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Planeta Criança



Poesia & Contos Infantis

 

 

 


A PROPOSIÇÃO 4
A PROPOSIÇÃO 4

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Existem alguns erros que são grandes demais para consertar. Eu nunca vou recuperar deste. Porra, eu chamei Bryan de viciado e o tratei mal.
Talvez tenha sido errado para ele se aproximar de mim do jeito que ele fez. Talvez...

 

 

 

 

 

Capítulo Um

Bryan dorme pesadamente, nu sob os lençóis. Ele não se mexe, não se vira, ele
permanece de costas com a testa descoberta, todos os sinais de dor agora desapareceram.
Eu puxo os cobertores agora que ele parou de suar. O traço de sua antiga agonia ainda são
evidentes em seu aparente cabelo úmido e a tensão de sua mandíbula. Parece impossível
que este homem esteja doente. Ele parece perfeito no momento. Um calafrio serpenteia
através da minha barriga e na espinha. O sono é chamado de gêmeo falso da morte. Tremo
e empurro o pensamento longe. Não pode ser verdade. Ele não pode estar definhando como
Jon afirmou, mas mesmo assim temo que sua morte seja iminente.
Há algo sobre isso, sobre a maneira como a dor vem rápido e forte. Ela o traz de
joelhos. Desde o início é o que estava acontecendo, eu era muito idiota para perceber. Eu
confundi a dor com raiva. É por isso que ele me queria em seu quarto, para que ele pudesse
esconder um ataque. É por isso que ele me mandou embora na primeira noite. Sua intenção
era estar comigo, mas não importa o que, esta doença sorrateiramente lhe roubou a sua
noite de prazer.
Por um momento eu me pergunto quantas mulheres tem havido desde que nos
separamos. Bryan foi o meu primeiro amor e honestamente não posso dizer que eu senti o
mesmo de outro homem desde então. Alguns relacionamentos são como estrelas cadentes.
Elas brilham intensamente e quente, mas desaparecem muito rapidamente. Isso é o que
aconteceu com a gente. Pelo menos, essa é a minha explicação lógica por ele se afastar e me
deixar tão abruptamente.
O passado está morto, Hallie. Deixe-o ir. Tudo que você tem é o hoje. Deixe todo o resto
ir.
Eu tenho dito isso a mim mesma desde que eu era criança. Era a única maneira de
sobreviver até que meu pai apareceu e aquelas lembranças não eram mais necessárias. Elas
não surgiram novamente até que Bryan me deixou e depois novamente com a morte do

meu pai. Eu gostaria de ter estado lá para que ele não tivesse que morrer sozinho, mas eu
acho que todos nós morremos sozinhos. Eu não posso suportar a idéia, então eu a enfio de
lado com todas as outras coisas que eu nunca quero confrontar. Um dia, uma avalanche de
tristeza vai explodir repentinamente livre e me esmagará até que eu já não possa funcionar.
Deitado ao meu lado eu não consigo encontrar o sono, assim que eu vejo o seu peito
subir e descer, grata por cada um. Cabelo úmido escuro estende-se em ondas em sua pele
pálida. Os cobertores cobrem a maior parte de seu peito, mas o ombro está exposto,
revelando os fortes músculos tonificados que eu amo tanto. Aqueles braços estiveram
enrolados em mim mais vezes do que posso contar. Bryan me segurou, me abraçou, e fez
amor comigo com força e paixão. Ele jogou o remédio fora, porque eu estava fazendo um
julgamento idiota, sabendo o que isso iria fazer com ele.
Houve poucas vezes que eu quis Jon Ferro perto de mim, mas hoje eu precisava dele
aqui por Bryan. As coisas não podem continuar assim. Como Bryan manteve isso em
segredo? Como é que apenas Jon e eu temos notado? O resto de seus amigos e familiares
são tão egoístas que não podem perceber?
Você não poderia descobrir, uma voz na minha mente sussurrou. A verdade dói. Eu
deveria saber, mas não o fiz. Embora os anos tenham passado e eu não visse Bryan, eu
deveria ter visto isso. Não é justo. Não é, e mesmo que eu saiba que a vida nem sempre é
uma porra fodidamente feliz eu sei que isso não é certo. Simplesmente não é. Bryan é um
bom homem, e perdê-lo será mais do que eu posso imaginar. Acabo de perder meu pai e se
eles descobrem quem matou Victor, eu vou perder a minha liberdade também. Se Jon
estiver dizendo a verdade, e que foi Constance Ferro que denunciou o carro roubado, ela
está mirando em mim.
Por que ela ainda se importa comigo? Eu não sou ninguém. Eu não posso machucá-
la e ainda assim ela age como se eu fosse um veneno. Bryan é seu sobrinho, e não seu filho.
Não é como se eu estivesse namorando Jon. Eu tremo fisicamente com o pensamento.
Aquele homem é tão arrogante e um idiota. Muitas vezes me pergunto por que Bryan gosta
dele. Eu percebo que acabei de descrever todo o clã Ferro, mas Jonathan é dez vezes pior
do que todos eles. Jon e Bryan têm sido melhores amigos desde que estavam no berço, e
agora Bryan tem um pé na cova e eu não sei por que ou como ele chegou lá. Jon não sabe
também. A morte não pode tê-lo, no entanto, ele é meu. Eu acho isso, embora Bryan não
tenha sido meu por um tempo muito longo.

Eu quero chorar e bater meus punhos lamentando que a vida não seja justa, mas
não fará nada para mudar isso. Hoje, agora, aqui mesmo, é tudo o que tenho. Não me
prometeram mais nada e não terei menos. Eu não vou desperdiçá-lo soluçando.
Eu me recuso.

Capítulo Dois

A testa de Bryan está suave, a pele relaxada, e aquela expressão cheia de dor
horrível estão desaparecendo. Suas mãos não são punhos, e seu corpo não está tenso como
se estivesse tentando se desfazer. Ele repousa como um homem sem uma preocupação no
mundo.
Eu sorrio para mim mesma. Ele muitas vezes age dessa forma, como se ele não
tivesse preocupações, e não tenho idéia de como ele faz isso. Agora estou duplamente
perplexa. O que está acontecendo com ele não é temporário. Jon está assistindo seu melhor
amigo desaparecer na frente de seus olhos há meses. Tenho estado aqui pouquíssimos
minutos em comparação.
Eu rodo a folha entre meus dedos enquanto inclino meu ombro contra a velha
cabeceira. Eu vejo seu peito subir e estudo o modo como seus cílios escuros alcançam com
delicadeza contra sua pele bronzeada. Tomo nota das coisas que eu nunca quero esquecer,
como a curva de seus lábios e aquele arco superior que é tão definido e adorável. A covinha
na bochecha dele que está desaparecendo, agora o que somente aparece quando ele
realmente se divertiu, eu me lembro exatamente onde fica e levanto minha mão. Alcanço, e
toco lentamente o local antes acariciando seu rosto. Eu suavizo meus dedos ao longo da
barba escura no rosto, sentindo sua pele quente sob meu toque. Aquela covinha me fez
notá-lo. É tão caracteristicamente Ferro. Todos os homens parecem tê-lo. Sua irmã tem,
também.
Eu me pergunto se ela sabe. Eu penso sobre ela por um segundo e considero quão
perto eles estiveram uma vez. Eu tinha lido no jornal que Joselyn e Bryan brigaram
publicamente em algum momento, que é uma gafe para os Ferros. Elizabeth Ferro, sua mãe,
deve ter surtado, mas ela limpou a bagunça rapidamente. No dia seguinte, todo mundo
estava falando sobre uma estrela de cinema embriagada. Eu não acho que foi uma
coincidência ela ter sido vista pela última vez em torno da mãe de Bryan em uma festa, mas

então havia tantas pessoas no evento. Apontando para Elizabeth Ferro teria sido ridículo.
Elas mal se falaram, mas o fato de que ela estava lá me diz tudo que eu preciso saber.
Os Ferros protegem os Ferros. Eles sempre fazem, sempre farão.
Eu não sou um deles e eles se certificaram de que me lembre. Cada um deles foi
assim, exceto Bryan. Ele não se importava com o seu sobrenome. Em um determinado dia,
ele sussurrou no meu ouvido, me perguntando se eu teria saído com ele se tivesse sido um
Smith ou se ele não tivesse nada. Sua herança o fez desconfiado, enquanto o resto do seu clã
estavam orgulhosos. Eles ainda são. Imagens de Sean Ferro julgado pela morte de sua
esposa vêm à mente. O homem não derramou uma única lágrima. Ele entrou na sala de
audiências dia após dia, totalmente orgulhoso, assemelhando-se um deus sem se preocupar
com tais coisas triviais. Isso é o que os Ferros pensam que são deuses entre os homens.
Mas não Bryan.
Nunca Bryan. Ele era inseguro e tímido quando o conheci. Memórias vívidas
inundam minha mente de um menino esguio com uma cintura fina e alto, cabelo escuro
caindo em seus olhos. Eu não tenho idéia por que ele foi transferido para uma escola
pública, mas ele foi e, como resultado todas as meninas estavam babando por ele. Um
Ferro! Você pode imaginar? Todas elas se atiraram para ele. Ele agiu como se quisesse
algumas delas, mas depois nos conhecemos, e descobri que era tudo mentira. Ele era tão
inexperiente quanto eu.
Minha recusa a ir a um encontro o fez curioso. Meu pai me mataria se eu tivesse
trazido Bryan em casa, mas a verdadeira razão que disse não foi que o cara tinha escrito em
seu rosto QUEBRA CORAÇÕES. Eu tive bastante dor na minha vida e continuei a dizer não
aos encontros. Nós nos tornamos amigos. Um dia, no entanto, algo mudou. Antes que eu
soubesse o que aconteceu, nossos lábios estavam trancados e eu não queria parar. Nós
nunca queríamos parar. Nós dois estávamos assim, querendo um ao outro em todos os
sentidos possíveis. Nada estava fora dos limites, e não quando se tratava de Bryan. Ele
tinha-me em todos os sentidos possíveis, com cautela no início, até que eu lhe disse como
eu me sentia.
Eu não queria que ele se segurasse, por isso ele parou de reprimir seus desejos e as
coisas ficaram mais quentes. Foi assim por um longo tempo, até o dia em que terminamos.
É uma loucura pensar em Bryan como sendo esse garoto tímido quando confrontado com o
homem sexy que ele se tornou. A primeira vez que ele segurou minha mão, ó Deus, a
memória ainda me dá arrepios. Ele timidamente passou as costas da mão contra a minha

uma vez e, em seguida, duas vezes. Eu sorri, sabendo o que ele queria, mas eu não aliviei
em nada. Ele era tão diferente como um menino.
Virei-me para ele e disse: — Por que você não pega o que você quer?— O resto de
sua família fazia.
Os cílios escuros de Bryan desceram até o chão. Estávamos no meio do corredor da
escola com várias crianças ao nosso redor, mas tudo se dissipou quando aqueles olhos
verdes levantaram e encontraram os meus. Apertando os lábios Bryan pegou minha mão,
tomou-a, e disse: — Porque eu quero ter certeza de que você quer isso também. — Ele
tinha sido tão cuidadoso na época.
Nossos olhos bloquearam e não houve nenhum som intermitente do sinal, nos
dizendo para ir para a aula.
Inclinando-me para frente, eu sussurrei em seu ouvido: — Você não consegue sentir
isso?
A profunda atração magnética assumiu até que seus lábios levemente escovaram
contra o meu. A voz de um professor quebrou o momento e bruscamente nos
desvencilhamos como um casal desajeitado que parecíamos. Quando eu prendi meu cabelo
atrás da minha orelha e olhei para ele, notei aquela covinha. A partir desse momento todos
sabiam sobre nós. Bryan Ferro era meu de coração, corpo e alma. Outras meninas tentaram
roubá-lo, mas ele só tinha olhos para mim. Ninguém mais virou a sua cabeça nem um
pouco.
Isso foi em outra vida atrás. Eu era uma pessoa diferente e ele também. Onde está
aquela versão de Bryan Ferro? O que aconteceu com ele para endurecer tanto o seu coração
ao ponto de me chantagear, em vez de me ligar? Eu teria respondido a sua ligação.
Para ele eu teria feito qualquer coisa.

Capítulo Três

Bryan se agita enquanto eu acaricio seu rosto de novo, empurrando seu cabelo
escuro e úmido da testa. Ele pisca por um momento confuso, antes que ele me vê. Ele não se
lembra de como chegou aqui ou o que aconteceu. Eu posso ver as memórias confusas por
trás de seus olhos. Seus lábios começam a puxar em um sorriso tentando cobrir a sua
desorientação como se ele pudesse escondê-lo de mim.
Eu acaricio sua testa de novo e vejo o medo crescente nas profundezas daquele
olhar verde vívido. Antes que ele possa se afastar do meu toque, eu tomo uma decisão
repentina, aquela que me custará mais tarde, mas agora não há mais tarde e não vou perdê-
lo. Ele está assustado. Eu vejo isso e não há nenhuma maneira que eu vou deixá-lo fugir.
Agora não.
Deixando cair minha mão, eu rio e empurro minha franja do meu rosto. — A noite
passada foi um pouco louca, né? Desculpe-me, mas eu não sou muito de beber.
A preocupação começa a deixar sua testa conforme ele empurra se nos cotovelos.
Bryan ainda está sem camisa, nu sob os lençóis. Eu quero envolver meus braços ao redor
dele, mas ele está agindo como um gato encurralado. Se eu fizer um movimento errado,
disser a coisa errada, ele se vai. Ele tem medo que eu saiba como está doente. Eu vejo isso
na cara dele. Mata-me que ele não quer me dizer o que está errado, mas é claro que ele não
faz.
Eu rio uma vez e caio de costas na cama, a forma como eu costumava fazer. Depois
de tudo isso é a Hallie que ele veio procurando, a garota que era selvagem e sem cautela. A
única coisa que ele não sabe é que ela morreu há muito tempo. Eu sou toda cautelosa agora.
Nada é divertido ou feito sem medida. Eu planejo tudo e não arrisco nada. Eu não sou a
garota que eu era. Ela se foi, mas eu me comporto como se fosse ela por um momento.
Lembro-me de suas maneiras despreocupadas, e o tom de sua voz.
Eu canalizo-a o melhor que posso e falo com o seu entusiasmo e uma paixão que
tem sido há muito tempo perdida, — Você estava histérico, por sinal. As minhas costelas

ainda doem porque você me fez rir tanto. — As mentiras fluem de meus lábios, uma após a
outra, cobrindo tudo, desde os comprimidos que sumiram e o fizeram desmaiar.
Termino com uma pergunta mais cautelosa, não porque ela precise ser feita, mas
porque eu preciso ouvir a resposta. Eu junto minhas mãos atrás do meu pescoço e olho
para o velho teto com a pintura amarelada. —Você, uh, se lembra de alguma coisa do que
aconteceu ontem à noite?
Silêncio.
Estou mordendo meus lábios, e agoniada de esperar por sua resposta, então eu
tagarelo, preenchendo o vazio. —Aqueles vieram primeiro, bem eu cheguei primeiro. Mas
pensei que você vinha. Achei que você gostou. Quero dizer, nós não estamos juntos como
que em um tempo muito longo e eu não...
Até agora, Bryan rolou para o seu lado. Ele olha para mim sorrindo. Em uma
provocação, o tom leve, ele diz, — Hallie, cale a boca e me beija. — Seus lábios vêm
lentamente em direção aos meus. Eu inalo rapidamente ansiando por contato, morrendo de
vontade de me perder em seus braços. Eu quero que o mundo real desapareça. Eu só o
quero, e quando aqueles lábios me tocam a pequena centelha de anseio explode em luxúria
e atira em minhas veias em um flash de fogo.
Bryan muda e rola em cima de mim. Ele não pede permissão. Ele é todo Ferro e
agora atua como o deus que é, tirando-me de minha camisa, e olhando para o meu corpo
nu. Eu quero puxar para cima os cobertores e me esconder. A intensidade daqueles olhos é
demais. Eu amo e odeio ao mesmo tempo.
Eu finalmente suspiro seu nome. — Bryan.
Ele está escarranchado sobre mim, pele com pele, sem se mover, apenas me
observando da mesma maneira que eu tinha estado a observá-lo ontem à noite. Como se
isso pode ser o nosso último momento. Não há preliminares neste momento. Eu sinto seu
pênis duro pressionando contra mim e eu espero que ele me toque lá, entre as minhas
pernas onde eu o quero, mas ele não faz. Bryan bate uma mão em cada lado da minha
cabeça, assustando-me, em seguida força minhas pernas.
Eu quero isso, mas é tão diferente da maneira normal que ele se comporta. Eu me
pergunto se são as drogas ou o fato de que ele não tem tempo de sobra. De qualquer forma,
eu não vou pará-lo. Meus joelhos desmoronam quando ele reposiciona seus quadris em
seguida, antes que eu possa tomar outra respiração, ele empurra para dentro de mim.
Eu suspiro tentando alcançá-lo, mas Bryan segura e mantém meus pulsos na cama.
Seu rosto está perto o suficiente para que eu possa sentir sua respiração quente, mas ele se

inclina para mais perto se mantendo alojado dentro de mim, sem se mover, não me
montando do jeito que eu quero. Seu olhar fixo é mais nítido agora, mais claro. —Não minta
para mim.

Capítulo Quatro

Chocada, meu queixo cai. — Eu não menti! — Invento até mais coisas sobre como eu
disse a verdade, mas ele sente isso. Eu sei que ele senti, mas eu continuo mentindo
entrelaçando-o com verdades para tentar me livrar dele. O olhar preocupado em seus olhos
me mata. Eu não posso dizer-lhe que eu sei, não se ele não quer que eu saiba, ainda não.
Rindo, acrescento: — Vamos lá Bryan, você sabe que eu não posso beber. Eu estava
tentando acompanhar você. Nós dois desmaiamos. Eu acordei e você ainda estava
dormindo. Não é grande coisa.
Bryan pega um dos meus joelhos depois liberta minhas mãos e pressiona em meu
peito antes de empurrar em mim duramente. Eu suspiro incapaz de respirar. Ele é tão duro,
embora eu mal estivesse molhada quando ele empurrou para dentro, não estou seca agora.
Eu o quero e esta posição me faz sentir cada centímetro de sua longa dureza.
Ele repete naquele tom acalorado: - Não minta para mim. Eu conheço você muito
bem. Nós compartilhamos muito. Eu sei o jeito que você mente, a forma como os seus olhos
permanecem presos nos meus, e como o canto de seus lábios se contraem. Eu conheço
você, ou você esqueceu? — Ele empurra mais profundamente, uma vez como se fosse uma
punição.
Mas não é. Eu grito de prazer. Com a mão livre eu tento arranhar suas costas, mas
eu não posso alcançar em torno do meu joelho. Eu mal posso respirar com a forma como
ele está me empurrando na cama, mas Bryan não se move. Eu pensei que ele fosse me foder
e sair, especialmente se ele está chateado que eu descobri, mas ele não o faz. Ele permanece
lá assim, me provocando, mas de uma forma feroz, quase assustador. É como se estivesse
pensando sobre as coisas que ele poderia fazer para mim, como poderia me dominar, mas
ele sabe que eu gostaria. É uma faca de dois gumes para ele, eu acho, por isso ele hesita.
Perfeito. Ele quer a verdade, então vamos conversar. — Eu conheço você também,
— eu consigo dizer com uma voz que é muito rouca para ter vindo de mim, mas eu digo
mesmo assim. Bryan range os quadris e eu fecho meus olhos, apreciando a sensação. —Eu

sei que você está mentindo, então por que devo dizer-lhe alguma coisa? — Ele para e libera
a pressão no meu joelho.
Depois de respirar fundo, ele balança a cabeça e sorri. É aquele sorriso torto, aquele
em que eu quero lamber seu rosto. —Eu não menti uma vez desde que eu vi você. Eu
queria usar você. Eu queria foder você até que eu estivesse satisfeito. Eu não estou. — Ele
empurra dentro de mim de novo, mais duro dessa vez, mas apenas uma vez.
Eu choramingo tentando não implorar. Eu sei que é o que ele quer que eu faça, mas
eu não vou. Não desta vez. Ele me deve algumas respostas, se ele me quer assim. —Há mais
do que isso.
Ele ri como se eu o estivesse divertindo, mas é tão presunçoso, tão arrogante e
pomposo. — Não, realmente não há. Seu noivo complicou as coisas, então eu tive que vir e
encontrar um meio mais criativo de tê-la na minha cama. — Seus olhos verdes queimam
conforme ele lambe os lábios. Eu sei que ele está pensando sobre o que ele quer, como ele
quer me foder, mas ele não se move. Tê-lo lá me provoca e me atormenta, mas ainda
permaneço como se não me incomodasse.
Eu rio, mas Bryan não acha que é engraçado. Ele se afasta, deixando a ponta do seu
pau mal tocando minhas dobras lisas. Eu quase suspiro, Não e o puxo de volta, mas eu me
contenho. Eu pareço exausta, menos como o velho eu e mais parecido com a mulher que eu
me tornei. — Chantagem foi uma jogada idiota. Você deveria ter dito que ainda me amava.
Você deveria ter me dito.
Nossos olhos se trancam em uma disputa desafiadora. Nenhum de nós olha para
longe. Bryan muda seus quadris, então ele está de joelhos olhando para mim, e empurra o
meu outro joelho para o lado e para cima em meu peito para que ele tenha acesso completo
a cada parte minha. —Há coisas que não podem ser ditas, e acredite eu diria a você. Eu
diria... para você. — As manchas de cor âmbar em seus olhos verdes nunca pareceram tão
bonitas.
Ele está dizendo a verdade, eu sei que ele está, mas eu não entendo por que ele não
vai me dizer o que está errado. Eu não deveria pressionar, mas não posso ajudá-lo. Eu
tenho que saber. — Conte-me sobre os comprimidos. Diga-me por que você me chantageou.
Diga-me por que você se sente como se você não tivesse tempo de sobra? Porque é assim
que você se comporta, como se você só tivesse o hoje. —Inclino minha para o lado e me
aproximo do seu rosto, roço suavemente a palma da minha mão ao longo de sua mandíbula.
—Diga-me alguma coisa. Por favor. —É difícil dizer a última palavra, mas eu a adiciono. Ele
não tem o direito de me fazer implorar por nada, mas eu faço isso de qualquer maneira.

Ele sorri como um menino, trazendo de volta um bilhão de memórias antigas que há
muito haviam sido frias como as cinzas, mas aquelas palavras o iluminam novamente. As
brasas acendem e não posso escondê-lo mais. Peço- lhe. Eu desmorono. Dou-lhe o que ele
quer, enquanto ele me provoca, sem piedade, me tocando em círculos lentos, totalmente
dentro de mim em tudo. —Por favor, Bryan. Por favor. —Eu já não sei o que estou pedindo,
já que meu cérebro parece ter deixado o meu corpo cheio de luxúria.
Aqueles escuros cílios se abaixam e aqueles olhos encapuzados estão cheios de
desejo. Ele empurra meus joelhos no meu peito e acho que ele vai pressionar para dentro
de mim, mas ele não o faz. — Implore Hallie. Ele diz.
Meu coração bate mais forte, mais rápido. Estou furiosa com ele, mas também
excitada para pensar. Eu suspiro seu nome em voz alta, mas ele não me dá o que eu quero.
Ofegante, eu ofereço, — Olho por olho?
As linhas da boca séria de Bryan irrompem em um sorriso e ele ri. —Só você diria
isso agora. — Eu ofereço um sorriso triunfante em troca, e repito a frase em uma voz
sussurrada. — Oh, Deus, isso era melhor naquele tempo.
Bryan geme e se afasta completamente. Estou com medo de que ele está me
recusando até que seu rosto desaparece entre as minhas pernas. Ele oferece três cursos
gloriosos de sua língua, cada uma acariciando minhas dobras úmidas profundamente em
câmera lenta. Eu grito e aperto os lençóis da cama, rasgando-os. É agonia e o êxtase. Eu o
quero tanto e ele sabe disso.
Um momento depois, ele retoma a sua posição anterior me provocando, a ponta do
seu pau pressionando apenas o suficiente em mim. —É possível que eu possa persuadir, —
ele responde e lambe os lábios sedutoramente. — Puta merda, ele é delicioso. Eu não
poderia me ajudar.
Eu não posso ajudá-lo, eu sorrio. Esse é um gesto tão grande, tão carinhoso. Eu não
posso esconder o quanto eu o amo, não importa o quanto eu tente, mas ele não enxerga
isso. Os olhos de Bryan estão fechados saboreando o meu gosto em sua língua.
Antes que ele abra os olhos a adoração se foi. Minha expressão se derrete como giz
na chuva até que não sobrou nada. A confiança, a falsa indiferença o transforma. Ele acha
que eu poderia ir embora quando ele vê meu rosto e aquele olhar no meu olho. Bem. Eu
quero que ele diga que sim. Eu quero que ele concorde e eu quero jogar meus cartões
perfeitamente para que eu possa descobrir o que há de errado com ele. Chegar a estar com
ele é um bônus.

— Termos? — Eu peço educadamente com o sorriso sereno ainda no meu rosto.
Bryan solta uma rajada de ar e gemi. Ele muda os quadris planejando empurrar para dentro
de mim novamente, mas eu recuo. — Ainda não. Termos, Sr. Ferro, e logo estaremos
fodendo. — Os cantos dos meus lábios se contorcem e acrescento: — De qualquer forma
que você quiser.
— Oh Deus Hallie, você está me matando. — Ele suga o ar como se nunca fosse
suficiente e aperta seu poder em meus joelhos. —Tudo bem. Um segredo para um segredo.
Você começa. — Ele oferece um sorriso diabólico e seu cabelo cai para frente em seus
olhos.
— Sim, claro! Você não vai responder.
—Nem você vai. —
—É, provavelmente não. — Eu admito.
—Então, e agora? Será que basta ficar assim? Porque eu vou perder minha mente
em cerca de dez segundos. — Seu corpo está apertado firmemente. O fato de que seu
abdômen rasgado e também totalmente lambível está me distraindo. Eu quero virá-lo e
montá-lo até que eu goze, mas tenho outros planos. Eu faço algo louco e ofereço, — eu vou
responder primeiro. Eu vou te dizer a verdade, então você faz o mesmo. — Há algo sobre
sua postura que sugere que ele não vai jogar junto, mas eu tenho que tentar.
— E qual é a pena por mentir? — Bryan está ofegante, inclinando-se perto do meu
ouvido. Eu não consigo ver seus olhos.
— Sem mentiras dessa vez. Pela primeira vez vamos apenas dizer tudo, e as
conseqüências que se danem. —Eu pareço como a velha Hallie, a garota que ele conheceu.
Desta vez não é bravata. É real. Quero dizer cada palavra.
Ele bate em mim duro e respira na minha orelha — Fechado. — A maneira como ele
segura meus joelhos afastados faz o movimento súbito dissonante. Todo o ar é esmagado
do meu corpo enquanto ele me penetra. Eu grito e alcanço suas costas antes que ele possa
se afastar. Eu cavo minhas unhas marcando-o, segurando-o, desejando ficar assim para
sempre.

 

CONTINUA

Existem alguns erros que são grandes demais para consertar. Eu nunca vou recuperar deste. Porra, eu chamei Bryan de viciado e o tratei mal.
Talvez tenha sido errado para ele se aproximar de mim do jeito que ele fez. Talvez...

 

https://img.comunidades.net/bib/bibliotecasemlimites/4_A_PROPOSI_O.jpg

 

Capítulo Um

Bryan dorme pesadamente, nu sob os lençóis. Ele não se mexe, não se vira, ele
permanece de costas com a testa descoberta, todos os sinais de dor agora desapareceram.
Eu puxo os cobertores agora que ele parou de suar. O traço de sua antiga agonia ainda são
evidentes em seu aparente cabelo úmido e a tensão de sua mandíbula. Parece impossível
que este homem esteja doente. Ele parece perfeito no momento. Um calafrio serpenteia
através da minha barriga e na espinha. O sono é chamado de gêmeo falso da morte. Tremo
e empurro o pensamento longe. Não pode ser verdade. Ele não pode estar definhando como
Jon afirmou, mas mesmo assim temo que sua morte seja iminente.
Há algo sobre isso, sobre a maneira como a dor vem rápido e forte. Ela o traz de
joelhos. Desde o início é o que estava acontecendo, eu era muito idiota para perceber. Eu
confundi a dor com raiva. É por isso que ele me queria em seu quarto, para que ele pudesse
esconder um ataque. É por isso que ele me mandou embora na primeira noite. Sua intenção
era estar comigo, mas não importa o que, esta doença sorrateiramente lhe roubou a sua
noite de prazer.
Por um momento eu me pergunto quantas mulheres tem havido desde que nos
separamos. Bryan foi o meu primeiro amor e honestamente não posso dizer que eu senti o
mesmo de outro homem desde então. Alguns relacionamentos são como estrelas cadentes.
Elas brilham intensamente e quente, mas desaparecem muito rapidamente. Isso é o que
aconteceu com a gente. Pelo menos, essa é a minha explicação lógica por ele se afastar e me
deixar tão abruptamente.
O passado está morto, Hallie. Deixe-o ir. Tudo que você tem é o hoje. Deixe todo o resto
ir.
Eu tenho dito isso a mim mesma desde que eu era criança. Era a única maneira de
sobreviver até que meu pai apareceu e aquelas lembranças não eram mais necessárias. Elas
não surgiram novamente até que Bryan me deixou e depois novamente com a morte do

meu pai. Eu gostaria de ter estado lá para que ele não tivesse que morrer sozinho, mas eu
acho que todos nós morremos sozinhos. Eu não posso suportar a idéia, então eu a enfio de
lado com todas as outras coisas que eu nunca quero confrontar. Um dia, uma avalanche de
tristeza vai explodir repentinamente livre e me esmagará até que eu já não possa funcionar.
Deitado ao meu lado eu não consigo encontrar o sono, assim que eu vejo o seu peito
subir e descer, grata por cada um. Cabelo úmido escuro estende-se em ondas em sua pele
pálida. Os cobertores cobrem a maior parte de seu peito, mas o ombro está exposto,
revelando os fortes músculos tonificados que eu amo tanto. Aqueles braços estiveram
enrolados em mim mais vezes do que posso contar. Bryan me segurou, me abraçou, e fez
amor comigo com força e paixão. Ele jogou o remédio fora, porque eu estava fazendo um
julgamento idiota, sabendo o que isso iria fazer com ele.
Houve poucas vezes que eu quis Jon Ferro perto de mim, mas hoje eu precisava dele
aqui por Bryan. As coisas não podem continuar assim. Como Bryan manteve isso em
segredo? Como é que apenas Jon e eu temos notado? O resto de seus amigos e familiares
são tão egoístas que não podem perceber?
Você não poderia descobrir, uma voz na minha mente sussurrou. A verdade dói. Eu
deveria saber, mas não o fiz. Embora os anos tenham passado e eu não visse Bryan, eu
deveria ter visto isso. Não é justo. Não é, e mesmo que eu saiba que a vida nem sempre é
uma porra fodidamente feliz eu sei que isso não é certo. Simplesmente não é. Bryan é um
bom homem, e perdê-lo será mais do que eu posso imaginar. Acabo de perder meu pai e se
eles descobrem quem matou Victor, eu vou perder a minha liberdade também. Se Jon
estiver dizendo a verdade, e que foi Constance Ferro que denunciou o carro roubado, ela
está mirando em mim.
Por que ela ainda se importa comigo? Eu não sou ninguém. Eu não posso machucá-
la e ainda assim ela age como se eu fosse um veneno. Bryan é seu sobrinho, e não seu filho.
Não é como se eu estivesse namorando Jon. Eu tremo fisicamente com o pensamento.
Aquele homem é tão arrogante e um idiota. Muitas vezes me pergunto por que Bryan gosta
dele. Eu percebo que acabei de descrever todo o clã Ferro, mas Jonathan é dez vezes pior
do que todos eles. Jon e Bryan têm sido melhores amigos desde que estavam no berço, e
agora Bryan tem um pé na cova e eu não sei por que ou como ele chegou lá. Jon não sabe
também. A morte não pode tê-lo, no entanto, ele é meu. Eu acho isso, embora Bryan não
tenha sido meu por um tempo muito longo.

Eu quero chorar e bater meus punhos lamentando que a vida não seja justa, mas
não fará nada para mudar isso. Hoje, agora, aqui mesmo, é tudo o que tenho. Não me
prometeram mais nada e não terei menos. Eu não vou desperdiçá-lo soluçando.
Eu me recuso.

Capítulo Dois

A testa de Bryan está suave, a pele relaxada, e aquela expressão cheia de dor
horrível estão desaparecendo. Suas mãos não são punhos, e seu corpo não está tenso como
se estivesse tentando se desfazer. Ele repousa como um homem sem uma preocupação no
mundo.
Eu sorrio para mim mesma. Ele muitas vezes age dessa forma, como se ele não
tivesse preocupações, e não tenho idéia de como ele faz isso. Agora estou duplamente
perplexa. O que está acontecendo com ele não é temporário. Jon está assistindo seu melhor
amigo desaparecer na frente de seus olhos há meses. Tenho estado aqui pouquíssimos
minutos em comparação.
Eu rodo a folha entre meus dedos enquanto inclino meu ombro contra a velha
cabeceira. Eu vejo seu peito subir e estudo o modo como seus cílios escuros alcançam com
delicadeza contra sua pele bronzeada. Tomo nota das coisas que eu nunca quero esquecer,
como a curva de seus lábios e aquele arco superior que é tão definido e adorável. A covinha
na bochecha dele que está desaparecendo, agora o que somente aparece quando ele
realmente se divertiu, eu me lembro exatamente onde fica e levanto minha mão. Alcanço, e
toco lentamente o local antes acariciando seu rosto. Eu suavizo meus dedos ao longo da
barba escura no rosto, sentindo sua pele quente sob meu toque. Aquela covinha me fez
notá-lo. É tão caracteristicamente Ferro. Todos os homens parecem tê-lo. Sua irmã tem,
também.
Eu me pergunto se ela sabe. Eu penso sobre ela por um segundo e considero quão
perto eles estiveram uma vez. Eu tinha lido no jornal que Joselyn e Bryan brigaram
publicamente em algum momento, que é uma gafe para os Ferros. Elizabeth Ferro, sua mãe,
deve ter surtado, mas ela limpou a bagunça rapidamente. No dia seguinte, todo mundo
estava falando sobre uma estrela de cinema embriagada. Eu não acho que foi uma
coincidência ela ter sido vista pela última vez em torno da mãe de Bryan em uma festa, mas

então havia tantas pessoas no evento. Apontando para Elizabeth Ferro teria sido ridículo.
Elas mal se falaram, mas o fato de que ela estava lá me diz tudo que eu preciso saber.
Os Ferros protegem os Ferros. Eles sempre fazem, sempre farão.
Eu não sou um deles e eles se certificaram de que me lembre. Cada um deles foi
assim, exceto Bryan. Ele não se importava com o seu sobrenome. Em um determinado dia,
ele sussurrou no meu ouvido, me perguntando se eu teria saído com ele se tivesse sido um
Smith ou se ele não tivesse nada. Sua herança o fez desconfiado, enquanto o resto do seu clã
estavam orgulhosos. Eles ainda são. Imagens de Sean Ferro julgado pela morte de sua
esposa vêm à mente. O homem não derramou uma única lágrima. Ele entrou na sala de
audiências dia após dia, totalmente orgulhoso, assemelhando-se um deus sem se preocupar
com tais coisas triviais. Isso é o que os Ferros pensam que são deuses entre os homens.
Mas não Bryan.
Nunca Bryan. Ele era inseguro e tímido quando o conheci. Memórias vívidas
inundam minha mente de um menino esguio com uma cintura fina e alto, cabelo escuro
caindo em seus olhos. Eu não tenho idéia por que ele foi transferido para uma escola
pública, mas ele foi e, como resultado todas as meninas estavam babando por ele. Um
Ferro! Você pode imaginar? Todas elas se atiraram para ele. Ele agiu como se quisesse
algumas delas, mas depois nos conhecemos, e descobri que era tudo mentira. Ele era tão
inexperiente quanto eu.
Minha recusa a ir a um encontro o fez curioso. Meu pai me mataria se eu tivesse
trazido Bryan em casa, mas a verdadeira razão que disse não foi que o cara tinha escrito em
seu rosto QUEBRA CORAÇÕES. Eu tive bastante dor na minha vida e continuei a dizer não
aos encontros. Nós nos tornamos amigos. Um dia, no entanto, algo mudou. Antes que eu
soubesse o que aconteceu, nossos lábios estavam trancados e eu não queria parar. Nós
nunca queríamos parar. Nós dois estávamos assim, querendo um ao outro em todos os
sentidos possíveis. Nada estava fora dos limites, e não quando se tratava de Bryan. Ele
tinha-me em todos os sentidos possíveis, com cautela no início, até que eu lhe disse como
eu me sentia.
Eu não queria que ele se segurasse, por isso ele parou de reprimir seus desejos e as
coisas ficaram mais quentes. Foi assim por um longo tempo, até o dia em que terminamos.
É uma loucura pensar em Bryan como sendo esse garoto tímido quando confrontado com o
homem sexy que ele se tornou. A primeira vez que ele segurou minha mão, ó Deus, a
memória ainda me dá arrepios. Ele timidamente passou as costas da mão contra a minha

uma vez e, em seguida, duas vezes. Eu sorri, sabendo o que ele queria, mas eu não aliviei
em nada. Ele era tão diferente como um menino.
Virei-me para ele e disse: — Por que você não pega o que você quer?— O resto de
sua família fazia.
Os cílios escuros de Bryan desceram até o chão. Estávamos no meio do corredor da
escola com várias crianças ao nosso redor, mas tudo se dissipou quando aqueles olhos
verdes levantaram e encontraram os meus. Apertando os lábios Bryan pegou minha mão,
tomou-a, e disse: — Porque eu quero ter certeza de que você quer isso também. — Ele
tinha sido tão cuidadoso na época.
Nossos olhos bloquearam e não houve nenhum som intermitente do sinal, nos
dizendo para ir para a aula.
Inclinando-me para frente, eu sussurrei em seu ouvido: — Você não consegue sentir
isso?
A profunda atração magnética assumiu até que seus lábios levemente escovaram
contra o meu. A voz de um professor quebrou o momento e bruscamente nos
desvencilhamos como um casal desajeitado que parecíamos. Quando eu prendi meu cabelo
atrás da minha orelha e olhei para ele, notei aquela covinha. A partir desse momento todos
sabiam sobre nós. Bryan Ferro era meu de coração, corpo e alma. Outras meninas tentaram
roubá-lo, mas ele só tinha olhos para mim. Ninguém mais virou a sua cabeça nem um
pouco.
Isso foi em outra vida atrás. Eu era uma pessoa diferente e ele também. Onde está
aquela versão de Bryan Ferro? O que aconteceu com ele para endurecer tanto o seu coração
ao ponto de me chantagear, em vez de me ligar? Eu teria respondido a sua ligação.
Para ele eu teria feito qualquer coisa.

Capítulo Três

Bryan se agita enquanto eu acaricio seu rosto de novo, empurrando seu cabelo
escuro e úmido da testa. Ele pisca por um momento confuso, antes que ele me vê. Ele não se
lembra de como chegou aqui ou o que aconteceu. Eu posso ver as memórias confusas por
trás de seus olhos. Seus lábios começam a puxar em um sorriso tentando cobrir a sua
desorientação como se ele pudesse escondê-lo de mim.
Eu acaricio sua testa de novo e vejo o medo crescente nas profundezas daquele
olhar verde vívido. Antes que ele possa se afastar do meu toque, eu tomo uma decisão
repentina, aquela que me custará mais tarde, mas agora não há mais tarde e não vou perdê-
lo. Ele está assustado. Eu vejo isso e não há nenhuma maneira que eu vou deixá-lo fugir.
Agora não.
Deixando cair minha mão, eu rio e empurro minha franja do meu rosto. — A noite
passada foi um pouco louca, né? Desculpe-me, mas eu não sou muito de beber.
A preocupação começa a deixar sua testa conforme ele empurra se nos cotovelos.
Bryan ainda está sem camisa, nu sob os lençóis. Eu quero envolver meus braços ao redor
dele, mas ele está agindo como um gato encurralado. Se eu fizer um movimento errado,
disser a coisa errada, ele se vai. Ele tem medo que eu saiba como está doente. Eu vejo isso
na cara dele. Mata-me que ele não quer me dizer o que está errado, mas é claro que ele não
faz.
Eu rio uma vez e caio de costas na cama, a forma como eu costumava fazer. Depois
de tudo isso é a Hallie que ele veio procurando, a garota que era selvagem e sem cautela. A
única coisa que ele não sabe é que ela morreu há muito tempo. Eu sou toda cautelosa agora.
Nada é divertido ou feito sem medida. Eu planejo tudo e não arrisco nada. Eu não sou a
garota que eu era. Ela se foi, mas eu me comporto como se fosse ela por um momento.
Lembro-me de suas maneiras despreocupadas, e o tom de sua voz.
Eu canalizo-a o melhor que posso e falo com o seu entusiasmo e uma paixão que
tem sido há muito tempo perdida, — Você estava histérico, por sinal. As minhas costelas

ainda doem porque você me fez rir tanto. — As mentiras fluem de meus lábios, uma após a
outra, cobrindo tudo, desde os comprimidos que sumiram e o fizeram desmaiar.
Termino com uma pergunta mais cautelosa, não porque ela precise ser feita, mas
porque eu preciso ouvir a resposta. Eu junto minhas mãos atrás do meu pescoço e olho
para o velho teto com a pintura amarelada. —Você, uh, se lembra de alguma coisa do que
aconteceu ontem à noite?
Silêncio.
Estou mordendo meus lábios, e agoniada de esperar por sua resposta, então eu
tagarelo, preenchendo o vazio. —Aqueles vieram primeiro, bem eu cheguei primeiro. Mas
pensei que você vinha. Achei que você gostou. Quero dizer, nós não estamos juntos como
que em um tempo muito longo e eu não...
Até agora, Bryan rolou para o seu lado. Ele olha para mim sorrindo. Em uma
provocação, o tom leve, ele diz, — Hallie, cale a boca e me beija. — Seus lábios vêm
lentamente em direção aos meus. Eu inalo rapidamente ansiando por contato, morrendo de
vontade de me perder em seus braços. Eu quero que o mundo real desapareça. Eu só o
quero, e quando aqueles lábios me tocam a pequena centelha de anseio explode em luxúria
e atira em minhas veias em um flash de fogo.
Bryan muda e rola em cima de mim. Ele não pede permissão. Ele é todo Ferro e
agora atua como o deus que é, tirando-me de minha camisa, e olhando para o meu corpo
nu. Eu quero puxar para cima os cobertores e me esconder. A intensidade daqueles olhos é
demais. Eu amo e odeio ao mesmo tempo.
Eu finalmente suspiro seu nome. — Bryan.
Ele está escarranchado sobre mim, pele com pele, sem se mover, apenas me
observando da mesma maneira que eu tinha estado a observá-lo ontem à noite. Como se
isso pode ser o nosso último momento. Não há preliminares neste momento. Eu sinto seu
pênis duro pressionando contra mim e eu espero que ele me toque lá, entre as minhas
pernas onde eu o quero, mas ele não faz. Bryan bate uma mão em cada lado da minha
cabeça, assustando-me, em seguida força minhas pernas.
Eu quero isso, mas é tão diferente da maneira normal que ele se comporta. Eu me
pergunto se são as drogas ou o fato de que ele não tem tempo de sobra. De qualquer forma,
eu não vou pará-lo. Meus joelhos desmoronam quando ele reposiciona seus quadris em
seguida, antes que eu possa tomar outra respiração, ele empurra para dentro de mim.
Eu suspiro tentando alcançá-lo, mas Bryan segura e mantém meus pulsos na cama.
Seu rosto está perto o suficiente para que eu possa sentir sua respiração quente, mas ele se

inclina para mais perto se mantendo alojado dentro de mim, sem se mover, não me
montando do jeito que eu quero. Seu olhar fixo é mais nítido agora, mais claro. —Não minta
para mim.

Capítulo Quatro

Chocada, meu queixo cai. — Eu não menti! — Invento até mais coisas sobre como eu
disse a verdade, mas ele sente isso. Eu sei que ele senti, mas eu continuo mentindo
entrelaçando-o com verdades para tentar me livrar dele. O olhar preocupado em seus olhos
me mata. Eu não posso dizer-lhe que eu sei, não se ele não quer que eu saiba, ainda não.
Rindo, acrescento: — Vamos lá Bryan, você sabe que eu não posso beber. Eu estava
tentando acompanhar você. Nós dois desmaiamos. Eu acordei e você ainda estava
dormindo. Não é grande coisa.
Bryan pega um dos meus joelhos depois liberta minhas mãos e pressiona em meu
peito antes de empurrar em mim duramente. Eu suspiro incapaz de respirar. Ele é tão duro,
embora eu mal estivesse molhada quando ele empurrou para dentro, não estou seca agora.
Eu o quero e esta posição me faz sentir cada centímetro de sua longa dureza.
Ele repete naquele tom acalorado: - Não minta para mim. Eu conheço você muito
bem. Nós compartilhamos muito. Eu sei o jeito que você mente, a forma como os seus olhos
permanecem presos nos meus, e como o canto de seus lábios se contraem. Eu conheço
você, ou você esqueceu? — Ele empurra mais profundamente, uma vez como se fosse uma
punição.
Mas não é. Eu grito de prazer. Com a mão livre eu tento arranhar suas costas, mas
eu não posso alcançar em torno do meu joelho. Eu mal posso respirar com a forma como
ele está me empurrando na cama, mas Bryan não se move. Eu pensei que ele fosse me foder
e sair, especialmente se ele está chateado que eu descobri, mas ele não o faz. Ele permanece
lá assim, me provocando, mas de uma forma feroz, quase assustador. É como se estivesse
pensando sobre as coisas que ele poderia fazer para mim, como poderia me dominar, mas
ele sabe que eu gostaria. É uma faca de dois gumes para ele, eu acho, por isso ele hesita.
Perfeito. Ele quer a verdade, então vamos conversar. — Eu conheço você também,
— eu consigo dizer com uma voz que é muito rouca para ter vindo de mim, mas eu digo
mesmo assim. Bryan range os quadris e eu fecho meus olhos, apreciando a sensação. —Eu

sei que você está mentindo, então por que devo dizer-lhe alguma coisa? — Ele para e libera
a pressão no meu joelho.
Depois de respirar fundo, ele balança a cabeça e sorri. É aquele sorriso torto, aquele
em que eu quero lamber seu rosto. —Eu não menti uma vez desde que eu vi você. Eu
queria usar você. Eu queria foder você até que eu estivesse satisfeito. Eu não estou. — Ele
empurra dentro de mim de novo, mais duro dessa vez, mas apenas uma vez.
Eu choramingo tentando não implorar. Eu sei que é o que ele quer que eu faça, mas
eu não vou. Não desta vez. Ele me deve algumas respostas, se ele me quer assim. —Há mais
do que isso.
Ele ri como se eu o estivesse divertindo, mas é tão presunçoso, tão arrogante e
pomposo. — Não, realmente não há. Seu noivo complicou as coisas, então eu tive que vir e
encontrar um meio mais criativo de tê-la na minha cama. — Seus olhos verdes queimam
conforme ele lambe os lábios. Eu sei que ele está pensando sobre o que ele quer, como ele
quer me foder, mas ele não se move. Tê-lo lá me provoca e me atormenta, mas ainda
permaneço como se não me incomodasse.
Eu rio, mas Bryan não acha que é engraçado. Ele se afasta, deixando a ponta do seu
pau mal tocando minhas dobras lisas. Eu quase suspiro, Não e o puxo de volta, mas eu me
contenho. Eu pareço exausta, menos como o velho eu e mais parecido com a mulher que eu
me tornei. — Chantagem foi uma jogada idiota. Você deveria ter dito que ainda me amava.
Você deveria ter me dito.
Nossos olhos se trancam em uma disputa desafiadora. Nenhum de nós olha para
longe. Bryan muda seus quadris, então ele está de joelhos olhando para mim, e empurra o
meu outro joelho para o lado e para cima em meu peito para que ele tenha acesso completo
a cada parte minha. —Há coisas que não podem ser ditas, e acredite eu diria a você. Eu
diria... para você. — As manchas de cor âmbar em seus olhos verdes nunca pareceram tão
bonitas.
Ele está dizendo a verdade, eu sei que ele está, mas eu não entendo por que ele não
vai me dizer o que está errado. Eu não deveria pressionar, mas não posso ajudá-lo. Eu
tenho que saber. — Conte-me sobre os comprimidos. Diga-me por que você me chantageou.
Diga-me por que você se sente como se você não tivesse tempo de sobra? Porque é assim
que você se comporta, como se você só tivesse o hoje. —Inclino minha para o lado e me
aproximo do seu rosto, roço suavemente a palma da minha mão ao longo de sua mandíbula.
—Diga-me alguma coisa. Por favor. —É difícil dizer a última palavra, mas eu a adiciono. Ele
não tem o direito de me fazer implorar por nada, mas eu faço isso de qualquer maneira.

Ele sorri como um menino, trazendo de volta um bilhão de memórias antigas que há
muito haviam sido frias como as cinzas, mas aquelas palavras o iluminam novamente. As
brasas acendem e não posso escondê-lo mais. Peço- lhe. Eu desmorono. Dou-lhe o que ele
quer, enquanto ele me provoca, sem piedade, me tocando em círculos lentos, totalmente
dentro de mim em tudo. —Por favor, Bryan. Por favor. —Eu já não sei o que estou pedindo,
já que meu cérebro parece ter deixado o meu corpo cheio de luxúria.
Aqueles escuros cílios se abaixam e aqueles olhos encapuzados estão cheios de
desejo. Ele empurra meus joelhos no meu peito e acho que ele vai pressionar para dentro
de mim, mas ele não o faz. — Implore Hallie. Ele diz.
Meu coração bate mais forte, mais rápido. Estou furiosa com ele, mas também
excitada para pensar. Eu suspiro seu nome em voz alta, mas ele não me dá o que eu quero.
Ofegante, eu ofereço, — Olho por olho?
As linhas da boca séria de Bryan irrompem em um sorriso e ele ri. —Só você diria
isso agora. — Eu ofereço um sorriso triunfante em troca, e repito a frase em uma voz
sussurrada. — Oh, Deus, isso era melhor naquele tempo.
Bryan geme e se afasta completamente. Estou com medo de que ele está me
recusando até que seu rosto desaparece entre as minhas pernas. Ele oferece três cursos
gloriosos de sua língua, cada uma acariciando minhas dobras úmidas profundamente em
câmera lenta. Eu grito e aperto os lençóis da cama, rasgando-os. É agonia e o êxtase. Eu o
quero tanto e ele sabe disso.
Um momento depois, ele retoma a sua posição anterior me provocando, a ponta do
seu pau pressionando apenas o suficiente em mim. —É possível que eu possa persuadir, —
ele responde e lambe os lábios sedutoramente. — Puta merda, ele é delicioso. Eu não
poderia me ajudar.
Eu não posso ajudá-lo, eu sorrio. Esse é um gesto tão grande, tão carinhoso. Eu não
posso esconder o quanto eu o amo, não importa o quanto eu tente, mas ele não enxerga
isso. Os olhos de Bryan estão fechados saboreando o meu gosto em sua língua.
Antes que ele abra os olhos a adoração se foi. Minha expressão se derrete como giz
na chuva até que não sobrou nada. A confiança, a falsa indiferença o transforma. Ele acha
que eu poderia ir embora quando ele vê meu rosto e aquele olhar no meu olho. Bem. Eu
quero que ele diga que sim. Eu quero que ele concorde e eu quero jogar meus cartões
perfeitamente para que eu possa descobrir o que há de errado com ele. Chegar a estar com
ele é um bônus.

— Termos? — Eu peço educadamente com o sorriso sereno ainda no meu rosto.
Bryan solta uma rajada de ar e gemi. Ele muda os quadris planejando empurrar para dentro
de mim novamente, mas eu recuo. — Ainda não. Termos, Sr. Ferro, e logo estaremos
fodendo. — Os cantos dos meus lábios se contorcem e acrescento: — De qualquer forma
que você quiser.
— Oh Deus Hallie, você está me matando. — Ele suga o ar como se nunca fosse
suficiente e aperta seu poder em meus joelhos. —Tudo bem. Um segredo para um segredo.
Você começa. — Ele oferece um sorriso diabólico e seu cabelo cai para frente em seus
olhos.
— Sim, claro! Você não vai responder.
—Nem você vai. —
—É, provavelmente não. — Eu admito.
—Então, e agora? Será que basta ficar assim? Porque eu vou perder minha mente
em cerca de dez segundos. — Seu corpo está apertado firmemente. O fato de que seu
abdômen rasgado e também totalmente lambível está me distraindo. Eu quero virá-lo e
montá-lo até que eu goze, mas tenho outros planos. Eu faço algo louco e ofereço, — eu vou
responder primeiro. Eu vou te dizer a verdade, então você faz o mesmo. — Há algo sobre
sua postura que sugere que ele não vai jogar junto, mas eu tenho que tentar.
— E qual é a pena por mentir? — Bryan está ofegante, inclinando-se perto do meu
ouvido. Eu não consigo ver seus olhos.
— Sem mentiras dessa vez. Pela primeira vez vamos apenas dizer tudo, e as
conseqüências que se danem. —Eu pareço como a velha Hallie, a garota que ele conheceu.
Desta vez não é bravata. É real. Quero dizer cada palavra.
Ele bate em mim duro e respira na minha orelha — Fechado. — A maneira como ele
segura meus joelhos afastados faz o movimento súbito dissonante. Todo o ar é esmagado
do meu corpo enquanto ele me penetra. Eu grito e alcanço suas costas antes que ele possa
se afastar. Eu cavo minhas unhas marcando-o, segurando-o, desejando ficar assim para
sempre.

 

                                                 CONTINUA

 

 

 

                                       

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