercile me deu uma fêmea para ver se casais acasalados podiam ter filhos, mas eu comecei a ter sentimentos profundos por ela. Isso se torna ainda pior quando compartilho sexo com algumas de nossas mulheres. Elas não me tocam da maneira que minha companheira fazia ou permitem que eu as abrace enquanto

 

durmo. As mulheres humanas parecem tão frágeis que deveriam ter um companheiro. Cuidaria tão bem de uma. — Ele enxugou as lágrimas e encontrou o olhar de Tiger. — Não quero assustá-las. Só quero tanto uma companheira novamente. Acho que fêmeas Espécies lutariam até a morte para evitar estar com um macho agora que têm escolhas, mas uma humana aceita. Continuo pensando se eu poderia apenas reivindicar uma que eu teria tempo para mostrar para ela como eu nunca a machucaria e que faria qualquer coisa por ela. Ela estaria aqui para me conhecer.

 

— Maldição, Ven, você está partindo meu coração. Vim aqui para arrebentar sua cabeça. Você não pode continuar indo atrás de fêmeas humanas.

 

— Eu sei. Vejo-as, entretanto, e algo dentro de mim só reage antes que eu possa entender. Estou tão solitário e seria um excelente companheiro. — Seus ombros endireitaram. — Eu não tenho ninguém.

 

Tiger se aproximou e tocou em seu braço.

 

— Você não pode simplesmente tomar uma. Seria muito bom se isso fosse assim tão fácil, mas não é.

 

— Sou hábil em compartilhar sexo e aprendi a cozinhar. Sou um lutador excelente. Iria a manter aquecida em meus braços e morreria para protegê-la.

 

— Tenho certeza que você iria.

 

— Fui aprendendo mais sobre sua cultura com a televisão. Sei que se eu for ter outra companheira, ela vai ter que ser humana. Isso mostra o quanto quero uma. Eles costumavam ser o inimigo, mas isso não importa. Não suporto estar mais sozinho. Mercile me fez dependente da minha companheira e ela tinha sentimentos por mim. Somente quero isso de novo.

 

— Saiba que elas precisam mais de um homem do que serem roubadas e reivindicadas. E por isso as assusta. É bárbaro atirá-la sobre o ombro e sair correndo.

 

— Elas acreditam que eu faria mal a seus corpos forçando sexo. Iria fazê-la me querer primeiro.

 

— Você não pode seduzi-las para fazer qualquer coisa.

 

Os olhos de Vengeance estreitaram.

 

— Eu sou muito hábil com sexo. Minha companheira me ensinou bem.

 

Um sorriso curvou a boca de Tiger.

 

— Seduzir uma fêmea e fazê-la amar você nem sempre é o mesmo.

 

— Elas deviam ser.

 

— A vida não é tão simples.

 

— Estou perdido neste mundo.

 

— Todos nós estamos, mas temos uns aos outros. Pare de correr atrás de fêmeas humanas, Ven. Você disse que está aprendendo sobre sua cultura? Aprenda isto. Sugiro que chegue nelas suavemente e fale com elas. Permita a elas conhecê-lo primeiro antes de tentar convencê-las a ir para casa com você.

 

—Ela não está com um macho. Achei que poderia querer um.

 

— Sim. Ela está. — A voz de Tiger se aprofundou. — Ela é minha.

 

— Seu cheiro não está nela.

 

— Minha marca está.

 

— Como você a atraiu para ser sua?

 

Tiger o soltou.

 

— É uma longa história e eu cometi erros.

 

— Assim como eu.

 

— Vamos entrar e conversar.

 

Vengeance virou.

 

— Você é sortudo, Tiger. Acasalar com ela é conhecer a felicidade.

 

Tiger quis xingar. Ele realmente estragou tudo com Zandy. Ela tinha o trancado do lado de fora do apartamento e se recusou a falar com ele. Não sabia como fazer isto direito.

 

Zandy mordeu o lábio e fitou a porta trancada, desejando que houvesse um olho mágico.

 

— Quem é?

 

— É Creek, — uma voz feminina familiar declarou. — Eu trouxe o jantar.

 

Zandy rapidamente destrancou a porta e abriu. A fêmea Nova Espécie sorriu, segurando uma bolsa em uma mão e uma garrafa de vinho na outra. Entrou no apartamento e varreu o olhar em torno da sala.

 

— Achei que poderia usar uma bebida depois de hoje. Sei que fêmeas humanas apreciam vinho. Você está bem? Richard está bem, mas um pouco abalado. Espero que você esteja com humor de comer um bife. Sei que gosta de ter isso no almoço às vezes.

 

— Isso parece maravilhoso. — Ela aceitou a bolsa e o vinho. — Sente-se. Vou pegar alguns copos.

 

— Eu trouxe o meu jantar também. Se importa se eu comer com você?

 

Isso explicava o quão pesado e grande estava a bolsa.

 

— Adoraria. — Ela colocou-a na mesa de café e se apressou à cozinha para pegar talheres e copos. Procurou um abridor de garrafa.

 

Sentaram lado a lado no sofá e Creek cheirou o ar. Zandy virou a cabeça para olhar sua amiga.

 

— Você está no cio. Não é só um cheiro lânguido agora. Acertou você com força total.