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SUMÁRIO

          A lagoa de Águas Prateadas do Centro do Arco Íris

          Um Anjo da Guarda Desempregado

          Crueldade Humana

          Drogas Pesadas

          O "Bom Ladrão"

          O Boneco de Neve

       ...Saudades da Mãe de Saudade

          Anjo da Guarda

          Dores e Marcas da Infância

          Lágrimas nos Olhos de uma Borboleta Azul

          Conversa de Pai e Filha

          Quando o Nosso "Fiofó" Coça é a Gente Mesmo que Tem de Coçar

 

 

A criança é desde o começo de sua vida sagrada, e maravilhosa por ser cheia de sonhos, um bom leitor. Ela continuará a ser se os adultos que hoje a circundam alimentarem seu doce instinto de fantasias em lugar de por a prova a sua competência. O desejo que ela tem de aprender deve ser estimulado muito antes de lhe ser imposto o dever de recitar.

A grande dificuldade de se ensinar uma criança a gostar da leitura é que ela requer recolhimento e silêncio. Por isso precisamos encher a sua imaginação de vida e nunca deixa-la sozinha com um livro, nessa faze. Temos de ser incansáveis contadores de histórias e de estórias o tempo todo.

                                                                                               Carlos Cunha

 

 

A LAGOA DE ÁGUAS PRATEADAS DO CENTRO DO ARCO ÍRIS

Coaxando baixinho enquanto tomava um delicioso banho de sol, numa tarde quente de verão, sobre uma Vitoria Regia enorme que flutuava nas águas paradas do centro da lagoa o sapinho amarelo...

- Qua... Qua... Quaaaa...

Eu lia em voz alta, para mim mesmo, as primeiras palavras do conto infantil que tinha acabado de iniciar e procurava por idéias para que pudesse continuá-lo, quando ouvi uma sonora gargalhada. Era o meu filhinho rindo desregradamente do que eu tinha dito.

- Nossa quanta alegria! Do que você está rindo tanto?

- Do que você falou sozinho ai pai. A mãe sempre diz que o senhor é meio biruta, por causa das histórias que inventa. Eu não acho não, só que só tem sapo verde pai. Amarelo não existe!

- E quem te disse que não? Eu já não te falei que quando alguém escreve uma história os personagens dela criam vida na cabeça dos que a lêem? Se isso acontece, quando as crianças lerem o que estou escrevendo vão dar vida ao sapinho amarelo e ele vai existir.

- É mesmo pai! O senhor falou, mas eu tinha esquecido. Que legal! Quando a história tiver pronta conta ela pra mim?

- Conto sim filho, só que agora me deixa trabalhar pra eu poder terminar a história.

- Ta pai. Eu vou jogar game e ficar bem quietinho pra não te atrapalhar.

“... pensava na vida e às vezes esticava a sua língua comprida pra caçar uma mosca gorda. Ele se chamava Loirinho e era diferente dos outros sapos que viviam sempre conversando, um com os outros, ou namorando. Gostava da solidão do centro da lagoa e era ali que se sentia feliz.

Os sapos mais velhos sempre lhe diziam:

- Você precisa arrumar uma namorada Loirinho. A vida é muito triste pra quem vive sozinho.

- É que estou à espera de um grande amor.

- Mas tem um monte de sapinhas lindas e sozinhas por aqui que podiam ser sua namorada! Tem aquela que usa vestidinhos rodados cheios de florzinhas que está sempre sorrindo, a que gosta de brincos e pulseirinhas de prata, a que escreve poesia e é romântica como você e muitas outras, todas bonitinhas e loucas pra te namorar.

- Eu sou um sapo romântico e só vou namorar quando gostar de verdade de alguém, ele sempre respondia. O que eu quero é conhecer um grande amor e vou esperar até ele chegar.

Todos os dias pela manhã o sapinho amarelo subia em uma Vitoria Regia e usando um pequeno galho seco como remo ia para o centro da lagoa. Só voltava de lá, para a margem esquerda onde morava, no fim da tarde. Havia muitas vilas de sapo por toda a margem da lagoa, mas o Loirinho nunca tinha ido até nenhuma delas e só conhecia aquela em que tinha nascido e em que vivia.

Na margem direita, a oposta daquela em que vivia o sapinho amarelo, tinha também uma grande vila de sapos e era nela que morava a Rosinha. Ela era também uma sapinha muito romântica, que gostava da solidão, e como o sapinho amarelo passava horas na grossa areia da beira da lagoa, ao invés de no centro dela, sonhando com a chegada de um grande amor. Era também diferente dos outros sapos da vila em que nasceu, pois nela todos eram verdes e ela tinha a pele cor de rosa. Foi por isso que recebeu o nome de Rosinha.

Eles viviam sonhando os mesmos sonhos e tinham as mesmas esperanças. Um sabia que o outro existia, mas não quem ele era. Só o destino, ou a enorme força de atração que só o verdadeiro amor possui, poderia realizar o milagre de um dia eles se encontrarem.

Numa tarde de sol, na hora em que em locais diferentes eles tinham seus belos sonhos românticos, de repente o céu se fez negro e uma forte ventania de tempestade levou a Vitoria Regia em que o sapinho amarelo estava em direção a margem direita. Com muito medo do vento forte e por estar sendo arrastado para um lugar desconhecido ele chegou até lá.

Apesar do tempo feio ele perdeu o medo e ficou encantado quando lá chegou, pois viu sentada na areia grossa a linda sapinha cor de rosa. Sentiu que finalmente estava amando. Quando viu o sapinho amarelo ela teve o mesmo sentimento que ele.

Nessa hora grossos raios de sol furaram as nuvens escuras, desceram até o local em que eles estavam e formaram uma enorme escada de luzes. Os dois subiram por ela e foram até uma solitária lagoa de águas prateadas que havia no centro do Arco Iris, para viverem todos os sonhos de amor que tiveram em suas vidas.

Esta história aconteceu faz muito tempo, mas ainda hoje existe a lagoa de águas prateadas no centro do Arco Iris, só que lá não é mais um lugar solitário. Ela agora é cheia de vida e é morada de milhares de sapinhos coloridos, que  são os descendentes do sapinho amarelo e da sapinha cor de rosa.

 

 

UM ANJO DA GUARDA DESEMPREGADO

Sentado em uma nuvem bastante baixa e toda branquinha o Malaquias observava um lugar muito bonito, bem pertinho de um grande rio, só que os seus olhos estavam opacos por causa da tristeza que fluía da sua alma e os impedia de brilharem. Há muito que estava ali vendo o tempo passar e desgostoso com a vida.
Ele tinha nascido anjo e se especializara na guarda das pessoas, só que não havia emprego. Elas não acreditavam em sua existência e por isso ele ficava o tempo todo ali sem fazer nada.
Malaquias era um anjo da guarda desempregado.
Dali – sentado na nuvem fofinha – ele via um sapo enorme, de pele verde, grossa e enrugada, que dormitava na grama perto da água e uma linda garça branca que tinha as pernas longas dentro da parte bem rasinha e pegava com o bico pequenos peixinhos que engolia deliciada.
Foi nessa hora que ele ouviu uma gargalhada sonora, cortando o ar, e viu sair correndo, de trás de uma grande moita, uma linda menininha. Atrás dela, logo a seguir, surgiu uma mulher brava gritando com ela e a repreendendo:

- Não corra dessa maneira menina, você vai acabar caindo. Volte aqui, não chegue perto da água que é perigoso.

Pulando e saltitando, com o rostinho coberto de felicidade, a menininha continuou até a beira do rio onde, olhando para a mulher com os seus olhinhos cheios de pureza e inocência, falou para ela:

- Não tem perigo não. É tão bonito e calmo aqui, um lugar ideal pra gente se divertir e pular. Vem brincar comigo mãezinha, vem.

- Aqui é muito bonito filhinha, só que é muito perigoso também. Pulando e brincando assim você acaba se machucando. Sai de perto da água, anda. Vem pra cá...

 

 

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