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Planeta Criança



Poesia & Contos Infantis

 

 

 


ENFORCE / Rachel Van Dyken
ENFORCE / Rachel Van Dyken

                                                                                                                                                   

                                                                                                                                                  

 

 

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Series & Trilogias Literarias

 

 

 

 

 

 

Existem sempre dois lados de uma história...
E a nossa?
Não é bonita... Mas então, existe algo de bonito sobre a máfia?
Tracey Rooks, ela é bonita.
Mas ela só quer um de nós, e eu o matarei antes de deixa-lo tê-la.
O único problema?
Somos primos.
E ela provavelmente é nossa antiga inimiga perdida.
Quem quer que tenha dito que a faculdade era algo difícil, certamente não frequentou a Universidade Eagle Elite.
Bem-vindo ao inferno, também conhecido como Máfia, onde o sangue é mais forte que a vida; e para manter sua vida...?
Bem, mantenha seus inimigos perto, e seus inimigos...?
Mais perto ainda.

 


 

 

CAPÍTULO 01

O INÍCIO DO FIM

Eu assistia como o desfile de carros fizeram o seu caminho através dos portões de ferro preto, como se de alguma forma essa barreira os protegeria se o país entrasse em guerra. Engraçado, eles não tinham nenhum indício de que a guerra — o próprio Lúcifer — já estava desfilando dentro, a salvo da polícia, dos federais, qualquer um que poderia ser uma ameaça.

A salvo de todos, menos de mim.

Meus olhos se viraram para Phoenix, à minha direita. Ele sorriu quando uma nova garota caminhou até ele e lhe deu um aceno glamoroso.

Eu lhe dei uma cotovelada dura nas costelas.

Seu sorriso azedou quando ele olhou para a garota e ela mostrou o dedo.

Lembre-se do seu lugar.

Eu disse isso uma, duas vezes, um milhão de vezes para os caras e eles ainda estavam lutando com a ideia de que eles não estavam aqui para ir à escola, eles não estavam aqui para fazer amigos. Não estávamos em paz. Estávamos em uma zona de guerra maldita.

E a família de Phoenix era nossa única chave para a redenção.


“Aquela parece ser a última deles". O olhar frio do Chase inspecionou a estrada principal que levava ao campus. Era mais fácil da segurança ter uma estrada e uma estrada fora. Pena que a vida não era tão conveniente.

Se alguém não pertencia, demoraríamos minutos — nada disso — segundos para eliminá-los, sua família, ao mesmo tempo fazendo com que parecesse como um lamentável infeliz.

"Espere". Tex olhou para os portões de ferro. "Eu acho que há mais um carro".

"O inferno existe", eu murmurei. "Eu contei os carros. Eu olhei para as listas. Não falta ninguém."

Chase puxou a lista da minha mão e começou a ler os nomes de todos os calouros inscritos. Seu sorriso quase perde o controle quando ele levantou a cabeça e devolveu o papel.

"Ouvi que Wyoming é linda nesta época do ano."

"O quê" Eu puxei a lista e comecei a ler avidamente os nomes.

Um se destacou.

Tracey Rooks, feminina, 18 anos, Casper1, Wyoming.

"Ótimo". Joguei a lista no chão e sorri. "Uma garota que provavelmente cheira a bosta de vaca. Qual é a sua formação?"


Ninguém respondeu.

Eu disse mais alto, desta vez rangendo os dentes.

Tex foi o primeiro a responder. “Nós realmente não achamos nenhuma”.

"Não puderam. Realmente. Encontrar. Nenhuma", eu repeti. "O que diabos isso quer dizer?"

"Olha..." Tex sacudiu a cabeça. "... temos Sergio nisso, mas a garota não tem realmente muita informação sobre ela. Pais mortos, avó morta, avô dela seu único parente vivo e de alguma forma o seu social, bem como a certidão de nascimento dela, todos perdidos."

"Perdido". Eu lambi os meus lábios. Eu disse para minha cabeça não ir para lá, disse para meu coração ficar em meu maldito peito e parar de ter esperança quando imagens inundaram minha mente. Cabelo escuro, olhos escuros... "Nixon, eu vou salvar você."

"Cara, você está bem?" Chase deu-me uma cotovelada.

"Vamos recebê-la à Eagle Elite".

Ninguém se mexeu.

"Eu disse..." Comecei a andar em direção a dormitórios das meninas. "... vamos recebê-la."

"Por que eu tenho um sentimento que isto é uma má ideia?", Tex murmurou sob sua respiração.

"Pela primeira vez, Tex, mantenha sua boca fechada e fique atrás, coloque um sorriso de merda na sua cara e deixe que eu e Chase lidamos com isso. Acha que pode fazer isso? Hmm?"

"Tome um Xanax2," Phoenix resmungou.

Enviei um olhar fervilhante em sua direção.

Ele murmurou uma maldição e saiu com o Tex para esperar pela árvore, enquanto nós continuamos a caminhada para o dormitório das meninas.

O carro era alugado.

O avô era idoso.

A menina era... jovem.

E ela tinha merda como pertences. A mala estava coberta com adesivos. O avô deu a ela uma caixa pequena, e eu podia jurar que vi uma lágrima escapar do seu olho e rolar para baixo de seu rosto.

"Inferno não," eu resmunguei. "Ela vai ser destruída aqui."

"Não vai durar cinco minutos," Chase concordou.

"Lágrimas". Eu limpei meu rosto com minhas mãos. "Diga-me que não vejo lágrimas."

"Garotas não choram aqui."

"Não", eu concordei.

"Ela não é como elas."

"Não".

"Precisamos de Mo."

Eu ri com isso. "Precisamos de um milagre." Com uma maldição, eu rapidamente disquei para o número da orientação e fiz arranjos para a nova garota ser movida para o terceiro andar. Mo, minha irmã gêmea, era suposto estar nesse mesmo andar. Achei que ela precisaria de toda a ajuda que ela conseguisse. De jeito nenhum a pequena Wyoming sobreviveria o ano com mais ninguém, não que eu ficasse feliz com isso. Quero dizer, em retrospectiva, isto provavelmente foi meu primeiro erro.

Eu oficialmente a convidei para minha vida — por meio de minha irmã.

"A nova garota chegou," falei alto suficiente para Tracey se virar e bocejar. "Então ficha limpa e inocente. Como um cordeirinho. Certo, Chase?" Eu inclinei minha cabeça e lhe dei um sorriso.

O velho chegou em sua jaqueta. Era um movimento que eu conhecia bem. Outra pista. Ele não era o que disse que ele era. Ele não era quem ele dizia ser. Como se notasse o meu olhar fixo, ele removeu a mão e ofereceu um sorriso forçado. "Um Comitê de boas-vindas? Este lugar é bom."

Eu tinha que respeitar o seu controle. O jeito que ele ficou protetoramente na frente de Tracey como se fosse a única coisa que estava no caminho para eu devorá-la.

"Há um problema?" Ele coçou a cabeça e, em seguida, rolou as mangas da camisa, revelando uma pequena tatuagem. Uma que eu tinha visto quando era criança, mas não consegui identificar.

"Eu te conheço?", eu disse.

Ele riu. "Conhece muitos agricultores fora de Wyoming?"

Foi o tom que me convenceu, a maneira que ele balançou a cabeça ligeiramente, esperando meu desafio.

Era o mesmo olhar que meu tio me dava quando ele queria que eu parasse de empurrar.

Era o olhar que meu pai me ensinou quando eu tinha dez anos e tinha testemunhado minha primeira tortura.

A garota ainda estava olhando para nós. Alvo fácil. Eu deixaria o velho sozinho. Ele me lembrava muito de mim mesmo. E eu não precisava desse lembrete. Agora não.

Eu ergui meus braços e me espreguicei.

Os olhos da menina se arregalaram quando ela olhou para o meu corpo.

Chase me bateu nas costas.

Eu passei para frente e inclinando o seu queixo em minha direção, fechando a boca no processo. "Muito melhor". Eu lambi meus lábios e lutei contra o desejo de beijá-la. Sim, eu estava ficando doido.

"Nós odiaríamos que nosso caso caridade engasgasse com um inseto no seu primeiro dia." Os lábios dela tremeram quando olhou de mim ao seu avô. Eu a soltei antes que ela pudesse fazer qualquer coisa e passei com Chase no reboque.

Eu precisava falar com a menina no momento da inscrição, de qualquer forma. Nós desaparecemos atrás do prédio, mas eu estaria de volta. Eu só precisava que seu avô fosse embora.

Dentro de segundos, eu olhava ao redor do prédio, assim como o carro alugado se afastava. E a menina agora era toda minha. Meu coração batia contra meu peito, e, por um segundo, eu lamentei o que eu estava prestes a fazer.

Mas cada resultado possível terminaria com a morte dela ou com ela em perigo. Estranhamente, eu não queria alguém como ela na Eagle Elite. Ela não pertencia ao meu mundo.

Ela merecia uma cerca de estacas.

Um marido.

Uma boa experiência da faculdade, sem colegas que prefeririam vê-la cometer suicídio do que sobreviver aos próximos quatro anos.

Eles iriam destruí-la.

E ela o faria tão fácil para fazê-lo.

A única maneira era vencê-los — em primeiro, marcando-a como nosso alvo, nosso brinquedo.

Ninguém mexia com o que fosse meu.

E no final, ninguém iria mexer com ela. Eles me permitiriam entretê-los com sua inocência. Eu a balançaria como uma cenoura, e no final do dia, ela seria intocável.

Eu suspirei quando ela olhou para o prédio, de boca aberta como alguém que tinha sido educada em casa e nunca viu um arranha-céu antes.

Ela era muito magra.

Eu fiz uma nota mental para obter-lhe um dos meus cartões de acesso — ela não precisava saber quanto custam — ou que cada aluno em EE mataria para ter um. Mo, tomaria conta do resto.

Ela comeria com a gente.

Ela iria querer para nada.

Era o mínimo que eu poderia fazer, depois que eu estava prestes a fazer ela passar.

Lambendo os meus lábios, eu me aproximei dela novamente, desta vez, me condenando a cada passo que eu dava.

"Você está perdida?"

"Não". Ela sorriu. Maldição, isso a fez mais bonita. "Aparentemente moro nos Estados Unidos." Com um encolher de ombros, ela tentou e não conseguiu levantar a mala pesada e quase caiu em sua bunda bonita.

Eu abafei uma risada, sabendo que Chase estava fazendo a mesma coisa. Ser mau para ela seria como chutar um cachorro. Mas o mundo era feio. Eu apenas odiava que eu seria seu tutor nos caminhos da realidade — o príncipe das trevas.

Inferno, eu faria qualquer coisa para ser o herói.

"Eu sou o Nixon." Eu estava diretamente à sua frente, mudando meus olhos de suas pobres roupas para seus sapatos feios.

"Tracey, mas todo mundo me chama de Trace." Ela estendeu a mão dela.

Eu ansiei para tocá-la.

Tocar sua pele.

Em vez disso, fiz uma careta, apertei a mão dela e depois limpou a mesma mão na minha calça jeans, como se ela estivesse doente.

"Regras".

"O quê"? Ela deu um passo para trás.

Chase passou por mim. "Ele está certo. Tão bonita como você é, menina da fazenda, alguém precisa te dizer as regras." Seu olhar inocente cintilou entre nós dois.

"Pode ser rápido?"

Sim, outra vez, eu quase perdi a cabeça. Chase estava provavelmente pronto para cagar nas calças. A última pessoa que falou de volta com ele foi Phoenix, e tinha terminado com alguns ossos quebrados e uma viagem para o dentista.

"Você ouviu isso, Chase?" Eu disse, me divertindo. "Ela gosta rápido."

"Pena". Chase deu um passo mais perto, quase a tocando com seu corpo. "Eu adoraria dar-lhe lento." Seus olhos passaram por todo seu corpo dela como se ela fosse a primeira garota que ele já tinha visto em toda a sua existência. O ciúme subiu através de mim. Que diabo? Ela não era dele. Não que ela fosse minha, mas mesmo assim. Ele estava muito perto, muito perto.

"As regras". Ele recuou. Meu coração voltou ao normal. "Não fale com o Eleito, a menos que seja convidada a falar com eles." Ele circulou ao redor dela, olhando tempo demais para a bunda dela antes que ele continuasse.

"Quem é o...."

"—. Você já quebrou uma regra. Eu estou falando, menina nova." Chase sorriu. "Nossa, Nixon, esta vai ser difícil de quebrar."

"Eles sempre são," eu disse, levantando o seu queixo com a mão. "Mas acho que vou apreciar esta." A primeira coisa verdadeira que eu disse. Eu iria gostar muito. Eu iria gostar dela, porque ela me lembrou de alguém que conhecia. Alguém que tinha oferecido para me salvar quando já tinha passado desse ponto, alguém que tinha limpado minhas lágrimas e chorado como se fossem suas próprias.

Chase continuou com as regras. Me deixando mais doente enquanto o rosto dela continuava a cair.

Finalmente, ela perguntou, "Só isso?"

"Não". Desejo cru pulsou através de mim quando eu me aproximei dela, necessitando tocá-la, com a necessidade de me certificar que ela era real mesmo, sabendo que eu estava agindo como um lunático total. Chase e eu falaríamos mais tarde. Ele me conhecia melhor do que eu mesmo às vezes. Eu estava indo longe demais — empurrando-me, empurrando-o.

Minha mão acariciou seu rosto, em seguida caiu para o seu pescoço suave e para o seu ombro. Mudei minha mão para o pescoço dela e depois rocei seus lábios trêmulos com meu polegar. Eu queria reclamá-la, possuí-la, fazê-la gritar — não com medo, mas com êxtase absoluto. Não sabia quem ela era, mas ela me fez querê-la. E esse era o problema.

Pela primeira vez em anos.

Eu queria.

Eu não tinha permissão para querer.

Tive que morrer para meus próprios desejos.

Porque no grande esquema das coisas? Não era sobre mim. Era sobre sangue, família, proteção. Sangue, sangue.

Os seus olhos dilataram. Furioso que ela tinha reagido tão facilmente, chateado comigo mesmo por fazer o meu próprio corpo sofrer, eu bati.

"Você sente isso? Memorize isto agora, porque a partir deste momento, você não pode nos tocar. Nós somos intocáveis. Se você espirrar em nossa direção, se você respirar o mesmo ar em meu ambiente, vou fazer sua vida um inferno. Este toque, o que você sente contra sua pele, será a única vez que você se sente outro ser humano tão poderoso quanto eu perto de você. Então, como eu disse... sinta isto e lembre-se, e talvez um dia seu cérebro lhe fará o Supremo favor de esquecer qual a sensação de alguém como eu te tocar. Então e só então, você será capaz de ser feliz com algum namorado medíocre e vida patética." Longe de mim. Longe de tudo. Segura.

Mais algumas lágrimas escaparam para baixo em sua bochecha.

E eu sabia que naquele momento era o começo do fim.

Meu fim.

Minha queda.

Minha morte.


CAPÍTULO 02


E O AZAR CONTINUA


Nixon


No momento em que nós alcançamos os caras na extremidade oposta do gramado, consegui ter minha agitação sobre controle. Eu parecia um maldito viciado em drogas necessitando de outra batida.

"Ei, você está legal, cara?" Os olhos de Phoenix me varreram da cabeça aos pés e, em seguida, se estreitaram quando eu coloquei minhas mãos nos bolsos e dei-lhe um encolher de ombros.

"Claro".

"A nova garota é gostosa", disse Chase, salvando minha pele. "E todos nós sabemos que Nixon tem sido um celibatário nestes últimos anos. Então, sim, ele está provavelmente tendo um retiro sexual."

"Idiota". Eu dei um tapa na cabeça, o alívio correndo através de meu corpo. "Não tenho retiradas sexuais."

"Ela é inocente o suficiente para chamar a atenção". Chase piscou. "Você sempre gostou das puras. Apresse-se e obtenha seu pau sob controle antes de você se envergonhar, homem."

Eu olhei.

"Virgem". Phoenix, bufou. "Não por muito tempo, especialmente na escola. Ela vai ser comida viva."

"Certo," eu concordei em seguida, olhei para trás em direção ao dormitório.

Por que diabos Mo não tinha respondido nenhuma das minhas mensagens? "Tex"? Meu telefone estava em branco, não haviam novas mensagens, "Ouviu de Mo?"

Ele arrancou o telefone dele e balançou a cabeça. "Não, por quê?"

"Coisas de família", eu menti. "Olha, eu vou ver se ela está no quarto dela. Nos encontramos na caverna daqui a pouco, ok? "

"Com certeza".

Tex e Chase já estavam se afastando de mim, mas Phoenix deu o seu olhar penetrante, me fazendo querer socá-lo. Qual era o ângulo dele? Já estávamos em terreno movediço, agora que ele sabia que não estávamos só investigando cada família — mas que nosso foco estava na dele.

Ele disse que se chegasse a uma luta, ele pegaria o nosso lado.

O problema?

No minuto em que ele fosse contra o sangue dele, ele seria um homem morto de qualquer maneira.

Eu não invejava a sua posição. Sendo uma parte de uma família que não o protege, você vale nada — mas o mataria se ele escolhesse fazer a coisa certa. Seu pai dava trabalho. E ainda se recusava a me encontrar.

"Tem certeza que está tudo ok?", Phoenix perguntou, seu tom leve, mas seus olhos ainda escuros, como se ele tivesse perdido toda a esperança.

"Sim". Eu dei um aceno de cabeça firme. "Vejo você mais tarde, tudo bem?"

"Sim, sim". Ele me dispensou e foi atrás dos caras.

Uma vez que eles estavam fora de vista, eu corri de volta para o dormitório das meninas e tomei o elevador para andar de Mo. O quarto era novo?

Eu mandei a Tex uma mensagem rápida.

"Estados Unidos, mano. A sério? Como iria esquecer isso?"

Xingando, coloquei meu celular no bolso de trás da minha calça jeans e caminhei até o final do corredor, onde era o quarto do Mo. Não admira que eu tinha pensado em colocar Tracey naquele quarto — era minha irmã gêmea. Droga para o inferno.

Bati duas vezes. Em seguida, bati na porta e gritei o nome dela.

Algumas portas no corredor se abriram.

E então os risos e sussurros começaram.

Havia uma razão pela qual não ficava com nenhuma das garotas da Elite. Eles eram ridículos, e eu não tinha tempo para o ridículo.

Revirando os olhos, tentei a maçaneta. Estava destrancada. Eu entrei e fechei a porta atrás de mim. Eu esperaria por ela. Não é como se ela fosse demorar horas. As aulas não tinham começado, e ela não podia ficar fora do campus, a menos que ela pedisse minha permissão, e não era a hora da refeição.

Fui até a cama dela e sentei-me, apreciando o silêncio em torno de mim. Quanto tempo seria assim, eu me perguntava? Quanto tempo iria ficar preso em um mundo que não me encaixo? Eagle Elite não era minha casa; não era o que eu queria para minha vida. O que eu queria era gerir o negócio, longe dos olhos atentos de Elite. O que consegui foi uma vida de mentira, a reputação de um pecador e a incapacidade de escapar.

As meninas começaram a rir no corredor. Ouvi uns gritos, e em seguida, alguém tentou abrir a porta.

A porta tinha um truque, tinha que virar e empurrar ao mesmo tempo. Se a garota do lado oposto não sabia disso — então isso significava que ela devia ser a nova colega de quarto.

Grande, outra garota que eu poderia assustar a merda fora dela.

Eu esperei.

A porta não abriu.

Eu ouvi um bufo na outra extremidade, e então a porta voou aberta. A menina caiu no chão em um monte, diretamente na frente de meus pés.

Lutei contra a vontade de dizer "Eu meio que gosto de você deste jeito." Especialmente quando esses olhos castanhos lentamente arranhou o meu corpo e fez uma careta na minha cara. Inferno sim, tinha sido muito tempo desde que estive com uma garota...

Porque por algum motivo estranho, assustador, eu queria bater à porta atrás dela e empurrá-la contra ela. Mergulhar os dedos no seu cabelo, enfiar minha língua em sua boca, mergulhar meu —

Algumas garotas se reuniram na porta.

Eu ofereci minha mão para ajudá-la se, em seguida, me lembrei de que não estava sendo o herói ou o cavalheiro.

Antes de nossos dedos escovarem, coloquei uma luva de couro e sorri. "Germes. Você entende."

Carrancuda, ela bateu na minha mão e levantou-se por conta própria. Impressionante. Ela era corajosa.

Pena que eu iria quebrá-la — quebrar essa coragem até não sobrar nada.

Algumas meninas começaram a rir.

Xingando, gritei, "Deixem-nos!"

Portas bateram no fim do corredor, nos deixando mais uma vez em silêncio. Droga. Quando pedi a orientação para colocar Tracey no seu andar, não quis dizer em seu quarto, no quarto da minha irmã.

Merda. Vão pagar por isso.

O lábio inferior de Tracey tremia, enquanto seus olhos estavam fechados. Ela tremia enquanto múltiplas portas batiam no fim do corredor e com cada tremer do corpo dela — eu a queria. Com cada contração de seus lábios — fiquei tentado.

Finalmente, o bater parou. Eu andei atrás de Tracey e fechei a porta. Ela não se moveu.

Não aguentava mais. Eu tinha que ficar mais perto. Minha sanidade estava em jogo. Eu engoli e fiquei atrás dela, os meus lábios passeando pela suavidade aveludada da orelha dela. "Não gosta de regras, não é, garota nova?"

Ela estremeceu em resposta a minha voz.

Quase a toquei então.

Joguei quase toda a maneira de agir.

Quase joguei tudo fora.

Mas teria sido egoísta da minha parte para satisfazer minha curiosidade maldita e a necessidade, quando ela não tinha ideia do que estava em jogo, o que ela estava arriscando por estar na Elite.

Eu andei em torno dela e sorri. "Existe uma regra final."

"O quê"? Ela inclinou seu queixo no ar, ganhando a minha aprovação por fingir confiança como uma campeã.

Lambendo os meus lábios, eu dei-lhe um olhar predatório e persegui em direção a nova garota. Empurrei seu corpo contra a porta — exatamente como eu a queria — presa contra a porta, nos meus braços.

"Você ganha o direito de usar o que temos." Na verdade, isso era só parcialmente verdade, mas eu queria que ela ficasse com muito medo de me questionar. "Os elevadores estão trancados. Os eleitos têm cópias do cartão de acesso. As piscinas, as salas de musculação — tudo o que você tem acesso, até mesmo a sua comida, tem um cartão de acesso."

Enfiei a mão no bolso e puxei um dos extras que eu tinha feito para o Chase, mais cedo nessa semana. Não era o cartão típico que damos para novos alunos, mas iria fazer o trabalho. As chances eram, já que Mo a colocaria sob a sua própria proteção, seria apenas uma questão de tempo antes que ela aparecesse na nossa hora de almoço. Poderia também convidá-la primeiro — e mais - eu poderia vê-la.

Não que eu quisesse ser assustador e persegui-la.

Era a partir de um ponto de vista empresarial — nada mais. Ela precisava ficar em silêncio; ela precisava aparecer para ser o nosso brinquedo.

E nem no inferno eu estava colocando-a com o resto do corpo discente.

"Diga obrigado." Eu era um idiota.

"Pelo quê?" Seus olhos cheios de lágrimas.

“Por te permitir comer é claro," disse em uma voz suave. Odiava que suas lágrimas estavam me fazendo querer abraçá-la perto — mas, principalmente, odiava que suas lágrimas me faziam lembrar da menina que ainda assombrava meus sonhos.

"O quê"?

"Não terminei de falar." Estava com raiva porque ela não tinha medo, que me fazia lembrar de um passado que não conseguia esquecer — e um futuro que eu não poderia escapar. "Este cartão faz você ter acesso para o elevador, apenas uma vez por semana. Também você ganha acesso ao refeitório, duas vezes por dia. Não três vezes. Não queremos que ganhe peso." Outra mentira. Eu iria adicionar proteína em pó a comida dela, se ela ficasse magra demais, mas eu precisava dela insegura, tão insegura que ela iria confiar em nós para tudo, tão insegura que ela iria querer deixar Eagle Elite na ruptura. "Use-o sabiamente, e se você me impressionar com a sua capacidade de seguir instruções, eu posso te dar a sua liberdade. Até lá..." Dei de ombros e limpei minha garganta. ".... Afaste-se."

Ela não se moveu.

Eu me repeti — nunca me repetia.

Batendo com a mão na porta ao lado de sua cabeça, inclinei-me, meus lábios quase escovando os dela.

O sangue rugia nos meus ouvidos quando o meu corpo me repreendeu por não tomar o que estava diante de mim. Seria. Tão. Fácil. Droga.

Que pena, eu queria muito.

Era o meu lema de vida. Se não era difícil — não valia a pena ter.

Inesperadamente, enquanto eu estava no meu sonho, suas mãozinhas empurraram contra meu peito.

Elas estavam quentes.

Se eu levasse um tiro naquela noite, eu lembraria de uma coisa. Suas mãos eram quentes.

Eu gostei.

Muito.

E eu odiava ser tocado.

Ela me deixou puto.

"Você acabou de me tocar?"

"Você me ameaçou!"

"Eu ameaço todo mundo." Eu tentei não abrir um sorriso pela sua atitude sensível.

"Então você é um valentão".

Não tinha sido chamado de valentão... desde a sexta série. Eu abri minha boca para dizer algo rude, em seguida, a fechei novamente. "Então você queria me tocar?"

O rosto dela irrompeu em chamas. Interessante.

"Não". Ela cerrou os dentes. " Eu quero que você me deixe em paz!"

"Diga, por favor." Deus, eu poderia apenas devorá-la.

"Por favor?", ela implorou. O que eu não faria para ouvi-la dizer o meu nome, para implorar-me uma e outra vez.

Ela não era para mim, eu me lembrei. Isto era um jogo. Eu bloqueei as emoções, a sensação de calor surgindo através do meu sangue. "Inferno. Não". Meus lábios tocaram os dela em seguida, brevemente, o bastante para memorizar a textura de sua boca — o suficiente para me torturar pelos os próximos cinco anos da minha vida, se eu vivesse tanto tempo.

Estendi a mão para a porta e a abri.

Mo estava ali, um olhar alegre no rosto e então ela olhou atrás de mim, e eu podia jurar que ela estava pronta para pegar uma arma.

Eu bati a porta novamente.

"Pensei que você ia embora". A nova garota espertinha disse.

"Mudança de planos," eu murmurei então fui até a janela. Bom, os jogos foram criados.

Elite era tudo sobre esportes radicais. Crianças iriam pular fora de suas janelas todo o dia ao invés de pegar os elevadores. Na verdade, eu nunca havia participado do dia de boas-vindas ou jogos, mas era claramente um dia de estreias.

"O que você vai fazer?", ela gritou. "Sair pelo ralo?"

"Nixon! Abra a porta!", minha irmã gritou.

Com uma risada, eu saí para o parapeito da janela.

A nova garota gritou.

Era bonito, que ela estava preocupada, e eu pensei que ela ia me empurrar.

Ela agarrou minha camisa. "Você é louco?"

Sim. Muito mesmo.

"Larga", eu gritei e depois saltei no ar. Eu pulei em queda-livre em um total de três segundos antes de bater a lona ampliada.

"Nixon"! Eu ouvi o grito dela.

E provavelmente foi porque, quando pousei, meu sorriso era enorme. Ela se importava. Fui um idiota total com ela, e ela se importava.

Essa estúpida sensação de calor tentou se espalhar através de meu corpo novamente. Sem pensar, soprei-lhe um beijo e corri para fora.

Quase correndo diretamente para Phoenix.

"Bom show", ele disse em uma voz calma. "Você tirou a virgindade da menina nova também, ou isso não estava no menu desta tarde?"

Minha mão fechou em um punho. Ele estava me provocando.

"Ela me aborrece," eu disse com uma voz calma.

"Eu estava procurando Mo, e eu tinha um cartão chave para dar."

As sobrancelhas do Phoenix dispararam. "E onde você a colocou? Cafeteria vermelho? Refeitório comum?" Ele estremeceu.

"Com a gente," disse uniformemente.

"Então..." Ele caiu num passo ao meu lado. "... você está trazendo um brinquedo — como... legal."

"Não brinque com ela."

"Oh, não vou." Ele sorriu. "Eu odiaria levar embora seu osso favorito. Além disso, não faço segundos."

Com isso, ele se afastou.


CAPÍTULO 03


QUEM EU REALMENTE SOU: NADA


PHOENIX


Nós todos tínhamos trabalhos a fazer. O meu? Certificar-me de que meu pai não perdeu sua merda pela bilionésima vez — Ah, e me tornar seu saco de pancadas pessoal, quando ele desejava isso. Os caras não sabem quão ruim as coisas tinham chegado, e eu tenho a certeza que não ia dizer-lhes o mal que eu experimentava em uma base diária. A maneira como eu via coisas —, eu pelo menos estava acostumado a fazer isso. Usado para o lixo, usado para o ódio, a dor, a raiva — às vezes eu me sentia como uma esponja. Meu pai era a água, e tudo que ele fez foi despejar e espremer.

Suspirando, eu bati na sua porta novamente.

Ele era o reitor, foi à maneira de Nixon manter o chefe De Lange por perto.

"O quê"? Ele empurrou a porta aberta; seus olhos eram pontinhos. Ótimo, então ele tinha vindo a utilizar novamente.

"Os procedimentos..." eu rachei meus dedos. “... As rondas foram feitas. Eu preciso ir para aula, mas não tinha certeza se queria ajuda com —"

"Ajuda?", ele interrompeu. "Você é uma decepção, Phoenix. Eu preparei você para ser forte. Agora olhe para você, ele zombou. "Um patético homem que faz para o chefe Abandonato. Você não é nem mesmo o segundo no comando — inferno, você não nem é o terceiro. Você é apenas um soldado de merda."

"Ao contrário de você?" Eu rolei meus olhos. "Um chefe para uma família desprezada em dívida até seus globos oculares, vendendo Deus-sabe-o-que ou Deus-sabe-quem e fazendo o possível para cometer um assassinato? Realmente? Eu sou o perdedor neste cenário? Nixon é o homem mais poderoso que eu conheço, e eu sou seu melhor amigo.

Nós só colocamos você porque matá-lo seria desaprovado."

Os olhos do meu pai estreitaram antes dele cuspir na minha cara. "... E acabei de colocar com você porque eu gosto de torturá-lo."

Eu limpei o cuspe do meu rosto e me virei para ir embora.

"Espere", ele chamou.

Eu congelei, uma piscina morta em meu estômago.

"Temos um trabalho."

"Trabalho?" Eu não quis virar, não queria que ele visse o interesse nos meus olhos. Nós tínhamos tentado reencher os cofres de família há décadas, parecia que trabalhos laterais eram a única maneira de nos certificarmos de que poderíamos viver o estilo de vida que tínhamos sido destinados. Nixon com certeza não me pagou.

Então trabalhei para Satanás — meu pai — a fim de possuir um novo Corvette.3 Me processe. Ele me tinha pelas bolas, e ele sabia disso. Eu o mataria, se eu pudesse fazer parecer um acidente.

"Sim, algumas meninas foram trazidas."

Meus joelhos bateram juntos.

"Virgens, mas não por muito tempo..."

Meu estômago revirou.

"Basta fazer o de sempre e quando terminar, mantenha a sua favorita... como pagamento."

Ele era de verdade? A bílis subia em minha garganta. Engasguei para baixo e acenei com firmeza. "Quanto você está recebendo?"

"Meio milhão", ele disse em voz baixa. "Apenas se certifique que as meninas sejam domadas. Eu vou te enviar o endereço."

"Certo". Eu lambia meus lábios e andei até o elevador, os dedos trêmulos enquanto tentava bater o botão duas vezes antes do botão finalmente acender.

As portas do elevador se abriram e fecharam.

Eu inclinei minha testa contra as portas de metal frio e lutei contra as lágrimas que queriam rolar no meu rosto. Os homens não choram.

Mas eu não era um homem. Eu tinha deixado de ser um homem e me transformado em um monstro.

Em meu pai.

Porque eu estava indo para ir visitar quatro garotas inocentes, arruinar as suas vidas e arrastá-las para o inferno comigo — tudo por dinheiro. Tudo por orgulho que eu nunca tive. Tudo por um pai que nunca me amou.

As portas se abriram.

Banners estavam em todos os lugares no prédio, parabenizando os novos alunos. Rostos sorridentes zombaram de mim enquanto eu caminhava, lentamente, em direção as portas principais.

A última vez que eu sorri — a última vez que foi de verdade — foi quando Nixon disse que ele seria meu melhor amigo.

Eu não sorri desde então.

Meu pai teve a certeza disso, porque homens feitos não choram. Eles também não sorriem. Eles não demonstraram nenhuma emoção, porque emoção é sinal de fraqueza.

Assim como o amor.

Era por isso que eu não podia ficar com garotas — pelo menos não da forma normal. Eu era violento com a forma que eu as levava. Quando as meninas falavam sobre fazer amor, quando eles jorravam sobre romance, geralmente eu corria na direção contrária, porque não era algo que eu fosse capaz.

Afinal de contas, um monstro só sabe o que vê um monstro.

E eu era um monstro.

O sexo era violento.

O sexo era assassinato.

O sexo era necessário para colocar dinheiro no bolso do meu pai.

E um dia... o sexo ia destruir-me.


CAPÍTULO 04


GAROTAS, GAROTAS


CHASE


Eu odiava o primeiro dia de aula. Nós tínhamos feito isso por quatro anos porra, e era sempre o mesmo. Verificar o perímetro para nos certificar que os alunos estavam onde deveriam para estar. Ficar com Nixon em todos os momentos e certificar que Phoenix e Tex mantinham as calças.

Certo.

Verificar, verificar e verificar novamente.

Resmungando, fiz meu caminho de volta para o dormitório de calouros. Os pelos na parte de trás de meus braços se arrepiaram.

"Hey, Chase!" Algumas garotas acenaram na minha direção e dei uma risadinha.

Ugh. Parte do meu disfarce? Ser um prostituto. Bem, não é algo exagerado para alguém do meu apetite, mas eu estava ficando velho. Eu poderia ter que ter a certeza que Tex e Phoenix não iriam passear em território restrito, mas isso não significa que não aproveitaria a posição que tinha sido me dada.

As meninas eram todas iguais. Porra, nem cheiravam diferente. Nada de novo, nada de excitante. Eu ofereci um vago aceno de volta e pisquei o olho quando eu dobrei a esquina do dormitório a tempo de ver a Mo e Tracey passando pela porta da frente, agarrando em suas saias esvoaçantes ao vento.

Uau, quão patético como eu estava? A coisa mais divertida que eu tinha visto todo o dia, e era a nova garota pegando sua calcinha do chão. Talvez eu precisasse ficar com alguém.

Ao invés de me virar e ir embora, eu me escondi atrás de uma árvore e assisti.

Nixon ia matar Mo; o que diabos ela estava usando, claro que não é uma saia. Ela tinha ficado mais valente e corajosa, tentando chamar a atenção de Tex, e tudo mais.

Se ela tentasse mais duro, pobre Tex, ia entrar em combustão espontânea. Era bastante difícil para ele manter os olhos dentro da cabeça dele, sempre que ela passava. Adicione a mistura, saltos e uma saia curta, e o pobre rapaz estava pronto para ficar alto, só para livrar-se do constante estado de excitação.

Tracey correu na frente da mala dela e agarrou uma outra camisa, seu rosto aceso com vida... algo que não via há um tempo. Uma garota cujo sorriso era na verdade real. Uma garota que sorria verdadeiramente, como se ela realmente tivesse motivo para sorrir.

Eu respirei fundo e segurei. Eu segurei enquanto ela enfiava as roupas de volta na mala e olhou em minha direção.

Eu segurei o olhar dela, sabendo que provavelmente ela não me viu, mas não me importando que eu estava bebendo meu preenchimento com ela. Cabelo castanho escuro rodado em torno de seus ombros, seus olhos estavam escuros, mas em vez de lhes fazer parecer simples, fizeram-na parecer quente. Droga. Eu precisava de um quente na minha vida.

Ela era como um chocolate.

Doce, inocente, completa.

Por falar em andar em um constante estado de excitação... Eu balancei minha cabeça e comecei a caminhar em outra direção.

Meninas quentes? Aquelas com sorrisos reais? Elas não eram exatamente para mim. Elas não eram para qualquer um de nós. Porque a coisa sobre o calor? Isso me lembrava de sangue. Quando algo estava quente, significava que era saudável, pronto para ser colhido. E, sendo quem era, eu sabia que não era só uma questão de tempo até que abrisse o fruto proibido e levar meu preenchimento.

Deixando um cadáver no meu despertar.

Depois de fazer as rondas novamente, corri de volta para o meu quarto e troquei de roupa. Era o tempo para a festa de boas-vindas.

Um dia desses eu iria derrubar esta maldita bandeira e substituí-la com aquele que dizia Bem-vindo à Elite 666 ou algo mais apropriado, porque isso é o que era: O inferno.

As pessoas aqui estavam possuídas. Sério. Imagine tomar cada criança rica com complexo de papai e os classifique - nada disso — bloqueie-os em um raio de 50 milhas.

Ah e dando-lhes tanto dinheiro quanto eles querem sem toque de recolher. Bem, foi como Sodoma e Gomorra até aqui, e eu odiei cada minuto maldito dele.

Quatro anos e nós ainda não estávamos mais perto de descobrir o que estavam fazendo os De Langes. Nós tínhamos ido para baixo a cada trilha. Cada pedaço de informação tinha sido recebido e estudado.

E ainda. Nada.

Isto estava desgastando Nixon.

Isto estava desgastando todos nós.

"Ei cara," eu chamei, quando Nixon entrou olhando como o inferno.

"Eu odeio o dia hoje." Nixon jurou e agarrou o quinto no balcão e tomou um gole gigante. "Deus criou a terra em sete dias, certo? Descansou no último dia?"

"Sim". Eu olhei. O que diabos ele estava falando?

"Então..." Nixon tomou mais um gole. "De novo por que será que ele criou as mulheres?"

Eu sorri. "Você realmente precisa que eu lhe dê uma lição de anatomia? E a resposta é sim? Número um, você já está bêbado, e número dois, Tex certeza que iria fazer um trabalho melhor, sabe, por conta que ele usa gestos com as mãos."

Nixon deu-me seu próprio gesto com a mão.

Nunca tinha visto ele assim... chateado, e eu já vi ele bastante chateado. O garoto foi torturado metade de sua vida e ainda encontrou uma razão para não matar pessoas durante o sono.

"Então..." Eu sentei ao lado dele e peguei a garrafa. "... o que se passa? Uma garota o recusou?"

Nixon, bufou. "Por favor. Quando eu já fui recusado"

"Puta merda". Eu fiquei boquiaberto.

Nixon desviou o olhar e esfregou as mãos pelo cabelo em seguida, bateu na cara dele.

"Alguém te rejeitou?"

"Não". A mandíbula de Nixon flexionou.

"Sim". Eu sorri. Uau. Melhor dia da minha vida. "Quem foi? Não vou dizer a Tex ou Phoenix."

"O inferno que você não vai." Nixon pegou a garrafa de minhas mãos. "E foi só um mal-entendido."

"Oh". Eu lambi os meus lábios, me divertindo muito mais do que devia. "Foi uma barreira de linguagem? Você falou palavras doces sicilianas em sua orelha, e ela pensou que era alta?"

"Chase —"

"Ou você falou inglês, e ela não estava crocantemente frita na parte inferior da caixa? Hmm?"

"Ela —" A boca de Nixon fechou. Seus dentes cerraram. "Ela é irritante, idiota e não é nem mesmo bonita."

"Nem mesmo bonita?" Eu repeti. "Então porque você se importa?"

Uma coisa sobre Nixon? Ele era um maldito guaxinim. Coisas de entes que eram brilhantes e bonitos. Seus carros? Tudo preto e brilhante. Suas armas? Brilhante. Ele era um colecionador de todas as coisas bastante — quase TOC sobre isso. Tivemos nossas peculiaridades, então eu não o julgo pelas suas.

Claro, eu amava as mulheres. As amava — todas as formas e tamanhos. Todas elas tinham algo a oferecer, você sabe, contanto que elas não estivessem falando.

Tex, por outro lado, memoriza a linguagem corporal. Nunca jogue pôquer com o cara porque suas chances são maiores de ser atingido por um asteroide do que realmente o vencer. Fazia parte de sua tática. Ato estúpido e ninguém suspeitava de nada. Às vezes isso assustava Nixon — quão inteligente Tex era. Era como um daqueles gênios da criança, não que Nixon não fosse. O cara também era terrivelmente esperto.

E Phoenix.

Bem de Phoenix era o cara que você queria do seu lado quando você matasse pessoas, porque ele gostava, então porra muito que era um pouco assustador. Assistir Phoenix e Tex torturar alguém?

Bem, digamos que trouxe um novo significado para a palavra pesadelo.

Nixon gemeu. "Estou cansado, não dormi bem ontem à noite."

"Certo, você está cansado. É por isso que essa garota não gosta de você. Estúpidos sacos sob seus olhos. Maldito seja, durma!" Eu apertei meu punho e dei um soco no braço. "Falando sério, se recomponha."

"Quando você teve," cuspiu Nixon, "e eu quero dizer alguma vez teve que dizer isso para mim?"

"Quando tínhamos dez anos," eu disse suavemente, "e os pais dela morreram e —"

"Bem". Nixon se levantou, quebrando os joelhos dele. "Você está certo. É hora de me preparar para a festa. Ela que se dane... "

"Por que você a quer?" Eu ofereci brincando.

Nixon revirou os olhos. "Ela não significa nada."

"Continue pensando assim."

"Eu tenho", sussurrou Nixon. "Eu realmente tenho."


CAPÍTULO 05


E ESTÁ CADA VEZ MELHOR


Nixon


tudo estava no lugar. De Lange, o burro, não poderia estar mais entusiasmado com a inscrição naquele ano. Mas eu? Estava nervoso. Muitas crianças, muito antecedentes, muitas possíveis pontas soltas.

Mãe de Deus, apenas atire em mim agora e acabe com isso. Se eu não estivesse tão cansado de ficar até 04:00 fazendo verificação de antecedentes, provavelmente seria mais divertido o fato de que Mo tinha tomado Tracey como seu novo bichinho de estimação.

Como uma vaca.

Só que as vacas não eram animais de estimação.

E Tracey era como uma deusa vindo à vida. Fazendo que um maldito fantasma de uma deusa, venha tornar minha vida um inferno absolutamente maldito.

Colei um sorriso na minha cara, como eu sempre faço, e esperei no meio da sala, enquanto os estudantes começavam a chegar para a festa de boas-vindas. Os que acenaram eram alunos regulares. Os que assentiam com a cabeça? Tudo em meu bolso. Vamos apenas dizer, que eu tinha mais no meu bolso do que era provavelmente legal em uma universidade privada, mas este era o último ano que tínhamos.

Eu tinha que fazer direito.

Não só para limpar o nome de minha família... mas também para vingar sua morte. Se eu estivesse sendo completamente honesto, era mais sobre ela do que eu.

Mas eu nunca diria a minha família isso. Eu o levaria para o túmulo, tal como ela levou toda sua inocência dela.

Minha garganta entupiu.

Droga!

Eu fechei os olhos e belisquei a ponta do meu nariz. Agora não. Eu não podia mostrar fraqueza. Mas tudo que eu podia ver eram seus olhos castanhos gigantes e seu largo sorriso. O mesmo sorriso que tinha confiado a mim para fazer tudo melhor, quando as coisas parecessem tão escuras.

Minha melhor amiga.

Tirada de mim.

Eu tinha estado na caixa naquela noite... a noite em que ela morreu. Meu pai tinha me colocado lá porque eu tinha envergonhado a família novamente, largando o meu copo no chão. Ele tinha deslizado para fora das minhas mãos, não foi minha culpa, mas de acordo com ele, preguiçoso, inútil, minha culpa. Mesmo que eu não tivesse deixado cair o copo ou ter sido colocado naquela caixa, não era como se eu pudesse ter feito qualquer coisa. Mas em minha mente... pelo menos eu poderia ter tentado, certo?

Quão estúpido era aquilo? Eu tinha o que? Dez? Provavelmente eu teria morrido também.

Mas, pelo menos, talvez, possivelmente, eu teria morrido com alguma dignidade, porque eu estava convencido de que eu poderia ter alcançado a ponta dos dedos, o meu último suspiro teria sido o seu nome - o meu último toque em sua pele. E eu teria orado a Deus para salvar sua alma e tirar a minha em seu lugar. Afinal, quando você nasce em pecado, você realmente não tem muito a negociar.

O quarto ficou progressivamente mais alto enquanto mais alunos chegavam.

Chase se aproximou, bebida na mão, pessoas reunidas ao redor, e eu não sentia isso. Eu só queria que o mundo fizesse uma pausa. Por um minuto. Eu precisava de um gigante tempo limite.

Tempo. Engraçado, as pessoas não tinham ideia de como o muito do que é desperdiçado com a sua própria insignificância. Eu não perdia nada.

Porque no final, ela nada tinha sido dada. Como era justo eu perder tempo, que eu tinha sido dado quando ela não tinha nada?

Fechei meus olhos novamente e forcei um sorriso, quando Chase me deu um tapa nas costas e ameaçou cortar minhas bolas, se eu não me recompusesse.

Ele sempre viu através de mim.

Como eu sempre via através de todas besteiras.

"Bem, maldição quente." Phoenix assobiou ao meu lado.

Eu empurrei minha cabeça para cima, abrindo meus olhos.

Tracey entrou, vestindo o que presumo ser algo fora do armário de putas de Mo — não horrores. Prostitutas.

"Droga". Eu mantive o sorriso zombeteiro no lugar e depois olhei para baixo. “Ela está tentando chamar atenção? Mesmo depois dela ter chorado na nossa frente?"

"Bem," as sobrancelhas do Chase subiram uma fração. "Ela está conseguindo. Ela está pegando toda, e eu não posso culpar qualquer um desses caras por olhar."

"Olhe com mais força, e pessoalmente vou arrancar seus olhos da sua cara," eu rosnei, "com um maldito garfo."

"Uau". Tex tossiu. “Muito territorial?"

"Não..." Eu sorri. "... só... cansado."

"Certo". Chase e Tex compartilharam um olhar. "Cansado faz você parecer tão sexualmente frustrado que está a cerca de 5 segundos de esfregar a perna direita fora naquela cadeira."

"Tex..." Cerrei minha mandíbula até que estourei. "...vá irritar alguém antes que atire no seu dedão do pé."

"Não seria a primeira vez," ele resmungou, saindo.

Chase pôs a mão no meu ombro. "Nixon, tudo o que você vai fazer, só não... ok?"

Eu apertei a mão dele e dei de ombros. "Quando você for o chefe? Será quando você pode me dizer o que fazer. Até lá? Vai se ferrar."


CAPÍTULO 06


PORQUE ELA TEM QUE SER TENTADORA?


Nixon


Eu tirei meus óculos de sol e permiti-me o prazer de, lentamente, examinar Tracey da cabeça aos pés.

Porra, eu ia estrangular Mo por mostra-la na minha frente, e, pelo olhar no rosto dela, minha irmã sabia exatamente o que ela estava fazendo.

Seu olhar estreitado, lábios pressionados juntos como se dizendo: “Tudo bem? Com o que eu fiz com ela?"

"Bom trabalho". Concordei com Mo. "Parece que ela realmente pertence aqui."

Mo revirou os olhos. "Ela pertence aqui, seu idiota." Suas mãos quentes seguraram meu rosto enquanto ela beijou cada bochecha e recuou. Nosso pai tinha sido estranho sobre Mo me mostrar respeito, apesar de que éramos da mesma idade. Eu era o homem; ela era a mulher. Na sua opinião, ela seria sempre debaixo dele, e debaixo de mim. Mo também sabia que me irritava quando ela fingia esse tipo de lealdade e amor. Inferno, eu sabia que ela se importava, mas isso não me fazia sentir melhor, quando ela apertou minha mão e deslizou uma nota nela.

Bem, que merda.

"A forma como eu vejo..." Eu sorri, colocando a nota em meu bolso de trás. "... Ela ganhou um concurso estúpido. O mesmo concurso que fazíamos a cada ano, para que os pobres carentes do mundo sejam capazes de aderir à alta sociedade. Ela... " Eu fiz um ponto de olhar diretamente para ela e inclinando-me, sorrindo para que ela pudesse ver toda a hostilidade, para que ela pudesse sentir quão mal eu poderia machucá-la - destruí-la se assim o desejasse. "... É apenas um número."

As bochechas de Tracey ficaram vermelhas quando ela cuspiu: "Pelo menos eu não sou uma idiota.”

Eu seriamente tive que lutar para manter o choque do meu rosto ... e então era quase impossível não rir. Ela acabou de me chamar de idiota? Na frente dos Eleitos? Sério? Era engraçado como o inferno, porque ela não tinha ideia de que naquele momento havia provavelmente três armas apontadas para ela, só esperando ela fazer um movimento em falso. Nós não sabíamos nada sobre ela ainda - nenhum conhecimento; portanto, ela era uma ameaça, e ela tinha acabado de me ameaçar descaradamente.

Eu lambi meus lábios e me aproximei dela lentamente, permitindo que visão de sua pele corada queimasse em minha memória. Levantei minhas mãos. Para fazer o que? Eu não tinha certeza, mas no minuto que meus dedos roçaram seu pulso o microfone fez um barulho estridente, fazendo-me afastar.

"Está ligado"? Thomas falou no microfone.

"Atenção, todos."

Droga. Esqueci do meu discurso. Eu fiz o meu caminho em direção ao palco, meus olhos lentamente tomando no conhecimento do perímetro. Diabos, seria um saco levar um tiro no primeiro dia de escola.

"O Presidente do corpo estudantil gostaria de recebê-los todos de volta à escola!". Thomas aplaudiu.

Todos os outros seguiram. Algumas meninas tentaram me agarrar, mas rapidamente os seguranças as empurraram. Nem no inferno eu deixaria aquelas vadias sêniores me tocarem.

As pessoas começaram a gritar meu nome. Ótimo, deixe Tracey ouvir isso, deixe ela saber o quanto eu tenho de controle, como eu posso arruinar a sua vida, quebrar seu pescoço ou protegê-la de tais coisas, apenas estalando meus dedos ou balançando minha cabeça.

Meus olhos se encontraram com o dela. Toda a cor tinha sido drenada do seu rosto quando eu comecei a falar. "Eu gostaria de apresentar alguém. Ela é nova aqui," Tracey parecia pronta para desmaiar. "E quero que todos deem a ela uma recepção calorosa, Eagle elite deem as boas-vindas! Por favor, batam as palmas para..." Uma pausa, esperando para ver se Tracey iria desmaiar ou levantar a sobrancelha em um tom desafiador. Ah, então ia ser o tom. Bom... “... Dra. Tessa Stevens, nossa nova professora de história."

Tracey visivelmente relaxou.

Eu sorri para ela. Xeque-mate.

Ela correspondeu ao meu sorriso com um sorriso próprio — o tipo de sorriso que qualquer homem iria vender sua alma para ganhar apenas um vislumbre — e ela estava de volta no jogo.

Esperei a Dra. Stevens acenar e então me dirigi à multidão novamente. "Agora, sei que todos vocês estão ansiosos para começar a festa de boas-vindas". Eu pisquei para Tracey e lambi meus lábios.

Ela empalideceu de novo. Deus, era tão divertido ver cada reação sua. Juro, eu poderia ficar lá em cima o dia todo dizendo qualquer merda que me viesse à mente, e eu seria feliz, provavelmente pela primeira vez.

Mo passou um braço protetor ao redor de Tracey e inclinou a cabeça em um desafio.

Ah, Mo teve que intervir e arruinar a minha rotina de simpático. Bem, muito bem. Dois podem jogar esse jogo. E agora era um momento tão bom quanto qualquer outro para jogar Tracey aos lobos. Pelo menos aqui eu podia controlar o que acontecesse. Aqui, ela não seria ferida, apenas... envergonhada, humilhada. Sim, era o ambiente perfeito. E embora meu coração, por algum motivo, decidiu bater em um aviso de advertência contra meu peito, eu fiz de qualquer maneira.

Eu fiz o próximo passo.

Com uma careta, eu movi rapidamente meu peão para seu lado do tabuleiro.

Chase já tinha se mudado para trás de Tracey. Sem chance no inferno, que ele sabia o que eu estava fazendo, mas o sacana era demasiado inteligente pela metade. Eu balancei a cabeça ligeiramente e tossi para minha mão direita.

Chase sabia o que fazer. Tragam o prisioneiro e toda essa merda.

Tenho certeza que todos vocês notaram, temos uma nova aluna. O vencedor anual da loteria Eagle Elite chegou esta manhã. " Meu sorriso aumentou. "Trace, por que você não vem até aqui e diz algumas palavras?"

Ela fez que não com a boca e cravou os calcanhares no chão, mas Chase já tinha o domínio sobre ela muito firmemente. Sem esforço, ele a moveu em direção ao palco, enquanto Tex pegou uma Mo furiosa. Eu inclinei a cabeça para ela e ofereci um pequeno sorriso enquanto ela conseguiu virar-me livre.

Dei-lhe um beijo.

As pessoas aplaudiram.

Eu estendi minha mão para Tracey tomar quando ela veio para o palco. Eu não era tão sem coração para deixá-la subir as escadas naqueles saltos. Eu tinha planos para ela, afinal de contas, e eles não incluem esse tipo de constrangimento.

Os olhos dela caíram na minha mão.

Ela hesitou.

Eu limpei minha garganta.

Com os dedos tremendo, ela agarrou minha mão e segurou forte. E, juro, naquele momento eu fui transportado de volta para minha infância.

"Nixon, Nixon!" Ela corria e girava em círculos, me deixando louco antes de pular para baixo no chão. "Acho que arranhei meu joelho."

"São lágrimas?" Eu tentei soar enojado, quando realmente meu coração estava partido. Eu odiava quando ela chorava.

"Não". Ela cruzou os braços. "Juro. Eu apenas coloquei águas nos meus olhos."

"Águas em seus olhos?" Repeti bruscamente e depois estendi minha mão. "Que tal eu ajudar você a subir e limpar esses arranhados?"

Seus olhos castanhos gigantes me comeram. Tão confiante, tão amável. "Ok, Nixon... e você não vai me machucar?"

"Não". Eu agarrei sua mão gordinha na minha e a beijei. "Nunca magoaria você."

Eu soltei a mão de Tracey tão rápido que eu tropecei, caí para trás, e colidi com a parte de trás do palco. Era isso? Essa garota ia me fazer perder a cabeça?

Talvez porque ela me lembrava de sua inocência, do que eu tinha perdido. Do que eu tinha arruinado, por minha incapacidade de ter idade suficiente para vingar a morte dela. Com a garganta apertada, falei rapidamente no microfone, "Tracey Rooks, pessoal."

Eu flexionei a minha mão e lancei-a e, em seguida, desci do palco, quando as pessoas começaram a bater palmas.

"Ela vai vomitar," Phoenix disse ao meu lado. Estávamos de um lado do palco, enquanto Chase esperava no outro.

"Acha"? Eu sussurrei.

"Ela está mais pálida do que um fantasma. Ela parece..." Phoenix abanou a cabeça. "É isso que você quer? Que nós a humilhamos?"

"Sim," eu rebati. "É o que eu quero."

"Hmm, seu novo brinquedo..."

"O que acha?"

Tracey acenou do palco. Bom Deus, era pior do que eu pensava. Esqueça comê-la viva.

Eles iam destruí-la, rasgá-la em pedaços e rir no processo.

"Eu posso ajudar..." Phoenix sussurrou.

O que diabos nós estávamos falando?

"Bem, claro, que seja." Eu mantive meu olhar em Tracey quando ela limpou sua garganta, novamente, e falou com confiança no microfone.

"Tracey Rooks. Se isso não é um nome caipira, não sei o que é," ela brincou. "Venho de um lugar onde tem mais vacas do que as pessoas, e o barman local conhece todos pelo nome. Acho que você pode dizer que estou completamente fora do meu lugar, mas agradeço mesmo assim. Eu sou grata pela oportunidade de expandir a minha educação, e, ainda mais assim, eu sou grata que enquanto estou de pé aqui, Nixon não tentou me tropeçar ou bater-me fora do palco. Acho que ainda há esperança para mim. Múu."

"Puta que pariu, ela só mugiu?", eu perguntei em voz alta.

Phoenix morreu de rir.

Minha boca caiu aberta ligeiramente enquanto eu assistia ela acenar para a multidão e ganhar a aprovação de pelo menos metade deles.

Engraçado. Eu queria que todos a odiassem, em seguida, deixá-la sozinha.

E, sem saber? Tracey só tinha pintado um alvo tamanho vaca na cara, porque ela tinha provado que ela iria lutar.

E que graça tem a tortura se seu prisioneiro não chuta para trás uma vez ou duas vezes? Quer dizer, esse é o ponto.

Não se atira no animal mais lento se você está caçando por esporte. Você atira naquele que representa o maior desafio.

E ela só tinha feito isso.

"O funeral". Phoenix suspirou. "Estou certo?"

Tentei esconder a minha expressão quando olhei para Tracey. Ela lentamente afastou-se do palco e pegou a mão do Chase.

Que porcaria.

Sem hesitação.

Ela se agarrou a ele e então ofereceu a Chase, de todas as pessoas, um sorriso. Chase, o mesmo Chase que passou a maior parte de sua manhã assassinando um informante e arrancando as unhas dele.

Realmente?

Ele sussurrou em seu ouvido.

Ela corou.

E eu vi vermelho.

Phoenix "Tsk, tsk," sussurrou à minha direita. "O pequeno Chase não sabe que não se mete com a coisa nova favorita do chefe?"

Com isso, ele saiu. Me deixando puto e pensando o que Chase tinha o que eu não tinha, e por que diabos isso importava em primeiro lugar.


CAPÍTULO 07


MARCANDO MEU TERRITÓRIO - TALVEZ


CHASE


Ela estava simplesmente magnífica. Todo o meu corpo ficou rígido com desejo, quando seus cílios vibraram pelas salientes maçãs de seu rosto. Ela acenou para a multidão, e tive a súbita tentação de envolver meus braços em volta dela e proteger o seu corpo delicado do que eu sabia o que viria.

Não apenas Nixon.

Mas eles.

O feio.

O mundo.

Nós.

Os eleitos.

Wow, basta fazer uma lista maldita, por que não eu? Foi ruim, e sim, ela tinha acabado de fazer isso muito pior, mas eu tinha que admirar a coragem dela. Inferno, um homem menor teria se urinado nas calças.

Como uma vaca.

Sim, estávamos em cima das nossas cabeças. Quem diria que a parte mais difícil do último ano seria tentar manter a nova garota viva?

 

"Eu sabia que você seria diferente", eu sussurrei quando ajudei Tracey sair fora do palco. A mão quente dela encaixou-se perfeitamente na minha. Possessividade me cercou, senti o calor do olhar de Nixon em nós dois.

Quando olhei para cima e encontrei os olhos dele, eu estava de repente emocionado, que estávamos no meio da multidão.

O homem parecia pronto para puxar uma arma.

Alegremente.

"Diferente"? Ela virou ligeiramente, os olhos dela procurando os meus, pedindo mais do que apenas se ela era diferente, mas se ela estava segura. Eu conhecia aquele olhar. Não consegui encontrar minha voz no início.

Limpando a garganta, inclinei-me. "É um elogio, Garota da fazenda". Deus, ela cheirava bem. "Se acostume com isso, porque você acabou de ganhar respeito da metade do corpo estudantil."

"E a outra metade?", ela perguntou lentamente, seus cílios distraindo cada osso lógico no meu corpo.

Não faz mal ser honesto com ela, certo?

"Siga os eleitos e nada vai destruir você." Eu parei de seu progresso em direção a Mo e inclinei seu queixo em direção ao meu. Aqueles lábios eram tão inocentes, tão carnudos, eu precisava prová-los.

"E de que lado você está, Chase?" Os lábios se moviam, a respiração perto do meu rosto. Alguém deveria ter me avisado que meninas de Wyoming eram malditas sereias.

Eu engoli, colocando um pedaço do seu cabelo castanho atrás da orelha. "Eu sempre estou do lado das garotas bonitas."

Ela baixou a cabeça dela.

Como se esperando que eu fosse insultá-la, depois de apenas ter lhe feito um elogio honesto-a-deus. Droga Nixon, por arruinar essa confiança, e parecia tão bonito nela. Era uma pena, destruindo a perfeição. Mas era algo que eu não iria lutar contra ele por diante. Ele era bom no que fazia. Ele mantinha as pessoas seguras.

Ele manteve a família viva.

E ela não era a nossa família, no entanto, ele estava lhe oferecendo essa mesma bondade, que é mais do que ele tinha feito por qualquer pessoa - Nunca.

Com um suspiro, eu levantei sua mão para os meus lábios e dei um beijo suave no seu pulso, meus lábios persistentes sobre sua pele macia. Quando eu liberei os dedos, não foi porque eu quis.

Mas porque no momento que olhei para cima, meus olhos encontraram os do Nixon.

E ele estava irritado.

Mo puxou rapidamente Tracey em seu alcance, e deixei, fazendo meu caminho lentamente, em direção a meu carrasco.

Porque essa garota era diferente para ele? Diabos, por que ela era diferente para mim?

"Ei, Chase," Bianca agarrou a minha mão, mas eu a enxotei para fora, ignorando seu beicinho nos lábios.

"Problema"? Eu perguntei uma vez que cheguei a Nixon.

As sobrancelhas dele subiram como se dissesse, "Você é estúpido?"

"Então?" Eu inclinei minha cabeça.

"Sinto como se precisasse atirar em algo."

"Quer que eu ache um gato?" Eu ofereci. "Quero dizer, eu tenho certeza que posso pelo menos trazer um esquilo..."

“Faça-me..." Nixon mordeu o lábio inferior. "... Um esquilo maldito?" Ele riu e, em seguida, passou um braço em volta do meu corpo, me puxando apertado. "Claro Chase, só não se esqueça de colocar o seu rosto sobre ele antes de eu puxar o gatilho."

"Toda essa tensão sexual não é boa para nossos relacionamentos, mano," Tex disse, erguendo as mãos na inocência enquanto ele andava em direção a nós. "De verdade, não é muito saudável".

Você não estava apenas se drogando tipo há cinco minutos?" Nixon cuspiu.

"Certo." Tex revirou os olhos. "Ah, e por falar nisso, a substância não é local. Eu verifiquei." Ele jogou um isqueiro para Nixon. "Parece que alguém está tentando traficar na área errada e toda essa merda."

Eu olhei para o isqueiro na mão de Nixon e recuei. "Campisi."

"Tex —"

"Não!" Tex levantou as mãos. "Eu estou fora. Você lida com isso, chefe. Tem que haver algo muito sensual que eu possa mergulhar as mãos em — Oh olha, Mo!"

Nixon rosnou baixo na garganta, enquanto Tex acenou e correu na direção dela. Phoenix escolheu aquele momento para falar. "Quer que lide com isso?"

Nixon "Chase tem isso", disse suavemente. "Não é, Chase?"

Tinha merda, mas é claro, por que não? Eu estendi minha mão e examinei o isqueiro. "Você acha que Campisi nunca vai ficar quieto? Meu Deus, é só deixar Tex por si só.

“Ah...” Nixon lançou-me e deu de ombros. "...Sem danos causados. É uma tática do susto. Vou enviar as instruções sobre o próximo embarque. Estou assumindo que ele está vendendo o pote. Sem dinheiro agora que ele está legalizado, mas ele poderia usá-lo como uma frente."

Encontre o revendedor, o mate e coloque um arco em seu rosto quando você enviá-lo de volta para a Sicília, sim?"

"Sim". Eu lambi os meus lábios. "O quer reconhecível?"

"Se eu o torturasse, ele não seria..." a voz de Nixon balançou. "... então você faça, mas não até mais tarde essa noite, certo? Vá depois da dança. Até lá...

"Até lá?", eu solicitei.

"Temos uma garota para avisar."

"Quer dizer humilhar."

A mão de Nixon estava perto de fazer um buraco no meu peito quando ele me parou de andar em torno dele. "Ouça. Eu não sei que tipo de jogo você está jogando, mas você não a toca, eu não a toco, nenhum de nós toca nela. Entendeu?"

Eu assobiei. "Ufa".

"O quê"?

"Tex está certo." Eu pisquei para Nixon e ele deu um tapinha nas costas. "Sexo. Você deveria tentar. Pode salvar a vida de alguém um dia."

"Você está sugerindo que tenho sexo para me impedir de atirar nas coisas?"

"Esquilos". Balancei a cabeça. "Estou sugerindo que você tenha sexo, então você não atira nos esquilos. Mande suas nozes, cara."

Nixon fechou os olhos, provavelmente pedindo por paciência. "Diga-me que você confia em mim para lidar com isso da maneira que achar melhor."

"Eu faço". Balancei a cabeça. "E assim que eu ver você perder sua merda, eu vou entrar. Essa é minha promessa. E esse é meu trabalho."

Nixon desviou o olhar, enfiando as mãos em seus bolsos. "E o que o faz achar que eu vou precisar de você para intervir?"

"Isso". Eu apontei para a cara dele. "Esse olhar aí."

"O quê?", ele retrucou.

"É a atração." Dei de ombros. "E isso com certeza não é direcionado a mim."

"Você não sabe o que está falando." Nixon continuou andando em direção às meninas, enquanto elas se sentavam ao redor de uma mesa.

"Sim," eu sussurrei, deixando ele me passar.

Porque era o mesmo maldito olhar que eu tive ostentando todo o dia maldito.


CAPÍTULO 08


EU A AMO. EU ME ODEIO, MAS A AMO


TEX


Eu puxei Mo de lado enquanto a garota nova, sentava à mesa olhando de boca aberta para todas as decorações extravagantes.

"Tex", ela sussurrou, me acotovelando no estômago, "agora não. Minha colega de quarto está logo ali."

"Mas..." Eu deslizei minha mão de volta pra ela. “... Estou bem aqui."

Ela revirou os olhos.

Eu beijei o pescoço dela. "Ignore a dança."

"Não". Ela colocou um pouco de comida no prato dela e sorriu. Eu conhecia o jogo dela; ela conhecia o meu. Nós flertávamos, curtíamos, e às vezes, quando ela estava se sentindo generosa, me deixava tirar sua camisa. Mas nada tinha ido mais longe, não desde que Nixon tinha descoberto, que eu estava fascinado por sua irmã gêmea e pensou que a arma dele precisava de um polimento.

Mas eu não conseguia parar de pensar em sua boca, seu sorriso — droga, apenas tudo sobre aquela mulher me fazia querer cair de joelhos em adoração. A parte estúpida? Eu queria que fosse ela — Mo.

Eu queria que ela fosse a pessoa que finalmente vim limpo em todas as merdas do meu passado. Recentemente, ele tinha vindo a construir. Primeiro encontrar o pote do meu pai distribuindo na área. Em segundo lugar, vendo Nixon entrar totalmente sua parte... como chefe? Mesmo enquanto seu pai vivia? Isso me fazia pensar, deu-me... vontade de ter esse tipo de legado. Mas eu não tinha nada.

Nada além de Mo.

Que, honestamente, eu decidi que seria o suficiente.

Não preciso de ser chefe.

Não precisava da responsabilidade de pessoas me procurando para decisões.

Só queria ela.

"Você é linda", eu sussurrei no cabelo dela. "Hoje à noite? Quando a garota que muge como uma vaca for para a cama..." Eu mordi seu lábio inferior e suguei. "... você é minha."

Ela afastou-se, os olhos dela nebulosos. "O que? Você vai se esconder no meu quarto?"

"Inferno nenhum." Bati com a bunda dela. "Você vai se esconder no meu".

"Sonhe, Tex."

"Oh sim, querida. Acredite em mim." Eu lambi meus lábios e fechei meus olhos, "Eu sonho..."

"Vá chatear outra."

"Esta noite, Mo...." Pisquei o olho. "... você vai estar na minha cama."

Ela mudou inquieta os pés dela. "Dormindo com o inimigo, hein?"

Foi como um balde de água gelada, sendo descartado por todo meu corpo. Meus músculos ficaram rígidos, puxei dela, fazendo força para não se calar. Uma simples observação me fez sentir como uma criança novamente.

Quando eu tinha sido mal-amado, indesejado, abandonado.

Diabos, mesmo agora eu não pertencia a ninguém.

E ela tinha me lembrado — que eu não pertencia a ela também.

E provavelmente nunca iria.

"Sua colega de quarto está esperando," eu disse com uma voz imparcial e saí, desejando que eu tivesse nascido com um nome diferente do que Tex Campisi.


CAPÍTULO 09


EU DEVERIA TER IDO EMBORA


Nixon


A dança estava em pleno andamento quando eu teci o meu caminho através da multidão. Mo e Tracey estavam sentadas em uma mesa próxima. Não sei por que fiz isso, minha intenção não era persegui-la como um louco, e eu ainda não sabia o que ia fazer com ela.

Era um problema que eu nunca tinha tido.

Mulheres.

Ou uma mulher, para ser mais exato, uma que me fez querer segui-la em qualquer lugar, mesmo sabendo que era estúpido, mesmo sabendo que minha reação não fazia sentido. Mas era como se eu não pudesse me ajudar. Absolutamente a odiei por isso. Eu a odiava por me fazer sentir coisas que eu não sentia há anos.

Que direito ela tinha? Para entrar na minha vida e me fazer querer ser algo melhor, algo... bom?

Frustrado, eu estalei meus dedos e tomei algumas respirações profundas, então fiz o meu caminho em direção a mesa.

As multidões se separaram, as pessoas me olham, como sempre, mas meu foco era sobre ela e só ela. Eu ainda não sabia o que ia fazer. Beijá-la? Ameaçá-la?


Tracey ergueu a taça aos lábios e tomou um gole. Quase que instantaneamente, ela começou a tossir e bateu no peito dela, enquanto minha irmã começou a rir.

Tex estava parado atrás de Mo, suas mãos massageando seus ombros. Ele encontrou meu olhar e piscou.

Sim, eu lidaria com isso mais tarde.

Chase começou a andar ao meu lado. Ótimo, provavelmente para me impedir de fazer algo estúpido — e sinceramente fiquei agradecido, ele estava lá, porque todo aquele ataque de tosse tinha feito eu encarar fixamente o pescoço dela como um homem passando fome.

Phoenix, puxou uma cadeira atrás de Tex.

Ótimo, então todos estavam lá testemunhando...

Para testemunhar a minha queda, se você pode chamar assim. Quando eu perdi o jeito de falar com uma garota?

"O que? Eles não têm álcool em Wyoming?" Eu tinha tido uma boa caminhada de cinco minutos para sua mesa, e isso é o que saiu da minha boca? Realmente? Chase e Tex compartilharam um olhar enquanto Phoenix riu por trás da sua mão.

“Sim, mas quando você é menor de idade e se beber você é preso, espertinho.” Ela colocou o copo para baixo, recusando-se a olhar para mim. Ela pegou um morango coberto de chocolate e torceu-o entre os dedos.

"Não há nenhuma lei aqui", eu disse, puxando a cadeira do outro lado de Tracey, empurrando Mo fora do caminho, apostando minha reclamação. "E se houvesse uma lei, eu seria o xerife, o juiz e o júri." Eu mantive minha voz, dura, sem emoção.

Mas tudo que obtive foi uma levantada de sobrancelha e aceno. "Bom para você."

Então ela fez a coisa mais estranha. Ela estendeu a mão sobre a mesa e deu um tapinha no meu braço, como uma criança de dois anos que tinha acabado de saber como chegar em seu triciclo. Eu vacilei, puxando meu braço, não porque eu odiava, mas porque eu gostei desse sentimento de forma demasiada, e eu sabia que ela não estava me tocando por afeto. Odiando que eu queria que a razão por trás de seu toque, ser qualquer coisa, menos o que realmente era.

Droga. Eu precisava acabar com o que estava sentindo.

E acabar com seu desejo de tocar ou falar comigo.

Mo riu atrás de mim. Mantive meu olhar em Tracey, dispostos para fazer algo mais a ela, meu coração, implorando-lhe para ver além da máscara que eu usava e possivelmente desafiar toda palavra maldita que deixou meus lábios.

Tex pigarrou atrás de mim. "Posso ter esta dança?"

"Não mate o meu irmão, Tracey." Mo riu.

"Vou tentar controlar meus impulsos." Tracey saudou, e o olhar dela conheceu o meu outra vez.

Chase, sorriu e sentou-se à sua esquerda. "Oh, quem me dera que não."

"Saia!", gritei, chocando mesmo Chase.

Ele ergueu as mãos e deixou à mesa, Phoenix riu enquanto ele o seguiu em direção ao lado da pista de dança. Perder minha merda, nem começa a descrever o inferno das emoções batendo no meu peito. E tudo o que eu pensava era por que? Por ela? Por que agora? Por que diabos eu perdia isso?

"Por que fez isso?" Tracey inclinou a cabeça, seus cabelos castanhos caindo suavemente em seu ombro.

"Porque ele não deveria estar flertando com você." Dei de ombros e arranquei um morango do seu prato, precisando de algo fazer algo com as mãos, considerando que elas eram muito tentadas a envolver em torno de seus quadris e nunca a deixar ir.

Ela corou de seu peito todo o caminho até ao seu rosto, me irritando ainda mais, porque, na minha mente, isso significava que ela achava sua paquera... aceitável. E não era.

"Ele não estava flertando."

"Sim, ele estava". Eu roubei outro morango.

"Não..." Ela bateu na minha mão, enviando o morango para o chão.

Santa merda. Ela apenas me tocou duas vezes em dez minutos. Que parte das regras que ela não consegue entender? E por que diabos não a castiguei?

"... Ele não estava. Ele estava apenas sendo gentil. Você deveria tentar."

Lá veio aquele maldito corar novamente, quando ela nervosamente mexeu na bainha da saia dela e olhou para cima para mim, através de seus cílios pesados.

"Querida..." Eu avancei em sua direção. "... Eu posso ser gentil com você. Acredite em mim. Eu posso ser tão gentil que você não vai saber o que a atingiu. Mas isso é o que realmente quer? Que eu seja gentil?" Eu me aproximei, me levantando por isso estávamos a uma polegada de distância de nos beijar. Eu suavemente soprei em seus lábios, em seguida, lambi os meus próprios.

Sua respiração engatou. Ela virou a cabeça para longe, ainda respirando pesado.

"Aqui." Eu estendi o morango, desafiando-a aceitar, desafiando-a a me tocar pela terceira vez, perguntando se ela era corajosa o suficiente para fazer isso.

No minuto em que ela chegou para ele, eu puxei o morango trás e pisquei. "Tsk, tsk. Permita-me."

Coloquei o morango contra seus lábios, sentindo ciúmes que o morango estava recebendo o primeiro gosto que eu não pude suprimir o meu gemido de escapar.

Ela se inclinou para frente.

"Abra", ordenei em uma rouca voz.

"Não." Ela apertou os dentes, os olhos dilatados.

"Então sem morango."

"Eu acho que eu vou sobreviver." Ela se afastou e se levantou, seu corpo inteiro tremendo. Estendi a mão para o pulso dela e a puxei.

"Sente."

Lentamente, ela caiu para trás na cadeira. Minha mão ainda estava pressionada contra seu pulso. O pulso da menina estava correndo tão rápido quanto o meu.

"Eu não quero fazer sua vida um inferno. Você sabe disso, certo? Eu não quero que você chore até dormir todas as noites ou me amaldiçoar todas as manhãs. Sei que você faz suas próprias escolhas. Você cria seu próprio destino. E tenho as chaves. Ou jogue as minhas regras ou não. A escolha é sua." Pior discurso na história dos discursos de ameaças, mas tanto quanto avisando-a fora, faria.

"Por que isso importa de qualquer maneira? De qualquer maneira, eu nunca poderia confiar em você."

Eu senti a declaração no meu intestino como se ela tivesse acabado de me dar um soco outra vez. Porque ela me via através da máscara, mas o que ela via não valia a pena salvar, não era digno de confiança, e no meu negócio, a confiança era mais que amor.

Era tudo. Ela pode muito bem ter tomado o meu coração e torcido até que todo o sangue acumulasse no chão.

"A confiança é como o amor. Ela não existe. É um conto de fadas que a sociedade alimenta, a fim de obter-nos para estar em conformidade. Eu não espero que você confie em mim. Eu espero que você siga as regras. Regras a manterão segura." Há apenas tantas maneiras que eu poderia explicar por que era importante para ela ficar longe dos eleitos, mas ouvir-nos, ao mesmo tempo. Se as pessoas vissem a maneira que eu a tratava, se a vissem como diferente, ela seria um alvo. Então, se ela não confiava em mim, se ela se recusava em seguida, por causa de quem eu era, por causa de como eu corria a escola, eu teria que a destruís. Eu teria que fazê-la sentir o quanto que ela precisaria de mim.

E droga, eu queria me sentir necessário.

Eu sabia o que eu estava fazendo no minuto que a decisão foi tomada em minha mente. Gostaria de envergonhá-la na frente de todos - a diferenciando, fazendo-a parecer fraca e atormentada porque se eu fizer isso, espero que não. Se por feri-la eu estaria protegendo-a, eu faria isso, mas, ao mesmo tempo, sentia raiva porque ela estava forçando minha mão. A raiva porque ela não apenas não me ouvia e fazia o que eu pedia.

"E se eu não?", ela desafiou como eu sabia que ela faria.

Levantei-me e deixei cair o morango sobre o prato.

"Então você vai estar forçando a minha mão, e a última coisa que eu quero é ouvir da minha irmã são histórias sobre como você chora até dormir, todas as malditas noites só porque você não pode seguir algumas simples orientações."

Suas narinas dilataram. "Certo."

Com um sorriso falso, eu endireitei minha gravata. "Eu sabia que iríamos nos entender um ao outro... eventualmente."

"Eu não estou concordando com você. Eu só sabia que seria a maneira mais rápida de fazer com que você saia."

Eu lutei para manter o riso. Isso era mais parecido com ela. A faísca. Os alunos queriam destruí-la, quebrá-la, em seguida, fazê-la suicida. Droga, seu espírito era belo, e eu ia ter que quebrar tudo, porque ela era um peão em um jogo que ela nem sabia que ela estava participando. Era a minha escola, meu trabalho, minha família. E ela estava de pé na maneira de me fazer o meu trabalho, na forma de me vingar sua morte - a morte de seus pais.

Silenciosamente, reuni meus pensamentos e, em seguida, estendi a mão e toquei seu rosto.

Ela estremeceu contra a palma da minha mão, e novamente, parecia que o universo estava me dando a opção de recuar.

Uma escolha que eu ignorei. Mais uma vez.

"Dança comigo". Era uma ordem, não um pedido.

Ela abriu a boca, provavelmente para me repreender novamente, então eu a puxei para a pista de dança.

As pessoas ficaram boquiabertos. Afinal de contas, eu raramente dava alguma atenção para meninas, muito menos uma nova aluna que era quatro anos mais nova do que eu.

Ela começou a tremer na hora que eu a puxei em meus braços.

Quando olhei em seus olhos, eu sabia que ela sabia. Isto iria piorar antes que ficasse melhor.

Nós dançamos, e eu imaginei que não era porque eu estava tentando fazer dela um exemplo -, mas porque eu realmente queria dançar com ela.

Eu imaginei um mundo onde a minha família não existia, onde só dançávamos na faculdade. Era um sonho bom.

Mas eu não era bom.

Eu nunca tinha sido bom.

E ela estava prestes a descobrir como uma pessoa horrível que eu poderia ser, e isso não era mesmo o começo do que eu tinha planejado para ela.

A música terminou, e eu empurrei-a para longe, sentindo a perda todo o caminho até os dedos dos pés quando ela tropeçou para trás.

"O quê?", eu gritei e depois ri, me certificando de chamar a atenção de todos. Isto tinha que olhar realista. "Você é louca?"

Tracey balançou a cabeça, em seguida, enlaçou seus braços ao redor de seu corpo.

"Você acha que eu iria realmente dormir com alguém como você? Que tipo de menina é você, afinal? Eles fazem coisas diferentes na fazenda?"

Seu rosto ficou vermelho. Com o canto do meu olho, eu vi Chase tenso. Sim, ele estava prestes a ficar muito pior.

"Oh, eles devem, não é?" Eu cruzei os braços sobre o peito. "Confie em mim, fazendeira. Não me importo com quanta maquiagem que você coloque, ou quão cara pode ser a sua roupa. Nem me importo se metade dos alunos gostem de você neste momento. Você é a caridade. Nem mesmo pegaria você se me pagassem. A resposta é não. E da próxima vez que eu sinta a necessidade de presentear você com uma das minhas festas estudantis, ao menos tenha a decência de usar sapatos novos."

Em vez de soluços, ela se lançou para mim, mas Tex estava lá em um instante, me protegendo, não ela. Embora ele provavelmente pensaria que ele era o herói, Tex sabia exatamente o que eu estava fazendo.

Eu podia ver isso em seus olhos. Ele era um bastardo de coração frio, e ele sabia que precisava ser feito. Afastá-la para que ela não me distraísse. Empurrá-la para longe, para que zombassem dela. Afastá-la de modo que ela aprenda a lição. E nunca mais voltar. Ela sacudiu com tanta força em seus braços que eu pensei que ela ia desmaiar.

Mo me mostrou o dedo. Dei-lhe um aceno de cabeça legal como se dissesse, "cuide dela "

Logo Chase se juntou a Tex.

Tracey estava gritando para eles ficarem longe dela, mas nenhum deles se mexeu. Mesmo quando os estudantes começaram a jogar comida nela - a sua maneira de recebê-la para o grupo, a sua maneira de dizer, se tivesse que escolher, seria sempre eu. Nunca ela.

No minuto em que foi impossível para atirar Tracey sem bater tanto Chase e Tex, os alunos pararam e olharam para mim.

Eles estavam esperando por seu rei comandar.

Eu sorri e ofereci um encolher de ombros. "O que? Isto não é uma festa? Onde está a música?"

As pessoas riram, e a música começou novamente.

"Então..." Phoenix disse, caindo no passo ao meu lado enquanto eu lutava contra o impulso de correr atrás da garota que eu gostava. "... Isso foi... um pouco fora do personagem."

"Era necessário".

"Por quê?" As sobrancelhas do Phoenix dispararam. "Quero dizer, não me interprete mal, eu gosto de preliminares com raiva tanto quanto o próximo cara, mas por que diabos só a empurrou fora quando parecia que era mais difícil do que um dos homens que bate com um martelo?"

Engoli em seco e estalei os nós dos dedos - maldito hábito nervoso. "Ela estava ficando muito perto. Nós não queremos ela bisbilhotando. Se as pessoas veem que uma garota pode fazer-me manso, onde isso nos deixa com a investigação? "

Phoenix amaldiçoou em voz baixa.

"Além disso, ela precisa de nós, e a única maneira para que ela percebe o quanto, é vendo como as coisas feias podem realmente começar."

"Você está testando-a?"

"Ela está conosco ou contra nós. De qualquer maneira, ela precisa saber que, mesmo que nós oferecemos a ela proteção contra o resto das crianças ricas mimadas daqui, não é porque gostamos dela ou porque ela seja parte de nós. Ela nunca será parte do que somos. A mensagem tem de ser clara. Nós vamos protegê-la quando ela finalmente chegar rastejando de volta, mas tudo tem um custo."

"Nixon..." Phoenix me deu um tapinha nas costas. "... Não acha que talvez esteja exagerando? Droga, ela é apenas uma garota." Seu rosto sombreado brevemente antes dele olhar para baixo. "Ela é linda, ela tem —"

“Se você tocá-la, eu mato você”, eu cuspi. "E você está certo, ela é apenas uma menina, assim encontre outra pessoa que possa satisfazer o seu apetite de homem."

Foi um golpe baixo. Eu nunca tinha usado seu passado contra ele, nunca discuti, nunca o fiz se sentir tão pequeno quanto eu sabia que ele sentia.

A vergonha que cruzou os recursos era algo que eu nunca tinha visto em outro ser humano. O horror, a tristeza. E de repente era como se eu nem estivesse olhando para o meu melhor amigo mais, mas um completo estranho.

Ele balançou a cabeça e deu um passo para trás, sua mandíbula apertada. "Entendi, chefe."

Ele raramente me chamava de chefe. Eu estava mais para amigo do que patrão, mais família do que qualquer coisa. Afinal de contas, eu tinha prometido que ele seria o terceiro na linha, ao lado de Chase.

Tex não poderia ser, também, porque ele era Tex, e sua história não o permitia, mas os De Langes? Eles precisavam dele. Phoenix precisava.

"Phoenix —"

"Até mais". Ele virou-se sobre seu calcanhar e saiu, ombros curvados.

Quando eu o vi fazendo o seu caminho através das portas, não pude deixar de sentir como se eu tivesse feito algo que eu nunca poderia desfazer, e que aquela única ação que só iria selar nosso destino para sempre.


CAPÍTULO 10


UMA DANÇA E BOTAS


CHASE


Ele me mandou embora como uma maldita criança.

O que é pior? O ouvi. Como se eu tivesse algo para me envergonhar, como se eu não tivesse apenas esperando a oportunidade de oferecer a ela uma dança. Que tipo de cartão ele está jogando?

Com um suspiro, eu caminhei até a borda da pista de dança e assisti enquanto Nixon pegou na sua mão e sorria.

Meu punho cerrou ao meu lado. Nada mais divertido do que ver meu primo torturar uma garota que potencialmente eu poderia gostar.

E quando digo gostar — estou falando sério. Ela tem olhos castanhos e cabelo escuro. Eu odiava admitir que eu sou um pateta para ambos. Ela é sexy, inocente, intocável, e queria ela para mim, mesmo que ela ia ser uma dor gigante no saco, nos próximos meses.

Ele pegou a mão dela.

E a levou para a pista de dança.

Eles estavam perto. Era suposto eu estar fazendo uma verificação do perímetro, e tudo o que eu poderia focar era a sua mão nas costas dela. Desde quando ele fez negócio tão pessoal?

E então todo o inferno começou.

Eu não podia ouvir o que ele disse. Tudo o que eu ouvi foi gritos e, em seguida, "Confie em mim, garota da fazenda. Não me importa quanta maquiagem você coloque ou quão caro suas roupas podem ser. Não me importo que metade dos estudantes goste de você agora. Você é a caridade. Nem mesmo pegaria você se me pagassem. A resposta é não. E da próxima vez que eu sinta a necessidade de presentear você com uma das minhas festas estudantis, ao menos tenha a decência de usar sapatos novos."

Eu congelei.

Nós tínhamos feito um monte de coisas ruins para as pessoas. Mas, honestamente, naquele momento, matá-la teria sido mais gentil. Ela recuou como se ela tivesse acabado de ser golpeada, e depois Mo foi instantaneamente para o seu lado.

"Tex —"

Não precisou dizer duas vezes. Naquele momento, eu fiz minha escolha, e era ela. Não Nixon. Não me importei que ele era o meu chefe, e que provavelmente me mataria na próxima vez que ele me visse.

Eu só queria ter a certeza de que ela estava bem.

Eu queria limpar as lágrimas dela — eu queria beijá-las fora. Ninguém merecia isso — feridas físicas eram uma bênção em comparação com as cicatrizes emocionais, e o que ele tinha feito com ela só seria uma cicatriz tão profunda que levariam anos e os melhores psiquiatras para parar o sangramento.

Isto é o que vergonha era.

Envergonhar alguém na frente dos outros era nossa tortura na Eagle Elite, e ele só tinha realizado isso maravilhosamente.

"Fique longe de mim!" Tracey gritou quando eu caminhei para o lado dela. Eu agarrei o braço dela, sem me preocupar que ela queria arrancar meus olhos, apenas me preocupando que ela ainda tinha luta nela.

Os três de nós caminhamos em silêncio pelo campus.

Quando chegamos aos dormitórios, ela começou a tremer. Não sabia o que fazer para consertá-lo. Ela chegou em sua bolsa, mas não conseguia pôr as mãos após a barreira do zíper entreabrir.

Com uma maldição, puxei meu cartão e roubei isto através do código de acesso para o elevador.

Minha mão caiu naturalmente para ela de volta, quando eu a empurrei delicadamente.

O elevador era grande — mas também poderia ser uma caixa de sapatos. Cada respiração que ela tomou, cada arrepio que sacudiu seu corpo, destruiu minha sanidade.

Eu queria tocá-la.

Em vez disso, eu fiz a única coisa que sabia que eu poderia fazer e que não sinalizava como sendo desleal com meu sangue.

E estava tão próximo quanto possível. Minha mão pairava perto da pele dela, sentindo como se fosse quase chamuscando com o calor que o seu corpo estava emitindo.

Quando finalmente chegamos no quarto delas, Mo começou a gritar.

"Ele é um idiota! Eu sei que eu não deveria defendê-lo, mas se ele soubesse que estes eram os sapatos da sua avó —"

Pus a mão no ar. "Eu não entendo. O que é tão importante — "

"Ela está morta, seu imbecil!"

Sim. Tinha me esquecido disso como um completo idiota.

O rosto de Tracey caiu enquanto mais lágrimas fluíam através de seus lábios gordos.

E as peças do quebra-cabeça se juntaram. Sim, ela estava chateada com o que Nixon tinha feito, mas mesmo quando ele a envergonhou, na frente de todos, não foi o fato de que ele tinha vergonha dela — foi o fato de que ele tinha involuntariamente rasgado o seu coração e pisado nele.

Pela aparência de suas roupas no primeiro dia, ela não tinha um monte de dinheiro ou posses, o que significava apenas uma coisa. Os sapatos da sua avó? Provavelmente era uma das únicas coisas que ela tinha de valor. Com uma maldição, eu pisei fora da sala. Seguido de Tex, estranhamente calmo para um cara que falava normalmente sua bunda.

"Então..." Tex enfiou as mãos nos bolsos, quando estávamos na segurança do elevador. "... foi —"

"Cale-se," eu lati e saí do elevador, para que ele não me seguisse.

Tex latiu para fora uma risada e foi na direção oposta. Com as mãos tremendo, disquei o número do fornecedor mais próximo.

"Preciso de suas botas mais caras da coleção nova da Primavera".

"Eu ficaria feliz em ajudá-lo com sua compra, senhor, mas você precisa saber que essas botas são específicas “

"Leve-as para mim. Agora. Eu preciso deles por volta das seis."

"Seis"?

"Da manhã”, eu disse lentamente. "Tamanho 9".

"Claro, senhor."

A linha ficou muda.

Mas adrenalina continuou a crescer através das minhas veias. Eu não sabia mais o que fazer, exceto sentar-me fora dos dormitórios e esperar até as botas chegarem.

Então foi exatamente o que eu fiz.

Sentei-me nas sombras e esperei. Até o momento, cinco e meia chegou, recebi outro telefonema, e as botas foram entregues em minhas mãos por um dos meus sócios.

Eu queria colocá-las na porta dela. Eu queria ser o cara a pedir desculpas, e eu não estava fazendo isto em nome de Nixon. Não, eu estava fazendo isso por mim.

Amaldiçoando a máfia todo o caminho até o seu andar, eu peguei as botas na minha mão e fui para o seu quarto.

Eu tinha escrito uma nota.

Fui bobo.

Quem escreve notas? Era como se eu tivesse voltado ao ensino médio, mas eu queria fazer algo especial, algo extra. Diabos, após aquele dia de merda, deveria ter metido uma garrafa de vinho dentre as botas com um sedativo.

Eu levantei a minha mão para bater. Visões de Tracey, abrindo a porta encheu a minha cabeça. Ela, claro, me daria um abraço, me convidaria para entrar. Talvez seria o início de nosso relacionamento. Eu iria lentamente escapulir de sua vida e gostaríamos... o que? Exatamente o que aconteceria?

Ela não era uma de nós. Ela não pertence ao nosso mundo.

Pus a mão no chão e olhei para a porta.

Nosso futuro acabou antes de sequer começar.

"Chase"? Uma mulher gritou meu nome. "É você?"

Virei-me para a esquerda onde Molly, um passado oportunista, se levantou vestindo nada além de uma camiseta muito apertada e um sorriso.

"Sim". Olhei para fora.

"Você quer vir aqui um pouco?"

Não.

Eu queria bater na porta.

Mas em vez de bater e potencialmente arruinar a vida de uma garota, uma garota que já estava no seu caminho para a ruína, recuei e balancei minha cabeça.

"Talvez outra hora, Molly".

Enquanto os meus passos ecoavam pelo chão, eu me perguntava. Um dia, teria eu olhado para trás neste momento? E desejar... ter batido?


CAPÍTULO 11


AS IRMÃS DEVEM SER BANIDAS


Nixon

 

Mo: WTF4

O texto veio às 07:00, piscando em toda a minha tela. Eu estava em nosso escritório no campus, embora a olho nu, parecia mais um de solteiro com uma cozinha completa, quarto, roupas limpas e uma TV de tela grande. Realmente parecia algo como um garoto rico teria em uma escola.

Mas era uma necessidade para mim. Porque a maior parte do tempo, eu não estava em casa para cuidar de tudo; eu estava na Eagle Elite, o que significava que eu precisava de um lugar para dormir. Além disso, era muito mais fácil acessar o sistema do campus do que ir para casa e invadir isso. De Lange não sabia disso — em seguida, novamente ele queria ficar em nossas boas graças, portanto, mesmo se ele soubesse, eu duvidava que ele diria uma palavra.

Olhei para meu celular por um bom cinco minutos então respondi para Mo.

Eu: Por WTF eu só posso supor que você não pode encontrar os sapatos?

Mo: Vai se ferrar. Ela está comendo com a gente.

Eu: Meninas tem que comer.

Mo: Suave, irmão?

Eu: Fique de olho nela — se ela fizer algo suspeito, sabe o que fazer.

Mo: Não vou matá-la por ser curiosa.

Eu: Não estou pedindo isso. Se ela for curiosa no lugar errado, eu vou acabar com ela. Agora vai para a aula e tente não levantar sua saia. Tex está tendo dificuldade de concentração.

Não tenho nada em troca, mas um rosto sorridente. Entre vigiar e o resto da quadrilha, me senti como se não dormisse há dias. Eu estava sendo puxado para o negócio mais e mais. Não só estava enfrentando nada além de becos sem saída, quando se tratava de assassinato há tantos anos atrás — o que destruiu a aliança entre a minha família e os Alferos, mas meu principal suspeito, De Lange, não tinha feito um movimento em falso em meses.

Eles não tinham dinheiro, então talvez tenha sido o problema. Eu fiz uma nota para fazer um acordo com eles, jogando um osso, ver se isso iria tentar alguém o suficiente para falar. Eu tinha tentado antes, mas agora que alguns dos associados estavam desesperados, não fazia mal, certo?

Rapidamente, eu coloquei meu uniforme de Elite e saí da sala. A porta deslizou fechada atrás de mim.

Os corredores estavam semivazios; algumas garotas acenaram na minha direção, mas as ignorei, como sempre faço. Elas não valiam o meu tempo, a menos que elas estivessem deitadas de costas, e mesmo assim cresci entediado disso — de tudo isso.

"Você se parece como o inferno". Tex, me alcançou e me deu um tapa nas costas, quando Chase nos interceptou no corredor. Seu rosto disse tudo — culpa.

"Como foi ontem à noite?" Eu perguntei suavemente.

"Alguns arranhões aqui e ali." Ele me jogou o celular dele.

Eu rolei através das imagens e assenti com a cabeça de forma encorajadora. O rosto estava irreconhecível, mas mal.

Perda de dedos, mesmo alguns dedos faltando.

"Você o deixou manter seus dentes."

Chase deu de ombros. "Eu estava me sentindo generoso."

"Engraçado, eu também." Tex assentiu com a cabeça. "Ontem eu estava tão generoso —"

"Se se trata de Mo, por favor, abstenha-se." Levantei a minha mão.

Tex sorriu, mas seus olhos brilharam. Droga, eu precisava assistir minhas costas com esse cara. Ele era muito inteligente pela metade, e me irritava que ele deixava as pessoas pensarem o contrário. Ele até me fez abaixar minha guarda em torno dele, e, por causa de seu passado, eu sabia que era a última coisa que eu devia fazer, especialmente desde que eu era chefe agora.

"Ligue para o seu pai." Eu joguei o telefone de volta para Chase.

"Diga a ele para jogar um osso a De Lange. Eu quero fazer um acordo com eles, um pequeno negócio. Dê-lhes algum dinheiro e veja se eles usam para alguma coisa."

"Entendi." Chase escreveu um texto rápido, então gemeu. "Eu odeio a escola."

Revirando os olhos, eu lhe dei um tapa nas costas. "E você acha que eu gosto?"

"Aula, perdedores", Phoenix acenou para nós do fundo do corredor. "Não vamos chegar atrasados..."

“Certo.” Bufei. "Porque eles poderiam nos expulsar?"

"Se eu pudesse," Tex concordou. "Se eu pudesse."

Meu alerta de texto tocou no meu celular. Eu ia chegar atrasado à aula, e eu muito alegremente disse que assumiria o primeiro ano de Ciências Políticas do Professor Sanders.

Tinha sido uma jogada de idiota. A mãe dele tinha morrido, e eu tinha sorrido — Sim, eu tinha sorrido — quando eu olhei a lista de classe e vi o nome de Tracey. Que melhor maneira para espiar a garota que não faz parte, do que ser professor dela? Porra, só de pensar dobrá-la sobre uma mesa e — eu balancei minha cabeça.

Não vai acontecer. Ela era apenas mais um rosto, uma outra menina.

Nada de especial.

Eu invadi o quarto e bati a porta. A maioria dos alunos estava ocupada mandando mensagens, flertando, acontecendo com suas vidas, como se não houvesse uma guerra da Máfia ocorrendo naquela escola — como se suas vidas não estivessem sendo protegidas todos os dias porque eu quis.

Irritado, rolei meus olhos e procurei por Tracey. No minuto em que nossos olhares se encontraram, ela evitou e olhou para a mesa dela. Suas bochechas ficaram vermelhas. Eu sorri. O inferno estava vindo, mas não seria agradável passear com ela no caminho para lá?

"Vocês todos me conhecem e se não, bem, então, peçam a alguém perto de você porque eu não vou repetir meu nome. Professor Sanders teve uma morte na família, e porque eu estou fazendo um estágio de negócios para ele, ele me pediu para preencher. Muitos de vocês são seniores que colocaram esta aula até o ano passado aqui. Bem-vindo a ciência política 101. Essa turma vai ser um saco, é muito difícil, e se você não receber um B, você basicamente reprova. Mas..."

Eu pisei em torno da mesa e inclinei-me contra ela, deixando minhas palavras pendurar no ar, enquanto a classe estava em silêncio. Eu tinha suas atenções, mas não a de Tracey. Ela parecia temer em fazer qualquer tipo de contato com a minha cara. Meus sapatos, ela estava olhando para os meus sapatos.

"Se você ouvir, fizer sua lição de casa e manter a cabeça do seu rabo longo o suficiente para prestar atenção, você pode apenas aprender alguma coisa."

Os olhos do Tracey conheceram os meus — finalmente. E ela sorriu.

Foi o que bastou para as minhas mãos segurarem a mesa, tanto que eu temi que eu tinha feito marcas permanentes. Seu maldito sorriso.

"Trace", eu lati o nome dela, um sorriso predatório formando-se em meus lábios com a maneira que ela endireitou a saia dela e ficou do lado de sua mesa, como era costume. Pelo menos Mo lhe disse para fazer isso.

"Sim?"

"Nome de todos os presidentes dos Estados Unidos. Você tem três minutos."

A menina tirou sarro de mim e começou a atirar-lhes em uma sucessão rápida, enquanto o resto das mentes brilhantes da sala estavam como se ela só tivesse resolvido a fome no mundo, vestindo apenas roupas íntimas.

Uau! Coisa horrível a pensar ao mesmo tempo tentar parecer autoritário. A voz do Tracey ecoava em torno da classe, até que finalmente ela terminou.

Ela sentou-se quando, propositalmente, fiz meu caminho em direção à mesa dela, impressionado com o que ela tinha feito, mas ainda mais impressionado que ela tinha sido tão rápida. O som das minhas botas no chão era o único eco na sala.

Os lábios do Tracey apertaram quando ela levantou os olhos para conhecer os meus.

Eu sorri.

Eu não tinha planejado a sorrir, ou mesmo andar até mesa dela. Eu tinha planejado tirar sarro dela, mas não consegui. Eu, Nixon Abandonato, me acovardei e ao invés, disse algo tão estupidamente que eu queria bater meu rosto na parede mais próxima. "Belas botas."

A classe começou a sussurrar entre si, enquanto eu fazia o meu caminho de volta para frente da classe e cruzei os braços sobre meu peito. "Primeira pessoa que fizer exatamente o que a nova garota fez ganha um A para o dia."

Mãos se levantaram ao redor da sala. Chamei vários alunos ao longo da próxima hora - cada um deles tentou e falhou. A maioria deles confusos, uma vez que passavam por Hoover.5

Dispensei a classe depois de dar-lhes o dever de casa que Professor Sanders tinha atribuído e assisti quando os estudantes saíram. Tracey tentou se esconder atrás de outro estudante quando eu disse em voz alta: "São aqueles de Win?"

Ela fez uma pausa na porta, em seguida, virou, seu rosto sombrio. "Sim".

"Eles são da minha irmã?" Eu sabia que elas não eram, mas eu estava esperançoso, talvez muito esperançoso que elas fossem.

"Não". Seus narizes alargaram, e eu mordi um sorriso.

"Você comprou?"

"Não". Gato e rato era tão divertido quando o rato tinha uma atitude. Droga, eu queria prendê-la e nunca a deixar ir.

"De quem são?", eu sussurrei.

Ela deu de ombros, olhando quente como o inferno quando ela colocou as mãos em seus quadris, me deixando louco com a forma como sua postura basicamente disse: 'Olha aqui.'

"Maduro". Eu bufei e olhei para outro lugar, chateado que a minha reação foi tão violenta, chateado que eu não queria nada mais do que beijar essa boca tentadora. "Não podemos ter uma simples conversa? Quem comprou as botas, Tracey?"

"A fada de inicialização", ela disse com os dentes cerrados, antes de pisar fora da sala de aula, quase colidindo com a porta, mas pisando, no entanto.

Foi a primeira vez que uma menina tinha virado as costas para mim.

De propósito.

Eu gostei.

Muito.

Olhei para a porta por alguns minutos, em seguida soltei uma risada baixa. Ela queria jogar jogos? Bem, eu mordo... e eu iria gostar.


CAPÍTULO 12


ME MORDA – não REALMENTE. POR FAVOR?


CHASE


“Ah!... almoço!" Eu anunciei, invadindo a sala pequena onde só os caras e Mo realmente estávamos autorizados a comer. Tornou-se costume depois do nosso segundo ano na Elite, para começar separando-nos do corpo discente. Dava-lhes a visão que éramos intocáveis, especiais, acima deles, o que nós éramos.

Nixon ordenou rapidamente um novo refeitório construído — para os especiais. Às vezes nós dávamos aos outros alunos um osso e deixávamos eles comerem com a gente, mas era para obter informações. A maioria deles ficava tão empolgado que eles tinham sido convidados que nem tivemos que ameaçá-los para ficarem de boca fechada sobre o que aconteceu.

"Pare de gritar". Tex fez uma careta do seu lugar normal. "Alguns de nós não dormiu na noite passada."

Eu sorri. "Você reclamando sobre suas atividades noturnas, Tex?"

Nixon gemeu da cabeceira da mesa. "Chase, estamos prestes a comer. Se você pudesse... não, isso seria ótimo."

Eu sorri quando Tex riu e lambeu os lábios na direção de Nixon, insultando-o.

"Ei, Nixon," Tex saltou. "Então na noite passada eu—"

"Phoenix..." Nixon interrompeu o que eu tinha certeza que seria outra farpa sobre sua irmã gêmea. "... qualquer palavra de seu pai sobre as informações que ele prometeu buscar?"

As mãos do Phoenix congelaram em seu copo de água. As sobrancelhas se juntaram em pensamento. "Uh, ainda não. Eu vou perguntar novamente embora. Ele tem estado ocupado com a orientação."

"Bom". Nixon se recostou na cadeira dele, e ela rangeu sob seu peso. "Se o velho está se sentindo um pouco oprimido, pode sempre esforçá-lo em uma aposentadoria precoce. Não queremos que ele se queime, ou qualquer coisa."

Merda ficou real.

Phoenix mordeu o lábio inferior, ficando completamente branco da pressão de seus dentes. "Eu disse que eu vou falar com ele. Ele gosta de seu trabalho, Nixon. Não seja um canalha."

Nixon deu de ombros. "Talvez eu deva verificar quão bem ele faz o trabalho dele... apesar de tudo."

"Droga", eu murmurei sob a minha respiração, balançando a cabeça para Nixon. “Basta deixá-lo pelo menos uma vez, homem."

Nixon não disse nada, seus olhos gelados perfurando através de mim, como sempre, enquanto Phoenix meditava silenciosamente.

Phoenix não tinha sido o mesmo desde a noite do baile. Quando tinha lhe perguntado o que estava acontecendo, ele simplesmente deu de ombros e disse que não era grande coisa.

Mas parecia ser um grande negócio, porque de repente Phoenix... acabou de sair. Eu realmente não podia colocar meu dedo sobre ele, mas algo tinha mudado entre ele e Nixon, algo épico e talvez se eu não estivesse tão obcecado pela nova garota, eu teria tempo para descobrir o que estava acontecendo, mas eu era um canalha egoísta; portanto, deixei-o sozinho.

"Então", Tex assentiu com a cabeça de forma encorajadora. "Bom começo para almoçar. Bom começo. Ei, ponto brilhante em nossos dias — nenhum tiroteio! "

"Tex", eu avisei.

Por uma razão ou outra, Nixon estava num dos seus humores.

A porta da sala clicou abrindo. Mo caminhou por ela e tomou seu assento usual, quando a porta se abriu novamente revelando Tracey.

Dei uma olhadela em Nixon. Todo o seu corpo ficou rígido.

Ah, a razão para o humor.

Bem, se ele ia ser um asno... Consegui chutá-lo, por debaixo da mesa e segurei minha mão e acenei para Tracey.

Mo estava ocupada dando cotoveladas em Nixon. Ele estava batendo em todas as pontas, mas ainda sem contato visual.

"Puta merda!" Phoenix bateu a mão sobre a mesa, assustando-me à morte. "Não me diga que essas são da coleção nova! O que é isso, homem! Você está escondendo algo de nós?" Ele atirou-me o seu garfo e soltou um latido do riso. Só lhe contei como foi difícil conseguir a nova coleção de sapatos, na conta que eles continuavam vendendo para fora, depois que Kim Kardashian tinha usado num passeio em Los Angeles.

Eu ignorei Phoenix, como sempre fiz, e me levantei para enfrentar Tracey. Não foi até que eu estava em pé e segurando meus braços que eu fiz uma pausa e tive um momento, 'o que diabos estou fazendo?' Mas meus braços, eles estavam lá fora, e quase me fazendo parecer como uma galinha. Se ela não retornar o meu abraço, eu tinha certeza que Tex mijaria nas calças de rir, e Nixon poderia pensar que ele tinha ganho. Isso não era uma competição.

Pelo menos ainda não.

Tracey mordeu o lábio, fazendo a luxúria atravessar meu corpo, em seguida, entrou em meus braços e apertou a cabeça dela contra meu peito.

Paraíso. Eu estava no céu absoluto.

Ou seja, Nixon estava provavelmente no inferno. Toma, desgraçado. Talvez da próxima vez ele seria mais acolhedor — ou talvez da próxima vez ainda tentaria ser primeiro e vencê-lo no soco.

Tracey puxou para trás, seus profundos olhos castanhos à minha procura.

Eu abri minha boca para dizer algo, mas as palavras morreram em minha garganta, quando seus lábios quentes pressionaram contra a minha bochecha. Santa. Mãe.

"Obrigado pelas botas."

"Doce. Imagine o que ela faria se eu lhe comprasse um carro." Isto veio de Phoenix. O som dos talheres jogados foi a trilha sonora de nosso momento épico. Incrível.

Forcei um sorriso mesmo que fosse evidente que seria provavelmente bifurcado no cu, se manteve isso. "Peço desculpa —."

Ela ergueu a mão em uma onda evasiva. "Tenho as botas. Estamos quites."

Dificilmente. Mas eu não ia discutir com ela na frente de todo mundo — na frente de Nixon. Em vez disso, eu inclinei a cabeça e a acompanhei ao seu assento, como se eu estivesse estrelando no maldito filme orgulho e preconceito. Eu suprimi um gemido quando a ponta dos dedos dela roçou a minha perna e quase colidi com a minha cadeira, em um esforço para manter-me de ficar excessivamente excitado demais.

"Então, um restaurante? Em uma escola? Realmente?" Tracey caminhou a pergunta para Mo, seus olhos mal piscando de Nixon e de volta. Não teria sido perceptível, mas aparentemente eu era um psicopata agora, porque eu notei. Notei que cada movimento maldito daqueles cílios longos.

"Ninguém realmente sabe sobre isso," Mo disse cuidadosamente. A resposta dela era estratégica, tal como ela tinha sido ensinada.

"Gostamos de nossa privacidade," Nixon interrompeu e estalou os dedos.

Nosso garçom apareceu e inclinou-se para baixo, iPad na mão.

Nixon disparou sua ordem em francês.

Se fosse livre gemer alto e amordaçar, eu teria. Só fizemos isso para impressionar os alunos novos que queríamos controlar e intimidar: ordem em diferentes línguas, confundi-los, fazê-los sentirem-se fracos, vulneráveis, estúpidos.

A regra de ouro era tudo o que Nixon fizesse, o patrão, tínhamos de seguir. Seu plano era ir com a coisa toda estrangeira? Nós obedecíamos. Então o resto de nós naturalmente ordenou em francês, deixando a pobre Tracey olhando com a boca escancarada para todo mundo, assim como para o menu.

Caminho a percorrer, Nixon. Você teve sucesso em chocar o inferno fora dela e fazendo-a se sentir tão muda como um saco de pedras. Por que era necessário?

Tracey choramingou um pouco, com suas sobrancelhas franzidas.

Suficiente. Eu sussurrei para Mo em francês, desta vez propositadamente para que Tracey não conseguisse entender.

Traduzindo aproximadamente, eu também acrescentei, "o idiota do seu irmão está tentando intimidar a sua nova amiga. Peça para ela algo de bom gosto e não se esqueça de torná-lo quente para que cada vez que ela sopre em toda a sua comida, faça Nixon tão dolorosamente excitado que ele tenha que se desculpar. Do garoto aqui chateando-me."

Mo sorriu calorosamente para mim, rindo, então pediu para Tracey.

"Francês"? Voz do Tracey saiu como um rangido. "Quantas línguas vocês falam?"

"Três". Tex levantou sua água em saudação. Eu soltei uma explosão na gargalhada. Tex fala de alguma forma mais de três, mas era o seu jogo, não agir inteligente demais ou as pessoas fazem perguntas.

"Dois". Phoenix deu de ombros. Outra mentira. Ele fala cinco. Mas tanto faz.

"Cinco". Eu suspirei, saltando sobre o trem de mentiras, bolas na parede. Falo seis, então realmente não faz muita diferença e contar com a linguagem do amor parecia arrogante, embora verdadeira.

Nixon limpou a garganta.

"Diga a ela, cara." Toquei-lhe, curioso para ver se ele realmente iria confessar ou dizer algo idiota como, 'um, inglês e como você pode ver, sou péssimo nisso também, mas posso contar até dez. Então é isso.'

Nixon me amaldiçoou, em dois idiomas diferentes, antes de murmurar o número "Dez" sob a sua respiração. Eu quase bati palmas. Olha quem não era um mentiroso. O mais desonesto de todos nós. Muito bem. Muito bem feito. Vê-se, aparentemente eu também falo gíria britânica — estou sendo incrível.

"Dez"? Exclamou o Tracey, claramente impressionada. "Mal falo inglês."

"Nós sabemos". Phoenix riu.

Tracey atirou um brilho e jogou o garfo em sua direção.

Ele se escondeu, fazendo isso bater na mão de Nixon. Hum... as coisas ficaram muito mais interessantes. Ela só tinha infligido dor ao patrão.

"Eu gosto dela." Phoenix acenou com sua aprovação.

"Sim, bem, eu gosto de crianças. Não significa que eu corro por aí transando com tudo o que vejo a fim de ter uma” Nixon cuspiu.

E ele estava fazendo tão bem...

Eu consegui limpar minha garganta e acotovelei Mo. Ela rapidamente começou a disparar perguntas para Tracey sobre a classe. Ela gostou do Elite? Ele conheceu as expectativas dela? E professores? Eles eram bons? Algum favorito? Escolheu uma grade já?

Nossa comida foi trazida para fora alguns minutos mais tarde, salvando Tracey da temida: 'o que quer fazer com sua vida quando você se formar?', pergunta.

Ela deu um soco em sua refeição com o garfo. "Tenho medo de perguntar o que é isso."

"Céus!! É o céu. Derrete na sua boca e faz você gritar em êxtase. Garota, se você não tiver um orgasmo depois de experimentar essa refeição especial, então você é um caso perdido." Phoenix pega um pedaço avidamente em sua comida e pisca. É bom saber que alguém tinha conseguido uma cueca e acordou feliz do lado da cama.

A cara de Tracey ficou toda vermelha. Adorável. Eu poderia beijá-la. Inocência parecia bem nela. Eu era obcecado pela escolha de arruinar essa inocência ou apenas mantê-lo por mim mesmo. Decisões, decisões.

Mo ela cutucou. "Não se preocupe, Trace. Phoenix sempre fala assim. Acho que é porque ele nunca teve— "

Phoenix apontou seu garfo para Mo e olhou. "Não termine essa frase."

Tex e eu começamos a rir.

Nixon, Sr. Eu tenho um taco de beisebol enfiado no meu rabo, recusou-se a rir. Droga, alguém me dê uma pena ou algo assim. Era como se o minuto em que ela entrou na sala, ele estivesse fazendo tudo em seu poder para parecer bravo.

Acabamos de comer em um silêncio tenso. Um, onde eu assisti Tracey inalar a comida dela e roubar um olhar em Nixon, enquanto Nixon dava olhares de desejo na direção de Tracey... como se ele estivesse pensando: 'transar ou atirar'?

"Então", Tracey olhou para o celular dela e olhou em volta da mesa. "Quem come aqui na próxima hora de almoço?"

Todos nós viramos para Nixon. Sim, era o seu território, sua mentira para dizer, sempre foi e sempre seria.

Ele sugou em seu piercing e colocou as mãos atrás da cabeça, inclinando-se de volta sobre as pernas da cadeira.

Os olhos do Tracey alargaram enquanto ela olhava para o peito dele. Nixon estava fazendo de propósito, claro, como a grande distração antes da morte. Onde o macho apresenta-se de tal forma que a vítima pode apenas olhar para a perfeição e então — estalar. Pescoço quebrado. Morto.

"Ninguém..." ele disse devagar, incisivamente.

"Huh?" Tracey piscou. Chegue lá mais rápido, garota, antes que ele me ataque.

"Come aqui", disse Nixon, seu tom recortado. "Somos só nós. Só nesta hora de almoço."

"Mas...” As sobrancelhas do Tracey franziram juntas. "... Então por que estou aqui?"

"Nós gostamos de curtir algumas vezes." Nixon sorriu presunçosamente. "Agora saia antes que você esteja atrasada."

Oh merda. Ele poderia pelo menos tentar não ser um idiota?

Tracey não se mexeu.

Pensando que eu precisava cortar a tensão com uma faca enorme, coloquei minha cabeça em minhas mãos e lamentei. "Odeio quando mamãe e papai lutam."

Phoenix começou a rir.

Nixon continuou a encará-la como se ele pudesse matá-la com sua mente.

Com uma maldição, ele empurrou sua cadeira de volta e saiu da sala. A porta bateu atrás dele.

Tracey no lugar dela se aproveitou do som alto da porta fechando e perguntou: "Ele é sempre assim?"

"Na verdade..." Tex inclinou-se para frente. "...não. Acho que você traz à tona o pior nele."

"Eba, eu," ela disse em um tom sarcástico.

"Você é a primeira forasteira que alguma vez tenha comido aqui", disse. "Ele distribui cartões para controlar as 'panelinhas'. Para certificar-se de não haver brigas entre as crianças de diferentes países em guerra e outras coisas. Eu só assumi que ele a colocou em um dos almoços normais."

"O que você quer dizer?"

Eu ofereci meus dois centavos em uma maneira que ela entenderia. "Ele não é apenas responsável pelos cartões. Ele é presidente do corpo estudantil. Ele faz questão de que o acesso seja limitado para cada aluno. Tomemos, por exemplo, uma criança da Coréia do Norte, indo para a escola. Você acha que eles vão se dar bem com um sul-coreano? Ou melhor ainda, um garoto americano chique?"

"Hum... não?" Seus olhos castanhos estavam amplos, questionando, como se ela temesse que a resposta dela não estivesse correta.

Todo mundo riu.

Phoenix abanou a cabeça. "Isso é um inferno de um não, nova garota."

Eu descruzei meus braços e inclinei-me para a frente, perto o suficiente para ser capaz de cheirar seu perfume ou shampoo, fosse o que fosse. Eu queria mais. "Se o filho de algum Sheik estuda aqui, ele é de uma seita diferente do que alguma outra criança? E se essas mesmas crianças comem no mesmo refeitório que serve carne de porco?"

"Oh". Ela exalou. "Acho que faz sentido, mas então isso não segrega todos?"

Mo riu. "Botas, é a faculdade. Nós estamos segregados independentemente, quer que seja por uma grade ou classe. É assim que as coisas são aqui. Ele mantém todos a salvo. Mantém as lutas para baixo".

A mesa silenciou-se novamente.

Os olhos do Tracey encontraram os meus. Oh droga, era como Bambi dizendo que o pai não morreu, só fugiu e abandonou sua bunda.

"Mas se ele me odeia tanto, porque ele iria me querer aqui?"

Um relógio tocou no restaurante, fazendo com que todos se afastassem da mesa e levantassem. Graças a Deus.

A questão de Tracey permaneceu sem resposta. Eu esperava que eu pudesse escapar com isso, mas o olhar nos olhos dela estava tão ferido, tão confuso, que senti mais um momento de fraqueza de piedade.

Lentamente, ela saiu pela porta.

Com um gemido fui atrás dela e sussurrei no ouvido dela, meus lábios escovando a pele dela: "Proteção".

E essa era a verdade. Eu só queria que não fosse tão horrível.

"O quê"? Ela parou de andar e levou sua mão até a orelha dela, tocando onde meus lábios estiveram.

Mais de onde isso veio. Muito mais.

"Adeus!" Eu acenei e atravessei o corredor. Era necessário fugir da situação, antes de estragar tudo. Não só por ela, mas para os eleitos.


CAPÍTULO 13


ME DÊ SEXO OU MORRA


Nixon


Após o almoço, onde eu fui um idiota ainda maior, na frente de todos, incluindo Tracey, fui para minha aula final do dia.

"Hey". Tex bateu com meu punho, quando cheguei a porta. "Pergunta. Seu pai, doente bastardo que ele é, me mataria se eu pedisse para sair com sua irmã?" Ele tossiu. "Oficialmente"?

Falar sobre o meu pai estava lá em cima com ficando sequestrado pela Al Qaeda e morrendo de fome no deserto.

"Oficialmente"?

Ele encolheu os ombros. "Você sabe, fazer as coisas do jeito certo." Seus olhos piscaram entre a porta e os meus. Merda, ele estava falando sério.

Gemendo, cruzei meus braços. "Tex, ele já nem é o chefe da família. Eu sou. Pedindo-lhe é como pedir aos mortos. Pergunte-me."

"Mas..." Os olhos do Tex ficaram preocupados. "... Ele pode não estar morto ainda, mas ele ainda é o pai dela, e eu quero... Eu quero fazer isto direito, Nixon. A maneira antiga, onde o cara pede ao pai da menina permissão, não ao irmão, mesmo que o irmão seja um imbecil."

"O irmão pode dizer não." Bufei.

"O irmão pode ir para o inferno. Eu quero a permissão do pai. Posso perguntar?"

"Merda". Eu limpei meu rosto com minhas mãos. "Pelo menos me deixe falar com Mo primeiro... ver se ela está mesmo tão longe sobre sua cara feia, que ela tenha o risco para o nosso próprio pai para pedir permissão para namorar um Campisi."

Rosto do Tex torceu com raiva, ele apoiou-me contra a parede, narinas queimando. "Você sabe que eu odeio esse nome."

"Nós todos odiamos esse nome." Eu empurrei a mão dele fora, "mas isso não importa. No final, é o que você é. Você sabe disso. Eu sei. Seu maior obstáculo não vai ser ganhar a aprovação do meu pai para sair com ela. Vai ser ganhar a sua aprovação para misturar linhagens com o Cappo."6

Tex olhou para baixo, enfiando as mãos nos bolsos. "Eu não sou ele, Nixon."

"Não". Meu coração torceu um pouco no meu peito. Eu conhecia Tex toda a minha vida, conhecia seu passado, conhecia sua bagagem, e me matava que ele nunca realmente se encaixava. Me destruía que ele nunca se sentia bom o bastante, mesmo em sua própria família. "Mas você é filho dele."

Eu o ultrapassei e fui para minha mesa, em seguida, enviei a Mo um texto para me encontrar no quarto dela depois da aula.

O professor estava em sua mesa falando sobre ética nos negócios. Eu bloqueei-o para fora, porque eu oficialmente não tinha nenhuma ética, comercial ou de outra forma. Ter ética era como ter moral: não fizeram nada para mim no negócio que eu estava.

Maldito Tex. Não queria que ele falasse com meu pai. Inferno, nem eu quero falar com meu pai.

Isso significava que eu tinha que estar na mesma sala com ele, respirando o mesmo ar e, bem, eu sabia algo que nem Mo e nem os eleitos sabiam.

Esta semana era a semana em que eu ia acabar com ele.

Eu tinha planejado isso.

Anthony sabia.

Os homens sabiam.

Inferno, meu pai provavelmente já sabia. Mas se isso é o que Tex precisava para obter permissão para ficar com Mo? Eu daria a ele, não porque eu era um cara bom, mas porque sabia que o futuro de Tex não era um onde ele acabaria com minha irmã e uma casa cheia de crianças.

Não, o futuro dele era igual o meu.

Cheio de sangue.

E de morte.

 


Quando a classe terminou, meu humor estava tão escuro que quase mandei uma mensagem novamente a Mo para ver se poderíamos nos encontrar mais tarde, mas assim que vi Tracey caminhando lentamente em direção ao dormitório, eu sabia...

Eu queria vê-la. Tinha que vê-la, porque estava doente. Porque, por alguma razão, eu estava obcecado por esse cabelo escuro dela e o sorriso dela. Isto me matou porque eu nunca fui tão... curioso.

Eu peguei um atalho pelo campus e fiz o meu caminho até o quarto delas. Uma foto de uma vaca com a sua cara estava colada à sua porta. Não é original. As meninas no dormitório realmente precisavam melhorar seu jogo, se elas queriam intimidá-la. Altamente duvidei que algo assim faria uma garota durona como Tracey chorar.

Então, novamente, eu saberia.

Eu era o único causando as lágrimas.

Merda.

Eu deslizei meu cartão de acesso a todos os outros lados da porta e deixei-me entrar, em seguida, parei. Cama da Mo... Geralmente, me sentava na cama dela, mas Tracey era tão tentadora que encontrei minhas pernas me levando para o lado oposto do quarto. Tudo estava claro. Desde seu edredom branco às suas paredes nuas. Era como se ela realmente não tivesse uma vida fora da escola. Senti culpa, porque parte de mim queria saber se a razão pela qual ela não colocou fotos nas paredes, era porque ela realmente não podia pagar nada.

Pensei nos sapatos da sua avó.

E as botas que Chase havia dado nela.

Meu instinto afundou-se mais baixo e mais baixo, quando eu me joguei na cama e deitei, fechando meus olhos, enquanto eu imaginava me jogar e me e virar contra os lençóis.

Ótimo. Então agora edredons brancos faziam isso para mim. Eu estava ficando tão excitado, era patético. O cheiro dela estava em tudo, desde a almofada para o maldito ar — eu estava saturado nela, e eu queria ficar assim por alguns segundos, porque nesses segundos, na sua cama, senti-me calmo.

Quando estava prestes a fechar os olhos, a porta abriu. Com um bufo, Tracey jogou a bolsa no chão, descascando a camisa de seu corpo e a jogou em cima da mochila.

Esqueça estar excitado — eu estava fora, pronto para rasgar o resto da roupa de seu corpo e jogá-la contra a parede mais próxima e então levá-la sobre a mesa. Então eu ia correr minha língua para baixo de suas coxas até ela ficasse ofegante com... que diabos, ela chegou para o fecho. Deveria tossir? Fazer um barulho? Meu corpo exigiu ficar tão silencioso quanto um túmulo, mas depois comecei a pensar sobre essa classe estúpida de ética, moral, sendo um bom ser humano...

Diabos, apenas me dê o inferno. Não queria ser o anjo. Afinal, eu sempre tinha sido o oposto, então por que mudar agora?

O rosto dela era adorável, como se ela estivesse zangada com a saia por estar em primeiro lugar em seu corpo. Eu soltei uma risada — totalmente por acaso.

As mãos dela congelaram. Tracey olhou para cima, e os olhos dela foram de chocado a horrorizado em segundos.

Eu fiquei quieto e bocejei. "Por favor, não me deixe interromper. Continue."

Estreitando os olhos, ela me mostrou o dedo. Porra, se isso não foi um convite. Eu ri mais duro à medida que ela chegou para a mais próxima peça de roupa que ela tinha e jogou-a sobre seu próprio corpo.

Eu ri ainda mais duro quando notei que tinha uma foto de um unicórnio, e estava ao avesso.

Muito afobada? Droga, eu queria provar o blush de seu pescoço. Roubá-lo e mantê-lo por mim mesmo. "O que quer!", ela surtou.

"Sexo não, mas obrigado pela oferta." Mentira total. Prefiro sexo, montes e montes de sexo. Com ela.

"Eu não estava..." Ela levou algumas respirações profundas e parecia que ela estava contando para ela mesma. "Por que está aqui?"

"À espera de minha irmã. O que mais?" Verdade, mas para ser honesto, eu poderia ter esperado lá fora, mas então eu teria perdido no show. O que é um crime.

Seus ombros cederam com alívio.

"O que? Você está desapontada, que eu não queria um pedaço da tarde?"

“Nem um pouco." Ela sentou na cama do Mo. "Além disso, se você precisava de um, tudo que você tem que fazer é bater em qualquer porta neste piso. Apenas certifique-se de usar proteção. Eu sei como você se sente sobre germes."

"Só o seu", falei então ofereci uma piscadela provocante.

Um travesseiro foi lançado em meu rosto. Eu peguei no ar e sorri.

"Pode pelo menos esperar ela lá fora?"

"Não".

"Por quê?" Seus dentes bateram junto e o corar dela se aprofundou.

Eu respondi tão honestamente que pude. "Porque eu gosto de sua cama. É confortável."

"Tem meus germes, e eu juro, eu me babei toda sobre meu travesseiro ontem à noite."

Não tinha levado a menina para um caçador, mas ela estava fazendo muito disso — bufando, olhando para longe, cruzando os braços — era adorável. "Odeio apenas germes nas pessoas, não nos objetos." Olhei no meu relógio... como se ela não me fizesse querer despi-la e bater minha boca contra a dela. Coloquei minhas mãos atrás da cabeça, fechando meus olhos contra as imagens, jogando em marcha lenta.

"Por quê?", veio a voz suave.

"Por que, o que fazendeira?"

"Por que você não gosta das pessoas tocando em você? É uma regra ou uma coisa de Elite?"

Não esperava essa pergunta. Tudo o que ela poderia ter perguntado, e ela perguntou isso?

Algo tão pessoal, então... constrangedor e horripilante, que imediatamente me fechei em copas e queria pegar minha arma.

"Você faz um monte de perguntas para alguém tão estúpida".

Não queria ofender, mas ela tinha se erguido demais. E a parte horrível? Ela me fez querer dizer-lhe, ela fez-me querer sua pena, e eu nunca quereria sua pena. Eu nunca quis amor ou afeição, mas do jeito que ela disse coisas — porra, eu ansiava por isso. Eu queria a caverna. Eu queria cair no chão e contar-lhe os meus segredos. Ela me fez querer confiar, e eu não confiava em ninguém.

"É a única maneira de descobrir como sobreviver neste lugar." Ela suspirou.

"Você vai sobreviver — se você seguir as regras. Eu pensei que eu disse isso." Apoiei-me para cima no meu cotovelo, grato pela mudança de assunto. Isto eu podia falar. "O sistema funciona, Trace. Eu sei que você acha que eu sou um idiota, mas se eu não fosse bom, eles iriam te comer viva. Você não prefere tirar a prova?" Eu a olho de cima a baixo e sorrio.

Seus olhos piscaram para minha boca. "Por que todos não podem ser agradáveis e se darem bem?"

Ah e cantar "Kumbaya"7 ao redor da árvore de Natal? Sim, só mais um lembrete, que ela não pertence ao meu mundo e eu tenho a certeza que não pertenço ao dela. Onde os pôneis cagam arco-íris e armas de tiro são flores. "Talvez eu vá esperar lá fora."

"Faça isso".

Caminhei até a porta e fiz uma pausa, pensando se eu a iludi que eu estava tentando fazer por ser mal, ela poderia obtê-lo. "Ninguém fez piada com você hoje?"

"É uma pegadinha?", ela perguntou, pulando na cama de Mo. "Você faz piadas o tempo todo!"

"Além de mim." Enfiei minhas mãos nos bolsos para evitar de agarrá-la pelos ombros. "Diga a verdade."

"Não," ela gaguejou. "Ninguém tirou sarro de mim hoje."

"Acho que meu ponto está feito," eu disse suavemente.

"O inferno que é." Outra almofada encontrou o seu caminho para o ar, apontando para o meu rosto. "Você acha que tem tanto poder? Para me proteger deles? Você acha que é muito melhor? Isso que você faz é melhor do que os típicos universitários poderiam fazer comigo?"

Ela disse inferno? E por que eu fiquei tão excitado com isso? "Quer fazer uma aposta?"

"Tudo bem!" E agora ela estava me cutucando no peito. A garota não parou, e ela deu um soco mais uma vez, ela ia ter um grande problema nas mãos, principalmente comigo beijando a merda fora dela.

O puxão, o toque simples, tinha meus joelhos flambando.

"Por favor, não me toque."

Ela parou.

Eu suspirei e inclinei-me. "Eu vou parar de te incomodar... mas quando eu ganhar — quando você não aguentar mais — quando você estiver vivendo no inferno todos os dias, eu quero ouvir da sua boca. Não de Monroe. Não de Chase. Eu quero que você se aproxime de mim. Quero que me diga... "

"Diga o que?", ela sussurrou. Sua boca era tão tentadora... apenas algumas polegadas mais e eu iria reivindicá-la.

"... Que precisa de mim." Que diabo?

"Quando o inferno congelar!", ela surtou.

Bem, aparentemente o nosso momento acabou. "Traga um casaco, porque a vida é uma droga, e você acabou de comprar um bilhete de primeira classe, querida."

Eu abri a porta um pouco rápido e saí, mandei a Mo um texto, uma vez eu estava em segurança no elevador.

Eu ia falar com ela no telefone, mas esperar no quarto por mais dez minutos acabaria em desastre, porque Tracey não iria deixar pra lá e levar as coisas. Não, ela era uma lutadora, e era tão sedutora, que não sabia o que fazer comigo mesmo, como lidar com ela, ou como eu ia sobreviver no próximo semestre sem reivindicá-la.

Mo respondeu imediatamente.

Mo: Por favor me diga que você não foi na minha colega de quarto. Eu gosto dela!

Eu: Ela ainda respira.

Mo: Então o que se passa?

Eu hesitei, minha mão pairando sobre o texto. Eu poderia contar sobre Tex mais tarde. Agora, só queria esquecer tudo o que Trace me fez lembrar. Como simples carícias, sorrisos, amor, confiança.

Eu: Festa.

Pelo menos enquanto eles festejarem, vou falar com meu pai e deixá-lo saber que Tex queria uma reunião. Mo estaria na festa, feliz como um molusco. Eu não teria que ver a cara de Tracey, e eu poderia me lembrar por que eu era o chefe, porque eu estava protegendo minha família. A única maneira de me lembrar? Ver o que meu pai era e obter uma boa dose de realidade.

Mo: Realmente?

Eu: Convide a todos. Será o de sempre. Bebida de graça. Eu vou enviar Chase e Tex. Divirta-se.

Mo: Eu gosto de Tex.

Eu: Ok...

Mo: Você acha que o pai... aprovaria?

Eu: Pai não é o chefe. Eu sou. E eu aprovo. Vá se vestir, se divertir. Enviarei mais tarde o texto.

Mo: ;)


CAPÍTULO 14


não SE META COMIGO... OU FAÇA, E VEJA O QUE ACONTECE


CHASE


“Aww, por favor?" O Dedo do Nicole corria pelo meu braço enquanto configurava a festa. "Nós vamos ser realmente rápidos."

Haha! Sonho de qualquer homem: 'Ei, vamos transar rapidinho. Eu vou ser rápido. Deixe-me apenas usá-lo para o seu corpo quente'. Ok, então ela não falou assim, mas ainda assim. Chamadas de espólio, ela era conhecida por eles. E assim era eu.

Com um suspiro, eu afastei-a. "Eu não sinto isso agora."

Suas sobrancelhas arquearam. "Você não está sentindo isso? Ou eu? O cara diz não ao sexo?"

Hah. Boa pergunta. Quem está na merda profunda e provavelmente encontra-se na extremidade oposta da arma de Nixon por semestre?

"É você", eu disse claramente. "Você tem gordura."

Ela fez uma careta. "Bobagem. Você não quer sexo? O grande Chase Winter, jogador do ano, me dizendo não?"

"Bem...", Phoenix veio por trás dela. "... Você é tipo de uma vadia. Mas ei, experimente os calouros. São sempre fáceis."

"Idiotas", ela murmurou.

Phoenix agarrou o braço dela e puxou-a contra seu corpo. "Diga de novo, e cortarei sua língua fora."

Ela engasgou.

"Ah, o medo." Ele assentiu. "Eu respondo melhor para o medo do que para um convite. Talvez da próxima vez você deva perseguir esse olhar quando você oferecer seus bens. Agora vá embora e encontre um calouro para foder. Ele é bom demais para você, e você me deu."

Lágrimas escorrerem pelo seu rosto, enquanto ela empurrava para longe dele e fugia do quarto.

"Duro", disse, definindo o barril.

"Bom." A cara do Phoenix estava desfigurada, como se ele não tivesse dormido em dias. Perguntava-me se os pesadelos tinham voltado, mas tinha medo de perguntar porque se eles não estavam de volta, eles voltariam só por perguntar.

“As coisas estão legal, cara?" Eu disse casualmente.

Os olhos dele passavam diante de indiferença legal que se estabeleceu no lugar, através de suas características. "É claro. Por que não estariam? É o último ano, terminando neste buraco de merda e vamos conseguir ficar bêbados esta noite. Por que as coisas não estariam legais?" Seu sorriso foi forçado, suas mãos trêmulas.

Merda. "Você parece cansado." Minha maneira de dizer-lhe para ir para casa.

"Vou dormir quando estiver morto." Seu jeito de me dizer para me lixar.

Mantive minhas mãos. "Tentando ser amigo."

"Isso é tudo que eu preciso agora," ele zombou. "Mais amigos falando merda sobre a minha vida, me fazendo sentir —"

"Phoenix"?

"Esquece." O sorriso forçado estava de volta. "Quando é que Nixon vai chegar?"

"Ele não vem." Eu defini os copos ao lado do barril e encolhi os ombros. "Tinha de ir ver o pai."

Os olhos de Phoenix estreitaram. "E nós não fomos convidados?"

"Nixon não precisa de uma babá. Além disso, quando você já foi com ele para ver o pai dele?"

"Nunca", Phoenix disse em voz baixa. "Mas Nixon prometeu que me levaria, apenas uma vez, então eu poderia aprender a ver melhor, como as cordas operam as coisas do mundo exterior..."

"Cara...", eu balancei minha cabeça. "... há tempo de sobra para isso. Não se preocupe."

Phoenix ficou quieto, enquanto eu configurava o resto das bebidas.

"Já?"

"O quê"? Minha mente tinha viajado para Tracey-território, significando que eu tinha esquecido de Phoenix ainda estava ali.

Ele se inclinou em todo o barril, dobrando os braços. "Você foi com ele antes? Quando eles têm suas... reuniões?"

Dei de ombros. "Sim".

"E Tex?"

"Acho que sim..." Meus olhos se estreitaram. "O que é isto, Phoenix?"

"Nada". Ele sorriu, batendo a mão em todo o barril. "Nada demais... droga. Mas já está acontecendo, não é?"

"O que diabos você tem?"

"Eu nunca vou ser bom o suficiente para o seu sangue."

"Phoenix..." Eu rolei meus olhos. "... Pare de ser dramático. Não é nada disso. Nixon é apenas cuidadoso...

Sou família e Tex — "

"É um maldito Campisi! Um inimigo! Até convidou o inimigo em sua própria casa! E o que? Um De Lange ainda não pode pisar os pés através do portal precioso?" Ele bateu com o punho contra o barril duas vezes antes de pisar afastado. "O que quiser. Estou fora. Vou ver você hoje à noite."

"Phoenix —"

Ele me mostrou o dedo e bateu a porta atrás dele.

"O que entrou no cu e montou acampamento?" Tex disse por trás de mim.

"Não sei", eu murmurei. "Mas ele não está agindo como ele."

"Se ele está agindo como um idiota, ele está agindo como ele."

"Não". Eu balancei minha cabeça. "Não é isso. Ele parece... fora."

Tex riu atrás de mim. "Abra os olhos, a luz do sol. É tão normal o que tivemos. Agora cerveja. Quero esquecer o fato de que Nixon está pedindo seu pai se posso falar com ele sobre Mo."

Bufei com riso. "Você não precisa de cerveja. Você precisa de tiros.”

"Por favor, quem quer ficar bêbado antes dela chegar. Eu tenho planos... para ela, para mim."

"Ela está trazendo Tracey?"

"Hum, nossa, eu não sei, Chase. Você quer que eu mande uma nota igual ao teste de ortografia e pergunte ao círculo: Sim ou não?"

"Hilariante". Eu joguei um copo no rosto dele.

Ele sorriu. "Calma, Romeu. Acontece que Mo está trazendo a colega de quarto bonita. Por que? Você vai para bater isso?"

"Sim, porque estou ansioso para Nixon atirar-me na cara. Não sem bater, mas sim, posso falar com ela."

"Falar"? Tex começou a rir. "Desde quando Chase Winter fala para uma menina sem ela fazer mais tarde?"

"Desde agora". Eu empurrei-o. "Agora vai ser um pé no saco em outro lugar."

Ele levantou as mãos e riu ainda mais forte. "Te fiz todo torcido por dentro, não é?"

"Não". Sim.

"Fofo. Você finalmente caiu. Pena que ela não é sua."

"Ela não é dele," eu rebati.

"Ainda não", Tex corrigiu. "Ainda não".


CAPÍTULO 15


OS GRITOS ERAM MINHA SINFONIA


PHOENIX


Eu bebi mais do que normalmente. Diabos, nem foi a festa que tinha trazido o animal. Foi à última garota.

De quatro, a última que não chorou.

Ela simplesmente... olhou para mim, como se ela tivesse pena de mim, como se ela não tivesse sido a única a receber sua dignidade descascada, enquanto eu fazia sexo com ela. Naturalmente, foi consensual. Nós as drogávamos com Molly, e realmente não importava que elas estavam sendo utilizadas por seu verdadeiramente.

Mas ela não respondeu às drogas como as outras garotas. Elas eram muito felizes para abrirem as pernas — só vomitei duas vezes naquela noite.

Mas a última garota. Ela tinha me olhado como se ela realmente me visse, como se ela quisesse me salvar de mim mesmo, enquanto eu queria destruir a vida dela. Não fazia sentido. Então, novamente, minha vida não faz sentido. Todo mundo estava farreando, tendo o maior tempo de suas vidas, e lá estava eu... triste e chateado porque Nixon tinha jogado o meu passado na minha cara.

Tinha muita vergonha do meu passado. Ele também me marcou e trouxe a atenção de todos. Nunca seria bom o suficiente.

Claro, a menina fazendeira estava muito bem.

Mas seu melhor amigo, desde a infância? De repente não estava.

Eu sabia que precisava fazer algo para provar a mim mesmo, mas eu não sabia o que eu poderia fazer para melhorar as coisas.

Minha mente inundada com imagens do rosto daquela garota.

Náuseas se anexaram.

E então Tracey entrou pela porta com Mo.

Concentrei-me nela.

Ela era bonita, inocente, o tipo de garota que meu pai ia adorar vender pela melhor oferta — mas também extremamente fora dos limites.

Por quê? Por que eu estava com ciúme de uma menina?

Por que me importava que Nixon dava atenção a ela?

E por que me importava que ela estava causando a amizade que já está se desintegrando com o pessoal a se dissipar em pó?

Parecia que algo estava para acontecer, e a menos que eu parasse, eu ia estar do lado de fora.

Sem pensar, enfiei a mão no bolso e puxei a pequena pílula. Eu esmaguei entre meus dedos e espalhei no copo que eu tinha e lentamente esperei.

Eu tinha que provar o mesmo que ele... outra vez.

Provar o meu valor a todos eles.

Ou acabar como meu pai.

Eu preferia matar todos naquela maldita escola do que ter o seu futuro.

Então eu esperei nas sombras, piorando a cada minuto, porque minha consciência tinha decidido voltar com força total.

Ela merecia o feliz.

E eu ia dar-lhe o feio.

Eu estava indo forçar a mão com Nixon.

Era egoísta. Então, novamente, nunca prometi que eu não seria egoísta. Era tudo que eu tinha... Eu mesmo. E a parte de merda?

Quando eu olhei no espelho... as únicas coisas que eu vi eram seus olhos, seu cabelo, suas feições. E odiei-me cada vez mais por causa disso.


CAPÍTULO 16


EU MATEI MEU PAI... E GOSTEI


Nixon


Eu fui até a casa, com as mãos tremendo, e olhei para a tela do computador no telefone. A festa tinha acabado de começar.

O resto do mundo estava se divertindo enquanto eu tive que vir sentar-me no meio de uma reunião com o próprio Satanás.

Desde que eu estava indo me encontrar com meu pai, eu tinha chamado uma reunião com o resto dos homens. Para também atualizá-los sobre o que estava acontecendo. Tio Tony tinha pensado que seria uma boa ideia, e eu precisava de uma atualização sobre o que eles tinham sobre De Lange — outro motivo de porque eu estava sozinho. A última coisa que precisava era de Chase, Tex, ou — Deus me livre — Phoenix para estarem lá. Quanto menos soubessem, mais seguros eles estavam. O que significava basicamente que se eu morresse, eles estavam fodidos, mas é por isso que pagamos os homens de bem. Eu não estava realmente matando. Agora não.

Eu abri a porta para meu Range Rover e tirei dos ombros minha jaqueta de couro. Eu sempre gostei de abordar reuniões, como se estivesse indo para a guerra. Porque é isso que acontecia quando você tinha dois chefes na mesma maldita casa. Uma guerra.

Eu era o novo chefe tomando assumindo o lugar do meu pai, considerando que ele estava muito doente para alguma coisa, mas tossia e latia ordens que não fazia sentido para ninguém, apenas à sua mente demente. Mas ele ainda tinha o anel na mão esquerda.

Eu não tenho nada.

Eu verifiquei as duas pistolas e as amarrei ao meu peito, então fiz o meu caminho para casa. A porta se abriu antes de eu chegar a ela.

Tio Tony saiu e acendeu um charuto. "Ele está de mau humor hoje."

"Ele está sempre de mau humor." Eu fiz uma careta.

"Nixon..." Tony acendeu o charuto. "É hora".

Meu coração, o que restou dele, congelou-se no meu peito. "Estamos colocando as coisas no gelo tão cedo?"

"Ele é louco". Tony franziu o cenho. "Falando como um louco sobre esposas, maridos, filhos que não são dele... de comutação. Ele mesmo está dizendo que ele não me reconhece como seu irmão. Ele está doente."

"Os médicos —"

"Para o inferno com os médicos. Você é o chefe agora. É a sua chamada. Só posso aconselhar sobre o que seria a melhor opção. Mas os homens, eles estão prontos, Nixon, e você também."

Acenando, eu passei por ele e fiz o meu caminho para a casa. Nós tínhamos capitães, soldados, homens feitos, e todos me olhavam como se eu fosse o seu Deus, apesar de ser décadas mais jovem. Sou eu quem manda, enchendo seus bolsos, governando seus malditos mundos.

"Chefe". Vin apertou a minha mão, enquanto eu caminhava até a sala onde eu sabia que meu pai estaria sentado no sofá.

O silêncio era ensurdecedor, enquanto eu fazia o meu caminho em direção a seu corpo mole. Ele tossiu, em seguida, começou a praguejar em siciliano, chamando pela minha mãe.

Tony estava certo.

Algo precisava ser feito.

O ódio borbulhava dentro de mim, quando ele parou de tossir e sorriu em minha direção. "Você não é meu filho."

Rolei os olhos e puxei a minha pistola.

A tensão engrossou. Uma tempestade estava chegando, cerveja, torcendo minha garganta, impossibilitando a respirar o mesmo ar.

Meu pai inclinou-se, seu sorriso zombando como seus olhos azuis lúcidos me olhavam. "Você não é nada."

Eu sorri e inclinei minha cabeça, retornando seu sorriso com um amargo. “Eu sou tudo".

"Eu sei porque está aqui." Ele desviou o olhar como se eu não tivesse uma arma a algumas polegadas de seu corpo.

Como se eu não tivesse minha mão firme no gatilho. "Você vai destruir essa família. Você vai destruir tudo que construí."

Para isso, eu ri.

Anthony ficou tendo à minha direita.

"Velho, tudo que foi construído nos últimos quatro anos fui eu. Do que você acha que me chamam?"

Os olhos dele estreitaram-se enquanto o quarto mudava.

Um por um, os homens caminharam lentamente ao meu lado, de pé ao meu lado, e de pé ao meu lado, cada um deles parado com atenção, como se eu fosse o seu Deus.

"Traição!", meu pai gritou, caindo em outro ataque de tosse. "Anthony! Faça alguma coisa!"

O temporizador disparou.

O fim estava próximo. Para ele, não para mim. Sempre jurei que iria matá-lo. Eu prometi a mim mesmo quando eu era um garotinho, e eu prometi a mim mesmo quando eu vi minha mãe morrer um pouco todos os dias. Eu o mataria.

E finalmente essa era a minha chance.

"Pai..." Minha voz tremeu. "... talvez Deus estenda a mesma misericórdia que você estendeu para minha mãe, para mim, e para os homens que se viraram contra você."

"Você não é nada!", ele gritou mais alto. "Me ouviu?"

Eu apertei o gatilho e sussurrei: "Eu sou tudo. Eu sou o chefe. Sangue en — não fuori."8

O tempo parou quando a pressão no meu dedo aumentou. Um único tiro soou para fora enquanto o meu pai amaldiçoou-me para o inferno. Essas foram suas palavras finais de seu único filho.

E eu não me sinto mal.

Eu não senti nada.

Mesmo quando o sangue espalhou por toda minha roupa.

Quando seu corpo entrou em colapso no chão, causando uma confusão para entrar em erupção em torno da sala de estar.

Eu não senti nada.

E eu tinha-lhe de agradecer por isso. Ele me fez do jeito que eu era — sem coração, um assassino de sangue frio — e naquele momento, quando entreguei Anthony minha arma e comecei a limpar as minhas mãos na toalha que Vin tinha jogado para mim, eu percebi...

Ela não pertence a este mundo, não pertence a mim.

Eu só tinha matado meu pai.

A sangue frio.

Com o fim de, oficialmente, assumir o papel que ele tinha me preparado desde o primeiro dia.

Meu futuro estava me encarando com olhos frios e sem vida. Era ele, ele se foi, não importa o quanto eu queria para combater isso.

Eu era o chefe.

E eu só tinha selado o meu destino para toda a eternidade.

"Salud!"9, Anthony, gritou, puxando o anel da mão fria do meu pai e enfiando-o no meu dedo. Ele beijou o brasão da família, e meu coração apertou quando cada homem fez o mesmo.

Então isso é o que parecia — para estar vivo, mas completamente morto por dentro.


CAPÍTULO 17


o INÍCIO DA QUEDA DA ESCURIDÃO


CHASE


Eu procurei avidamente por Tracey. A festa já estava em pleno andamento, e Mo ainda tinha que mostrar sua linda cara, o que significava que Tracey não entrou e permitiu-me varrer fora de seus pés.

Nixon não ia ser capaz de fazê-lo em conta que ele tinha manchado as mãos de sangue — literalmente. Ainda não podia acreditar no que ele tinha feito. Matou o pai e então perguntou-me sobre uma maldita festa, como se o cheiro de sangue não estivesse ainda fresco em suas roupas. Eu tinha respondido tão normal quanto possível e com as mãos trêmulas, tomamos três tiros seguidos.

Isto não era para ser a nossa vida.

Lembrei de um tempo quando eu era pequeno e eu queria ser astronauta. Que durão, certo? Para ser capaz de ver o mundo de cima, de viajar, de ser algo diferente do que era esperado de mim.

Meus sonhos tinham sido esmagados no minuto em que eu tinha confiado em meu pai.

Ele riu na minha cara e disse que homens Abandonato não se tornavam astronautas. "Por que..." ele perguntou. "... Eu iria querer ver o mundo, quando eu estava indo para ser o dono?"

Eu ainda não sabia o que ele queria dizer naquele momento. Se eu soubesse, eu provavelmente teria fugido, mas eu queria impressionar o meu pai. Ele era poderoso, rico — tudo o que eu pensei que era importante para um homem ser.

E ele não chorou.

Eu chorei.

O que me fez fraco.

Mas eu sabia que Nixon também chorava. Foi a única coisa que nos manteve juntos, quando ouvi meus primeiros tiros.

Quando eu vi meu primeiro assassinato.

Quando meu pai jogou fora meu boneco astronauta e então ateou fogo na revista sobre espaço, que encontrou debaixo da minha cama.

Garotinhos são feitos para sonhar. Eles devem ser capazes de explorar e descobrir o seu objetivo.

Minha pequena viagem para baixo na pista da memória, quase me fez perder a entrada do Mo. Tracey estava logo atrás, olhando como se ela nunca tivesse pisado em uma festa antes.

Ao invés de abordá-la, observei enquanto ela tecia seu caminho através da multidão, cuidadosa para manter os olhos evitando que ela estivesse com medo de encarar alguém diretamente.

Phoenix deu-me uma cotovelada e apontou. "Ela não vai durar."

"Ela vai ficar bem."

Ele deu de ombros e pegou outra cerveja. Pelas minhas contas, ele estava em sua décima bebida, mas eu não era mãe ou pai dele, então para eu dizer algo... parecia estúpido e totalmente fora do personagem. Tive minha cota de momentos bêbados.

"Eu vou beijá-la," Phoenix afirmou corajosamente.

Diabos que ele ia. "Não, não".

"Eu vou". Phoenix sorriu e então bateu o joelho e riu-se, derramando a bebida sobre o copo.

"Cara, você deve ter isso ruim se você percebeu que se irritou com um beijo. Merda, não é como se eu dissesse que eu ia transar com ela."

Meus punhos cerraram ao meu lado.

"Anime-se." Ele deu-me uma cotovelada. "É uma festa".

Eu balancei e me servi uma bebida. Ele estava certo. Eu estava sendo um idiota. Eu estava agindo como um idiota apaixonado.

Tracey virou e sorriu em minha direção.

Meus pés me imploraram para caminhar em direção a ela.

Em vez disso, quando uma garota entrou em minha linha de visão, uma menina, cujo nome eu nem sabia... Beijei-a agressivamente na boca, saboreando a cerveja em sua língua, me odiando naquele momento mais do que nunca.

Eu precisava afastar Tracey.

Como Nixon.

Ela era ruim para nós.

Ruim para mim.

Ruim para meu estilo de vida.

E não pertencia a um mundo onde as armas eram necessárias. Não, ela pertencia ao espaço, com os astronautas, com os sonhadores. E eu não ia tirar isso dela, como meu pai tinha tirado isso de mim. Ela merecia mais, e eu precisava me afastar antes que fosse impossível dar isto ela.

A menina agarrou a parte de trás da minha cabeça com suas garras e gemia na minha boca. "Hum, Chase."

"Mmm", eu queria dizer para a estranha, cujo nome-eu-não-sabia e que beijava-como-merda. Em vez disso, eu a joguei contra a parede mais próxima e atirei minha cerveja no chão. Ela envolveu suas pernas em volta de mim e me permiti perder-me na identidade que eu tinha criado para mim mesmo na Elite, esperando como o inferno que isto seria suficiente para manter-me longe do que eu realmente queria, e quem eu realmente era.

 

Horas mais tarde, depois da minha sessão de amassos com... Bianca? Este era o nome dela? Ela disse, mas eu não estava prestando atenção, e quem precisava de nomes para beijar mesmo?

A festa estava chegando ao fim, e eu notei que Tex e Mo tinham se isolado de tudo, estando em um canto engolindo um ao outro. Sim, eu bati uma foto disso e mandei para Nixon. Deixe-o ser o único a ir de cabeça com Tex. Eu tenho a certeza que farei isto.

Quando não consegui encontrar o Tracey, entrei em pânico. Talvez ela estivesse no quarto dela. Quando eu me nomeei seu protetor de qualquer maneira?

Me xingando, saí correndo da casa e quase colidi com Phoenix. Eu olhei para baixo e quase puxei minha arma nele. "Que diabos, Phoenix!"

Seus olhos frios conheceram os meus. "Ela está bêbada. Estou levando ela de volta ao dormitório dela."

"Como o inferno você vai! E seu dormitório não é nessa direção. O que está fazendo?" Eu empurrei contra ele, e ele tropeçou ligeiramente. Ótimo. Ainda bêbado. Espetacular.

Os olhos do Tracey estavam fora de foco quando ela olhou para mim, em seguida, para Phoenix.

"Eu estou fazendo a ele um favor, nos fazendo um favor. Afaste-se. Você já está na lista-negra de Nixon. Estou fazendo tudo melhor. Você verá."

Ele estava certo sobre isso. Nixon estava chateado que eu estava ficando muito perto de seu território, isso não seria um problema mais. Mentiroso.

Tracey moveu a mão dela, quase como se ela estivesse tentando me alcançar. Merda. Isto era ruim, e ia piorar.

"Eu vou levá-la", eu murmurei, sabendo exatamente o que Phoenix estava fazendo. Nos últimos anos nós tínhamos intimidado e drogado tantos rapazes e garotas que estavam empurrando-nos longe demais. Mas eles sempre tinham merecido.

Nós nunca escolhíamos os fracos. Nós nunca e quero dizer nunca, fazíamos o olhar inocente como Tracey, parecer tão mal.

"Você vai fazer isso? Realmente?"

"Deixe-me fazê-lo." Eu estendi meus braços. "E isto vem direto de Nixon? Ele disse para fazer isto?"

Phoenix, bufou. "Você acha que realmente faria isso sozinho? Nixon quer ensinar-lhe uma lição final, e ele não consegue, então fazemos o trabalho sujo. História das nossas vidas, certo?"

"Mas ela não fez nada de errado."

"Ah, mas eu acho que ela fez." Phoenix sorriu. “Ela faz... Afinal, ela tem você e o chefe lutando para manter suas calças, e ela se recusa a dobrar-se às nossas regras, mesmo depois que ela foi avisada. Não podemos ter o resto do campus pensando que perdemos nosso toque. Ela nos faz parecer fraco.”

Nixon sabe disso, Tex sabe disso — diabos, eu estou perdido, e até eu sei. “Nós temos que fazer da Vaqueira um exemplo.”

De uma forma muito disfuncional e torcida, ele estava certo. Eu balancei a cabeça e lentamente fiz meu caminho para o dormitório dos rapazes, amaldiçoando Nixon o tempo todo.

Ele tinha surtado? Claramente, matar o seu pai tinha feito algo para ele, porque nós estávamos prestes a fazer uma menina inocente se parecer com o diabo. E olha quem estava carregando ela? Eu.

Eu olhei o céu. Era uma noite clara. Você podia ver milhares de estrelas, e eu pensei novamente sobre a coisa de astronauta. Sim, até morrer no espaço seria melhor do que levar a garota, que eu gostava, para o dormitório dos homens e colocá-la na cama com o quarterback.

Eu já estava estendendo a mãos para ela, fazendo a escolha que eu sabia que iria mudar o rumo das nossas vidas para sempre. Mas não tinha coragem de deixar Phoenix fazê-lo. Algo nos olhos dele me disse que não podia confiar nele. Estavam vazios — eles estavam assim por um tempo, como se sua alma já não possuísse o corpo dele, mas eu tinha desistido há muito tempo dele, deixando-o condenado por toda a eternidade.

"Você vai fazer isso?", ele rosnou. "Sério?"

"Não é como se eu nunca fiz isso antes", eu sussurrei para que Tracey, se ela ainda estivesse consciente, não me ouvisse. Fizemos essa brincadeira mais vezes do que eu poderia contar, mas sempre tinha sido com quem realmente merecia. Meninas que tinham se prostituído ao redor e zombavam dos outros... Basicamente, nós cuidamos dos valentões da única maneira que nós sabíamos: levando isto longe demais e esperar que, quando elas acordassem na cama de outra pessoa, sem qualquer lembrança do que tinha acontecido, elas mudam seus caminhos ou deixam a escola.

Tracey gritava inocência.

Então estava fazendo —, não porque ela era uma puta. Mas porque eu sabia que era o melhor. Precisávamos que ela saísse da escola porque as coisas não tinham sido as mesmas desde que ela tinha chegado. Nixon estava mais irritado do que nunca, e convidou-a para o nosso grupo, para nossas vidas.

"Deixe-me fazê-lo."

Seu corpo caiu nos meus braços, e eu quase estremeci. Ela era tão leve, tão suave. Em outro tempo, talvez em outro mundo, ela seria minha. Eu ia levá-la para o meu dormitório, cuidar dela, dizer que todos os caras não eram assim, eles não eram como nós. Diria-lhe que um dia que ganharia um cara... não tomar o que não era dele para pegar.

"É o que quer Nixon," Phoenix disse lentamente. "Ele só não sabe. Você sabe que isto nos dividiu demais. Quando foi a última vez que você foi contra ele, Chase?"

Eu não disse nada.

"Isso é o que eu pensava. Lide com isso no seu caminho, ou eu vou lidar com isso no meu." Os olhos do Phoenix avidamente levaram-na, e então ele colocou um beijo na testa dela. "É uma pena. Ela realmente é linda."

Sem chance no inferno. Ele se afastou, caminhou de volta para o SUV e colocou-a no banco da frente.

"Maldita Máfia," eu murmurei, ligando o carro.

"O que?" Tracey perguntou.

"Shh". Toquei sua bochecha com a palma da minha mão e notei uma mancha de sangue no meu pulso.

Eu me afastei.

Mas era tarde demais.

Eu estava contaminado. E tinha tocado.

E eu me lembrei novamente de como diferente nossos mundos eram. O meu era sangrento. O dela era puro.

"Vai ficar tudo bem, Tracey," eu sussurrei. "Tim não vai te machucar, e no final, você vai sair. É melhor assim. Você estará segura. E tudo..." Minha voz tremeu. "... tudo vai voltar ao normal."

Quando que eu fui para o quarto do Tim, eu estava me sentindo doente. Ele abriu a porta e olhou para baixo.

"De verdade?" As meninas o amava por sua aparência asiática indexada como uma exótica, no entanto, ele ainda tinha a coisa de futebol no seu corpo. Ele adorava os Eleitos — então, novamente, tínhamos tanta merda na sua família, que não é mesmo engraçado. O caseiro tinha assinado sua vida no sangue. Ele nunca iria se livrar de nós e ele sabia disso.

"Faça parecer real". Coloquei ela na cama. "Nixon quer fazer dela um exemplo."

"Ah, então é sobre isto que era o texto do Phoenix. Ele disse que ela precisava estar nua para... "

"Inferno não!" Eu cuspi, e quase bati no seu queixo. "É uma armação, uma simples lição em quem corre coisas. Se você realmente tocá-la, eu vou remover todos os dedos da mão direita e costurá-los para trás. Entendeu?"

Tim empalideceu e acenou com a cabeça lentamente. "Então? Eu só tiraria algumas fotos dela deitada aqui e coisas?" Meus olhos se estreitaram. "Espere. Nixon não enviou uma mensagem para você?" Algo estava errado, mas a última coisa que eu queria fazer era discutir com o chefe, especialmente depois que ele tinha acabado de atirar na cabeça de alguém.

Alerta de texto do Tim saiu. "Não importa. Tenho instruções."

Então Nixon tinha que configurá-lo.

Filho da puta.

Eu o odiava.

Eu queria matá-lo.

Então, novamente, eu estava tão ruim. Posso não ter feito a ordem, mas eu tinha realizado o comando como uma cadela. Uma garota inocente ia acordar na cama o quarterback, e os boatos se espalhariam, a chamariam de vagabunda e ela viria correndo de volta para os Eleitos para a proteção. E todo mundo veria que este mundo era um da nossa própria criação, e foi pela bondade dos nossos corações, que deixamo-los viver nele.

Tim suspirou. "Só por essa noite?"

Sim, volto por volta das 06:30, tudo bem?"

"Ok". Ele lambeu os lábios. "Eu vou ficar no corredor. Texto a história que ficará antes de você partir pela manhã, tudo bem?"

"Ótimo". Eu assenti com a cabeça e fiz meu caminho quando ele me deixou sozinho no quarto.

Eu nunca tinha ficado antes.

Eu geralmente dava as instruções a Tim, pagava-lhe bem, considerando que ele estava tecnicamente na bolsa de futebol e ia embora feliz.

Mas isso é a coisa sobre a máfia executando uma universidade. Nós tínhamos todos no nosso bolso, incluindo o quarterback que acabou de ter sido pago pelo Abandonatos para ganhar jogos e fazer tudo o que dissermos.

Hoje à noite. Esta noite. Eu fiquei.

Porque deixá-la lá sozinha, me fez sentir como merda. Eu a coloquei na cama, assim como meu telefone tocou. Era Nixon.

E eu também estava com raiva dele para responder.

Então deixei ir para o correio de voz e o guardei no meu bolso.

Como diabos conseguiu uma pessoa tão bonita? E por que se importava que a pele dela estava parecendo veludo? Ou que seus lábios estavam tão vermelhos e eu queria prová-los? Sim, certeza que beijar uma garota enquanto ela estava inconsciente era desaprovado. Então, novamente, então assim era despi-la.

Me odiando, delicadamente puxei as suas roupas, deixando-a em nada mais que seu sutiã e calcinha, e olhei. Como um completo maníaco, pessoa lunática, louco.

Meu telefone tocou novamente.

Eu continuei encarando.

Ela gemeu durante o sono.

E pela primeira vez em anos, eu queria ser diferente. Se eu tivesse nascido em uma família diferente, vivido uma vida diferente, eu teria uma menina assim — uma garota como ela. Que era então muito inocente que quando ela viu a cozinha francesa, os olhos dela ficaram grandes.

Uma garota que provavelmente não sabe a diferença entre um Merlot e um táxi. Eu queria uma menina que ficasse animada quando ela visse as coisas pela primeira vez, uma menina inocente.

Eu queria Tracey.

Por nenhuma outra razão do que ela não era como alguém que já tivesse conhecido — e já sabia disso a alguns dias.

O que novamente deve provar o ponto.

Eu abaixei e beijei sua bochecha. "Menina bonita..." Fechei os olhos. “... Me desculpe, mas você não pode ficar aqui. Você não pode estar em nosso mundo. Você vai morrer ou querer que você estivesse morta... Você já está muito profunda, e você não sabe." Beijei-a novamente, ficando tão perto que conseguia cheirar seu shampoo.

Xingando, olhei para o relógio. Era meia-noite.

Tirei meus sapatos, saltados para a cama com ela e puxei-a em meus braços. Ela pode estar inconsciente, mas eu quero que ela se sinta segura — segura, mesmo que ela não saiba disso. Talvez tenha sido o porquê me fez sentir melhor.

Segurei-a noite toda, e quando Tim bateu na porta de manhã cedo, contei-lhe a história, corri para fora e vomitei.

Não era minutos mais tarde, quando recebi um telefonema de Phoenix. "Você fez bem."

Então por que só sentia como se eu só tinha vendido minha alma ao diabo? Meu reflexo me olhou através do espelho no quarto. Quantas vezes uma pessoa tem antes de perder a sua alma para o bem?

Antes dele se voltasse, para o outro lado?

Tinha uma sensação que já estava lá. E a razão — a única pessoa que poderia puxar-me disso — ia me odiar para sempre.

Achei Phoenix no saguão principal. Sem dizer uma palavra, sentei-me ao lado dele e fechei os olhos.

O som do riso acordou-me do meu sono. Phoenix ficou, eu segui, e logo se abriu a porta para o corredor. Tracey corria, através dela lágrimas escorrendo pelo seu rosto. Ia parecer um covarde embora. Um covarde iria desviar os olhos de vergonha.

Eu não era covarde.

Então encontrei o olhar dela como se eu soubesse exatamente o que estava fazendo — como se ela mereceu seu escárnio.

Ela lançou-se em Phoenix. Ele vacilou quando ela bateu no peito dele, e alguma coisa brilhou em seu rosto. Arrependimento? Eu não tinha certeza, mas ele não estava lutando de volta, quase como se ele queria que ela o espancasse até a morte.

Muito cedo para lidar com suas tendências masoquistas, bloqueei ela em seguida, e fiquei na frente dele. “Deixa pra lá, Trace”.

"Seu filho da puta!" Lágrimas colidiram com os lábios. "Por que você fez isso comigo?"

Porque eu era fraco.

Porque não se faz perguntas a máfia.

Porque ela era perigosa.

Faça a sua escolha.

"Talvez não beba tanto da próxima vez." Phoenix sorriu.

Eu liberei Tracey quando os caras entraram no corredor gritando "Puta!"

Ela correu para fora da porta, e eu fiquei lá.

O time de futebol a tinha intimidado.

E eu tinha ajudado isso acontecer.

Ela estava chorando.

E eu fiquei ali.

Eu não merecia nada dela — nem sequer um sorriso. Eu merecia a morte, e era hora de eu largar a fantasia que teria qualquer coisa como isso no meu futuro.

"Vamos nos preparar para a aula." Phoenix me deu um tapa nas costas. "Isso é feito. Nixon mandou uma mensagem esta manhã e disse que não queria falar sobre isso, então nos faça um favor e deixá-lo, Chase. Ele já sofreu demais, sim?"

"Sim," bati as botas. Como eu se eu quisesse reviver o que tinha acontecido. Inferno não. "Você está certo."

"Claro que estou.” Os olhos do Phoenix brilharam com tristeza... antes ele balançar a cabeça e sorrir.

"Agora se apenas a professora de inglês pensasse a mesma coisa. Tenho tentando transar com ela durante toda a semana."

E foi isso.

Chega de falar de Tracey.

Chega de falar de Nixon.

Só nós, fingindo ser estudantes universitários normais.

Que piada.


CAPÍTULO 18


ALIMENTANDO O MONSTRO


Nixon


Meu celular tocou cedo demais para meu gosto. Era Mo. Ela iria querer saber o que nosso pai tinha dito.

Diabos, se falasse com o bastardo ele provavelmente diria algo como: "Minha filha nunca vai namorar com um homem com sangue Campisi." Ou algo nesse sentido. Então, quando ela mandou uma mensagem para mim, com um ponto de interrogação, respondi.

Eu: Você tem a bênção dele.

O que era uma mentira. Porque meu pai estava atualmente mantendo o tribunal com o diabo, com seus verdadeiros cumprimentos.

Eu suspirei quando outro alerta de texto saiu.

Mo: Hum, tem mais alguns cartões?

Me: Tenho sempre cartões. Por quê?

Mo: Tracey não está confortável em comer conosco mais.

E quase joguei o telefone contra a parede. Não está confortável? Depois de ter dado tudo para ela?

Eu: Ok. Como quiser. Vou lhe dar um cartão vermelho, se minha presença a irrita tanto. É melhor desse jeito.

Mo: Lanchonete vermelha???

Eu: Se ela comer no refeitório comum, ela vai ser envenenada.

Mo: Certo. Obrigado.

Abri a porta para a sala. Eu tinha ficado no campus ontem por conta que toda vez que eu tentei fechar meus olhos, eu via o rosto do meu pai. Eu tinha visto a traição, e eu tinha provado sangue em meus lábios.

"Ei..." O olhar de Chase não encontrou o meu. "... então noite difícil, parece?" Ele estalou os dedos e caiu sobre o sofá.

Eu joguei o telefone sobre a mesa, e fiz um barulho alto. "Sim, não é todo dia que um filho mata o pai."

"Nem todo filho teria coragem de fazê-lo, Nixon." Chase parecia merda. Círculos escuros faziam seus olhos olharem cansados, e não havia nenhuma faísca, sem vida, apenas... morte.

"A festa foi tão ruim assim?"

Ele soltou uma gargalhada. "Certo. Finja que não sabe. Movimento clássico. O que não sabe não vai doer na sua consciência, certo?"

"O que diabos você tem?" Eu balancei minha cabeça. "É muito cedo para você reclamar comigo. Podemos fazer isso depois da aula? Ou que tal nunca? Eu preciso encontrar um cartão vermelho para Tracey."

Rosto do Chase endureceu. "Então vai ser assim?"

"Ela quis assim," eu cuspi. "Então pare de defendê-la."

"Bem". Chase levantou-se de cadeira e pisou em direção à porta. "Eu pensei que você gostava dela."

"O que ela vir comer com a gente tem a ver com gostar dela? E o que isso importa? Eu e ela nunca vai acontecer. Ela é uma distração, um problema, algo que eu preciso de lidar. Temos esquema maior que do que a garota nova. De Lange deixou de colaborar."

Chase bateu com a cabeça contra a porta, não voltando. "A sério"?

"Sim," bateu as botas. "Ele não tem dinheiro e se recusa a responder a mais perguntas. Ele disse que ele quer o dinheiro primeiro para a informação que ele sabe, que é uma merda, a propósito. Só mais um beco sem saída. Não acho que quem matou o herdeiro Alfero significa..."

Chase jurou. "Significa que Frank Alfero vai sair do esconderijo. Ele só nos deu até este ano, Nixon. Diabos, é uma sorte que já não veio atrás de nós."

Eu balancei minha cabeça e me espreguicei. "Estamos mais poderosos que ele, mas não o queremos como inimigo também."

"Tarde demais para isso, eu diria. Devemos estabelecer uma reunião?"

"Não, se ele quiser falar conosco, ele nos encontrará."

"Certo". Chase riu sem humor. "Para cima mantendo a segurança em todo o campus, mantendo a nova garota fora do nosso negócio e tendo certeza que Tex não leve Mo para Las Vegas, ou o que? Agora estamos à procura por associados de Alfero?"

Eu caí para baixo para a minha cadeira. "Parece que sim."

"Bem, que merda. Sem ofensa, Nixon, e digo isto da maneira mais simpática possível, mas os mais velhos chefes são assustadores como o inferno e Frank... ele nunca superou isso."

“E você? Em silêncio, perdi minha mente voltando para a menina, minha melhor amiga, que havia perdido os pais dela e segurou minha mão quando eu chorei. "Você superaria isso? Se você amasse alguém tanto?"

Chase hesitou, voltando-se apenas um pouco para me enfrentar. "Não. Eu não iria superar isto. Se eu amasse alguém profundamente e eles fossem tirados de mim, eu começaria uma guerra para recuperá-los ou vingar o que aconteceu."

"Então, mantemos uma vigília... você vê qualquer homem Alfero, ligue-me ou a Tex."

"Não Phoenix?" Chase abriu uma fresta da porta.

"Ele é De Lange. Exatamente por isso não podemos confiar nele, não até termos certeza de que seu pai está disposto a continuar cooperando, não até que tenhamos essa família exatamente onde nós precisamos deles.”

Eles estão prestes a ruir, e temos que ser nós a juntar os pedaços. “Precisamos controlá-lo ou arriscar outra guerra.”

"Incrível. Portanto, temos o De Lange que nos odeiam, a propósito, e os Alferos, que há quatro anos tenho vindo a utilizar seu rosto como tiro ao alvo e — espera! Quem está na nossa equipe?"

Soltei uma risada, mesmo que não foi engraçado. "Hum, Nicolasi?"

"Odeia". Chase se juntou no riso.

"Campisi?"

"Todo mundo odeia e culpa sua família pelo suposto rapto do Tex, e se você diz que o FBI te ama, eu estou te dando o dedo."

"Damos-lhes dinheiro. Eles nos amam”, disse-lhe.

"O que seja. Não temos amigos."

"Nós temos um ao outro," eu disse suavemente. "Somos só nós, Chase. Lembre-se disso."

"Eu lembro." Chase suspirou. "Quando as coisas ficam difíceis, eu lembro."

 


Minha caminhada para classe foi uma merda, por conta que não conseguia parar de pensar sobre a iminente sentença pairando sobre nossa família.

Para piorar a situação, eu ainda tinha que ensinar a classe, uma classe que Tracey estaria.

Esforcei-me para não olhar para ela quando eu entrei na porta e comecei a disparar as direções para o calouro. "Hoje nós vamos trabalhar em equipe." Comecei a distribuir as folhas de papel. "Eu sei que muitos de vocês estão familiarizados com Descobridores de Catan. É um jogo de tabuleiro onde você está no comando de seu próprio país, e você vende e o comercializa com outros países. É mais complicado do que isso, mas hoje eu quero que vocês formem seus próprios países. Cada um de vocês tem algo que precisa de outra pessoa, seja óleo, trigo ou até mesmo terra. Você vai trocar com os membros da equipe a fim de construir o seu próprio país. Apareça com uma bandeira e um lema da equipe. Você tem o resto do período de aula."

Bem, eu não ia começar nenhum prêmio de professor-de-ano após esse discurso estelar, como eu gostava. Minha boca achava engraçado, minhas mãos suavam, e eu podia jurar que Tracey estava olhando para mim, mesmo que não tivesse realmente olhando para baixo o suficiente para notar.

Uma vez que os documentos foram entregues, voltei para frente da sala, finalmente, confiando-me o suficiente para olhar para cima.

Naturalmente, porque Deus me odiava, e que iria apenas cometer um pecado contra um dos dez mandamentos — de propósito.

A mão do Tracey disparou.

"Sim, fazendeira?"

Ela revirou os olhos. "Não são atribuídas às equipes"?

As pessoas ao seu redor abafaram o riso.

Idiotas. "Não, você trabalha com os grupos. Escolha um grupo e trabalhe com eles."

"Qualquer grupo?" Os olhos dela caíram quando um corar manchou as bochechas dela.

"Qualquer grupo," disse, precisando que a conversa acabasse para poder voltar a me torturar com pensamentos do gosto de seu beijo.

Ao acenar, ela levantou e caminhou até um grupo. Eu quase estremeci. Má escolha, mas hey, o funeral era dela. Só peguei a última parte dele, mas podia jurar que Tracey havia sido chamado apenas de prostituta.

Minha culpa, considerando que tinha sido um idiota com ela, mas ela precisava aprender a ser forte.

Os ombros do Tracey caíram na derrota quando ela marchou em direção ao fundo da sala. O grupo riu e tocou aqui um ao outro. Quando ela se virou novamente, ela evitou meus olhos. Eles revelaram muito — como pena.

Rapidamente peguei o livro mais próximo e o abri. Seu perfume me bateu primeiro. Era doce, tentador.

"O que posso fazer por você, Tracey?" Eu mantive meus olhos firmemente na página do livro. O amor que eu estava lendo? Foi ajudando sobre tanto como se Tracey estivesse tirando sua camisa e jogando-a na minha cara.

"Os grupos não me aceitam," ela sussurrou, a voz dela contendo um ligeiro tremor.

Bem, que merda.

"Então você falhou." O sangue rugia nos meus ouvidos. Que tipo de perfume ela usava? Esse material era mesmo legal? Ele não apenas flutua no ar; Ele rodou em torno de mim, me fazendo quase engasgar com êxtase.

Ela soltou um pequeno suspiro. "Não é minha culpa".

Ah, é a desculpa que eu estava procurando. Fechei o livro e olhei para cima. Tempo para a conversa. "Este é o mundo real, Trace. Você só simplesmente acusa as crianças de más em classe. Ninguém quer que você esteja em seu grupo? Esteja no grupo. Faça-os notar você. Faça–os prestar atenção. Agora, vá andando."

A dor nos olhos dela era como um soco na barriga, e então ela fez a coisa mais estranha. Ela endireitou os ombros, respirou fundo e virou-se sobre seu calcanhar. Ela pisou todo o caminho para o primeiro grupo que rejeitou ela.

O trabalho de punhos na mão dela, ela puxou uma cadeira com o grupo e começou a falar.

Cada membro bocejou para ela, em seguida, lentamente, acenou com a cabeça.

"Bem, eu serei amaldiçoado," eu murmurei, meu respeito por ela crescendo aos trancos e barrancos. E eu não precisava. Eu já estava atraído pelos seus os olhos de Bambi e pernas lindas. Não precisava me apaixonar pela personalidade dela. Ou da sua ferocidade.

Merda. Eu disse amor.

Olhei para o livro.

Encontros sexuais.

Precisava mesmo de olhar para títulos de livros antes de eu escolher eles, especialmente considerando que eu já estava a dez segundos de dobrar minha aluna sobre minha mesa. Agora que era um divertimento a imagem mental que eu poderia viver sem.

Quando a classe terminou, eu já tinha imaginado uma centena de maneiras diferentes para manter Tracey para trás, mas ela já tinha ido para fora da sala no minuto que eu escolhi uma desculpa para usar.

Irritado, eu a segui. Além disso, tinha que dar-lhe o novo cartão de acesso, desde que minha presença a ofendia tanto. Eu ainda não tinha certeza por que o Tracey estava recuando.

Eu deveria estar feliz; em vez disso, fiquei completamente ofendido, mesmo que eu era o único a afastá-la. Talvez uma parte de mim desejava que naqueles momentos onde estava a ser o menos humano, que ela visse além da máscara e me salvasse da minha própria escuridão, reconhecendo que não era assim, mas a pessoa que eu tinha que ser a fim de proteger aqueles que eu amava.

"Irmã," eu disse, parando ao lado de ambas as meninas.

Mo vacilou. "Lúcifer".

Lentamente, Tracey se virou para me encarar. Seus lábios estavam vermelhos como se ela só tivesse mastigado a porcaria fora delas. Eles estavam inchados, e eu queria tocá-los. Porra, ela me deu vontade, então eu afastei-a em uma tentativa desesperada para lutar contra o que eu sabia que era inevitável.

"Por favor diga a fazendeira para parar de olhar para nós," disse na minha voz mais fria.

Tracey evitou meus olhos, imediatamente me fazendo me sentir como merda.

Estudantes começaram a andar mais devagar em torno de nós, me esperando para colocá-la no lugar dela novamente. Eu precisava sair antes que eu fosse forçado a ser o idiota que eu não queria ser.

Eu deslizei o cartão na mão do Mo e encolhi os ombros.

"Obrigado por isso," disse Monroe.

"Estou fazendo isso por você. Não por ela," eu menti. "Não quero ninguém desconfortável."

Tracey estremeceu como se eu só tivesse batido nela. Quase levantei minha mão para acariciar sua bochecha, quase puxei-a para um abraço e confessei minha idiotice. Em vez disso, lentamente virei e fui embora, deixando-a.

Por que toda vez que eu abandonava aquela garota, eu sabia no meu intestino que tinha sido a escolha errada?


CAPÍTULO 19


CAFETERIA VERMELHA? TAMBÉM PODE COLOCÁ-LA NO INFERNO


CHASE


As aulas eram uma droga. Meu dia uma droga. Tex estava chupando a cara de Mo — Ah, e Phoenix estava longe de ser visto.

Saco. Saco. Saco.

Precisava mesmo de álcool ou algo para tirar minha mente de todo o drama que me cercava.

A garota que eu tinha pego ontem à noite até me encurralou no corredor. Quando eu tentei desviar-me dela, ela lançou-se para mim, enfrentando primeiro. Felizmente, eu tinha visto o ataque antes de acontecer, me mudando para o lado e permitindo que sua cara fosse direto para a parede. Ela me xingou, mas eu era intocável, então eu apenas inclinei a cabeça para o lado e disse, "Eu te conheço?"

"Nos beijamos!"

"Não deve ter sido memorável então," eu disse suavemente. "Você não deveria ir para a aula?"

Fervendo, ela deu-me o dedo e marchou pelo corredor. Então eu assisti a bunda dela balançar e finalmente gritei para ela "Ah, Bianca! Eu me lembro."

"Vai para o inferno, Chase!", ela gritou de volta em meio as risadas dos outros alunos.

Rindo, eu saí e quase colidi com a garota que eu tinha tentado evitar o dia todo. Tracey estava encarando a porta para a cafeteria... como se fosse a entrada de um país estrangeiro.

Eu limpei a minha garganta e disse: "Precisa de ajuda?"

Com um suspiro, ela levou seu lábio inferior entre os dentes e murmurou: "Você poderia dizer isso."

"Aqui". Eu estendi minha mão. Ela bateu o cartão na palma da minha mão. Eu guardei no bolso e a dirigi em direção à entrada correta.

A lanchonete vermelha. Também pode ser um inferno para uma garota como ela. Nós chamávamos assim porque ela só escorria com psicóticos e ódio. Não era um refeitório normal, que era bom, mas para mim, era tão ruim! Estava cheio de crianças que foram inferiores no totem dos Eleitos, mas não normal como as outras crianças.

"Isto é o inferno?", ela perguntou em uma voz pequena.

"Não exatamente". Eu ofereci um sorriso triste. "Mas é melhor não ser visto e ouvido aqui. Você entendeu?"

Eu deslizei o cartão pela superfície e esperei a luz vermelha, assim Lanchonete Vermelha - título dela piscando. "Boa sorte, Tracey. E, para constar, vai melhorar."

"Certo". Seu queixo tremeu quando ela pegou o cartão dos meus dedos e lentamente entrou no restaurante mal iluminado.

Tive que me forçar a não segui-la. Tantas perguntas passou por minha cabeça, por que diabos ela comeria lá quando ela podia comer com a gente.

Não pude deixar de pensar que a culpa era minha. Eu tinha ajudado a cumprir as ordens de Nixon, e parte de sua punição era provavelmente fazendo-a comer com pessoas que eu sabia que desaprovavam matar qualquer tipo de animal para comer.

A porta fechou, e eu consegui forçar-me a andar em direção a minha habitual cantina e me sentar ao lado de Nixon.

O assento do Tracey permaneceu vazio. Mo não disse nada, mas ela checou o celular a cada poucos segundos.

O que? Ela achou que eles iam matar Tracey lá dentro? Ela vai ficar bem.

Assento do Phoenix estava vazio demais, que não era muito de uma surpresa. Ele vinha agindo estranho e provavelmente ainda chateado que Nixon estava o cortando para fora um pouco.

"Então..." Nixon espalhou suas mãos sobre a mesa. "... a segurança vai apertar estes próximos dias."

Cabeça do Mo estalou. "Mais apertado do que já é?"

"Sim". Ele assentiu. "Não vá para fora dos portões da Elite. É uma ordem."

"O que?", Mo gritou. "Vai-te lixar, Nixon! Quem morreu e te fez Deus?"

Estava na ponta da minha língua para dizer "Seu pai", mas eu abstive-me. Tex e eu compartilhamos um olhar enquanto Nixon deu a sua irmã gêmea um olhar frio. "Eu vou mantê-la segura. Não é porque eu queira controlar você, Mo. É porque não quero planejar seu funeral. Entendeu?"

"Funeral"? Os olhos dela se estreitaram. "Por que diabos as coisas estariam assim tão ruins? Quando elas foram tão ruins?"

Nunca era a resposta. Todos sabíamos disso. Algo estava mudando. Nixon era o chefe, e que não ia passar bem quando Alfero, a segunda mais poderosa família nos Estados Unidos, viesse bater à nossa porta. Não com a morte do pai de Nixon tão fresca, não com os homens se coçando para respostas como quem realmente matou a filha do Alfero todos aqueles anos atrás.

Tenho a certeza que não fomos nós. Mas não podíamos provar isso. Todas as provas tinham levado para o Abandonatos ficando com ciúmes.

E a única pessoa que poderia ter tido mais respostas, só tinha recebido um tiro na cabeça por seu um e único filho.

Sim, estávamos na merda.

"Mo...", eu limpei minha garganta. "... Faça o que ele diz, tudo bem? Nós podemos controlar a segurança no campus, mas lá fora? É mais difícil."

"Sem falar que é uma puta merda se levar um tiro." Tex riu.

"Ah, Mo, não faça essa cara. Você sabe que eu estou brincando. Nada vai acontecer com a gente."

Nixon encontrou meu olhar.

Nós compartilhamos o mesmo olhar.

Porque ambos entendemos que Tex não deve fazer promessas que todos nós sabíamos que não seríamos capazes de manter.

Haverá uma contagem de corpos — e nós estaríamos incluídos nela, talvez não amanhã ou no dia seguinte, mas seria em breve. Guerra entre as famílias tinha sido fermentada por muito tempo. O ódio era muito grande. E as únicas pessoas capazes de trazê-los juntos foram Nixon e Frank Alfero, os malditos Capuletos e Montéquios. Ótimo.

"Encare assim, querida." Tex pego Mo para um abraço. "Você pode comprar on-line tudo o que você quer." Mo franziu um cenho. "O que sobre Tracey?"

Nixon soltou um rosnado. "O que sobre ela?"

"Ela é minha colega de quarto. Você vai protegê-la também? Dizem que o pior acontece e uma família recebe na escola... vai proteger minha colega de quarto? Ou isso é uma coisa muito egoísta? Só sangue?"

Eu abri minha boca, mas Nixon calou-me com a mão. "Nós protegemos o sangue primeiro, mas você tem minha palavra... nada acontecerá a Tracey, não se puder ajudá-la."

Que diabos? Desde quando nós temos nos preocupado com um plebeu? Desde quando nós nos preocupávamos com a garota que Nixon fez passar por um inferno? A menina que provavelmente estava comendo um hambúrguer de soja agora, por causa de Nixon, e de repente ele vai toda Madre Teresa nela? Isso não fazia sentido. Então, novamente, mais nada fazia sentido.

Meus sentimentos por ela.

Seus sentimentos por ela.

O fato de que ambos fomos atraídos para a coisa errada.

E o fato de que um de nós iria rachar.


CAPÍTULO 20


BARRAS DE GRANOLA SÃO OFERTAS DE PAZ. CONFIRA.


Nixon


Eu me senti culpado durante toda a hora do almoço sobre a dar o cartão vermelho para Tracey. Ela não iria ver como a bondade que era. Comendo nos comuns iria destruí-la. Pelo menos, na Cafeteria Vermelha ela não teria se preocupar com pessoas a assediando. Então, novamente, não faço promessas porque eu não poderia prever nada do que a menina fazia.

Uma vez que o almoço terminou, eu tentei escapar do olhar pensativo da minha irmã. Tentei e falhei. Ela agarrou meu braço e torceu.

"Satã". Ela fervia.

"Mo, podemos discutir mais tarde? Quando não eu estiver estressado ou querendo atirar coisas?"

Ela soltou o meu braço e sorriu, em seguida, estendeu uma barra de cereal.

"Hum, obrigada, mas eu já comi?"

"Você não, seu idiota." Ela revirou os olhos. "Recebi uma mensagem de Tracey. Ela não comeu. Ela está com fome. Ela não é como sua garota habitual que finge comer alface apenas para vomitar tudo depois. A menina vai desmaiar se ela não comer."


"E por que está dizendo isso para mim?"

"Porque você gosta dela."

Olhei para fora. "Maldita gêmea."

"Hah, você me ama e, independentemente do que tem vindo a descer entre você e ela e até mesmo Chase..." Ela balançou a cabeça. “... Eu gosto dela. Ela é minha colega de quarto, ela não tem amigos, e cada estranho tem sido empilhado contra ela. Ainda, ela acorda todos os dias com um sorriso no rosto dela e tenta incentivar-me, de todas as pessoas. Ela me faz querer ser melhor, e a coisa mais triste? Acho que você sabe disso. Acho que você está tão com medo dos seus próprios sentimentos, então você está usando cenas de família para forçar sua mão. Este é o mundo real. Você é um adulto. Então aqui."

Peguei a barra de granola e olhei para isto como se fosse algum objeto estranho estrangeiro.

"Oferta de paz." Mo me deu um tapa nas costas. "Se você esperar pelo laboratório, ela vai estar passando em poucos minutos."

"Você é casamenteira?"

"Claro que não". Mo piscou. "Ah, acha que eu poderia trazer Tex pela casa quando eu falar com o pai?"

"Falar com o pai?", eu repeti. “Por que diabos você iria fazer isso”?

O rosto dela caiu. "Bem, eu pensei que ele nos deu sua bênção."

"Ele não está bem, Mo. Ele está... morrendo. " Uau grande mentira. "É melhor que espere."

"Mas, e o jantar em família?"

"Deixe-me falar com você, ok?" Eu forcei um sorriso extravagante e a beijei na testa. E obrigado pela barra de cereal."

"Sim, quando você está sendo um idiota, eu sou a única que você vai ouvir."

"Ouço Chase".

"Hah, Chase gosta de sua garota, então eu acho que esses dias acabaram há muito tempo."

Torci o meu instinto. Ela estava tão certa que era assustador. "Eu vou te ver, irmã."

"Mais tarde, perdedor."

Dez minutos mais tarde e eu ainda me sentia como o perdedor que ela tinha me chamado. Eu estava encostado na parede, esperando por uma menina passar. Certo. Meu mundo tinha oficialmente deixado de funcionar e queimou. O que diabos eu estava fazendo?

Tracey estava olhando para o chão, lentamente, fazendo seu caminho pelo corredor, seu rosto pálido e cansado.

Lentamente o rosto levantou. Ela conheceu meu olhar com gelo, como se ela não tivesse certeza se ela queria me socar a cara ou simplesmente incendiar minha calça.

"Houve rumores que não conseguiu almoçar." Sim, foi o melhor que pude fazer.

Sobrancelhas arquearam. "Rumores, hein? Bem, alerte as autoridades. Oh, espere, eu esqueci. Você é o quê? O juiz, júri, e — "

"Pare". Eu disse tão baixo que minha voz rachou. Com um suspiro, eu andei em direção a ela até que ela não tinha para onde ir, a não ser contra a parede, exatamente onde eu queria ela. Ela tentou desviar-se de mim, mas me mudei da forma, nossos rostos quase colidindo. "Estou falando com você."

"E vou embora", ela murmurou algo.

"Só..." Eu arranhei minha cabeça e tentei evocar qualquer tipo de jogo. Normalmente, as meninas só se jogavam em mim. Aqueles que temiam não precisam de palavras bonitas ou sorrisos. Eles só queriam o poder por trás do meu nome. Eu estava completamente perdido. O pensamento me fez sorrir. Diabos, isso me fez querer quebrar em gargalhadas. Eu não tinha medo de nada — além dela. Eu tinha medo dela.

A boca do Tracey caiu aberta. Ela deu um passo em minha direção, provavelmente nem sequer percebendo que ela tinha levantado as mãos dela como se ela quisesse meu rosto.

Lentamente, cheguei por trás dela e delicadamente a empurrei para o canto, prendendo-a contra a parede, desejando que os meus olhos olhassem para suas profundezas marrons, em vez de lábios gordos.

Eu queria prová-los tão ruim que eu me odiei por isso. Eu a odiava, e eu odiava que vida tinha me dado alguém como ela na pior hora possível.

"Coma", exigi suavemente.

A boca dela quebrou aberta, tentando-me ainda mais, então eu fiz a melhor coisa. Ao invés de beijá-la, eu empurrei a barra de granola em sua boca.

Sim, eu era um assassino de damas.

Seu estômago rosnou alto o suficiente para eu ouvir.

Eu sorri. "Viu? Eu sabia que você estava com fome." Certo. Música para os ouvidos de todas as garotas.

Ela gemeu um pouco.

Eu morri um pouco mais.

"Claro que eu estava com fome, seu idiota! Eu estava na Cafeteria Vermelha! Meio esperava para ter comido sozinha naquele lugar e eles não servem carne. SEM CARNE, Nixon! Uma vaca pode viver outro dia porque as pessoas lá comem tofu! Você sabe do que é feito esse material?"

Chocado, eu poderia apenas olhar para ela de boca aberta. Em seguida, seu dedo mindinho, tocou-me no peito, fazendo sangue surgir em todos os lugares errados. Puta merda, ela estava me repreendendo? E por que o inferno isto era tão quente?

"E deixe-me te dizer uma coisa. Não dormi com Tim! Bem, eu posso ter dormido, mas definitivamente não toquei seu — e, e... Eu — "

Levantei as sobrancelhas. Não sabia o que ela estava falando exatamente e por que diabos eu me importaria sobre nosso quarterback bundão, mas este lado dela? O que tem coragem? Sim, eu ansiava, então eu lambi meus lábios e se inclinei para a frente. "Oh, continue. Eu amo ser repreendido. Você vai para me bater mais tarde também?" Querido Deus, por favor diga sim.

Suas narinas alargaram, e, só na hora, seu estômago rosnou novamente. Ela fechou os olhos como se tentando desaparecer por completo.

"Meu Deus, mulher! Só coma a barra de granola maldita e diga obrigado!"

Os olhos dela se estreitaram. "Onde você estava ontem à noite?"

Meu sorriso congelou no rosto. Ah, você sabe, cometendo assassinato — não é grande, embora as manchas vão serão uma puta para sair da minha camisa Henley favorita. "Tenho de ir."

"Espere". Ela agarrou meu braço.

Foi o suficiente para me fazer uma pausa, para fazer-me querer permanecer firmemente plantado na frente dela. Diabos, era o suficiente para eu querer pedir-lhe um abraço e nunca mais a soltar. Quando eu tinha me tornado essa pessoa?

O tipo que estava tão faminto por afeto humano, que eu estava basicamente pronto para empurrar-me para os braços de uma menina que merecia muito mais do que o que eu tinha que dar.

Incapaz de controlar o tremor do meu braço, que fora enganado. "Por favor". Eu fechei meus olhos para que eu não visse a dor em seu rosto. "Não me toque."

Fui embora antes que eu deixasse escapar tudo.

Matei meu pai.

Odiando o meu melhor amigo pela a mesma razão que me odiava.

Guerra entre famílias.

Vida.

Eu queria um amigo.

Pela primeira vez na minha vida, eu queria um amigo que fosse uma menina.

Uma garota como Tracey.

A memória correu para a frente. Incapaz de parar a dor que rodou no meu peito, deixei-me lembrar de uma garota semelhante, uma garota que era tão parecida com Tracey.

"Não fique triste!", Bella gritou.

Eu tampei meus ouvidos.

O lábio dela pouco se projetava para fora. Eu desconectei meus ouvidos e suspirei. "O que vai fazer, hein?"

"Quer brincar de Barbies?"

"Não". Eu dobrei meus braços no meu peito. "Os meninos não brincam de Barbies."

"Você tem um GI Joe".

"Não é uma boneca Barbie."

Ela soltou uma risadinha. "Hum, é. Mamãe disse."

Eu olhei para longe dela porque eu sabia a verdade. Ela não vai falar com a mamãe dela novamente, e senti-me como se fosse culpa minha, como eu poderia ter impedido isso, mesmo que eu fosse jovem demais para qualquer coisa, mas espionar conversas entre os adultos.

"Eu sempre vou ser seu amigo. Você sabe disso, certo?"

"Sim, Nixon." Ela assentiu com a cabeça firmemente. "Eu sei disso. Você é meu melhor amigo. Agora, vamos jogar Barbies antes que mamãe chegue em casa. "

Mas ela não voltou para casa.

E eu nunca vi minha amiga novamente.


CAPÍTULO 21


À ESPERA DA LUZ: TOMANDO A DELA, A FIM DE PREENCHER O MEU ESCURO


TEX


Eu gemi e capotei no meu estômago. O pesadelo estava piorando. Juro, senti que o fogo do inferno estava lambendo os meus calcanhares. A única vez que via o rosto do meu pai era em meus pesadelos — e Deus esperava que ficasse assim.

Com uma maldição, me levantei da cama e fui até a janela. O Campus estava tranquilo. Eu tinha ficado no nosso dormitório eleito especial naquela noite, enquanto Nixon voltou para a casa para retirar mais manchas de sangue do tapete — não, de verdade. Ele teve de substituir tudo isso depois que ele atirou em seu pai. As manchas tinham, aparentemente, pingado no corredor, daí a necessidade de tirar o sangue.

Mo veio atrás de mim, envolvendo seus braços em torno de meu estômago, inclinando o queixo dela contra as minhas costas. "O que está errado?"

Tantas coisas, que não conseguia sequer manter a dor em linha reta.

Não poderia dar a princesa o futuro que ela merecia, e o fato de que o sangue do meu pai corria em minhas veias me deu vontade de vomitar.

"Fuja comigo," Eu desafiei, recusando-me a virar e ver seus olhos cheios de pena.

Em vez disso, concentrei-me na lua, me perguntando se ele também estava encarando isto, me perguntando se um dia que ele viria atrás de mim e arrancaria tudo que eu amava fora das minhas mãos.

Mo riu, seus lábios enrolando em torno de minha pele em um beijo. "Tudo bem, aonde iríamos?"

"Em qualquer lugar, menos aqui." Eu suspirei. "E eu acho que é seguro dizer para fora da Sicília".

Ela chegou perto de mim e puxou meu rosto para baixo até os lábios. "Tex", seus lábios estavam quentes, suaves.

"É a faculdade. Pare de ser tão dramático."

"Quem diz que eu estou sendo dramático?" Franzi a testa.

"São 03:00, e você está olhando pela janela depois de uma grande noite cheia de sexo arrasador, e você ainda não está muito feliz. Sou...." As sobrancelhas dela franziram. "... Sou eu?"

"Inferno não," eu rosnei, puxando-a em meus braços. "Não me deixe ouvir isso outra vez."

Ela assentiu com a cabeça, mas não parecia convencida.

Então beijei-a — duro.

E quando ela não respondeu imediatamente, tirei a camisa do corpo dela e a joguei no chão. Nua da cintura para cima, do jeito que eu gostava dela.

"Mo, olhe para mim."

Os olhos piscaram abertos.

"O problema neste cenário nunca será você. Mo Abandonato é sempre a solução, nunca o problema."

Ela pôs seus braços em volta do meu pescoço quando levantei-a para a cama e pairei sobre ela. "E Tex Campisi, qual é ele?"

O problema. Sempre foi e sempre seria — o maldito problema.

"Tesão", eu respondi. "E agora... a única solução... é você. Entendeu? "

Ela revirou os olhos e soltou uma risada enquanto eu puxava a máscara, firmemente, de volta na minha cara.

Eu era o Tex, engraçado, garoto feliz Tex.

Mas lá no fundo? Vito Campisi estava louco para sair. Acho que quanto mais eu faminto essa parte da minha alma — quanto mais ele se dissipou.

Tinha nenhuma maneira de saber.

Que eu estava enganado.

Nenhuma maneira de saber que o fogo nunca foi apagado, não quando deixou os carvões, pensando que não cozinhe em volta para uma queimadura.

"Tex." Mo soltou um pequeno gemido quando eu puxei os shorts da cintura dela e me enterrei profundamente dentro dela.

Foi uma metáfora da minha vida: quanto mais fundo você vai, quanto mais você cai. Certo?

"... Eu Te amo."

"Também te amo." Nossa festa, e naquele momento, meu mundo era perfeito novamente.


CAPÍTULO 22


PONTO DE VIRADA


CHASE


Os dias ficaram mais difíceis... tipo, ainda não conseguimos que De Lange cooperasse, e nós já tínhamos pego dois dos homens do Alfero no campus. Nós os mandamos de volta com hematomas gigante — tentando enviar uma mensagem — Mas, quem sabia se tinha sido recebido.

Nixon e eu tínhamos começado a chamar reuniões no campus, algo que nunca tínhamos feito antes.

Mesmo Phoenix estava irritado que isto tinha tomado tanto do nosso tempo de nossas vidas sociais. Mas, novidades? Não tivemos essa oportunidade, especialmente agora que Nixon era oficialmente o chefe. Sua vida acabou e por associação, assim as nossas.

Tex tinha passado cada momento livre com Mo afim de aliviar a tensão de ser chamado de ovelha negra do drama Abandonato.

E Phoenix passou seus dias bebendo — muito. Ele tinha sido expulso da classe duas vezes por aparecer completamente bêbado. Ele estava fora do seu personagem, mesmo para ele, mas Nixon tinha me dito para não o tocar. Então, eu não.

E eu? Bem... Tentei não perseguir a garota nova.

Nixon estava no mesmo barco. Entre nós dois, a garota provavelmente tinha mais guarda-costas do que o Presidente. Nixon estava sempre perguntando sobre a agenda dela. Ela estava feliz? Ela estava comendo? Ela caiu e ralou o joelho? Ficaria irritado se eu não estivesse tão preocupado também.

O que diabos tem aquela menina que nos fez perder tanto de nossas mentes? Talvez fosse o espírito dela, ou talvez nossas vidas eram simplesmente patéticas o suficiente para que tudo o que tínhamos tomado era a bondade de alguém de fora, para nos fazer sentir humano mais uma vez.

"Classe", Nixon rosnou, olhando para seu celular. Ele parecia horrível, como se ele não tivesse dormido em dias.

Então, novamente, se eu tivesse matado meu pai a sangue frio eu provavelmente não estaria sonhando com unicórnios também.

Tex e Phoenix foram para o lado oposto do campus, enquanto Nixon e eu caminhávamos pelo corredor do prédio empresarial. As pessoas se separavam como o mar vermelho enquanto caminhávamos, irritantes para dizer o mínimo. Eu só queria ser normal, não que eu já tivesse experimentado. Mas eu imaginei que seria fantástico, como tomar sorvete sem me preocupar com alguém apontando uma arma para minha cabeça, ou caminhando para a classe e ser aquele que tropeçou e foi intimidado, e não o contrário.

Soltei um suspiro patético quando Nixon parou em seus pés. Eu conhecia aquele olhar. Foi o que ele deu às pessoas antes de matá-los.

"Nixon"?

"Puta, puta, puta!" O barulho ficou mais alto quando viramos a esquina. Cerca de cem estudantes estavam em pé perto de uma garota no chão. Havia cascas de ovos quebradas nos pés das pessoas, juntamente com camisinhas e o que parecia ser água gelada. Eu balancei minha cabeça em desgosto, pronto para dizer-lhes para dar a menina espaço e fazer o habitual discurso “deixem os Eleitos lidarem com o lixo".

E então eu vi o cabelo castanho escuro.

Grandes olhos castanhos inocentes piscavam contra a água escorrendo pelo seu rosto perfeito. Eu estava prestes a ir todo rochoso em toda a gente, quando Nixon deu uma ligeira agitação de cabeça e andou à frente.

"Você não é nada. Você entendeu? Uma vaca malvada disse em um tom odioso. "Você não pertence aqui. Diga."

Tracey agitou ligeiramente a cabeça.

O psicopata puxou o cabelo do Tracey com força, causando um grito sair dos seus lábios. "Sim".

"Eu —" ela balançou a cabeça e, em seguida, levantou seu queixo. "— eu pertenço aqui."

Metade do grupo começou a rir, enquanto a outra metade engasgou em indignação, me fazendo querer rolar os olhos e sacar minha arma.

"Deixe-a em paz." Nixon deu um passo adiante.

A menina segurando o cabelo do Tracey bufou. "E quem você acha—" ela bateu para longe de Tracey no minuto em que ela viu que era Nixon e então empalideceu. "Eu fiz isso por você, Nixon, para você! Ela não pode dispensá-lo assim. Ela não pode — "

"Pare de falar". Nixon empurrou-a para mim e zombou. "Cuide disso, tá?"

A menina tremia em minhas mãos, e eu tinha que admitir que eu gostei que ela tivesse medo, porque estava prestes a ficar ainda pior.

Todas as pessoas em volta de mim esperaram.

Eu agarrei o braço da menina e praticamente arrastei-a pelo corredor. O resto dos alunos seguiu porque, ei, quem não gosta de um show de graça? Diabos, não vou machucar a garota. Eu não bato em mulheres. Não era minha especialidade. Nunca bateria em uma menina mesmo se não tive nenhuma escolha,entre minha vida ou a dela.

"Então..." Suavemente ela afastou. "... qual é seu nome?"

"B-Brit." Ela enrolou seus braços ao redor de seu estômago.

"Quantos anos você tem, Brit?"

"Vinte".

"Grande"? Eu suspirei, enfiando as mãos nos meus bolsos enquanto ela estava mortalmente silenciosa ao meu redor.

Seus olhos azuis brilharam com incerteza; ela enfiou um pedaço de cabelo ruivo atrás de seu ombro.

"Negócios".

"O nome do pai?"

Pessoas assobiaram.

Ela pressionou seus lábios juntos.

"O nome do pai? Não me faça pedir novamente, Brit."

"Arnold".

"Ah..." Tirei meus dedos. "Ben Arnold, democrata. Foi eleito para a Câmara dos deputados há uns anos atrás. Gosta de golfe, tem um cachorro chamado... Henry e um peixinho chamado Stu.”

“Enganou a sua mulher de 20 anos com uma stripper e foi pego roubando dinheiro do estado de Iowa, mas não foi penalizado ou levado para a prisão. Bom e velho Ben." Eu ri. "Ama a sua filha. Quer dizer, ele realmente faz. Afinal de contas, que foi o seu apelo, "Não faça isso com a minha família", eu suspirei. "É muito ruim."

"Como?" Brit engasgou, lágrimas escorrendo pelo rosto dela. "O que você quer dizer?"

"Prisão... não é para os fracos de coração." Eu suspirei. "Entende o que estou a dizendo para você?"

Brit balançou a cabeça.

Eu retirei o meu celular... e balancei na cara dela. "Um telefonema e seu pai estará atrás das grades tão rápido, que você não vai nem conseguir dizer adeus. Um telefonema Brit e acabou com cada possível futuro de sua vida patética. Você vai ter sorte de estar trabalhando como prostituta, uma vez que terminar com você. Porque vamos enfrentá-lo, até mesmo prostitutas precisam ter um pouco de classe, certo?"

Pessoas ao meu redor começam a sussurrar.

"Então aqui está o que vai acontecer..." Eu limpo minha garganta e me aproximo dela, até que ela podia sentir o calor do meu corpo. "Fale com Tracey novamente? Vou fazer aquele telefonema. Você fala sobre ela, e eu ouço sobre ela de um dos seus amigos feios? Faço o telefonema. Papai vai para a prisão, e levará todo o dinheiro da família e, só porque eu amo fazer as pessoas sofrerem tanto, digo ao mundo maldito sobre a sua mãe... problema. Me entendeu?"

Os lábios dela tremeram com lágrimas em cascata abaixo pelas bochechas inchadas.

"Ótimo". Eu sorri e me virei. "Ninguém quer desafiar o destino hoje, ou somos bons?"

Ninguém falou.

"Incrível. Em seguida, vão para a aula, façam boas escolhas, não usem drogas, e — Vai Eagle! "

Mandei a Nixon um texto rápido para que ele soubesse que a situação tinha sido tratada, embora eu estivesse meio irritado com ele. Ele tinha sido o herói, enquanto eu tive que cuidar do trabalho sujo. Era o que eu fazia, mas pela primeira vez... mais do que nunca, eu queria ser Nixon. Eu queria ser o cara que tomava conta dos negócios, não o segundo no comando. O que eu fiz foi importante — eu sabia disso, ele sabia disso. Diabos, todo mundo sabia disso. Mas eu queria mais do que importância. Eu também queria a garota, e eu finalmente estava começando a ver que eu não ia pegá-la, não se Nixon queria ela, não se Nixon a desejava. Porque eu era o segundo.

Não o primeiro. Sempre o segundo. E, acima de tudo, eu ouvia o meu chefe. Sangue, antes das meninas, sangue antes da vida, sangue antes da morte. Eu estava nisso, até que eu passei para o além. Só era um saco que enquanto eu estava sentindo auto-piedade, Nixon estava segurando a garota dos seus sonhos e enxugando suas lágrimas.


CAPÍTULO 23


EU MATARIA A TODOS POR MAGOÁ-LA – SE PUDESSE ESCAPAR DESSA


Nixon


“Você está machucada?", eu abaixei e toquei o rosto dela, mas ela bateu na minha mão.

Xingando, tentei pegá-la, mas ela ainda se esquivou de mim. O inferno com isso. Vou levá-la daqui, mesmo que ela segure uma maldita arma na minha cabeça.

"Merda". Eu examinei o rosto dela. "Isto não deveria acontecer. Eu não vi..." Mastiguei meu lábio inferior até sentir uma lancinante dor de morder fundo demais. O que posso dizer? Eu não sabia que eles levariam isto longe demais? Porque eu sabia. Eu não era estúpido. Eu sabia que era uma possibilidade, e eu tinha deixado isso acontecer.

Eu estendi minha mão para ajudá-la.

Ela olhou-a como se fosse uma praga.

Não podia culpá-la.

Relutante, ela aceitou, e aproveitei a oportunidade para puxá-la em meus braços e carregá-la pelo corredor.

Ela engasgou, e então a luta deixou-a quando ela inclinou a cabeça molhada contra meu peito.

E de repente tudo se encaixou.

Parecia tão certo, tê-la em meus braços, protegendo-a. Eu estava meio tentado a rosnar "minha", quando os professores nos observavam andar no corredor. Eu lidaria com eles mais tarde. O que diabos? Uma garota é intimidada tão ruim e eles só assistiam tomando seu café, como se fosse uma ocorrência normal. Idiotas.

A mão do Tracey pressionou contra meu peito.

Minha respiração parou. Lutei para manter o gemido. Toque de meninas sempre foi algo que eu odiava, porque sempre parecia que havia uma razão egoísta por trás disso. Eles queriam ser aparafusadas, elas queriam dizer que estavam comigo, ou queriam meu dinheiro. Nunca era o que estava por trás da máscara de Nixon Abandonato, mas o que eu podia lhes oferecer.

Tocar sempre tinha sido pior quando eu era pequeno.

Meu pai costumava me bater numa grande parte da minha vida, fazendo-me tímido longe de qualquer tipo de contato humano. Você pode me culpar por não querer mostrar fraqueza? Pareceu-me melhor odiar o toque — do que odiar a pena, odiar tudo — do que mostrar que era na verdade uma falha enorme na minha armadura.

Quanto mais a mão dela ficou lá, mais me sentia quente, como se o calor da palma da mão dela estivesse rachando através do gelo, chegando no meu peito e massageando meu coração de volta à vida.

Tum, tum, tum. Ele pegou velocidade, como se tivesse passado fome por anos e finalmente estava se alimentando.

Meu corpo todo relaxou, e a levei para o nosso quarto, o único que tínhamos reuniões, o único em que dormíamos. Era o nosso dormitório, mas era privado, ficando longe de todos. Droga, tinha até uma placa especial que só nós quatro tínhamos acesso. Mesmo o reitor tinha que pedir permissão para entrar.

Bati meu cartão Eagle vermelho contra a porta, que se abriu. Ela lutou um pouco em meus braços, mas segurei-a firme.

Imaginei como devia ser, para ela, ver o nosso lugar pela primeira vez. Parecia um inferno de um lote como um apartamento de solteiro: controles de PlayStation ainda estavam no sofá, o apartamento tinha uma tela com a ESPN estridente em um volume penetrante, e tínhamos um bar completo no canto.

Tracey olhou para o meu rosto. Tentei não rir ao ver sua expressão apavorada.

Quando chegamos ao banheiro, eu olhei para baixo, primeiro para os olhos dela depois para seus lábios carnudos. "Você precisa se limpar."

"Porque eu sou uma prostituta?" Sua voz era rouca de chorar.

A expressão do Tracey foi impagável, como se ela estivesse mais irritada em ser chamada de prostituta do que ofendida. "Não, eu acho que nós dois sabemos que você não é uma prostituta. Você precisa se limpar porque você cheira a ovo e água com açúcar."

Sua testa franziu.

Com um suspiro, eu joguei ela no meio do banheiro. "Entre".

Quando ela não se mexeu, comecei a tirar as roupas dela.

"Que diabos, Nixon! Você não pode apenas tirar —"

"Eu posso, e eu vou. Agora saia de sua saia como uma boa menina." Eu já tinha o zíper para baixo e estava lutando contra a tentação, lutando contra o desejo de ir mais devagar.

Ela suspirou, mas saiu da saia, enquanto fui e abri o chuveiro. Quando me virei de volta, eu assenti com a cabeça para que ela levantasse os braços. Quando ela fez, eu puxei a camisa e a joguei no chão. Olhei para cima e congelei. Ela estava vestindo apenas calcinha e sutiã, sexy como o inferno, e sua elevação de joelho. Eu não era um puritano. Tive muitas fantasias de colegial e cada uma desapareceu em comparação com o que estava em pé na minha frente.

Rapidamente ela envolveu seus braços ao redor de seu peito, desviou o olhar e em seguida, lançou-se contra mim soluçando. "Sinto falta das vacas!"

Momento de tensão sexual oficialmente ido.

Comecei a rir, não foi possível evitá-lo. Claramente, quando ela ficava com fome, isto era como ela lidava com o trauma. "Querida, tenho certeza que elas também têm saudades. Agora você acha que você pode gerenciar o resto?"

"O resto"? Ela piscou para mim através dos cílios grossos, as mãos dela ainda no meu peito. Me senti tão bem. Ela fechou os olhos e suspirou.

Eu peguei o rosto dela. "Abra os olhos, Tracey."

Quando ela abriu, ela estava olhando diretamente para os meus lábios, inclinando para frente. Seria fácil beijá-la — muito fácil. E por algum motivo eu tinha encontrado minha moral e decidi que seria errado me aproveitar no seu atual estado — não importa quão certo pudesse parecer. Errado. Errado. Errado. Sim, fale isso algumas vezes.

"Precisa de mim para ajudá-la a tirar o resto de suas roupas, ou você consegue partir daqui para a banheira sem se matar?" Eu sussurrei.

"Não, hum, eu posso fazer isso."

Eu ainda estava cantando a palavra errada, quando me inclinei para frente e respirei em seu pescoço, permitindo que o cheiro dela lavasse por cima de mim, agradasse meus sentidos, me tentando além da redenção. "Tem certeza? Eu não quero que nada aconteça —"

Um punho surgiu do nada, me batendo no braço. Rindo, recuei.

"As toalhas estão no armário debaixo da pia. Temos tudo que você precisa ao lado da banheira. Só... não se afogue, ok? "

"Por que eu iria me afogar?"

Como é que eu ia saber? Mas, pode acontecer! E eu estava de repente ciente de cada único desastre que poderia acertar naquele maldito banheiro. "Só..." Fechei meu punho contra o balcão, chateado comigo mesmo por ser tão fraco. "... só, não me preocupe, ok? Odeio me preocupar".

Porque isso não me faz um som como um completo fugitivo de casa de repouso.

"Bem". Ela assentiu com a cabeça. "Vou tentar não me afogar, ok?"

Se eu olhasse para ela novamente, eu iria perder todo o controle. Já muito perto, acenou com a cabeça e bati a porta atrás de mim, então inclinei-me contra ela, permitindo que o meu corpo esfriasse. Não está funcionando. Então, não está funcionando.

Com uma maldição, tirei minha camiseta molhada do meu corpo e olhei para ela. Eu estava prestes a levantá-la para o meu nariz e sentir o cheiro... certo. Sentir o cheiro de ovo no corpo do Tracey — sabia que parecia loucura — quando gritos começaram do outro lado da porta. Naturalmente, eu entrei em modo de super-homem, empurrando e gritando: "O que aconteceu?"

Tracy estava parada no meio da banheira.

Completamente.

Nua.

Sem roupa.

Sem vergonha.

Absolutamente eu venderia minha alma, um milhão de vezes mais, se eu só pudesse olhar por mais cinco minutos. Maravilhosamente nua.

Os olhos dela bloquearam com os meus, e lentamente suas bochechas ficaram vermelhas quando permiti que os meus olhos tivessem a grande honra de olhar para os seios dela.

Mãe de Deus. Eu ia descer em chamas por querer tudo isso dela.

Dei um passo na direção dela e depois outro. Meus dedos cerraram ao meu lado. Só um beijo, inofensivo, realmente, no grande esquema das coisas.

"Nixon! Você está aqui? Ela está bem?" A voz do Chase soou atrás de mim.

Em pânico, eu me afastei e bati a porta quando ele dobrou a esquina.

"Cara". Chase bateu nas minhas costas. "Por que está sem sua camisa?"

"Uh..." Cocei a cabeça. "Ela estava molhada."

"E você está olhando a porta, quando você quer transar com ela porquê.... vai crescer magicamente partes femininas, ou o que?"


"Cale-se." Eu empurrei ele, afastando e franzi o cenho.

"Cara, é bom. Lembra-se Tex e seu estranho fascínio pela Sra. Butterworth?"

"Ele tinha dez anos." Eu cerrei os dentes. "E ela está bem, a propósito."

"Mrs. Butterworth?" Ele sorriu.

"Tracey".

"Ah, a mais quente dos dois. Bom saber." Ele sentou no sofá. "E cuidamos de tudo. Eu fiz um pouco de ameaças, houve lágrimas, alguns soluços, o de sempre."

"Soluços"?

"Eles vieram após as lágrimas — mais de um suspiro, Chase, não! Tipo de soluço, que é muito melhor do que um olho roxo, se você me perguntar"

"Como essa garota teria batido em você."

"As meninas são como gatos, completamente imprevisíveis e assustadoras quando acuadas".

"Foi atacado por um gato recentemente?"

“Tanto faz. Eles são assustadores. Pare de fugir do assunto. Como está nossa garota?"

Eu rosnei.

"Apenas verificando para ver se você marcou seu território, o que aparentemente fez." Sua mandíbula flexionou. "De qualquer forma, você deve pegar para ela algumas roupas."

“E enquanto faço isso, agarre-a um novo uniforme”.

"Já chamei um."

"Sério?" Meus olhos se estreitaram. "Como você sabe o tamanho dela?"

"Eu sou um mulherengo. Eu conheço os tamanhos." Chase sorriu. "Eu vou pegar a mercadoria. Tente mantê-lo em suas calças."

Rolei os olhos e corri para o quarto para pegar algumas roupas. Eu não tinha certeza qual era o tamanho dela, mas Mo tinha deixado algumas roupas, de sua última expedição de compras, aqui no campus, no caso de precisar delas, tudo o que isso significava. Eu encontrei um par de calças de brim, uma camiseta e lingerie, pensando o que teria que fazer e fui bater na porta do banheiro, assim quando ela começou a abrir, revelando Tracey em nada além de uma maldita toalha.

Ela caiu contra meu corpo.

Meus dedos escovaram em seus ombros e seu nariz esmagou contra o meu peito. Minha respiração estava irregular como sangue socado através do meu corpo a uma velocidade épica, exigindo puxar a toalha e empurrá-la contra o objeto mais próximo que podia conter tanto nosso peso e um inferno de muita movimentação.

"Você precisa de algo?" Eu sussurrei no seu ouvido. Meus lábios roçaram sua umidade. Meus joelhos amaldiçoaram e cederam ao toque.

"Eu preciso de..." A voz dela quebrou. "... preciso de algo para vestir."

"Hmm..." Suavemente, eu afastei-a e olhei para a sua toalha. "Tem certeza disso?"

Ela olhou rapidamente para baixo.

"Eu vou encontrar algo. Dê-me uns minutos." Dobrei as roupas debaixo do braço e voltei para a sala e troquei a camiseta — o que diabos estava pensando? Troquei também o tamanho do sutiã e retornei.

"Então..." De repente, nervoso, cocei minha cabeça. “Eu, hum, adivinhei sobre os tamanhos, e honestamente não queria ofendê-la por adivinhar muito grande ou adivinhar muito pequeno, por isso é que me levou cinco anos para escolher algo. Então não se irrite se eu estiver errado, ok?"

Ela soltou uma risadinha. "Ok, eu prometo que não me irritarei." Ela pegou a roupa e voltou para o banheiro.

Nervoso, eu esperei na sala principal, os meus olhos, assistindo a TV, mas não realmente prestando atenção. Minhas orelhas estavam revigoradas, pronto para qualquer ruído emergente do banheiro, que me daria uma desculpa para correr e resgatá-la novamente.

Em breve, a porta se abriu, e Tracey saiu.

"Melhor"? Precisando fazer algo com as minhas mãos, cheguei para a minha água e tomei um gole.

"Totalmente limpa." Ela suspirou. "E estou feliz em anunciar que nenhum afogamento ocorreu em seu banheiro."

Eu sorri.

Ela limpou a garganta dela, fazendo o silêncio mais gritante. "Bem, obrigada por tudo. Só vou voltar para—"

"Você não vai a lugar nenhum até as classes serem dispensadas. Você ainda tem duas horas para queimar. Então sinta-se em casa." Apontei para o sofá.

"Mas..." Ela levantou seu uniforme de porcaria. "Preciso limpar eles e..."

Xingando, eu arranquei as roupas delas e joguei aonde pertencia. Eu mirei e joguei no lixo. "Feito".

"O que? Você tem uma lata de lixo mágica que limpa roupas?"

"Não. Você não pode usar aquelas novamente. Elas estão fodidas, e existem regras aqui. Você não pode apenas usar um uniforme arruinado."

"Eu odeio as regras estúpidas!" Ela seguiu pisando sobre para o lixo e tentou puxar as roupas dela.

"Este uniforme é tudo que tenho!"

Xingando, eu pego as roupas dela e as devolvo onde pertencem — no lixo — e arrasto-a para o sofá. "Sente"

"Mas —"

"Sente", ordenei. "Está com sede?"

"Não".

"Fome"?

Seu estômago rosnou em voz alta. Ela fechou os olhos, recusando-se a responder-me.

"Isso é o que eu pensei."

Por que era tão difícil para ela aceitar ajuda? Era porque eu tinha sido tão horrível? Ela tinha que confiar em mim, e, bem, era a única maneira que eu poderia pensar em fazê-la sentir-se melhor era cozinhar para ela. Era o que minha mãe teria feito. Então eu joguei um hambúrguer no microondas, sucesso de descongelar e fui assar umas batatas fritas. Era um grampo na nossa cozinha. Por algum motivo, me fazia sentir normal, menos italiano, quando tinha um hambúrguer e batatas fritas. Os caras sempre souberam que tinha sido um mal dia se eu estava no McDonalds. Não que estivesse lá em semanas, considerando que nós estávamos em alta segurança.

Quando a comida estava pronta, eu coloquei tudo num prato e retornei para sala, segurando-o para ela.

Lágrimas, apareceram nos olhos de Tracey quando ela pegou o prato e sussurrou: "Obrigada".

"Você precisa comer mais." Eu xinguei.

Só então, as portas se abriram. Chase passeava com um saco de roupa, seguido de Mo, Tex e Phoenix.

"Você está bem?" Mo, correu para lado do Tracey e a abraçou.

Tracey só tinha tomado uma mordida enorme do hambúrguer, por ela assentiu com a cabeça e então tossiu.

"Fiz-lhe meia vaca," eu expliquei. "Tenho certeza de que ela está agora no céu do amante da carne."

"Ah, você matou uma vaca para ela?" Mo suspirou e me deu uma piscadela.

Irmã gêmea irritante. Sim, sim, primeiro uma barra de cereal, agora uma vaca. Pode rir, Mo.

"Meu Deus, ele colocou carne congelada no micro-ondas e pressionou descongelar," Chase murmurou. "Isso é tudo que precisava, destemido líder?" Ele estendeu o saco de roupa.

Concordei, ignorando o seu humor azedo. Qual é o problema dele? Os olhos do Chase caíram para Tracey, em seguida, de volta para mim. Certo. Ela era o problema. Ou melhor, era eu estar com ela que era o problema.

"Tamanho certo"?

"Sim".

"Bom," Eu disse numa voz fria. "Coloque o saco ali, e vamos levá-la quando as classes acabarem."

Eu disse nós de propósito para que Chase soubesse que eu não estava recuando. Eu não ia desistir. Ele olhou, mas fez o que foi dito — porque Chase sempre fazia o que era dito, o que me fazia sentir um pouco culpado. Ele pode gostar de Tracey, mas eu gostava dela também, muito mais do que devia e eu não ia deixá-lo entrar e roubar a menina que me fez querer sentir novamente. A menina que, por alguma razão, tinha entrado no meu coração e se recusou a deixar.

Phoenix se inclinou contra o balcão, seu olhar pensativo e olhando diretamente para Tracey, como se ele estivesse esperando por ela para chamá-lo para fora ou algo, o que era uma loucura. Então, novamente, Phoenix tinha agido louco nos últimos dias. Eu sabia que precisava falar com ele, mas parte de mim sentia culpa porque eu tinha sido o único a gritar com ele na festa.

Tex se sentou entre Mo e Tracey e colocou seu braço em volta do sofá. "Então, o que estamos fazendo neste fim de semana?"

"Nós..." Ela colocou a mão sobre o joelho. "... Não vamos fazer nada. Eu sou vou ser uma boa amiga e sair com minha colega de quarto, que foi brutalmente agredida pelos idiotas que vão à nossa escola."

Tex fez beicinho. "Nixon, você não pode simplesmente ordenar um soco em que começou com isso para eu ter algum tempo sozinho com sua irmã?"

Tracey riu. "Ordenar um soco? Vocês falam como Máfia ou algo assim."

A sala caiu em silêncio, e depois todos nós rimos nervosamente — foi estranho pra caramba.

O resto da hora passou rápido entre Mo e Tex discutindo sobre o que fazer com a Tracey. Phoenix, olhando para um buraco através da parede e Chase tentando sentar-se tão próximo de Tracey, quanto humanamente possível.

Eu estava pronto para perder a cabeça.

"Gente! Basta sair. Eu ia até a loja de qualquer maneira,“ Tracey finalmente disse acima do ruído.

"Não!" Todos responderam em uníssono. Direto. Como se isso não parecesse totalmente suspeito.

Os olhos dela se estreitaram. "É perigosa a loja ou algo assim?"

Mo deu de ombros. "Não, não é apenas inteligente. Quer dizer, você não deveria deixar o campus por si mesmo. Além disso, você precisa de um carro. Você não tem um carro."

"Eu vou pegar um táxi".

Mo forjou um olhar horrorizado. "Um táxi"?

Tex começou a rir. “Aqueles ainda existissem”?

"Então..." Chase pediu, empurrando as mãos nos bolsos. "O que vai ser, Nixon?"

Todos os olhos caíram para mim.

Porque isso é o que eu fazia.

Eu tomava decisões. E eu tinha sido o único que disse que nenhum de nós poderia sair do campus — tínhamos que ficar no campus. Eu olho para Tracey brevemente antes de responder. "Acho que estamos todos indo às compras."

Era o mínimo que poderia fazer.

"Mas —" Monroe começou, mas eu olhei, dizendo-lhe com meus olhos para parar.

"Nós levaremos a segurança." Eu encolhi como se não fosse uma grande coisa marchar para a selva, enquanto os homens de Alfero estavam na caçada.

"Mas a última vez —"

"Eu disse..." Eu odiava ser desafiado. "... Vamos levar segurança."

Não tivesse havido uma última vez; todos nós sabíamos disso. Bem, nem rastro. Foi apenas o modo de Mo tentar discutir o ponto.

Ela tinha medo.

E eu odiava que eu tinha causado o medo, mas ela era minha irmã e eu iria protegê-la a todo custo. Podemos dar segurança, e se ficamos perto o suficiente do campus, seria ótimo. Além disso, quem mataria um chefe da máfia recém-cunhado a sangue frio?

A resposta?

Frank Alfero.

Eu só tinha que ser mais esperto que o velho ou morrer.

As coisas que faço por uma garota que mal conhecia — uma garota que eu queria saber um inferno de muito mais.


CAPÍTULO 24


A EXPLOSÃO


PHOENIX


A última vez que eu trouxe ao meu pai notícias porcaria ele puxou uma arma para mim. Desta vez eu estava mais preparado. Nixon disse que ele não estava cooperando, e eu estava indo forçá-lo.

Bati na porta de seu escritório. Nada.

Eu bati novamente.

Finalmente, ele empurrou a porta aberta. "O que diabos você quer?"

"... E olá para você também." Eu empurrei e tentei entrar, mas ele a segurou firme.

"Estou ocupado".

"O inferno que você está." Empurrei mais, ele tropeçou para trás, e isso foi quando eu vi que ele estava mesmo ocupado.

Com duas garotas.

Duas das que eu tinha quebrado na semana anterior.

Quase vomitei ali. Que tipo de pessoa mantinha meninas menores de idade em seu escritório, o escritório de uma universidade, então as fodia durante a pausa para o café? E que tipo de pessoa eu era, que eu tinha sido em primeiro lugar, meu pai em segundo lugar.

Merda, eu me odiava.

Eu o odiava.

Odiava tudo.

Com as mãos tremendo, cheguei para o maço de cigarros na mesa dele, eu nunca tinha sido um fumante, mas eu precisava de algo para fazer e vomitar estava fora de questão, juntamente com atirar entre seus olhos.

"Deve estar brincando com a mercadoria?" Eu perguntei.

"O negócio fracassou." Ele encolheu os ombros. "Achei um desperdício deixá-las ir."

Um desperdício?

"O que quer dizer com o negócio fracassou?"

"O cara desistiu," meu pai zombou. "Não conseguimos o dinheiro, e é sua culpa. Ele disse que elas eram muito puras, então claramente você não fez um trabalho bom o suficiente, tornando-as mais sujas para ele. O que me lembra, Nixon deve-me dinheiro."

"Nixon deve nada seu merda. Você fala, ele paga, este é o negócio."

"Sim, bem, e se eu sou feito de falar?"

"Então ele atira em você."

Meu pai revirou os olhos e latiu para fora uma risada. "Não é possível matar um chefe sem assinar sua própria sentença de morte."

Eu odiava que ele estava certo.

"Quer se juntar?" Os olhos do meu pai me desafiaram para dizer não, "tenho duas... apenas usei uma. A outra ainda é boa."

Ele pegou uma faca e ele correu para baixo a bochecha da primeira menina. Ela era morena, talvez dezessete anos, alta como uma porra de pipa e aparentemente, a impressão de que a faca era um pirulito, ela abriu a boca. Ele tocou a lâmina até os lábios.

"Pare", eu rosnei.

"O quê"? Meu pai deu de ombros. "Ela não vai sentir nada." Olhando para mim, enfiou a faca nos lábios dela. Sangue jorrou de sua boca, e eu perdi a minha merda.

Eu me atirei nele, batendo-o contra a parede. Seu soco colidiu com o lado esquerdo do meu corpo — um golpe de rins, agradável. Eu o acertei nas bolas e ele caiu com mais um golpe mortal para as costelas.

Quando ele caiu no chão, eu olhei para a confusão em torno de mim — a bagunça que tinha ajudado a criar. Era natural que eu limpasse.

A garota estava chorando enquanto o sangue continuava a sair da boca dela.

E eu estava entorpecido.

Completamente paralisado.

Porque, naquele momento, eu não podia vê-la como uma pessoa mais, apenas um objeto. Se eu a visse como uma pessoa, eu teria um colapso mental, honesto-a-Deus. Eu joguei uma toalha na cara dela e deixei cair algumas centenas no assoalho, em seguida, saí fora da sala, com a cabeça erguida.

Não foi até que eu estava fazendo meu caminho por todo o campus que o tremor começou.

E não foi até que vi os SUVs, estacionados na frente do dormitório das meninas, que as imagens de cada rosto voltaram com força total.

Eles tinham variedades em idades, formas, tamanhos — não importava. O número foi na casa das centenas.

Ninguém forçou minha mão.

Foi tudo culpa minha.

Eu queria morrer.

Mas eu queria provar mesmo mais do que isso... se fosse a última coisa que eu fizesse. Eu iria provar a mim mesmo para Nixon.

Eu ia sair por cima.

Porque eu... era tudo que eu tinha.


CAPÍTULO 25


E ASSIM COMEÇA...


CHASE


“Compras...", eu suspirei e bati com a porta fechada. "Realmente Nixon?"

"Lide com isso." Ele revirou os olhos. "Oh, e a mente com Phoenix?"

Eu olhei. "Então vai ser assim?"

"O quê"? Ele encolheu os ombros.

"Você vai segurar a mão na noite patinação também? Talvez dar-lhe seu suéter ou algo assim?"

Nixon revirou os olhos. "Que seja, cara. Estou protegendo-a, não tentando transar com ela."

"Isso é uma mentira." Phoenix, andou até nós, com um cigarro na boca.

Desde quando ele começou a fumar de novo?

"Você quer entrar nas calças dela tão ruim que você não está prestando atenção para o inferno ao nosso redor."

Os olhos de Nixon estreitaram. "Você tem algo a dizer, Phoenix? Diga."

"Bem". Phoenix jogou o cigarro no chão e pisou nele. “É tempo de deixarmos a Eagle. Não pertencemos aqui mais..." Seus olhos estão assombrados. "Só precisamos sair — eu preciso sair."

"Notícia". Eu rolei meus olhos no seu drama. "Não recebemos um pirando."

Phoenix esfregou seu rosto com as mãos. Porra, o cara parecia o inferno. "Meu pai não está cooperando comigo mais... ele acha que estou ficando fraco. Ele é —"

Nixon levantou a mão. "Ele tem...", ele engoliu e desviou o olhar. "... Machucou alguém?"

Phoenix esfregou as mãos juntas. "Ele sempre machuca as pessoas."

"Olha cara...", Nixon suspirou. "... fique no campus de agora em diante, ou vá para minha casa. Não ature essa merda."

"Dane-se!" Phoenix gritou. "Um homem de verdade iria tolerá-lo. Um homem de verdade iria fazer o trabalho! Recebi o maldito trabalho, Nixon! Tudo bem? O que mais você quer de mim? Você sabe mesmo? Ou está muito concentrado no cabelo castanho em tudo isso?"

"Isso não tem nada a ver com ela!" Nixon rugiu. "Não faça isso sobre ela. Ela é uma estranha, Phoenix, não faz parte do nosso mundo."

"É bom ouvir você finalmente dizer." Phoenix balançou a cabeça. "Ela não é uma parte do nosso mundo. No final você nos escolhe, não ela. Somos uma família. Ela não é nada, Nixon. Nada." Tremendo, ele puxou outro cigarro. "O que quer. Estou fora. Divirta-se abastecendo a fazendeira."

Ele pisou fora deixando-me atordoado e incrédulo.

Nixon olhou para o chão em seguida latiu: "Tex"!

"E aí?" Tex pressionou end em seu celular e olhou entre nós dois. Merda. Quem morreu?"

"Conosco. Chase, eu preciso de você no outro carro fazendo —"

"Sim, sim". Acenei-lhe fora. "Fazendo o que faço melhor. Guardando o chefe".

"Chase —"

"Deixe isto...", levantei a minha mão. "... e deixe-me fazer o meu trabalho, que é proteger o seu lindo traseiro."

"Ele chamou sua bunda bem." Tex assentiu com a cabeça. "Só dizendo, se está olhando para sua bunda, significa que ele tem olhado para a minha, e, pelos meus cálculos, isso significa apêndice favorito do Chase tem sido pegando zero." Tex apontou o dedo para mim. "Transar antes de eu socar aquele rosto bonito."

"A última garota que me disse ganhou um olho roxo".

"Só me chamou de uma garota?!" Tex rugiu.

"Senhoras..." Nixon bateu palmas de suas mãos. "... Vão para os carros e lembre-se, você vê um Alfero, estamos fora."

Eu saudei Nixon e passei para o outro Escalade apenas quando Tracey e Mo saíram do dormitório.

Ela ainda estava usando as roupas que Nixon tinha lhe dado. Com um sorriso brilhante, ela olhou interrogativamente para um dos nossos rapazes quando ele a seguiu até o carro. Seu queixo caiu quando ela pareceu chocada que tínhamos quatro Escalades esperando na calçada. Sim, foi um pouco excessivo, mas Nixon não queria correr nenhum risco. Suspirando, peguei minha semiautomática e a coloquei no meu colo, quando Phoenix voltou e pulou no carro.

"Mudou de ideia?", eu perguntei.

"Tanto faz". Sacou sua pistola e estava tão silencioso como um túmulo, enquanto Vin seguiu para o SUV na nossa frente.

"Se as coisas estão ruins..." Eu limpei minha garganta. ".... pode falar comigo, Phoenix. Você sabe disso, certo?"

"Bobagem", Phoenix cuspiu. "Você vai correr para Nixon. Estou bem. Eu lidei com a merda do meu pai antes, certo? Isso vai passar. Eu só preciso... Eu preciso sair da Elite. Preciso começar a minha vida, sabe? Minha vida com Nixon, com a família. Muito sangue ruim com o meu próprio. Eu só quero sair."

"Você terá, cara," eu disse de forma encorajadora. "Olhe isto deste modo. A família do Tex é bem pior do que a sua, e Nixon o deixa dormir com sua irmã."

Phoenix deu um sorriso. "Tem razão". Ele assentiu com a cabeça e segurou seu punho. "Obrigado."

"A qualquer momento. Eu sempre vou ser seu amigo. Você sabe disso, certo? Independentemente do que vai para baixo, Phoenix. Você sempre será uma parte de nós, uma parte dos Eleitos. Ficamos juntos, ligação de sangue, sim?"

Ele assentiu com a cabeça, seu rosto pálido. "Sim, ligação de sangue."

Nós nos sentamos em silêncio o resto do caminho para a loja.


CAPÍTULO 26


o COLAR


Nixon


Tracey estava bastante silenciosa. Então, novamente, eu também estaria se estivesse acabado em um carro comigo. Eu ainda não sabia onde estávamos. Eu tinha ido de valentão para protetor tudo dentro do curso de um dia, e eu sabia que a confiança entre nós era instável.

Eu também sabia que eu tinha que começar devagar.

Assim, a viagem às compras.

Paranoico, dei uma olhadela no SUV atrás de nós. Chase me jogou nada fora da janela. É impressionante saber que ele ainda estava irritado comigo. Geralmente ele sempre andava comigo, mas eu precisava dele como meu vigia.

Ele era um inferno de um objetivo, e eu queria ter a certeza que Tracey estaria a salvo. E Mo? Merda. Quando eu tinha mudado para proteger Tracey acima da minha irmã? Algo estava muito errado com esse pensamento, e me senti mal por causa disso.

Eu me mexi no meu lugar. O carro estava muito quente. Eu estava indo para suar até a morte. Mas, Tracey parecia fria, e por alguma razão, eu me senti como sendo legal, mesmo que eu ainda estivesse chateado. Tudo o que eu queria fazer era voltar para a escola e retirar as unhas de cada um dos estudantes que se atreveram a tocar no que era meu.

Gostaria de começar com os dedos.

Por alguma razão, quando você ameaça alguém com uma faca, eles hesitam. Quando você coloca uma faca em um dedo e começa, lentamente, movendo-a da direita para a esquerda, eles se desculpam.

E em seguida mijam nas calças.

Eu queria que eles fizessem mais que mijar nas calças.

Então, talvez eu fosse para o cimento.

Ou as juntas.

Eu agarrei ao volante e me imaginei socando alguns desses bastardos, várias e várias vezes. Meus dedos ficaram brancos. Não estava prestando muita atenção em Tracey, apenas respondendo às perguntas.

"Estamos quase lá?" Ela ajustou a camisa dela.

Meus olhos avidamente caíram para a extensão da carne logo acima os seios dela. Insanidade derramou por cada parte do meu corpo — e em seguida um colar caiu da sua camisa.

Eu tinha votado para que outra coisa caísse.

Mas eu não estava em condições de ser exigente.

Tentando me concentrar tanto a estrada como no colar que balançava para frente e para trás, eu respondi, "Sim, como em dez — puta merda!" Pisei no freio, quase levando-nos a entrar em um acidente. "O que diabos, Tracey?" Ela percebeu que estava? O que isso significa para mim? Para meus inimigos? Phoenix? Ela também pode ter um grande gigante vermelho X na cara dela. Tinha que ser uma piada. Uma piada de mau gosto. Phoenix tinha provavelmente colocou debaixo da porta e disse que era para me fazer cagar, cagar nas calças.

Ou talvez Chase. Ele estava com raiva de mim mesmo — eu não colocaria nada para ele.

Merda. Merda. Merda. Esqueça de suar. Eu ia matar qualquer um deles que tinha puxado isso, concluí.

"Onde você conseguiu isso?" Eu parei no semáforo vermelho e tentei pegar o colar.

Ela bateu na minha mão.

"Pare". Eu cerrei os dentes quando eu examinei a parte de trás. Alfero. Como se só tivesse ficado queimado, eu empurrei de volta, meu coração batendo contra o meu peito. Sem perceber, eu tinha começado a xingar em siciliano.

"Não vale a pena xingar mais" Tracey deu de ombros. "É só um colar".

E eu sou o Papa sangrento. Ah sim, nada demais, não vale a pena xingar. Espera, como ela saberia que estava xingando? "Você me entendeu?"

Os olhos de Tracey estreitaram, e então ela olhou para a estrada. A mandíbula trincou, seus olhos fecharam, e então ela estava brincando em seu cinto de segurança, como se ele estivesse sufocando.

"Merda," murmurou Mo. "Eu acho que ela está tendo um ataque de pânico".

Tracey começou a puxar o cinto de segurança com mais força. Nós estávamos indo a pelo menos 50 e eu não podia arriscar que ela abrisse a porta e saltasse para fora. Eu poderia nocauteá-la antes de deixá-la se matar.

"Droga!" Eu agarrei a mão dela sobre o cinto de segurança. "Estamos no meio do trânsito. Você vai ficar aqui. Não me importo se você acha que seu maldito coração vai explodir. Não podemos ser vulneráveis e mesmo agora, nós somos."

Especialmente considerando que era perfeitamente possível que não fui o único que tinha visto aquele colar.

Merda. Eu olhei no espelho retrovisor, metade esperando um SUV Alfero para estar me seguindo, armas em punho.

Felizmente, eu não vi nada exceto Chase no outro SUV.

Durante os próximos dez minutos, minha maldição ficou tão criativa que nem eu tive que entregar o crédito por inventar palavras que tenho certeza que não existiam até aquele momento.

Quando chegamos à loja, falei. "Saiam. Vocês dois. Eu vou lidar com isso."

Tracey ficou tensa ao meu lado, a mão ainda sobre o cinto de segurança e a minha ainda a cobrindo.

Eu precisava me concentrar em algo — nada além de sua pele lisa. Ela pode ser o inimigo.

Ela pode ter sido plantada lá para me distrair. Diabos, tudo era possível naquele momento. Não tinha certeza se eu deveria apontar uma arma para ela ou com calma, perguntar o que diabos ela estava fazendo com aquele colar. Um colar que basicamente disse que não poderia tê-la e que mesmo que eu fizesse, eu nunca a mereceria em primeiro lugar. Não que eu gostasse dela. Ou queria beijá-la — meus olhos caíram até os lábios. Droga!

Estalando meus dedos, eu fechei meus olhos por um breve minuto antes de perguntar, "Qual é seu sobrenome?"

"Rooks," ela disse lentamente. "Por que, qual é o seu?" Que bom. Pelo menos ela ainda tinha senso de humor dela. Ela precisaria disso — se ela viver para as compras. Eu abaixei minha mão para a porta lateral onde guardava outra arma. Foi horrível.

Minha vida era horrível.

Uma garota que me fazia lembrar do que eu tinha perdido.

E posso estar acabando com sua vida em poucos minutos.

Uma vida desperdiçada.

Mais uma vida desperdiçada.

Muito sangue em minhas mãos.

Eu mudei a segurança fora. "Estou fazendo perguntas. Você está dando respostas. Você entendeu?" Tentei dar-lhe o meu olhar mais ameaçador, chateado com ela por ter mentido, com raiva de mim mesmo por não perceber que ela pode estar fora de toda a minha família. A vingança era uma cadela. "Agora, posso pedir agradavelmente. Ou posso usar a força. Qual é seu nome?" Meu dedo estava no gatilho. Eu nunca quis alguém tanto que alguém mentisse para mim. Que dissesse que eu era louco. Eu queria que ela risse.

Náuseas tomou conta de mim. Não queria matá-la.

Mas eu iria.

Para proteger Mo, para proteger minha família. Não era só sangue, sangue para fora para os sicilianos. Era sangue em — sem saída, exceto a morte.

"Rooks!" Lágrimas se reuniam nos olhos castanhos do Tracey. "É tudo o que sei!"

Eu cuidadosamente puxei minha mão longe da arma e alcancei apertei o cinto de segurança. Ela estava dizendo a verdade. Os olhos dela estavam assustados. Ela estava quase tremendo o carro porque ela estava tremendo muito.

Eu peguei o colar e o virei. "Droga!"

Alfero. Eu não estiva errado. A pior parte? Ela tinha seu brasão de família. Não que ela soubesse disso.

E eu não ia dizer a ela o que significava ter uma foto de uma coruja como parte do design.

"O quê"?, Tracey sussurrou. "Olha, Nixon..." Ela tentou afastar-me. "... esta era uma má ideia. Me leve de volta ao dormitório. Não preciso da segurança como vocês fazem. Só pegarei um táxi ou algo assim. Além disso, você está me assustando. Eu vou apenas encontrar meu próprio caminho de casa."

Casa.

Ela estava em casa.

Ela só não sabia.

Porque um colar parecido não caía nas mãos erradas. O que significava apenas uma coisa.

Ela foi uma das...

E ela estava no meu carro... sob a minha proteção. Frank sabia? Era uma armadilha desde o início? Como pude ser tão cego! E quem diabos ela pertencia?

"O inferno que você vai," murmurei, deixando cair o colar contra seu peito e pegando a mão dela. "Vamos, vamos só acabar com isto, ok?"

Com um grunhido, puxei a arma que minutos antes ia ser apontada para a cabeça dela e enfiei no coldre no meu quadril.

"Uh..." Ela apontou. "... porque você está armado?"

Sim. Não estava pronto para explicar isso. Porque provavelmente soaria exatamente como um mau filme de máfia. "Porque faz parte das regras."

"Da escola?", ela disse, soando bonita como o inferno.

Lutei contra a vontade de sorrir. Porra, era fácil demais ao seu redor. "Não". Senti meu sorriso forçado, triste.

"Minha família. Agora, vamos lá."

Ela saiu fora. Eu segui atrás dela, deixando-a ter seu ataque, enquanto procurava por qualquer suspeita.

Uma vez que eu verifiquei Mo, fui em busca de vestígios. Ela estava resmungando para si mesma e jogando coisas em seu carro como se ela não fosse comer nunca mais.

"Quase pronto"?

Ela gritou.

Merda.

Os olhos dela foram amplos como discos voadores. Virei e balancei minha cabeça. "Eu a assustei. Não é nada." Meus sócios assentiram com a cabeça e saíram.

"Quem é você?", ela sussurrou.

Eu me inclinei, quase me encostando contra ela, enquanto eu respirava seu perfume. "Eu poderia perguntar a você a mesma coisa."

Os olhos dela chamaram-me, como se ela estivesse me pedindo algum tipo de pergunta escondida que estava com medo de expressar em voz alta. Eu poderia me perder nesses olhos. Eles eram o mesmo... dela.

A adrenalina subiu pelo meu corpo. Seria possível?

A respiração dela ficou irregular.

Sim, eu provavelmente estava assustando a merda fora dela.

"Castanho. Interessante".

"Eles são simples," ela sussurrou.

"Eles são lindos. Não deixe que ninguém te diga o contrário, Bella." Eu usei o apelido que eu costumava chamar minha amiga de infância — a menina que costumava perseguir-me ao redor da casa e chamar-me nomes.

A menina cujo nome eu nem sabia porque quando eu era pequeno, eu tinha decidido no meu coração que ela merecia um nome bonito — igual sua beleza. Então eu a tinha chamado de La Bella... linda.

Ela não hesitou.

E a esperança que uma vez brilhou dentro de mim morreu lentamente. Não era ela. Ela estava perdida para mim. Para nunca ser encontrada.


CAPÍTULO 27


A LÂMPADA DE DINHEIRO


Nixon


"Fico contente de ver que você está comprando comida suficiente para que você não morra de fome no meio das aulas." Eu sorri. Isso me irritava que Tracey não queria mais comer conosco — que ela ficou tão ofendida pela minha presença que ela preferia comer carne falsa.

Eu nunca tinha sido aquele cara.

O único que as meninas corriam longe.

Na verdade, isso não é inteiramente verdade. Mas ainda assim... Eu odiava que ela não queria nada comigo quase tanto quanto o fato de que ela parecia estar com medo de estar na minha presença. Não que eu estivesse fazendo alguma coisa para aliviar essa fobia.

"É culpa sua que eu tenho que comprar comida," ela disse com os dentes cerrados, lançando pacotes para o caixa, quando ela queria que eles explodissem e caíssem em cima de mim.

"O que você quer dizer?" Eu lambi meus lábios e dei a caixa um sorriso cortês.

"Meu cartão de acesso, seu imbecil!" Tracey jogou suas mãos para o ar, e um saco de milho saiu voando pela minha cabeça, quase me levando para fora. Era errado querer esconder minha arma e qualquer objeto afiado dela?

Eu rolei meus olhos na sua explosão dramática. "Pare de ser difícil. Você tem dois cartões." O que lhe tinha dado no primeiro dia de escola e depois um que Mo me implorou alguns dias atrás.

"Huh?" Ela apertou os olhos dela. "Você está bêbado?" Um saco de batatas fritas passou minha orelha, o pastoreio com um som de devorar. "Phoenix roubou meu cartão a noite em que ele me enganou! Na mesma noite, você estava fora do campus fazendo o que sabe! Eu só tenho o cartão vermelho que você me deu no outro dia!"

Eu balançava nos meus pés. Era raro me pegar de surpresa — mas de repente eu estava doente.

"O que diabos você está falando?"

"No corredor!" Ela continuou jogando comida sobre o caixa, sem se importar que eu estava pronto para estrangular a Phoenix. "Você disse que era o melhor que podia fazer e —"

Os lábios dela estavam se movendo. Na teoria eu sabia que ela estava falando, mas ele estava caindo em ouvidos surdos, porque nada estava somando. Absolutamente. Nunca deixo nada passar por mim. Configurá-la? Ela estava falando de Tim?

Como que era meu problema que ela ficou bêbada e — maldição!

Não fariam isso.

Fariam isso?

Pelas minhas costas?

Quanto mais ela explicou mais doente que eu me senti. "Filho da puta. Eu vou lidar com isso. Ainda precisa de toda essa comida então? Você vai comer com a gente agora?"

"Sim". Os olhos dela caíram ao chão.

Eu conhecia aquele olhar.

Eu usava esse olhar quando criança, quando meu pai me torturou, quando torturou Mo. Era medo.

E eu tinha sido o único a causar-lhe.

Ela tinha morrido de fome o tempo todo?

"Isso vai ser cem dólares e setenta e dois centavos." O caixa interrompeu meus pensamentos.

Tracey lentamente tirou um maço de notas de dólar que provavelmente levaria uma eternidade para contar.

Por que ela só não usava um cartão de crédito? Eles estavam no sertão? Eles não têm cartões de crédito?

As notas caíram no chão.

Tracey chegou para eles e então fez uma pausa.

"Algo errado"? A fila foi acumulando atrás de nós, e eu não estava com vontade de ficar de boca aberta. As pessoas sabiam quem eu era, ou pelo menos eles assumiram. Não é como se eu não estivesse nos noticiários. Ou fofoca.

Eu possuía esta cidade.

Eles me conheciam.

Eles todos passaram a me conhecer.

"Ah, não, sim, hum..." Tracey bateu o maço de dinheiro na minha mão. Confuso, olhei para baixo.

"Merda", sussurrei a seguir tentando esconder as minhas mãos trêmulas quando coloquei as notas de mil de dólares no bolso.

Passei meu cartão, digitei na minha chave, então retirei meu telefone e liguei para Tony.

Ele não estava satisfeito, que eu só tinha usado meu cartão em uma loja tão perto da escola. Não era suposto para estar fora de casa. Eu deveria estar fazendo meu trabalho. "Como seria fácil para rastreá-lo agora, Nixon? Você quer morrer?"

Inferno, às vezes, ele agia como o meu pai. Chamei ele de idiota e desliguei. Eu provavelmente poderia ter lidado melhor com isso, mas meus nervos estavam acabados.

Eu sinalizei para os meus homens nos seguir, nos dando segurança no caso de algum hacker brilhante estivesse à espreita para me atirar na cabeça, ou pior, atirar em Tracey.

Ajudaram-nos para o carro e então voltaram à loja para limpar a área e destruir qualquer evidência na câmera.

"Hum, estamos seguros aqui?" Tracey perguntou, certificando-se de que a porta estava trancada.

Monroe já tinha voltado. "Claro, por que não estaríamos?"

"Ah você sabe..." Tracey engoliu. "... porque isso."

Ela apontou para alguns homens, quando eles tiraram suas armas das jaquetas e entraram na loja.

"Estamos testemunhando um assassinato?"

Eu quase ri. Quase. Olhei no retrovisor e vi todos se deslocarem desconfortavelmente.

"Vocês precisam ir. Temos mais compras para fazer e ele — "

"Sim". Mo me olhou no espelho retrovisor. "Eu posso imaginar como vai ser." Com um bufo, ela e Tex desceram do carro. "Te vejo mais tarde, Trace!"

Fechei as portas. Eu retirei o dinheiro e examinei. O dinheiro, o colar, sem cartão de crédito — foi demais. Todas as coisas.

"Haha, você não me pega!" Ela correu ao virou a esquina e gritou rindo.

"Garotas estúpidas! Você não pode mesmo correr rápido!" Eu corri atrás dela e a abordei contra o carpete andar.

"Ei! Pare!" Ela começou a bater-me no peito. "Eu sou uma menina, então você não pode me bater!"

"Eu vou te socar se eu quiser dar um soco!" Falei de volta.

Uma lágrima fez o seu caminho para o lado do rosto dela.Oh, Oh. Mãe ia me matar. "Ei, não, não chore. Por favor, não chore. Me desculpe."

Ela fungou. "Sério?"

Eu odiava as lágrimas.

"Sim". Balancei a cabeça.

O cabelo do lado esquerdo do rosto dela caiu para trás, revelando uma pequena cicatriz por baixo da sua orelha. Parecia um coração. Eu sorri, gostando da ideia de que eu era o único que estaria perto o suficiente para vê-lo. Por agora.

Lentamente, olhei para Tracey.

Ela afivelou seu cinto de segurança e em seguida, puxou o cabelo dela sobre o seu ombro direito, revelando a pele logo abaixo de sua orelha e do pescoço dela.

Não tinha certeza se queria chorar ou gritar.

Era ela.

Eu bati o volante com a mão e jurei. "Vai ser uma longa tarde."

"Por quê?"

"Porque nós estamos em pânico vivendo nossa própria história de Romeu e Julieta." Porque eu era apaixonado por ela. Porque quando meu pai me colocou na caixa — eu sonhei com ela e só ela. Do seu sorriso, dessa cicatriz pouco em forma de coração e da vida eu poderia ter, se ela não tivesse morrido, junto com os pais dela.

Eu tinha me culpado pela morte dela, o desaparecimento dela.

E agora, Deus havia dado ela de volta para mim, só para levá-la novamente. Anjos não namoravam demônios. Eu estava caído.

E ela ainda estava no céu, onde ela pertencia. Jurei que iria mantê-la assim — desta vez eu não falharia. Desta vez. Poderia salvá-la. Mesmo que isso significasse morrer de vontade de fazê-lo.

"Tudo bem, mochila nova, certo?"

"Sim, ah, e eu preciso que você pague as compras também. Sinto-me tão estúpida. Eu não tinha ideia que tinha contas a pagar, ou que eles sequer existiam, ou que vovô..." A voz dela foi sumindo como suas sobrancelhas franziram em confusão.

Eu não queria ser o portador de maldade, mas o avô apenas aconteceu de estar usando o dinheiro que era mais provável marcado pelos federais. Idiota.

“Essas notas saíram de circulação na década de cinquenta. Você sabe disso, certo?" Eu perguntei, cutucando um pouco para ver se ela sabia de alguma informação. Eu era um especialista em ler as pessoas, mas a expressão dela estava em branco como uma tela.

Ela deu de ombros e chegou para o controle de rádio. "Desculpa, eu vou descobrir uma maneira de ganhar dinheiro para pagar você."

"Você não entende". Eu ri para impedir de gritar. "Eu nunca iria aceitar o seu dinheiro. Nunca mais."

"O que? Por quê?"

"Isso não é bom para mim!" Bati. "Esquece." Maldito dinheiro de sangue é o que era! Eu nunca pegaria um Alfero; Só de pensar tinha me irritado tudo de novo. Frank vai ficar lívido. Se havia uma coisa que eu sabia, era que ele ia me achar — e em breve.

Mas talvez eu pudesse encontrá-lo primeiro, torcer o conto, fazer com que eu não fosse o objeto de desdém. Ele era.

Quando paramos em um sinal de pare, enviei um texto rápido de emergência para Chase: "precisamos nos encontrar o mais rápido possível. "

Porque merda estava prestes a cair no real — rápido.

Tracey ficou em silêncio o resto do caminho para o shopping, e tudo que podia pensar era como eu ia contar para essa garota inocente que a vida que ela sempre conheceu era uma mentira gigante.

Violência? Sangue? Crime organizado? Essa era a sua herança.

Era ela, a garota com a cicatriz, a garota que eu sonhava. Eu estava sentado a algumas polegadas dela e a parte patética? Eu não era o herói. Nos meus sonhos, sempre a resgatava, encontrando o assassino dos pais dela e tinha resgatado minha alma.

Assim que vi esse colar, a esperança tinha morrido no meu peito.

Isto não era o material dos sonhos. Era a essência dos pesadelos.


CAPÍTULO 28


IOGURTE CONGELADO ME EXCITA


Nixon


Nós andamos em silêncio pela porta da frente do shopping. Tracey olhou atrás dela e mordeu o lábio inferior. Eu tentei ver o mundo através dos olhos dela.

Dez caras nos seguiam.

Todos eles estavam vestidos em ternos de cores escuras e parecendo caro. Eu gostava quando meus homens pareciam bons, não como bandidos típicos, mas como homens reais. As pessoas ao nosso redor olhavam curiosamente, mas na maior parte, eles provavelmente só acharam que eu era uma celebridade ou algo assim. Que, de certa forma estranha, distorcida, eu era a celebridade número um em Chicago.

Sério, ele mesmo disse sob a minha foto.

Que os federais gentilmente destruíram após minha família dar-lhes a informação que eles precisavam sobre a corrupção que era De Lange.

Então, novamente, isso foi há anos.

E se havia alguma coisa certa nessa vida, era que o FBI tinha uma memória de muito curto prazo.

Eles eram como uma versão ao vivo de Dory de Procurando Nemo.


"Tem uma loja de segunda mão ou alguma coisa aqui?" Tracey perguntou, seus olhos preocupados enquanto ela olhava as lojas em torno de nós.

"Claro que não. Loja de segunda mão? Você é —" eu amaldiçoei e balancei a cabeça. "Em segunda mão? Uma maldita loja de roupas usadas?" Ela era louca?

"Ok, você pode parar de repetir," ela surtou, tentando tirar sua mão livre das minhas.

Sim, não vai acontecer.

"Garotas como você não fazem compras lá."

Imediatamente, ela olhou para baixo para o chão como se muito envergonhada para fazer contato visual comigo.

"Hum, que tal um Ross? Wal-Mart ou algo assim?" Confusa eu poderia apenas olhar para ela na esperança de tentar entender por que ela estaria tão chateada por me levar às compras.

Seu lábio inferior começou a tremer. Lancei a mão dela e levantei o queixo dela. "Trace, você não ouviu nada do que eu disse?"

Concentrei-me nas lágrimas dos seus olhos. Ela tentou bater livre de mim novamente.

Enrolei meus braços ao redor de seu corpo e suspirei em seu cabelo, permitindo-me um momento egoísta onde éramos universitários normais às compras, e eu era o cara que queria beijar seus lábios, acariciar seu rosto.

"Você é... impossível."

Ela caiu em meus braços, assim o abraço deve ter sido uma boa decisão, o que foi um alívio, considerando que eu não tinha certeza se ela ainda me odiava.

Um dos meus homens me olhava como se eu tivesse completamente perdido minha merda. Então, novamente, a última vez que tivemos um pow-wow, eu tive de limpar o sangue do meu pai fora das minhas mãos. Então, sim, ele estava provavelmente um pouco atordoado. "Mason, não siga tão perto, está bem?"

"Claro, senhor," ele murmurou, dando um passo atrás e acenando para o resto dos homens para fazer o mesmo.

"Senhor?" Voz abafada do Tracey soou contra minha camisa.

"É uma coisa de respeito."

"Você tem como vinte." Ela recuou, olhos estreitando.

Senti-me tenso antes de piscar um sorriso. "Certo. 20." Olhei para fora para que ela não visse a verdade, e não se metesse. "A idade realmente não importa no meu mundo."

"Seu mundo"?

Eu parei na frente da loja que eu estava procurando.

"Prada"? Suas palavras foram pingando com descrença. "Você é louco?"

Eu sorri e puxei-a para a loja; seus saltos escavando no chão. Incrível. Então agora ela odiava a mim e às compras? Finalmente, ela cedeu, quase colidindo nas minhas costas quando envolvi meu braço em volta de seus ombros e levei-a para a loja.

Seus olhos se arregalaram, e sua boca caiu aberta. De repente quis dar-lhe o mundo — não só uma maldita mochila. A expressão dela seria sempre tão pura, animada? Por uma coisa tão facilmente dado? Tudo o que tinha que fazer era pedir, e eu daria a ela. Nem sequer pensaria nisso.

"Posso ajudá-lo?" Uma mulher magra em um terno preto sorriu em nossa direção. Seu olhar cintilou através de Tracey, como se ela fosse um bug sob o sapato dela e caiu em mim. Ah, um puma. Fantástico.

"Bolsa mochila, você tem bolsas mochila?" Eu perguntei, meus olhos tentando encontrar algo que iria trabalhar para Tracey. "Algo com classe".

A mulher travou. "Aqui".

Cinco mochilas. Mas Tracey não parecia super animada com qualquer uma das que a vendedora tinha trazido até nós. Ela examinou cada mochila lentamente, como se precisasse passar por algum tipo de inspeção ou teste.

Eu finalmente perdi minha paciência. "Trace, pegue uma mochila."

Acenando, ela olhou para mim e então atrás de mim, e seus olhos iluminaram como uma árvore de Natal, antes de voltar para a linha de objetos caros na frente dela.

Virei e vi o objeto de seu afeto imediatamente. Foi conjunto alto longe do resto dos produtos na loja, e foi em um daquelas prateleiras especialmente iluminadas.

"Este aqui". Peguei a bolsa azul e a entreguei para a mulher.

Um músculo contorceu-se em sua mandíbula. "Esta é uma edição especial —"

"Para uma garota especial." Eu coloquei um braço possessivo em torno de Tracey. "Então, é perfeito."

Balançando a cabeça, a mulher caminhou até o balcão e registrou a compra. "Isso vai ser mil e setenta e cinco dólares e oitenta e nove centavos."

Tracey tossiu.

Lutei com o riso borbulhando em meu peito e entreguei meu Amex. Certeza que Anthony ia me perguntar por que diabos eu ia deixar dinheiro na Prada em um dia de escola.

"Posso ver sua identidade, Sr. —"

O cartão caiu das mãos dela. Tremendo, ela lambeu os lábios e abanou a cabeça. "Esquece."

"O quê"? Eu me inclinei para frente. Quase senti o cheiro do medo rolando em cima dela. "Você não precisa do meu ID?"

"Não, Sr. Abandonato. Eu —isso — isso vai ficar bem." Com os dedos tremendo, ela entregou o recibo e a bolsa.

"Há alguma coisa mais que posso fazer por você?"

Dei um sorriso. Bom, deixe-a ter medo. Ela sabia que eu poderia esmagar não só ela, mas a loja inteira, vida familiar, carreira, — faça a sua escolha. Às vezes era bom jogar seu peso ao redor; outras vezes, as pessoas só precisavam ver o seu nome. Veja, eu era uma celebridade em Chicago, só que não do tipo bom. E definitivamente não era o tipo que queria perambulando em suas lojas, se você tinha medo de armas.

"Não, acho que já chega. Obrigado por sua... ajuda."

A mulher assentiu com a cabeça, seu rosto pálido ainda mais enquanto ela beliscava a ponte do nariz. Achava que eu tinha lhe apontado uma arma ou disse "Boo" pelo tanto quanto ela estava pirando.

"Que diabos, Nixon? Gosta do poderoso chefão ou algo assim?" Tracey riu alto e me deu uma cotovelada. Ela quis dizer isso como uma piada, quando na verdade era uma realidade — talvez não a minha, mais como Tex, mas tanto faz. Isso foi uma história completamente diferente, eu realmente não queria pensar — isso não teria um final feliz.

"Assim, frozen de iogurte?" Mudei de assunto.

"Por quê?"

Dei de ombros. "Porque estou com fome?" E porque não queria que nossa tarde normal fosse arruinada pela máfia, ou armas ou tiro. Eu só queria ir a um encontro com ela. Embora eu não tivesse estabelecido como um encontro, eu tinha segurado a mão dela, duas vezes. Sim, eu estava na merda, se eu já estava justificando as coisas na minha cabeça. Ela era uma Alfero, por causa da merda. Ela era minha Julieta, a menina que eu não estava autorizado a ter.

E a que eu mais queria.

Ela suspirou. "Está bem, mas isto não é um encontro, e isso não é um trabalho de babá. Você sabe que posso cuidar de mim, certo? Você pode apenas me levar para o dormitório. Eu tenho um papel para escrever de qualquer maneira e... "

Eu agarrei a mão dela, ela silenciou quando fizemos nossa maneira passando as multidões.

"Não é seguro, Tracey," disse uma vez, nós estávamos fora da maior das multidões. "Confie em mim, ok?"

"Então por que estamos indo para o iogurte congelado?"

Eu balancei minha cabeça e sorri. A garota nunca para de fazer tantas malditas perguntas?

Eu não podia alimentá-la? Como uma pessoa normal? Pela primeira vez na minha vida? Então, novamente, eu não poderia realmente sair e dizer: "Eu me sinto melhor quando você come porque é como eu estou inventando por todas as vezes que não consegui." e bem, quando ela era criança ela amava sorvete. Só imaginei que iogurte congelado seria seu segundo próximo.

Meus homens esperaram do lado de fora, enquanto caminhamos para a pequena loja.

"Ok, o que eu faço?" Ela estendeu o copo e franziu a testa, olhando para as máquinas como se fossem naves espaciais.

"Uh..." Cocei a cabeça. Ela estava tentando ser engraçada? "Para comer?"

"O copo"?

"Não, não o copo."

Eu lati para fora uma risada. "Você está brincando, né? Você nunca foi a um self-service?"

Ela engoliu e olhou para suas mãos. Eles davam uma ligeira agitação quando ela ficava nervosa.

"Olha, esquece."

O copo foi empurrado de volta na minha cara, mas eu agarrei seu pulso e mostrei-lhe ao redor para que suas costas ficassem contra o meu estômago. Caramba, isto não estava ajudando as coisas. Como foi, minhas calças eram tão apertadas que eu estava pronto para quebrar livre. Só tê-la pressionada contra mim e minha mente foi à loucura com as possibilidades.

"Leia os sabores," eu pedi em uma voz rouca quando a bunda dela empurrou contra mim. Santa merda, vou perdê-lo.

"Em voz alta?", ela pediu.

"Hmm, eu acho que posso gostar." Eu ri, meus lábios coçando para mordiscar o pescoço em baixo.

"New York Cheesecake mirtilo, pepitas de Chocolate, baunilha, Chocolate, bolo de massa..."

"Por que soam melhores vindo de seus lábios, você acha?" Eu sussurrei no ouvido dela.

Ela congelou. Diabos, eu não tinha certeza que ela estava respirando. O ar ao nosso redor ficou tenso.

Precisava sair antes que a fizesse ficar nua então lambesse o iogurte congelado em cada parte no corpo dela. "Quer uma amostra?" Cheguei para uma colher-de-rosa e segurei-a para fora.

Ela fechou os olhos e assentiu com a cabeça.

"Abra”. Seus lábios se separaram.

Eu deslizei lentamente a colher rosa através dela, nem mesmo lembrando que sabor tinha lhe dado. "Você gosta?"

Ela parecia bêbada com prazer. Porra, iogurte gelado era tão bom? Eu estava além de tão tentado — simplesmente agia, minha cabeça mergulhando perto dela então finalmente meus lábios pastando por sua boca, minha língua roubando um sabor de iogurte congelado antes de retirá-la.

Puta merda. Eu só beijei ela. Puta merda. Fale sobre o beijo do inimigo. Frank ia atirar no meu rosto. "Desculpe, que eu pensei ter visto um pouco de iogurte congelado. Meu erro." Eu ri disso quando realmente meu coração estava batendo tão rápido, que pensei que ia ter um ataque e desmaiar no chão. Um simples beijo tinha feito isso. Não é.

"Mentiroso", ela disse sem fôlego, empurrando por mim. "Então o que, só puxo em uma dessas coisinhas?"

"Bem, eu prefiro o som das palavras, mas, —"

O rosto dela entrou em erupção com um blush. Ela empurrou a mão dela fora e adicionou um pouco de iogurte congelado para o copo — apesar de estar um pouco instável. Ela conseguiu obter muito iogurte no chão enquanto ela colocava no recipiente. Então, novamente, eu não estava exatamente praticando bem as habilidades motoras, também. Certeza que minha língua da minha boca e minha excitação deu às pessoas a impressão que eu fiquei excitado de ver pessoas comem alimentos congelados.

Rapidamente peguei minha própria porção a seguindo até a área de cobertura. "Wow, você é o tipo de garota que gosta de minhocas de gelatina."

"Huh?"

Apontei para a xícara “Uh, sim, eu amo... minhocas.”

Tive que quase me beliscar para não rir em voz alta. Eu estava fazendo isso um monte com ela, ter que lembrar de não rir, esforçando-me para ficar carrancudo quando realmente tudo o que eu queria fazer era rir pra caramba e beijá-la sem sentido.

"Pronto?", perguntou o entendido adolescente no caixa.

"Sim". Tracey colocou o iogurte na balança como eu fiz com o meu. "Doze dólares e dezenove centavos."

Merda. Eu esqueci que eu não tinha dinheiro. Relutantemente, eu entreguei meu cartão preto. Anthony ia se mijar — novamente.

O garoto olhou para o cartão e depois me olhou duas vezes. Ah sim, ele ia ter uma dessas reações.

Começamos a sair, mas ele falou. "Hum, eu sei que isso soa realmente estúpido, mas você me daria um autógrafo?"

Eu gelei, raramente eu escrevia minha assinatura em nada. Esse garoto tinha adoração por herói, da pior maneira.

Ele sabia pelo que eu era conhecido, provavelmente porque seu pai ou um amigo tinha uma obsessão com a máfia de Chicago. E a parte triste? Ele provavelmente tinha glamourizado com o que ele tinha visto na TV, nem mesmo percebendo como demente minha vida era.

"Claro..." Eu me acalmei, em seguida, assinei meu nome num guardanapo. "Qual é seu nome?"

"John." Estrelas simplesmente explodiram nos olhos do garoto.

Eu escrevi o nome dele e também inclui uma ameaça. "Não diga a ninguém". É tudo o que disse, mas John provavelmente faria exatamente o oposto. "Temos um entendimento, John? Ninguém sabe que estamos aqui?"

Os olhos do John alargaram quando ele olhou no guardanapo então de volta para mim. Inclinei-me sobre o balcão. "Eu preciso ouvir você dizer, John."

"Você não esteve aqui." John tropeçou em suas palavras. "Eu juro".

"E onde você me viu?“

"Na rua. Você, ah, você estava correndo."

"Eu gosto de correr." Eu pisquei e bati o ombro do cara. "Mais uma vez, obrigado John."

"N-Não há problemas, Sr. Abandonato."

Todos os sinais de sorriso do Tracey foram embora quando nós fizemos nosso caminho para o carro — substituído por curiosidade. Caramba, mas eu desejava que tivesse sido medo. Pelo menos, ela iria embora, ou me permitiria ir.

Em vez disso, ela parecia... aceitar.

Não sabia se estava feliz ou não.


CAPÍTULO 29


SOMOS DONOS DO MUNDO


Nixon


“Uma parada mais." Peguei a próxima saída e suspirei como chegamos ao banco. Só mais uma coisa que nós possuímos, junto as concessionárias, empresas de lixo — inferno, às vezes só parecia que tínhamos o maldito mundo. Tenho certeza que parecia assim quando se digitava nosso nome num motor de busca.

Anthony estava indo para sacudir sua merda, mas achei que a melhor maneira de deixá-lo saber sobre a terrível situação seria acenar na frente dele como um touro. Eu poderia mandar uma mensagem, mas vê-la em carne e osso, sim, ia ser um inferno de um dia. Além disso, ela não podia andar com esse tipo de dinheiro.

Então, e se tivéssemos rastreadores GPS em cada cartão que fizemos?

Então, e se eu estivesse usando isso como desculpa para ter certeza de que ela nunca estivesse fora minha vista?

"O banco"? Tracey olhou para o edifício moderno.

"Sim".

"Por quê?"

Eu soltei uma risada. "Fala à menina que está carregando notas de mil dólares. Presumo que você não tem uma conta?"

Ela baixou a cabeça, ombros encolhendo. Droga, às vezes ela era tão feroz que batia na minha bunda; outras vezes, parecia um cachorrinho assustado.

"Bem, vamos lá então." Eu pulei para fora do carro e agarrei a mão dela, levando-a para o prédio de quatro andares de vidro.

"Nixon, onde o resto dos ternos foram?"

Eu não respondi porque não havia suficiente mentiras para o dia, não podia realmente dizer: "Bem, estão todos lá em baixo tomando café e assistindo você no telão durante a limpeza de suas armas". O banco era outro ponto de encontro para os lotes dos homens; ninguém ousaria me atacar lá. Era uma maldita fortaleza, para não mencionar que tinha alguns da melhor segurança em Chicago.

Temos passado por todas as mesas onde as pessoas estavam atendendo telefones e trabalhando, e entramos no elevador.

Eu soltei um pequeno suspiro quando ele desceu ao inferno. Hah, brincando — apenas Anthony no escritório principal, mas com certeza me sentia como o diabo às vezes.

As portas abriram, o cheiro de café fresquinho queimou minhas narinas quando eu arrastei Tracey pelo corredor.

"Ei, Priscilla, onde está o Anthony?" Eu perguntei, quase esperando que eu pudesse fazer tudo sozinho, sem Anthony ver a Tracey primeiro.

Ela não olhou para cima. "Oh, você sabe, afia.. —" Calou a boca dela, olhou para cima e ofereceu a mão para Tracey. "Me desculpe, e você é?"

"Tracey. Tracey Rooks."

Priscilla assentiu com a cabeça lentamente, seus olhos estreitando no colar que aconteceu de ter virado mostrando o brasão da família Alfero gritante. "Rooks, você disse?"

"Sim".

"Não parece —"

"Pris, precisamos abrir uma conta." Eu igualei a ela com um brilho.

Seu sorriso não atingiu os olhos dela. Sim, a cadela estava tentando colocar dois e dois juntos. Eu fiz uma nota mental para cuidar disso mais tarde. Me certificar de que ela não falasse com nenhum dos homens; é como se espalham os boatos, e isso é como cabeças rolam — literalmente.

"Claro que sim. Eu vou só deixar Anthony saber que está aqui."

Eu balancei minha cabeça. "Não há necessidade. Eu vou entrar."

"Entre em seu próprio risco, Nixon."

"Vamos lá". Eu puxei a mão do Tracey e desci as escadas pelo corredor dos chefes — homens que nos serviram ou eram na verdade os chefes da nossa família. Propositadamente não olhei a foto mais recente — a única do meu pai. Diabos, se eu tivesse meu caminho, não teria a honra de um ponto na parede. Mas respeito era tudo, e era meu trabalho para mostrar aos homens que sim, mesmo que o tivesse matado, nós ainda respeitamos sangue — a menos que estivéssemos enganados; então nós os matamos.

Eu pressionei meu polegar contra a porta magnética. A porta se abriu. "Anthony"?

"Aqui".

Eu entrei no amplo escritório e fiz uma careta. Todas as janelas estavam abertas com a vista para a lagoa. Para Tracey, parecia uma cobertura.

"Nós precisamos abrir uma conta." Pedi que ele fosse manter as perguntas ao mínimo e só trabalhar sua mágica no computador.

"Nós"? Anthony se virou.

Meu tio virou-se, nivelando-me com um olhar curioso, antes de definir seus olhos azuis frios em Tracey. Ele parecia comigo; então, novamente, Chase e eu... poderíamos ser irmãos... para nós, olhamos como semelhantes. Quando éramos pequenos, as pessoas achavam que éramos gêmeos, ao invés de Mo e eu.

Eu limpei minha garganta. "Tecnicamente, ela precisa abrir uma conta. Eu teria ido para um dos outros ramos, mas a sortuda tem notas de mil dólares."

Os olhos de Anthony alargaram brevemente antes de se virar para Tracey.

"O que você fez? Roubou um banco?" Ele com um sorriso. Fantástico, agora o homem tinha piadas quando eu estava pronto para perder minha cabeça com todas as informações que eu tinha armazenado.

Ela devolveu seu sorriso inocente, como um dela própria, fazendo-me imediatamente querer apressá-la para fora da sala. Isso foi uma má ideia, tudo isso, mas não havia nenhuma forma de sair agora. Sair mostraria Anthony que ela valia alguma coisa; ficar já estava fazendo estragos suficientes. Droga, tinha apenas propositadamente colocado-a no meu mundo; ela nunca iria escapar, nem agora, nem nunca.

"Não sabia que eram grandes contas. Meu avô me deu algum dinheiro antes de me deixar na escola, e havia um fiasco com meu uniforme e mochila e.... "

"Fiasco"? Sobrancelhas de Anthony levantaram. "Isso eu tenho que ouvir."

"Anthony —" tentei interromper, mas fui demitido. Certo. Em público eu sempre era demitido, porque as pessoas faziam perguntas se eu era o cara que o homem, que tinha idade para ser meu pai, me daria ordens.

"Sinta-se útil, Nixon e pegue uma bebida," Anthony latiu.

Eu murmurei uma maldição e caminhei até o bar, propositadamente batendo os copos, quando me servi de uma bebida.

"Então, você estava dizendo?" A voz suave de Anthony foi como passar as unhas num quadro-negro para mim.

"Eu, hum... as pessoas na escola meio me encharcaram de água com açúcar e ovos crus. Minha mochila sofreu uma morte muito lenta e pegajosa".

"O pior tipo tenho certeza," Anthony concordou. Droga, esqueci quão bom o homem pode ser quando ele ficava curioso... você sabe o que dizem sobre a curiosidade. Não só fez a conta, fez a verificação de antecedentes, que já tenho – cem por cento certeza - que virá positivo e nos deixerá ir?

"Absolutamente", concordou o Tracey.

"Tecnicamente, acho que é minha culpa desde que rejeitei as regras no primeiro dia." Eu apontei para Nixon que estreitou os olhos. "Mas ele me salvou de um suicídio social. Não que eu já fosse alta no totem da popularidade, enfim..., mas sim. Resumindo, fomos às compras. Eu prendi meu dinheiro. Nixon quase teve um enfarte. Homens de terno entraram na mercearia com armas. Tenho quase certeza que eu vou ver isso no jornal da noite, e.... agora estamos aqui."

"Tudo bem. Parece um dia normal na vida de Nixon. Bem-vinda à família..." Merda, merda, merda.

Inclinei-me contra o bar, meus dedos a cavando a bancada de granito. Tracey não tinha maneira nenhuma de saber o que Anthony estava realmente dizendo... Era mais um convite para o inferno. Por recebê-la, ele dizia que ela não podia sair. Só que ela não sabia disso; ela provavelmente achou que Anthony estava provocando-a sobre a nossa relação, quando realmente, esta deve ser a menor das suas preocupações neste momento.

"Oh, não, não, não, não..." Ela soltou um riso nervoso. "Não, não é assim..."

"Conheço Nixon durante muito tempo, e eu posso te dizer uma coisa com certeza. É muito... Assim. "

Diabos, vamos conversar mais tarde. Eu amaldiçoei e me virei, nivelando-o com um brilho.

"Agora, uma conta... Você tem seu número de segurança social?" Anthony me ignorou completamente.

Trace colocou um pouco de cabelo atrás da orelha e deu de ombros. "Vovô disse que foi perdido com a mudança". Ela era tão muito inocente. Ela não tinha pensado em perguntar ao seu avô como diabos ele tinha registrado-a na escola sem um número de segurança social?

"Mudança"? Anthony repetiu, andando ao redor de sua mesa e batendo umas chaves no seu computador.

"Se mudou de onde"?

"Chicago".

Eu tinha acabado de tomar um gole enorme da minha bebida. A palavra Chicago me assustou bastante para eu cuspir seu conteúdo para o chão. Qual é meu problema? Eu sabia quem ela era, mas apenas ouvindo-a confirmar as minhas suspeitas, porra, isso fez meu coração martelar no meu peito, me fez querer entrar em colapso, em uma confusão soluçando aos pés dela. Bella, minha Bella, a menina que eu teria morrido para salvar, estava de pé na minha frente e em vez de salvá-la? Eu estava jogando-a de volta com os lobos. Eu, sendo o alfa... "Desculpe, tio Tony."

Tony balançou a cabeça em aborrecimento, mas não disse nada. "Então, você é de Chicago. Por que você mudou? Seus pais vieram com você?"

As sobrancelhas do Tracey franziram em confusão. Merda, ou ela não tinha ideia ou ela tinha suprimido todas as memórias horríveis de sua infância, não que eu pudesse culpá-la.

Fui até onde ela estava e agarrei a mão dela, dando-lhe um pequeno aperto.

"Meus avós pensavam que a cidade era muito violenta, acho? Eu não sei. Meus pais foram mortos em um acidente quando eu tinha seis anos então..."

"Um acidente"? Anthony repetiu, enquanto meu coração quase saiu do meu peito e se jogou no chão.

Era difícil respirar, duro de pensar.

"Minhas sinceras desculpas por sua perda."

Ela deu de ombros. "Eu não me lembro muito."

Graças a Deus.

"Provavelmente é o melhor" Anthony disse incisivamente, dando-me um olhar que não consegui decifrar, mas provavelmente significava que teríamos palavras mais tarde.

"Hum, o que isso tem a ver com a abertura de uma conta bancária? Me desculpe, eu não estou tentando ser rude. Estou realmente exausta."

"Comprar faz isso para você," disse brincando.

Anthony riu. "Eu diria que Nixon faz isso tão bem..."

"Muito engraçado". Eu balancei minha cabeça e então assenti com a cabeça em direção a seu computador, meu jeito de dizer "Certo, idiota. Você a questionou o suficiente. Comece a digitar."

"Muito bem. Srta. Rooks, certo?" Ele tossiu para sua mão.

Ela assentiu com a cabeça, ainda apertando minha mão.

"Vou trabalhar um pouco de magia e abrir sua conta sem seu número de segurança social. Vou adicionar o endereço da escola que você frequenta. Tem um número de telefone onde pode encontrá-la?"

Ela lhe deu o telefone dela. Mentalmente, armazenei apenas no caso de querer mandar mensagem para ela, ligar, ou me certificar de que ela não tinha sido roubada pelos bastardos Alfero.

"E o dinheiro?" Tony estendeu a mão

Enfiei a mão no meu bolso de trás e entreguei a ele, sabendo que muito em breve, as contas serão rastreadas para Alfero ou outra família de crime, novamente confirmando nossas suspeitas. Notas assim estavam sempre marcadas, o me fez pensar. Por que diabos Frank daria as notas para ela, o que iria colocar um gigante vermelho X na testa? Ele queria que ela fosse descoberta? Ou ele estava apenas ficando louco? Anthony contou dez mil e colocou-os através da máquina. Uma vez que o documento foi assinado, ele deu a Tracey um dos nossos cartões temporários que tinha o dispositivo GPS nele. Ela rapidamente colocou na bolsa dela, e toda a tensão deixou meu corpo. Pelo menos eu soube que poderia mantê-la segura. Pelo menos eu saberia onde ela estaria em todos os momentos.

"Estamos bem"? Eu perguntei, dobrando a papelada colocando no meu bolso.

Anthony assentiu com a cabeça. "Por enquanto".

"Tudo bem". Eu agarrei a mão de Tracey novamente. "Até domingo, tio Tony."

"Você também, chefe. Não se esqueça do tempo, ou seu pai vai fazer um escândalo."

"Sim, sim". Acenei-lhe fora e me forcei a parecer feliz, quando realmente, eu sabia que Tony estava apenas me testando para descobrir quanto Tracey sabia sobre nossa família.

Felizmente, ela apenas sorriu como um tola. Jantar de domingo. Que bom!

Certo. Com meu pai morto, isto deve ser interessante considerando que eu não tenho o hábito de evocar demônios, tenho quase certeza que seu lugar iria vai ficar vazio. Então, novamente, me sentaria na cabeceira agora.

Lutei com o gemido do meu peito me levantando e conseguindo tirá-la do prédio sem ligar meu calcanhar e apontando uma arma para a cabeça de Tony por se atrever a desafiar-me assim na frente dela. Rugindo de sangue, quase não ouvi a pergunta do Tracey.

"Por que as pessoas temem você?", perguntou finalmente após o passeio de carro em silêncio todo o caminho de volta para a escola.

Paramos no dormitório. O rádio tocava suavemente no fundo, mas eu era nada, menos relaxado. "Você tem medo de mim?"

Ela engoliu. "Às vezes".

Doeu, e eu não tinha ninguém para culpar além de mim mesmo. Cheguei do outro lado do console e agarrei a mão dela, "Você sabe que eu nunca deixaria ninguém te machucar, certo?"

"Veja!", ela gritou. "Isso é o que estou falando! Alguns dias atrás estava me dizendo que eu era basicamente a barata sob seu sapato! E agora você vai me levar às compras? Desculpa. Não faz sentido." Seus olhos encheram de lágrimas antes de ela olhar para baixo para nossas mãos cerradas.

"Sim, bem, a vida raramente faz." Eu jurei, então gemi. Senti-me muito velho e cansado, tão cansado dessa merda. "Olha, eu estava só avisando, isso é tudo. E só porque estou sendo simpático com você, não muda o fato de que você tem que seguir as regras se quiser sobreviver aqui."

"Obrigado. Tem aquele memorando, alto e claro, uma vez que eu estava encharcada de água com açúcar e drogada."

Tracey revirou os olhos castanhos.

"Droga, então porque não faz o que eu digo?"

Ela encolheu os ombros. "Não gosto de ser mandada."

"Não me diga," tirei sarro, assistindo a suave ascensão e queda do peito dela enquanto ela respirava. Diabos, algo estava errado comigo se eu estava assistindo ela respirar e gostando. "Mas, às vezes é para sua própria segurança. Não vê isso? Talvez o mundo não é tão brilhante e divertido como você uma vez pensou. As pessoas são más. A humanidade é uma piada cruel, Trace. Eu estou apenas tentando impedi-los de ser o último a rir."

Ela suspirou, virando para me encarar, e uma cortina de cabelos castanhos caiu no rosto dela. "Então, porque eles ouvem? Por que você faz as regras?"

Eu congelei quando o luar bateu em seu rosto, lançando um brilho em seus lábios. Com um suspiro, eu peguei o rosto dela. "Quem me dera que não fosse o caso. Quem me dera que não tivesse que fazer as regras... ou aplicá-las."

"Então, não". A mão dela pressionou contra meu peito. Não tinha certeza se ela estava me parando ou me encorajando.

Era bom — o toque dela. Especialmente agora que eu sabia que a garota do meu passado e do presente eram as mesmas. "Às vezes não temos escolhas. Nós só somos."

"O que isso significa?"

Lentamente, eu abri meus olhos e removi sua mão do meu peito, "Significa que você devia ter me ouvido no primeiro dia de escola. Não toque os Eleitos. Não respire o mesmo ar que os Eleito, e não..." Eu xinguei. "... só não."

"Por quê?" Seu lábio inferior tremia. Não queria nada mais do que tomar aquele lábio entre os dentes e depois beijar essa boca durante horas. Queria confortá-la, mas eu estava preso entre a necessidade de protegê-la de tudo. Eu não tinha conseguido uma vez, eu não voltaria a falhar, e que não ia ficar na minha cabeça se voltasse para seu mundo. Eu corrigiria, consertaria. Eu tinha que a corrigir.

"Porque você está enterrada na merda, e você nem sabe disso. E uma vez que você saiba... do que tudo se trata... a escolha será tomada de você também." Diabos, o que estou dizendo? A escolha se foi no minuto em que seu avô te deixou. Eu disse demais.

"Escolha"? Ela revirou os olhos. "Você é bem sério e crítico para inicialização. Você sabe disso, certo? O que você é? Algum tipo de celebridade famosa? Filho de um político? Segredinho sujo do Presidente?"

Eu sorri. Certo. Eu desejei que eu fosse um pequeno segredo sujo. Isso faria as coisas muito mais fáceis, do que admitir que eu atiro nas pessoas para viver, e governo o mundo com um punho de ferro.

"Hmm, que segredo sujo claro que toca uma campainha. Não se preocupe sua cabecinha sobre qualquer coisa, tudo bem? Vá fazer sua lição de casa e relaxar."

Com raiva, ela pegou a bolsa dela e abriu a porta. "Obrigada por... tudo”

"Meu prazer. Agora vá fazer algum trabalho. Eu mandarei Chase daqui a pouco."

"Chase? Por quê?" Ela colocou sua mão livre no seu quadril.

Porra, a garota não tinha ideia como convidativo cada movimento era. Para um homem como eu? Era como ver a perfeição de perto, cada segundo, mas cada vez que queria tocar, uma parede era cravada no lugar, tornando-se assim que eu podia olhar, mas isso era tudo. Para fazer mais, seria como convidar a entrar e isso seria uma sentença de morte, uma que eu não sabia que ela jamais me perdoaria.

Dei de ombros. "Então ninguém te incomoda, por quê?"

"Porque não você não fica? Por que envia um servo?" Os olhos dela se estreitaram.

Tive que admitir muito a ser bombeado. Ela só tinha se referido a Chase, Chase - Deus do sexo - como servo.

Eu lati para fora uma risada e fiz uma nota mental para dizer a Tex. "Um servo, hein?" Eu mordi meu lábio e então suguei o piercing da minha boca. "Se eu ficasse e verificasse você, com certeza estaria incomodando você."

"Irritaria o inferno fora de mim, que iria ser," ela atirou de volta.

"Adeus, fazendeira."

Sim, lutando com ela, estava a virando na maneira mais do que deveria. Quanto mais tempo eu ficasse, mais ela estava em perigo. Posso mandar o Chase. Eu iria enviar Chase.

"Obrigada por isso." A garota deu-me o dedo!

Eu respondi da única maneira que sabia que iria fazê-la rir. Eu mugi e fui embora.


CAPÍTULO 30


SONHOS SENSUAIS E BABÁ. ATIRE EM MIM AGORA


CHASE


Eu sonhei com ela, não de um modo assustador onde eu estava me aproveitando dela, e ela estava adorando e então de alguma forma ela se transformou no retrato de minha última namorada, e então uma vaca apareceu e assisti — não, nada disso. Só sonhei com seu sorriso, o que para mim, era tão assustador.

Eu não sonho com os sorrisos das meninas.

Sonhei com outras coisas... outras partes do corpo, outras... imagens. Não consegui tirá-la da minha cabeça, talvez porque me preocupava com quanto tempo ela e Nixon tinham ido.

Limpando o meu rosto com minhas mãos, soltei algumas maldições e decidi correr para a Starbucks mais próxima.

Eu precisava sair.

Meu alerta de texto tocou.

Nixon: Eu preciso de você para vigiar Tracey.

Eu funguei e mandei uma mensagem de volta.

Chase: Você percebe quão assustador isso soa?

Nixon: Ela é uma Alfero.

 

Puta merda! Meu telefone quase caiu no chão. Meu coração estava batendo tão alto e rápido que eu temia que eu fosse ter um ataque cardíaco. Eu nem sabia o que o mandar, como responder. Eu sabia que Nixon estaria perdendo sua mente. Afinal, ela tinha sido a melhor amiga dele quando eles eram pequenos. Perto de mim e os caras, ele tinha a protegido também. Depois que seus pais morreram, e ele achou que ela morreu também, parecia que ele nunca mais foi o mesmo.

Chase: Você tem certeza?

Nixon: Só falta extrair o sangue dela...

Soltei um rosnado.

Chase: Se você a machucar eu te mato.

Nixon: Eu nunca a machucaria.

Tarde demais para isso, mas não importa. Ótimo, então eu tinha uma queda pela sua melhor amiga de infância, companheira de alma perdida e o maior inimigo da nossa família. Meu dia poderia ficar melhor?

Nixon: Vá para o dormitório dela, certifique-se de que ela faz a lição de casa e me avise quando ela terminar. Eu tenho um problema com você, mas eu acho que é mais de um osso a escolher com Phoenix.

Chase: Phoenix?

Nixon: A encontraram na cama do Tim? Sabe algo sobre isso?

Merda. Isto não podia ser dito em uma mensagem de texto. Com uma maldição, disquei o número dele. Ele pegou no primeiro toque.

"Uau, deve ser ruim se você na verdade está agraciando-me com a tua voz, primo."

"Vai se ferrar." Eu rolei meus olhos. "E eu sou tão culpado como Phoenix. Ele disse que tinha uma mensagem de você para fazer o habitual para Tracey, o que fazemos com crianças novas que nós queremos que saiam, então, ao invés de tê-lo tudo na conta dele, eu a levei e — "

"Por favor, diga-me que você não armou. Por favor me diga que ela realmente estava agindo para fora como um estudante universitária bêbada e acidentalmente encontrou-se na cama do quarterback."

"Nixon". Franzi as sobrancelhas. "Cara, você nos disse. Ou você disse para Phoenix".

Nixon começou a gritar tão alto que tive que afastar o telefone da minha orelha. Quando ele finalmente se acalmou, ele não estava nem falando frases completas; uma mistura de italiano e inglês que rolava fora da sua língua em ondas. "O que diabos há com você?"

"Um monte de coisas," eu murmurei, "Olha, eu não tinha razão para não acreditar nele, e não era como se não fizéssemos isso antes. Você sabe tanto quanto eu que ela não pertence ao nosso mundo."

"Não significa que temos que destruir cada pingo de dignidade que ela tem a fim de mantê-la fora, Chase."

"Nixon —"

"Não... seu castigo é ficar de babá. Sem reclamar e eu juro por tudo que é sagrado, se você a tocar — mesmo que por acidente — vou cortar suas mãos."

"E se ela cair?"

"Então certeza que é melhor que ela pousa em um galho de árvore em vez de seus braços. É sério, Chase. Isso não acabou. Eu vou lidar com Phoenix logo à noite. Basta ir para seu dormitório, jogar de bom e não tente convencê-la a tirar a roupa."

"Sim". Eu mordi meu lábio inferior. "Nixon, eu sinceramente não sei. Me desculpe, cara. Você sabe que eu nunca intencionalmente a machucaria."

Ele suspirou pesadamente na outra extremidade. "Às vezes, quem me dera... Quem me dera que fosse o tipo de cara que ficasse afastado, mas isso não é da sua natureza. Você não é aquele cara. Você gosta dela."

Foi uma declaração, não uma pergunta.

"Assim como você."

Mais silêncio.

"Só..." Ele amaldiçoou novamente. "... jogue bonito e avise quando ela é feita."

"Certo".

Ele desligou, e olhei para a parede do meu quarto por uns bons três minutos antes de finalmente fazer meu caminho para as meninas. Como diabos eu ia agir normal quando soube que Nixon era... número um: perdendo sua merda e número dois: lutando com o seu grande momento de sentimentos. E número três? Me sinto da mesma maneira.

Bati na porta.

Tracey, abriu seus grandes olhos castanhos, ampliando uma fração de uma polegada antes de um corar manchar as bochechas dela. Droga, era errado ter esperança de que eu tinha esse efeito sobre ela? Porque tenho a certeza que ela tinha um efeito similar em mim.

Seu cabelo castanho rico varrido sob seus ombros, sem esforço, seus lábios carnudos curvado em um sorriso tímido, e eu me perguntei quantos caras tinham tocado aqueles lábios. Tinha Nixon? Filho da puta. Eu o mataria com minhas próprias mãos. Eu estava prestes a dizer algo quando Mo gritou meu nome.

"Ei, Mo," joguei de volta e pisquei para Tracey. "Ei, Tracey".

Ela cruzou os braços. "Nixon mandou?"

"Sim".

"Você vai ficar?"

"Sim".

"Você não vai dizer nada, apenas sim"?

Coloquei minhas mãos sobre o batente e inclinei-me para frente. Se fosse mais longe, iria ser eu a beijá-la.

"Eu não sou de falar muito. Eu sou mais um cara tipo de ação."

"Aposto que você é." Ela assentiu com a cabeça, seu sorriso se espalhando como se não estivesse morto-sério sobre levá-la contra a parede mais próxima. "Por favor, responda. Sinta-se em casa em nossa adorável prisão."

"Não é prisão." Monroe revirou os olhos. "Nixon só quer ter certeza que você está segura, e embora eu provavelmente pudesse chutar umas bundas no nosso andar, estaríamos ferradas se o time de futebol decidisse fazer uma brincadeira conosco."

Sim, bom, Mo. Mais armas e facas, mas claro que vamos em frente e diga que estamos aterrorizados pelo time de futebol minúsculo e seus homens-peças pequenas.

"E por que eles iriam fazer uma brincadeira conosco?" Trace pediu, interrompendo a batalha silenciosa entre mim e o Mo.

"Você é a coisa nova brilhante. Quem não quer brincar com você?" Dei de ombros. "Eu sei que se eu tivesse a chance de —"

"Eu acho que é seguro dizer que eu sei onde essa frase ia acabar." Ela levantou a mão dela.

"Ah sim?" Eu sentei na cama e coloquei minhas mãos atrás da cabeça. "E como é isso?"

"Com minhas novas botas brilhantes no seu rabo." Ela sorriu docemente.

"Droga". Já precisava ajustar-me depois de estar em sua presença, em menos de cinco minutos. Isso tinha que ser um recorde. Maldito Nixon.

"O quê"? Ela tirou o caderno dela.

Eu suspirei. "Nixon é um bastardo de sorte."

"Hein? Por quê?" A garota era ignorante ou estúpida.

Então, novamente, nunca conheci uma menina que desconhecia o efeito que tinha sobre a espécie masculina. Era como se ela não soubesse que era linda. Sem lançar indícios que só de olhar para ela, eu estava pronto para perder a cabeça. E não é só isso. Ela era uma daquelas pessoas que... te fazia sentir. Sim, eu sentia quando eu estava ao seu redor, e, como um lunático emocionalmente faminto, eu me mantive rastejando de volta para mais, porque em nosso negócio era raro sentir — nada. Talvez seja por isso que Nixon estava atraído. Talvez sua atração era toda física, enquanto que a minha? Parecia diferente, porque ela era diferente. Diabos, eu a queria, mas eu também queria sentar perto dela e mergulhar na sua bondade. Talvez fazendo isso, os dias ruins não fossem tão ruins.

Apertei os pensamentos da minha cabeça e sorri. "Nunca fui bom em manter minhas mãos para mim embora."

Mo veio viva para isso. "Chase, não. É como um desejo de morte, só... não. "

Sim, tenho essa mensagem alto e claro.

"Você não vai estar sempre por perto, Mo," eu lati.

"Não, mas se você tocar ao que pertence ao diabo, ele provavelmente vai condenar sua alma, só dizendo. E se você quer uma parte do negócio, quando você se formar, você precisa estar no seu melhor comportamento."

Eu xinguei. Ela estava certa.

"Certo. Isso foi uma conversa estranha. Eu só vou trabalhar no meu papel." Tracey virou as costas, que era bom já que eu estava falando a palavra cabra a Mo enquanto ela passou-me o dedo e revirou os olhos.

Tracey em trabalhou silêncio na sua lição de casa enquanto eu fechei meus olhos, não dormindo, mas necessitando dar-lhes um descanso desde que cada movimento que ela fazia me causava tensão em sua direção.

Vê? Estava perdendo a cabeça.

Tinha sido quase três horas. Eu enviei um texto rápido para Nixon para informá-lo que era seguro visitar agora porque ela provavelmente estava quase feita com a lição de casa. Finalmente, eu sucumbi a uma soneca só para ter um padrão perto das joias da família, quase me castrando.

"Merda! O que, você fez isso?"

"Divertido. Foi divertido. E eu terminei, então você pode ir. Eu fiz meu dever de casa em paz por causa de você."

Ela caminhou até a porta e abriu-a. Ela apontou para o corredor não tão vazio, mantendo o seu olhar em mim.

Eu ri e não me movi. Nixon tinha sua mão para bater e um olhar confuso no rosto.

Trace bateu o pé dela. "Chase! É sério. Você não precisa ficar — "

"Ele está apenas fazendo o que eu lhe disse," Nixon disse da porta. "Você fez com o seu papel?"

Ela me mandou um olhar, e então seus olhos se arregalaram como se uma lâmpada tivesse ligado nessa linda cabecinha dela.

Em breve, as roupas estavam voando, e eu olhava para o rabo dela, apontando para o ar enquanto ela vasculhava o armário pequeno. Surto psicótico? Por causa de Nixon? Não seria a primeira vez.

"Mo, sua amiga está oficialmente perdida," eu sussurrei sob minha respiração.

"Trace". Nixon parou atrás dela e colocou as mãos em seus quadris.

Condene-o.

"Trace". Vacilei quando seus lábios roçou sua orelha. Quando eu olhei para Mo, ela apenas deu de ombros como se dissesse "Não te disse."

"O que você está fazendo?", ele perguntou, seu corpo protegendo-a do meu olhar.

Ela baixou a cabeça dela. "À procura de câmeras escondidas."

"Que tipo de homem faria isso?" Ele girou ao seu redor e pegou os ombros dela.

"O tipo que carrega armas e envia seus amigos para tomar conta de mim no meu próprio quarto. O tipo que conhece o minuto que eu terminei com o meu trabalho e magicamente aparece na minha porta. Esse tipo."

Nixon começou a rir. "Às vezes você é demais." Ele chegou no seu bolso de trás.

Ela se afastou como se ela estivesse com medo dele apontar uma arma para ela. Tive que admitir que o pensamento tinha mérito. O que faria um Alfero? Isso desencadearia uma coisa? Diabos, ela tinha o sangue de Frank correndo em suas veias. Aquele filho da puta era assustador num dia bom. Não podia imaginar como ele era em um dia ruim.

"Já viu um desses?" Nixon mostrou a tela de seu celular. "Chase mandou uma mensagem dez minutos atrás e disse que estava perto de ser feito."

"Ele estava dormindo. Ele — "

"É um sono leve e estava sob ordens estritas para dizer-me quando você terminasse."

"Por quê?" Ela cruzou os braços. "Então você poderia enviar o próximo turno? Quem é que vai ser desta vez?”

“Tex? Phoenix?"

O nome Phoenix teve Nixon com o corpo inteiro enrijecendo. Ah, eu conhecia essa postura bem. Phoenix tinha cavado a própria sepultura, o que significava que eu era culpado por associação e iria provavelmente ter uma batida de merda fora de mim mais tarde naquela noite. Incrível.

"Você fez?"

"Sim, mas —"

"Obrigado, Chase. Te vejo mais tarde."

Nixon a tirou da sala tão rápida que nem tive tempo de dizer adeus. A porta bateu atrás deles, eu e Mo ficamos inertes e em silêncio.

"Então..." Ela cruzou os braços. "... derrame."

"Derrame"? Eu ri. "Ah, bonito. Você quer fofocar. Posso fazer pipoca. PS, são todas as coisas grandes no Texas porque ouvi dizer que quando você e o Tex— "

Ela jogou uma almofada na minha cara, então, juro por Deus, tirou uma de suas facas e mostrou na minha frente.

Eu gemi. A garota era uma lunática jogando faca e um inferno muito melhor do que a maioria dos homens que conheci.

"Tudo bem, largue a faca."

Sorrindo, ela enfiou a arma debaixo do travesseiro e inclinou-se contra a parede..., os pés dela penduraram sobre a cama. "Você sabe o que está acontecendo?"

"Bem..." Eu imitei os movimentos dela, inclinando minha cabeça contra a parede oposta. "... Sua companheira de quarto é uma lenda."

"Lenda"?

"Sim... ela é uma Alfero."

Olhos de Mo se arregalaram. "Cala-se".

"Eu não vou." Enviei-lhe um olhar zombeteiro. "Tenho quase a certeza que significa que ela é a neta de Sr. Frank Alfero... sabe, aquele que faz o homem adulto cagar nas calças? Esse é Frank."

"Ele está aposentado".

"Hah!" Eu lati para fora uma risada. "Ele é muito ativo. Um chefe nunca se aposenta, você sabe, Mo. Para se aposentar meio que você leva um tiro na cabeça e mergulha em água benta."

"Então..." Ela soltou um suspiro. "... ela sabe quem ela é?"

"Duvidoso, quer dizer, ela teria que ser a melhor atriz do planeta. Você viu aquela garota corar? Você não pode forçar uma reação assim." Eu lambi os meus lábios, desejando que eu estivesse lambendo o dela.

"Bem... é uma droga ser você."

"Huh?"

"Você gosta dela, Nixon gosta dela. Você percebe que nesse cenário pouco há de maneira nenhuma, no inferno, que você saia por cima."

"Ah, Mo, está tudo bem. Não preciso ficar em cima o tempo todo. Posso deixar a garota fazer algum trabalho..."

Ela revirou os olhos. "Nojento. Você é meu primo. Seja maduro. E você sabe que é verdade... agora que ele está com ela de volta."

"Ele mudou... ela mudou," eu defendi. "E ela é bem grandinha. Se ela o quiser, tudo bem, mas isso não significa que não vou colocar uma luta. Ele é o pior tipo de pessoa para ela."

"O quê"? Mo, fungou. "E você é o melhor?"

"Eu não sou o chefe." Dei de ombros. "Não tenho uma recompensa na minha cabeça. Eu sou mais normal do que Nixon nunca será. Então, sim, eu sou o melhor, e ainda posso cuidar dela."

Mo franziu a testa e olhou pela janela. "Você deve dizer a Tex e Phoenix".

"Não é meu trabalho." Eu saí da cama e levantei. "Nixon vai lidar com isso. Por agora, vou voltar para meu quarto, dormir fora o cheiro daquela menina linda e rezar que Nixon acorde desfigurado por falta de sexo."

"Uau, um bom amigo." Mo riu.

"O melhor". Eu abri meus braços.

Com um rolar de olho, ela se levantou da cama e lançou-se neles.

"Te amo, Mo."

"Também te amo, Chase.


CAPÍTULO 31


EU MATARIA O TIME DE FUTEBOL INTEIRO. E ESSA IDEIA PARECIA MAIS ATRAENTE A CADA MINUTO


Nixon


"Onde estamos indo? E por que estamos com pressa?" Tracey tropeçou contra mim, quando eu passei meu cartão através do elevador e empurrei ela dentro.

"Nixon, o que o —"

Estava com o corpo dela contra a parede mais próxima. Minha boca devorou a dela como se eu só tivesse vinte e quatro horas de vida. Eu a levantei no ar, mergulhando minha língua em sua boca e a levei. Juro, isso era tudo o que estava fazendo: tomando, chupando e levando um pouco mais. Ela provou tão bom, e eu estava tão chateado, tão feito de fingir que ela não tinha importância, que eu não me importava. Especialmente depois do que Tim havia me contado. Phoenix tinha criado a coisa toda. Filho da puta.

Beijei-a mais duro.

Ela soltou um gemido. Meu piercing friccionou contra seu lábio inferior, causando um atrito quente enquanto eu gemia, minha boca descansando contra o pescoço dela.

Tracey estendeu-o para mim.

Eu vacilei e recuei, não porque eu odiasse o seu toque — pelo contrário — e tinha quase a certeza que era desaprovado deixá-la nua no elevador. "Por favor, sem tocar."

"Nixon, você não pode simplesmente —"

"Sim, eu posso". Eu dobrei meus braços no meu peito e inclinei-me contra a parede. "E eu fiz." Apertei o botão do elevador de novo, fazendo-o descer até o lobby.

Meu corpo estava zumbindo com consciência da sua proximidade — alguns pés e eu poderia tê-la novamente. Eu estalei meus dedos para me impedir de agarrá-la.

"Então é assim que funciona, Nixon? Toma, mas não pode receber?", Tracey provocou.

Ah, menina, brinque com o fogo. Veja quem queimará mais quente.

Eu mordi meu lábio e caminhei em sua direção, assim que as portas abriram. "Engraçado. Eu não acho que eu estava tomando."

"Ah sim?" As sobrancelhas dela dispararam.

"Sim". Eu agarrei a mão dela. "Estava dando".

Ela mostrou a língua, tentando o inferno fora de mim, me fazendo querer jogá-la contra o objeto mais próximo e arrancar cada peça de roupa do seu corpo. Eu nunca tinha tido uma atração tão violenta para uma garota. Nunca mais. Ela fez-me esquecer, e talvez tenha sido uma coisa boa. Porque a pessoa que eu era? Não é tão grande.

"Faça novamente. Veja o que acontece”, ameacei implorando-lhe para me provocar mais uma vez. Se ela fizesse, eu não hesitaria em colocá-la no meu joelho. Na verdade, eu iria gostar muito.

Ela deve ter sentido o meu desespero, ou talvez os meus olhos eram aterrorizantes da maneira que eles perfuraram a roupa dela, enquanto eu queria devorá-la. Fosse o que fosse, ela recuou e ficou muito silenciosa enquanto fazíamos o nosso caminho através do campus.

"Eu não sabia...", eu xinguei. "... sobre o que Phoenix fez."

"Eu pensei que você disse a ele para fazer isso, por causa de nosso pequeno desafio anterior sobre você não me oferecer proteção e coisas."

Eu parei e puxei-a contra mim. "Você acha que sou que um idiota que eu iria realmente te drogar, preparar uma armadilha para olhar como uma vagabunda da escola e então tirar seu cartão de acesso, então jogar você num riacho sem nenhum remo?"

Ela deu de ombros. "Você disse que não me protegeria mais, que—"

Merda. Meninas são tão densas às vezes. Passei minhas mãos pelo meu cabelo em frustração absoluta. "Eu estava chateado, Tracey! Você é tão malditamente argumentativa, e você nunca escuta! Estava tentando assustá-la por alguns dias. Eu não ia jogá-lo aos malditos lobos malditos!"

"Oh". Ela franziu a testa.

Eu agarrei a mão dela. Eu precisava tocá-la, precisava sentir a pulsação bater contra o pulso.

Droga, agora estava contando seus batimentos cardíacos? Certificando-me que eram normais para dezoito anos de idade?

"Aonde vamos?" A voz dela era confiante.

Eu me banhei nisso, rolei ao redor e me deliciei com sua confiança. Se ela iria me dar um pouco da confiança dela, ela nunca se arrependeria disso enquanto ela vivesse. Eu iria me certificar disso.

"Você vai ver".

Diminuímos o ritmo quando chegamos na parte de trás do complexo de esportes, onde algumas árvores tinham sido plantadas a fim de tornar o lugar mais como um parque, em vez de uma prisão. Cercas tinham maneiras de fazer com que você se sentisse preso, então nós tínhamos adicionado lotes de árvores para convencer que os alunos estavam aqui por opção, que, para alguns deles, eles estavam.

Eu soltei sua mão e parei no meio da grama. Estava tranquilo. Bom. Precisávamos de silêncio. Com um suspiro, ergui meus dedos nos meus lábios e assobiei.

A equipe de futebol emergiu das sombras com algumas luzes acesas. Lentamente, Tim fez o seu caminho no meio do grupo, tremendo como uma folha. Ah, o medo. O cheiro dele era sempre a mesmo.

Patético.

Tracey engasgou.

Dei uma olhadela na direção que ela estava olhando. Phoenix e Tex estavam assistindo de fora. Eu imaginei que era Phoenix que tinha deixado ela meio apavorada. Com um aceno, tirei minha jaqueta de couro e segurei-a para fora. Tex lentamente caminhou até nós, piscou para Tracey, e levou o meu casaco.

"Tim," eu disse com uma voz de comando. "Você sabe por que está aqui?"

Tim assentiu com a cabeça, seus olhos piscando para Tracey e depois voltando para os meus. O cara iria se dar um golpe com toda aquela cabeça balançando.

"Palavras, Tim. Preciso ouvir você dizer isso." Minha voz tremeu com autoridade quando cerrei meus punhos.

O sangue subiu em meus dedos, meu corpo despertando, preparando-se para a luta inevitável.

"Sim".

"Sim, o que?"

"Sim, senhor." A voz do Tim foi tensa.

“Tim, você teve ou não teve relações sexuais com essa garota?” Eu apontei para Tracey, odiando que eu a coloquei no local, mas a necessidade de estabelecê-la como protegida me obrigava.

"Não".

"Não... o que? Estou perdendo a paciência, Tim."

"Não, senhor. Eu não fiz sexo com Tracey Rooks."

"Interessante". Fiz a minha jogada, caminhando lentamente em direção a ele, fazendo um show de estalar meus dedos. "E quem te disse para espalhar a mentira sobre Tracey?"

Tim não disse nada.

"Vocês ouviram isso, todo mundo?" Eu me virei e levantei as mãos para o ar. Meus músculos tensos.

"Sua resposta é o silêncio. Bem, pelo menos ele não é um rato. Não é, Tim?"

Tim não disse nada, ficou ali. Cabeça erguida.

Com um riso eu recuei e acertei um gancho de direita em sua mandíbula. Ele caiu para o lado. Sangue derramou em seu lábio. Meu anel tinha apanhado um pouco da pele, rasgando-o suficiente que ele precisaria de só um soco.

"Quanto tempo isso levará, Tim?"

O desgraçado sorriu.

Então dei um soco nele novamente. Ele caiu para frente, e eu usei o ímpeto de joelhada no nariz. Ele caiu no chão. Patético. Eu não estava nem suando. "Ainda silencioso, Tim? Mais?" Eu perguntei, inclinando a cabeça para o lado.

Ele não disse nada, então eu dei alguns mais socos na cara dele e dois no estômago. Cada golpe era como desabafar com o fato de que ele estava perto dela, na cama e ajudou a fazer seu olhar como uma puta na frente de todos. Deste dia em diante, as pessoas estariam tomando suas próprias vidas em suas mãos se eles olhassem para ela.

"Phoenix"! Tim finalmente gritou. "Um dos seus disse! Ele disse que você ficaria satisfeito."

"Ele disse que eu ficaria satisfeito?" Repeti com uma risada. "Tim, eu pareço feliz?"

"Não". Ele se apertou em seu lugar no chão, cobrindo a cabeça como um covarde.

"Não, o que?" Pedi.

"Não, senhor. Desculpe, senhor. Não acontecerá de novo. Não vai—"

"Isso mesmo, não acontecerá de novo. Agora tire sua bunda e peça desculpas para Tracey."

Tim lentamente levantou aos seus pés e tropeçou em direção de Tracey. Seu olho esquerdo estava começando a inchar, e o sangue estava espalhado no rosto. "Peço desculpa por qualquer problema que possa ter causado, Tracey".

Caminhei por trás dele. O segurei pelos ombros e o atirei para a multidão de jogadores.

"Limpem-no."

"Mais uma coisa," eu disse em voz alta.

Todos congelaram no lugar.

Meus olhos caíram ao meu melhor amigo, um homem em que tinha confiado com minha própria vida. "Phoenix... vem cá. Agora".

Seu rosto empalideceu. "Sim, senhor."

"Por quê?"

"Porque você nunca —"

Não o deixei terminar; o som da voz dele me irritou demais. Otário, esmurrei-o no rosto, sentindo o osso do seu maxilar rachar no impacto.

Um retumbante silêncio caiu sobre a multidão. Era raro para os Eleitos lutarem em público, e eu nunca tinha feito de um dos meus próprios como um exemplo. Até agora, eu nunca tinha.

"Qual deve ser seu castigo?“ Eu circulei ele. "Saí à noite para cuidar dos negócios da família, um que você tem interesse, e quando eu vou, você vem e me trai, ordenando seu próprio golpe na garota nova?"

"Ela estava desrespeitando você!", Phoenix gritou, seus olhos desesperados.

Caramba, mas eu conhecia aquele olhar. Foi traição pura e simples. Foi a ganância. Foi loucura. Ele tinha finalmente surtado. E a culpa era minha. Eu o empurrei, e agora vou cortar todos os laços, tornando-o mais profundo, caindo no buraco do coelho. Mas ele forçou minha mão.

E eu tenho que protegê-la.

A todo o custo.

Eu tinha que protegê-la.

Inclinei-me para baixo. "Então você pensou em me desrespeitar? É isso? Você pensou em corrigir a falta de respeito com mais desrespeito?"

Phoenix não disse nada. Os olhos dele passavam do medo ao ódio.

"Desde quando drogar uma garota inocente, está bem? Humm, Phoenix? "

Ele ficou em silêncio e então, "Chase a levou."

"Ele também me contou tudo esta noite e estará carregando sua punição no próximo ano."

Silêncio.

"O que? Nada a dizer?", eu rugi.

Phoenix abanou a cabeça; derrota total marcou suas feições. Estava prestes a ficar ainda pior.

"Não, senhor. Sinto muito, senhor. "

"Você sentirá", resmunguei. "Você está fora, Phoenix. Quebrado. Você é um idiota."

"O quê?" Phoenix subiu para seus pés. "Você não pode fazer isso comigo! Meu pai vai — "

"Filho". De Lange caminhou até nós.

Sim. Eu fiz um trato com o diabo. Seu filho estava fora, não estava mais sob minha proteção, ou seja, se eles não cooperarem com a família, todos eles morreriam. Tinha sido a gota d'água.

"Já foi discutido. Deixa ele ir."

"O quê?" Phoenix rugiu. "Eu dei tudo a você! A sua família! Você prometeu!"

Ele atirou-se para mim, mas ele foi descuidado. Facilmente, eu pisei fora do caminho.

"Seu filho da puta! Eu vou matar você!"

De Lange veio até Phoenix e sussurrou algo que tenho certeza que eram todas as ameaças possíveis em sua orelha.

"Ainda não acabou, Nixon. Você só não pode romper com isso — conosco! Você está cometendo um erro enorme. Espero que perceba o que está fazendo."

"Eu faço", disse com confiança. "E espero que você goste de trabalhar em fast-food. Porque é o único lugar que vai te contratar se você respirar em sua direção novamente."

Phoenix cuspiu no chão e se empurrou longe do seu pai. Ele desapareceu nas sombras da noite. De Lange, o reitor para ser exato, ficou ali indefeso. "Você vai... dizer—?"

"Não". Cortei-o. "Isso é entre nós, foi entre nós. Basta manter ele afastá-lo, e isto não vai mais longe."

Ou seja, se ele continuasse a jogar pelas minhas regras, meu jogo, minha escola.

"Obrigado, senhor." A maneira que ele disse parecia que estava tirando sarro que quase corri atrás dele e acertaria um golpe nos seus rins.

Em vez disso eu assenti com a cabeça, e De Lange foi embora.

Deixe-os me odiar.

Deixe os dois me odiar.

Talvez, empurrando-os longe eles iriam finalmente estragar, e encontrar quem realmente matou os pais do Tracey, porque com certeza não tenho a certeza de que foi o meu pai morto... e se eu não descobrir logo... Frank estaria vindo.

Tudo estava vindo às cabeças, e eu era impotente para detê-lo. Tudo o que podia fazer era puxar as cordas, soltar um pouco e rezar para que isso tudo fizesse sentido no final. Rezo para que fosse o suficiente.

"Que raio de escola é essa?", Tracey murmurou atrás de mim.

Foi Tex, quem respondeu. "Eu pensei que você teria sabido até agora. É dele."

"Quem disse?"

"O dólar americano, uns bilhões deles para ser exato... bem, isso e a família Abandonato."

"Então o sobrenome Abandonato cobre uma multidão de pecados. É isso?"

Tex jurou.

Esperei por sua resposta.

"O sobrenome Abandonato cobre o pecado ou você está morto. Também, o resultado é o mesmo, eu acho."

"E o que é isso?"

"Você nunca está livre."

Meu estômago torceu. Eu odiava a verdade dessa afirmação, quase tanto quanto eu odiava o fato de que Tex estava derramando nossos segredos sujos.

"Sobre o quê?"

Tex não respondeu. Em vez disso, ele olhou para mim. Ele sabia que ele tinha dito tudo que ele poderia dizer.

"Você está bem?"

"Eu tenho que dizer: Sim senhor, também?" Ela disse em voz trêmula, era difícil a ler, mas parecia que ela estava tentando aliviar a situação. Poderia amar uma garota assim... uma garota que poderia rir em face da violência, em face de criá-la, o homem disposto à existência do homem.

Tex começou a rir. "Ela é toda sua, cara." Com um riso ele enfiou as mãos nos bolsos e saiu, deixando-nos um olhando para outro.

Eu queria puxá-la em meus braços e ela, provavelmente, estaria pronta para brigar comigo se eu desdenhasse.

"Você está bem?", ela perguntou, sua voz pequena.

Diabos, como consegui tanta sorte de ter a menina que só tinha testemunhado eu batendo a merda fora de algumas pessoas e perguntava se eu estava bem?

Concordei, lutando com a emoção rodando em meu peito. "Eu estou bem." O sangue foi endurecendo por meus dedos. Eles começavam a ficar dolorido, agora que a adrenalina estava acalmando, através do meu sistema. Com uma maldição, entreguei-lhe o meu casaco e depois tirei minha camisa de manga longa Henley e limpei o sangue de minhas mãos. Não foi perdido para mim que este era meu trabalho ultimamente — limpar o sangue de minhas mãos, para nunca ser purificado da escuridão que parecia manchar minha pele.

Quando terminei, eu peguei o casaco e coloquei de volta.

"Então..." Tracey balançou em seus calcanhares. “...Não sei se devia dizer obrigada ou o que diabos você estava pensando?"

Dei de ombros, indo para a resposta mais simples. "Eles mereceram. Tim nunca deveria ter ouvido a Phoenix, e Phoenix deveria ter ficado bem longe de você. Eles tinham regras, e não as seguiram."

"Vamos lá com a coisa toda de regras novamente," ela murmurou.

"Regras fazem o mundo girar." Eu ri e coloquei meu braço ao redor dela. "Os boatos deverão morrer agora, ok?"

"Sim, mas as pessoas não vão falar sobre isso? E por que o reitor foi tão frio? Quero dizer, ele é como o dobro da sua idade."

Eu sabia que ela teria perguntas. Eu não estava pronto para dar-lhe respostas — inferno, alguma vez eu estaria pronto?

"Temos um entendimento."

"Certo". Ela assentiu com a cabeça. "Que tipo de entendimento? Ele segue as regras ou você atira-lhe na cara?"

Não pude deixar de rir. Quem diz isso? "Uau, obrigado, eu precisava disso. É isso que eles fazem na TV? Atirar em pessoas na cara?"

"Sim, bem... não acho — não sei." Ela suspirou, curvando um pouco os ombros. "Quem é você? Algum tipo de gangster ou algo assim?"

Ah, tão perto, querida. “Claro". Meus dedos mudaram-se para a parte de trás do pescoço dela, brincando com o cabelo que tinha caído solto do seu rabo de cavalo. "Vamos com isso. Eu sou um gangster".

"Já matou alguém?"

"E você"? Eu perguntei de volta, tentando desviar a questão em conta que eu tinha certeza, que dizer a ela que perdi a conta não era a coisa mais romântica para estar discutindo, quando tudo o que eu queria fazer era beijá-la novamente. Essa conversa não acabaria bem.

Mudei minha mão ao pescoço, colocando-a na minha mão.

"Não é justo," ela disse sem fôlego.

"O quê"? Paramos de andar, e só me concentrei em seus lábios se movendo.

"Que você pode me tocar, mas não posso te tocar." Ela suspirou e pisou longe de mim.

Ela estava incomodada que livremente a toquei? Era por causa do que ela me viu fazer com minhas mãos? Rejeição bateu em mim. "Você prefere que não te toque?"

"Não!", ela deixou escapar, suas bochechas ficando vermelhas. Como se percebendo o que ela tinha acabado de fazer, ela cobriu o rosto com as mãos.

Eu soltei uma risada e puxei-a contra meu peito.

"Não entendo. Qual é a diferença? Quero dizer que estamos tocando agora, mas..."

"Estou no controle disso." Eu soltei um suspiro e inclinei o seu queixo em minha direção. "Eu sei que parece loucura. Eu só... não gosto quando as pessoas me tocam sem permissão. Desde que eu era uma criança, depois —" engoli, lutando entre dizer a ela ou deixar. Meu passado tinha sido tão pesado, minha constante de carga. Seria errado dar a ela. Diabos, era errado compartilhá-lo com qualquer um, mas ela me fez querer.

Ela me fez querer fechar os olhos e acreditar em sonhos, mais uma vez, esquecer os pesadelos e dormir em paz. Pela primeira vez na minha vida, ela me fez pensar que era na verdade uma possibilidade. "De qualquer forma, não importa. É só uma coisa que eu tenho."

"Como as regras?", ela sussurrou, sua respiração quente no meu peito.

"Sim, como as regras". Meu dedão roçou seu lábio inferior. Droga, eu queria tanto beijá-la.

"Você é linda, você sabe."

Ela soltou um riso estranho e tentou afastar-se.

"Não," murmurei contra a bochecha dela enquanto meus lábios escovaram a orelha dela. "Não puxe para longe de mim, por favor."

"Ok". Sua voz tremeu.

Não aguentava mais. Meus lábios encontraram seu pescoço — e lambi. Eu lambi o osso acima do seu ombro. O calor da sua pele chiava contra minha língua.

"Tão sensível”, eu murmurei, subindo em seu pescoço, minha língua rodando em uma figura de um oito abaixo da orelha dela. "Sentimental. Sua pele é tão macia aqui."

Ela estremeceu enquanto minha boca encontrou a mandíbula dela, apenas mordendo um pouco antes de beijar novamente. Minhas mãos cravaram no cabelo dela, quase me fazendo querer desmanchar o rabo de cavalo. Eu puxava ela mais perto.

"Nixon". Sua voz era quase um sussurro. "O que está fazendo?"

Meus lábios tocaram dela, breve o suficiente para me provocar, nunca o suficiente para cumprir. "Gostaria de saber."

"Você não pode simplesmente..." Ela engoliu, os olhos dela arremessaram entre meus lábios e meus olhos. "... você não pode sair por aí beijando as pessoas que você odeia."

"Quem disse que te odeio?" Soltei a cabeça dela e dei um passo pra trás.

"Bem, você não estava exatamente apertando minha mão e gritando meu nome há poucos dias."

Porra, ela tinha que ir lá. Eu olho ela acima e para baixo, todo o meu corpo aquecendo com desejo. "Então você quer que eu grite seu nome? É isso que se trata?"

Rindo, ela me empurrou.

Hah, boa decisão, porque eu estava prestes a arruiná-la no campo de futebol.

"Pare de ser um cara. Estou falando sério."

"Oh, acredite em mim..." Eu corri minha mão ao longo de sua clavícula e desci pelo ombro dela. Meus dedos dançavam ao longo da frente de dois botões de sua camisa. Tudo o que eu precisava fazer era escorregar, e eu poderia ter essa mesma camisa na grama em segundos. Diabos, se eu mal respirava, desfazer os botões que tão vagamente foram colocados juntos. "... Eu estou falando sério."

Ela se afastou e nervosamente dobrou um pedaço de cabelo atrás da cabeça. "Gangster então, você vai me dizer por que você tomou interesse pessoal em executar esta escola?"

Sim, claro que tinha de Rihanna, Run This Town pop na minha cabeça no pior momento possível.

Eu caí em passo ao lado dela. "Eu gosto de coisas para ser justo."

"Uau, então você está na escola errada para isso," ela brincou, me acotovelando no lado como se eu não tivesse acabado de bater em duas pessoas.

"Você sabe o que quero dizer. Eu faço o que puder, quando puder. Além disso, é tipo um dos meus trabalhos manter a paz aqui, os segredos, manter todos felizes. É exaustivo na verdade." E lá estava. A verdade.

Ela piscou para mim através de cílios longos. "Tenho dificuldade em imaginar alguém te forçando a fazer qualquer coisa."

Soltei um riso amargo. "Então claramente não conhece meu pai." E ela nunca o faria. Graças a Deus.

Ela parou de andar e puxou minha mão para a dela. "O que quer dizer? Ele é... ele é mau?"

Eu suspirei. "Bem, ele não é nenhum Mickey Mouse ou Papai Noel, se é o que está perguntando." Eu mordi meu lábio para não dizer "Oh e eu o matei quando você estava na cama com o quarterback. Surpresa!" Em vez disso, soltei um grunhido e agarrei a mão dela. "Não importa. Enfim, eu ia te perguntar mais cedo, mas fiquei distraído por todo seu dinheiro de drogas..."

Ela revirou os olhos.

"O nome Alfero significa algo para você?" Meu corpo congelou, esperando sua resposta.

"Alfero?" Tracey repetido. "Hmm... como Alfredo sem o D?"

"Sim. Como a comida." Meus olhos piscaram para baixo em direção a seu peito. "Está na parte de trás do seu colar."

"Então?"

"Então..." Eu balancei minha cabeça.".... Só está tudo bem você me dizer. Eu não vou dizer nada. Quer dizer, eu sei que eu sou um Abandonato, mas não é como, você sabe, eu vou definir Jimmy na sua ou qualquer coisa."

Ela começou a rir. "Você está bêbado?"

Meus olhos se estreitaram. Ela estava desviando ou apenas mais uma vez provando sua inocência? "Não".

"Uau, então você tem de saber que não faço ideia do que está falando."

"Não"? Atordoado, eu poderia apenas olhar como um louco, enquanto ela continuou a franzir a testa.

"Não".

"Bom". Eu suspirei e chutei o chão para evitar saltar no ar e clicando em meus calcanhares juntos, não que eu já tinha feito tal coisa, mas, novamente, eu estava fazendo um inferno de um monte de coisas estranhas ao seu redor. Nada me surpreendia mais. Nada. "Isso é, uau... Isto é muito bom, muito bom."

"Eu acho que você deve ter perdido mais sangue do que você imagina nessa luta." Ela me cutucou. Mais perfume flutuava de sua pele direto para meu rosto.

"Pelo menos eu posso dizer que eu não me importaria de sangrar por você, se isso for necessário."

"Necessário"?

Eu parei e estendi a mão para tocar seu queixo. Eu inclinei seu rosto em minha direção. "Para mantê-la segura."

"Então você morreria por mim?" Ela brincou, mas seu rosto estava iluminado com emoção, como se minha resposta fosse uma alteração de vida.

Isso era.

"Você não entendeu?"

Minha respiração ficou irregular, quando eu me inclinei perto o suficiente para beijá-la novamente. "Eu daria minha vida pela sua."

"Por que? Você não me conhece."

Ah, mas eu conhecia. Eu sabia tudo. Tudo que havia para saber. E eu queria tanto dizer-lhe naquele momento, confessar os meus pecados, pedir perdão, ficar de joelhos e implorar. Quando eu já implorei? Quando que uma garota tinha importado? Mas ela tinha sempre importância, minha pequena Bella, quem tinha segurado minha mão e enxugado minhas lágrimas. Caramba, ela tinha sido meu raio de sol em uma vida cheia de chuva.

Eu fechei meus olhos, então ela não podia ver a dor — a verdade. “Você não imagina o que eu sei e acredite em mim quando digo que sua vida vale muito mais do que a minha. E sim, depois desta noite, acredite que eu te conheço melhor do que ninguém, ainda melhor do que você mesma. Deus queira que continue assim, Tracey."

Tracey abriu a boca, assim como alguns SUVs pretos se aproximaram cima. E então a Mercedes preta. A única que pertencia a Frank. Tinha sua pluma do lado — o bastardo era arrogante assim.

Bem, a merda estava prestes a bater o ventilador muito mais cedo do que eu pensava.

"Tracey, vá para dentro," eu lati.

"Mas..."

Eu agarrei o braço dela e apertei. "Trace, preciso que você me escute agora. Fique com isso." Entreguei-lhe meu cartão de acesso preto. "Você não anda. Você corre até suas pernas queimarem. Você corre para dentro do edifício, você corre para o elevador, você corre pelo maldito corredor e fecha a porta até eu vir buscá-la. Você entendeu?"

Os olhos dela estavam arregalados de medo. Ela assentiu com a cabeça uma vez quando eu apertei minha mão sobre a dela e deslizei meu cartão-chave nela. "Corre".

Ela correu como o inferno em direção aos dormitórios.

Quando ela chegou ao prédio, ela virou apenas quando Frank saiu do carro. Alguns dos seus homens bloquearam o que teria sido uma visão perfeita para ela ver a cara dele. Eles começaram a fazer o seu caminho em direção a ela.

Fui pegar minha arma. Eu atiraria em cada um se precisasse.

Em vez disso, Tracey fechou a porta atrás dela. Boa menina.

Segundos se passaram em câmera lenta, enquanto os homens viraram do dormitório e começaram a fazer seu caminho em direção a mim. Rolei os olhos e cruzei os braços. Eles poderiam intimidar tudo o que eles queriam.

Mas me machucar?

Isso seria como assinar seus próprios certificados de morte.

Então quando eles circularam, eu ri.

Ou seja, até Frank Alfero entrou no círculo com uma 45 e apontou para minha cabeça. "Filho, precisamos conversar."

"Claramente". Eu rolei meus olhos. "Você quer fazer isso aqui? Em campo aberto? Onde todos podem ver e ouvir?"

"Eu sabia que conhecia você." Ele ignorou minha pergunta, arranhando seu templo com o cano, em seguida, apontando-o para mim. Sua barba branca foi aparada curto em seu rosto, seus olhos castanhos amplos com raiva.

"Eu percebi no momento que abriu a maldita boca."

"Então você sabia quem eu era..." Balancei a cabeça. "E ainda deixa sua neta ficar aqui? Você está louco?"

"É seguro".

"É território Abandonato." Eu cuspi. "E soube que você queria a minha cabeça. Então sua neta? Flertando com o inimigo? Não é o mais sábio movimento, velhote. A partir de agora..." Eu chequei meu Rolex.

“Eu acho que Tony tem até o último fragmento de informação sobre ela. Caramba, aposto que até sei qual é o tamanho do sutiã dela. Se você a mandou aqui para pendurá-la como uma cenoura, então muito bem." Eu bati palmas duas vezes. "Mas sei isto... ela não é meu inimigo. Ela nunca vai ser meu inimigo, e eu vou protegê-la até que a última gota de sangue deixe o meu corpo, mesmo que isso signifique que eu tenho que protegê-la de seu próprio avô. Agora saia da minha vista antes que eu realmente lhe dê um motivo para atirar em mim."

Os homens em torno dele sussurraram.

Frank levantou a mão. "Bem, isto não acabou."

"Não... " Eu balancei minha cabeça. "... mas pode crer que eu vou ter que acabar com isso. Agora saia, volte para o carro, e não se atreva a aparecer até que você fale com Tracey e diga-lhe a verdade — não a sua versão, mas a verdade real — então você e eu? Podemos conversar. Então poderemos ter esta conversa. Então poderemos fazer isso da maneira certa."

Os olhos de Frank cintilaram por um breve segundo, antes dele abaixar a arma. "Eu sempre gostei de você, mais do que seu pai."

"Aprecio isso." Eu xinguei. "Agora saia da minha propriedade."

Ele riu e chamou os cães, enquanto esperava por meu coração voltar ao normal.

Quando os carros puxaram para fora, eu rapidamente liguei para o número do Tracey. Eu só precisava ouvir a voz dela. Não achei que teria dificuldade em encontrar a minha própria. Quando ela disse “Olá”, tão sem fôlego e sexy, eu perdi toda a linha de raciocínio. Só soprei no receptor, em seguida, desliguei como se estivesse no ensino médio e nunca tivesse qualquer experiência chamando uma garota antes.

Rindo, eu balancei minha cabeça e mandei uma mensagem rápida para o Chase.

Nixon: Frank pousou.

Chase: Merda, ele trouxe algo de Wyoming? Vacas? Armas? Ele atirou em você?

Nixon: sem vacas, e ele tinha uma arma apontada para mim. Eu gritei para ele.

Chase: Tenho certeza que foi muito bem.

Nixon: Apenas avise a Tex.

Chase: E Phoenix?

Nixon: Fora. Ele é um Idiota.

Chase: Merda.

Nixon: Apenas faça isso, eu vou dar uma olhada nela.

Eu rapidamente empurrei o telefone no bolso e fiz o meu caminho até o dormitório de Tracey. Droga, eu tinha estado lá, o que? Três vezes em um dia? Rumores iam começar — não que eu me importasse. Esperava que ela não se importasse também.

Eu bati na porta e esperei.

Meu telefone tocou apenas quando abri a porta. Verifiquei rapidamente.

Phoenix. Filho da puta.

E então Tracey estava em meus braços.

Na verdade, ela se jogou contra o meu peito, todos os braços e pernas como tentáculos ao redor do meu corpo.

Diabos, eu precisava assustá-la mais vezes, se esta fosse a resposta que eu iria conseguir. Imagine o que aconteceria se eu forjasse minha própria morte? Pensamento mórbido.

Lentamente, retribui o seu abraço e a segurei mais apertado, colocando meu queixo na cabeça dela.

Os olhos do Mo dançavam com emoção. Certo. Parece que minha irmã gêmea achou que eu tinha um coração. Hilário.

Tracey soltou um gritinho e me deu um tapa no peito. "Você me assustou."

Eu sorri. "Você certamente corre rápido, fazendeira. Ensinam isso em Wyoming?" Eu pisquei e caminhei ao seu redor para abraçar Mo, sussurrando no ouvido dela. "Eu estou bem. Está tudo bem. Não se preocupe." Ela relaxou imediatamente.

"Algo está muito errado com você." Tracey bateu a porta e cruzou os braços.

"Não que eu saiba," murmurou Mo. "E sabe o que Nixon? Você não pode apenas ir assustando minha colega de quarto assim. Eu pensei que ela ia ter um ataque cardíaco e dizer ao seu avô que tinha sido testemunha de seu assassinato."

"Acredite em mim, seu avô não teria vindo em meu socorro." Funguei. Diabos, o homem tinha uma arma apontada para minha cabeça há menos de cinco minutos. É seguro dizer que se eu fosse o último homem na terra e sua única esperança para a sobrevivência, ele ainda iria puxar o gatilho com um sorriso no rosto.

"Ei!" Trace apontou. "Você nem o conhece! Ele é um cara legal."

Certo e eu sou Papai Noel.

"Eu disse que era mau?" Levantei minhas mãos. "Eu apenas disse que ele não viria me salvar".

"Se eu lhe pedisse, ele iria", ela argumentou, balançando a cabeça como se dissesse "E ponto final."

Eu ri. "Sua inocência é agravante e chocante".

Ela apertou os punhos.

Caramba, ela era linda, quando ela estava chateada. Eu vivia por suas reações, quase tanto quanto eu tinha sede do seu toque.

"Nós devemos assistir a um filme," eu disse, deitando na cama do Tracey e colocando as mãos atrás da cabeça.

"Ela não quer", Mo lamentou.

"Quem eram aqueles caras?" Tracey perguntou.

Eu ignorei a sua pergunta, esperando que ela esqueceria que ela perguntou isso. "Ela me viu bater em dois caras hoje à noite. Ela deve assistir algo engraçado."

Mo assentiu com a cabeça. "Um filme de mulheres e talvez um pouco de chocolate?"

"Olá!" Tracey acenou com as mãos no ar. "Estou aqui".

Eu acenei de volta, sorrindo para sua irritação.

"Nixon", Tracey assobiou. "Quem eram aqueles caras, e por que eu tinha de correr?"

"Pessoal do trabalho." Dei de ombros. O tipo de trabalho que as pessoas não voltam para casa. "Eles só tinham algumas perguntas sobre o que aconteceu hoje. Só não quis que você ficasse, se as coisas ficassem estranhas, e quanto menos pessoas sabem que sabemos sobre o que aconteceu, melhor."

Seus olhos estreitaram e eu poderia dizer que seu cérebro estava trabalhando a mil por hora, mas eu sabia que seus pensamentos não iam no sentido da máfia ou seu maldito avô, sendo um dos seus líderes.

"Bem. Assistiremos o filme estúpido," ela resmungou.

"Excelente".

Mo atirou-me o DVD. Eu o coloquei no computador, em seguida, deitei novamente na cama.

Tracey agarrou um travesseiro e me deu um tapa na cabeça.

"Que diabos foi isso?"

"Escorregou". Ela deu de ombros inocentemente, provocando os olhos. Ela não sabia quão perto que meu controle iria a rotura.

Dois segundos e eu poderia ter minha irmã para fora da porta sobre sua bunda.

Um segundo depois, eu poderia ter Tracey pressionada contra essa mesma porta.

Metade de um segundo — o tempo que levaria para remover a camisa dela, rasgar os botões e mergulhar minha língua naquela boca deliciosa. Sim, Tracey. Me bata de novo e veja o que acontece. Eu desafio você.

"Escorregou, minha bunda..."Eu resmunguei.

"Crianças"! Mo cantou. "Comportem-se, ou não vou dar lanches."

"Ela começou —"

"Nixon Anthony —"

Tracey riu e beliscou-me no braço. "Ela totalmente meio nomeou você agora."

"Trace..." Mo advertiu, os olhos dela me dando um aviso. Eu não podia ficar perto dela, tocá-la, provocá-la — e não prová-la. Meu corpo não estava permitindo isto.

Tracey corou e sentou-se tão longe quanto podia. Droga, era como se nós dois estivéssemos em países diferentes.

Minutos depois, Tex e Chase chegaram. Tex sentou-se com Mo, e Chase deu uma olhada no meio da cama e reivindicou-o. Filho da puta.

Juro que se a perna dele chegasse mais perto dela, eu ia cortar acidentalmente a artéria femoral e pedir um elogio.

Ok, tudo bem. Então estava sendo dramático.

Mas mesmo assim.

Até mandei uma mensagem de aviso.

Meu telefone vibrou rapidamente com sua resposta.

Chase: Achado não é roubado.

Eu respondi com uma imagem gráfica do último cara que eu bati a merda fora dele e sua resposta foi rir. Não é realmente o que estava procurando.

Tracey logo começou a cochilar, então eu aproveitei a oportunidade para puxá-la para mais perto de mim. A respiração dela ficou pesada quando a cabeça mergulhou no meu peito.

Chase revirou os olhos em aborrecimento.

Primeiro round: Nixon.

Ela abriu os olhos algumas horas mais tarde — me pegando olhando para ela. Para ser justo, eu estava me preparando para sair quando ela acordou. Não era como eu tivesse olhando para ela enquanto ela dormia.

Não que eu não tinha pensado nisso.

"Você está tentando me dar pesadelos?" Ela sussurrou em uma voz mal-humorada, seus dedos segurando meu braço.

"Não". Eu engoli duas vezes antes de finalmente conseguir obter a rouquidão de minha garganta.

Cabelo marrom sedoso caiu em todo o seu rosto, e eu queria empurrá-lo fora do caminho e depois beijar essa boca mal-humorada. Sem pensar, eu me lancei ao redor e fiquei de conchinha com ela.

A quantidade de vezes que já fiz isso com uma garota?

Zero.

Mas agora era um.

E eu gostei.

Demais.

Ela balançou de volta contra mim.

Merda, eu ia morrer.

Meu corpo respondeu imediatamente. Eu podia sentir o meu próprio sangue rugindo em meus ouvidos como cada terminação nervosa que exigia não a levar.

Soltei um gemido baixo. "Não está ajudando, Tracey".

"Oh".

Eu coloquei o cabelo de lado e beijei o pescoço exposto enquanto minha mão direita mergulhava sob sua camisa.

Mo e Chase estavam lá. Não era como se eu pudesse tentar alguma coisa. Eu só queria estar perto. Eu queria a pele dela pressionada contra a minha, mesmo se fosse em completa inocência.

Meus dedos descansaram contra o estômago dela.

"Nixon —"

"Por favor..." Eu sussurrei contra a orelha dela. “... Só quero te tocar."

Ela assentiu com a cabeça e logo o sono nos alcançou.

Foi a melhor noite que eu me lembro de alguma vez ter.


CAPÍTULO 32


SEGUNDO LUGAR NÃO É GANHAR. NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA! ISSO SIGNIFICA QUE VOCÊ É UM PERDEDOR


CHASE


Eu passei o fim de semana irritado com tudo. Cada vez que Nixon me perguntou que bicho tinha se arrastado até minha bunda e mordido, eu estava tentado a jogar minha arma na cara dele e acusá-lo a toda velocidade.

Porque ele sabia exatamente o que estava me incomodando e também era muito frango para admitir isto, ou estava esperando que as coisas acabassem.

Eu não era aquele tipo de cara — o cara que simplesmente ignora o elefante bundas gigantes do mundo e continua a assobiar e cruzar meus braços, enquanto o mundo inteiro está falhando ao meu redor.

Era domingo.

Eu deveria estar fazendo lição de casa, Deus sabe que eu ia ficar para trás outra vez se eu não fizesse, e a única coisa que eu sabia sobre o meu trabalho era que se Nixon precisava de mim para fazer o seu lance e eu tivesse que faltar às aulas, eu ia faltar.

Que péssimo.

Não queria deixar a escola, porque eu já senti que de alguma forma já tinha falhado na vida, não fazendo jus às expectativas do meu pai... e não ganhando a menina que tinha conseguido virar a minha cabeça.

"Você está péssimo." Tex assobiava quando ele entrou no quarto.

Continuei jogando a bola no ar e rolei os olhos.

"Sério, você precisa desabafar um pouco?"

"Não". Eu joguei basquete novamente e a apanhei com a ponta dos meus dedos. "Só... ansioso."

"Quer saber o que faço quando estou ansioso?"

"Não quer dizer quem você faz?"

Tex sorriu. "Não critique até você experimentá-lo."

"Obrigado, vou passar."

"Merda". Ele caiu sobre o sofá ao meu lado e afastou o cabelo marrom avermelhado na testa. "Você realmente está em um lugar escuro se enroscar-se com alguma garota aleatória fora não ajuda."

"É assim que me vê?" Eu peguei a bola e a virei. "Eu sou esse cara?"

Os olhos do Tex estreitaram "Então eu estou assumindo, que por realmente colocar a questão você quer que eu seja sério e não meu normal auto informal." Ele suspirou e limpou a garganta. "Olha o homem, suas ações não precisam definir você, mas sim, você é aquele cara. Você é aquele cara que dorme com garotas e dá a elas um aceno, uma vez que você está acabado, então esquece como que elas se parecem no dia seguinte e realmente bate sobre a mesma, menos de vinte e quatro horas mais tarde." Amaldiçoando, ele empurrou a bola das minhas mãos.

"Tem que ser assim? Não, mas tem sido sua cobertura nos últimos quatro anos e, honestamente, meio que se perdeu nele. Mas eu entendo. É difícil compartimentar com o tipo de vida que vivemos. Você vai de atirar em alguém no meio dos olhos para flertar com uma garota aleatória na aula de biologia — e tudo por uma coisa que está finalmente chegando ao círculo completo. Quer dizer, nós temos sido ferrando por quatro anos, e a neta do Alfero só aparece na nossa escola?" Ele deu sua cabeça um agito difícil. "Algo não bate e Nixon com certeza não vai nos dar alguma dica sobre o que está acontecendo, mas algo ruim está chegando. Eu posso sentir isso."

Inclinei-me contra o sofá, minha cabeça batendo com todas as informações que ele só tinha jogado para mim. "Você acha que nós teremos que lutar contra o Alferos, não é?"

As sobrancelhas do Tex dispararam. “Acho"... que se a garota que você gosta está descansando agora fazendo lição de casa, você deve encontrar uma desculpa para vê-la."

"Hah". Eu bufei. "Hilário e o que? Encontrar meu coração fora do meu corpo depois que Nixon descobre que eu o traí?"

"Eles não são casados".

"Não importa. Ele tem sua reivindicação."

"Mas ele é o chefe." Tex assentiu com a cabeça. "Lembre-se homem. Ele não tem a mesma liberdade que nós temos. Ele não pode escolher quem ele ama. Agora, que ele atira? Ele pode escolher."

"Que é exatamente por que minha bunda fica plantada aqui."

"Bem. Não dê ouvidos ao Dr. Love."

"Por favor, não se considere isso."

"Vejo você mais tarde. Mo quer sair."

"E por sair quer dizer —"

"Mãos dadas à noite de skate. O que você acha que quer dizer?" Tex jogou a bola na minha cabeça.

Meus braços subiram só em vez de bloqueá-lo.

"Pare de choramingar".

"Sim". Eu limpei minha garganta. "Eu vou fazer isso."

Mas eu não. Não duas horas mais tarde. Não cinco.

E não aquela noite quando Nixon me pediu para fazer uma verificação do perímetro e me certificar que Phoenix não estava causando problemas.

À meia-noite, encontrei-me fora de seu quarto do dormitório, apenas olhando para a janela dela como algum equivocado Romeu.

Ela estava olhando pela janela.

Eu me perguntei o que consumia seus pensamentos. Nixon? Seu avô? Vida na Elite? Me perguntava se alguma vez eu passei pela sua mente — ou se eu nunca passaria.


CAPÍTULO 33


DOENTE DE AMOR, CHEFE DA MÁFIA, PARTE i. SUA MESA ESTÁ PRONTA. INFERNO!


Nixon


Meus olhos avidamente digitalizaram a sala de aula enquanto espero por Tracey entrar. De qualquer ângulo eu estava ferrado e não o tipo de lixo onde eu sei que eu realmente podia convencer minha saída da situação, mas tão ferrado que eu estava bem com isto.

Desde quando eu estava bem com ficar preso? Pequenos espaços? Não é minha praia. Caixas? Tortura? Não tanto — lembrou-me muito de ser criança, de ser espancado. Mas com Tracey? Droga, eu estava como um rato de laboratório, pedindo para entrar em minha prisão, assim eu poderia repetir o mesmo processo de merda uma e outra vez. Eu estava condicionado classicamente a desejá-la — e era tudo culpa dela. De sua capacidade para tratar-me como um completo idiota na maioria das vezes, à maneira como ela desafia tudo que sai da minha boca, só para me tornar perigosamente obcecado com tudo o que sai da dela.

Inclinei-me contra a mesa quando a classe começou a caminhar. Eles ainda me usavam para substituir por agora, e eu estava mais que feliz em fazê-lo. O que mais uma vez prova a teoria de ficar preso. Eu queria vê-la, e eu estava disposto a fazer qualquer coisa — organizar minha agenda inteira e cortar pneus do professor, então ele teve que tirar um dia doente depois que ele voltou do funeral. Realmente. Qualquer coisa. Estar em sua presença. Para certificar-me que ela estava segura. Porque não confio em meus homens, e com certeza, não confio em Chase, não depois de observá-lo — vê-la.

Ele era um viciado, assim como eu.

Mas eu não gostava de partilhar.

Não gosto disto.

E ele não sabia a história que tive com Tracey. Nossa história tinha me destruído, ela tinha me criado, me moldado na pessoa que era hoje. Tudo o que eu disse a ele tinha sido o básico, mas eu sabia que ele tinha assumido que era mais do que isso.

"Você baba", sussurrei no minuto Tracey passou por mim em direção à mesa dela.

Todo o seu corpo congelou. E então, lentamente, ela virou-se e atirou punhais em minha direção. Deus, eu iria ao inferno se ela fosse me encarar assim a cada segundo de cada dia.

Tracey levantou sua mão.

Eu cruzei meus braços, à espera dela para virar-se ou pelo menos fazer um rosto.

Em vez disso, ela revirou os olhos e caminhou para seu assento.

Eu adorava estar sob sua pele, quase tanto como eu adorava tocar sua pele, sentindo o desejo mal contido borbulhando sob a superfície. Eu queria tanto que toda vez que eu a beijei, meu corpo foi batido com esse desejo inebriante de empurrá-la contra a parede, na maioria das vezes, eu tive que sair. Perder o controle não era algo com que eu ficava confortável — não importa o quão tentador que ela pode ser.

Uma vez que todos estavam sentados, peguei a frequência e reduzi as luzes. "Dia de filme."

Aplausos irromperam ao redor da sala. Inferno, nós estávamos maus se estes seriam os futuros líderes do mundo livre.

Tracey deslocou-se no lugar dela e puxou um notebook, nem mesmo percebendo que eu tinha caminhado por trás da classe e me sentado atrás dela.

Dobrando o cabelo castanho escuro atrás das orelhas, ela se recostou na cadeira dela e suspirou.

"Ei", eu sussurrei, minha língua dançando ao longo da borda da orelha dela.

"Merda!" A mesa dela mudou um pouco para a esquerda antes que ela se virou e olhou. "Você está tentando me matar?"

Se ela soubesse como ela estava me matando, me rasgando em pedaços, derrubando de volta toda a armadura que eu tinha colocado, estrategicamente, ao longo dos últimos anos. Se ela soubesse.

Eu ofereci um sorriso fácil e comecei a brincar com a borda da camisa dela, esfregando o material fino de algodão entre meus dedos. "De jeito nenhum. Lembra-se? Eu sou aquele que a mantém a salvo. Eu sou aquele que morreria por você e tudo isso. Por que? Quer provar minha lealdade?" Inscreva-me. Gostaria de provar isto num piscar de olhos.

"Estou tentando assistir ao filme," Tracey gaguejou, a voz dela hesitante antes de limpar a garganta dela e olhar para a mesa.

"Não, você não está." Eu suspirei e inclinei-me de volta contra a cadeira de baixa qualidade. Droga, os olhos dela eram lindos. Pareciam quase pretos na escuridão.

"Sim. Eu estou." Ela cerrou os dentes e dane-se a garota não se virou e tentou. Focar no pior filme já criado. Era bonito, sua determinação em me ignorar. O que era ainda mais bonito? O fato de que ela achava que era capaz de mentir sobre o modo como ela se sentia, quando seu corpo me dava sinais todas às chances que tinha.

Como ele estava dando sinais agora.

Eu bocejei, e estendi meus braços em ambos os lados do seu corpo antes de puxar muito lentamente seu entusiasmo, contra as costas da cadeira dela. Exatamente onde eu queria. Onde eu poderia comer tudo que ela tinha para oferecer. No meu tempo. Afinal, os professores têm a palavra final na aula. Certo? Sua pele era tão macia, minhas mãos passaram em volta do pescoço e em seguida mergulharam em seu cabelo. As camadas de seda flutuavam entre meus dedos, envolvendo-se ao redor e ao redor até que eu fiquei tonto de luxúria.

Não era o suficiente.

Eu levantei o cabelo na minha cara e inalei.

Corpo em chamas, tentei adaptar-me o melhor que eu poderia no banco sem cair e olhei casualmente ao redor da sala. Ninguém estava prestando atenção. Então, novamente, estávamos perto o suficiente para que bastasse só um aluno se virar, e estaríamos ferrados. A ideia devia ter me feito parar; em vez disso fiquei desesperado por mais, como o ar, tonto com a tensão.

Com deliberada lentidão, mudei minha mão direita por baixo da sua camisa, as almofadas dos meus dedos pastoreando a pele sensível, logo acima do quadril antes de lentamente mover para cima o sutiã dela.

Tracey congelou. Todo o seu corpo estava pegando fogo. Eu podia sentir seu calor através da palma da minha mão. A respiração dela engatou quando ela agarrou os lados da mesa e inclinou-se, dando-me o melhor acesso.

Minha mão esquerda se juntou a minha direita e eu estava exatamente onde queria estar, brincando com o fecho do sutiã dela e imaginando dobrá-la sobre a mesa que ela estava sentada. Tenho quase a certeza que isto não seria colocado no anuário do Eagle Elite.

Em seguida, novamente, uma linda imagem — Tracey debaixo de mim. Eu estremeci e mudei minhas mãos sob o sutiã, pastando as pontas de seus seios. Ela saltou um pé e soltou um pequeno gemido.

"Hmm. Pensei que fosse mais um confortável-tipo de garota. Isto é renda?" Meus lábios roçou a orelha dela novamente. A tentação foi demais, eu lambi ao longo da borda de seu lóbulo da orelha e depois chupei antes de adicionar, "É sexy". Como inferno. Meus dentes puxaram novamente quando minhas mãos se moveram contra seus quadris, puxando o corpo dela mais apertado contra a mesa. Muito inconveniente ter dois objetos entre nós. Eu resmungava em frustração. Por que diabos tinha pensado que isto era uma boa ideia? Como é que eu ia esconder todas as provas do que estava acontecendo? Eu estava quase explodindo de excitação, e ainda tinha que ficar na frente da classe inteira.

Eu mergulhei o polegar na parte superior da saia dela e então empurrei minha mão, assim como Tracey soltou outro gemido — este um embaraçosamente mais alto do que o primeiro.

Um cara da fila da frente virou apenas na hora de tirar as mãos do corpo do Tracey e enviar-lhe um olhar do poço do inferno.

Ajudou que o mesmo cara que tinha virado pode ter me visto atirar uma faca no rosto do Chase no semestre passado.

Pálido, ele acenou com a cabeça uma vez e depois, duro como uma tábua, voltou sua atenção para o filme.

O resto da aula eu guardei minhas mãos para mim.

Não porque eu queria, ou porquê de repente encontrei a capacidade de autocontrole. Não, era porque eu tinha estado a cerca cinco segundos de jogar todos para fora da sala de aula e trancar a porta atrás deles, aprisionando o Tracey comigo e mantendo-a até que eu tivesse minha... satisfação. E eu tinha certeza de que não estaria satisfeito com apenas alguns minutos.

Quanto mais tempo que passava com ela, o mais difícil era ir embora, e, no final, era exatamente o que eu pretendia fazer. Minha vida não era a dela, e vou mantê-la fora da linha de fogo, se eu tivesse alguma coisa a dizer sobre isso.

Quando a aula terminou, fiz meu caminho de volta para a mesa do professor e esperei por Tracey passar.

Quando ela fez, eu estendi a mão e agarrei-a quando ela estava prestes a fazer a sua fuga. "Onde você acha que vai?"

"A classe?" Ela não virou, só nervosamente agarrou o colar em volta do pescoço.

"Vem cá," eu ordenei rispidamente, incapaz de suavizar a minha voz, mesmo que eu quisesse.

"Não ouvi, por favor." A voz dela estava provocando, provocando.

A menina não sabia que era perigoso tentar o leão? Iria devorá-la no local.

Tomei alguns passos em direção a ela e muito discretamente empurrei a porta fechada na frente dela, então sussurrei contra o tufo de cabelo castanho, "Por favor".

Eu recuei e esperei enquanto ela se virava. O rosto dela era desenhado apertado, com raiva.

"Sente-se," ordenei, apontando para uma cadeira nas proximidades.

Ela deixou sua bolsa no chão e cruzou os braços, as sobrancelhas dela subindo.

"Por favor". Eu sorri.

"Bem". Ela foi até a mesa e inclinou-se contra ela. A saia levantada, me dando uma visão de suas coxas musculares. Meus olhos seguiram a linha das pernas longas.

"Preciso que me faça um favor."

"Eu não vou transar com você. Eu não sou esse tipo de garota." Tracey disse em um tom tão aborrecido que eu quase dei um segundo olhar. Por que diabos ela tinha a dizer sexo? Especialmente em pé ali na qual todo homem sensato explicaria como a fantasia perfeita? Pernas curtas de uniformes, muito tempo. Eu tentei não rosnar na irritação.

Um. Dois. Três. Quatro. Recuperei a minha calma e respondi, "Eu mereço isso."

"E muito mais." Ela sorriu.

"Quer me punir?" Se ela dissesse que sim. Todas as apostas estavam fora.

"Estou saindo". Ela revirou os olhos e afastou-se da mesa.

"Espere". Eu estendi a mão e toquei suavemente o braço dela. "Eu só... Eu queria avisá-la. Tenha cuidado, ok?"

Ela assentiu com a cabeça.

"Vejo você no almoço?" Não queria que ela pensasse que só o que eu queria era — o corpo dela. Eu queria muito mais. Eu queria coisas que um cara como eu não podia querer. Quando você queria algo tão ruim quanto eu queria Tracey, pessoas viam isso como uma fraqueza. Uma falha na minha armadura. Eles eventualmente iriam usá-la contra mim, e eu estaria perdido, porque eu faria qualquer coisa para mantê-la segura. Eu morreria, para que ela vivesse.

"Yup, lembra? Eu tenho seu cartão de acesso." Ela mostrou-me um sorriso.

"Mantenha-o Eu dei de ombros, em seguida, olhei para ela tinha brincado com o colar. Merda. Phoenix não podia ver aquele colar. "Outro favor?"

"Uau, você está cheio de pedidos esta manhã, não é?"

O que ela estava fazendo? Tentando ver quão desesperado ela poderia me fazer? Ela tinha alguma ideia do efeito que ela tinha sobre mim? Ela nem sabia que uma simples palavra iria selar seu destino? Eu não hesitaria em rasgar aquela minúscula saia diretamente do corpo dela, se ela apenas assentisse com a cabeça em minha direção. E não era eu. Não é meu estilo. Mas eu não estava pensando claramente após as preliminares do filme. Eu lambi os meus lábios. "Oh, eu posso pensar em alguns mais favores. Quão ruim você quer um A?"

"Não o bastante para vê-lo nu," ela respondeu.

Eu ri suavemente e inclinei o queixo em minha direção, examinando os olhos dela muito honestos e lábios carnudos.

"Não use joias caras durante o dia de escola. Eu odiaria vê-la perder algo importante para você." Apontei para seu colar. "Por favor? Isso é algo que nem o meu dinheiro poderá substituir."

Os olhos do Tracey alargaram como se ela não sabia como responder para mim.

Um beijo. Eu poderia lidar com um beijo, e então eu ia explodir. Eu rapidamente escovei meus lábios no dela e sussurrei, "Tenha um bom dia, Tracey."

Ela começou a falar, mas eu pressionei meus dedos contra a boca dela. "Não estrague isso dizendo algo. Agora. Vá para a aula."

As narinas alargadas, Tracey andou para longe de mim e pegou as coisas dela. Ela puxou a porta aberta e com um floreio pisou no corredor.

"Bom show", uma voz disse do escritório ao lado do professor.

Merda. Eu congelei, em seguida, virei-me lentamente.

"Chase"?

"Tentando se matar ou você está apenas brincando com ela? Você não sabia? É falta de educação para o predador brincar com sua comida antes de matá-la."

Eu bati minha mão para baixo sobre a mesa. "Não é nada disso, e você sabe disso."

"Então o que é?" Chase rosnou. "Hmm? Porque diabos você está tenso, Nixon? Ela vai torná-lo fraco."

"Não se trata de fraqueza." Meus olhos estreitaram no Chase. "É sobre ela, não é?"

"Você vai ser a morte de Tracey", defendeu, colocando a arma sobre a mesa e retirando uma faca, em seguida, jogando-a no ar. "Você vai matá-la".

"E você não vai?"

"Nixon..." Chase, inclinou-se contra a mesa. "O professor era suposto para ter voltado ontem, mas... Ao retornar ontem à noite, o levou a entrar em um acidente, então você poderia assumir sua classe. Então você pode brincar com as emoções dela. Mais uma vez. Para conseguir o que quer e o que se foda as consequências. Mais uma vez."

"Você não pode falar comigo assim,” eu rebati.

"Eu tenho certeza que posso!" Chase jogou a faca sobre a mesa, e clamava contra os lápis.

"Eu sou o único com coragem suficiente para dizer ao chefe quando ele cometeu um erro, e isso é o que você está fazendo, Nixon. Frank não vai gostar. Ela é sua neta. Você acha que ele vai dar ela para você? Você acha que ele vai deixar você brincar de casinha? "

"Eu não quero brincar de casinha."

"Tarde demais", Chase sussurrou, pegando a arma da escrivaninha. "Você não é uma coisa certa, Nixon. Você poderia ser morto amanhã."

"Poderia ser morto em cinco minutos com a forma como você estava com aquela arma na mão." Passei meus dedos pelo meu cabelo.

"Você está perdendo sua vantagem", Chase salientou. "E você é tudo o que esta família tem."

"O que exatamente você está dizendo?" Eu sabia o que ele estava dizendo, mas eu precisava ouvir isso. Eu precisava ser lembrado.

"Eu vou cuidar dela."

"Chase —"

"Nixon", gritou a Chase. "Você. Vai. Matar. Ela. Entende o que estou dizendo? Não sabemos o que é que Phoenix está fazendo. Ele sabe que você gosta de Tracey, e Frank parece que está sobre um deslizamento longe de puxar o gatilho para você. Deixe-me."

"Ao dar este trabalho..." Fechei os olhos. "Ao fazer isso, ao protegê-la, escolhendo ela.... Eu vou nos dividir."

"Nixon", Chase caminhou até mim e colocou sua mão no meu braço. "Isso vem lentamente acontecendo por um tempo. Não consigo. Como você não pode evitar. Mas posso fazer um trabalho melhor, pelo menos admita isso."

"Tudo bem." Eu me empurrei para longe dele. "Me dê algum tempo com ela, só um pouco... mais. Mais tempo."

“Se eu te dou mais tempo, Frank puxa o gatilho." Chase gemeu.

"Deixe puxá-lo, caramba!" Gritei, empurrando todos os livros da mesa e chutando-o em seguida.

"Você não está sozinho."

"Não brinca!" Eu cuspi.

"Eu sou seu melhor amigo. Quando chegar a hora, atribua-me ao serviço de Tracey. Eu vou fazer o que você não pode..."

"E o que é isso?"

"Proteger você em primeiro lugar... Amá-la em segundo."

"Eu —"

"Você é o chefe. Você", Chase respondeu. "Tempo".

Eu assenti com a cabeça e saí da sala, doente com meu estômago, porque eu já sabia antes de Chase ter me dito alguma coisa que eu seria a morte de Tracey.

Não se eu posso evitar.

Mas ela pode ser a morte de outra coisa. Minha amizade com Chase. E tive uma sensação que eu tinha acabado de selar nosso destino.


CAPÍTULO 34


A ESCURIDÃO ME MANTEVE SÃO... ATÉ AGORA


PHOENIX


Eu estava sozinho. Meu pai não queria nada comigo, considerando que ele tinha falhado em ficar perto da família Abandonato, e eu tinha oficialmente sido cortado. Fodidamente cortado financeiramente. Tudo porque eu tinha feito a coisa certa em tentar controlar o meu próprio destino. Algum destino. Eu realmente ia acabar trabalhando no McDonalds — se eles me pegassem.

Puto, eu passei o fim de semana bebendo, e quando isso não trabalhava para aliviar a dor, finalmente viria com um plano. Gostaria de usar sua fraqueza contra ele como uma maneira de voltar para suas boas graças.

"Merda!" Tracey latiu quando o colar dela prendeu no cabelo dela. Ela torceu ao redor em um círculo, enquanto outros alunos passavam por ela.

Porra, eu a odiava. Porque ela era a razão pela qual ele não queria nada a ver comigo. Uma garota inocente com cabelo castanho, uma garota que, por todos os meios, nem deveria estar naquela escola de merda.

Era por causa dela que o fez ir todo protetor?

Por que ela era diferente?

Por que ela tinha tanto Nixon e Chase ofegantes?

Ela era bonita.

Mas isso acabava aí. Eu tinha parado de olhar para as mulheres como objetos de desejo, apenas um meio para um fim. Droga, não conseguia nem tocar uma garota sem ser repelido em meus próprios dedos pastoreando a pele delas.

O colar que ela estava lutando contra caiu no chão.

"Permita-me," eu sussurrei, descendo e pegando o colar. A luz da janela brilhou contra o metal.

Alfero.

Uma palavra.

Eu endureci em minha expressão e consegui a resmungar: "Bonito".

"Obrigada." Ela segurou a mão dela, seu peito subindo e descendo nascente como se ela tivesse acabado de correr uma maratona.

"O que? Eu não posso ser bom?" Eu sorri e virei o colar. Alfero foi tudo bem. Tinha até o brasão da família. Bem, filho da puta. Ele estava protegendo o inimigo. Que fofo. "Hmm, muito legal. Herança de família ou algo assim?"

"Eu acho". Ela deu de ombros, narinas queimando como se ela estivesse chateada, que eu estava tocando nas coisas dela.

Eu assenti com a cabeça e joguei o objeto de metal frio em suas mãos.

Ela deu um passo atrás, como se eu fosse bater nela ou algo.

"Eu não mordo, você sabe."

"Não, você apenas droga meninas." Seus olhos eram frios quando eles encontraram os meus, me lembrando novamente por que Nixon foi o vencedor nesse cenário, e eu o perdedor. Eu odiava o olhar que ela me dava, porque era o que eu iria me dar. Diabos, era o olhar que me entreguei todos os dias.

Meu estômago apertou enquanto segurei minhas mãos na minha frente. "Acho que eu merecia isso, mas você vai mesmo ficar do lado com o mesmo cara que na semana passada envergonhou você na frente de todo o corpo estudantil"?

Ela deu um passo para trás e deu de ombros. "Ele se desculpou."

"Nixon Abandonato se desculpou com uma fazendeira de Wyoming?" Eu zombei, irritado que ele ia ser o bom... e eu? Bem, eu era exatamente o oposto. Essa garota sabia o que fizemos para ganhar a vida — o que éramos capazes de fazer? Ela não iria para os braços dele. Ela estaria correndo para longe deles. Eu não era o único monstro nesta história — ele era tão ruim. Sim, eu fiz coisas horríveis, mas ele também. Assim como todos eles. Porque diabos estava levando a culpa?

Ela assentiu com confiança, como Nixon passando pendurado na lua e nas estrelas. O sentimento doentio piorou... como se eu fosse o mau da fita, quando tudo que já tinha feito toda a minha vida foi tentar ser bom. E olha onde vim parar.

Ferrado.

Do lado de fora.

Sem amigos.

Sem família.

Um Zé-ninguém.

"Hmm". Eu cruzei meus braços. "Agora, por que isso parece suspeito?"

"O que, que ele seria bom para mim?" Sua cabeça levantou.

"Não. Que ele peça desculpa a alguém." Eu estava sendo um idiota, mas ela tinha que ver que isso era estranho.

Um homem como Nixon nunca pediu desculpas a ninguém. Droga, ele mesmo não se desculpou comigo, e importava muito mais do que ela. Um Alfero.

"Ninguém"? Suas narinas alargaram. "Pelo menos hoje quando eu for almoçar, eu vou estar sentado com os Eleitos. Onde você estará?"

A dor cortou meu peito no seu depoimento sincero. "Não preocupe sua cabecinha sobre onde vou estar..., mas é bom saber de que lado você está. Faz o que eu tenho que fazer muito mais fácil."

Iria arruiná-la.

Com prazer.

Porque no final, ela não pertence às nossas vidas. Ele iria ver isto, eventualmente, e então eu seria aceito de volta ao redil onde eu pertencia, o único lugar que eu já tinha pertencido.

Era culpa dela que eu tinha sido expulso.

Ela era uma Alfero, ela era a inimiga, e Nixon precisava ver isso. Meu estômago apertou. Não queria magoá-la. Deus sabe que eu tinha feito o meu quinhão de aterrador do sexo feminino, mas tudo que eu sentia era raiva quando eu olhava para ela. Tudo o que vi foi raiva. Ela era apenas mais um objeto, uma outra fêmea tentando exercer poder sobre mim.

Como as mulheres que meu pai tinha escolhido para mim.

Como as mulheres que eu tinha estuprado na esperança de que ele finalmente iria me aprovar.

Ela era igual a elas.

Uma Jezebel.

Mal.

Corrupta.

Minha visão turva com ódio. Eu sorri, oferecendo-lhe uma saudação e caminhei em outra direção, apertando meus punhos para impedir de socar uma parede.

Ela tinha de pagar.

Todos pagam.


CAPÍTULO 35


LIGAÇÕES MISTERIOSAS


Nixon


O almoço não foi uma agradável experiência. A cadeira do Phoenix pode ter sido também um sinal de um assento ejetor para cada maldito par de olhos na sala. Tracey continuou dando uma olhada, enquanto Chase me deu severos olhares por debaixo do seu capuz, e Tex e Mo só pareciam tristes.

Então, novamente, eu estava triste. Eu só não queria admitir isso.

O que Phoenix tinha feito foi errado, sim, mas ele ainda era Phoenix. Nós tínhamos sido melhores amigos desde o primeiro ano. Eu odiava que uma menina tinha sido a única coisa a nos separar, quase tanto quanto eu odiava que a mesma garota estava vindo entre mim e Chase.

Como diabos eu ia parar com isso?

Eu fiz uma nota mental para enviar-lhe uma mensagem. Pelo menos poderia dar-lhe alguns trabalhos por fora enquanto eu decidia o que fazer. Um dos sócios estava agindo... fora, e ele estava mais perto de Phoenix do que qualquer um de nós. Se eu pudesse jogar a Phoenix um osso, talvez ele soltaria a coisa toda de Tracey. Talvez ele ajude seu pai a cooperar.

Droga, havia um monte de "talvez" lá dentro.

O celular de Tracey tocou, quebrando o silêncio.

Ela olhou para baixo para a tela e sorriu.

"Vovô". Ela murmurou para Mo então se levantou e em seguida caminhou ao redor da mesa para privacidade.

Chase e Tex ambos balançaram a cabeça. Sim, era estranho pensar em Frank ficando mole... mesmo se fosse sua neta.

"Tudo bem". Ela suspirou no telefone. "Você está bem? Aconteceu alguma coisa? São as vacas?"

"Vacas"? Chase murmurou para mim.

Eu balancei minha cabeça.

"Sério"? Tex riu. "As vacas. Você pode imaginar Frank com vacas?"

"Shh!" Mo o acertou no peito e mostrou um sorriso para Tracey.

Tracey só continuou falando como se todos nós não fazíamos ideia de quem era do outro lado. Hah, engraçado, considerando que ele tinha apontado uma arma na minha cara não fazia muito tempo.

"Seguro de vida? Isto não deveria ter sido tratado há algum tempo?", ela perguntou.

Meus ouvidos imediatamente animaram-se.

Mais silêncio e, em seguida, "Vovô, você tem certeza você está bem? Você nunca vai para a cidade e não há algumas seguradoras em Cheyenne?"

Merda em uma vara. Ele estava aqui para ficar.

Tracey coçou a cabeça dela. "Claro, sim —"

Ela finalizou a chamada e olhou para o telefone.

Eu suspirei, levantei da minha cadeira e caminhei atrás dela. "Tudo bem?"

"Vovô está agindo estranho," ela murmurou, ainda olhando para o telefone nas mãos dela.

Tentei não ficar tenso, mas era quase impossível. "O que ele disse?"

"Algo sobre seguro de vida da vovó e outras coisas. Eu não sei. Ele não deveria ter resolvido isso há meses?" As sobrancelhas dela franziram juntos.

Eu ofereci um encolher de ombros. Seguros eram umas desculpas, não foi uma ruim. "Quem sabe, Tracey? Às vezes demora um pouco para obter o atestado de óbito e outras coisas. Nunca se sabe."

Ela assentiu com a cabeça. "Ele é, hum, está voando para Chicago amanhã."

"Quando?" Meu maxilar contraiu. O bastardo já estava aqui, mas não importa.

"Eu não sei. Ele disse que me veria às sete."

"Merda," eu resmunguei. Isso não nos dá muito tempo. Não me deu um monte de tempo com ela. Tempo que precisava para explicar as coisas, antes de tudo fosse para o inferno. Tempo de lhe dizer como me sinto... Tempo... Eu odiava essa palavra. As sobrancelhas de Tracey franziram em confusão. "Hein? Por que isso é ruim? Ele é meu avô. Ele é —"

"Eu sei. Eu só... " Meu sorriso foi forçado.

"Eu tinha planos. Eu queria levá-la para um encontro." Eu praticamente podia sentir os olhos do Chase, fazendo um buraco através de mim. O dedo nas minhas costas.

Tracey sorriu. "Bem, você pode sair comigo esta noite."

"Você me convidou para sair?" Eu sorri.

"Uhh..." Sua boca caiu aberta.

"Inteligente e também bonito. O que é que eu vou fazer com você?" Cheguei para o rosto dela e rolei meu polegar em seu lábio inferior. "Bem, Tracey. Eu vou sair com você. Que tal seis hoje à noite? Parece bom?"

"Não, não, não é bom, espere —"

Eu saí para o meu lugar, antes que ela pudesse mudar de ideia.

Tex riu.

"Desculpe", disse Chase, depois de Tracey chegou a sua cadeira. "Nixon pode ser um pouco..."

"Um monte". Ela assentiu com a cabeça. "Ele pode ser muito. Na maioria das vezes."

Chase jogou sua cabeça volta e riu. "Sim, sim, ele pode."

Monroe jogou um guardanapo para a cara dele, ou pelo menos tentou. "Ei, cuidado. Ele pode ser o diabo, mas ele é meu irmão."

"Estou aqui", disse em voz alta e irritado.

Chase me ignorou. "Então, ele é meu primo, o que me dá direitos familiares."

"O quê"? Voz do Tracey gritou.

Chocado, eu só olhei para ela enquanto Chase encolheu os ombros. "Eu pensei que você sabia".

"Como, através da leitura da mente"? Ela jogou as mãos no ar. "Inacreditável. Vocês estão todos relacionados?"

"Oh Deus, espero que não." Tex piscou para Monroe.

Eu o chutei debaixo da mesa.

"Nixon disse que você conheceu meu pai." Chase, bebeu um gole de água.

"Anthony"? Ela piscou algumas vezes, como se tentasse colocar dois e dois juntos.

Ela inclinou-se, perto o suficiente para beijar o filho da mãe, e percebi que ele estava gostando demais.

Chase limpou a garganta. "Uh, você poderia não olhar assim? Eu não sou tão acostumado a isto como Nixon costumava."

"O que quer dizer que você não é acostumado com isso?" Ela manipulou.

Chase deu de ombros. "Simples, eu não sou o prostituto do grupo. Mulheres não babam tanto em mim quando ele está por perto. Quero dizer, vamos lá. Olhe para ele. Ele é um problema com um P maiúsculo."

Eu rolei meus olhos. Bem, eu era o prostituto? Posso receber mais olhares, mas tinha tudo a ver com o fato de que nenhuma das meninas poderia reivindicar ter dormido comigo, enquanto pelo menos um terço delas tinham dormido com Chase — duas vezes. "Se você não fosse meu primo acharia que está dando em cima de mim."

"Se eu não fosse seu primo, talvez." Chase piscou e mandou-me um beijo.

"E longe demais." Tracey jogou as mãos para o ar e cobriu o rosto. Sua inocência nunca deixou de me entreter. "Você é o problema embora. Hmm ... "

"O quê"? Eu sorri, encontrando o olhar dela. "Diga-me."

Ela mordeu o lábio, algo que eu poderia dizer que ela fazia muitas vezes quando ela estava nervosa e não queria responder a minha pergunta direta. "Não, não, não é..."

A mesa caiu em silêncio.

"Conte-nos." Tex, começou a bater palmas e cantar. Idiota.

Tracey riu. "Tudo bem, é só, Nixon me lembra aquela música da Taylor Swift, Trouble? Vocês ouviram isso?" Ela riu, quando todos nós balançamos a cabeça em uníssono. "Sim, bem, se eu não soubesse melhor, eu acharia que Nixon tinha saído com ela, a largado, e ela tinha escrito uma canção sobre ele."

Ela continuou rindo.

O resto de nós parou, incluindo Mo.

Você poderia ter ouvido um alfinete cair no refeitório.

Os olhos do Tracey alargaram. "Cala a boca. De maneira nenhuma! Você namorou Taylor Swift?"

Inferno não. A última coisa que eu precisava era desse tipo de publicidade. Eu ri e apontei para Chase, que, por sua vez, abriu a boca para dizer algo e então apontou para Tex.

Tex virou e apontou para a cadeira vazia do Phoenix. "Merda. Eu não tenho ninguém para culpar."

"O que? Todos namoraram ela?" Ela cruzou os braços.

"O que acontece com os Eleitos fica com Eleitos". Chase levantou a mão para um highfive.

"Isto não é Las Vegas." Tracey nos olhou com desconfiança.

"Drogas, gangues, sexo, dinheiro e armas? Você tem certeza disso?”, pisquei o olho.

O sino da torre do relógio soou. Trace, lentamente, levantou-se e começou a fazer seu caminho em direção à porta.

Pulei do meu assento e a e segui. "Onde você acha que vai?"

"Aula?” Sua voz guinchou.

"Hmm..." Eu apertei meus braços ao redor de seu corpo, descansando meu queixo na cabeça dela. Tudo que eu queria era o toque dela, um lembrete de que eu não era louco por querer ela. Talvez fosse apenas masoquista. Porque eu sabia que isso não acabaria bem, e iria acabar. Eu tinha certeza disso.

"Que tal você matar?"

"Eu não posso simplesmente matar aula!" Ela sussurrou atrás de mim.

Eu girei o corpo tempo suficiente para torcer em torno dela para me encarar, meus dedos dançando ao longo de seu queixo. "Mas meio que quer, não é?"

"Não." Ela olhou para seus sapatos. Porra, eu odiava - odiava - que eu ainda a fazia desconfortável.

"Tudo bem." Eu suspirei e recuei. "Mas não se esqueça desta noite. Não finja doença ou diga que você tem lição de casa, ok?" Senão eu serei forçado a derrubar sua porta e levá-la por cima do meu ombro.

Ela ainda estava olhando para o chão, quando ela ofereceu um pequeno sorriso e acenou.

"Ok, temos que ir." Eu pisei em torno dela e caminhei a pouca distância até a porta. No minuto em que ela passou, eu dei um tapa na bunda dela. Era muito tentador.

Ela soltou um gritinho, e comecei a rir. Sim, eu poderia viver cada dia com uma mulher que era tão inocente.

"Você vai machucá-la, você sabe." A voz de Chase tão próxima me fez colidir com a parede.

"Não se desloque sobre mim. É estranho. Assustador também."

Chase bufou e se moveu para ficar ao meu lado, seus olhos treinados em Tracey enquanto ela caminhava pelo corredor. "Deixe-a ir agora ... antes da merda bater no ventilador."

"Deixe-a ir," eu repeti. "Então você pode precipitar-se?"

"Bem, para ser justo..." ele deu de ombros. "Eu esperaria pelo menos vinte e quatro horas."

"Como bem planejadas."

"Sim, bem..." Chase não escondeu o seu sorriso sem vergonha. “... Isso é o que as mulheres dizem.”

"Fique longe".

"Faça-me".

“Meninas...” Tex andou entre nós. "...Desde quando nós já lutamos por uma garota? A mesma garota que tem sido o nosso maior inimigo? Esta é uma merda estranha, e se você dois não descobrirem isso, então estamos todos ferrados. Então dobrem suas calcinhas de volta e atirem o seu sutiã para o fogo. Eu não quero ter que enterrar dois dos meus melhores amigos só porque eles não veem a bala destinada para seus corações, na hora Frank descobrir que sua preciosa neta não apenas está flertando com o inimigo ... mas dormindo com ele."

"Eu não estou -"

Tex levantou a mão. "Mas você vai, não vai?"

Chase rosnou.

"Vá para a aula:" Eu lati. "E fique fora da minha vida amorosa."

“ Ah, então agora é amor?" Chase se moveu para mim. Nós ficamos peito a peito. "Você não pode mesmo deixar a menina tocar em você sem pestanejar, e é amor? Sério?"

"Uau, é como se bastasse eu ter feito um discurso muito épico." Tex xingou e empurrou ambos a distância. "Temos maior merda de lidar."

"Ele está certo." Eu suspirei.

"Claro que estou." Tex revirou os olhos. "A voz da razão. Nunca pensei que determinado título poderia juntar-se ao meu nome, mas eu meio que gosto disso."

Chase e eu compartilhamos um olhar de irritação, mas não com o outro, com Tex, porque ele estava certo, maldito, e pela primeira vez era Chase e eu... que não estavam pensando com a lógica.

Mas outra coisa muito mais perigosa.

Emoção.


CAPÍTULO 36


AH, OLHA, TEX ESTAVA CERTO. MERDA, ATENDER AOS FÃS


Nixon


"Pronta?" Eu estendi minha mão para Tracey. Ela estava linda em um vestido preto curto. Meus olhos foram para baixo. E as botas do Chase. Bem, era como se ele estivesse em um encontro com a gente. Fantástico. Filho da puta. Eu ia queimar aquelas botas um dia.

O dia inteiro tinha passado assustadoramente lento que eu pensei que o tempo tinha parado, na verdade só para me atormentar. Assim, eu tinha chegado ao dormitório de Tracey quinze minutos mais cedo, apenas para me encontrar verificando meu relógio e, em seguida, tocando no vidro, pensando que não estava funcionando.

Eu não tinha tido um encontro desde...

Bem, honestamente, eu nunca tive um encontro, não que eu ia dizer isso a Tracey. Realmente, não havia lugar para namorar em minha vida. Havia espaço para encontros de uma noite, promessas nunca feitas, segredos nunca compartilhados, mas eu nunca tinha tido um relacionamento honesto-a-Deus, que é porque provavelmente eu estava pronto para começar a andar na frente do meu carro.

Quando ela finalmente apareceu, eu quase amaldiçoei e engoli minha língua inteira. Como pode uma menina tão linda não saber disso?

Tracey pegou minha mão. "Sim".

"Ainda me odeia?" Eu perguntei uma vez que nós estávamos em segurança no Range Rover à prova de balas.

"Ainda não vai me dizer quem você é?" Ouço a resposta sarcástica, me fazendo querer encostar e beijá-la sem sentido.

"E lá vamos nós!" Eu ri para encobrir minha insana necessidade de mergulhar minha língua em sua boca. "Então, você deve ter notado que esta noite, não temos segurança."

Ela assentiu com a cabeça e inclinou a cabeça em minha direção, torcendo as mãos no colo, como se ela estivesse pensando que eu fosse morder.

Talvez eu fosse.

"Por quê?"

"Além do fato de que eu estou armado?" Eu disse em um raro momento de honestidade.

Ela ficou em silêncio.

Bom trabalho, Nixon. Assustar a merda da garota que você quer levar a um encontro. Boa jogada. Cinco minutos, e ela provavelmente estará a procura de uma saída para saltar do veículo em movimento.

"Relaxe”. Eu puxei pelo portão de segurança aberta. "Foi uma piada."

"Então você não está armado?" Ela engoliu.

"Tecnicamente, não", eu disse lentamente.

"Certo". Ela virou o ar condicionado e fechou os olhos. "Para onde vamos? Eu acho que é seguro, desde que não vamos ter que nos preocupar com segurança?"

"Absolutamente".

"Legal".

"Quer saber onde?" Não consegui puxar de volta o sorriso que tinha forçado seu caminho no meu rosto.

Ela soltou uma risadinha. "Você quer me contar, não é?"

"Tão ruim". Eu me inclinei sob volante e lutei contra a vontade de rir como uma criança. Eu estava animado — mais do que animado que ela tinha dito sim — e eu tinha planejado o melhor encontro da história de encontros, armas incluídas.

"Me surpreenda".

"Eu fico muito excitado quando se trata de surpresas," eu resmunguei. Provavelmente porque eu tive uma infância de merda e a primeira e única vez meu pai disse surpresa para mim foi quando ele abriu a caixa que ele usou para prender-me dentro, só para me atirar meu ursinho de pelúcia para que eu parasse de chorar. "Ok, eu vou tentar, mas você não pode falar comigo, senão eu vou falar e estragar tudo, ok?"

"Não falar com você? O que você quer que eu faça?"

Eu senti o calor do meu sangue quando olhei para cima e pra baixo. "Eu tenho algumas ideias de outras coisas que você poderia fazer com sua boca."

"E eu tenho certeza que se eu procurar bastante, poderia encontrar uma arma e atirar nas suas partes masculinas, então diga isso de novo. Atreva-se."

Engoli em seco muito excitado para formar palavras, apenas imaginando ela apontando uma arma para mim tinha-me pronto para deixá-la nua. Como doente era isso? "Silêncio, é o que será."

"Isso foi o que eu pensei."

"Droga." Eu balancei a cabeça. "Bem jogado."

"Eu sei." Ela sorriu e me deu outro olhar com o canto do olho. Era como se ela não quisesse que eu soubesse que ela estava olhando. Eu quase flexionei meus bíceps, mas decidi contra isso.

Um silencio pesado caiu sobre o carro, entre ela olhando para o meu rosto e eu tentando não olhar para as pernas naquela saia curta, eu estava pronto para perder minha mente.

"Quase lá." Perdendo a batalha, eu estiquei o braço e coloquei a mão sobre sua coxa. Ela estava vestida com meias-calça, então eu não podia sentir sua pele, mas porra eu sentia o calor contra a minha palma. Tocá-la me enviou na borda. Já era o melhor encontro da minha vida, e nós ainda não tínhamos feito nada ainda.

Ela soltou um pequeno suspiro.

"Ok?" Eu puxei para baixo na familiar estrada de terra. "Feche os olhos."

Ela olhou ao redor de nós, em seguida, os fechou. "Vai me matar?"

"Não." Eu soltei uma gargalhada. Por favor. Como se eu fosse matá-la na minha própria propriedade. Isso seria apenas preguiçoso da minha parte.

Ela pareceu relaxar.

"Eu não trouxe o meu silenciador." Eu só acabei de dizer isso, não é? O cara teria rido suas bundas. Tracey? Nem tanto. Ela endureceu sob o meu toque e tentou se afastar, mas eu segurei sua preciosa vida.

"Tracey, acalme-se. Isto é suposto ser divertido, lembra-se?"

"Sim," ela disse sem fôlego.

Eu desliguei o carro e fiz meu caminho para a porta, cuidadosamente desafivelando o cinto de segurança antes de levantá-la em meus braços.

Ela suspirou, a respiração fazendo cócegas meu pescoço, e naquele momento, a vida parou. As coisas eram perfeitas.

A vida era como deveria ser.

A garota que eu tinha jurado proteger quando eu era um menino estava finalmente em meus braços como um homem.

Eu não queria deixá-la ir, mas sabia que precisava. Eu simplesmente não podia segurá-la o encontro inteiro — tanto quanto eu queria.

Finalmente, eu a coloquei em seus pés. "Abra os olhos."

"Aquelas são —"

"Vacas". Eu ri, olhando para o pasto grande. "Sim, vacas ao vivo e a cores. Ouvi dizer que elas fazem múu de vez em quando. E isto..." Eu apontei para trás. "... É nosso piquenique sob as estrelas."

"Com as vacas", acrescentou ela, sua voz cheia de maravilha.

"Com as vacas. Embora eu ouvi que algumas cabras vivem aqui também. Não quero deixar de fora qualquer criatura de fazenda e correr o risco de ofendê-las."

"Certo". Seu lábio inferior tremia.

Suspirando eu a puxei em meus braços e a segurei. Eu beijei sua cabeça duas vezes, querendo uma terceira, quarta, quinta, sexta, sétima — inferno, momento honesto? Eu queria todos eles. Cada. Um. Único.

"Eu sei que você perdeu. Sei que você perdeu seu avô." Ainda me irrita pensar que ela havia sido jogada aos lobos — literalmente. “... Mas, estar no Elite é o seu lugar." Comigo, sempre comigo. "Por mais que você perca tudo isso. Você está em casa. Bem aqui." Nos meus braços. Como isso deveria ter sido há muito tempo. Eu estaria ferrado se alguma vez a deixasse ir.

"Fome"? Eu soltei.

"Faminta." Ela andou até a parte de trás do Range Rover. "Não, você fica sentada bem aí." Eu abri o porta-malas, a peguei e a sentei na borda assim seus pés pendiam para fora. "Lá agora. Fique parada enquanto eu preparo tudo isto."

Eu puxei os cobertores na parte de trás e comecei a colocá-los uns sobre os outros. A grama estava semi molhada da chuva da noite anterior. Quatro cobertores mais tarde e eu estava confiante que a umidade não iria vazar. Peguei os recipientes de lasanha e espaguete e os coloquei sobre o cobertor junto com os pratos de papel.

Quando tudo parecia bom, acendi uma vela do cilindro, a coloquei dentro da lanterna e a estabeleci no meio do piquenique.

Eu olhei de relance para Tracey e estendi minha mão. "Seu jantar a aguarda."

Ela pulou da parte de trás do SUV e agarrou minha mão e, em seguida, tomou um assento sobre o cobertor.

"Obrigada".

Nós nos sentamos em silêncio enquanto eu derramei um copo de cidra espumante e entreguei a ela.

Desde que eu nunca tinha estado em encontro, não tinha certeza se iria ofendê-la enchendo o prato dela tanto quanto o meu. Então, novamente, ela era italiana, mesmo que ela não soubesse uma coisa sobre os italianos? Nós comemos. Comemos muito. Comida cura a alma e tudo mais. Então enchi de comida o seu prato e entreguei-o para ela, esperando que eu não levasse um tapa por supor que ela comesse seu peso corporal em massa.

Com uma risadinha, pegou o prato e esfaqueou o garfo na comida ainda quente. Ela trouxe aos seus lábios e deixou sair o gemido mais sexy da humanidade.

"Merda". O garfo caiu da minha mão e caiu sobre a lasanha, fazendo-a escorrer sobre o cobertor. "Desculpe, é só..." Olhei para fora e tomei um longo gole da sidra, desejando como o diabo que tivesse álcool. "Ah, garfo escorregadio e tudo."

"Certo, por causa da chuva." Ela revirou os olhos e arrancou um pedaço de espaguete. O que eu não faria para ser esse maldito garfo. Ela piscou e soltou outro gemido perfeitamente cronometrado. Assim como eu tomei outro gole de cidra.

Eu comecei a engasgar até a morte.

"Você está bem?" Ela se inclinou e acariciou minhas costas e seu maldito vestido me mostrando algo preto, algo que precisava ser removido imediatamente.

Eu assenti com a cabeça e peguei minha cidra. Eu bebi metade antes de colocá-la de volta no cobertor. "Sim..." Minha voz parecia que tinha acabado de fumar dois maços. “... Eu só... engasguei. "

"Certo". Seus olhos estreitaram maliciosamente.

Minha cara ficou quente por toda a parte.

Ótimo, então agora eu corei? Eu era aquele cara?

"Quem fez a comida?", ela perguntou depois de algumas mordidas mais.

"Eu fiz".

Rindo, ela me empurrou com sua mão livre e deu outra mordida.

"Você não acredita em mim?" Eu perguntei, um pouco insultado. "Você acha que eu mentiria sobre algo tão importante como a comida?"

Ela deixou cair o garfo e levantou as mãos no ar em sinal de rendição simulada. "Desculpe, Nixon. Sim, eu acredito em você, e se você já está cansado de correr com sua pequena gangue, você pode se tornar um chef de renome mundial."

"Minha pequena gangue," eu repeti. Lembranças da minha infância voltou para a vanguarda da minha mente. "Você soa como Ma."

"Como?" Tracey dobrou suas pernas por baixo dela.

"Ela costumava nos chamar de caras da sua pequena gangue." Empurrei um pouco de comida ao redor do meu prato, perdendo o apetite, quando uma visão de seus olhos sem vida passou diante de mim. "Não mais."

Tracey apontou para a comida. "Será que ela te ensinou a cozinhar?"

"Oh sim, meu pai odiava." Inclinei para um dos meus lados e sorri. "Eu passei todos os meus primeiros anos na cozinha, segurando na saia da minha mãe e testando toda a sua comida. Ela cozinhava muito."

Os olhos do Tracey alargaram antes que ela olhasse para fora no pasto, o rosto dela ilegível.

"O quê"? Nixon pediu.

"Nada". Ela deu uma sacudida de cabeça. "Ou, bem... É só — Eu não me lembro muito de quando eu era pequena. Vovô disse que tudo foi muito traumatizante com a morte dos meus pais e tudo, mas eu me lembro de estar em uma cozinha com esse rapaz e entrar em uma guerra de comida."

Eu ri porque eu tinha sido o menino, e ela tinha me chamado de idiota. "O que aconteceu?"

"Acho que ele ficou bravo porque o cozinheiro me deixou provar de massa de biscoito primeiro. Enfim, tudo o que lembro é que ele jogou massa de pão em mim e eu joguei de volta para ele. Nós lutamos, e acho que ele tropeçou e bateu do lado de sua cabeça em cima do balcão. Tenho certeza que deixou uma cicatriz."

"Uau, você era uma criança terrível." Eu balancei a cabeça, feliz que ela tinha lembrado parte da história, mesmo se ela não tivesse se lembrado de mim. Foi uma boa memória. "Estou impressionado".

Eu deslizei o mais próximo dela possível sem que eu fosse assustá-la.

Quando ela olhou para cima, ela sacudiu e em seguida agarrou minha mão.

"Lembra alguma coisa sobre seus pais?" Eu perguntei baixinho, cutucando, esperando, desejando.

Seria tão mais fácil se ela realmente soubesse a verdade ou descobrisse por conta própria. O que aconteceria se eu dissesse a ela? Ela teria um surto psicótico? Acreditaria em mim? E por que eu tenho de ser o único a dizer a ela? Droga Frank. "Ou você prefere não falar sobre isso?"

"Eu realmente não sei como me sinto sobre isso." Ela deu de ombros, abraçando seus braços ao corpo dela, então vindo ficar mais perto de mim. "Quero dizer, as memórias são tão dispersas."

"Como um filme que não se lembra?" Perguntei, pensando sobre o meu próprio passado traumático. Algumas das imagens eram assim, imagens que pareciam falsas, só que eu estava nelas.

"Algo assim. Vejo pedaços..."

"Diga-me uma...” Eu me inclinei e beijei a bochecha dela. "... se não se importa."

"Tudo bem, hum... Eu me lembro de coisas sendo barulhentas, quando eu era pequena. Sempre tínhamos visitas, montes e montes de pessoas. Lembro-me a coisa de massa... e uma mulher muito bonita."

Puta merda. Era isto. Vamos Tracey, monte o quebra-cabeça. "Eu gosto de mulheres bonitas."

"Muito engraçado". Ela apertou minha mão. "Não sei por que eu sempre me lembro dela. Eu sei que não era minha mãe, porque eu vi fotos e lembro um pouco o seu rosto."

"Como essa mulher bonita parecia, hein?" Mudei minha mão com a dela e comecei a massagear o pescoço dela. Todo o meu corpo estava tenso com frustração para acabar a história por ela, para preencher as partes que eram necessárias para escrever nosso final.

Ela apertou os dentes. "Ela... ela tinha olhos muito azuis. Como o seu."

Minha mão parou de se mover com antecipação, percorreu meu corpo.

"E ela tinha uma risada muito bonita. Parecia..."

"Sinos de igreja," terminei, incapaz de me parar.

Ela se afastou. "O quê"?

Merda. Deixei cair a minha cabeça. Muito breve. Eu sabia que era cedo demais. "Eu leio mentes. Por que, o que você ia dizer?"

Os olhos do Tracey perfuraram através de mim, tornando a culpa ainda pior. Porque eu sabia as respostas para suas perguntas, mas fui incapaz de dar-lhes a ela. É melhor ela não saber, do que eu dizer a ela e colocar sua vida em perigo. Já era o maior tempo que ela passou comigo.

Eu levantei e estendi minha mão. "Dança comigo".

"Em frente as vacas?", sua voz guinchou.

"Sim." Eu olhei de relance entre ela e as vacas. "Não acho que elas vão se importar. Por que, que tipo de dança você estava pensando em fazer? Estava esperando constranger as vacas e levá-las a mugir?"

Estreitando os olhos, ela me deu um tapa na mão e depois levantou.

"Vamos lá". Eu puxei o corpo dela contra o meu, então não havia nenhum espaço entre nós. Eu não poderia usar palavras com ela. Afinal, palavras nunca eram seguras, e elas eram facilmente torcidas.

Mas, mostrar a ela? Eu poderia fazer isso. Mesmo que isso significasse que eu tinha que ficar em silêncio o resto da minha existência, eu mostraria a ela por meio das minhas ações.

Isso para mim?

Ela era tudo.


CAPÍTULO 37


POLICIAIS E VACAS. OBA, UMA ORGIA. OU NÃO.


Nixon


"Nixon." Tracey afastou-se, seus olhos castanhos escuros com medo, inseguros. Eu era um especialista em ler as pessoas, e ela parecia assustada, borrada de medo. "Você está me enganando?"

Não esperava ela dizer isso. Chocado, eu agarrei seus ombros, necessitando segurar algo para que ela não fugisse de mim, fugisse de nós. "O quê"?

"Enganando-me." Ela olhou para baixo para aquelas malditas botas. "Quer dizer, você está fazendo tudo isso para que você possa simplesmente — não sei — me jogar aos lobos mais tarde?"

"Você não confia muito facilmente, não é?" Eu perguntei, quase estremecendo porque, sério, ela não confiava facilmente. Eu basicamente a ameacei nos primeiros cinco segundos depois de conhecê-la. Eu não confiaria em mim e a parte doente? Ela realmente não deveria confiar em mim. Não se realmente ela soubesse quem ela era. A verdade? Se ela soubesse a história da sua própria família, ela iria estar apontando uma arma para minha cabeça, não me abraçando.

Ela balançou a cabeça.

"Eu não culpo você." Eu suspirei e puxei ela de volta para os meus braços onde eu poderia mantê-la perto, mantê-la segura. "E não, eu não estou te enganando. Eu lhe falei antes. Eu quero proteger você. No início, eras apenas mais uma garota nova que eu precisava mostrar as regras, mas agora..."

"Agora?" Ela repetiu em voz esperançosa.

"Agora você é a garota que... Muge?" Ofereci com uma risada.

Ela se contorceu nos meus braços.

"Você é..." Eu parei a nossa dança e olhei para as profundezas escuras dos olhos dela. "Você é linda. De certa forma, procurei toda a minha vida por você."

Verdade. Procurei a minha vida por esta menina, que pensava que estava morta. Meu coração nunca se sentiu tão quebrado e ainda tão completo ao mesmo tempo.

"Uau, calma com as linhas de filme piegas." Ela riu.

Não me juntei porque isto era real. Meus sentimentos por ela eram reais. Mais do que ela poderia saber.

"Estou falando sério," eu sussurrei. "Eu só gostaria que rele —"

Esmaguei a minha boca contra a dela, para não dizer alguma coisa que eu sabia que ia me fazer querer atirar em mim. Com um rosnado, eu a peguei e enrolei as pernas dela no meu corpo então a deitei no cobertor.

Eu pairava sobre ela, não tem certeza se devo beijá-la mais ou tentar me conter.

Com uma maldição, eu comecei a me afastar, mas nesse momento, Tracey estendeu a mão e envolveu suas mãos no meu pescoço, trazendo sua boca contra a minha.

Com um suspiro, eu inclinei minha testa contra a dela.

O que diabos eu estava fazendo?

Sério.

E eu me importo?

Meus dentes rasparam seu lábio inferior, enquanto passava meus dedos pelo seu cabelo castanho sedoso. "Não tem ideia...” Eu soprei através de seus lábios molhados e mudei minhas mãos para o pescoço, trazendo-a mais perto. “... Como eu quero."

A respiração dela pegou quando eu quebrei minha boca na dela novamente, degustando cada parte dela e desejando mais. Eu esperava que ela entrasse em pânico; em vez disso, ela aprofundou o beijo.

E eu estava ficando perdido em uma confusão da minha própria autoria. Uma bela bagunça com uma garota que amava vacas e tinha os mais belos olhos castanhos que eu tive prazer de ver.

Minha língua pressionou contra a dela, emaranhamento, acenando-lhe para mergulhar mais profundo no vazio em que eu estava perdido.

Trace correspondeu cada beijo meu, cada movimento meu, como se tivéssemos sido feitos um para o outro.

Suas mãos se moviam para a fivela dos meus jeans. Ela me puxou para mais perto dela, até que não havia nada além de atrito. Meu jeans contra suas calças justas - as únicas coisas que nos separavam, e elas com certeza não iam me parar agora. Droga, mas Tex tinha razão. Ela ia estar dormindo com o inimigo, e eu nem sequer me sentiria culpado. Porque, pela primeira vez em sempre, eu sentia - ela me fez sentir - tudo. Eu não tinha medo do toque.

Eu ansiava por ele como uma droga.

Então, quando os calores de suas coxas queimaram através do meu jeans, eu segurei pelo resto de vida, beijando-a com mais força, movendo minhas mãos para que eu pudesse agarrar seus quadris. Eu estabeleci-me entre suas coxas, deixando escapar um gemido quando ela apertou em volta do meu corpo.

Eu amaldiçoei quando ela quase mordeu meu lábio inferior com sua agressividade. Quando sua língua encontrou o meu piercing, eu quase morri no local, em seguida, nos virei de modo que ela estava montando meu corpo. A gravidade a levou a cair contra mim de forma tão erótica que eu juro que vi preto.

Eu a levantei e ela de triturou contra mim.


Os lábios de Tracey nos meus, acariciou mais suave desta vez.

Eu sabia que estávamos em uma encruzilhada. Ir mais além - ou encerrar a noite. Meu corpo disse para ir mais além. Todo o resto dizia que eu precisava levar as coisas devagar...

Mas eu tinha esperado por ela por muito tempo.

E ela queria tanto quanto eu.

Eu empurrei minha consciência, pelo menos o que sobrou e olhei para ela, precisando que ela dissesse não, só assim eu iria conseguir parar.

Ao invés de dizer não, sua boca se curvou em um sorriso, e ela levantou os braços.

Merda.

Olhei para o vestido quase transparente e o sutiã Lamego preto por baixo, fazendo uma nota mental para agradecer a minha gêmea maligna por ter ajudado na escolha dessa roupa, e tirei a jaqueta do seu corpo. Por um minuto, fiquei só olhando.

Por que?

Porque eu podia.

Porque ela era minha, porra.

Eu fechei os olhos e sussurrei, "Sempre foi suposto ser assim. Sempre".

"Como o quê?", ela perguntou.

"Como isso." Meus dedos roçaram seus seios e desceu através de seus quadris, até que finalmente se estabeleceu na parte inferior das costas. "Assim," eu repeti quando minha mão tocou seu rosto e traçou o contorno de seus lábios com os meus dedos. "E assim ..." Minha mão se moveu de seus lábios contra o peito. Seu coração estava acelerado.

"Eu —" engoli uma maldição, tentei novamente. "— eu tenho que te beijar. Eu tenho que ter você — toda você." Eu não tinha certeza se ela entendeu o que eu estava falando, o que eu estava exigindo dela. Não só seu corpo, mas sua alma, tudo dela. Não há volta. Eu teria que morrer para desistir dela.

Os olhos encapuzados, e com um aceno de cabeça, ela entendeu a mão para mim.

Eu puxei ela para baixo sobre o cobertor e beijei o pescoço dela. Ela arqueou contra mim, seu corpo pronto para a tomada.

Uma sirene soou ao longe.

Eu o ignorei. Malditos policiais. Qual o uso de tê-los no seu bolso se eles incomodavam o inferno fora de você quando você estava tentando beijar?

"Fique", eu resmunguei quando Tracey ficou tensa abaixo de mim. "Eles não vão nos ver."

"Ok". Ela gentilmente empurrou minha cabeça para trás e beijou meu pescoço.

Porra, eu soltei um rosnado e ri quando a puxei com mais força contra meu corpo. As coxas dela apertaram na minha cintura. Minhas mãos se mudaram para o vestido dela, lentamente, avançando, então eu podia tirá-lo do seu corpo.

As sirenes chegaram mais perto. E então eu ouvi a porta do carro bater.

Minhas mãos congelaram enquanto os passos se aproximavam de nós.

"Merda." Revirei os olhos e empurrei Tracey longe, como eu estava. Ou aquele policial estava indo para obter uma bala em seu corpo, ou eu estava indo para ter uma conversa longa e agradável com o chefe de polícia - armas incluídas.

Eu puxei o Tracey para seus pés. Seu vestido caiu contra as pernas dela, assim que o policial virou o canto, com a lanterna apontada para minha cara.

"Isto aqui é propriedade privada", a polícia afirmou em uma voz autorizada. Aparentemente, ele não me reconheceu. Lamento por ele.

"Eu sei", respondi friamente.

"Então o que diabos estão fazendo aqui?"

Joguei minha cabeça para trás e ri. Crianças? Uau, era como se ele estivesse implorando para eu chamar seu superior e o despedir.

"Eu conheço o dono," eu disse, meu sorriso ainda no lugar. "Tenho certeza de que ele não se importa."

"Não se importa?", repetiu o policial. "Filho, você tem alguma ideia quem diabos é proprietário disto? Garanto que ele vai se importar! Na verdade, se ele descobrir que vocês estão aqui essa hora da noite, ainda não posso te proteger do filho de uma —"

A lanterna caiu sobre meu rosto e ficou lá. Ah, então agora ele percebeu.

Eu olhava e coloquei uma mão na frente dos meus olhos e ri. "Vá em frente, aquele filho de uma... o que?"

"Uh... arma. Filho de uma arma. Desculpe, Sr. Abandonato, eu não sabia..."

"Está tudo bem." Coloquei minhas mãos em meus bolsos de jeans. "Você não percebeu. Certo?"

"E o número do meu distintivo —"

Que merda, é a última coisa que eu precisava. Para Tracey realmente saber que a polícia trabalhava para mim, não para a cidade. "Isso não será necessário. Não vou denunciá-lo. Você apenas estava fazendo seu trabalho. Embora seja uma pena, que tinha que ser neste momento."

Os olhos do policial cintilaram para Tracey, quando ele ergueu a lanterna na cara dela. "Que pena, senhor."

Ela revirou os olhos e se aproximou de mim.

"Então..." Ele, desajeitadamente, acenou com a cabeça. “... Só tomarei meu caminho. Cumprimente seu velho por mim, está bem? Ainda tendo problemas com ele —?"

"Obrigado". Eu apertei a mão do policial e o conduzi de volta para o carro-patrulha. "Tenha uma boa-noite."

Ele assentiu com a cabeça, rosto pálido ainda dentro de seu carro, desta vez com as sirenes fora.

Eu me virei e sorri. "Bem, isso não saiu como planejado."

"Oh realmente?" Tracey cruzou os braços. "E como era suposto ir?"

Eu estalei meu dedo. Ela tropeçou em meus braços, nossas bocas se encontraram, e minha língua lambeu o seu lábio inferior. "Hmm..." Minhas mãos escavaram no meu cabelo. "...como isto..." Sorri quando ela soltou um pequeno gemido. "...E um pouco assim..." Eu descia minhas mãos para a bunda dela e ela levantou contra mim. "...E muito parecido com isso." Minha língua rodou a boca dela, dançando contra a umidade.

Meu celular começou a zumbir no meu bolso.

O pior momento.

O pessoal sabia que não podia para me chamar agora, o que significava que era ruim, ruim o suficiente para que eles tomassem o risco de interromper a melhor noite da minha vida.

"Merda, eu hum..." Olhei no meu celular. Era Chase. "Eu tenho que atender. Espere."

"Lembra-se do fã que falamos? E merda bater no ventilador?" Chase riu dentro da célula. "Fim de jogo."

"O quê"? Eu lati.

"Você planeja reunião com Frank esta noite? Porque fiquei sabendo que dois dos seus carros armados estão a caminho para o seu divertido piquenique."

"Não. Isso é impossível. Não até amanhã." Eu acalmei minha voz. "Tracey disse que ia encontrar com ele amanhã. Parecia que ele estava ocupado esta noite e —"

"Ocupado te espionando." Chase suspirou. "Só volte ao campus. Pode não ser nada, mas —"

"Sim, mas." Eu suspirei e amaldiçoei o telefone, depois passei para italiano.

"Você acha que ele iria machucá-la?"

"Você acha que ele não vai?", Chase rebateu.

"Bloqueie. Nós estaremos aí em cinco minutos. Certifique-se de que tenha segurança no portão e Chase?"

"Sim, abóbora?"

"Você estava certo".

"Sobre"?

"Eu ser um perigo para ela."

"É bem... Estando certo não me sinto tão quente agora. Fique seguro."

"Ficaremos".


CAPÍTULO 38


VOCÊ QUER QUE EU FAÇA O QUE?!


Nixon


"Nós temos que ir, " eu lati.

"O que diabos? Sem, por favor desta vez?" Tracey esmiuçando, ociosamente, pegando seu casaco no chão.

"Não desta vez." Eu larguei tudo no cobertor e rapidamente coloquei na parte de trás. "É mais uma ordem, como, entra no carro antes que eu faça isso por você."

"O que?" Rosto do Tracey ficou cinzento branco.

Merda.

"Entra. Na. Droga. Do. Carro. Agora"! Eu bati. Minhas mãos começaram a suar quando eu empurrei a porta aberta e entrei.

Merda.

Às vezes, policiais eram tão idiotas. Obrigado, gênio para apenas dizer a todos dentro do bom e velho, a minha localização exata. Realmente sólido, cara. Eu devia lhe enviar um bolo ou algo assim.

Eu tinha duas armas comigo.

Uma espingarda debaixo do assento.

E meu fiel velho Colt 1911 sob meu próprio lugar.

"Merda,” eu resmunguei novamente. Se nos prenderem, se não conseguimos voltar ao campus...

Não era só os Alferos que poderiam estar atrás de nós, mas outros assassinos malditos que querem um sucesso fora de mim, ou um dos membros da minha família. Eu tinha inimigos — muitos deles. E muitos deles me queriam morto. Na maioria das vezes que eu tinha proteção comigo, então isso foi sobre se carregar mais interessante.

Eu coloquei o SUV na unidade e acelerei em direção do campus.

Tracey olhou pela janela, em silêncio, provavelmente confusa, chateada. Cheguei do outro lado do console e agarrei a mão dela.

"Ei..." Eu apertei e mantive uma voz calma. “... Peço desculpas...", peguei a mão dela e bati no volante. Porque alguma coisa não podia ser normal? Eu queria ser um cara normal para ela. Levá-la num encontro normal. Ter uma sessão de amassos normal, onde as visões de armas e sangue não passavam pela minha cabeça. "Droga, desculpe, só que entrei em pânico. Mas precisávamos sair de lá." Sim, isto não era vago como o inferno.

"Mas é sua propriedade," ela argumentou em voz trêmula.

"O que o policial não teve nenhum problema, explicando para os outros amiguinhos que estavam patrulhando esta noite." Amiguinhos que trabalhavam para outras famílias, que realizavam tarefas para os meus inimigos, e que nãi iriam parar em nada para atirar em mim, se eu estivesse sozinho.

"Tanto faz", Tracey resmungou, mordendo o lábio e cruzando os braços. "Nem sei por que isso importa. Por que você se importaria? Não é como se eles iam vir, ver e curtir também!"

O seu corar era fodidamente adorável.

Comecei a rir. "Não estou preocupado com eles, Trace". Não me importo se eu estou nu na frente de estranhos — enquanto ela estivesse em meus braços. Sério, não tinha vergonha nenhuma. Eu era um chefe da máfia. Vergonha não era uma emoção que eu praticava.

"Não entendo".

"Proteção", disse honestamente. "Eu prometi protegê-la, certo?"

Ela finalmente olhou para mim e acenou com a cabeça.

"Então confie em mim. O que estou fazendo agora? Isto sou eu fazendo o possível para protegê-la. Ok?"

"Gritar comigo e me dar ordens é me proteger?"

Bem, quando ela coloca assim, eu parecia um velho rabugento.

"Eu disse..." Eu pego a ponta do meu nariz. “... Eu disse que lamentava. Você está certa. Não devia ter sido tão rude, mas precisávamos sair de lá, tipo rápido."

Ela estava em silêncio de novo.

Irritado, apertei o volante com as duas mãos e finalmente comecei a ver algumas das luzes da cidade.

Bom, sem rabos — ainda.

Eu virei à esquina e então olhei no espelho retrovisor novamente.

Bem, dane-se tudo para o inferno.

Tracey mudou-se em seu assento para olhar. Estava com ela de volta contra o assento com o meu braço. "Não olhe".

"Nixon", seu lábio inferior tremia. "O que você não está me dizendo?"

Oh você sabe... quase tudo.

Eu levei uma dura direita, tentando perder o rabo. "Nada que você precise saber... ainda."

Inferno. Eles ainda estavam nos seguindo.

"Hum, Nixon. Nixon... o carro atrás de nós? Eles têm armas. Nixon, eles têm armas."

Não me diga. Eles também tiveram algumas armas semiautomáticas, mas para citar cada pedaço de munição eles tinham só que parecer inúteis.

"Merda". Fui pegar minha arma. "Tracey, preciso que você se abaixe. Você pode fazer isso? Apenas incline-se para baixo em seu lugar. Tudo bem, querida?" Estava começando a suar. Ela inclinou-se para baixo em seu assento quando peguei outro jeito e então apontei a arma para fora da janela e comecei a atirar.

O cara atrás de mim atirou diretamente para minha mão, errando e batendo a janela, graças a Deus.

Eu trouxe meu braço de volta e roubei um relance à minha direita. "Tracey, você está bem? Fale comigo, Tracey," eu disse com uma voz suave e calculada. Não tinha medo por mim — mas por ela.

"Eu estou fantástica," ela disse com os dentes cerrados. O SUV bateu numa lombada, e ela soltou um grito.

O carro atrás de nós estava tentava me expulsar da estrada.

"Eles estão tentando nos matar?", ela gritou.

Sim. "Possivelmente. Acho que só querem ver com quem estou e por que eu iria tanto para escondê-la." Porque ela era tudo — a chave para a minha salvação. A chave para minha alma.

Eles não estavam tocando nela. Eu morreria antes de deixar que algo acontecesse com ela.

Minha mente estava indo a 100 milhas por minuto. Nós não estávamos muito longe do campus. Poderia vir um tiroteio. Eu perderia. Era só eu. Os caras não chegariam a tempo, o que significava que eu teria que puxar em um terreno aberto e dizer-lhes para executar enquanto mantinha-os.

Cinco minutos, talvez seis.

E eu estaria morto.

Ela teria que fazer bom tempo. Eu esperava que ela fosse uma corredora, se chegasse a isso — é a única coisa que iria mantê-la viva.

O carro atrás de mim desviou. Eles devem ter tido um idiota dirigindo. Eu sorri em triunfo.

"Por que está sorrindo?" a voz do Tracey estava à beira da histeria.

Meu sorriso cresceu. Uma milha para a escola. "Porque estamos quase no campus. Eles sabem que estamos no nosso caminho e nem no inferno aqueles caras vêm dentro de 100 pés do lugar. Estamos quase lá, querida." Talvez só consigamos através de afinal.

O carro sacudiu novamente. Meu pobre Range Rover ia ser riscado para o inferno.

Tracei soltou outro grito.

Eu gostei.

Tipo, se nós estávamos em uma situação totalmente diferente, e ela estivesse gritando — saberia porque estava fazendo-a gritar, eu poderia vir a gostar realmente desse som que sai da sua boca.

"Oh meu Deus. Oh meu Deus!" Seus olhos espremidos fechados, e então ela gritou. "Eu vou morrer virgem!"

"O quê"? Eu rugi. Puta merda. Ela era virgem? Eu tinha imaginado, mas ouvi-la dizer isso em voz alta? Eu deveria ter ficado horrorizado — em vez disso eu estava me divertindo, satisfeito como o inferno, me sentindo um pouco arrogante que ela seria minha. Ninguém mais iria tocá-la na primeira vez. Ela não queria morrer virgem? Diabos, eu ajudaria com isso. Inscreva-me.

"Eu vou morrer virgem!" Ela repetiu, a voz dela subindo cada vez mais alta. "Eu vou morrer sem nunca ter ido ao exterior! Eu nunca estive nua na frente de um homem antes."

Mudei desconfortavelmente no meu lugar.

"Oh meu Deus! Nunca vou ter filhos! E eu quero ter filhos! E se—"

"Tracey", eu interrompi.

"Nixon"! Ela me deu um tapa no braço. "Você tem que me prometer que, se sobrevivermos — e que é um gigante, se, considerando que estamos literalmente presos entre duas máquinas de morte — você tem que tirar a minha virgindade. Faça isso!"

"Trace, não acho que este é o momento de —"

"Prometa"!

"Tracey —"

"Prometa-me, porra!"

Nunca na minha vida fiz uma promessa tão rápida — zero, foi um voto idiota. Eu levaria a virgindade dela, e quando eu terminasse, eu ia levá-la para o exterior. Então eu ia possuí-la repetidamente até que ela esquecesse tudo sobre armas e perseguições de carro.

"Merda, merda, merda!" Ela cobriu o rosto e começou a balançar para frente e para trás.

Eu puxei o carro até a segurança e dei ao guarda um rápido resumo do que aconteceu, enquanto o rosto do Tracey ficou cerca de trinta diferentes tons de vermelho.

Ela ficou em silêncio todo o caminho pelo campus.

Com um suspiro me divertindo, eu puxei as mãos longe do rosto dela. Ela segurou a mesma com o aperto mortal mais bonito.

"Tracey," eu sussurrei, meus lábios perto dela que quase poderia saboreá-la, "você está bem?"

Ela choramingou e então estremeceu. "Não, não estou bem! Podíamos ter morrido! Quem eram essas pessoas? Por que eles tinham armas? É assim o tempo todo, quando estiver fora e em público? O que é isso, Nixon! Preciso de respostas.

E ela tinha que mudar de assunto. "Assim como voluntário". Minhas sobrancelhas dispararam na diversão.

"Volte".

Comecei a rir no seu olhar confuso. "Sim".

"Sim, o que?"

"Minha resposta". Pisquei o olho. "Diga a hora e o lugar. Eu vou estar lá." Com sinos a passar. "Seria uma honra." Ela não sabia quão sério eu estava. Então ela nunca esteve com um homem antes?

Nunca deixou olhar a perfeição dela nua? Bom. Porque nenhum homem nunca iria vê-la — nenhum homem além de mim. "Quer dizer, eu adoraria ser o cara a entrar em território desconhecido e...."

"Cale-se! Cale-se!" Ela cobriu o rosto novamente e gemeu. "Oh meu inferno, estou tão envergonhada."

Uma pena, porque eu estava tão transformado, que eu não conseguia pensar em linha reta.

"Ei", toquei-lhe. "Foi uma verdadeira união de experiência lá atrás." Eu gentilmente puxei cada dedo do rosto dela e beijei o interior de seu pulso. "E não se preocupe, nós vamos esperar até que esteja pronta..."

Ou até eu morrer de querer. Eu posso morrer primeiro...

"Você vai esperar um tempo." Isso é o que eu temia.

"Não é como se você já não fizesse," eu provoquei.

Seus olhos estreitaram quando ela soltou um pequeno suspiro. Eu aproveitei a oportunidade com entusiasmo, esmagando minha boca contra a dela com toda a agressão que tinha acumulado nos últimos quinze minutos.

Usei os meus lábios para convencê-la que era eu — eu era dela. Foi um castigo. Inferno. Ficando apenas em beijá-la, em vez de levá-la ali? Só poderia ser descrito como o inferno.

Cheguei ao redor de seu corpo, puxando perto do meu, tão perto quanto mais perto que o console entre nós permitia. Seria tão fácil para levantá-la em meus braços, para atirá-la no banco de trás, para convencê-la que isto era o que ela queria — mesmo sabendo que não era o que merecia. Meu corpo gritava de frustração enquanto rodava com a minha língua.

O gosto dela era o meu paraíso.

"Agora é muito bom..." Ela me surpreendeu dizendo quando ela puxou meu cabelo com as mãos.

Sim.

Tirei ela, lentamente. Eu era um chefe da máfia. O caminho certo? Moral? Sim, não no meu vocabulário.

Eu ia acabar com ela para qualquer outra pessoa.

E então meu pior pesadelo se tornou realidade.

Em primeiro lugar a batida estava distante, e em seguida tornou-se mais alto. Eu puxei para trás e olhei Frank Alfero para baixo.

Seus olhos se estreitaram.

Ele abriu seu casaco e apontou a arma dele.

E eu sabia que naquele momento, qualquer fantasia que eu tinha criado para mim e Tracey, qualquer futuro que poderia ter acumulado — estava prestes a vir cair aos meus pés.

Engraçado, sempre pensei que morreria antes de eu experimentar o desgosto.

E lá estava eu... vinte e um anos de idade e sentindo como se o meu coração só tinha sido arrancado do meu peito. Ele iria levá-la de mim.

E desta vez — eu não sobreviveria.


CAPÍTULO 39


oS CHEFÕES


CHASE


Eu enviei a Nixon um texto, avisando-o que Frank estava esperando do lado de fora os dormitórios. Claramente ele estava ocupado, se o vapor ocupando o para-brisa dianteiro era qualquer indicador.

"Aposto que ele leva um tiro na bunda," Tex chegou perto de mim.

Estávamos cerca de quinze pés longe nos arbustos. Não precisávamos de binóculos e estávamos perto o suficiente para ouvir palavras ou tiros — se chegasse a isso.

Frank bateu na janela.

Tex começou a rir.

A porta se abriu.

Tracey saiu, o rosto com prazer. Eu agarrei a minha arma tão apertada em minhas mãos que podia jurar que quase a parti ao meio.

"Para baixo, rapaz. Ela não é sua até que ela já não é dele mais, entendeu?" Tex sussurrou, e me deu umas cotoveladas nas costelas.

"Não, mas obrigado pelo papo."

Tex resmungou.

Tracey desajeitadamente pisou nos braços duros do seu avô. "Ei, vovô, você chegou cedo."

Ele retornou ao seu abraço, seus olhos colados ao Nixon. "Você".

"Ah, merda."

Eu apontei minha arma para Frank e esperei.

Tex piscou-me um sorriso. "É melhor do que assistir a um filme. Olha, Nixon nem treme. Droga, eu iria estar tremendo. Frank é assustador quando ele está chateado. Já notou que aquela veia estranha dele viaja para baixo do seu rosto? Juro, é como sua própria entidade."

Eu atirei um olhar e foquei no escopo.

"Eu", Nixon disse numa voz fria. "É um prazer finalmente conhecê-lo, Sr. Rooks."

"Eu não sei seu nome." Frank cruzou os braços, recusando a mão de Nixon.

"Agora isto é rude," Tex suspirava. "Se recusar a apertar a mão do chefe? Frank sabe as regras."

"Sim, mas Tracey não," argumentei, olhando-os pela mira. "E Frank parece menos mafioso — e mais assassino — avô agora."

"É mesmo? Eu podia jurar que já sabia." Nixon se moveu até que ele estava quase no peito a peito com Frank. Quando Tracey tentou separa-los, os dois chegaram para ela ao mesmo tempo, delicadamente, persuadindo-a do caminho. Foi um jogo de homem.

"Estou velho". Frank deu uma risada oca. "Diga-me novamente. Qual o seu nome, filho?"

A mandíbula de Nixon flexionou. Eu poderia dizer que ele estava a dois segundos de esmurrar o cara na rosto. "Nixon Abandonato. Mas a maioria das pessoas aqui me chamam de senhor."

"Você é muito jovem para ser um senhor," ele fervia.

"Que diabos. Sem aperto de mão e agora ele está insultando-o“, Tex murmurou sob sua respiração.

E os Alferos me pergunto por que eles têm armas destinadas às suas cabecinhas preciosas.

"E você é velho demais para estar protegendo sua neta".

"Boa, Nixon." Tex suspirou. "Insultar por insulto — é como ver as crianças discutindo sobre cujo pai é maior."

"Estive protegendo ela toda a minha vida." Frank cutucou Nixon no peito, mas Nixon não se moveu. "E a última vez que verifiquei, eu não recebo ordens de uma mera criança."

Eu exalei. "É estranho ver o rosto de Frank ficar roxo enquanto ele cutuca Nixon?"

"Cutucar o urso, cutucar o urso!" Tex cantava.

"Talvez seja hora de deixar outra pessoa protegê-la", disse Nixon, a voz dele oscilando um pouco.

Se eu não o conhecia tão bem, eu pensaria que ele estava se sentindo culpado porque o que ele tinha jogado uma Tracey inocente nisso.

Ela levantou a mão. "Hum, para informação de vocês, eu estou bem aqui, e não tenho nenhuma ideia porque estão se comportando como idiotas neste momento, mas estou ansiosa para saber. Quero dizer, eu quase morri ali atrás."

As narinas de Frank contraíram. Ele cambaleou para trás e deu um murro em Nixon.

"Haha, clássico." Tex levantou a mão para mais cinco, enquanto mantinha a arma estável na testa de Frank.

Tracey gemeu em suas mãos. "Vovô, ele salvou-me. Ele — "

"Ele..." Frank apontou para Nixon. Sangue estava jorrando do seu nariz. "... é má notícia, Tracey! Não quero que veja esse rapaz mais!"

"Menino"? Eu repeti em minha respiração. "Alfero tem um desejo de morte".

"Não temos todos?" Tex bocejou.

"Não!" Tracey gritou. "Por que está assim? Vovô, tenho saudades tuas. Não vejo você há semanas, e você só socou meu namorado na cara! Você está louco?"

"Ela disse namorado?”, murmurou algo, movendo a luz vermelha para a testa de Nixon ao invés de Frank.

"Calma Tigre", advertiu Tex.

"Namorado"! Frank foi parar o braço para bater em Nixon novamente.

"Fazê-lo. Bata-lhe," eu rosnei.

Tracey pisou entre eles na hora certa. Amaldiçoei-me sob a minha respiração.

Frank caiu de sua mão. "Tracey"?

"Eu gosto dele." Ela inclinou-se de volta para o quadro de Nixon, suspirando quando o maldito colocou seus braços ao redor dela.

Sem essa. Frank o acertou já.

"Ele mesmo bateu num cara que me intimidou. Ele é bom. E eu ia te dizer tudo sobre ele durante o jantar de amanhã. Na verdade, eu ia convidá-lo, mas agora que você o socou no rosto — "

"Tracey". A voz de Nixon era rouca. "Está tudo bem. Você deve gastar algum tempo a sós com seu avô amanhã. Não vá para a aula. Tire um dia de folga. Realmente, é provavelmente o melhor que você faz, considerando todas as coisas. Você teve uma noite difícil."

Ela virou-se em seus braços e olhou para ele.

Nixon estava imóvel, como uma estátua. Merda. Ele estava chateado e tentando afastá-la. Eu sabia que ele iria magoá-la — sabia que isso ia acontecer!

"Por que está fazendo isso? Venha com a gente amanhã. Será — "

"Será melhor se você fizer o que seu avô diz," Nixon terminou e lambeu os lábios manchados.

"... Foi interessante conhecê-lo novamente, Sr. Rooks. Certifique-se de manter um olho para fora nas sombras, amanhã à noite. Eles estão espreitando."

"Inferno". Eu suspirei, afastando a arma. "Pelo menos ele cumpriu o seu dever civil e advertiu Frank sobre o De Langes não cooperando..."

"Ele devia tê-la deixado em paz." Tex, se aproximou “Teria sido mais gentil do que sobre o que está para acontecer."

"Frank não deixará Nixon tê-la."

Eu concordei. “Não".

"Ele também não me deixará ter ela?" Foi mais uma pergunta.

"Você não é o filho do patrão que alega que matou seu filho... então quem sabe o que ele vai deixar você fazer. Mas o meu conselho? Deixe-a, Chase. Só dor de cabeça. É chato querer alguma coisa que você já não pode ter. Pode dizer a si a mesmo, que apenas um sabor é suficiente para satisfazer, mas nunca é.... nunca é, cara." Ele enfiou sua arma volta na calça, seu rosto assombrado.

Eu sabia o que ele estava falando sobre Mo e seu próprio passado. Tex, frequentemente, não deixava as pessoas entrarem, provavelmente porque isso significava ver quão assustador que era o seu legado. A escuridão que nunca desiste.

"De qualquer forma..." Tex encolheu os ombros. “... Nixon vai querer conhecer."

Nixon pulou em seu SUV só quando Frank puxou o Tracey um abraço. As coisas estavam prestes a ficar muito ruins. Minha barriga despencou quando Tracey limpou uma lágrima do olho dela e fez o seu caminho para os dormitórios.

Posso não ter causado essa lágrima.

Mas ainda era minha culpa por associação.

Guardei o escopo e a arma.

"Vamos". Tex me deu um tapa nas costas.

Caminhamos em silêncio até a espera do Mercedes.

 


Como esperado, Nixon estava nos esperando na casa dele.

"Ah, Rocky, uma briga?" Tex esmiuçava enquanto Nixon limpava o sangue do seu queixo e nos jogou fora.

"Diga-me que vocês estavam lá para cobrir pelo menos a minha bunda".

"Chase estava cobrindo". Tex apontou para mim.

"Ah". Nixon encontrou meu olhar. "E você estava cobrindo a mim ou Frank?"

"Depende". Eu zombei. "Você a fez chorar e levá-la para chamar você de seu namorado, tudo dentro do intervalo de cinco minutos?"

"Seja uma cadela mais tarde." Nixon revirou os olhos e estremeceu quando ele limpou debaixo de seu nariz. "Temos merdas a resolver ".

"Minha coisa favorita." Tex puxou uma cadeira. "Merda de vadear."

Nixon colocou a arma sobre a mesa e se recostou na cadeira dele. "Ele vai dizer a ela."

"Quê?" Eu brincava com o copo de vinho que Tex tinha definido na minha frente e esperava o líquido a seguir.

"Ele quer um encontro." Nixon jogou o pano sangrento sobre a mesa e levantou sua taça para Tex.

"Pelo menos, isso é o que dizia o bilhete que ele empurrou no meu bolso, depois que ele me bateu na cara."

"Está bom demais." Disse-lhe com um sorriso. "Acho que você vai precisar de pontos?"

"O bilhete"? Tex estendeu a mão.

Nixon deslizou-o sobre a mesa.

Tex pegou enquanto eu me servi de um copo de vinho e espereiu.

"Bem, isso parece um bom momento." Ele entregou-me a nota.

Ele não falava muito, apenas uma hora e local. "Nós necessitaremos de nossos homens para vir com a gente." Eu defini a nota para baixo e tomei um grande gole de vinho. "Muitos deles, apenas no caso."

"Sim". Nixon lambeu os lábios e olhou para o copo dele.

"Eu vou fazer a chamada... vocês devem ir para a cama, na verdade." Seus olhos encontraram o meu.

Droga.

"Você deseja executar uma patrulha mais por —"

"Sim, sim". Acenei-lhe fora. "Eu vou beber o resto deste vinho, em seguida, dirigir sobre o campus e olhar para a janela da sua namorada. Mate-me agora."

"Não corra em quaisquer esquilos, luz do sol." Tex riu-se.

Eu balancei minha cabeça e me levantei. "Você sabe, você não deveria me deixar olhar a vitrine. Só me faz querer expor o cartão de crédito, Nixon."

"Para fora, veja se eu não corto o seu fígado."

"Acha que ele ficou mais gráfico com a idade, Chase? Quaisquer pensamentos? Comentário adicionado?"

"Não", eu peguei minha arma. "Acho que chega por esta noite."

Nixon olhou em minha direção. Eu não o culpo. Eu estava sendo um idiota. Ele estava me pedindo para fazer o meu trabalho, o trabalho que sempre fiz.

Exceto agora? Agora era pessoal.

Por causa dela.

Por causa dele.

Por causa de tudo.


CAPÍTULO 40


TEXTOS DE MEIA-NOITE


Nixon


Eu olhava para o teto do meu quarto. Tudo ia descer amanhã. Tracey finalmente saberia a verdade.

Que eu era um assassino.

E o avô não estava atrás de mim.

Por um lado, queria que ela soubesse tanto que doía. Por outro lado? Ela saber, significava que ela possivelmente me odiaria, e eu poderia ter que afastá-la, o que significava eu me magoando.

Droga, não sei para que lado estava acima ou para baixo.

Meu alerta de texto tocou.

Tracey, minha Bella: Você vai me dizer o que aconteceu esta noite?

Oh você sabe dois chefes da máfia, indo para lá, coisas normais.

Eu: Claro! Você me ofereceu o seu corpo, posso pegá-lo.

Tracey, minha Bella: Você é um idiota, e não é isso o que eu estou falando.

Eu: Eu sou um idiota? Isso é não o que estava dizendo quando estávamos nos beijando. Quer que eu vá aí?

Era uma má ideia, estar com ela, passar tempo com ela. Mas que diabos? Eu tinha vindo desenvolver a ter más ideias desde que eu soube que ela existia. O que era mais uma noite antes que ela conhecesse o verdadeiro que estava coberto de sangue e morte?

Tracey, minha Bella: Traga pipoca

Quando que eu fui para o dormitório de Tracey, com petiscos na mão, Chase estava lá fora esperando, fazendo o trabalho que eu tinha lhe dito para fazer. Ele olhou para mim e franziu o cenho.

"Você tem que estar brincando comigo."

"Skittles"? Ofereci, segurando o saco cheio de mantimentos.

"Pelo menos me leve com você." Ele franziu de novo. "Eu fiz essa verificação do perímetro maldito mais de uma hora, e estou morrendo de fome." Ele passou nos Skittles enquanto eu puxava o saco fora.

"Bem". Eu ofereci-lhe um sorriso tenso. "Pense nisso como uma oferta de paz. Você vem curtir com a gente. Mantenha suas mãos longe dela, e eu vou deixar você ter um doce."

"Wow, obrigado pai. Você está olhando para fora."

"Não quero que tenha cárie".

"Sou uma cadela doce. Isso acontece."

Duas garotas caminharam por nós assim que as palavras deixaram a boca do Chase. Uma tropeçou, de um lado para o outro e quase desmaiou na parede.

"Acha que você poderia diminuir o encanto"?

Chase revirou os olhos e apertou os botões para o elevador. Ambos fomos para ele. "Nervoso pode funcionar na sua garota?"

"Inferno nenhum."

"Mentira. Eu sangro charme."

"Ah, é isso o que dizem?"

"Sim, a sério. Eu atiro, eu torturo, eu mato e no final, elas ainda me amam. O que posso fazer?"

Ele deu de ombros e ofereceu um sorriso alegre que me deu vontade de bater-lhe na cara.

"Quais filmes você trouxe?" Chase perguntou enquanto caminhávamos.

"Ugh", cocei minha cabeça. "Peguei coisas do esconderijo do Tex". Eu estendi os filmes.

Chase leu os títulos em voz alta. "O padrinho? Realmente? Scarface... Tommy Boy..." Ele xingou, continuei lendo através deles. "Você a levou para ver as vacas para seu primeiro encontro e o que? Para seu segundo você deseja se certificar de que você nunca mais vai fazer sexo?"

Estendi as mãos para os filmes.

"Bem, bem, bem." O elevador parou quando Chase assaltou o filme. "O que temos aqui? Parece que o Tex é um romântico."

"Vou acreditar quando eu não ver as pessoas se borrarem, enquanto ele a tortura com aquele pequeno kit dele."

"O Notebook." Chase suspirou. "Isto obtém tipos definidos."

"Eu pensei que você não queria transar."

"Daí eu entregando-lhe o filme, idiota."

Empurrei-o contra a parede, quando abriu as portas do elevador.

Ele riu-se e encolheu os ombros dos meus braços.

Fizemos o nosso caminho no corredor, rápido demais para as tietes não aparecerem fora de suas portas em antecipação e dar-lhes a hora do dia. Eu peguei meu cartão de acesso contra o quarto das meninas e empurrei a porta aberta.

"Você tem cartões de acesso para cada quarto ou algo assim?" Trace abaixou seu eReader e pulou da cama dela.

"É claro". Pisquei o olho.

Ela revirou os olhos. "Não vejo a pipoca?"

"Sobre isso." Cocei a cabeça. "Chase estava entediado então..."

"A festa é aqui!" Chase, gritou da porta, carregado com as compras que eu tinha trazido. "Sai daí, Nixon. É hora de pequenas, e eu tenho a mercadoria."

"Ele está bêbado?" Ela cruzou os braços e inclinou-se para examinar os olhos dele.

"Não", dissemos em uníssono.

"Eu estou o meu estado normal demais. Já tive dois Red Bulls, tão mal para o volume. Droga, eu estava entediado. Você salvou minha vida." Chase piscou e definiu as compras na mesa compartilhada no dormitório. Tracey encarou-o um pouco demais para o meu conforto. Fechei a porta a fim de fazê-la parar de olhar seu traseiro.

"Então..." Tracey desempacotou as compras. "... que filme vocês trouxeram?"

Chase riu. "Bem, engraçado você perguntar isso."

"Chase", adverti, sabendo muito bem o que ele iria derramar.

"Nixon aqui estava fazendo beicinho sobre seu encontro arruinado, e eu pensei comigo, Wow, o que faria se sentir melhor? O que iria inspirar-lhe para ser mais romântico?... digo, vacas, homem? Realmente?"

"Foi romântico," Tracey me defendeu, andando em linha reta em meus braços.

Meu sorriso pode ter sido um pouco arrogante.

"As vacas. Vacas são românticas?" Chase balançou a cabeça. "Eu acho que não. E na minha opinião, ou da minha querida mãe, Nicholas Sparks é uma merda. Portanto, vamos ver.... os tambores, por favor."

Tracey e eu só olhávamos enquanto Chase voltou as mãos contra a mesa. "O Notebook"!

"Atire em mim agora." Amaldiçoei-me sob a minha respiração.

Tracey sorriu. "Ei, é um bom filme."

Chase tirou sarro de mim. "Diga, cara. Dizê-lo."

"Dizer o quê?" Tracey de pedido.

"V-vampiro?" Adivinhei, levando a uma cena de Twilight. Se isso combinado com O Notebook não tê-la em meus braços ao nascer do sol, nada seria. Eu imobilizei Chase e amaldiçoei. "Bem, você estava certo escolhendo Nicholas Sparks. Muito bom trabalho. Pena que você não pode usar qualquer um dos romance quando encontrar sua própria garota."

Chase foi embora e deu de ombros. "Já encontrei minha garota."

Meus olhos se estreitaram. Longe demais. Ele sempre estava empurrando longe demais e com muita frequência, droga. Chase caminhou para Tracey e pôs o braço à volta dela. "Você vê. Tenho isso funcionado perfeitamente. O minuto que você estragar — e vamos ser honestos, você é como uma bomba de tempo — eu estou pulando para isto para matar. "

"Romântico". Trace tirou o braço do Chase fora de seu ombro e se afastou.

Dei-lhe um brilho gelado. "Não nesta vida, cara."

"Nunca se sabe," Chase disparou de volta.

Eu estava pronto para dar um soco em sua direção.

Peito do Chase soltou.

Puta merda, nós realmente íamos jogar abaixo no seu dormitório? Ao lado do Notebook?

"Ok, testosterona demais!" Tracey pisou entre nós. "Vamos ver o filme, tudo bem?"

Chase pulou fora da sua intimidação e sorriu. "Claro, deixe-me pegar as fichas e mergulhe para fora. Ah sim e pipoca. Eu também tenho um pouco de alcaçuz e Skittles."

"Skittles?" Ela repetiu.

"Ele quer que você prove o arco-íris." Eu gemi. "É uma de suas linhas, e, em seguida, ele coloca os Skittles em sua boca e te beija. É uma linha muito cansada que ele não consegue deixar de ir, hein, Chase? "

"Bastardo", Chase, brincou e foi ajeitar nossos petiscos.

Me deitei na cama e estendi minha mão para Tracey.

Ela abraçada ao meu lado. Os olhos dela estavam caídos quando que Chase teve todos os lanches prontos.

"Tudo bem," eu sussurrei no seu ouvido. "Você pode dormir. Sei que foi uma noite difícil."

"Mas..." Os olhos dela não abriram. Ela, no entanto, bocejou. "Nós íamos para falar sobre hoje à noite, e porque você tem armas e... Skittles."

"Skittles"? Eu ri. "O que, está tentando provar o meu arco-íris?"

"Adoro o arco-íris." Ela sorriu.

Com um suspiro, eu coloquei seu cabelo atrás da orelha e sussurrei: "Eu sempre te amei."

"Você também," ela disse de volta.

Eu congelei. Ela percebeu o que tinha acabado de deixar os lábios dela? Eu não tinha certeza se ela fez, porque então ela começou a resmungar sobre Skittles novamente.

Chase estava ocupado configurando o filme para perceber. Então eu me movi e beijei o pescoço dela.

"Estou contente que esteja segura, Trace. Agora durma."

Ela adormeceu antes mesmo de começar a jogar a música.

"Bom trabalho", Chase sussurrou. "Ela preferiu dormir do que ficar com você".

"Ela não ia curtir de qualquer maneira. Você está aqui."

"Incrível. Você está me culpando pela sua incapacidade de ter qualquer tipo de jogo. Boa decisão, Nixon, boa chamada."

"Ugh." Eu estendi minhas mãos. "Isso significa que estamos assistindo The Notebook juntos?"

Chase latiu para fora uma risada. "Acho que sim. Afinal, ela é mais segura com a gente aqui, nós dois, e você sabe disso."

"Sim". Eu engoli a amargura. "Sim".

"Para o que vale..." a voz do Chase vacilou. “.... Eu não faria isso com você."

"O quê"?

"Varrer para matar, encantar as calças dela fora e beijá-la sem permissão... Eu falo muito, você sabe disso e sabe que eu gosto dela... mas eu nunca te trairia só porque uma menina é quente."

"Ela é mais do que quente, Chase."

"Sim". Ele fez um sorriso na boca dele. "Esse é o problema, não é?"

Ambos ficamos silenciosos como a música do filme começou.

"Você chora, e eu digo a Tex." Eu avisei.

Chase me mostrou o dedo. "Seja o que for, tenho lacrimais de aço."

E isso é como passamos a noite. Chase e eu, assistindo a uma história de amor melosa enquanto eu segurava a menina dos nossos sonhos nos meus braços, sabendo muito bem que ele desejava que ele pudesse mudar as posições, sabendo muito bem que seria melhor para ela se ele fizesse.

Quando o filme acabou, eu defini o alarme do Tracey para ela e segui um Chase com sono para fora da porta.

Tínhamos um grande dia pela frente. Um dia onde eu não tinha certeza de que Tracey olharia para mim com aqueles olhos de confiança novamente.

Fizemos o nosso caminho através do estacionamento escuro.

Chase fez uma pausa e olhou para o dormitório. "Você acha que ela vai ficar chateada?"

"Sim”. Eu resmunguei. "Você não ficaria?"

"Depende". Chase deu de ombros.

"Do quê?"

"Se eu me sentisse que estava sendo usada... como se fosse um jogo."

"Não é assim."

Chase acenou com a cabeça. "Certifique-se que ela saiba disso."


CAPÍTULO 41


E AS PAREDES TOMBARAM... DURO


CHASE


NIXON se manteve verificando suas mensagens de texto como um adolescente maldito. Finalmente, provavelmente, porque eu não me contive minha expressão, ele guardou seu telefone.

"Ela tem medo."

"Pode culpá-la?" Eu resmunguei. "Ela não tem ideia para o que ela está caminhando, nenhuma pista."

"Inferno", Tex se meteu. "Isso é no que ela está se metendo."

"Útil". Eu bati em Tex que continuou a conduzir. Eu nunca tinha estado na propriedade Alfero — isso era tudo Nixon. Sua infância assustadora tinha incluído muitas visitas aqui. Ele disse que eu também tinha vindo, mas para mim, não me lembrava.

Os portões de ferro grande abriram, revelando um tijolo maciço e a mansão branca com uma entrada circular.

Eu puxei o carro, meu coração martelando no meu peito.

"Não podemos voltar agora," Tex sussurrou sob sua respiração.

No minuto em que coloquei o SUV no parque, pelo menos dez homens baralhados fora da porta da frente, armas já miradas em nós. Fantástico. Felizmente, tivemos pelo menos cinco carros nos seguindo com nossos próprios homens. Não seria uma batalha fácil, mas seria um inferno de uma guerra sangrenta.

Nixon amaldiçoou e saiu do carro. "Chame-os. Não estamos aqui para lutar."

O cara no comando adiantou-se. "Frank não quer problemas."

"E ele acha que vamos fazer?" Nixon, rebateu. "Onde está ele?"

O homem acenou com a cabeça para os homens que abaixaram lentamente suas armas. "Ele está trazendo a garota. Devem chegar em poucos minutos."

"Tracey." Dei-lhe um olhar frio. "Ela tem um nome."

O homem estreitou os olhos.

Eu sabia que era difícil para os mais velhos, os que tinham sido no negócio tanto tempo, quase esquecendo como era o mundo real. Eles viram Nixon e nossos braços tatuados, e o que eles assumiram que sem dúvida era uma atitude ruim e assumiram que tivemos nada além de desrespeito aos velhos tempos, quando realmente éramos os únicos a lutar para manter as coisas calmas dentro das famílias.

"Sigam-me". O homem acenou com a cabeça quando todos nós subimos as escadas para a mansão. O revestimento de mármore branco nos cumprimentou. Um lustre pendurado no meio da porta de entrada, e um cara legal com um remendo no seu olho começou a nos bater para baixo, começando por Tex.

O que naturalmente, lhe rendeu um soco no queixo. Ele cambaleou de volta, palavrões em italiano. Tex, grunhiu e levantou os ombros para Nixon. "O que? Ele estava ficando muito amigável."

Nixon revirou os olhos e dirigiu-se ao cara no comando. "Olha, nós temos armas, nossos homens têm armas, você tem armas — não vamos fingir diferente."

"Tudo bem". Ele cerrou os dentes. “Nós vamos nos encontrar na sala da família".

Ele acenou a nós para segui-lo, mas Nixon respondeu, suas botas plantadas contra o mármore como ele tomaria um ato de Deus para movê-lo.

"Você vem?" Eu liguei de volta.

"Não," ele limpou o rosto com as mãos. "É melhor eu esperar aqui por Tracey."

Na verdade, foi a pior ideia que já ouvi em toda minha vida. Um olhar para ele e ela ia pegar o choque da sua vida, tudo isso antes que ele fosse capaz de sequer defender-se.

Bem merda. Com uma maldição... fui para ficar ao lado dele. Posso querer Tracey mais do que tudo, mas eu não ia deixá-lo assumir a culpa por conta própria.

A porta da frente abriu, minha respiração engatou e meu pai entrou. Ele se apresentou todo o homem em seu terno italiano preto, sapatos de couro brilhante e seus óculos escuros. O homem gritava máfia, enquanto Nixon e eu só gritávamos endiabrados.

"Nixon". Anthony assentiu com a cabeça em sua direção, em seguida, virou seu olhar legal para mim. "Filho".

Eu me irritei. Não pude evitar. Eu não tinha razão para odiar meu pai. Ele tinha me protegido por toda a minha vida, me alimentado, me aquecido, mas não havia nenhum amor entre nós, somente competição. Talvez fosse isso. Quando ele olhava para Nixon, ele via mais de um filho do que quando ele olhava para mim. Era um lembrete de que eu, novamente, o segundo melhor, não era tão bom — nunca fui, nunca seria.

Anthony mudou-se para ficar ao nosso lado, assim como a porta da frente abriu num segundo tempo.

Eu ouvi a voz de Frank.

E então Tracey apareceu, seus olhos com medo, a boca dela aberta de espanto.

O olhar dela foi para o teto, e então ele piscou para Nixon, Anthony e, finalmente eu.

Meu estômago apertou em uma bola quando o rosto dela foi de medo à traição absoluta. Eu tinha feito isso. Eu tinha roubado esse sorriso, essa inocência, mas ali, eu tinha levado uma parte dela que eu nunca seria capaz de dar a volta.

"Pronto"? Nixon perguntou, sua voz rouca quando ele olhou Frank acima e para baixo como se ele fosse o Satanás.

"Sim," Frank falou, guiando Tracey para sala de estar, fora de nosso alcance. Não havia nenhuma volta. Absolutamente.

Nixon e eu sentamos no sofá em frente de Tracey. Seu rosto estava pálido, lábios atraídos de volta em uma expressão apertada. Seu caráter normal foi substituído com algo tão devastador que doía olhar diretamente para ela.

Nossos homens dentro circulavam entre nós, armas apontadas nos homens de Frank, enquanto eles mantinham firmemente apontando as armas deles para nós. Era como um filme de máfia horrível e não realista em tudo, mas houve muito ressentimento entre nós, para que a confiança existisse? O respeito saudável entre os chefes? Foi há muito tempo decepado, e destruído por morte desnecessária e sacrifício.

"Você quebrou as regras," disse Frank, inclinando-se volta contra o sofá de couro preto.

Nixon sorriu. "O que? Você acha que eu realmente soube imediatamente?"

"Você cresceu com ela!" Frank gritou.

Uau. Três segundos e ele já estava precisando de controle de raiva.

"Ela tinha seis anos!", Nixon gritou.

"Você pode muito bem ter puxado o gatilho. Seu pai..."

"Está morto". Nixon sorriu. "Frio e sem vida, deitado ao lado da minha mãe."

"O quê"? Tracey gritou. Ah inferno, realmente, Nixon? Ótimo momento, não realmente, épico. "Você disse —"

"Monroe não sabe, Tracey." Os olhos de Nixon suavizaram por um breve segundo. "Ele estava doente há algum tempo. Tinha -"

"Não é da sua conta." Meu pai cuspiu, encarando Tracey como se ela já estivesse infectada além da redenção. Eu nunca tinha visto tanto ódio nos olhos do meu pai, e depois, assim como apareceu, desapareceu, coberto com uma máscara de indiferença.

"Cavalheiros". Eu limpei minha garganta. "Voltando ao motivo da reunião."

Frank arrepiou. "Como eu ia dizendo..." Ele envolveu o braço ao redor de Tracey e apertou. "A pobre moça perdeu os pais aos seis. Isso é velho o suficiente para reconhecer as pessoas. Você deveria saber Nixon."

"Eu te disse no minuto que eu fiz," Nixon defendeu-se. "E não é que eu poderia ter feito alguma coisa!"

"Levou-a para fora da propriedade da escola."

Ah, pelo amor de Deus, claro que sim! O que você queria que ele fizesse?

"Antes de te conhecer." Nixon suspirou pesadamente. "Não sabia mesmo até que eu vi o maldito colar com Alfero sobre ela."

"Então você deveria ter ficado longe."

Foi como jogar pingue-pongue. Nixon diria algo a Frank, e depois Frank, ambos certos em suas próprias maneiras, no entanto, ainda era errado da forma que mais importava, que era segurança de Tracey.

"Cuidado”, meu pai falou. "Você pode ter o direito de chamá-lo para fora, mas ele ainda é o chefe. Já há algum tempo. Então cuidado, velho."

Frank limpou a garganta. "Com licença, Sr. Abandonato." Ele cuspiu as palavras como se fossem o veneno. "Mas no minuto que seu disfarce foi descoberto — no segundo — deveria tê-la trancado em seu quarto."

Nixon ficou ao meu lado, os dedos flexionando contra sua coxa. "Ela é só uma adolescente, Frank. O que queria que eu fizesse? Disfarce de todos? Estragar tudo? E para quê? Precaução? Estamos nisto há quatro anos." Seus olhos caíram no meu pai. "Alguns de nós há mais tempo. Como eu ia saber que iria deixá-la diretamente para o combate? Sua neta? Nós estávamos indo muito bem até que você fez isso conosco!"

"E você ainda não tem as provas!" Frank, gritou.

"Estamos perto!" Nixon disparou de volta. "Só precisamos de mais tempo."

Frank "O tempo não dá a Tracey seus pais de volta," disse suavemente. "O tempo não cura um coração partido, e o tempo não vai resolver o fato de que você com êxito ajudou a expor minha neta inocente ao nosso mundo. Só queria agradar minha esposa moribunda, enquanto ao mesmo tempo permitir que Tracey fosse usada como isca, somente se fosse necessário, e o que você faz? Você a reclama para si próprio! Um Abandonato!"

E lá estava. O elefante na sala. Nixon tinha tomado alguma coisa que não era dele para tomar — sua aliança, sua lealdade, seu amor. Algo que só Frank poderia estar familiarizado com, considerando a história do seu filho e da nora.

"Tudo que posso dizer é que sinto muito. Eu não sabia. Mas preferia que a deixasse desamparada? Admita. Ela teria percebido algo se a trancasse no quarto dela, e honestamente, nós não tínhamos certeza que ela foi exposta até ontem à noite quando quase...", Nixon engoliu. "...Fomos mortos."

"Até que já era quase tarde demais!" Frank, balançou com a cabeça. "Então o que vai fazer agora? Como pretende fazer as pazes?"

"É fácil. Nós vamos deixar as coisas acalmarem, e nós temos que trabalhar mais rápido para nos infiltrarmos na família De Lange."

Fran acenou com a cabeça, claramente gostando dessa resposta. "Ela deve ser protegida."

"Estamos protegendo-a”, disse com os dentes cerrados, olhando para Frank.

"E ela quase morreu," Frank repetiu. "Ontem à noite. Não é verdade? Ou espere, você estava muito ocupado enfiando a língua na garganta da minha neta."

Em um instante Nixon tinha a arma e apontou para o Frank. Porra, e as coisas tinham ido tão bem.

"Falte o respeito com sua neta na frente de meus homens, mais uma vez, e vou acabar com você."

Eu sorri, não pude evitar. Serviu-lhe bem uma lição para não dizer nada de negativo sobre a garota que todos morreríamos para proteger — seu próprio sangue!

Frank fez uma careta. "Eu nunca faria uma coisa dessas. Eu a amo. Eu a escondi muito bem, quinze anos de trabalho perdido por sua culpa!"

Nixon, abaixou sua arma e amaldiçoou. "Não era suposto ela entrar para a escola."

Uma ternura cruzou características de Frank. "A avó foi a culpada. Ela me disse no leito de morte que era hora de Tracey saber a verdade. Eu pensei que eu poderia dar a minha esposa seu último desejo e ao mesmo tempo apaziguar a minha neta. Permitir ela vivesse com o luxo que ela deveria ter crescido. A vida que tinha sido roubada dela. Como eu disse, não achei ela seria reconhecida e percebi que mesmo que ela fosse, poderíamos usá-la para tirar a família de De Lange."

Nixon olhou entre Frank e Tracey. "Usando sua própria neta? Acho que estamos conversados."

"Eu acho." Frank levantou-se do seu lugar. Nixon e Frank abraçaram um ao outro e beijaram cada bochecha antes de dizer "sangue nelle — non fuori" em italiano.

Eu roubei um relance de Tracey. Droga, ela parecia horrível. Seus olhos estavam cheios de lágrimas. Eu queria abraçá-la e nunca deixa-la ir, mas acima de tudo, só queria dizer a ela como eu sentia muito que ela foi apanhada entre o inferno e o inferno, dois pontos, que ela nunca se veria livre.

Eu queria dizer-lhe que eu tinha tentado não amá-la.

Tentei protegê-la.

Tentei afastá-la.

Mas no final, você não pode impedir o destino, você pode apenas colocar em pausa por um tempo.

Eu murmurei: “Sinto muito", para ela e mantive minha cabeça baixa enquanto nós caminhávamos para fora da sala.

"Mais uma coisa," Frank chamou por trás de nós.

Num piscar de olhos, ele sacou sua arma e atirou nos pés de Nixon.

Nixon não se mexeu. Ele apenas olhou para o chão, em seguida, de volta para Frank com fria indiferença.

"Notável". Nixon assentiu com a cabeça como se o velho bastardo não tivesse acabado de disparar um tiro perigosamente perto do dedão.

O seguimos para fora.

Meu pai sussurrou algo para Nixon antes de entrar no seu carro e sair. Eu caminhava para o Range Rover e começou.

Tex estava silencioso.

Nixon estava silencioso.

Fiquei em silêncio.

Sim, foi um dia ruim. Nós todos nos sentimos muito mal, porque éramos todos responsáveis por arruinar a vida de alguém.

Nascendo na máfia, você sabe qual é seu destino. Você sabe o que é esperado de você.

Você vive, você mata, você eventualmente morre com honra. Mas sendo empurrado para isto como Tracey tinha sido? Não há nenhuma chance no inferno que você se acostume com a ideia de que cada dia pode ser seu último.

Cada momento, cada respiração, cada experiência — tirada de você por causa de alguma carne de outra família.

"Merda". Nixon bateu o painel com a mão enquanto eu coloquei meu cinto de segurança.

Nós dirigimos para longe da propriedade, com música dos anos oitenta de música.

"Então," Tex limpou a garganta. "ela está presa agora."

"Ela está no fundo." Nixon sussurrou. "Ela vai nos odiar, todos nós."

"Não é verdade", argumentei. "Ainda podemos resolver isso. Só temos que dar tempo para ela digerir as informações."

"E quanto tempo você acha que vai levar? Hmm?" Nixon cuspiu. "Oh, a propósito, Tracey, seus pais foram assassinados por um psicopata da família De Lange, que fez parecer que foi o meu pai, o amante desprezado no pequeno triângulo que ficou chateado com a felicidade deles. Ou que tal isto? Seus pais morreram por causa da ganância? Por causa de dinheiro? Eles morreram sem motivo, e a culpa é minha.”

“Culpa do meu pai, culpa da minha família, porque se nós não podemos culpar os De Langes, se não tivermos provas até o final do ano, Alfero vai manter a sua promessa."

Engoli o ressecamento na garganta e resmunguei, "Apagar toda a linha de Abandonato".

Nixon amaldiçoou novamente. "É direito dele. Você sabe que é."

"Você só não pode matar um chefe," Tex apontou. "Mesmo se você tem o direito."

"Frank pode." Eu suspirei.

"Frank fará," Nixon concordou.

"Bem, olhe pelo lado bom!" Tex aplaudiu suas mãos duas vezes. "Pelo menos eu vou viver. Eu sou Campisi."

"Tex", nós gememos em uníssono.

"Eu vou me arriscar com o Frank sobre seu pai algum dia," eu sussurrei sob minha respiração.

"Você e eu, ambos," Tex murmurou.

"E agora?" Eu perguntei, esperando que Nixon teria algum tipo de plano de jogo que incluía roubarmos Tracey e a esconder.

"Dirija de volta para campus... Eu vou levar o SUV. Preciso pensar." Nixon estalou os dedos contra o console e suspirou. "Eu preciso descobrir o que vai acontecer."

"Na máfia?" Tex riu no banco de trás. "Sangue, você pode sempre contar com lotes de sangue."


CAPÍTULO 42


DESCULPAS EM ROSA


Nixon


Eu olhei no meu telefone por uns bons dez minutos, depois que os caras me deixaram sozinho com meus pensamentos.

Sentei-me no meu carro com o ar condicionado em plena explosão, apenas deixando o ar frio me bater enquanto eu olhava para o meu telefone, no seu número. Chamá-la, provavelmente, seria um erro. Mandar mensagem para ela? Seria a mesma coisa, não seria? Mas eu não poderia me ajudar. Meus dedos pairavam sobre a tela. Finalmente, eu digitei a única coisa que eu sabia que eu poderia dizer, dada a situação.

Eu: Sinto muito.

Dentro de segundos, ela respondeu.

Tracey, minha Bella: Pode voltar? Precisamos conversar...

Bem, isso foi melhor do que me xingar.

Eu: Claro, me dê um minuto para encontrar um colete à prova de balas. Você percebe que eu quase levei um tiro à última vez que estive nessa casa?

Meu celular tocou enquanto eu estava esperando a resposta dela. Era Tracey.

"Tracey —"

"Por favor, Nixon. Por favor."

A dor perfurou seu caminho através de meu peito, perfurando meu coração com o que parecia um milhão de agulhas.

Eu suspirei longo e duro, terminando meu exalar com uma maldição. "Dê-me uma hora."

"Obrigada".

"Ah e Tracey?"

"Sim?"

"Faça-me um favor. Diga ao teu avô que me convidou, para que não atirem em mim quando me avistarem. Você não quer sangue inocente em suas mãos."

"Você é?", ela sussurrou.

"O quê"? Quase tive medo de que ela estava perguntando, o que eu diria, o que revelaria.

"Inocente"?

"Não". Minha voz tremeu. "Desde o dia que eu nasci, não desde o primeiro dia que meu pai levantou a mão para mim, não desde a primeira vez que vi minha mãe encolhida no canto e definitivamente não desde a primeira vez que você me deixou te beijar. Não, Tracey. Eu sou tudo menos inocente."

A linha ficou completamente silenciosa.

Eu limpei minha garganta. "Ainda quer que eu vá?"

"Sim".

"Nos vemos em breve, Tracey".

Desta vez, dirigindo-me para a casa dela, não era apreensão que me fazia suar, mas a emoção. Ela queria me ver, o que significava que ela não estava tão brava quanto eu pensei que ela estaria. O que diabos Frank tinha lhe contado?

Antes de eu mesmo colocar o carro no estacionamento, alguns homens vieram para fora de casa e esperaram no fundo das escadas. Ótimo, agora era a minha vez de ter um Comitê de boas-vindas.

As coisas com certeza tinham dado uma volta de 180 graus, desde a chegada de Tracey na Elite. Eu tive um flashback repentino de lágrimas, seu sorriso, seu olhar, e seu corpo tremendo quando eu a tocava. Limpei meu rosto em irritação e saí lentamente do carro. Caminhei em direção as escadas, esperando que ela plenamente me rejeitasse, tal como havia me rejeitado no primeiro dia.

"Fazendeira ", eu disse. Linda... eu pensei.

"Safado...” Eu assobiei.

Pura... eu tinha focado em seus olhos castanhos claro, tão puros que doía olhar para ela...

Minhas pernas estavam pesadas, sob o peso da responsabilidade, mas ainda em movimento andando para frente, por causa da esperança.

Existia uma esperança que eu nunca tinha conhecido.

Uma esperança que nunca soube que eu precisava.

Tudo em uma garota que eu tinha pensado que estava morta.

Uma garota por quem eu tinha lutado — toda a minha vida.

Quando a porta abriu, eu a vi, e meu mundo parecia certo, tudo voltou a estar em foco.

Isto não é sobre a máfia; não se tratava de sangue ruim; era sobre ela e o significado que ela tem nesse universo, na minha vida. Eu fiz um voto ali que lutaria até a morte por ela, mesmo que isso significasse, no final, que eu não fosse o vencedor.

Nossos olhos se encontraram, e ofereci a ela um sorriso, um que poderia tranquilizá-la que seu avô louco não vai atirar em mim.

Frank a segurou firme, o olhar dele atirando raios de laser através do meu corpo, colocando-a em fogo.

Tentei não olhar intimidado, e não era como se eu estivesse com medo dele. Eu temia mais o que eu queria fazer, do com o que ele faria comigo.

Nossa conversa no telefone não tinha durado muito tempo. Eu imediatamente liguei para ele depois que Tracey tinha desligado o telefone, não confiando que ela fosse dizer a ele que eu estava chegando e não confiando em mim mesmo para não puxar uma arma para ele, se ele tentasse puxar uma para mim em primeiro lugar.

Eu disse a ele que eu estava vindo, e que se ele tentasse me impedir, eu simplesmente jogaria o meu Range Rover através da porta da frente e acenaria para ele através do meu semiautomático, até que ele me levasse para Tracey e me assegurasse de sua segurança.

Ele tinha rido.

O velho bastardo tinha rido.

E disse em voz baixa, "É claro que você vai visitar... você precisa dizer adeus, afinal de contas."

"Adeus"? Eu repeti.

"Eu estou chamando um favor, Nixon." Sua voz soava cansada, tão tensa que eu senti uma pontada de pena no meu intestino. "Chefe para chefe, a deixe sozinha. Eu não posso perder a minha neta... Eu perdi muito. Faça-me este favor, Nixon, e eu vou ficar para baixo. Basta deixá-la."

Ele podia muito bem-estar me pedindo para cortar meu próprio coração e oferecê-lo para os Alferos como um sacrifício.

Deixá-la sozinha era basicamente a mesma coisa.

Mas eu concordei.

Por que?

Porque ele estava certo.

Eu o odiava por isso.

Mas ele estava certo. Ela merecia uma chance normal. A atenção mais que eu dou para ela, mais escuro eu pinto o alvo em suas costas. Se ela era vista como sendo especial para mim, importante, então meus inimigos iriam fazer de tudo para destruí-la.

E Frank estava certo. Sua família tinha sofrido o bastante.

Mas, então eu também tinha.

Tracey inclinou a cabeça em minha direção. Forcei um outro sorriso, permitindo-me memorizar todos os detalhes do seu rosto a partir da curva de seus lábios com a cadência da sua respiração.

Essas memórias seriam suficientes para satisfazer-me à noite?

Não.

Mas elas tinham que ser. Porque ela estaria a salvo. E eu precisava dela a salvo, a todo o custo.

Eu levantei minhas mãos para o ar quando um dos homens de Frank me revistou. Ele puxou uma das minhas armas na parte de trás das calças, uma faca da minha bota e um conjunto de soqueira do meu bolso. Pensei que os olhos do Tracey iam pular da cabeça dela, eu queria rir, mas sabia que provavelmente só iria prolongar o processo e eu realmente preciso muito daquela menina em meus braços.

Frank a soltou.

E Tracey lançou-se em minha direção. Mal tive tempo suficiente para me preparar antes que o corpo dela se chocasse com o meu.

Isto era o que eu estava desistindo.

Minha cabeça levantou, os olhos lentamente, encontrando o olhar de aço de Frank. Era melhor o bastardo mantê-la segura, ou era a cabeça dele.

Porque isto..., respirei... isso porque eu estava dizendo adeus a ela.

Não aguentava mais...

Nós nos abraçamos, por possivelmente, alguns segundos antes de eu soltar um silvo e a empurrar para longe. Engraçado, como há algumas semanas seu toque quase me destruiu. Agora? Era uma droga que eu ansiava em uma base diária, que eu nunca mais serei capaz de experimentar.

Hah, eu pensei que eu senti dor de verdade antes.

Eu não senti nada.

Tracey pegou minha mão, mas eu a puxei para longe e balancei a cabeça lentamente. Este não era o momento nem o lugar, e tínhamos uma audiência.

O som dos saltos de agulhas batendo no mármore interrompeu a troca de olhares entre eu e o Frank. Uma senhora limpou sua garganta. Uma mulher bonita com cabelos lisos e negros sorriu para Tracey. "O almoço está pronto."

Frank se virou e seguiu-a para outra sala. Eu fiz o mesmo, com Tracey arrastando atrás de mim. Se eu não fui convidado, ele teria que fazer isto ficar conhecido pelo buraco do tamanho de bala na testa.

A sala de jantar tinha aparência medieval, a aparência exatamente como eu me lembrava. Um tempo, a tabela de madeira estava no meio da sala. Papel de parede escura cobriam as paredes, e alguns lustres de bronze pendurados no meio, lançando um brilho sobre as massas frias, e bruschettas que estavam prontos para o consumo.

Eu sempre tive medo dessa sala quando era criança.... Apenas parecia muito escura e muito mal-assombrada. Eu era muito pequeno para saber que fantasmas não existiam, e muito consciente de como a escuridão poderia consumir você de dentro para fora.

Meu copo estava cheio de vinho tinto.

Graças a Deus.

Tracey olhou para ela com os olhos apertados, em seguida, olhou para mim com um olhar de súplica. Esticou a perna. Caramba, mas seu toque me trouxe muito conforto. Não era eu o errado?

Não deveria ser eu a consolá-la? Beijá-la? Dizer-lhe que lamentava?

Foi para trás.

Estupidamente para trás.

Eu era a razão pela qual que ela estava sofrendo, mas ainda assim ela estendeu a mão, que só provava que a garota era incrível, e como indigno eu ficaria sempre.

O almoço foi silencioso. Tão silencioso que eu queria rir do ridículo. Desde quando italianos ficam em silêncio durante a hora da refeição? Tex iria ter engolido sua língua sobre isso.

A mastigação alta foi a nossa trilha sonora, bem, isso e explosões súbitas de Frank de maldição, graças à sua incapacidade de fazer qualquer coisa exceto olhar para cada movimento que Tracey fazia em minha direção.

"Vovô, pode me dar licença?" Tracey pediu educadamente, finalmente quebrando o silêncio tenso.

Ele acenou com a cabeça quando chegou para mim. "Eu preciso falar com você."

Dei uma olhadela para Frank.

Ele limpou a garganta e disse sob sua respiração, "Lembre-se dos termos, Nixon."

"Como eu poderia esquecer?" Eu zombei e agarrei a mão dela, para me impedir de saltar sobre a mesa e bater no rosto enrugado do velho.


CAPÍTULO 43


DESPEDIDAS SÃO PARA IDIOTAS


Nixon


"Meu Deus! Eu esqueci como este quarto era rosa." Eu ri e olhei em volta a monstruosidade de rosa brilhante que costumava ser o quarto do Tracey. Bichos de pelúcia rosa revestiam as paredes com papel de parede que tinha fotos de pôneis e castelos. Eu empurrei os animais fora da cama e me deitei. Quantas vezes tinha feito isso quando era criança? Quando eu estava com medo do meu pai. Quando minha mãe me disse para ir me esconder durante uma de suas reuniões. A cama do Tracey tinha sido como um lugar seguro para mim e agora?

Agora parecia ser exatamente o oposto. Tentação, luxúria, tudo o que não era suposto eu sentir por ela — eu sentia. Como doente era que no final a coisa que eu estava protegendo ela... era eu? Eu era o mais perigoso de todos, porque uma vez que eu pegava algo eu segurava, não o liberava. E eu estava segurando Tracey — não, eu estava pirando trancando-a. A sufocando, disposto em arruiná-la, só assim eu poderia ter tudo para mim.

Eu odiava que Chase estava certo.

Quase tanto quanto eu odiava que, pela primeira vez em anos.... Eu estava errado.

Eu precisava fazer o corte, mas isso é a coisa sobre Tracey. Cortá-la para fora da minha vida? Para protegê-la? Seria como me apunhalar no coração.

Não seria uma ferida mortal. Seria destruir tudo que ainda era bom dentro de mim, sangrar até secar; que terminaria minha existência. Mas para ela? Eu faria isso mil vezes, um milhão de vezes. Eu morreria a cada dia... uma e outra vez, repetindo o processo até que ela estivesse a salvo.

"Eu devia gostar muito rosa." Tracey riu.

"Você odiava". Eu coloquei meus braços atrás da cabeça e suspirei. "Na verdade, eu lembro de sua mãe colocando você em um vestido rosa e você tirando ele na frente da festa em todo o jantar." Eu deixei de fora a parte onde eu tinha sido espancado por olhar.

"Por favor me diga que você não estava —"

"Eu tinha 9 anos!" Eu ri e rolei os olhos. "Confie em mim. Fiquei horrorizado. Pensei que as meninas tinham piolhos. Eu fechei meus olhos e apontei, no entanto."

Tracey corou um rosa bonito e cruzou os braços e depois sentou-se ao meu lado na cama.

"Rude. Você deveria ter me salvado."

O ar era grosso com tensão. Ah, ela estava certa. Ela nem sabia quantas noites sem dormir, eu tinha tido desde sua chegada no Elite? Eu tinha sido pior do que um maldito perseguidor. Tive que passar-me ligando os serviços de localização em seu telefone caso eu a perdesse. Embaraçoso, para dizer o mínimo, quando eu não estava apenas mandando mensagens de texto em classe, mas verificando o ponto azul para certificar-se que ela estava ainda no campus. Diabos, eu iria ao banheiro com ela, se pudesse.

Com um suspiro, estendi a mão para ela. "Eu sempre estava salvando você. Mesmo quando você não sabia que eu estava lá, eu estava salvando você."

"Já visitou Wyoming?" A voz dela era pequena, como se estivesse com vergonha de estar fazendo a pergunta. A mão dela mudou-se no meu peito, e então a cabeça dela se deitou por cima de mim. O cheiro do seu xampu era hipnótico. Eu respirava no meu preenchimento e suspirei.

"Tracey, você está me colocando em uma situação difícil. Não saiba tudo, porque só vai fazê-la triste. Não posso ser completamente honesto, e mata-me. Faz-me querer gritar, mas eu tenho responsabilidades — não só para você — para minha família, ao seu avô..." Xinguei, o sentimento totalmente preso. Como transmitir que ela estava em perigo? Sua família estava em perigo? "Tudo é muito confuso agora. Não sabia que você ia estar por aqui. Acredite, se eu tivesse te reconhecido, eu teria..." Minha cabeça girou com as possibilidades, quando a pressão do seu beijo inundou minha mente de aperto.

"O quê"?

Eu lambia meus lábios e deixei minha mente ir lá. Deixei minha imaginação me levar para o lugar onde eu estava fazendo amor com a garota mais bonita do mundo. Tocar seu corpo, trazendo o prazer dela, ouvindo-a gritar meu nome, enquanto eu gritava o seu. ... Eu poderia ter te beijado mais forte. "Eu lutaria por você mais. Eu não sei. Eu teria roubado você, tomado sua virtude, a feito minha, então permanentemente gravada na sua pessoa, e todas as vezes que você respirasse seria o meu perfume que estaria permeando o ar."

A respiração de Tracey engatou.

Meus dedos dançavam ao longo de seu pulso, parando no pulso dela, em seguida, deslizando até ao rosto dela.

"Eu nunca visitei o Wyoming. Meu pai não me deixava, e naquela época, eu não estava no comando de nada, então eu não podia forçar meu caminho a isso."

"Quando você veio para ficar no comando, você tinha dezoito anos?", ela perguntou, provavelmente incapaz de ajudá-la. A garota era muito curiosa. Curiosidade leva você a morrer no meu trabalho. Mais uma razão para eu trancá-la longe de mim, longe da família, nos braços do Chase. Puta merda. Eu ia atirar no cara, se ele somente espirrasse dentro de três pés dela.

Eu limpei minha garganta. "Sim. Meu pai não estava indo bem. Ele não era capaz de tomar boas decisões. Ele desenvolveu uma pneumonia e nunca mais foi o mesmo depois disso. Sempre fora do ar e outros enfeites. Então eu assumi algumas das operações, e então cada vez mais, até que eu estava correndo tudo enquanto ele ficava em casa e bebia uísque."

Tracey estremeceu.

"De qualquer forma, isso é feito agora." Minha mão apertou no braço dela, em seguida, liberou. Eu ainda me lembrei de puxar o gatilho, fui assombrado por isso mesmo que ele era um monstro...

"Você não é nada!" Pai cuspiu, "Anthony, tire-o da minha vista."

"Não", eu disse num tom frio. "Ele não responde a você."

"E ele responde a você?" Pai jogou a cabeça para trás e riu, então começou a tossir tanto que ele quase caiu da cadeira. "Precisava de uma boa risada hoje."

"Engraçado". Cheguei no meu bolso e puxei a Glock. "Assim como eu."

"Nixon..." Os olhos do meu pai estreitaram. "O que está você fazendo?"

"Meu trabalho", eu cuspi. "Você deve saber. Você me preparou. Me fez o que sou hoje. Você me criou...Você fez isso." A arma tremia enquanto eu a segurava para fora e apontava para a cabeça. "Últimas palavras"?

Pai não hesitou, simplesmente olhou ao redor da sala quando os três homens conosco penduraram suas cabeças, viraram e saíram.

"Então..." Ele assentiu. "... é isso então."

"É". Eu mordi meu lábio um pouco duro demais... exigindo a distração da dor para lembrar-me que eu precisava para fazer o que estava fazendo. "Então?"

Pai se levantou, trêmulo de joelhos e caiu em minha direção, sua faca alta e levantada. Ele cortou meu lábio inferior, me cortou profundamente, antes de cair de joelhos com uma maldição.

"E o propósito disso?" Eu limpei minha boca com as costas da minha mão.

"Para provar um ponto, filho." Papai não virou; em vez disso baixou a cabeça dele como se ele estivesse rezando. "Você será sempre marcado por mim, sempre controlado. Quando você olhar no espelho a sua cara bonita, verá aquela marca no lábio, que ficará em seu rosto e lembrar-se. Você é.. Como... Eu".

Mudei-me para trás e segurei a arma na cabeça dele, como ele levantou as mãos para o ar. "Que Deus tenha piedade da sua alma."

Puxei o gatilho, e ele caiu numa pilha na minha frente.

A ferida não foi fatal, mas isso causou uma divisão entre nós que era maior do que antes — mais ampla, maior. A confiança que devia ter estado presente foi substituída por raiva, ódio, raiva.

Uma semana depois recebi meu lábio perfurado. Não quero ser desrespeitoso, como Chase sempre gozou, mas porque cobriu o que ele tinha feito. O que ele estava ainda fazendo, carbonizando-me de dentro para fora. Quando eu olhei no espelho, eu o vi. Devido a essa cicatriz, eu o via.

"Me desculpe, Tracey," eu sussurrei, trazendo-me para o presente, quando eu passei meus dedos pelo seu cabelo sedoso. Eu estava pedindo desculpas pelo o que eu não podia dizer. Pelo o que eu estava prestes a fazer. Matá-la seria uma gentileza. Eu sabia em primeira mão a dor de um coração partido que eu senti quando ela tinha sido levada de mim a primeira vez. Eu não desejo esse tipo de dor ao meu pior inimigo.

"Pelo quê?"

"Não te dizer a verdade. Eu soube que no dia em que nós fomos fazer compras, e então, quando você tirou todo esse dinheiro? Droga, eu sabia com certeza. Anthony fez uma verificação de antecedentes em você. Aparentemente, Tracey Rooks não existe. Então eu passei por todos as Tracey em nossa escola, e lá estava você — Tracey Alfero, dezoito anos de idade, neta do segundo mais poderoso chefe da máfia em toda a Chicago. O mesmo chefe da máfia que ainda nos culpa pela morte do seu filho."

"Você esquece. Tecnicamente eu tenho sangue De Lange em mim, também", ela murmurou.

"Certo. O que significa que eu realmente deveria ter matado Phoenix." Eu ansiava por matar aquele desgraçado. Eu franzi a testa e afastei-me de Tracey, ficando de pé. "Ele não pode descobrir quem você é. Se ele souber... Tracey, ele é perigoso, sério."


Ela não tinha ideia de como perigoso. Eu o tinha observado de perto. Ele não estava comendo, ou dormindo, e tudo o que ele fez foi beber. Ele estava perdendo seu contato com a realidade, e cada vez que ele olhou na direção de Tracey era com ódio absoluto.

"Nós estamos mantendo um olho nele. Ele perdeu sua maldita mente. Ele é o próximo da linha depois que seu pai morrer e seu pai é mais insano que ele. Não tenho dúvidas de que a família está envolvida em negócios obscuros."

Tracey suspirou, inclinando a cabeça para o lado quando ela torceu um pedaço de cabelo em torno de seus dedos. "Eu quero saber o que negócio escuso é?"

Não. Ela não queria. E eu não ia dizer-lhe todos os detalhes, assim eu deslizei por cima da verdade.

"Provavelmente o comércio do sexo, cocaína, lavagem de dinheiro — coisas típicas que você vê na TV, mas definitivamente não sobre o que esta família é, isso é certo."

As sobrancelhas dela beliscaram juntas. "O que você faz?"

"Um pouco disto e um pouco de tudo." Lutei contra o riso enquanto observava seus olhos estreitos. "Nada muito ilegal. Não estamos desesperados por dinheiro, ao contrário de algumas pessoas." Estremeci ao pensar no De Langes, os negócios que tinham feito com outras famílias a fim de continuar a viver o estilo de vida que eles têm sido acostumados.

"Eu sinto muito..." Seu peito arfava, e as lágrimas brilhavam em seus olhos. "... Por deixar você. Eu estou tão arrependida, Nixon. Eu me lembrei. Vi uma foto de nós quando éramos pequenos e... Eu deixei você! Eu prometi que iria mantê-lo seguro, e eu deixei você!"

Ela caiu em cheio nos soluços e abraçou a si mesma. Coração. Partido. Ela também poderia ter enfiado a mão no meu peito, puxado o meu coração negro ainda batendo, e me dizer que era bonito, limpo, puro. O amor que eu tinha por ela ... o amor que ela tinha por mim? Eu não poderia entender, nunca na minha vida eu tinha experimentado uma emoção tão pura. Eu não merecia isso ou ela.

"Tracey, querida." Cheguei para ela e levantei-a no meu colo para que as pernas dela me abraçassem. "Eram grandes promessas, vindo de uma criança de seis anos de idade. Não tinha como você ter protegido a mim ou Monroe dele."

Seu lábio inferior tremia. "Mas eu prometi —"

"E eu prometi que eu iria encontrar as pessoas que mataram seus pais. Então eu acho que nós dois falhamos, Tracey."

"Você vai encontrá-los," ela disse por meio de suas lágrimas. "Você não vai desistir"?

"Não". Eu beijei sua bochecha e, em seguida, os lábios, minha língua suavemente, movendo-se sobre sua boca, lambendo até o sal, degustando e a desejando tanto que não queria nada mais do que trancar a porta e jogá-la contra ela. Ela não tinha ideia de quanto autocontrole eu estava praticando para ser capaz de só moer contra nela. Era um aperitivo, e eu queria o prato principal.

"Eu só... Trace, eu tenho que manter a ordem entre todas as famílias aqui. As três famílias foram muito bem durante os últimos noventa anos. Se acontecer alguma coisa... se o saldo é jogado fora, ou, Deus me livre, se qualquer um dos originais ouvir sobre os acontecimentos com Phoenix ..." Merda, se Nicolasis? Ou Campisis sabiam? Nós estávamos ferrados.

"Acredite, você não quer qualquer um dos sicilianos viajando aos Estados Unidos."

"Não". Encontrei sua boca.

Eu gemi quando sua língua tentativamente acendeu meu piercing.

"Phoenix não fez nada ainda e quando — se — ele fizer... você vai estar lá."

Fechei os olhos por paciência, para esfriar minha luxúria. O pensamento de Phoenix perto dela desfez-me. "Sim, mas você também vai."

“Ao seu lado”, ela confirmou. Meu coração quase quebrou tudo de novo. Porque não, não, querida, você não estará ao meu lado. Mas você estará segura. Eu juro, você estará segura.

Eu me recusei a mentir para o rosto dela naquele momento. Haveria suficientes mentiras para durar uma vida inteira nas próximas semanas. Em vez disso, encontrei os lábios dela e aleguei os dois. Quando ela engasgou, eu provei a língua dela.

Eu chupei. Cada movimento dos meus lábios feitos através dos dela, eu me imaginei marcando-a, certificando-me de que ela sabia que ela era minha. De ninguém mais.

Desesperado, eu estava desesperado para mostrar que ela era a minha vida, que mesmo se eu fizer algo horrível para ela, seria à custa do meu próprio coração e alma. Seus braços serpenteavam em volta do meu pescoço. Meus dedos dançaram ao longo de sua clavícula, em seguida, escorregou nos seus lados e lentamente puxou sua camisa. Uma olhada. Um toque. Eu disse-me que estava tudo bem, porque no final? Eu provavelmente iria acabar morto. E eu queria. Ninguém mais, para o resto da minha existência. Meus dedos entraram em contato com o sutiã. Um puxão. E eu poderia rasgá-lo de cima dela. Outra puxão, e suas roupas teriam ido. Cinco minutos. Nós ambos estaríamos nus, e eu a faria minha. Eu a marcaria.

E ela iria se lembrar.

Mesmo quando ela estivesse com oitenta, e eu estivesse morto ou desaparecido.

Ela se lembraria que ela nunca pertenceu a ninguém além de mim.

"Droga". Eu rosnei, uma guerra feroz dentro de mim.

"O quê"? Ela beijou meu pescoço. Meninas não beijam meu pescoço. Elas queriam ser fodidas, mas elas não queriam mais nada. Mas Tracey? Ela fez o beijar meu pescoço quase mais erótico do que sexo em si.

"Seu avô vai me matar se ele descobrir que eu estou fazendo isso agora... Eu prometi..." Eu suguei para baixo no meu piercing e puxei para trás, me xingando por ter perdido o controle completo.

Suas mãos desenharam círculos em volta do meu estômago nu. Droga, quando ela tinha levantado minha camisa? Quando que eu me importava? Como isso importava? Fechei os olhos e gemi quando suas mãos continuaram me torturando. “Eu preciso de você para lembrar-se de algo, Trace”.

"O quê"?

Eu beijei-a suavemente, em seguida, peguei seu rosto suavemente em minhas mãos. "Quando eu faço uma promessa, eu cumpro. Independentemente a quem vá doer, mesmo que isso signifique que dói em mim ou em alguém de que quem gosto mais. Às vezes... às vezes na vida nos pedem para sacrificar algo para um bem maior."

"Ok, você está me deixando nervosa. Não podemos apenas fazer isso?" Seu sorriso era grande, perfeito, amoroso. Eu a adorava. Eu não apenas a amo. Eu a adoro. Tudo sobre ela. Ela era muito preciosa. Preciosa demais para transar em sua cama de infância. Preciosa demais para se estragar com a minha escuridão. Preciosa demais para mesmo um homem como eu tocar.

Eu gostaria de poder ter dito alguma coisa naquele momento. Eu quase fiz. Eu quase pedi a ela para fugir comigo. Eu tinha dinheiro suficiente para vivermos mais que confortavelmente. Eu tinha casas em todos os lugares. Mas, eventualmente seríamos encontrados. E nós seríamos mortos. Talvez até lá teríamos crianças. Tendo que detinha sobre a minha cabeça? Sobre a dela? Imaginei uma vida sem a Máfia. A vida onde Tracey e eu tínhamos uma casa nos subúrbios. Uma vida em que sua barriga estaria inchada com meus filhos. Crianças que eu adoraria até o meu dia de morrer. Droga, por que o meu pai não podia ter sido um contador?

Eu tentei sorrir. "Eu te amo, Trace. Eu sempre amei. Basta lembrar disso tudo bem? Segure-se a isso. Não importa o que eu diga ou o que eu faça ... e confie em mim, eu vou fazer algumas coisas terríveis. Apenas saiba. Eu te amo. Com cada fibra do meu ser." Eu imploraria. Eu ficaria de joelhos. Ela tinha que acreditar - o amor que eu sentia por ela era de outro mundo. E eu ia amá-la até o meu dia de morrer. Mesmo se isso significasse que eu gastaria minha vida sofrendo por sua felicidade.

Lágrimas nublaram sua visão enquanto me beijava duro na boca, então sussurrou: "Eu também te amo."

Era só isso.

Tudo que eu precisava.

Adeus, querida. Adeus, meu tesouro.

"Eu tenho que ir." Eu me levantei da cama.

"Não!" Tracey gritou.

Rindo, me deitei em cima dela e beijei sua boca. "Tracey... seu avô não é um homem paciente. Não vamos dar-lhe um ataque cardíaco."

“Vendo-nos não lhe daria um ataque cardíaco”, argumentou. "Você me levando em toda a minha oferta virgindade? Sim, isso iria fazê-lo. "

Puta merda. Como diabos eu estava indo para manter a calma, sabendo que alguém estava indo fazer as honras? A qualquer momento eu até pensei em um cara a tocando, que eu queria puxar minha arma para fora e acabar com sua vida. Porra, eu faria isso com um sorriso tão alegre ... Merda, merda, merda.

"Por favor. Apenas, por favor, nunca. Trace, você tem que prometer - merda - você tem que prometer que não importa o que aconteça, você vai esperar, ok? Você vai esperar até que seja com alguém que você ama."

Alguém como eu.

O que esperava que significasse... que ela esperaria.

Não por mim, uma vez que eu era muito perigoso agora. Mas por alguém... alguém que iria cuidar dela. Uma visão de Chase passou pela minha mente. Eu quase vomitei. Isso é o que a verdade faz com você. Ela faz você querer vomitar o pequeno-almoço. Se alguém neste cenário estava livre para desaparecer? Era ele. Eu não. Ele. E ele podia... ele faria ... ele - Não era a amizade o que ele sentia por ela.

Seu sorriso alargou.

E meu coração partiu para, ah, eu não sei, o quinto tempo nos últimos dez minutos? Ela pensou que eu estava falando de nós.

"Eu prometo".

Senti meus olhos bem com lágrimas. Quando foi a última vez que eu chorei? E agora dentro de dois dias que eu tinha sido tão maldito emocional eu estava pronto para chorar por uma menina. Mas não era apenas qualquer garota. Eu balancei a cabeça uma vez e suspirei quando ela puxou meu rosto para o dela, beijando-me na boca. Nossos lábios colidiram, correndo uns contra os outros. O atrito do meu piercing contra sua boca enviou choques de eletricidade pelo meu corpo, tornando-se mais difícil me afastar. Enfiei minha língua em sua boca. Um último gosto. Uma última bebida.

Uma batida soou. Ela me empurrou para longe dela tão rápido que ela quase colidiu com o chão. Em vez disso, levantou-se e acenou para ela abrir a porta.

Frank ficou parado, braços cruzados e olhou para mim. "É hora de dizer adeus."

Em mais de uma maneira. Hein, meu velho?

Tracey revirou os olhos para ele. Também foi muito cômico ver que alguém como Frank ficava de joelhos por uma garota.

E então ela se agarrou ao meu braço, e eu estava acabado. Então, sim, com cada respiração que ela trouxe a Máfia assustadora para os seus joelhos. Isso era um segredo que eu estava levando para o túmulo, junto com seus beijos. Caminhamos em silêncio para frente porta. "Vejo você na escola amanhã, Nixon."

Fechei os olhos com o Frank. Ele balançou a cabeça. Máfia maldita.

Beijei-a suavemente, ganhando um silvo de desaprovação de Frank, mas não me importando, no mínimo. Ele estava me fazendo desistir de tudo, e ele estava certo de pedir isso. Eu colecionei minhas duas armas, quatro facas e soqueiras da segurança à espera, e puxei Tracey para outro abraço. "Lembre-se que eu disse, Trace. Lembre-se."

Quando a porta bateu atrás de mim, eu estava em transe, dormente da cabeça aos pés. Entrei no Range Rover e chamei Chase.

"O quê"? Ele gemeu para o telefone. Riso de uma mulher ecoou atrás dele.

"Ocupado"?

"Eu estou na cama com a... er..."

Eu rolei meus olhos. "Você esqueceu o nome dela?"

"Precisa de algo?" Chase perguntou.

"Trace".

"Ela está bem? O que aconteceu? Onde está você?"

Eu lambi meus lábios e olhei de volta para a casa. A princesa estava voltando para a torre. O dragão, voltando para sua toca. Agora era hora de um cavaleiro branco montar seu cavalo através dos portões de ferro.

"Ela vai precisar de você."

"Está dizendo —"

"Estou fora". Cerrei minha soqueira em minha outra mão, com a necessidade de arruinar algo.

“Como... você não a ama, ou como você não pode?" Chase sussurrou.

"Como... Ordens de Frank. Eu vou fazer o que ele diz. Eu vou ficar afastado, o que significa que você tem que ficar por perto."

"Você sabe o que você está me pedindo para fazer, Nixon."

"Sim. Infelizmente sei."

Eu suspirei pesadamente no telefone.

"Você me faz fazer isto, e todas as apostas estão fora, Nixon."

Eu jurei para o telefone. "Você não acha que sei disso? Mas não há nenhuma outra maneira, Chase! Droga! Não torne isso mais difícil do que já é!"

"Tudo bem". Ele suspirou. "Por que vale a pena. Eu respeito você. Eu nunca poderia, quero dizer.... Eu—"

"Tenho de ir”, resmunguei e em seguida finalizei a ligação. Olhei para baixo para ele de surpresa quando algo molhado caiu sobre a tela.

Uma lágrima.


Passei minha vida sendo um osso duro de roer. A última vez que eu tinha chorado, eu era uma criança. Era a primeira vez que eu iria derramar lágrimas em minha vida adulta.

Tracey.

Por ela.


CAPÍTULO 44


BEM, OLÁ MÁS NOTÍCIAS!


CHASE


Eu acho que chega um ponto na vida de cada homem, quando ele faz uma escolha: fazer a coisa certa, você sabe, siga o arco-íris, descubra o pote de ouro e merda para fora aos pobres.

Ou você faz mal.

No meu caso?

Muito, muito ruim.

Nixon encerrou o telefonema. Meus pensamentos invadiram, os pensamentos dela, pensamentos dele, pensamentos deles juntos que realmente, realmente me fez querer perder a cabeça e correr o meu punho através do volante ou talvez um edifício de tijolo.

Meu telefone iluminou novamente.

Phoenix, claro.

"Melhor que você esteja morto..." Amaldiçoei-me para o telefone quando eu puxei para a autoestrada. "... ou pelo menos sangrando de um ferimento fatal."

Eu não tinha ouvido falar do bastardo em dias. Eu sabia que ele estava chateado com todo o drama que tinha ido para baixo com Nixon, mas eu também sabia que era apenas uma questão de tempo antes de Nixon o perdoar, e recebê-lo de volta ao redil. Ele era um de nós, afinal de contas

"Desculpa de merda na sua luz do sol," Phoenix assobiou. "Mas temos um problema."

"Nós ou você?"

"Nós". Ele desenhou a palavra para fora. "Nós, os caras, temos um problema."

"Chame o Nixon."

"Ele não está atendendo, o bastardo. Não que eu o culpe, apesar de tudo."

Certo. O que significava que tinha Phoenix me chamado... porque eu estava em segundo lugar, o segundo em comando, segundo a encontrar Trace, segundo a desejá-la. Quando, na verdade, se você olhar para trás, eu estava em primeiro lugar, maldito seja, em primeiro lugar. Eu apertei os dedos e contei até dez.

"Este problema envolve violência?"

"Lotes".

"Endereço"?

Phoenix disparou um endereço algumas milhas longe de onde estava localizado. E desligou imediatamente.

Um homem tinha sido AWOL.10

Isso aconteceu.

Muitas vezes não, mas aconteceu. Eles pensaram que poderiam lidar com a vida e, em seguida, depois de algumas mortes, eles simplesmente paravam de fazer os seus trabalhos. Eles ficaram nervosos. Chamei-a de síndrome instável-merda. Incapaz de manter um aperto na realidade, eles só socorriam. Suspirei e tomei a próxima saída.

Você não tem fiança quando vem para a máfia.

Fiança era palavra de código para: “Deixa-me fugir e espero que não me peguem”. Palavra de sabedoria. Nós iremos sempre, e digo sempre, te pegar, e quando encontrarmos, não damos avisos. Nós simplesmente atiramos.

Phoenix me ligou sobre o cara tinha tomado um olhar para Tracey e Frank Alfero e literalmente tinha perdido a cabeça, murmurando sobre Guerra da Máfia e famílias, e a invasão da Sicília. Besteira. Estávamos bem.

Mas quando as pessoas entravam em pânico, elas faziam coisas estúpidas.

E este cara, vamos chamá-lo Joe. Ele estava fazendo algo tão tediosamente estúpido que eu não tinha escolha, senão puxar o gatilho.

Meu carro gritou a uma parada na frente do restaurante. Desliguei a ignição, me certifiquei de que a segurança estava fora da minha arma, e fiz meu caminho lentamente para o restaurante chinês.

Tex estava sentado no bar, flertando com uma das garçonetes. O lugar estava bastante lotado, para uma noite de segunda-feira, mas não importa. O quarto era à prova de som.

"Luz do sol". Tex balançou as sobrancelhas para mim.

"Babaca", falei em resposta em seguida empurrei o copo das mãos dele e derrubei a coisa toda.

"Me diga isso." Ele torceu o canudo nas mãos dele. "Nosso chefe não atende porque ele brincava de casinha com o inimigo?"

"O inimigo..." Eu rolei meus olhos. "Tudo bem, pote, você sabe que a chaleira está preta? Tipo, tudo isso?"

Seus olhos se estreitaram e, por um breve momento, eu entrei em pânico. Eu nunca falei nada para Tex assim, pelo menos cerca de coisas que era real, coisa que importava. E a sua situação? Muito real e, inferno sim, isso importava. Ele se levantou em toda sua estatura.

Eu amaldiçoei e desviei o olhar. "Phoenix"?

"Guardando a parte de trás, parece que o inferno também." Ele deixou cair a palha para o bar e deu de ombros. "Ele pensou que seria melhor apenas um de nós ir mais limpo assim."

"Incrível. Eu mato. Você trata da papelada?"

"Só me chame de Secretário, puta". Ele me deu um tapa nas costas e passeou fora.

Balançando a cabeça, fiz o meu caminho para a sala.

O clique da porta deve ter notificado Joe da minha presença. Diabos, eu não tinha certeza se o Joe era o nome verdadeiro dele, mas eu estava indo para ir com ele, porque eu honestamente não me importo se Bambi era o nome dele, se ele tinha dois gatos e um cão, ou se mesmo se ele tinha uma esposa e filhos. Não paguei a conta.

E ele não foi pago para denunciar.

Ele não era pago para ir aos federais.

Ele soltou um gemido lastimável.

"Joe". Eu puxei minha arma e arranhei minha cabeça com isso.

Ele levantou a cabeça como se pesasse mil libras. Suas mãos estavam atadas atrás das costas, e ele estava sentado em uma cadeira de metal do bar.

"Como é a vida, Joe?"

Suor derramou pelo seu rosto. "Não posso reclamar."

"Bom, bom." Concordei, batendo meu queixo com o cano da arma, andando na frente dele. "Você sabe que eu tenho que perguntar."

Ele baixou sua cabeça.

"Deu-lhes qualquer informação, Joe?"

"Não!" Ele balançou a cabeça violentamente. "Eu nunca trairia a família. Eu jamais -"

"Mas..." Eu cumpri a minha mão livre e inclinei-me muito próximo de sua cabeça. "... Tipo fez... você fugiu, não concluiu um trabalho, deixando duas pontas soltas e depois foi para a polícia que então fez um sobre você e chamou os federais. Me diga o que você lhes disse."

"Nada!" Joe gritou. "Eu não disse nada. Você tem que acreditar em mim."

"Importa, embora?" Eu perguntei em voz fria. "Dizer que acredito em você? Agora você é um alvo, você está sujo. Então eu vou pedir com jeitinho, Joe, como você quer isso?"

"Não!" Lágrimas derramaram em seu rosto. "Não, você não pode, Chase! Você não pode! Se você me deixar falar com Nixon —" Dei um tapa nele com a arma. Sangue derramou de sua boca.

"Nixon não está aqui." Cerrei os dentes em um piscar de olhos feroz. "Eu estou. Agora eu vou perguntar de novo... como você quer isso?"

Seu corpo convulsionou, e então ele vomitou no chão.

Xingando, recuei. "Ele está sujo."

"NÃO! Espere! Limpa! Torne-o limpo! "

"Seu desejo é uma ordem," eu sussurrei então puxei o gatilho, apontando diretamente entre os olhos.

Um tiro.

Eu saí calmamente da sala, embora minhas mãos tremiam tão agressivamente, parecia que eu era um drogado na necessidade de seu próximo sucesso.

"Todos os jogos hoje à noite?" Tex pediu, tirando a arma das minhas mãos e me dando duas doses de uísque em um copo.

Eu avisei que ele voltaria. "Devíamos perguntar a Phoenix".

"Legal. Parece que o cara precisa de um amigo. Eu sei que Nixon está chateado pelo que aconteceu, mas eu tenho certeza que ele está olhando através de óculos cor-de-rosa, sabe? Para casa?"

"Sim", bati as botas, recusando-me a tocar esse comentário com uma vara de dez-pés, porque se ele estava olhando para ela, dessa forma, então o que diabos estava fazendo? A mesma coisa, o que é. "Casa".

Caminhei através do restaurante depois de ter matado um homem.

Eu tinha falado sobre futebol como se fosse normal ter sangue em minhas mãos.

E a pior parte da minha noite?

Eu não senti nenhuma culpa sobre o que eu tinha acabado de fazer... porque mesmo depois de toda essa violência, depois de todo aquele horror... meu cérebro só tinha espaço para uma coisa.

Tracey Rocks.

E eu sabia - Eu estava indo para tê-la mesmo se fosse à última coisa que eu fizesse.


CAPÍTULO 45


CORAÇÕES FRIOS AINDA QUEBRAM


Nixon


Tracey, minha Bella: Cadê você?

Era o segundo texto que ela me enviou nessa segunda-feira. O segundo texto que eu tinha me recusado a responder. Eu não tinha certeza do que dizer, como lidar com a situação de uma forma que não fosse quebrar seu coração. Eu odiava ser a razão para as lágrimas, e parecia que tudo o que fiz foi trazê-la às lágrimas, promessa de não fazê-lo novamente, em seguida, repetia o processo.

Soltando um gemido alto, coloquei meu celular no meu bolso.

Chase deu-me uma cotovelada. "Você está bem?"

"Fantástico", eu menti. "Por que não estaria?"

As sobrancelhas arqueadas. "Oh, você sabe, não poder tocar a garota que você gosta? Ou talvez a ideia de que você está forçando sua presença no seu primo mais atraente?"

"Idiota". Eu bufei uma risada.

"Você sabe que é verdade... a escola está dividida. Ontem eu vi uma garota vestindo uma camisa da equipe Nixon... você foi pesquisado, irmão."

Eu rolei meus olhos. "Estão tentando me fazer sentir melhor?"


"Equipe de Chase, muito melhor, esses caçadores são quentes. A sério, por algum motivo, eu tendo a desenhar o exótico..." Ele soltou uma risada. "Não discrimino".

Finalmente o riso deu forma. "Obrigado."

"Por"? Ele encolheu os ombros, puxando o olhar dele longe de mim para a calçada.

"Sendo um idiota, só quando eu preciso."

"Eu sempre vou ser um idiota para você."

"Vocês precisam de um momento?" Tex disse chegando atrás de nós, envolvendo os braços gigantes em torno de ambos os nossos corpos e tentando nos reunir em um sanduíche Campisi. "Porque eu tenho um pouco de amor para distribuir também. "

"Sai fora." Eu o empurrei.

Rindo, ele tropeçou atrás de nós. "Então, Phoenix perdeu sua merda na classe novamente... foi expulso. O cara não está nada bem, Nixon. Você deve falar com ele."

"E dizer o que exatamente?", eu disse. "Acabamos com ele."

"Ele é nosso melhor amigo", defendeu o Chase. "E você sabe como o pai dele é... Só... fale com ele, atira-lhe um osso. Todos nós cometemos erros. Eu participei disso também, e você não está colocando uma arma na minha cabeça."

"Ainda". Eu o olhei. "Ainda".

"Aposto que você vai dizer as melhores histórias de ninar para seus filhos." Tex assentiu com aprovação. "Havia uma vez um menino e uma menina apaixonados... e então o menino maltratou a menina e levou um tiro. O fim."

"Cara..." Chase revirou os olhos. "... apenas, não."

"Classe". Eu balancei a cabeça para eles. "E sim, eu vou falar com Phoenix. Eu preciso descobrir que negócios eles fizeram por último. O movimento de dinheiro em sua conta veio da Sicília. Era um inferno de uma soma."

"Sicília"? As sobrancelhas do Tex dispararam. "Você não acha que—"

"Não", eu interrompi. "E você também não deveria. Seu pai não faria negócios com De Lange. Nem para mexer com você, ele não faria isso."

Tex não parecia convencido.

E na verdade eu não estava totalmente convencido, mas eu não ia dizer nada — ainda.

"Mais tarde". Eu acenei fora e fui em busca de Phoenix. Normalmente, ele estaria no prédio dos negócios, então eu comecei lá.

Assim que eu abri as portas, eu o vi inclinado contra uma das paredes, celular pressionado contra a orelha, o rosto branco como um fantasma.

Com as mãos tremendo, ele terminou a chamada e correu os dedos pelo seu cabelo loiro descorado.

Nunca poderia descobrir porque ele teve que se diferencia nos olhando como um surfista da Califórnia, mas parte de mim queria saber se era porque ele odiava quanto ele se parecia com o próprio pai.

Bem-vindo ao clube.

"Phoenix", eu lati.

Ele olhou para cima e franziu a testa. "O que diabos você quer?"

Eu rolei meus olhos... quando eu me aproximei dele. Ele parecia horrível. Seu uniforme estava amarrotado como se ele tivesse dormido nele, e círculos escuros rodeavam a cara dele. Não sabia naquele momento se seria um olhar assustador em seu futuro, um de uma dor inimaginável, um dos horrores até não aguentar.

"Temos de conversar."

"Não tenho nada para te dizer..." Sua voz era oca, separada, como se fosse um boneco, e outra pessoa estava falando através dele. "... ou sua prostituta."

Meus punhos cerrados. "Diga de novo, Phoenix. Atreva-se."

"Ela está arruinando tudo."

"Isso não é sobre ela, não mais," Eu disse, cuidadosamente calibrando a reação dele.

Carrancudo, ele chutou para o chão. "É sempre sobre as mulheres. Eles fazem o mundo girar, certo? Não é possível fazer negócios sem elas. É sempre sobre elas, elas ou ele. Já se sentiu como se estivesse vivendo o seu próprio pesadelo e não pode acordar?"

"Phoenix..." Meus olhos estreitaram quando eles centraram-se no pescoço onde hematomas roçou sua coleira. "... aconteceu alguma coisa com seu pai?"

"O que te interessa?" Ele empurrou meu peito, mas não houve força por trás dele. Mesmo os seus músculos estavam dando-se como o resto dele. "Ele me usa, você me usa. Todos me usam!" O último foi dito com tanta raiva que eu dei um passo para trás, preocupado ele estava indo para puxar uma arma. "Eu odeio todo mundo."

As coisas só foram de mal a pior.

"Mas acima de tudo, eu odeio ela." Seus olhos brilharam. "As coisas estavam bem, até que ela veio aqui. Agora olhe para mim." Seu riso era sem humor. "Porra, olhe para você. Uma garota e uma dinastia trazido a seus joelhos." Suas mãos tremiam como ele chegou no seu bolso. "Essa puta devia ter ficado em Wyoming."

A raiva bateu através de mim. Eu mal me contive de puxar minha arma. "Você foi ferido antes que ela viesse, por isso não vá culpar seus problemas sobre uma garota que nem sabia quem ela era até ontem."

Eu disse demais.

Sorriso do Phoenix foi cruel. "Imagine a minha surpresa... Alfero..." Latiu para fora uma risada. "E tudo vem completar o círculo? Minha família ainda fica cagada, fico sem nada e eu perco todos os meus amigos."

"Bem, ninguém nunca disse que merecia melhor."

Ele afastou-me apenas a tempo para um corpo ser executado diretamente dentro do meu peito.

Eu afastei a garota e soltei um pequeno gemido.

Tracey.

Com muito possivelmente o pior momento do mundo, porque eu não tinha certeza se Phoenix ainda estava olhando, mas eu não podia correr o risco de que ele estava. Era hora de colocar um plano em ação.

Um plano para salvá-la.

Um plano para salvá-lo.

Para mantê-los longe um do outro.

Para mantê-la longe dos disparos.

Fechei os olhos com ela e pedi desculpas por tudo, para as coisas que eu estava prestes a fazer. Em minha mente eu a segurei perto e sussurrei em seu ouvido, eu pedi perdão, e eu lentamente, relutantemente, dei o seu coração de volta para ela para que ela fosse livre para dá-lo a outra pessoa, alguém mais merecedor.

Adeus, Trace.

Eu poderia ter amado você.

Eu te amo.

Caramba, mas eu te amo.

Eu agarrei os braços dela e a empurrei longe de mim. "O que o que você está fazendo?"

"Huh?" O rosto dela caiu.

"Por que você está me tocando?" Eu zombei em minha voz mais cruel enquanto os alunos passavam.

"Porque..." Seus olhos piscaram para as pessoas ao nosso redor e então de volta para mim.

"Porque?" Eu dei um passo ameaçador para frente e inclinei a cabeça, quase perdendo a cabeça por causa da rejeição em seus olhos. "O que, o gato comeu sua língua? Ou eu acho que no seu caso seria uma... vaca? "

"Uma vaca?" Ela repetiu. "Nixon, o que diabos há com você? Ontem à noite..."

Suspiros ressoaram em todo o corredor. Merda, Tracey. Coisa errada a dizer, mas eu joguei nela perfeitamente porque ela tornou tão fácil, e naquele momento, eu realmente estava com raiva, raiva que, depois de derramar o meu coração e alma para ela, ela tinha tão facilmente acreditado na mentira, que eu não a queria.

"Foi claramente um erro se você ainda acha que eu quero mais de você." Eu me preparei contra sua ingestão súbita de ar, recusando-se a alcançá-la.

"Mas você disse..."

"Você é surda?", eu gritei, minha voz embargada. "Eu não quero você, garota da fazenda. Não agora, não ontem... Nunca." Eu ri. "Deixe-me colocá-lo de uma maneira que você entenda, eu nunca vou querer você. Quero dizer, olhe para você. Você não é nada como nós, e você nunca vai ser. Então faça um favor. Deixe-me em paz." Minhas mãos tremiam furiosamente enquanto eu desviava o olhar.

Lágrimas escorrerem pelo seu rosto, enquanto ela me olhava.

"Fique longe de mim." Eu estava quase no peito a peito com ela quando me inclinei e sussurrei, "Saia. Agora".

Ela finalmente passou por mim.

Sob a minha respiração, eu bati o último prego no meu caixão e murmurei: "Múu".

Soluços deixaram o corpo dela. Ouvi-los. Todo o corpo estudantil podia ouvi-los.

Quando me virei, era para ver Tracey passando por Phoenix. Eu rapidamente me escondi em uma sala de aula, ao mesmo tempo enviando um texto de socorro para Chase.

"Bom espetáculo. É bom saber que ele finalmente vai colocá-lo em seu lugar. Talvez agora com a prostituta fora de cena, podemos voltar para o jeito que as coisas eram antes você poluir esta escola,“ Phoenix disse.

O bastardo.

Mas ele acreditou. Graças a Deus, ele acreditou.

"Dane-se!", ela gritou.

Eu queria rir, mas meu coração estava ferido também.

Chase: Que merda é essa, Nixon?

Eu: Ela está indo para o corredor oeste, agarre-a, conforte-a. Diabos, não me importo. Estou fora. Eu estou apenas... fora.


CAPÍTULO 46


MALDITA MÁFIA... MALDITOS CORAÇÕES POR SEREM MUITO FRÁGEIS


CHASE


Eu empurrei meu telefone de volta para o meu bolso, então bati com minha mão na parede mais próxima de mim.

Alguns estudantes aproveitaram a ruído. Revirei os olhos e estava prestes a deixar a sala de aula para encontrar Tracey, quando ela veio correndo, e seus olhos selvagens, lágrimas escorrendo por seu rosto.

Eu o mataria por ter magoado ela — novamente.

E por ser o único a pegar todas as peças quebradas. Porra, se eu pudesse colocá-las novamente juntas apenas para que ele pudesse roubá-la uma vez que ela fosse curada. Tracey caiu no chão, os soluços escapando entre os lábios como se ela não pudesse recuperar o fôlego.

Eu balancei a cabeça para os alunos em torno de nós.

Eles caminharam para fora.

Com um suspiro, eu me ajoelhei na frente dela e tirei algum do cabelo molhado do rosto. Eu iria beijá-la se eu soubesse onde doía.

Mas você não pode beijar, e afastar este tipo de dor.

Assim como você não pode ser substituto para o cara pelo qual seu coração chora.

Sem dizer uma palavra, a peguei em meus braços e a levei para fora da sala de aula e fora do prédio, amaldiçoando em italiano, enquanto eu usava o meu repertório de palavras horríveis relativos à Máfia.

Eu a levei para o nosso pequeno paraíso no campus e orei a Deus para que Nixon não estivesse lá, estufar sobre o que diabos ele só tinha feito.

Depois que eu abri a porta e coloquei Tracey no sofá, eu andei na frente dela por uns bons cinco minutos, disparando perguntas para ela para me certificar de que ela estava realmente coerente.

O que eu tenho?

Silêncio.

"Droga, Trace, ouça-me!" Segurei seu rosto entre as mãos. Sua cabeça balançava um pouco para frente. Droga, ele tinha lhe enviado sobre a borda? Sério? Palavrões saíram da minha boca. Eu não tinha absolutamente nenhum controle sobre o que eu estava dizendo, os lotes de F-bombas, os lotes de Nixon. Sim, muitos daqueles dois combinados.

"O que?", ela finalmente disse, lambia os lábios e desviava seu olhar como se eu fosse pior que ele.

Eu agarrei o queixo dela, forçando-a a olhar para mim. "Você precisa ir ao hospital? Deitar-se? Precisa de um copo de água? Quer um sedativo? Estas são todas as coisas que perguntei a você no caminho, e novamente quando a joguei no sofá. Merda." Eu liberei o queixo dela e corri os dedos pelo meu cabelo.

"O que diabos foi isso? Você perdeu a cabeça? Você não pode simplesmente..." Eu empurrei longe dela e comecei a andar pela segunda vez em cinco minutos.

"Você não pode simplesmente quebrar na escola assim. Não podemos deixar as pessoas verem fraqueza. Você é melhor do que isso. Não me importo se o maldito presidente dos Estados Unidos entrou aqui e disse a todos que você era uma terrorista. Você é uma Alfero, merda. Comece a agir como tal!" Eu estava gritando. Por que diabos estava gritando? Porque eu estava com raiva, mas era mais do que isso. Eu gritava porque eu estava com medo de perdê-la.

Perdê-la para ele.

Perdê-la para algum tipo de guerra da máfia.

Mesmo perde-la para alguns dos pivetes que enfeitavam a Elite.

Sua boca caiu aberta.

Merda, eu tomei amor duro longe demais, cruzei a ponte, a joguei para o outro e depois ri na cara dela. Grande. Prêmio de Cu-do-ano apenas passou de Nixon para Chase.

Ao invés de chorar mais, ela virou-me fora.

Tinha que admitir que foi um pouco de um momento de orgulho para mim, esfregar nela assim. Trazendo para fora o tigre Alfero.

Eu sorri. "Melhor, Tracey. Você pode fazer melhor do que me lançar fora e me dizer para ir passear. Eu sei que isso acaba. Acredite, eu sei. Mas é a única forma."

"A única maneira?" Ela repetiu com confusão.

Balancei a cabeça. "Você e Nixon. Isso não pode acontecer. Há muita história — muito drama, e com Phoenix à espreita em torno do campus, você não pode ser o catalisador que derruba toda a operação. Acredite, você não quer isso, e não quer que Nixon seja tentado a fazer isso."

"Nixon", ela cuspiu, "Ele pode fazer o que quiser."

"Bom saber", Nixon disse atrás de mim.

Olha, merda. Conheça o ventilador.

Virei-me para ele nivelando com um brilho, que naturalmente ele ignorou, porque era Nixon, e ele era dono do mundo.

Olhos de Nixon foram amplos de preocupação, quando ele se aproximou de Tracey. "Você está bem?" Oh, merda nenhuma.

Eu estava pronto para atacar, mas em vez disso, um cabelo castanho empurrou-me e bateu em Nixon, empurrando-o contra a parede. Tracey bateu com os punhos contra o peito. Minha boca caiu aberta em estado de choque. Colado ao meu lugar, eu só podia assistir em horror enquanto ela batia-lhe repetidamente com os seus punhos minúsculos, chorando o tempo todo o nome dele. Eu pulei do sofá para que eu pudesse agarrá-la antes que ela se machucasse.

Nixon finalmente removeu ela fora, assim eu fui capaz de superar do meu choque e descascá-la de seu corpo.

"Eu —”, a voz de Nixon rachou.

"Você está fazendo pior, homem," eu sussurrei. Tracey tremeu em meus braços. "Vá embora. Ela não quer vê-lo. Nem sei se eu quero vê-lo. Eu sei por que... acho que isso não pode ser corrigido pelo seu bojo de máfia pesada."

"Mas —," Nixon limpou a garganta. "Tracey"? Era uma pergunta.

"Vá para o inferno". As palavras dela vibraram contra meu peito, qundo ela dobrou a cabeça dela contra mim.

Eu jurei. "Nixon, você teve que escolher. E eu acho que você deixou bem claro para todos num raio de 50 milhas que você escolheu."

"Não sei se quero viver com as consequências," disse Nixon, seu rosto cada vez mais pálido a cada minuto. Nunca tinha visto ele tão chateado, tão... destruído.

"Acho que vamos ver do que esta família realmente é feita." Eu sussurrei.

"Chase". A voz de Nixon era rouca. "Tome conta dela, por favor. Só— "

"Vá!" Tracey gritou, nos interrompendo.

Eu dei a Nixon um aceno de cabeça firme.

Ele apontou para seu telefone.

Sim, sim, bastardo. Eu enxugo as lágrimas em seguida relato para você.

Como sempre fiz.

Estava ficando velho.

Toda esta cena? Velho.

Tracey caiu contra mim. Fui forçado a buscá-la novamente e levá-la para o sofá. Uma vez que ela foi colonizada, diminui para as luzes, e deitei ao lado dela.

Eu suspirei, e puxei um cobertor por cima de nós.

"Chase"? Ela fungou.

"Hmm"?

"Porque você me ajuda?"

"Porque você é gostosa." Eu esfreguei seu braço com meus dedos e soltei uma risada no seu corpo tenso. "Trace, estou brincando. Não fique em um monte. Estou aqui porque não há outro lugar que eu preferia estar. Porque eu odeio ver garotas chorar, e embora a opinião popular afirme que não possuo um coração, eu faço. Então avermelhe estranha, mas quando vejo um amigo — e não faça caretas. Posso vê-la daqui. Quando vejo um amigo, um bom amigo, chateado, gostaria de sangrar mesmo antes de deixar ir através de merda sozinho."

"Foi um belo discurso. Você praticou isso?"

"Muito engraçado". Eu puxei ela mais apertado. Porra, mas nos encaixamos perfeitamente. Eu poderia ter ido sem esse conhecimento.

"Chase"?

"Sim?"

"Por que você pode me ajudar, mas Nixon não?"

Bem merda. Eu lambi os meus lábios para me dar um segundo para pensar. "Pergunta pesada, garota fazendeira." Mudei minha mão subindo e descendo o braço em movimentos lentos. "Ele é o chefe da máfia. Eu sou o primo. É diferente. Não estou nem próximo da fila. Sempre fiz minhas próprias coisas. Quero dizer, sim, eu trabalho para a família. Acho que você poderia dizer que sou mais baixo no totem, então eu realmente não importo tanto. Se alguma coisa, afinal sou melhor do que Nixon. Pelo menos comigo você não vai ser um alvo para assassinato."

"Como... reconfortante."

Eu ri. "Ei, você pediu. Agora, por favor, tente dormir um pouco."

"Você estará aqui quando eu acordar?"

"Sempre". Jurei naquele momento que nunca deixaria essa garota ir dormir sem o conhecimento de que eu estaria lá para ela quando ela acordasse. Com Nixon ou sem Nixon, eu nunca iria abandoná-la. Nunca mais.

Deve ter sido suficiente, porque seu corpo relaxou, e em breve a sua respiração era profunda e pesada.

Eu, no entanto, não dormi nada.

Não por falta de tentativa — raios, eu estava exausto. Sempre esgotado.

Mas eu também estava tonto com a emoção para fazer qualquer coisa exceto segurá-la e saber o que significava para nós no futuro. Ela não sabia que sentia algo por ela; só os caras sabiam. E eu não sabia se que queria que ela soubesse. Eu não estava realmente interessado em meninas apontando e rindo de mim enquanto eu colocava os meus sentimentos, mas droga, eu podia sentir-me apaixonado por ela.

No início tinha sido tão lento que eu não tinha percebido isso.

E agora? Agora fiquei até o meio do coelho e impulsionei meus braços para que eu pudesse cair mais rápido na terra de pé, com mais força.

Merda.

Nixon não estava só me pedindo para protegê-la... ele estava confiando em mim com ela.

E ele realmente não deveria.

Finalmente, eu fui capaz de fechar os olhos e cair no sono.

 


"O que diabos, Tracey?" Xinguei, meus olhos inchados, abrindo, tentando dar sentido de como eu tinha ido do sofá para o chão. "Você poderia ter pelo menos me dito antes que você tentasse me matar!"

"Matar"? Ela arqueou as sobrancelhas. "Certo. Porque a queda de um pé não o teria feito, ou o que? Seu pequeno coração poderia ter estourado?"

Meus olhos se estreitaram. Hilário. "Olha, eu sei você está com o coração partido e você está chateada blá, blá, blá, mas tem que ser cruel com o cara que te ajudou quando você estava tendo um colapso nervoso na frente da maioria de todos os alunos?"

"Ponto válido," ela disse com os dentes cerrados.

Eu sorri. "Sabia que você veria da minha maneira. Agora, não ataque. Eu vou sair de você, ajudá-la em seus pés, e tentar não olhar para sua bunda enquanto você abaixa para pegar sua bolsa. "

"Um cavalheiro," ela resmungou, tomando a minha mão quando eu a ajudei a ficar em seus pés.

Ela puxou para baixo sua camisa e se aproximou para agarrar sua mochila. Encarei como um homem faminto. Sua bunda ficava bem com aquela saia. "Desculpe, Trace. Eu menti. Não é de admirar que Nixon foi-”

"Podemos apenas... não falar sobre ele?" Ela jogou sua mochila por cima do ombro e cruzou os braços.

Tanto para o humor, ajudar a situação.

Com um aceno, eu segurei as minhas mãos em sinal de rendição. "Bom negócio. Deixe-me pegar meu cartão de acesso, e vou acompanhá-la ao seu dormitório."

O rosto dela imediatamente liberou-se, como se a ideia de eu ajuda-la fosse abominável. "Você não precisa fazer isso. Você já deixou eu me esconder aqui a maior parte da manhã e — "

"Eu insisto. Além disso, é parte do meu trabalho." Dei de ombros.

"Seu trabalho"?

"Chase ao seu serviço. Se acostume com isso, querida. Eu sou seu guarda-costas oficial."

"Quem disse?", ela gritou.

Sim, engraçado. Eu tive a mesma reação, mas foi dado tempo para deixá-lo afundar dentro; ela, no entanto, teve dois segundos.

"Um, Nixon? Seu avô? Mo? Quase todo mundo que te ama ..." Dei de ombros. Quando a Máfia diz salto, você diz o quão alto e onde.

"Nixon não me ama."

Eu exalei a respiração que eu estava segurando. "Eu me recuso a entrar nessa com você agora. Acredite no que quiser, mas aquele menino teria cortado seu próprio braço antes dele deixar alguém fazer mal a um cabelo em sua cabeça."

Seus olhos se encheram de lágrimas, "Às vezes, Chase... são as feridas emocionais que ferem mais."

Eu empurrei para trás a raiva e suspirei.

"Eu preferiria que ele me batesse. Cortes curam, contusões desaparecem - mas corações partidos? Eles carregam cicatrizes para toda a vida."

Bem-dito, caramba. Enfiei meu cartão de volta no bolso e puxei-a em meus braços. Beijei-a na testa. "Eu não acho que qualquer cara pode prometer que não vai quebrar seu coração. Mas eu prometo que o próximo idiota que tentar, será na outra extremidade do meu punho.”

Ela assentiu com a cabeça.

"Vamos, Tracey..., eu cutuquei, "um sorriso. Dê-me um sorriso antes de nós andarmos na prancha.

Ela revirou os olhos.

"Por favor"? Eu mordi meu lábio inferior.

Seu sorriso era patético, - mais parecia uma careta, como se eu cheirasse mal, e ela estava tentando me tranquilizar, não tão horrível que ela não conseguisse respirar. Impressionante.

Caso perdido, Tracey.

Eu a levei para fora. Pelo menos o sol estava brilhando; era alguma coisa.

"Está vendo?", eu sussurrei em seu ouvido. "Tudo. Tranquilo."

Famosas últimas palavras. Juro, no minuto em que saíram da minha boca, as pessoas ao nosso redor começaram a sussurrar e apontar. Alguém gritou: "Skank". Outro gritou: "prostituta". E de alguma forma eles se transformaram em gritos.

Eu fiz uma nota mental para matar todos eles.

E então eu fiz outra nota mental que se ia manter minha bunda fora da prisão, não poderia cometer assassinato desnecessário. Mas foi realmente desnecessário, quando eles estavam magoando os sentimentos dela? Ignorei-os tanto quanto eu podia, disse a todos para F fora e consegui levá-la para seu dormitório.

Cara veio de onda para porta no minuto em que peguei o meu cartão. Fantástico. Apenas a garota que eu queria ver, a mesma que eu tinha rejeitado na semana anterior por conta de que eu não sentia como prostituir-me mais, porque meu coração meio que tinha decidido não gostar mais, como costumava.

"Te disse". Cara tirava sarro de Tracey, em seguida, os olhos dela caíram para mim. "Bom, assuma as sobras de Nixon."

Ah, isso ia ser muito divertido.

Eu sempre adorava quando pessoas esqueciam, momentaneamente, quem eu era, o que poderia fazer, e do que eu era capaz.

Tracey tentou puxar-me para o dormitório, mas não me movi.

"Sobras"? Eu repeti.

Lancei mão da Tracey e comecei a circular Cara.

"Cara..." Joguei minha cabeça volta e ri “.... Esqueci-me como que sua pequena boca era divertida, que é louco, porque eu podia jurar que estava enrolado no pau de Phoenix na semana passada."

O rosto do Tracey empalideceu enquanto a boca de Cara caiu aberta.

"Ah, querida, isso foi um convite?"

Eu ri. "Pergunto-me como seu namorado, o Deacon, se sentiria sobre você transando com Phoenix atrás de suas costas? Hum? Gostaria de saber o que ele faria. Não, na verdade..." Tirei meus dedos. “... Eu sei exatamente o que ele faria. Ele iria largar sua bunda gorda e avançar para a próxima piranha pronta para abrir as pernas para ele. Então novamente, talvez ele goste de você porque você é fácil. Ei, por que eu não o chamo agora e vejo se ele quer se juntar a nós para um ménage à trois? Diabos, ou fazer um quatro, desde que claramente você gosta do que vê. Eu vou jogar."

O lábio inferior de cara começou a tremer. Faça isso. Chore. Eu estava apenas começando. Eu a destruiria por fazer Tracey se sentir pequena, eu ria quando ela gritou para eu parar.

"Não diga. Por favor, só...", Cara olhou para Tracey pedindo por ajuda.

Realmente? A garota que lhe insultou? Besteira.

"Você sabe o que garotas como você vale a pena?" Eu zombei, chamando sua atenção novamente. "Nada. Absolutamente nada. Você é um centavo de uma dúzia. Não vou chamar Deacon porque eu realmente acredito que ele é o seu passeio livre para o inferno. Seu futuro é claro como o dia para mim. Você vai ser a sua perfeita esposa de Stepford, ficar para trás e sorrir educadamente, enquanto ele transa com cada prostituta disponível para um homem de seus gostos, e você vai chamar Phoenix e quem lhe dará a hora do dia no lado."

Lágrimas escorrerem pelo rosto de Cara.

"Acorde". Eu parei em frente dela, minha boca polegadas do rosto dela. "Você nunca será tão boa quanto Tracey. Você nunca será boa o suficiente para o maldito lamber o chão onde os sapatos dela passam. Agora ouça e ouça com atenção."

Ela assentiu com a cabeça.

"Você nunca olhará para ela nos olhos novamente. Se eu souber que você fez, eu vou estragar seu rosto perfeitamente gordo. Se você respirar o mesmo ar que Tracey sem minha permissão, eu vou te mostrar o que se sente sufocar até a morte. E se você espalhar mais boatos sobre ela, ou os Eleitos...", eu ri, "... Não irá para férias de Natal, sem que pelo menos um dos dedos, muito bem cuidados, esteja faltando em sua mão. Nos entendemos uns aos outros?"

Cara começou a soluçar e em seguida com um aceno fugiu, cobrindo o rosto com as mãos. Nesse ritmo, ela ia correr para uma árvore e arruinar esse nariz horrível, mas que seja. Não é problema meu.

"Tenha um bom dia!" Eu gritei, me sentindo muito melhor depois de lançar alguma dessa tensão reprimida.


Eu assobiei e enviei uma mensagem de aviso para Nixon, que o corpo do estudante foi revoltante. Ele faria seu ato habitual de sustos para levá-los a parar de falar para que eu pudesse me concentrar em Tracey.

"O que o —"

"O quê"? Dei de ombros e olhei para a expressão horrorizada expressão do Tracey. "Ei, vamos para dentro. Estou com frio."

“Certo." Ela seguiu atrás de mim.

"Então, você pode ser assustador." Tracey finalmente quebrou o silêncio.

Hah, garota não tinha ideia do tipo de assustador eu poderia causar ao mundo. "É uma coisa de família."

"Ótimo". Ela me observava atentamente, provavelmente com medo, mas, ei, é melhor ela me ver como eu realmente era e ser jogado fora depois. Isso é o que eu fazia. Eu era o intimidador, o falador de merda. É o que era bom. Eu gostaria de pensar que é o que eu sobressaía mais.

As portas do elevador se abriram e eu a segui. Eu continuei meu humor impressionante pelo corredor dela, enquanto meninas sussurravam e apontavam. Eu olhei para cada garota... e lhes dei uma advertência verbal.

Tenho certeza que iam fechar suas portas naquela noite.

"Obrigada por me acompanhar." Tracey abriu a porta.

Eu a segui direto para dentro. Podia também me fazer confortável.

"Hum, o que você está fazendo?"

"Meu trabalho". Eu sorri e deitei-me sobre a cama dela, "agora faça o dever de casa para que possamos ver um filme."

"Nós"?

"Sim. Como você e eu. O que? Você tem uma vaca escondida em algum lugar?" Eu brinquei.

Ela piscou inocentemente.

"Macacos me mordam, você tem uma vaca? Isso seria fantástico." Eu nunca tinha visto uma vaca de perto na vida real, então, sim, isso realmente seria incrível. Impossível, mas impressionante.

"Sim, Chase. Tenho uma vaca debaixo da minha cama. Mas é invisível, então você não pode vê-la. Mas às vezes à noite, ela sai para jogar. O que raio se passa com o seu cérebro?"

Eu pisquei e puxei para fora de seu criado mudo um romance de vampiro assustador."Dever de casa", eu pedi com uma voz aborrecida. "Agora".

"Ok, Pai. "

Meu corpo veio à vida. Eu amei sua provocação. "Oooh, diga novamente. Só que na próxima vez me chame de papai enquanto você estiver — "

"CHASE"! Seu rosto ficou vermelho brilhante.

Eu fiz um gesto sarcástico. Eu lambi os meus lábios e mandei-lhe um beijo e, em seguida, abri o livro.


CAPÍTULO 47


ALERTA DE PERSEGUIDOR


Nixon


Eu verifiquei meu telefone religiosamente.

Estava ficando ridículo. Toda vez que maldita a coisa disparava, minha respiração ficava presa na minha garganta, meu coração batia forte, começava a suar - Eu precisava de um período de férias ou talvez apenas ela.

O que eu tenho?

Tex.

O pior tipo de punição, ouvi-lo falar sobre Mo como se ela não fosse minha irmã e ser forçado a bloquear cada barulho que vinha do seu quarto na casa, quando ela dizia que estava fazendo lição de casa.

Sim, dever de casa de ciências políticas não conseguia fazer esse trabalho pra mim.

Não deveria ela também, droga. Eu só estava louco para acabar com a vida do Tex por conta que ele sabia que sua história não acabaria bonita, e o coração dela? Apenas outro quebrado que eu teria que lidar.

Eu tinha ficado na minha casa mais e mais, não porque eu queria, porque cada polegada maldita daquele lugar me fazia lembrar de meu pai. Mas ficar no campus significava que eu, possivelmente, encontraria Trace, e eu não confiava em mim o suficiente para não andar até ela e pedir desculpas por ser tão idiota.

Chase e Frank me atualizavam diariamente.

E com todas as atualizações, eu ficava mais e mais doente. Uma semana ele me mandou fotos deles comendo sorvete em seu dormitório e eu quase me perdi. Eu joguei meu telefone contra a parede, o quebrando com o baque.

Sobre o sorvete.

Ela estava feliz, então eu deveria estar feliz.

Mas ela estava feliz com ele. Eu não. Portanto, eu estava chateado. Sempre bravo.

Phoenix não tinha feito as coisas melhor. Depois da nossa pequena conversa no corredor, ele se recusou a responder as minhas chamadas ou mensagens. Finalmente, ele concordou em me atualizar e entregar qualquer informação que ele poderia recolher a partir de seu pai, sobre um obscuro depósito em sua conta.

O que ambos descobrimos não era bonito.

Ele os vinculou a alguma desconhecida família na Sicília.

O que significava que tinha de ser uma família bem conhecida, que estava puxando um monte de cordas e pagando aos De Lange muito.

Mas por quê?

Phoenix não fazia ideia.

E parecia que quanto mais profundo nós cavamos, ficava pior.

Sem mencionar que Phoenix tinha mais hematomas no pescoço. Ele parecia o inferno. Quando eu lhe ofereci um lugar para ficar, ele me mostrou o dedo e saiu da mesma forma que veio... quebrado.

Não pude deixar de sentir que uma tempestade estava se formando, como toda a minha vida tinha se levou a este momento, e de alguma forma estava faltando algo enorme.

As coisas estavam calmas.

Muito calma.

E na minha linha de trabalho, calma só podia significar uma coisa. Uma tempestade estava chegando... rápido


CAPÍTULO 48


MANTENHA SUA GAROTA


CHASE


Ela gritou o nome dele em seu sono.

E eu o odiava por isso.

Eu odiava os dois.

No entanto, eu a abracei forte.

Porque era tudo o que eu podia fazer — segurá-la e beijar suas lágrimas, esperando e rezando para que um dia as lágrimas se transformassem em sorrisos, e que ela me veria como mais do que apenas seu protetor, mas seu amigo.

Semanas foram gastas ao lado dela, semanas onde eu caí um pouco mais no amor por ela, cada vez que ela conseguiu rir. Diabos, ela era linda, mesmo quando ela chorava.

Eu não tinha entendido antes — o que tinha feito Nixon tão obcecado. Mas agora eu sabia; não foi só uma coisa. Você não podia dizer, "Oh, é porque Tracey é uma garota muito legal."

Era tudo sobre ela.

A maneira que ela olhava para a vida; a maneira que ela respondia às coisas ruins, fazia você querer dar mais a ela.

Era viciante, estar com ela. Me sentia melhor só andando ao lado dela, sabendo que eu ia acordar e passar meu dia com ela. Então os momentos de alegria conseguiam me roubar quando Nixon me enviava outro texto ridículo para certificar-se de que ela usava uma camisola porque estava frio lá fora.

Sério, cara?

Como se eu não pudesse olhar no meu aplicativo do iPhone e descobrir como estava frio.

O bastardo era uma constante dor de cabeça, um lembrete constante de que estava guardando o seu tesouro — mas não o meu.

Dele.

Perguntei-me, se as coisas fossem diferentes, se eu teria uma chance? Pequenos momentos me levaram a acreditar que ela poderia se apaixonar por mim. Ela estava corando mais, segurando a minha mão mais, como se fosse completamente normal para nós dois saírmos caminhando em torno do campus de mãos dadas.

O verdadeiro problema era que eu segurava a mão dela, porque não podia evitar.

Ela segurava minha mão, porque isso lhe fazia sentir segura.

Duas razões muito diferentes. A minha era obsessão, pura e simples.

A dela era conforto.

Porra, se isso não me faz querer pular pela janela estúpida.

"Chase"? Tracey chutou as folhas, com os pés, na calçada. "Você ouviu o que eu disse?"

"Sim".

"Não!" Ela riu, cotovelando minhas costelas. "Por que você não está namorando, tanto mais?"

Oh, você sabe, porque eu estou apaixonado por uma garota que nem sabe que existo. "Só não quero mais."

Ela assentiu com a cabeça, aparentemente satisfeita com minha resposta.

"Você está bem para ir à aula?"

Revirando os olhos, ela se inclinou e beijou-me na bochecha. "Sim, eu estou bem, tal como fiquei bem ontem, e esta manhã eu estava bem, quando me ouviu gritar do chuveiro."

Comecei a rir. "Nunca se pode ter certeza."

"Sim, você teve sorte que você não me viu pelada".

"Eu acho que você quer dizer sem sorte. "

Corando, ela puxou sua mochila mais apertada em todo o corpo dela. "Vejo você depois, certo? Em seguida, você pode enrolar-me na fita da bolha e me empurrar em direção a minha última aula do dia."

"Adoro quando você fala sacanagem." Eu sorri.

"Vá embora".

"Repita a fita da bolha."

"Adeus, Chase".

"Adeus, Muffin!" Eu chamei atrás dela e mandei meu texto usual de Nixon. Desta vez foi uma foto da vaca no celeiro, minha maneira de dizer que Tracey estava segura. Ele me divertia, porque se irritava que eu não usava palavras, mas que seja.

A vi entrar no prédio, certificando-me de que ela realmente estava com segurança dentro, então fui até o banco para esperar. Lá fora. No frio. Para ela acabar com as aulas.

As minhas próprias notas estavam sofrendo por sua segurança.

Mas eu não iria querer de outra maneira.

Eu chequei meu telefone. Outro texto de Nixon.

Quando olhei para cima, foi para ver Phoenix gritante em minha direção. Ele estava me irritando muito ultimamente, fazendo minha vida um inferno desde que eu estava realmente protegendo Tracey dele.

Eu o desprezava por isso.

Ele também sabia. Vi nos olhos dele. Com desprezo, Phoenix sorriu em minha direção, quando ele virou e foi embora.

Quando ele passou de ser um dos meus melhores amigos para meu inimigo? Foi quando eu o peguei olhando para Tracey?

Isso foi realmente o suficiente para jogar fora mais de uma década de amizade? Eu suspirei e me inclinei contra a parede.

O ar crepitava com excitação em torno de mim — mas tudo estava concentrado— era o cheiro dela. Isto ainda estava em mim.


Não me pergunte como é que isso aconteceu. Pode ter a ver com o fato de que eu tinha passado a noite com ela, mas não dormi com ela do jeito que eu queria — do jeito que com certeza Nixon também queria muito, o bastardo.

Mas na cama dela.

Com a cabeça enfiada por baixo da minha — onde ela pertencia. Eu tinha começado a usar a respiração dela, da maneira que o ar saía pelo nariz em um ritmo lento e preguiçoso, deixando-me saber que ela estava em um sono profundo, ou os suspiros curtos que, por vezes, escapavam de seus lábios bonitos, me dizendo que ela estava tendo um sonho ruim.

Eu estava lá para tudo.

Para o bem. Para o mau.

E onde estava Nixon?

No trabalho dele.

Ela gemeu durante o sono, não que eu fosse compartilhar isso com Nixon. Ontem à noite ela estava com medo, então eu tinha ficado. Eu sempre fiquei até ela adormecer, mas ontem foi diferente porque Mo estava ausente.

E eu tinha quebrado todas as malditas regras que eu colocaria no lugar — cada maldita regra que Nixon tinha dito que ele iria impor.

Tocá-la, estar perto dela, era como ganhar uma batida de adrenalina ou usar drogas pela primeira vez. Você diz a você mesmo que é apenas um toque, mas o seu corpo exige que você tome mais.

Meus lábios tinham roçado sua cabeça, e então meu nariz entocava em seu espesso tufo marrom.

Gemendo, ela ia me bater no rosto por acidente — tinha sido o suficiente para me puxar para trás, para realmente sacudir a insanidade do meu corpo.

Eu verifiquei meu relógio; ela estaria na classe durante pelo menos uma hora. Eu tinha apenas tempo suficiente para atravessar campus, pegar um café, em seguida, estar de volta no banco. Peguei um sorriso cruzando meu rosto como eu imaginava sua própria emoção que eu tinha pensado dela e pegado um chocolate quente com amêndoa.

Porra, eu não só estava caindo.

Eu estava no chão.

Olhando para o céu com uma expressão espantada, me perguntando como diabos eu tinha deixado de ser um assassino treinado.

Para ser um homem apaixonado e farto.

Comprando a uma garota que não tinha ideia dos meus sentimentos comum chocolate quente.


CAPÍTULO 49


EU DEVERIA TÊ-LO MATADO


Nixon


"Dr. Stevens está doente hoje, então vou estar assumindo." Meus olhos digitalizaram a sala, finalmente pousando em Tracey.

Sem quebrar o contato visual, eu instruí todos para tomar notas sobre o filme atribuído. Os papéis foram passados, e então as luzes se apagaram.

Tracey fechou os olhos. Vi-a, esperando que ela me olhasse. Em vez disso, uma lágrima solitária caiu pela sua bochecha. Com uma maldição, mudei-me para o fundo da sala e sentei na mesa atrás dela.

"Trace", eu sussurrei no ouvido dela. Todo o seu corpo enrijeceu. Ela não virou.

"Trace, não seja assim. Eu sinto sua falta..." Meus lábios roçaram seu ouvido. Ela estava me deixando louco - eu não aguentava mais. "... Pra caramba, e eu gostaria... Eu gostaria de poder dizer-lhe... Droga, eu queria não ter prometido, mas eu fiz. Eu tenho que protegê-la. Estar com você. Não é seguro. Você tem que entender isso agora."

Ela estava imóvel como uma estátua.

"Por favor, querida. Apenas lembre-se do que eu disse." Meu piercing conectou com a orelha dela, e ela estremeceu.

"Eu sempre cumpro minhas promessas. Se eu não faço — as pessoas morrem. Me entende? Não tenho sangue inocente nas mãos, especialmente quando pode ser o seu."

Soltei um suspiro pesado. Como eu poderia fazê-la entender? "Não tive escolha, Tracey."

Em um instante, ela virou ao redor.

Eu empurrei de volta, xingando.

"Não, escute você ". Ela apontou o dedo para mim e sussurrou para que ninguém mais pudesse nos ouvir.

"Há sempre uma escolha. Eu me recuso a permitir que você justifique suas ações, dizendo que suas mãos estavam atadas. Você é Nixon Abandonato. Você teve uma escolha, e você a tomou. Dane-se suas desculpas. Estou tão cansada disso, Nixon. Tudo isso. Eu estou cheia. Eu estou", ela engoliu e os olhos dela arremessaram para trás e para frente. “... Não vou voltar no próximo semestre. Você está certo. Não posso fazer isso. Não é o meu mundo. Eu não pertenço a isso aqui."

Peguei a mão dela, mas ela bateu fora.

"Você, pertence, Tracey, tanto quanto qualquer outra pessoa e — "

"Não". Ela balançou a cabeça. "Eu não. Não posso contar quem eu sou, e mesmo que eu fizesse, o que aconteceria? Eu iria ganhar respeito por causa de minha família, mas seria falso. Enquanto isso, você viria com outra desculpa para quebrar meu coração em 1 milhão de pedaços, dizendo que não tinha escolha. Vá para o inferno, Nixon. Na verdade... " Ela riu. "... não. Porque eu moro lá nas últimas três semanas. Fique longe de mim. "

Ela pegou seus livros e caminhou para fora da classe. Eu pressionei minhas mãos contra minha testa. Eu tinha perdido ela. Perdi ela e para quê? Nada. Absolutamente nada.

Eu a amava.

E ela estava indo embora.

Como eu tinha dito para ela fazer.

Como eu tinha feito.


CAPÍTULO 50


QUEBRADO


PHOENIX


Meu pai tinha oficialmente me abandonado.

Ele me disse na minha cara, me deu um tapa e, em seguida, riu enquanto o resto dos associados assistiam — e não faziam nada.

Eu fui humilhado.

E a pior parte? Eu tinha provavelmente merecido, porque eu tinha dito não a ele. Tinha finalmente me levantado por mim mesmo, e ele quase me matou por isso.

Ele me pediu para tomar mais uma virgem.

Mais uma que ele tinha colocado no mercado para um de seus clientes especiais. Eu não quis, dizendo-lhe para ir para o inferno.

Em vez disso, ele me colocou lá.

Eu não tinha dinheiro.

Sem casa.

Sem amigos.

Sem família.

Eu estaria melhor morto.

Assim como eu estava prestes a ir colocar uma arma na minha boca e puxar o gatilho — porque realmente o que era o ponto mais? — Tracey saiu fora de uma sala de aula e sussurrou sob sua respiração.

"Vovó, queria que você estivesse aqui."

"Vovó"? Eu repeti. Minha voz irreconhecível — de quem é essa voz? Era como se estivesse presente, mas não no controle das minhas ações — não, a raiva há muito tempo tinha tomado conta; o monstro dentro sido libertado.

Porque eu alimentei isto

De novo é outra vez.

Com sexo.

Com a escuridão.

Com a morte.

Eu tinha comida, e agora estava com fome, com raiva e necessitando de mais comida. Ela era a razão pela qual que eu não tinha nada. Ela era a razão pela qual eu ia me matar. E ela merecia ser humilhada, assim como sentia vergonha.

Os olhos dela tinham medo.

Algo mais passou, talvez fosse minha consciência, porque naquele momento eu não a via como uma pessoa, mas um objeto que precisava ser destruído, um problema que só eu poderia consertar.

"Vovó"? Eu repeti. "Seria vovó Alfero?"

Ela riu e tentou passar por mim. "Não faço ideia do que está falando." Ela começou a mandar mensagens de texto, me dispensando como se eu não fosse nada. Confirmando as minhas suspeitas desde o início.

Eu não era nada.

Um desperdício de ar.

Um desperdício da humanidade.

Como meu pai disse.

"Onde você acha que vai?" Me movo para ficar na frente dela.

Ela se virou e começou a caminhar em outra direção, mas me movi na frente dela. Meus braços a atingiram para pegar nos ombros dela. Meus dedos cavaram os ombros dela quando ela bateu na parede.

Minha inimiga.

Que deveria ter sido minha amiga.

O que diabos eu estava fazendo?

Meu corpo gritava por vingança.

Minha mente estava uma bagunça, confusa de insultos e escuridão, e em seguida seu rosto tornou-se como todas os outros rostos eu tinha ferrado. Todas as garotas que eu tinha tomado...

Foi encontrado em sua inocência.

Mudei-me para frente. Talvez se eu a beijar, talvez ela iria consertar isto, torná-lo melhor, tirar a escuridão da minha alma. "Converse ". Eu escovei meus lábios contra os dela.

Ela empurrou contra mim.

Não desejado por ela.

É claro. Porque eu não era ele.

"Ou não." Eu sorri, embora eu não estivesse feliz, muito, muito triste e confuso. “Nós sempre podemos fazer outras coisas. Boatos em torno da escola é que você está acostumada. Uma vez que eu terminar com você, você vai esquecer tudo sobre Nixon e gritar o meu nome em vez disso."

Ela me chutou, e perdi o controle, arrastando-a pelo corredor comigo. Ela começou a gritar por ajuda, mas eu sabia que ninguém poderia ajudá-la.

"Ela gosta bruto." Eu ri.

As pessoas se juntaram.

Eu estava vivendo o meu próprio pesadelo.

Isto não era eu.

Mas continuei a puxá-la.

Eu mantive a escolha de deixar a raiva me controlar, esmagar através de minha alma. Talvez iria matá-la e atirar em mim em seguida.

Talvez eu tiraria dele como ele tirou de mim.

"Não, não! Por favor! Por favor me ajude!" A voz dela estava frenética.

Eu ignorei o seu pedido e continuei a puxá-la para o nosso ponto de encontro do campus.

"Pare!" Phoenix! PARE!"

Ela cavou seus calcanhares no chão, mas isso só me fez rir mais duro quando a joguei por cima do meu ombro.

"Isto é mais parecido com ele," disse rispidamente. "Você acha que você é tão perfeita por conta de quem é a sua família? Você nem sabe quem eu sou?" Eu levei sua cabeça perto da minha boca e gritei no ouvido dela. "E tudo por sua causa, perdi a chance de estar com a família de Nixon! Minhas conexões? Se foram.”

Meu dinheiro? SE FOI! Quer saber por quê?"

Ela tentou soltar a cabeça dela.

A raiva ferveu dentro, empurrando fora do meu peito, fazendo-lhe torcer com dor, dor que ela tinha causado, dor que ela tinha que sofrer.

"Porque os De Langes não são uma coisa certa. Nosso dinheiro não é suficiente. Mas Nixon? O nome dele? É ouro, e você foi arruinou tudo por bater seus malditos cílios. É uma puta maldita como sua mãe..."

Eu dei uma bofetada no rosto antes de eu a empurrar para o quarto, minhas mão tremendo.

O que eu estava fazendo?

Eu hesitei por um momento.

Mas a hesitação nunca tinha me dado nada. Ela tinha me deixado sem amor. Tinha me deixado com nada.

O monstro precisava ser alimentado.

Eu precisava de vingança.

A fim de morrer em paz, eu precisava de algo, não era? Eu merecia algo! Um filho abusado, um amigo ignorado, eu só queria um propósito.

E ela tinha me tirado. Roubado de minhas mãos.

Tracey começou freneticamente empurrar a tela do seu celular.

"O que está fazendo?" Peguei o telefone dela, assim quando tocou. "Atenda. Diga que você está bem."

Ela balançou a cabeça. Peguei uma faca. "Responda ou eu vou fazer uma marca permanente em seu rosto."

Com as mãos tremendo, ela pegou o telefone e respondeu, "Olá"?

"Tracey?" Uma voz masculina disse do outro lado. "Você está bem? Nixon disse que deixou a classe e — Tracey você está chorando?"

"Não". A voz dela estava tensa.

Eu não poderia colocar a voz do outro lado, mas eu achava que era um dos caras.

"Hum, Chase, tenho que correr. Vou voltar ao meu quarto para tirar uma soneca."

Ela olhou para mim, ainda falando ao telefone.

"Sim?" Os olhos dela se fecharam, e ela sussurrou: "Escaldante".

Quando ela me devolveu o telefone, eu o joguei contra a parede. Ele quebrou em contato.

"Acho que você sabe todos os nossos segredos, só porque você é um Alfero?" Eu a empurrei contra a mesma parede e ri. "Cadê o Nixon? Ele vai te salvar? Onde ele estava quando seus pais morreram? Ah, certo. Ele era muito jovem, incapaz de fazer qualquer coisa. Como ele não será capaz de fazer qualquer coisa agora."

"Por quê?", ela se engasgou para fora.

"Por quê?" Eu lambi os meus lábios, em seguida, cuspi nela, assim como meu pai tinha cuspido em mim. Como se sente, princesa? Não sendo nada? Sendo tratada como se você não fosse importante? Como se sua existência foi um erro? "Porque você é uma prostituta suja. Porque você estragou tudo... que eu trabalhei durante anos para construir. Porque o Nixon no minuto que me separou dos Eleitos, ninguém na cidade quer fazer negócios conosco. Que me mandaram para o meu pai para cuidar das coisas da melhor forma possível. Esta é a minha maneira de fazer isso. Não podemos ter segredos de família criando suas cabeças feias, só porque Nixon decidiu que ele tinha um coração, agora podemos?"

"Nixon vai matar você." Sua voz tremeu com raiva.

Eu soquei a parede acima da cabeça, sabendo que era verdade... e esperando que o sacana me impediria, me salvasse de mim mesmo, me salvasse de fazer algo que eu não queria fazer, mas não podia controlar. Minhas mãos tremiam, meu corpo convulsionou. Isto não era eu. Não tinha sido eu.

Mas o verdadeiro eu tinha morrido há muito tempo.

Ele tinha sido forçado à submissão.

"Não se eu o matar primeiro." Rasguei a camisa do seu corpo. "Mil pratas que é virgem..." Eu lentamente desabotoei os botões de sua camisa. Minhas mãos, ainda tremendo, eu engasguei. Isto foi o que ele tinha me transformado; meu pai tinha feito do sexo um ato de violência.

Mesmo com alguém como Tracey.

Era violento.

Seria violento.

Porque eu não era mais uma pessoa.

Seu punho pegou meu queixo.

Eu cambaleei e então sussurrei, "Eu gosto de uma garota que é difícil." As palavras que saíam da minha boca não correspondiam às minhas ações, não coincidiam com os meus sentimentos, mas a raiva controlava tudo.

Ela lutou mais.

E mais uma vez eu vi a cara daquelas meninas.

E quando olhei para cima, eu imaginava meu rosto, o rosto de meu pai, quando eu arranquei a saia do seu corpo.

Ele pagaria.

Todos pagariam.

Por me transformar na única coisa que eu nunca quis ser. Quando eu tinha sido um menino, não tinha sido os monstros que me assustaram.

Tinha sido ele.

O Reitor De Lange.

Ele tinha medo de mim.

Eu rezei para Deus, para apenas salvar-me do seu destino em cada estrela cadente.

Mas Deus não tinha me dado ouvidos.

E as estrelas tinham escolhido a brilhar sobre bons meninos e meninas, mas não em Phoenix De Lange, nunca em Phoenix. Minha visão turvou quando a saia dela caiu em pedaços ao lado dela.

O que. Inferno.

Ela tentou me tirar de cima dela.

Eu dei uma bofetada.

Isso me fez sentir melhor.

Então eu dei uma bofetada com mais força.

Quando lágrimas escorreram pelo seu rosto e sua expressão era familiar, sendo Tracey e não uma das meninas que eu tinha usado antes, num piscar de olhos, minhas mãos caíram em direção a calcinha dela, como se não conseguisse parar.

Mas eu queria.

Então rezei mais uma vez.

Uma última vez na minha vida.

Rezei para Deus me responder. Só uma vez.

Salve-me do que me tornei.

Só me salve disto.

Algo bateu a porta, e em um borrão, Nixon e Chase entraram. Os punhos pousaram contra meu rosto.

E eu sorri, não porque eu estava recebendo socos de merda fora de mim.

Mas porquê... quando tinha importado... Deus tinha ouvido minhas preces.

E me salvou de mim mesmo.


CAPÍTULO 51


MINHA VIDA PASSOU...


Nixon


Tracey deixou a classe em lágrimas, e eu sabia que eu tinha sido, novamente, a causa delas. Se ela soubesse que ser mau com ela estava me rasgando em pedaços de dentro para fora. Não só eu tinha feito uma promessa a Frank para deixá-la em paz, mas Phoenix estava farejando muito de perto.

Ele me perguntou sobre Tracey. Mais de uma vez. E desta vez quando ele perguntou, ele mencionou o colar, seu avô, e nosso relacionamento com o Alferos. Preocupou-me para nenhum fim, porque se ele fosse esperto, ele a iria usar como isca para atrair-nos para fora. Ele iria a usar para chegar até mim. Seria fácil para eu dobrar à sua vontade para conseguir o que queria, o que seu pai queria: mais dinheiro e liberdade. E ele estava com raiva suficiente para fazer exatamente isso.

Assim dizer a garota que eu amava que odiava ela? Mugindo para ela no corredor? Tudo o que fiz foi provar para Phoenix que ela era como qualquer outra pessoa - um beco sem saída. Normal

Não é um maldito Alfero.

Não é a filha de dois pais mortos.

Neta de um chefe da máfia que tinha um chip em seu ombro maior que o meu.

Merda. Eu limpei meu rosto com minhas mãos.

"Classe dispensada."

Ouvi gritos no corredor, mas não prestei atenção. Em vez disso, peguei meu celular e mandei uma mensagem rápida Chase.

Eu: Tracey deixou a classe. Verificou-a?

Chase: Vou chamá-la —, mas só para constar, eu tinha acabado de deixá-la sozinha.

O telefone quase caiu das minhas mãos. A última coisa que eu precisava era de Chase, de todas as pessoas, me dizendo para recuar. A última vez que ele tinha me ameaçado tinha lhe dado dois olhos negros e quebrado seu dente. Com um suspiro, eu sentei na mesa e esperei a resposta.

Cinco minutos depois, meu alerta tocou.

E naquele momento eu realmente deixei cair o telefone no chão.

Chase: 911 — Batcaverna — Phoenix tem Tracey.

Encaminhei o texto para Frank tão rápido quanto meus dedos me permitiram, e então gritei e entrei em pânico. Pela primeira vez na minha vida — eu hesitei. Não porque eu não poderia ir atrás dela, mas porque meus pés se recusaram a se mover. Respirar de repente se tornou uma tarefa enorme, como se meus pulmões tivessem esquecido de como agir.

Bati meu próprio peito, sugando o ar avidamente quando eu fiz meu caminho até a porta, pernas como chumbo.

O rosto dela. Isso é o que eu via.

A pele dela. Isso é o que eu sentia.

Os lábios dela.

Cada maldita parte dela.

E ele tinha ela.

Sozinho.

Se ele a tocasse, se ele colocasse um dedo sobre ela, tocasse num fio de cabelo na cabeça, eu iria matá-lo, e eu gostaria de fazê-lo lentamente. Eu estenderia por dias, talvez até semanas, e eu sorriria enquanto seu corpo afundasse para o fundo do Lago Michigan.

As pessoas olhavam enquanto eu corria pelos corredores. Eu nem sequer pestanejei quando eu alcancei a arma escondida na parte de trás das minhas calças.

Cinco minutos.

Demorei cinco minutos malditos correndo através do campus para onde Phoenix tinha ela.

Eu ia vomitar.

Vi coisas terríveis em minha vida — mas o medo tinha sido espancado fora de mim em uma idade jovem.

Ou assim eu pensava.

Chase chegou à porta assim como eu fiz. Peguei meu cartão sobre ele, mas ele não se moveu.

"Merda!" Eu chutei com o pé, em seguida, peguei a faca da minha perna. Eu enfiei entre as placas de metal do scanner e curto-circuito entre os fios.

A porta se abriu.

Minha respiração ficou presa no meu peito enquanto meus olhos caíram sobre as mãos de Phoenix quando ele as deslizou até as coxas dela.

Um grito de guerra do inferno irrompeu da minha boca.

Eu fui para a garganta do Phoenix, enquanto Chase foi para Tracey.

Não tive tempo para pensar sobre o que isso significava. Tudo o que vi foi sangue — seu sangue — o sangue que eu felizmente iria derramar por todo o chão.

Minhas mãos chegaram para a camisa dele. Ela rasgou quando eu lhe arranquei do chão e atirei-o contra a parede com tanta força que algumas fotos caíram no chão e quebraram.

"Eu vou matar você por tocar ela," cuspi, aterrando um golpe ao seu estômago. "Você baixa vida..." Bati-lhe novamente. "... pedaço de merda!"

Com a mão esquerda, eu o soquei no queixo. Sangue derramava da boca dele, quando ele se inclinou para mim.

Meu joelho encontrou seu rosto de novo. Ossos partiram. Eu senti e ouvi.

Mesmo que seu corpo fosse encontrado, não seriam capazes de identificá-lo. Eu iria fazê-lo irreconhecível, em seguida, remover cada maldito folículo de cabelo, unhas e dentes para que eles não conseguissem encontrar o nome dele, então ele não teria um enterro. Mandaria para o inferno com os sinos.

Eu recuei e puxei a adaga do meu bolso de trás e enfiei na mão de Phoenix quando ele se inclinou contra seus próprios joelhos.

Ele gritava de dor.

Dor? Eu quase ri. Ele não sabia a dor que eu ia chover para baixo nele.

Puxei a faca quando Frank caminhou até ao meu lado. Lambendo os lábios, Frank assentiu com a cabeça duas vezes em seguida, murmurou, "Prepare um lugar."

O homem que tinha acompanhado o Frank ficou fora da porta, telefone pressionado contra sua orelha.

Phoenix caiu no chão com um gemido. Eu limpei a faca no meu jeans e esperei por Frank avaliar a situação. Afinal, não era apenas minha honra em jogo. Era dele. Tracey não era minha — tanto quanto eu queria que ela fosse. Ela era do seu avô, então no final, era tanto seu chamado, como era de Tracey.

"Sua decisão", Frank disse em uma voz fria.

"Martelo". Nem sequer pisquei.

Frank estava atrás de mim, desapareceu por alguns segundos, depois voltou com um martelo.

"Você deve fechar os olhos." Eu ouvi o sussurro de Chase quando Tracey choramingou atrás de mim.

Frank, agarrou as mãos do Phoenix e amarrou seus pulsos juntamente com laços zip, que estou assumindo que ele tinha roubado do armário onde guardamos... brinquedos.

"Você olha para ela sem pedir? Você perde um olho. Você a toca com suas mãos sujas?" O sotaque dele veio através de espessura naquele momento, como se ele estivesse voltando às suas raízes.

"Você perde suas mãos", eu terminei para ele, notando que todo o corpo de Frank estava tremendo. É por isso que ele disse que era a minha chamada. Ninguém realiza a tortura quando estava tão perto da situação. O que significava apenas uma coisa.

Ele ainda não sabia quão profundo meu amor por Tracey era.

Se havia alguém que não deveria realizar a punição, seria eu. Porque Phoenix tinha tocado em algo meu. Ele tinha atacado uma garota que segurava um pedaço da minha alma maldita.

E para isso? Não ofereceria o perdão. Não o deixaria se arrepender. Eu iria destruí-lo.

Eu bati com o martelo na mão direita depois na esquerda dele, quebrando os dedos no contato.

Só parei quando Frank me afastou de Phoenix. Ele tinha desmaiado de dor. E Tracey, o amor da minha vida...

Desmaiou nos braços do Chase.


CAPÍTULO 52


MARTELOS SÃO NOSSOS AMIGOS


CHASE


"Olá?" Sua voz parecia desligada.

"Trace"? Eu disse o nome dela lentamente. "Você está bem? Nixon disse que deixou a classe e — você está chorando?"

Ela hesitou. Ela nunca hesitou.

"Não".

"Mas você mandou uma mensagem 911. Normalmente isso significa que também está chateada ou alguém te chamou de puta novamente..."

Sua respiração era pesada.

"Tracey"?

"Sim?"

Ele estava com ela. Ele tinha que estar.

"Está quente no Arizona?" Arizona foi nosso apelido para Phoenix.

"Escaldante", ela respondeu rapidamente.

"Merda". Eu desliguei o telefone e rapidamente rastreei o número dela. Eu iria encontrar amigos em ambos os nossos telefones, então poderia rastreá-la como o guarda-costas que eu era.

Ela estava na Batcaverna.

Enviei o texto mais rápido que pude para Nixon e comecei a correr.

Minha mente não parava de repetir imagens dos olhos dela. Phoenix na verdade a magoaria? Ele tentaria alguma coisa? Teria ele a ousadia de tocar uma garota sob minha proteção? Sob a autoridade de Nixon?

Uma eternidade se passou entre o momento em que Nixon e eu chegamos, e tentávamos arrombar a porta.

Provavelmente tinha apenas cinco minutos, mas senti como cinco anos — cinco anos sem saber se ela estava respirando, se ele tinha uma arma apontada na cabeça dela, se ela estava com medo.

A porta abriu.

Phoenix estava nela. Seu corpo pressionado contra o dela, de uma forma que me fez querer cortar as bolas dele, deixá-lo sofrer por um dia ou dois, e em seguida atirar-lhe no pé, só para deixá-lo sofrer mais, pegar uma infecção por estafilococos e morrer.

Nixon gritou e correu em direção a ele, mas tudo que eu podia ver era Tracey. Eu tinha a cobiçado por semanas, e agora a camisa dela foi arrancada quase completamente, a saia quase desaparecida. Meu est&o