Translate to English Translate to Spanish Translate to French Translate to German Translate to Italian Translate to Russian Translate to Chinese Translate to Japanese

  

 

Planeta Criança



Poesia & Contos Infantis

 

 

 


THE ALPHA DECIDES / A. K. Michaels
THE ALPHA DECIDES / A. K. Michaels

                                                                                                                                                   

                                                                                                                                                  

 

 

Biblio VT 

 

 

Series & Trilogias Literarias

 

 

 

 

 

 

Cam levantou-se, esticando os músculos doloridos, os olhos ainda fixos em Chastity deitada diante dele. O soro inserido em seu braço lembrando-lhe de quanto tempo estivera nesse estado. Inconsciente e insensível com o tubo agora lhe dando sustento para mantê-la viva.
— Há quanto tempo? — pensou enquanto se sentava. Posicionando-se ao lado de sua cama, o lugar em que estivera desde o funeral de seu tio. Cam não conseguiu lembrar-se de quantos dias estava ali, sussurrando em seu ouvido e exortando-a a voltar de onde ela estava.
Mais de uma vez a sentiu, apenas um vislumbre passageiro de que ela o ouvira. Suas pálpebras vibrando pelo momento mais breve antes, e mais uma vez, fechando firmemente. Quando isso aconteceu, a desolação correu por todo o seu ser, enquanto rezava repetidamente à Deusa pelo despertar de sua Loba branca.
Jinx, Jacob e Rebecca, tentaram uma e outra vez levá-lo a sair do quarto, mas tudo o que conseguiram foi um rosnado, um grunhido ou um “Foda-se!” com um vislumbre de suas presas a mostra para quem quisesse ver.
Seu cérebro dizendo que precisava sair e assumir seu papel como Alfa, mesmo que não quisesse. No entanto, toda vez que tentou, simplesmente não conseguia fazê-lo. Pânico e medo de que ela morreria quando fosse embora. Não eram emoções com as quais se sentia confortável, muito menos as sentira antes, e isso lhe trouxe novos sentimentos desconhecidos. O desejo de fugir deles e da Loba branca era quase esmagador.
Até agora, resistiu, mas não sabia por quanto tempo aguentaria.

 


 


Seus olhos se fecharam, caindo no sono enquanto sua mente refletia sobre o que fazer. Sair ou ficar?

— Onde ele está? — Stracey perguntou assim que deixou o jato, Jinx e Jacob a esperavam com um olhar preocupado em seus rostos.

Jacob pegou sua pequena mala da mão de Marcus enquanto Jinx lhe dava um sorriso, com alívio inundando seu rosto. — No mesmo lugar onde esteve nas últimas duas semanas. Naquele quarto ao lado de Chastity.

— Leve-me até ele. — Stracey franziu o cenho, seus calcanhares clicando, fazendo barulho na pista enquanto caminhavam em direção ao acampamento. — Este absurdo tem que parar! E se vocês dois, grandes Lobos maus, não podem cuidar disso, então eu vou.

— Não é tão fácil! — Jinx respondeu, suas mãos voando para cima em exasperação. — Toda vez que tentamos lhe falar, somos atacados. Não acho que já vira suas fodidas presas tanto quanto vi nos últimos quinze dias. Está bravo e chateado e uma série de outras emoções e não nos ouvirá. Nós tentamos, Stracey, de verdade, mas ele não nos escuta.

Stracey continuou: — Vou fazê-lo ouvir. — Voltando seu olhar para Jinx, declarou: — Ele tem várias reuniões das quais precisa participar. Algumas são importantes e não digo isso para pressioná-lo. Precisam de sua presença, não a minha, em um vídeo chamada, tentando explicar a sua completa ausência.

— Eu sei — Jinx assentiu. — Eu lhe falei isso, mas ele apenas grita comigo e então geralmente lança algo na minha cabeça. Digo a você, Stracey, aprendi esta lição muito rápido recentemente.

Stracey riu — Sério? Bem, é melhor ele não iniciar qualquer um desses absurdos comigo ou haverá uma briga muito grande!

Jinx respondeu irritado: — Sim, um livro, uma lixeira, sua bota e, Cristo, até a lâmpada uma vez.

— Eu lhe darei uma forte bofetada se tentar isso comigo. — A velocidade de Stracey aumentou quando se aproximaram do acampamento.

— Eu não duvido de que você faria. — Jacob comentou por trás.

Virando-se para olhar por cima do ombro, ela o viu sorrindo. — Lobos! Você não pode ser apenas um jumento como um homem comum, não, tem que ser selvagem e dominante. Bem, Sr. P.I., não brinque comigo, nem por um segundo.

Jacob inclinou a cabeça. — Desculpe, não queria incomodá-la, Srta. Hood.

Stracey levantou uma sobrancelha para ele antes de voltar a andar, sua voz apertada respondeu: — Já lhe disse para não me chamar assim.

— Desculpe-me — murmurou Jacob, mas ela sabia que ele não falava sério.

Jinx apontou para uma cabana grande — Esta é a cabana do Alfa, ele é...

Ela interrompeu-o, o sarcasmo escorrendo de suas palavras — Ah sim, a cabana do Alfa. Diga-me, Jinx, como diabos ele concordou em ser o Alfa? Ainda não está claro. Por favor, ilumine-me.

Jinx se contorceu sob sua investigação, um leve rubor subindo pelo rosto. — Ele teve que tomar conta disso. Não havia mais ninguém que pudesse fazê-lo, então assumiu.

— Realmente? — Stracey parou no pé da escada que levava à cabana. — Está me dizendo que não havia mais nenhum Lobo que pudesse ser o Alfa? Nem você? — Ela perfurou Jinx com um dedo, virou-se e apontou para Jacob. — Ou você, grandalhão? Nenhum de vocês poderia fazê-lo?

Jacob deu de ombros. — Ei, sou apenas um P.I., não tenho o material de Alfa.

— Hmmf. — Stracey voltou para Jinx, uma das mãos em seu quadril e batendo o seu pé no chão com impaciência.

— Eu? — Jinx apontou para si mesmo. — De jeito nenhum, definitivamente não sou um Alfa. Beta, sim. Alfa, não.

— Não posso acreditar que Cam concordou com isso. Ele disse um milhão de vezes que nunca seria Alfa e aqui está... um maldito Alfa. — subiu duas escadas, então girou ao redor. — Não só isso, mas em um local totalmente afastado do mundo. Será que pelo menos a Internet funciona aqui?

Jinx baixou a cabeça e ela estava certa de vira um sorriso no rosto dele. — Bem? — Ela cutucou.

— Sim, temos acesso à Internet e também temos eletricidade. Não é maravilhoso?

Stracey lhe deu seu “olhar maligno” e sua voz mais severa. — Não usa esse tom comigo, Ewan! O sarcasmo não combina com você.

Ela não aguardou uma resposta quando seguiu seu caminho até a porta. Andava tão rápido que quase caiu no colo de um homem em uma cadeira de rodas. Seus braços fortes a pegaram enquanto tentava se recompor em pé.

— Oh, sinto muito. — desculpou-se, seu rosto ficou vermelho quando ele a olhou.

— Sem problema. Deve ser a Srta. Hood, sou Fergie.

Ele estendeu a mão e ela sacudiu. — Stracey, me chame de Stracey, e é um prazer conhecê-lo.

Fergie inclinou a cabeça para o lado olhando-a por um momento antes de olhar para trás para Jinx e Jacob e de volta para ela. — Então é a única que tentará ajudar o Alfa?

Seu tom era um pouco duvidoso enquanto a olhava de novo. Stracey endireitou as costas e olhou para ele. — Eu sou. Por que você pensaria que eu não poderia?

Ela usou seu tom mais severo enquanto erguia uma sobrancelha, tocando um de seus pés no chão de madeira. Fergie moveu sua cadeira de rodas de volta um pouco — Desculpe-me, Srta... Stracey. Não queria ofendê-la.

— Não o fez. Eu precisaria me importar com sua opinião para sentir-me ofendida, e não me importo. Não o conheço e você não me conhece. — Stracey virou a cabeça, lançando a Jinx um olhar frio. — Onde ele está?

Os olhos de Fergie se arregalaram por um momento antes de começar a rir. — Agora vejo o que quis dizer, Jinx!

O olhar de Stracey se voltou para Fergie. — O que Jinx lhe disse, exatamente?

Jinx rosnou, cortando Fergie rapidamente. — Eu lhe disse que poderia ajudar Cam. Isso é tudo.

Fergie virou a cadeira de rodas, voltando-se para a cabana, jogando sobre o ombro. — Nah, o que disse foi 'Srta. Hood resolverá isso. Ela é uma mãe assustadora’. Exceto que não usou apenas a palavra mãe, mas você tem ideia, Stracey.

O rosto de Jinx tornou-se escarlate enquanto franziu a testa nas costas de Fergie. — Não disse exatamente isso, mas precisamos fazer algo sobre Cam. Faz quase duas semanas e há coisas com as quais ele precisa lidar.

Stracey balançou a cabeça. — Não me importo com o que disse, Jinx. O que me importo é essa triste situação com o Cam. Também preciso dele. Há negócios dos quais precisa cuidar e é isso que estou aqui para fazer. Colocar seu traseiro em movimento e sua mente fora daquela sala. Então, Jinx, leve-me até ele.

Jinx começou a subir as escadas e ela o seguiu, ordenando a Jacob: — Você, grandão, coloque minha bagagem em uma sala adequada e fique por perto, no caso de precisarmos de você mais tarde.

— Sim, senhora! — exclamou enquanto ela seguia atrás de Jinx.

Ele virou à esquerda, descendo pelo corredor e parando em uma porta fechada. Jinx bateu e todos ouviram a resposta de Cameron: — Vá embora!

Stracey ouviu o tom e agora entendeu por que ninguém chegou a Cam até agora. Alfa no extremo e esses Lobos malditos obedeceriam ao Alfa, não importa o que aconteça. Bem, ela não era um Lobo e ele não era seu Alfa, então abriu a porta e invadiu o interior.

— Cameron Sinclair! O que diabos acha que está fazendo? — Ela viu sua cabeça girando com sua voz, seus olhos cerrados quando sua boca se abriu para protestar contra sua presença. — Não se atreva! Você me ouviu? Não ouse tentar dizer-me para sair, porque não acontecerá.

Os olhos de Cam se encontraram com os dela e ela o viu tentando decidir como lidar com ela. Não lhe deu nem um segundo para pensar, continuando com em um tom de negócios: — Vai tomar banho, barbear-se e vestir-se. Então me encontrará no andar de baixo, onde tem uma videoconferência com o Sr. Akiyama sobre o acordo da propriedade no Japão. Ele está farto do meu “o Sr. Sinclair não está disponível” e você falará com ele. Vejo-o lá embaixo e instalarei o laptop enquanto o espero.

Stracey não esperou uma resposta, deixando a sala rapidamente e voltando para baixo. O choque no rosto de Jinx ao passar por ele era cômico, seus olhos se dividiam entre ela e a porta da qual acabara de sair. Ela colocou um dedo abaixo do queixo. — Feche sua boca, se você não quer pegar moscas com ela.

Ela o ouviu rir enquanto a seguia, parando nas escadas e olhando para o corredor. Ambos viram Cam sair do quarto e entrar no próximo. Jinx xingou enquanto seguiam descendo as escadas. — Obrigada, porra, por isso. Pensei que ele nunca sairia daquele quarto.

Stracey deu um tapinha no braço dele. — Deveria ter me chamado mais cedo. — Jinx assentiu. — Admito que esteja mais do que um pouco chocada com sua aparência. Cam nunca foi um ser descuidado, por assim dizer.

Jinx os conduziu para uma grande cozinha. — Eu sei, mas quase não saiu do quarto, nem mesmo para comer.

— Bem, saiu agora e farei o meu melhor para tentar colocá-lo em ordem para você. — Jinx deu um sorriso, a preocupação ainda em seus olhos. — Não se preocupe, nós vamos levá-lo através disso, seja o que for isso. Agora, eu mataria por um café e algo para comer.

Jinx mostrou-lhe a mesa, duas mulheres e Fergie já estavam lá. — Esta é a Marie, tia de Cam, você já conheceu Fergie e esta é sua companheira, Angel.

Ela sorriu enquanto se sentava, puxando o laptop para fora e montando ao lado dela. — Oi, prazer em conhecê-la finalmente. Cam falou bastante de você.

Angel sorriu de volta. — Fico feliz que pôde vir e realmente espero que consiga tirá-lo daquele quarto.

Jinx sorriu. — Já fez isso, ele está tomando banho e trocando de roupa.

Marie colocou café na frente dela. — O leite e o açúcar estão lá e acabei de fazer algumas panquecas frescas, se quiser.

Fergie parecia incrédulo quando olhou entre ela e Jinx. — Ela o tirou do quarto? Como, devidamente, ele não está apenas de pé rosnando na porta?

— Adoraria alguns agradecimentos. — Stracey respondeu a Marie quando Jinx riu, acenando com a cabeça e tomando um café para si mesmo.

— Usou alguma magia ou algo sobre ele? — Fergie perguntou, com os olhos vidrados em Stracey.

— Não. — Stracey lhe deu seu melhor sorriso. — Usei meu encanto.

Jinx quase cuspiu seu café, tossindo e engasgando-se, antes de limpar a boca com um guardanapo. Ela se virou para olhá-lo, uma sobrancelha levantada e suas unhas pintadas de vermelho tocando na mesa. Seu rosto corou enquanto balbuciava. — Desculpe-me — murmurou quando Marie colocou um prato de panquecas na frente dela.

Ela levantou o garfo na direção da boca. — Por sorte estou com fome! Obrigada, Marie, isso parece absolutamente delicioso.

Quando começaria a comer, Cam apareceu, de banho tomado, barba raspada e vestido com calças pretas e camisa branca, aberta no colarinho. Ele parecia quase como sempre, bem, além do olhar assombrado que Stracey via em seus olhos.

Houve um silêncio absoluto quando Cam se serviu de café, virando-se para apoiar-se na bancada — Então, temos trabalho a fazer? — perguntou, seus olhos apenas sobre ela.

— Sim — disse e apontou para o laptop — a reunião com o Sr. Akiyama está agendada, você tem meia hora para que possa acompanhar o que esses dois filhotes querem falar com você.

Fergie franziu o cenho para ela enquanto Jinx sacudiu a cabeça. Difícil. Se achavam que a intimidavam, estavam tristemente enganados. Ela sorriu docemente antes de voltar a curtir suas panquecas.

Cam sorriu — Ok, precisam de mim?

Stracey sorriu para Angel, que estava olhando entre Cam e ela, sua cabeça virando de um para outro. Como se não pudesse acreditar que conseguira tirar o Alpha do quarto, ele não saíra do quarto por quase duas semanas. Stracey deu um sorriso à jovem e uma piscadela enquanto terminava a comida.


Capítulo dois

Cam olhou para Jinx, depois para seu primo, ambos parecendo mais do que um pouco reticentes em falar. — Estão querendo minha atenção por dias, então falem. O que está acontecendo que preciso saber ou lidar?

Jinx tossiu. — Ok, bem, a Matilha de Dupont precisará de alguma atenção. Mac e Logan estão cuidando das coisas por enquanto, mas relatam que há uma falta real de Lobos jovens e fortes. Lobos machos. Há muitas mulheres, mas não homens suficientes e também há idosos com quem estão trabalhando para criar um Conselho Ancião para ajudar na administração. Obviamente, precisará de um Alfa apropriado também, mas as coisas parecem estar bem por enquanto.

Cam assentiu. — Eu me pergunto se meu pai enviaria alguns. Oh, espere, é Grant quem está no comando agora, então irei chamá-lo e perguntar. Além disso, também há a Matilha do meu tio na Escócia, podemos ver se gostaria de nos enviar alguns dos seus jovens Lobos. Se o Mac e o Logan estiverem bem com o fato de manter o olho na Matilha por enquanto, os deixaremos lá.

Fergie bufou. — Sim, gostarão disso. Sei que o Mac tem um pequeno “amigo” e Logan está andando como um filhote de cachorro apaixonado.

— Realmente? — Cam perguntou, não acreditando que Logan, um pouco silencioso e sensato, seria uma coisa "apaixonada".

Jinx concordou com Fergie. — Sim, com medo. Estou certo de que o Mac é um pouco divertido, mas Logan está mais apertado do que um tambor. O problema é que as mulheres, especialmente as jovens e bonitas, não foram bem tratadas em Dupont. Não tenho detalhes, mas lendo entre as linhas, elas têm sido abusadas há muito tempo. Então, a Loba que Logan tem vigiado de todas as formas, é nervosa e está mantendo-o de molho. Acho que ele ficará louco em breve, Cam. Nunca o vi assim antes.

Cam ficou distraído enquanto pensava que o gêmeo mais silencioso estava bem ferrado. Percebeu que deveria ir e ver seus dois Lobos logo, para que soubessem que estava lá, caso precisassem conversar. Assim que esse pensamento entrou em sua cabeça, ficou envergonhado. Fora egoísta e decepcionara todo mundo se trancando com a Chastity.

Respirou profundamente, soltando o ar lentamente. — Ok, só direi isso uma vez, sinto muito por não cumprir meus deveres. — Ergueu a mão quando Jinx abriu a boca. — Não interrompa, é a verdade, mas o que está feito, não tem mais volta, de agora em diante tentarei melhorar.

Cam sorveu seu café, um pensamento pulando na cabeça dele. — Rory?

Fergie riu. — Oh, Rory se foi, totalmente se foi! Ele e Charlie estão extremamente grudados e não se vê um sem o outro hoje em dia.

Jinx levantou as mãos. — O que posso dizer, está apaixonado e Charlie também. Sei que querem se acasalar e o pai dela está feliz com a decisão. No entanto, Rory se recusa a fazê-lo até que seja solicitado e obtenha a sua aprovação. Sua lealdade à Matilha de Grant está causando algumas noites sem dormir.

Cam perguntou: — Como assim?

— Bem — Jinx continuou — Rory quer ficar aqui, mas não tem certeza se é esperado que voltasse para a Escócia ou não.

— Ahh, entendi. — Cam se moveu para se sentar ao lado de Stracey, que estava digitando furiosamente em seu laptop. — Tenho a impressão de que qualquer um que veio comigo pode decidir por si mesmo. Se querem ficar, podem, e se querem voltar para a Escócia, podem. No entanto, com a falta de Lobos mais jovens aqui, preferiria que ficassem.

— Agradeço, pra caralho, por isso. — A mão de Jinx foi direto para sua boca quando Stracey parou de digitar, olhando para o alto da tela. — Desculpe-me.

Stracey voltou a digitar, quando Cam se virou para Fergie. — O que precisamos resolver?

— Nós podemos revisar algumas coisas mais tarde, mas a Matilha está um pouco perturbada por não vê-lo por aí desde... — Os olhos de Jinx foram para Marie e então continuou — o funeral. Então, se pudesse ir lá, seria bom.

— Tudo bem. — Cam franziu a testa, sabendo que decepcionara a matilha. No entanto, não estava certo de que ficaria mesmo, muito menos se permaneceria como Alfa. Era uma posição que evitara toda a sua vida adulta.

Stracey olhou para cima. — Estou prestes a conectar seu vídeo chamada e seja legal, são as primeiras horas da manhã lá.

Cam endireitou-se em seu assento, colando sua expressão mais agradável. — Vá em frente — disse-lhe quando a mesma se conectou ao Japão.

À medida que a chamada começou, Cam voltou ao seu papel de empresário obstinado rapidamente lidando com as preocupações do Sr. Akiyama de forma concisa e eficiente. No final da chamada, ambas as partes ficaram felizes com o que fora acordado e ele ouviu Stracey soltar um suspiro de alívio pelo quão bem correra a reunião.

Ele disse adeus, em japonês, e terminou a ligação, virando-se para Stracey. — Tudo correu bem, mais alguma coisa que precisa de mim?

— Preciso de sua assinatura em alguns papéis e saber se quer que algo mais seja enviado para cá. — Stracey sorriu. — Você provavelmente notou uma quantidade de roupas em seu quarto. Enviei-as na semana passada, mas quer que eu envie tudo para cá? Está planejando manter os escritórios e a propriedade em Los Angeles?

Cam percebeu que as roupas agora meio que estavam lotando seu armário, depois de tudo, não trouxera nenhuma camisa consigo quando chegou. — Manterei a casa em LA e os negócios ainda serão operados a partir do escritório de lá, por enquanto. Não precisa procurar por outro lugar para viver, a menos que queira, Stracey. É a sua casa.

— Bom. — ela sorriu. — Odeio fazer as malas. Suponho que dividirá seu tempo entre lá e cá? O que quer que faça em relação à sua agenda social, está planejando ir para os eventos ou devo cancelar?

Levantou-se, fazendo um gesto para que Stracey se juntasse a ele, pois não queria discutir isso na frente de todos. — Entremos no escritório para conversar.

Dirigindo-a ao velho escritório de seu tio, fechou a porta e começou a andar de um lado para o outro. — Não há compromissos sociais para o futuro previsível, a menos que seja imperativo que participe por razões comerciais. Confio no seu julgamento sobre isso. No que diz respeito às suas outras perguntas, receio que precise me dar algum tempo, Stracey. Não tenho uma boa ideia do que quero fazer. Nem sei se quero ficar aqui, muito menos ser o Alfa.

Stracey sentou-se na beira da mesa, sua expressão impassível. — Mesmo? Pensei que essa parte fora decidida...

— Está decidido, apenas no momento... — Cam começou a andar de novo, seu interior agitado com o pensamento de ser um Alfa em tempo integral. — Precisei fazê-lo no momento para acalmar a Matilha. Eles perderam Fearghas e nós estávamos em perigo por causa de Dupont e seus homens. No entanto, uma vez que tudo se resolva, obtenha sangue novo aqui e na Matilha de Dupont, então posso passar o papel. Se quero isso? Verdade seja dita, Stracey, e isso é estritamente entre nós, não sei se quero ser Alfa. Como você sabe, é algo que evitei como a praga, mas esse lugar é diferente. É pacífico aqui e sei que é estranho dizer isso, mas me sinto mais em casa aqui do que na Escócia. Esquisito, hein?

Stracey levantou-se, tomando a postura de negociadora, sorrindo. — Não é estranho, nem estúpido, nem qualquer outra coisa. Cameron, seu coração lhe diz onde está a sua casa e, se for assim, então fique firme e não deixe que ninguém tire de você.

Cam suspirou, olhando para seus olhos sorridentes. — Obrigado, mas fique quieta. Não quero causar mais frustrações, mais do que já fiz. Agora, preciso ligar para o meu irmão e meu tio, do lado da minha mãe. Ver se podem ceder sangue novo para cá. Pedirei que perguntem para as Matilhas na Escócia também. Quanto mais, melhor.

Stracey deu um tapinha no braço dele. — Seu segredo está seguro comigo, Cam. Antes de voltar lá, diga-me, quem é a garota no quarto em que o encontrei?

— Seu nome é Chastity. — Cam franziu a testa. — Eu lhe disse que poderia mantê-la segura, mas não deixava sua matilha e agora olhe para ela. Rebecca me disse que está em algum tipo de estado de fuga e passando por uma batalha interna em sua mente. Disse que posso ajudá-la, mas não sei como. Sentei-me ao seu lado, cuidando dela, mas até agora não acordou.

— Eu vi. — Stracey inclinou a cabeça para o lado. — De alguma forma, não acho que está me contando tudo, mas é o seu negócio. Falou com ela? Realmente falou? Tenho a sensação de que pode ajudar.

— Conversa? Para alguém que está inconsciente?

Stracey riu dele. — Sim, fale. Sabe, aquilo onde as palavras saem da sua boca? Diga-lhe o que está acontecendo aqui, com você, com sua própria Matilha. Apenas converse. Meus sentidos de “aranha” estão formigando no momento e acho que precisa disso tanto quanto ela.

Ele olhou fixamente para Stracey, quando falou de seus “sentidos de aranha”, no passado estava certa. Era um quarto de bruxa e, embora não praticasse o ofício, possuía um dom único para saber o que fazer em determinadas situações.

— Tentarei. — admitiu enquanto ela se dirigia para a porta. — Você pode pedir a Jinx para entrar? Preciso conversar algumas coisas com ele.

— Claro — parando na porta, virou-se e continuou: — Cam, ficarei por alguns dias se estiver bem? Posso trabalhar do meu laptop e não há nada de urgente que precise estar em Los Angeles.

— Acho que é uma boa ideia. Já tem um quarto?

Stracey assentiu. — Sim, ficarei aqui e gostaria de conhecer as pessoas. Se você ficar, serão uma grande parte da sua vida, então sinto que preciso fazer um esforço, sabe?

— Sim. — ele se aproximou, dando-lhe um rápido abraço. — Sei o que quer dizer e não esperaria diferente de você. É uma mulher excepcional e fico feliz que esteja aqui. Se quiser, eu a levarei para conhecer Chastity mais tarde?

— Gostaria disso, mas não fique me irritando. — afastou-se, rindo, quando saiu da sala.

Cam voltou para a mesa, olhando para a cadeira que Fearghas costumava sentar. Tocou o couro que cobria o grande assento antes de suspirar e sentar-se quando Jinx apareceu. — Você me chamou?

— Sim, sente-se. — Cam fez um gesto para a cadeira na frente da mesa. — Precisamos conversar e quero sua contribuição sobre quantos Lobos preciso pedir à Escócia.

A próxima hora voou, Jinx o informando sobre tudo o que estava acontecendo na Matilha, incluindo o romance de Jacob e Rebecca. Um que, aparentemente, não estava funcionando sem problemas pois a Bruxa lutava contra Jacob em cada turno em relação a “comandar sua própria vida” ou algo parecido. Cam riu, sabendo que um relacionamento entre eles certamente causaria fogos de artifício, mas, ao mesmo tempo, não ficando surpreso, foram atraídos um para o outro.

Cam se sentiu culpado por Rory e Charlie. O casal tão obviamente apaixonado e desesperado para acasalar, com seu amigo se recusando a fazê-lo até obter a bênção de Cam e o Alfa realizando o ritual de acasalamento cerimonial. — Tudo bem, nós examinamos tudo, liguei para Grant e ele concordou em entrar em contato com nosso tio e algumas outras Matilhas sobre o envio de alguns Lobos para cá, agora precisamos lidar com Rory e Charlie. Jinx, você pode falar com Marie e Angel e organizar uma festa, e dizer a Rory que quero vê-lo?

— Faremos. — Jinx saltou para cima. — Rebecca voltará mais tarde esta noite. Ela precisava fazer algumas coisas de bruxa com um clã ou algo assim, mas me disse todos os dias, quando você sair do quarto que quer vê-lo.

— Tudo bem, deixe-a saber que pode vir me encontrar. — Cam olhou para o melhor amigo. — Posso estar de volta no quarto, mas não entre em pânico, não ficarei lá como estive. Cuidarei dos negócios, tanto da Matilha quanto do meu, e se eu estiver lá, pode me buscar se alguém precisar de mim.

Jinx parecia duvidoso enquanto Cam continuava: — Quero dizer, que sinto muito por deixá-lo lidar com tudo ultimamente. Obrigado, meu amigo, agradeço tudo o que fez.

— É o que qualquer Beta faria, apoiar o Alfa. — Jinx sorriu enquanto ele se levantava. — Buscarei Rory antes de fazer qualquer outra coisa. Estou certo de que ele está quase a entrar em combustão espontaneamente, se não o ajudamos.

Cam balançou a cabeça, tentando não rir. — É melhor ir buscá-lo. Depois de lidar com ele, darei uma volta pelo acampamento e ver se alguém tem alguma preocupação sobre a qual queiram falar. Amanhã acho que precisamos verificar o Mac e Logan, você, eu e Jacob. Sairemos logo depois do café da manhã, ok?

— Sim, está tudo bem comigo. Deixarei o rapaz saber. Se eu puder tirá-lo de Rebecca.

Mais uma vez Cam pensou sobre aqueles dois juntos, quase podia ver os fogos de artifício saindo entre eles. Dois personagens fortes, Jacob muito dominante, Rebecca não era uma mulher a ser dominada. Inferno, estavam em uma montanha-russa e Cam apenas esperava que ambos estivessem ilesos no final.

— Aguardarei Rory aqui. — Cam voltou a sentar-se na cadeira. — Jinx, aguarde, feche a porta. — Ele esperou até que a porta estivesse firmemente fechada. — Como estão Marie e Fergie?

Seu amigo voltou para ele, encolhendo os ombros. — Marie está muito melhor agora, nos primeiros dias apenas chorou e chorou. Pegou a casa novamente, com a ajuda de Angel, e Fergie parece estar bem.

Cam olhou para Jinx intensamente, franzindo a testa levemente. — Parece, essa é uma palavra importante para usar. Diga-me o que quer dizer.

Novamente Jinx encolheu os ombros. — Não sei bem. — Cam observou como Jinx passou a mão pelo cabelo, obviamente, pensando sobre o que queria dizer antes de falar novamente. — Ok, quando chegamos aqui, ele estava obviamente preocupado com o que estava acontecendo com a Matilha, mas parecia acostumado a estar na cadeira de rodas. Agora, bem, é como se estivesse bravo o tempo todo, embora tente escondê-lo, posso senti-lo. Angel também parece preocupada nos últimos dias, então acho que está sentindo o que quer que seja.

— Tentarei falar com ele, pegá-lo sozinho. — Cam sentiu a raiva pouco guardada de seu primo antes e perguntou-se o que estava acontecendo. — Deve ser difícil não só ter perdido pai, mas também não poder assumir o seu devido lugar como Alfa, deve ser extremamente difícil.

— Sim, eu suponho. — Jinx foi abrir novamente a porta. — Só espero que supere, só isso.

— Eu também — concordou Cam. — Até logo.

— Buscarei Rory e o mandarei para vê-lo. Seja gentil, inferno, ele está sofrendo muito com a luxúria de acasalamento.

— Serei gentil, prometo. — Cam riu, ansioso para ver o gêmeo e como o encontro com a sua companheira o afetou.


Capítulo três

Chastity correu mais rápido, convencida de que se pudesse alcançar a voz que escutava, o que quer que estivesse atrás dela desapareceria. Os tons suaves voavam pelo ar ao seu redor e tentou agarrá-los e segui-los até sua fonte. A voz era uma que conhecia, mas simplesmente não conseguia identificar, uma voz que sentia que poderia salvá-la de qualquer lugar horrível.

Cada vez que pensava que pegara a direção que a levaria à fala da pessoa, ela parava. Quando não conseguiu ouvir a voz, uma sensação avassaladora de desespero e medo a invadiam, fazendo-a tropeçar nos galhos que cobriam o chão.

Seu coração bateu em seu peito enquanto a maldade que a perseguia aproximava-se cada vez mais.

— Ajude-me! — gritou quando o terror tomou conta do seu ser. Sua fera uivava em sua cabeça e tentava lhe dizer algo. O que era, não sabia, o que era muito estranho. Ela e sua besta eram uma só e sabia que deveria ser capaz de entender o que estava tentando lhe dizer. Mas não podia, então continuou com a vã esperança de que a voz retornasse e levasse-a a segurança.

Podia sentir sua força desaparecendo e sabia que se não escapasse logo, morreria. Sabia disso tão certo quanto conhecia seu próprio nome, então correu mais rápido, mais forte, com a esperança de que a voz voltasse.

Cam parou de digitar em seu laptop que montou na mesa. — Entre — disse quando ouviu uma batida suave na porta, Rory entrando com um olhar tímido em seu rosto.

— Alfa — Rory disse e sorriu — espero que esteja bem.

— Estou bem. — Cam se irritou com o nome. — Sente-se, Rory. Creio que temos algo a discutir?

Rory sorriu enquanto tomava o assento que Jinx desocupara antes. — Hum, sim, Cam... Quero dizer, Alfa.

Cam ergueu a mão. — Ok, pare. Rory, quando estivermos só você e eu, não precisa me chamar de Alfa. Na verdade, preferiria que não o usasse, mesmo quando deveria. Sabe que odeio essa palavra.

— Desculpe-me. — As mãos de Rory estavam firmemente presas nos braços da cadeira. — Mas você é um Alfa, só quero mostrar o respeito que merece, Cam.

— Independentemente disso. — Cam gesticulou para o amigo. — Apenas me chame Cam, normalmente. Agora vamos ao caso em questão. Jinx me diz que Charlotte é sua companheira?

Cam podia sentir a tensão em Rory, seu corpo se contraiu quando assentiu. — Sim, ela é, e nós discutiremos e ficarei aqui. Se isso estiver bem com você, está?

— É claro que sim, mas, Rory, está absolutamente certo? — Cam provocou, sabendo que a luxúria e a paixão eram confundidas com o amor verdadeiro.

— Sim! — Gritou Rory, saltando para começar a passear pela sala em círculos. — Ela é definitivamente minha companheira, Cam, minha besta está lutando contra mim todos os minutos do dia para marcá-la como nossa.

— Tente se acalmar, Rory. — Cam tentou esconder o sorriso que ameaçou cobrir seu rosto. — Então, Charlotte é definitivamente sua companheira e vocês dois estão felizes? Os dois querem isso?

Rory assentiu tão forte que Cam imaginou se a cabeça dele cairia. — Sim, estamos desejando nos unir por mais de uma semana, mas eu lhe disse que não poderíamos. Não sem a sua bênção. Já falei com a mãe e o pai e estão felizes por mim. Na verdade, disseram que viriam visitar em breve, mas lhes disse que esperassem até eu e Charlie estarmos instalado em nossa própria casa. Quero dizer, Cam, vamos lá! O casal recém-casado quer os sogros na mesma casa? Quer algo mais embaraçoso?!!

Ele não conseguiu se segurar mais, uma risada escapando dele quando Rory divagou. — Sim, entendo, não é uma situação ideal e concordo que seus pais possivelmente podem adiar sua viagem. Ou poderiam ficar na cabana da Matilha. Dessa forma, conseguem vê-los, mas você não precisa se preocupar com situações embaraçosas.

— Boa ideia! — Rory assentiu de novo. — Cam, por favor, podemos ter sua bênção? Não sei por quanto tempo posso durar sem marcá-la. Toda vez que ela sai do quarto, quero arrancar a garganta de qualquer um que a olhe.

Cam levantou-se, dando uma volta e segurando seu amigo em um abraço de urso. — É claro que tem minha bênção. Pedi que uma festa fosse organizada o mais rápido possível, verifique com Jinx, então farei a cerimônia para uni-los. Embora, você saiba que poderia ter ido em frente e a marcado, então faríamos a cerimônia depois.

— Não! — exclamou Rory, recuando. — Queremos fazê-lo direito, Cam. Sou um estranho nesta Matilha e quero dar uma boa impressão ao seu pai. Ele está bem em ficarmos juntos, mas não queria que pensasse que a marcava apenas para o inferno. Ele precisa saber que ela é minha, para sempre, e irei cuidar dela e amá-la como merece ser amada. De jeito nenhum, estamos fazendo o final do ato primeiro.

Felicitando Rory no ombro Cam assentiu — Ok, façamos tudo direito, oh, Rory, desculpe, estive ausente e se essa ausência lhe causou problemas ou a Charlotte.

— Oh, não há problema, sei que tem muito em sua mente. Está bem se eu encontrar Jinx agora? Quero organizar isso o mais rápido possível, antes de fazer algo realmente estúpido. — Rory sorriu. — Não quero que o pai dela pense que sou um idiota, sabe?

Cam riu. — Sim, eu sei, vá. Diga a Charlie que estou feliz por vocês dois.

Rory caminhou até a porta. — Direi, obrigado, Alfa.

Mais uma vez, Cam se irritou com o nome, mas deixou-o ir, seu amigo obviamente extasiado e desesperado para sair. Voltando à mesa, parou, mudando de ideia em trabalhar e seguiu o caminho de Rory para fora do escritório. Agora era um momento tão bom como qualquer outro para sair no acampamento e ser visto.

Ao passar pela cozinha, podia ouvir Rory, Jinx, Marie e Angel organizando a festa de acasalamento. A emoção de Rory era clara para todos ouvirem. Cam sorriu quando alcançou o pé da escada, ponderando se deveria mudar para roupas casuais antes de balançar a cabeça. A Matilha teria que se acostumar a vê-lo vestido assim. Era, afinal de contas, um homem de negócios e às vezes se vestiria como tal.

Ele duvidava que alguém da Matilha já tivesse visto uma camisa que custasse quase mil dólares, mas novamente, não mudaria apenas porque era agora Alfa. Quando estendeu a mão para abrir a porta uma dor atravessou sua cabeça e coração fazendo-o quase cair de joelhos. Seu aperto na porta era a única coisa que o mantinha de pé enquanto lutava para entender o que acontecia.

Cam tentou se concentrar, sua respiração afoita ao mesmo tempo que procurava controlar suas habilidades, enviando seus sentidos para fora e aterrando rapidamente sobre Chastity. Ele virou, forçando as pernas a se moverem, agarrando o corrimão e subindo as escadas o mais rápido que conseguiu. Quando alcançou o topo, a dor diminuiu o suficiente para caminhar ao longo do corredor e entrar em seu quarto

Seus olhos verificaram qualquer ameaça antes de descansar em seu rosto bonito, vendo seus olhos se movendo freneticamente sob suas pálpebras. Cam correu para frente, caindo de joelhos ao seu lado e pegando uma das mãos na dela. — Estou aqui, Chastity, está a salvo. Acorde, Chastity, acorde.

Seus dedos acariciaram sua mão e braço antes de descansar em seu rosto. — Chastity, pode me ouvir? Precisa acordar agora. Volte para nós.

Cam ficou de joelhos, sussurrando suavemente para o corpo imobilizado. Seu coração batendo selvagemente quando percebeu que sentia algo diretamente dela. Medo. Ele estava certo de que sentiu seu medo. Sobre o quê?

Não fazia ideia.

Estava tão absorto em Chastity, que empurrou quando uma das mãos pousou em seu ombro, girando para encontrar Rebecca olhando-o. — Você está bem? — perguntou calmamente, seus olhos aborrecidos nos dele.

Em pé, ele encolheu os ombros. — Não sei. Estava prestes a sair da casa quando senti uma dor no peito e na cabeça. O que me trouxe aqui.

Rebecca olhou para Chastity. — Está desesperada para você salvá-la.

Cam franziu o cenho. — Do que está falando? Eu a salvei. Trouxe-a aqui, mas ela não está acordando. O que mais posso fazer?

A Bruxa olhou-o com tristeza: — Precisa encontrá-la, Cam. Está trancada em alguma luta interior e precisa que a traga para fora. Estou certa de que pode fazer isso.

— E como diabos faço isso? — rosnou. — Diga-me, Rebecca, diga-me como faço.

— Sente-se. — Rebecca acenou para a poltrona em que passara as últimas duas semanas. — Ela está lutando, voltando. Por qual motivo, não sei. Tudo o que sei é que estou certa de que não acordará sem sua ajuda. Fale com ela, sempre que possível. Mas, também, use sua própria habilidade mágica, Cam. Precisa ver dentro de seus pensamentos para ser capaz de ajudá-la.

Cam sentou-se, colocando os cotovelos nos joelhos, a cabeça entre as mãos. — Não sei se posso fazê-lo.

— Se quer que ela volte, então não tem escolha. — Rebecca colocou uma das mãos em sua cabeça. — Você precisa encontrá-la dentro de si mesma e trazê-la para fora. Posso ajudá-lo com alguns feitiços de relaxamento. Se quiser.

— E se eu não puder fazer isso? Rebecca, e se não conseguir trazê-la de volta?

— Você não tem escolha. Deve fazê-lo ou ela morrerá.

O coração de Cam doía por causa das palavras de Rebecca, pensando em nunca mais ver os olhos brilhantes, fazendo com que o sofrimento o invadisse. — Gostaria de ter que lutar contra algum filho da puta. Sou muito melhor em afastar alguém, seja na sala de reuniões ou literalmente. Toda essa emoção não sou eu.

Rebecca sentou-se ao lado da cama. — Você tem sentimentos por essa mulher, não é?

Cam olhou para Chastity e voltou para Rebecca. — Não estou certo do que sinto.

— Existe uma conexão entre vocês. Posso sentir e você também pode, Cam. Não tem como tentar negar. — Rebecca levantou-se, as mãos nos quadris. — Por que diabos tem bloqueado a si mesmo nesta sala por quase duas semanas se não sente algo por ela? Não pode dizer que não tem sentimentos por ela porque isso é apenas uma besteira.

— Não fale assim comigo, Rebecca. — A voz de Cam estava gelada quando a olhou — Pode ser uma amiga, mas não fale assim comigo.

Rebecca levantou as mãos no ar. — Bem! Seja ilusório, finja que não há nada entre você e esta Loba, mas, Cameron Sinclair, sabemos que há e só terá que aceitar. Se não o fizer, se não fizer o que estou lhe dizendo, então ela morrerá.

Cam observou Rebecca sair do quarto, a ira fluindo dela em grandes ondas. — Que diabos ela sabe mesmo? — pensou enquanto voltava sua atenção para o corpo deitado sobre a cama.

Ele sentou-se observando Chastity por algum tempo antes de se levantar e fechar a porta. — O inferno, se tentarei, não quero quaisquer testemunhas, porra. — Sentou-se, deixando seu corpo relaxar, seus olhos fechando lentamente, quando chamou seus sentidos mágicos.

Raramente usou essa parte de sua herança das Bruxas, geralmente usando apenas magia para feitiços quando necessário, esse era um novo domínio para ele. Sua mente concentrou-se inteiramente em Chastity, sua primeira visão dela na floresta quando Silas a estava perseguindo. Sua raiva caindo por um momento quando viu novamente no momento em que Silas a trouxe para o chão, suas garras arranhando seu traseiro.

Cam rapidamente caminhou, para encontrá-la na clareira, segurando-a em seus braços quando ela ofegou e ficou mais excitada. Seu próprio ardor havia combinado com o dela, mas ele se afastou. Porquê? Procurou a resposta dentro de sua própria mente, examinando e questionando-se sem rodeios; medo.

Por que diabos? Estava com medo dos sentimentos que esta Loba rasgou dele com apenas um toque de seus lábios. Nunca sentiu nada remotamente perto do que sentiu por essa mulher e isso o mandou correr na direção oposta com a velocidade de uma bala tirada de uma arma. Ele a fechou ao mesmo tempo em que fechava seus próprios sentimentos.

Isso foi até ouvir Jacob falar que ela estava em perigo. Sendo agredida por seu próprio irmão. Então, os sentimentos se precipitaram para ele como um tsunami, raiva, raiva e fúria percorrendo-o como nunca antes.

A verdade era que, se não se importasse com ela, nunca sentiria raiva, ira ou fúria. — Foda-se! — Xingou em voz alta enquanto aceitou que realmente teria que cuidar de Chastity. Importava-se tanto que daria sua própria vida por ela; se fosse preciso.

— Ok, façamos isso — disse para si mesmo, e mais uma vez, começou a usar suas habilidades mágicas.

Puxando a cadeira para mais perto da cama, relaxou o corpo enquanto segurava uma das mãos de Chastity. Deixando sua mente relaxar antes de empurrar-lhe os pensamentos, tentando invadir seu próprio ser com o seu. Usou algo semelhante inúmeras vezes ao fazer negócios. Afinal, lhe daria uma vantagem se soubesse o que a outra pessoa pensava, ou sentia. Mas isso, entrando na mente de alguém que não estava consciente? Não, nunca fizera antes e nem sabia se funcionaria.

Seu corpo se afundou na cadeira enquanto sua mente buscava o elo para a Chastity, como uma fita escura de névoa entre seu corpo e o dela. Cam se moveu lentamente em direção a ela, muito mais lento do que era habitual, até que finalmente encontrou alguma resistência. Concentrando-se cada vez mais, estremeceu quando atravessou um mundo que não conseguia imaginar.

Ele estava de pé em uma floresta, uma que parecia estar mais morta do que viva com ramos quebrados, folhas maçantes e moribundas ao redor e sem sons de animais para serem ouvidos. — Onde diabos estou? — pensou enquanto deu um passo para frente, abrindo a boca e rugindo — Chastity! Chastity, onde está?

Um nevoeiro escuro rodopiou em sua direção e, assim que o tocou, estremeceu como se fosse tocado pelo mal encarnado. — Quem ou o que diabos você é? — perguntou através de dentes cerrados, sabendo imediatamente que tudo tinha algo a ver com Chastity não acordar.

Antes de entender melhor a “coisa”, ele a ouviu, gritando por ajuda, e saiu, correndo em direção à sua voz. Parou depois de alguns passos, quando percebeu que não poderia se transformar “Estranho” pensou quando ouviu outro grito, decolando em suas pernas humanas tão rápido quanto iriam levá-lo.

De repente, correu, sem respirar e com o suor escorrendo em seus olhos, até que finalmente pensou que podia ouvi-la tropeçar pela floresta. — Chastity? É você?

Os ramos à frente dele se separaram e lá estava ela, nua, ensanguentada, ferida e aterrorizada. Cam correu para frente, agarrando-a em seu peito — Você está bem? Chastity, por que não acorda?

Ela ficou aturdida enquanto olhava para ele. — Acordar? Do que está falando? Tenho tentado me afastar, de... Merda, não sei o que é, mas está me perseguindo por horas. Como me achou?

Cam afastou seus cabelos sujos do rosto, vendo o olhar assombrado em seus olhos e sabendo que precisava que tirá-la daqui. — Chastity, não se assuste, ok? — ela assentiu. — Seu irmão estava prestes a matá-la quando cheguei a você, mas foi há quase duas semanas. Você está inconsciente na minha cabana no Highland Wolf Clan Matilha.

Ela balançou a cabeça. — Não, não seja bobo. Do que está falando? Se for verdade, então, como está aqui? Estou sonhando?

Seu rosto mostrando sua confusão ao passo que se agarrava a ele. — Estou dentro da sua cabeça. Preciso que se concentre em mim e volte comigo.

— Como? — Chastity se afastou, o terror nos olhos. — Cam, ele está chegando! Nós temos que ir, precisamos correr agora!

Cam segurou seus ombros. — Chastity, não corra, fique aqui comigo. Por favor.

Ele sentiu seu pânico enquanto sacudia a cabeça. — Não, não podemos ficar quietos ou seremos pegos.

— O quê? O que nos pegará? — Implorou, quando ela tirou as mãos de seus ombros, virou as costas e correu.

Cam deu um passo atrás dela e rapidamente caiu de cara no chão, acordando para encontrar-se no chão do quarto, seu corpo drenado. Ficou deitado um momento ou dois, recuperando a respiração e examinando o que vira, o que sentira. Sua preocupação aumentando por Chastity, pois também experimentou o mal que sentiu. — Preciso de ajuda — pensou quando finalmente conseguiu erguer-se de pé, embora seus pés estivessem instáveis quando saiu do quarto.

Sentindo seu caminho ao longo da parede, alcançou uma porta aberta, Stracey de pé observando-o com os olhos arregalados. — O que diabos está errado? Você está bem?

Cam balançou a cabeça. — Bem não é a palavra que usaria, mas sobreviverei. Stracey, posso entrar e conversar?

— Claro. — Stracey segurou um de seus braços, ajudando-o a entrar em seu quarto onde ele desabou em uma cadeira.

— Preciso de ajuda. — Cam olhou para o rosto dela — E, acho que é a única que pode me auxiliar.

Stracey sentou-se na cama. — Acho que é melhor me dizer do que precisa então.


Capítulo quatro

Cam e Stracey conversaram durante mais de uma hora quando ele contou o que aconteceu. Ela era apenas um quarto de bruxa, mas aquele um quarto era forte em uma área particular; entrar na mente de outras pessoas. Era uma das razões pelas quais era seu “braço direito” em tudo que se relacionava com seus negócios.

Ela ainda estava duvidando quando ele se levantou. — Você pensará nisso pelo menos?

— Cam, não é algo a ser feito de forma leve. — puxou a saia, apesar de estar sentada perfeitamente. — Estou com medo de causar mais danos.

— Stracey, eu a vi, está em um estado terrível e podia sentir algo malévolo lá. Precisamos trazê-la de volta e quanto mais rápido, melhor. — Cam levantou-se para sair. — Basta pensar nisso, mas, no mínimo, quero você no quarto amanhã, quando eu entrar novamente.

— Definitivamente estarei lá amanhã e poderemos conversar sobre isso um pouco mais. Agora, irei para o trabalho. Até mais, vejo você no jantar.

— Claro, darei uma volta e acompanharei tudo o que perdi. — Cam parou de se virar para lhe dizer: — Não estarei aqui amanhã, irei à outra Matilha para verificar Mac e Logan, mas voltarei no início da tarde, o mais tardar.

— Ok, até mais.

Cam deixou a cabana, parando na varanda para respirar ao ar livre, seu animal rondando agora que estavam lá fora. — Não hoje — disse ao deixar a segurança da cabana do Alfa e começou a passear pelo acampamento. Parando cada vez que via alguém para simplesmente dizer olá, ou discutir algo que queriam.

Ficou agradavelmente surpreso com a recepção que recebeu de todos que conheceu, incluindo o pai de Charlotte. O homem ficou muito feliz que a cerimônia e a festa de acasalamento finalmente foram arranjadas, estendendo os olhos para Cam enquanto ria sobre os dois “jovens” conseguirem seu próprio lugar.

— Como isso funciona aqui? — Perguntou Cam, apenas para ser informado de que já havia algumas cabanas de reposição devido aos desaparecimentos inexplicáveis que ocorreram ultimamente.

— É bom saber — disse Cam enquanto se separavam e continuou pelo acampamento, fazendo uma nota mental para obter detalhes de todas as cabanas disponíveis. Se obtiver novos Lobos da Escócia, gostaria de ter casas para eles quando chegarem.

Enquanto vagava, sentiu várias vezes como se estivesse à beira de um ataque de pânico, geralmente quando alguém se dirigia a ele como Alfa. Ainda era algo com o que não estava confortável e adivinhou sua decisão ao caminhar. — Eu não sei se quero isso — pensou de novo e de novo, perguntando-se se poderia simplesmente levantar e sair.

Voltar para sua vida antes de vir aqui. Retornar ao seu estilo de vida quase playboy e deixar todos os pensamentos da Matilha para trás. Balançando a cabeça, sabia que não seria capaz de fazê-lo. Seria como desertar a Matilha e não estava certo de que conseguiria fazer isso.

— Pode haver outra saída, é só esperar e ver — disse a si mesmo várias vezes quando finalmente fez o caminho de volta para sua cabana.

As vozes exaltadas o fizeram parar, virando-se para a Club House e ouvindo as palavras irritadas de Jacob cada vez mais altas. Cam caminhou rapidamente para a cabana, empurrando a porta aberta, e encontrando Jacob gritando com Rebecca, que estava com um olhar desafiador em seus olhos e com os braços cruzados.

— O que está acontecendo? — perguntou Cam, seu tom informando que queria uma resposta rápida.

Jacob franziu a testa, seus óculos de sol no topo da cabeça ao passo que suspirava pesadamente. — Pergunte a ela!

Rebecca virou-se, vendo Cam e seu rosto corando. — Cam, o que está fazendo aqui?

Cam entrou ainda mais na sala. — Praticamente todos podem ouvir vocês dois, então, querem me responder?

Jacob começou a andar de um lado para o outro enquanto Rebecca olhava para o chão. — Não foi um pedido. — Cam cruzou os braços, olhando entre eles com um olhar “não foda comigo”.

— Ofendi esse teimoso orgulho Lobo dele! — Rebecca sentou-se, cruzando as pernas e pegando um pedaço de fiapo inexistente de seu vestido.

Cam acenou com a cabeça para Jacob: — O que está acontecendo? É tão grave assim?

Jacob parou de andar de um lado para o outro, respirando fundo. — Ela não me deixará marcá-la! Ficamos juntos por mais de duas semanas e não me deixará fazer a merda da marca!

Rebecca levantou-se, com uma raiva ardente em seus olhos. — Olhe aqui, Lobo! Não sou um pedaço de carne de ninguém para ser mordido e marcado. Não sou sua para possuir e fazer o que quiser comigo. Tenho trabalho a fazer, lugares para ir, reuniões de negócios para assistir e não posso fazê-lo com um chupão gigante na porra do meu pescoço!

Jacob deu um passo em direção a Rebecca, seus olhos ardentes enquanto um rosnado retumbava profundamente em seu peito. Cam viu a bruxa defender sua posição e esperou para ver o que aconteceria. Estava pronto para intervir, se necessário, mas seu interesse foi despertado por esses dois e observou atentamente enquanto seu PI parou na frente de Rebecca.

— Você é minha! Não no sentido de que a possuo, mulher tola! — Jacob suspirou, uma de suas mãos chegando a traçar um dedo ao longo de sua mandíbula. — Você sabe que é minha como sou seu. Simplesmente não sei por que luta tão duro. Becca, por favor, você não tem ideia do que está fazendo comigo não marcá-la. Precisa ver a razão sobre isso.

A própria mão de Rebecca aproximou-se da de Jacob, os olhos fechados por um momento antes de abri-los novamente. Ela recuou, interrompendo o contato enquanto cuspia — Não é justo! Não me toque quando estamos discutindo, Jacob. Está jogando sujo e sabe disso!

Jacob sorriu. — O quê? Não sei do que está falando.

Rebecca deu um soco no braço dele. — Não mexa comigo, Lobo, ou talvez eu possa transformá-lo em um pequeno gatinho!

Jacob deu um passo para trás, os olhos arregalados. — Você não se atreveria.

— Não? — Rebecca inclinou a cabeça para o lado. — Teste-me! Agora, podemos voltar ao que estávamos conversando?

Cam interveio — Conversando? Não quis dizer discutindo?

As cabeças de Jacob e Rebecca giraram, como se tivessem esquecidos de que estava lá. Rebecca passou o cabelo pelo ombro. — Não, Cameron, estávamos conversando sobre essa maldita “marcação” que ele continua falando.

Cam deu um passo à frente. — Tudo bem, antes de tudo, Rebecca, Jacob explicou o que significa quando um Lobo marca uma mulher?

Rebecca olhou para Jacob e voltou para a Cam. — Eu lhe disse que já sabia. Não é como se não soubesse nada sobre Lobos.

Cam assentiu. — Tudo bem, se sabe o que significa, diga-me.

Rebecca pegou seu vestido, novamente não havia nada lá. — Bem, é quando um Lobo quer que outros Lobos saibam que a mulher está “fora de limites”, que é sua namorada. Não é?

Jacob sibilou os dentes enquanto Cam riu. — Não, Rebecca, definitivamente não é o que marcar uma mulher significa. Sente-se. — Cam fez um gesto para o sofá e sentou-se. — Explicarei a você e não me interromperá. OK?

— Tudo bem — murmurou, seus olhos agora flutuando entre Cam e Jacob.

— Em primeiro lugar, um Lobo não sai por aí marcando uma mulher porque está saindo ou divertindo-se. Um Lobo só marca a mulher que percebe como sua companheira. Uma mulher a quem quer estar vinculados de maneira mais íntima. Um Lobo marca a mulher que quer como sua companheira de vida, ou, mais geralmente, quem ele conhece como sua verdadeira alma gêmea. Então, Rebecca, se Jacob está pedindo para marcá-la, então é o que pensa de você. Agora, o que precisa fazer é se perguntar, você é sua alma gêmea? E, o mais importante, ele é seu?

Os olhos de Rebecca se arregalaram, seu rosto corando enquanto ouvia Cam. Ele a viu olhando para Jacob, que estava rígido, obviamente esperando sua resposta. O pequeno “Oh” que suspirou, dizendo a Cam que não estava certa do que Jacob estava lhe pedindo.

— Rebecca, entende agora? — ela assentiu. — Jacob basicamente está pedindo que seja sua companheira. Para se ligar a ele, para sempre.

Jacob estava respirando com dificuldade, a tensão em seu corpo parecia quase dolorosa quando Rebecca se levantou, movendo-se em sua direção. Cam esperou, sem saber se a bruxa explodiria ou choraria.

Ela parou diante de Jacob, a mão alcançando a dele, que agarrou rapidamente. — Por que não me disse?

— Você disse que sabia — respondeu, movendo suavemente um pedaço de cabelo que caíra no rosto.

— Acho que não sabia. Pensei que só queria assustar outros caras.

Jacob riu. — Inferno sim, eu sei, mas essa não é a razão principal, Becca. Preciso saber que você é minha, como sou seu. Sei que não faz muito tempo que estamos juntos, mas nós, os Lobos, geralmente sabemos quando encontramos nossas companheiras e, confie em mim, meu amor, eu sei. Você é minha.

Rebecca deu um sorriso atrevido. — Bem, acho que precisamos conversar, Lobo. Mas, estou lhe dizendo, não sou uma esposa de “ficar em casa” e, certamente, não deixarei me guiar pelo caminho que vi muitos Lobos fazerem.

Cam sorriu, conhecendo Rebecca como fazia, sabia que Jacob estava em um passeio selvagem. — Desculpe interromper, mas há uma cerimônia de acasalamento organizada para Rory e Charlotte. Se vocês dois estão fazendo isso, poderiam ter uma cerimônia conjunta. Se quiserem, apenas deixe-me saber ou Jinx.

Jacob inclinou-se para baixo, seus lábios acariciando Rebecca enquanto Cam se virava para sair. Inferno, parecia que o amor estava definitivamente no ar na Matilha Highland Clan.

Cam deixou os apaixonados e voltou para a cabana Alfa, notando que estava escuro e cheirando a comida quando ele se aproximava. Ao entrar, viu Fergie sentado no canto, a tristeza tão estampada em seu primo que machucou Cam olhar para ele.

Forçou as pernas na direção a Fergie, encostando-se a parede e cruzando os pés. — O que há de errado? — perguntou suavemente, enquanto Fergie o olhava.

— Não é nada — disse e deu de ombros — apenas sentindo pena de mim mesmo, ignore-me.

Cam balançou a cabeça. — Não acontecerá, por favor. Fale comigo.

Fergie deu de ombros novamente. — Todo o afluxo de vocês, Lobos fortes e poderosos, só me faz perceber o que perdi. Sei que você será um bom Alfa, Cam, mas não há como se afastar do fato de você estar no meu lugar. Estou pensando em me mudar para algum lugar que não esfregue na minha cara todos os dias, você sabe?

— O quê? — Cam estava chocado, não sabia que seu primo se sentia assim. — Não, não irá a lugar algum, ainda não. Resolveremos isso, Fergie. Inferno, não me sinto mais feliz do que você por estar na sua posição. Nunca quis ser Alfa de qualquer Matilha.

— Sei que não, sei que foi empurrado para você e sou grato, realmente sou. Simplesmente não sei se posso ficar.

Cam só podia adivinhar a dor que seu primo estava passando e o fato de ele ser Alfa adicionado a essa dor o machucava profundamente. — Fergie, agora que seu pai se foi, estaria aberto para deixar Rebecca dar uma olhada em você? Ela poderia ajudar.

Fergie franziu a testa. — Rebecca? Como a Rebecca de Jacob?

— Sim. — Cam assentiu. — É muito forte na magia de cura. Pode ser capaz de ajudar.

Fergie balançou a cabeça. — Não trouxe Chastity de volta, ainda está em coma, ou seja lá que diabos está. Não, não estou certo de que quero deixá-la solta em mim. E se piorasse as coisas?

— Em primeiro lugar, ela nunca faria nada se não pensasse que pudesse ajudar. — Cam tentou ficar calmo, as palavras de Fergie quase soaram como um insulto contra a Bruxa. — Em segundo lugar, Chastity estava à beira da morte, o próprio Curador da Matilha disse que não poderia fazer nada por ela e provavelmente a perderíamos no caminho para o hospital. Rebecca salvou a vida dela. É só por causa dela que Chastity não está deitada em uma sepultura agora. Então, Fergie, apenas pense nisso, ok.

— Suponho que esteja certo, o Curador nos disse como a condição de Chastity era severa. Não estou prometendo nada, mas pensarei no assunto.

— Bom — Cam riu. — Não é mesmo a qualquer momento em breve. Parece que Rebecca e Jacob se juntarão à cerimônia de acasalamento de Rory, então, estarão um pouco “ocupados” por um tempo.

— Eita, há alguma coisa na água? — Fergie virou a cadeira de rodas. — Parece que há muito amor acontecendo.

— Sim, sei o que quer dizer. Ei, essa comida cheira incrível, vamos comer. — Cam caminhou ao lado de Fergie quando ingressaram na cozinha, todos aparentemente os esperando.

Quando adentraram, Marie e Angel entraram em atividade, correndo pela cozinha e servindo a comida. Jinx e Stracey sentados ao lado um do outro conversando. Cam percebeu que suas cadeiras pareciam estar mais próximas uma da outra do que qualquer um dos outros assentos. O amplo sorriso no rosto de Jinx enquanto falava com Stracey fazendo com que Cam observasse atentamente.

Stracey estendeu a mão, cobrindo a de Jinx na mesa quando riu de algo que ele havia dito. — Noite — disse Cam e quase riu quando Stracey puxou a mão para trás, saltando de surpresa.

— Droga, mas definitivamente parece haver algo no ar aqui se mesmo Stracey e Jinx parecem estar se “aproximando” — Cam pensou enquanto se acomodava para comer o banquete que foi colocado diante deles. — É melhor conversar com Jinx. Definitivamente não quero nenhum problema com Stracey. Os negócios dependem dela — pensou quando viu seu rosto perder o rubor que aparecera como se fosse pega fazendo algo que não deveria.

Cam sorriu. — Obrigado, Marie, Angel, isso parece incrível. Vamos comer antes que a comida esfrie.

Quando começaram a comer, a conversa voltou ao normal e Cam ficou agradecido. Teve surpresas suficientes por um dia.


Capítulo cinco

Depois que terminou de comer, Cam deu suas desculpas e saiu, querendo verificar Chastity antes de ir para a cama. Seria a primeira vez, que desde que lutou contra o Alfa da Matilha Wild Ranch, que dormiria em uma cama. Seu estômago apertando com o pensamento de deixar Chastity sozinha, mas sabendo que precisava descansar corretamente.

Sua mente e seu corpo estavam exaustos e precisava recarregar suas energias para tentar ajudar a Loba no dia seguinte. Seus pés levando-o diretamente para o quarto dela, como se estivesse no piloto automático, sentou-se na cama, tentando ver se havia alguma melhoria em sua condição.

Não, nada, nada havia mudado desde anteriormente. Droga! Desejava que ela simplesmente acordasse!

— Então o quê? — pensou, o que aconteceria quando ela acordar? Não fazia ideia. Cam nunca se sentiu assim por uma mulher antes. Em um momento queria marcá-la como dele. No próximo, queria virar e correr na direção oposta.

Sua besta uivou alto, com a sugestão de deixar Chastity, e ele a calou, ou, com mais precisamente, disse para “fechar a boca”. Cam não possuía intenção de permitir que sua besta moldasse seu futuro. Não deixou que moldasse seu passado e não estava prestes a mudar isso em breve. Não, ele, Cameron Sinclair, o homem decidiria seu futuro. Seja o que for que seja, não deixaria sua herança intervir.

Estendeu a mão, acariciando o longo cabelo de Chastity enquanto seu coração batia mais rápido, olhando-a. Estava atraído por Chastity, não podia negar isso, mas ela era sua companheira? Sua alma gêmea? Não sabia e, mesmo que fosse, estava preparado para assumir a responsabilidade de ter uma companheira?

Mais uma vez, sua razão egoísta dominou seus pensamentos, nunca levando em consideração os sentimentos de mais ninguém. Não nesse nível de qualquer maneira. As mudanças em seu estilo de vida seriam drásticas ao extremo; poderia fazê-lo? Provavelmente não.

Enquanto ponderava isso, percebeu que seria muito melhor para Loba branca se não fossem companheiros. Cam estava quase certo de que não fora feito para ser amarrado a uma mulher, ou colocá-la primeiro em todas as coisas. Conhecia suas falhas e uma grande era o seu egocentrismo.

Suspirando, deixou o cabelo dela cair de seus dedos, examinando-a mais uma vez antes de se virar para sair. Desejando, novamente, nunca ser colocado nesta posição, como Alfa, como protetor, como salvador.

Chastity teria uma grande decepção se achasse que ele era seu companheiro. Isso é se acordar, e isso não estava garantido.

Caminhou lentamente para o quarto, fechando a porta e indo para um banho para acalmar seus nervos, antes de cair na cama em um sono profundo.

— O que há de errado? — Angel perguntou pela quinta vez desde que chegaram em casa.

Fergie colou um sorriso em seu rosto quando a olhou, vendo a carranca e a preocupação em seu rosto. — Nada, por que continua perguntando? Tudo está bem, bebê.

Angel franziu a testa ainda mais. — Fergie, posso sentir isso. Você está infeliz. Sou eu? Está arrependido da nossa ligação? Sei que aconteceu rápido, mas pensei que sentisse o mesmo que eu.

Suas palavras o feriram, seus olhos se arregalaram quando a puxou para sentar-se ao lado dele no sofá. — O quê? Por que pensaria isso? Sabe que a amo mais do que possa dizer, Angelique, mas tem que saber que a amo, adoro você, adoro você. Por favor, nunca pense que não.

Ela tentou sorrir e falhou miseravelmente quando ele a alcançou para acariciar seu rosto. — Por favor, diga-me o que é então? Não minta para mim, meu Lobo, confie em mim, seja o que for, isso é perturbador.

Fergie suspirou. — Estou apenas me sentindo triste por mim, não é nada sério.

— Por quê? Deve haver uma razão. Fergie, fale comigo.

Angel se inclinou, beijando sua face e colocando a cabeça em seu ombro enquanto o braço a puxava para mais perto. — Perder o meu pai e, em seguida, Cam assumir como Alfa agora está afundando. Ele está no meu lugar e antes de dizer qualquer coisa que eu sei por que ele é o Alfa e por isso que não sou — Fergie deu um tapa na perna e continuou — mas não para de doer como o inferno. Tenho pensado que devemos ir para outro lugar, longe daqui e das memórias.

O corpo de Angel ficou rígido enquanto o silêncio os cercava, Fergie aguardava pacientemente sua reação. Finalmente, ela se virou para olhar para ele. — Se realmente quer sair, então vou com você aonde quer que vá. Mas, Fergie, não quero que tome decisões precipitadas. Quero que dê algum tempo e se ainda quiser sair, então nós iremos. Seguirei você em qualquer lugar, querido, em qualquer lugar.

— Realmente? — perguntou Fergie, não estava certo de por que ela concordava tão facilmente com tal agitação em suas vidas. — Iria aonde eu quiser?

— Claro. — A cabeça de Angel se lançou, seus lábios beijando-o rapidamente. — Amo você e farei o que for preciso para deixá-lo feliz.

Fergie moveu a mão para agarrar seus cabelos, puxando os lábios para trás em direção aos dele. — Pode adivinhar — parou, beijando-a profundamente por alguns momentos antes de se afastar — o que me deixaria feliz agora?

Ele sorriu quando olhou nos olhos dela, meio fechados, as pupilas dilatando-se devagar, ela riu. — Oh, acho que posso adivinhar. Vamos lá, dormiremos cedo e vamos para o quarto.

Fergie puxou a cadeira de rodas para mais perto, movendo-se com a facilidade praticada, puxando Angel para o colo. — Consegue sentir? —Balançou debaixo de sua bunda lustrosa. — É isso que um beijo seu faz comigo, Angel. Um beijo e estou pronto para fazer amor com você.

Angel se contorceu, sua bunda apertando nele. — Posso sentir bem, seria meio difícil não ver já que estou sentada em cima. Apresse-se e leve-nos à cama.

— Quão rápido? Isso é rápido? — Fergie brincou quando empurrou com todas as forças, fazendo com que sua cadeira deslizasse pelo chão em direção ao quarto deles, e pela porta enquanto Angel gritava para diminuir a velocidade. — Lá vai, foi rápido o suficiente? — Ele riu quando parou ao lado de sua cama, Angel segurando firmemente ao redor de seu pescoço.

— Oh, merda! Você acabará batendo um desses dias! — Angel deu um soco no ombro dele, rindo.

— Eu poderia, mas não hoje. — A boca de Fergie cobriu a dela, beijando-a com abandono, ao mesmo tempo em que, mais uma vez, pensou que afortunado era tê-la como sua companheira. — Agora, tire essas roupas e entre na cama. Planejo fazê-la uivar com alegria muito em breve.

Angel sorriu quando começou a se despir. — Como você, meu Lobo!

Fergie usava a força do corpo superior para entrar na cama antes que Angel terminasse de se despir, deitado nu com o braço atrás da cabeça, olhando-a. — Você é linda, meu anjo.

— Merci, mon amour. — Angel riu, seus olhos se instalando em seu quadril, vendo a protuberância. — Vejo que está pronto para jogar, mon loup.

— Sempre pronto para você, linda. Agora, traga essa bunda perfeita aqui.

Angel descartou a calcinha e pulou na cama. — Devo ir por cima? — Ela ofegou enquanto seus lábios faziam cócegas no peito.

— Não, deite-se, quero adorar seu corpo esta noite. — Fergie novamente usou sua força para se mover muito mais rápido do que alguém com sua deficiência poderia ser capaz de fazer, deitado entre suas pernas, sua cabeça em seu ápice enquanto seus dedos agarravam o cabelo dele.

Colocando uma das mãos no quadril para mantê-la no lugar, abaixou a cabeça, a língua se lançando para provocar aquele ponto tão sensível que sempre a deixava louca. Sua boca riu contra seu clitóris enquanto sua boca o arrebatava, movendo-se entre seu clitóris e sua abertura úmida, mergulhando dentro para prová-la. Ele moveu uma de suas pernas para cima e sobre seu ombro, dando-lhe acesso total ao seu núcleo.

A respiração de Angel acelerou, gemidos de prazer rugindo por sua garganta enquanto a mão apertava seus cabelos. Sabendo que ela estava tão perto, a língua de Fergie voltou a se concentrar em seu clitóris, sacudindo-o e lambendo-o até que os sons que ela fez se tornassem cada vez mais alto, suas costas arqueando-se da cama. Fergie sentiu o orgasmo começar, suas pernas tremendo primeiro, um grito rasgando sua garganta enquanto seu corpo inteiro estremeceu em libertação.

Ele continuou a lamber e beijar suas partes mais íntimas à medida que lentamente relaxava na cama. — Mon dieu! Mon loup, está tentando me matar! Isso foi, bem, foi incrível.

— Sim, eu sei, tenho uma visão panorâmica. Agora, o que diz de começar de novo?

— Oui, oui, oui! — Angel riu, enquanto Fergie se puxava para cima, empurrando dentro de seu núcleo liso.

Cam se agitou e virou, perdido em um sonho, no qual procurou a Loba branca em uma caça sem fim através de uma floresta profunda. Sua fera correu e continuou, as almofadas em suas patas começando a sangrar enquanto procurava o outro Lobo, finalmente uivando fortemente com frustração que levou Cam fora do sonho.

Seu corpo encharcado de suor, seu coração batendo muito rápido. Uma dor no seu estômago quando percebeu que não só não havia encontrado a Loba, mas fora um sonho.

Deitado por alguns minutos para reunir seus pensamentos antes de lançar as cobertas e dirigir-se ao chuveiro. Esta Loba estava começando a invadir todos os seus pensamentos e Cam não gostava disso. Quanto mais ela ficava sob sua pele, mais difícil seria se afastar. E afastar-se era exatamente o que decidira fazer. Seu pensamento egoísta tomando a melhor.

A água quente caiu sobre ele enquanto se concentrava na outra Matilha que verificaria, esperando que Mac e Logan estivessem bem até que algo mais permanente pudesse ser resolvido. Estava terminando de tomar banho quando ouviu seu telefone, pegou uma toalha, apressando-se para alcançá-lo antes de acordar qualquer outra pessoa. O som alto na tranquilidade da noite, agarrou-o e viu o número de seu irmão.

— Grant, o que diabos está acontecendo? — O tom de Cam afiado com o seu primeiro pensamento de que havia algo errado com sua mãe ou pai.

— O quê? — Grant pareceu intrigado: — Estou apenas ligando sobre o que falamos.

Cam soltou a respiração que segurava. — Ainda não amanheceu, Grant.

— Merda, desculpe, esqueci a diferença de horário.

— Tudo bem, estava acordado. Então, o que de tão importante fez você chamar?

Grant riu. — Desculpe, Cam, sei que você gosta de sua beleza, mas queria lhe dar uma atualização. Preciso dizer que fiquei mais do que um pouco chocado com a quantidade de nossos Lobos que gostaria de se juntar a você aí. — Grant pareceu chateado. — Tive que cortar os números daqueles que queriam sair. Não tenho a intenção de deixar nossa Matilha vulnerável ou sem os recursos necessários para funcionar. Desculpe, irmão, mas é assim que é.

Cam sorriu para o tom Alfa na voz de seu irmão, aparentemente a posição lhe serviu muito mais do que Cam achava que seria. — Isso é perfeitamente aceitável, não gostaria que a Matilha ficasse vulnerável de qualquer maneira.

— Bom — Grant respondeu — porque tive que diminuir mais de uma centena que queria sair. Todos disseram que gostariam de ir aos EUA não por causa de serem infelizes aqui, mas porque queriam se juntar a você, pessoalmente, irmão. Fiquei um pouco irritado para começar, mas também entendo. Tem muitos amigos aqui, Cam.

— Cem? — Cam ficou chocado — Não queria causar problemas, Grant. Desculpe-me se...

— Och, não se preocupe. — Grant riu levemente. — Esta foi a minha primeira decisão importante como Alfa e sei que não será minha última dificuldade. Então, Cam, tenho vinte e cinco Lobos prontos, capazes e mais do que dispostos a se juntar a você, então, como fazemos isso?

Cam sorriu para o tom confiante na voz de seu irmãozinho. — Pagarei todos os custos de transporte, se entrar em contato com Stracey, ela resolverá tudo.

— Bom — novamente seu irmão riu — porque não pagaria por eles para saírem daqui. Eu o amo, irmão, mas não muito!

— Estou feliz em pagar e pode dizer ao tio Will também, ele o chamou?

— Sim, disse que pode enviar dez ou doze, não está certo de dois que querem sair, pois diz que eles são “Betas em construção”, suas palavras, não minhas.

— Bom. — Cam assentiu para si mesmo. — Nós precisaremos de uma boa mistura, mas definitivamente precisamos disso para o futuro. Se você lhe disser para entrar em contato com Stracey também no que diz respeito ao transporte e ela me avisará quando chegarem. Quanto mais cedo, melhor, Grant, não gosto de não ter guardas fortes para proteger ambas as Matilhas.

— Ok, ligarei para ela mais tarde. Não quero acordá-la agora, mas há voos para os EUA todos os dias de Glasgow e Edimburgo, então trabalharemos com algo.

A cabeça da Cam começou a trabalhar na logística de transporte de mais de trinta e cinco Lobos. Seu jato não era bastante grande, mas ele se perguntou se Marcus poderia alocar algo maior e apenas fazê-lo dessa maneira. Evitaria muitas dores de cabeça se pudesse. — Grant, aguente, perguntarei ao meu piloto, Marcus, se pode pilotar um avião o suficientemente grande para trazer todos. Eu o informarei ainda hoje mais tarde.

— Como a outra metade vive — Grant murmurou — nunca perguntei antes, mas como é ter o tipo de dinheiro que você tem?

Cam respondeu com facilidade: — Bom, dá-lhe uma liberdade que nem sequer posso descrever. Significava que não teria que voltar para casa, não teria que me curvar diante do pai. Posso viver da maneira que quero, Grant.

— Mesmo agora? Com você sendo Alfa? Ainda tem essa liberdade?

As palavras de seu irmão o atingiram profundamente, fazendo com que Cam pensasse em sua posição de Alfa. — Não sei, deixarei você saber quando eu descobrir. Enquanto isso, preciso colocar aqueles Lobos aqui o mais rápido possível, então tentarei fazer isso.

— Ok, converse mais tarde e, Cam, venha visitar em breve. Sinto sua falta e sei que a mãe também.

— Quando tiver a chance, vou. Já tenho muito na minha lâmina agora, mas vou.

Cam disse um adeus rápido e desligou, pegando roupas e colocando-as rapidamente antes de verificar Chastity, fechando a porta silenciosamente enquanto seus olhos de Lobo levavam cada detalhe dela, mesmo na escuridão. Sentado na poltrona familiar, relaxou, colocando os pés na borda da cama, fechando os olhos para relaxar, por um momento.

— Cam! Cam! Você está aí?

A voz de Chastity em sua cabeça, o pânico se aproximando alto e claro quando seus olhos se abriram para encontrar-se na floresta. Seus pés já se moviam em direção ao som de sua voz. Sua besta uivou para se mover mais rápido, para chegar até ela rapidamente.

— Chastity, onde você está? — Cam rugiu, rasgando as árvores rapidamente, suas roupas rasgando-se nos ramos enquanto sua pele rasgava e rompia.

— Estou aqui! Cam! Precisa me tirar daqui!

Atravessando a densa mata, Cam tropeçou em uma clareira, a mesma em que viu pela primeira vez a Loba, e lá estava ela, ajoelhada no meio, soluçando com a mão no seu coração. Cam correu para frente, caindo no chão diante dela, suas mãos segurando seus ombros e puxando-a para o abraço dele.

— Estou aqui, estou aqui, não chore. — A voz de Cam engatou com o poder que as lágrimas tinham sobre ele. — Chastity, você pode sair daqui, agora mesmo, comigo. Mas, tem que confiar em mim e tem que vir comigo sem perguntas.

— Cam. — Os olhos cheios de lágrimas procuraram os dele, suas mãos agarrando-o firmemente. — Eu posso? Posso mesmo?

— Sim — disse Cam com força. — Só tem que fechar os olhos e seguir a minha voz. Pode fazer isto?

Chastity assentiu. — Sim, preciso sair daqui, estou enlouquecendo!

Cam puxou-a para seus pés, ainda segurando-a com força. — Feche seus olhos, é isso, feche-os.

Cam sorriu quando Chastity soluçou, com os olhos fechados. — Bom, agora, pode sentir-me tocando aqui — ele apertou seu controle sobre ela. — Você pode?

— Sim — choramingou.

— Agora, concentre-se, pode me sentir aqui? — Cam tocou o lado da cabeça, em seguida, prendeu a respiração esperando por sua resposta.

Ele a viu virar o seu rosto, inclinando a cabeça para o lado, então um pequeno sorriso apareceu e um longo suspiro escapou de sua boca. — Sim!

— Isso é realmente bom, é a única coisa que tem para segurar. Você pode fazer isso? — Ela assentiu novamente, então ele continuou. — Vai me seguir de volta, de volta ao quarto em que está sendo mantida, de volta à consciência e a vida. Você fará isso, Chastity. Este não é um pedido.

Cam empurrou cada átomo de seu Alfa interno em seu tom e viu sua resposta imediatamente. Os olhos de Chastity baixaram, sua cabeça se movendo para o lado para dar-lhe acesso claro a sua garganta macia e branca, como ela concordou.

— Sim, eu o seguirei você — sussurrou quando ele começou a viagem de volta, lentamente levando-a com ele à medida que a sua mão apertava a dele. Seu medo quase o sufocou quando a trouxe de volta para a consciência.

Cam segurava sua mão com força, mesmo que estivesse perfeitamente consciente de que não estava realmente segurando. Tudo estava em suas mentes, mas sentiu-se tão verdadeiro para ele e, obviamente, para Chastity também, pelo jeito em que se agarrou a ele desesperadamente.

— Não me deixe ir, Cam, por favor, não me deixe ir — implorou ao mesmo tempo em que se aproximavam cada vez mais para escapar de seu pesadelo.

— Não vou, apenas segure firme, estamos quase lá. Você pode fazê-lo, Chastity, fique comigo. — A voz de Cam firme enquanto falava, desejando que voltassem pelo nevoeiro e na luz.

A respiração acelerada de Chastity soou alto em seus ouvidos quando veio junto com ele, cada vez mais longe da prisão em que fora capturada dentro de sua própria mente. — Quase lá — Cam disse, já podia sentir seus pés apoiados sobre a cama, com a cabeça apoiada sobre a cadeira para trás.

— Concentre-se, sinta a cama embaixo de você, o travesseiro em que sua cabeça está deitada, Chastity. Sinta o lençol que a cobre, a camisola que você está vestindo, você pode? Pode senti-los?

Cam prendeu a respiração, rezando para que sua resposta fosse a que esperava. Os poucos segundos que demoraram para que respondesse pareciam uma eternidade, mas então ela ofegou, sua voz alta e estridente: — Sim! Sim! Posso sentir tudo!

Uma fração de segundo mais tarde, os olhos de Cam se abriram, girando para prender os de Chastity. Seu rosto pálido, seus olhos chocados quando o olhou e ao redor. Cam puxou os pés da cama, sentando-se para frente para pegar a mão dela, acariciando-a suavemente enquanto a respiração dela acelerava.

— Meu Deus! Ele me mataria! Meu próprio irmão me mataria!

Cam inclinou-se — Acalme-se, ele se foi, eu lidei com ele e você está a salvo.

Os olhos de Chastity se fixaram nos dele, selvagens de terror enquanto sacudia a cabeça. — Mallory? Você pegou Mallory?

— Quem? Não faz muito sentido, Chastity. Seu irmão é Philippe. Quem, inferno, é Mallory?

Seu rosto empalideceu ainda mais, como se fosse possível, enquanto seu corpo começou a tremer. Cam se moveu, sentando ao lado dela e puxando-a para cima em seus braços. — Você está segura, confie em mim. — Ele tentou novamente para acalmá-la, mas sua cabeça se moveu freneticamente, de lado a lado.

— Não, não estou! Preciso saber se você ou seus homens lidaram com o filho de Philippe, Mallory.

Cam amaldiçoou — Foda-se, você tem um sobrinho. Merda, desculpe, quantos anos ele tem, a Matilha cuidará dele, mesmo que seja filho de Philippe? Merda, eu não sabia.

Os olhos de Chastity mostraram puro terror enquanto prendia seu olhar com o dele. — Você não entende, Cam. Não tenho medo por Mallory. Estou com medo dele! É um monstro, muito pior do que seu pai e não sei onde está. Se me encontrar, fará coisas muito mais brutais do que Philippe. Então, Cam, não estou segura, não estou segura.

As lágrimas escorreram de seus olhos quando Cam a olhou com um choque total. Seu coração batia enquanto a encarava de novo, virando a cabeça e rugindo no topo de sua voz — Jinx! Traga seu traseiro aqui, agora!

— Está tudo bem, está na casa do Alfa na Matilha do Highland Wolf Clan. Cam usou o canto do lençol para limpar o rosto. — Nós teremos certeza de que está segura.

Sua cabeça ainda estava tremendo: — Não, oh foda... desculpe... mas ele é louco. Realmente insano. Pelo menos, Philippe conseguia parecer normal e agir como um Alfa, às vezes, tomando decisões, mas seu filho é totalmente louco. Sempre foi assim. Mesmo quando criança, torturava e matava animais, e se não fosse controlado, faria isso com as outras crianças!

— O quê? Está dizendo que seu sobrinho torturou e matou outros filhotes? — Cam não podia acreditar em seus ouvidos, certamente seu cérebro estava confuso e ela falava sem sentido. — Como ele fugiu?

Chastity agarrou-se a sua camisa — Philippe lidava com os pais ou inventava histórias. Ele até pegou o corpo de um garoto na floresta e esperou que um urso o rasgasse um pouco antes de atirar no urso e voltar para casa com os corpos de ambos. Foi saudado como herói por tentar salvar a criança de um urso. Ninguém se perguntou o que estava fazendo lá com uma arma. Enganou a todos. Durante anos, deixou Mallory fugir.

— Espere, apenas espere. — Cam tentou recuar as costas, mas ela não o soltava. — Está tentando me dizer que seu irmão sabia, e escondeu que seu filho é um assassino a sangue frio?

Chastity assentiu com a cabeça: — Sim, se alguém já tentou conversar com Philippe sobre isso, logo se arrependeu. Foi, na melhor das hipóteses, expulso da Matilha, na pior das hipóteses, sofreu o mesmo destino que as vítimas de Mallory.

Cam voltou a cabeça para a porta e gritou: — Jinx! Preciso de você aqui agora!

Chastity começou a ofegar. — Posso tomar uma bebida ou água?

— Claro. — Cam alcançou a mesa lateral, derramando um copo de água e entregando-lhe. Suas mãos tremiam tanto que ele segurou-o enquanto sorria antes de engolir meio copo.

— O que diabos está errado? — Jinx resmungou, esfregando os olhos quando entrou, vendo Chastity acordada, ficou alerta imediatamente. — Quando isto aconteceu? Você está bem?

Chastity apenas o olhou, sem ter ideia de quem era, ela recuou, sentada contra a cabeceira e observou-o com cautela.

— Há alguns minutos, uma longa história, mas não é por isso que gritei por você. — Cam levantou-se. — Há outra ameaça de que não estávamos conscientes e precisamos garantir que ela esteja segura. Vá buscar Jacob.

— O que? Philippe... — Jinx parou, olhando entre Chastity e Cam — Bem, você sabe, ele não é mais um perigo e estou certo de que conseguimos todos os seus guardas.

— Ela sabe sobre seu irmão — Cam falou em voz baixa, enquanto seu cérebro começou a processar o que ela havia dito. — É seu filho, que se chama Mallory e, pelo que Chastity disse sobre ele, é pior do que o seu pai.

Jinx parecia perdido, seus olhos estavam confusos enquanto passava uma das mãos pelos seus cabelos. — Mallory? Por que não encontramos nada sobre ele? Seu nome não está em nenhuma das informações sobre a Matilha.

Chastity suspirou. — Não encontraria, Philippe disse que teria que provar-se digno antes que lhe desse algo. A última coisa que queria que fosse feita era ir e encontrar um “sangue novo” no departamento feminino. Isso foi há mais ou menos um dia, mas eu estava trancada, então não sei se foi embora para fazê-lo ou se ainda está no acampamento.

Cam sentou-se de frente para Chastity. — Não foi há mais ou menos um dia, ficou inconsciente por duas semanas, é por isso que você tem o soro injetado.

Seu rosto empalideceu ainda mais e Cam estava certo de que estava prestes a desmaiar enquanto olhava para a agulha em seu braço e de volta para ele. — Duas semanas?

Cam assentiu — Sim, você estava trancada naquele lugar em sua mente e não conseguimos acordá-la. A minha entrada em sua mente para tentar achá-la era um tipo de último recurso. Não sabia se funcionaria.

Chastity puxou a fita em seu braço, rapidamente tirando-a com um puxão rápido. — Estou acordada agora, então não preciso disso. Necessito de um banho e algumas roupas.

Jinx bocejou. — Há algumas roupas suas no guarda-roupa, o Logan enviou há algum tempo. No que diz respeito ao banho, estou certo de que Cam pode ajudá-la.

Cam girou ao redor, olhando para seu amigo enquanto Jinx apenas sorria. — Eu vou me preparar, Cam, suponho que quer que nós saiamos para a Matilha Wild Ranch o mais rápido possível?

— Sim — Cam conseguiu falar com os dentes cerrados. — Você poderia acordar Stracey? Peça-lhe que venha aqui e ajude Chastity, por favor.

Chastity tirou o lençol que lhe cobria. — Estou bem, posso fazer isso sozinha.

Seus pés tocaram o chão e ela se levantou, apenas para sentar-se imediatamente quando suas pernas cederam. — Ok, talvez precise de uma pequena ajuda.

Cam ajoelhou-se na frente dela. — Você está fraca e precisa comer alguma coisa. Perdeu muito peso e terá que ganhá-lo de volta.

— Sim, acho que sim. — Ela tentou sorrir, falhou e depois encolheu os ombros. — Isso não é uma boa opção para se perder peso.

— O que está acontecendo? — Stracey disse com sono, bocejando e amarrando seu roupão ao redor dela. — Oh, está acordada!

Cam assentiu. — Sim, mas não consegue ficar em pé, poderia ajudá-la a tomar banho e vestir-se? Então, talvez consiga algum alimento para ela?

— Claro — Stracey se aproximou — aqui, deixe-me ajudá-la.

Cam esperou até Chastity estar de pé, certificando-se de que a ajuda de Stracey era tudo o que era necessário. — Tenho negócios para lidar. Volto assim que puder. Oh, Stracey, não permita que Chastity deixe essa cabana.

Ele viu sua expressão franzida — Hmm, tudo bem, mas...

Cam cortou-a — Explicarei depois, apenas faça o que digo.

Os olhos de Stracey se arregalaram em seu tom afiado, mas ele a ignorou, saindo da sala rapidamente para encontrar Jacob.


Capítulo seis

Jacob estava lhe esperando lá embaixo, sentado em um sofá com as longas pernas na frente dele. Seu rosto mostrando sua infelicidade em ser puxado para fora da cama. Jinx colocou mais lenha sobre o fogo antes de levantar, seu corpo apertado pela tensão.

— O que está acontecendo? — Jacob quase rosnou. — Jinx está falando sem sentido, como sempre.

Jinx grunhiu. — Eu lhe disse que Cam precisava de você imediatamente. O que há de bobagem nisso?

— É o meio da noite, ou perto o suficiente, maldição. Estava bem, aconchegado a Becca e você veio batendo na porta como se o acampamento estivesse sob ataque.

Cam calou ambos com um olhar duro. — Vocês dois terminaram de brigar? — Ninguém respondeu. — Espero que sim, porque não tenho tempo para dar um tapa em vocês dois. Jacob, em primeiro lugar, não interrompa. Chastity está acordada e falou de um sobrinho. O filho de Philippe, Mallory, ela tem mais medo dele, do que de seu irmão. Este Mallory parece ser algum tipo de psicopata e matou descaradamente no passado e não tem escrúpulos em fazê-lo. Precisamos ter certeza de que não está perto daqui e temos que garantir que ela esteja a salvo.

Jacob levantou-se lentamente, suspirando profundamente. — Oh, pelo amor de Deus. Pensei que tivéssemos nos livrado do psicopata da família dela. Acho que é melhor chamar Rory e alguns dos outros Lobos e vasculhar tudo por aqui novamente.

— Sim, por favor. — Cam fez um gesto para Jinx. — Você vem comigo para conversar com Mac e Logan. Quero saber por que não fomos informados sobre esse cara, Mallory.

Jinx parecia perturbado enquanto o seguia. — Não devem saber sobre ele, Cam, ou eles nos avisariam.

Cam explodiu, seu tom frio e duro: — Isso é o que espero, porque se eles souberem, terei suas tripas por ligas.

Saltando pelas escadas, Cam dirigiu-se para um dos Jeeps1, dando a partida, e afastando-se antes que a porta do Jinx estivesse bem fechada. — Isto será rápido, segure firme, não estou fora para um passeio de domingo à tarde.

Jinx resmungou e gemeu todo o caminho, gritando quando Cam dirigiu muito rápido sobre alguns pedregulhos e fazendo com que Jinx batesse sua cabeça no teto do veículo. — Pare de gemer como uma velha. — Cam cuspiu, levando o veículo tão forte quanto ousou no terreno.

— Agradeço a Deusa por este atalho — disse Jinx enquanto se aproximavam da estrada que levava à outra Matilha. — Não sei quanto tempo meu estômago aguentaria.

Cam olhou, vendo o rosto de seu amigo parecer um pouco verde, aliviou a velocidade, apenas um pouco. — Não ouse ficar doente aqui. Se for vomitar, então me dê um aviso para que eu possa parar.

Jinx parecia perplexo, jogando as mãos no ar. — Sim, porque é assim que se fica doente. Seu corpo lhe dá um aviso de cinco minutos antes de projetar coisas a cem milhas por hora da sua boca.

Cam se virou, dando-lhe um olhar rápido antes de voltar seus olhos para a estrada à frente. Ele não pôde evitar o riso que se libertou, especialmente quando Jinx o socou no ombro, exclamando.

— Ei, não é engraçado, meu estômago está turbulento aqui.

— Estamos quase lá, velho, apenas segure seu estômago por mais alguns minutos.

Cam desacelerou novamente, mais porque não queria que Jinx vomitasse no Jeep do que qualquer outra coisa. — Parece que Jacob e Rebecca estão bem. — Cam sabia que estava fora das coisas durante a maior parte das últimas duas semanas e sabia que Jinx teria alguma fofoca.

— Eu nunca pensei que fosse vê-la agir como se estivesse nas nuvens. É meio assustador. — Jinx fez uma careta. — E nem comecei com Jacob. Filhote apaixonado vem à mente. Caramba, Rory é o mesmo. Existe algum tipo de magia em jogo aqui, Cam? Eu quero dizer, as pessoas estão se apaixonando por todo o lugar, maluco.

Cam bufou, tentando não rir do tom que seu amigo estava usando. — E você?

De repente, Jinx parou de tagarelar, seu rosto corando um pouco. — O quê? Eu? Nah, não seja bobo. Não sou o tipo fácil de se apaixonar. É por isso que nos damos tão bem.

Cam ficou impressionado, não com as palavras que saíram dos lábios de seu melhor amigo, mas com o cheiro de uma mentira que podia sentir no espaço confinado do Jeep. Deixou as palavras de Jinx ir, por enquanto, mas sentiu-se ferido por seu amigo não ser honesto com ele. Perguntou-se se suas suspeitas estavam corretas e se Jinx e Stracey estavam se aproximando mais do que o normal.

Empurrando para o fundo de sua mente quando entraram no acampamento, Cam pisou no freio para evitar derrubar várias pessoas. — Que merda? — xingou enquanto olhava ao redor. Parecia que toda a Matilha estava parada em frente à cabana do Alfa.

— O que diabos está acontecendo aqui? — Jinx exclamou quando Cam desligou o motor e abriu a porta.

— Estou prestes a descobrir — murmurou Cam.

Tina soluçou enquanto os braços de Logan a abraçavam fortemente. — Não posso acreditar que ele se foi. Era apenas uma criança.

Logan deu um tapinha nas costas dela enquanto falava com os dentes cerrados, a raiva saindo dele enquanto lutava para controlá-la. — Eu sei, não se preocupe, encontrarei quem fez isso e ele pagará. Não pense por um momento que não o fará.

— Eu sei! Sei quem fez isso — Tina gaguejou quando Logan se afastou um pouco para olhar para o rosto dela.

— O quê? — A voz de Logan chocada. — O que disse? Como sabe quem matou esse garoto? Diga-me, Tina, agora.

Tina empurrou seus braços com o tom áspero. — Deve ter sido Mallory. Ele é o filho de Dupont e já fez esse tipo de coisa antes.

Logan olhou em volta, vendo Mac ao lado do corpo com Shelly pendurada nele, seu rosto tão branco que pensou que estava prestes a desmaiar. — Mac! — Logan gritou, pegando a atenção do outro Lobo e fazendo um gesto para que viesse.

Mac avançou rapidamente, sua boca em uma linha apertada, Shelly tropeçando para acompanhar. Quando chegaram, Shelly e Tina caíram nos braços uma da outra, ainda chorando. — Tina diz que sabe quem fez isso. — Logan fez um gesto com a cabeça em direção ao corpo do filhote que encontraram há uma hora.

Shelly estava balançando a cabeça freneticamente. — Sim, eu também. Todos sabemos quem fez isso. É Mallory, o filho do Alfa, desculpa, filho do ex-Alfa. É um maluco, matou outros e fugiu. Mas...

Mac olhou para as duas Lobas — O quê? Por favor, diga-nos, por que, infernos, só ouvimos sobre esse cara agora? Por que não nos contou sobre ele se é uma ameaça e não estava entre os guardas mortos?

Shelly se encolheu quando a voz de Mac se elevou, quase gritando. — Desculpe, todos pensamos que ele fora embora e não mais voltasse. Não pensei. Nenhum de nós o fez. Estávamos felizes dele ter ido embora, finalmente.

Logan caminhou de um lado para o outro, com as mãos em ambos os lados da cabeça. — Não acredito nisso! Um assassino, filho de Dupont, e ele não foi retirado quando assumimos e ninguém pensou em nos contar? Vocês estão loucos!

Logan gritou, olhando para a Matilha que estava em silêncio, além do som de choros de várias mulheres. Nenhum dos machos, jovens ou idosos, encontrava seus olhos. — Nós perguntamos a vocês, perguntamos se faltavam alguns guardas dos quais precisávamos estar cientes. No entanto, ninguém pensou em mencionar este Mallory. O que está errado com vocês?

Um velho Lobo com cabelos grisalhos se aproximou, seus olhos baixos quando parou na frente de Logan e Mac. — Desculpe, todos sentimos muito, nós assumimos que ele tivesse ido para pastagens novas. Nós não achamos que voltaria. Tanto quanto estávamos cientes, ele se foi e isso é tudo que nos importava. Agora, ele fez isso e nós temos que detê-lo antes de fazê-lo novamente.

— I-na-cre-di-tá-vel! Vocês são todos loucos. Ele é filho de Dupont! Não acham que procurará por respostas? Por vingança? Mac disparou por alguns passos antes de parar. — Isso faz todo o sentido agora. Este garoto foi torturado! Mallory obviamente queria todas as informações que este jovem filhote possuía sobre nós e o que aconteceu com seu pai. Novamente, vocês estavam loucos pensando que ele não voltaria. Loucos.

Shelly se aproximou, fungando. — Desculpe, Mac, na verdade, todos estamos arrependidos. Nenhum de nós pensou por um momento que isso aconteceria.

Mac olhou para ela. — Então são todos uns tolos.

Shelly recuou como se fosse atropelada, a mão cobrindo a boca enquanto Mac girava. — Quem diabos é isso? — Ele saiu pouco antes de um Jeep parar, quase batendo em alguém.

— Droga! Isso é tudo o que precisamos — murmurou Logan, quando ambos viram Cam sair do veículo.

Cam marchou em direção a Mac e Logan — O que diabos está acontecendo?

Mac suspirou. — Um filhote jovem que estava desaparecido desde ontem. Todos nós tentamos encontrá-lo e nós o fizemos, há cerca de uma hora. — Mac apontou o lençol encharcado de sangue que cobria o corpo do garoto. — Alfa, receio ter um problema, há um homem...

Cam cortou-o — Mallory, sim, eu sei. Chastity acordou mais cedo e seu primeiro pensamento foi seu sobrinho. Ela diz que é louco e mata sem piedade. O que quero saber é por que não fui informado desse perigo?

Mac se contorceu sob o olhar de Cam. — Nós não sabíamos. Não nos disseram nada. Acabei de descobrir sobre esse cara. Desculpe-me, se soubesse, colocaria guardas e o avisaria.

— Qual é o propósito dele em matar um filhote? — Cam franziu a testa, o cheiro de sangue forte no ar.

Logan moveu-se para ficar ao lado do Mac. — Ele foi torturado, nós presumimos que foi para obter informações sobre o que aconteceu aqui e sobre quem somos.

— Ele torturou um filhote? — Jinx gaguejou, seus olhos voando entre o lençol no chão e de volta para Mac e Logan.

— Sim. — Mac assentiu. — Não fazia sentido para mim no início. Então nos contaram sobre este Mallory e tudo se encaixou.

Cam olhou para as duas mulheres de pé atrás de seus Lobos, com lágrimas em seus rostos e choque, medo e ódio em seus olhos. — Precisamos ter uma reunião da Matilha. Será realizada na cabana do Alfa, mas qualquer um é convidado a participar. As janelas e as portas serão deixadas abertas para que as pessoas possam ficar afastadas e ouvir o que está acontecendo. Primeiro, precisam levar o corpo para o Curador para que possam prepará-lo para o enterro.

Logan assentiu — Farei isso.

— Bom — Cam levantou a voz — reunimos em meia hora na cabana Alfa, todos deveriam comparecer.

Embora suas palavras não fossem um comando, seu tom era, e viu as cabeças concordando ao redor. — Mac, vamos, você pode me dizer exatamente o que está acontecendo aqui.

Mac parecia chateado enquanto seguia atrás de Cam, que não esperava por ele ou por Jinx, suas longas pernas caminhando em direção à grande cabana. Cam ignorou os olhares da Matilha enquanto pulava as escadas, empurrando a porta com raiva e entrando.

Jinx esbarrou nele quando parou de repente, seus olhos observando o interior luxuoso da cabana. — Obviamente não poupou nenhuma despesa aqui. — cuspiu enquanto se movia para longe, seus olhos observando o tapete macio e o mobiliário. Uma enorme tela na parede acima da lareira dominava a sala e Cam sabia que havia um sistema de som completo.

— Alfa, estou...

Cam girou, seus olhos perfurando Mac. — Deveria ter pedido ajuda quando esse filhote sumiu. Nós poderíamos salvá-lo, Mac, se estivéssemos todos aqui e se eu usasse minha magia para rastreá-lo.

Mac deu um passo para trás. — Eu... eu... merda, não pensei nisso. Pensávamos que se perdeu ou se machucou. Se soubesse sobre esse Mallory, então o chamaria imediatamente. Não sabia que havia uma ameaça. Sinto muito.

Jinx aproximou-se de Cam. — Mac não sabia, Cam.

Cam bufou. — Possivelmente, mas alguém que está desaparecido é algo sobre o qual deveríamos ser informados.

Jinx cruzou os braços. — Até ontem você estava trancado naquele quarto. Se Mac tivesse me chamado, eu diria para fazer exatamente o que fez. Faça uma busca e procure o garoto. Não sabíamos que o rapaz estava em perigo real. Que toda a Matilha estava. Deveriam ter dito a Mac e Logan sobre Mallory e então as coisas seriam tratadas de maneira diferente.

Mac olhou entre eles, Cam podia ver o choque do que acontecera em seus olhos. Respirou profundamente para se acalmar. — Pontos válidos, no entanto, ainda temos um filhote morto e um criminoso perigoso solto.

— Não sei o que dizer, além de me desculpar... — Mac começou, mas Cam o interrompeu com um levantar de mão.

— Mac, não é culpa sua, a Matilha não achou oportuno informá-lo sobre Mallory. — O tom de Cam era um pouco mais gentil desta vez — No entanto, no caso de um jovem desaparecido, seria prudente usar qualquer e toda a assistência de que pudesse ter. Não vale a pena repetir as coisas. O que está feito, está feito e agora precisamos garantir que esse Lobo solitário não prejudique mais ninguém.

Todo o comportamento de Mac gritava chateado quando assentiu. — Claro, Alfa, farei tudo o que possa fazer para ajudar.

Cam inclinou a cabeça, movendo-se para dar um tapa no ombro de Mac. — Bom, agora decidiremos o que contaremos à Matilha, e descobriremos como acharemos esse filho da puta.

Logan se juntou a eles minutos depois e discutiram como proceder. Os guardas e até as enfermeiras mágicas foram acordados assim que a Matilha começou a juntar-se para a reunião. Cam viu mais do que alguns olhos vermelhos e uma mulher, em particular, parecia inconsolável. Assumiu que era a mãe do filhote.

O sofrimento que a envolveu era tão forte que ele poderia sentir o cheiro ao seu redor. Cam suspirou antes de se dirigir até ela, olhando para o rosto branco pálido que estava encharcado de lágrimas. — Sinto muito pela sua perda, mas saiba que encontrarei quem é o responsável e aplicarei minha própria justiça.

Os olhos da mulher ficaram frios, o corpo endureceu. — Não me importo se está errado, mas eu o quero morto! Quero ver seu corpo deitado exatamente como o de meu filho está agora; ensanguentado e quebrado. Alfa, quero que ele sofra!

Cam assentiu uma vez. — Não é errado, não aqui, nem em uma Matilha. É o que você merece e farei o meu melhor para vingá-la.

Um breve balanço de sua cabeça foi seguido por soluços, enquanto as duas garotas que vira antes se aproximaram para abraçar a mulher. Ambas, olhando para ele com um pouco de medo, fazendo com que Cam pensasse que estavam preocupadas se ele era como Dupont. Bem, só precisava mostrar a essa Matilha, ele não era nada como Philippe Dupont e começaria aqui e agora.

— Sabemos que este Mallory é responsável pela morte de seu filhote. Sabemos que é o filho do seu Alfa anterior e também quão perigoso e mau ele é. Receberemos guardas e patrulhas montadas, mas também trarei uma Bruxa que colocará alas e feitiços de alerta para nos dar uma vantagem contra esse Lobo. Nós o encontraremos e ele será tratado pelas regras antigas. — Cam parou, deixando suas palavras serem absorvidas antes de continuar — Nestas circunstâncias, a família pode escolher outro Lobo da Matilha para representá-los em uma luta até a morte contra o acusado. Peço humildemente que me dê esse privilégio, que eu lute com Mallory até a morte.

Cam voltou-se para a mulher ainda soluçando, seus olhos presos nos dele, continuou. — Posso ter a honra? — perguntou, esperando para ver se ela concordaria ou praticamente o cutucaria na cara, escolhendo outro.

Os olhos cheios de tristeza olharam ao redor da cabana cheia antes de voltarem para os dele. — Aceito sua oferta, Alfa. Agora, desculpe-me, tenho que preparar o meu filho para a cerimônia de funeral.

Com grande dignidade, ela se virou, as pessoas se moveram para abrir-lhe caminho, lágrimas ainda em seu rosto, mas suas costas erguidas e tensas. Cam observou ela sair, esperando até que estivesse fora, antes de voltar a se dirigir aos que estavam presentes na sala. Levantando a voz apenas o suficiente para que as orelhas avançadas lá fora o ouvissem.

— Lidaremos com essa ameaça. Manteremos todos seguros. Mas, vocês têm que trabalhar conosco. Devem ajudar de qualquer maneira que puderem e, neste momento, o mais importante é a informação. — Cam parou, olhando ao redor para garantir que todos focassem nele antes de continuar — Precisamos de cada uma das informações sobre essa pessoa, mesmo que ache que não é importante, diga-nos. Qualquer coisa e tudo o que puder pensar. Quero que vá para casa e escreva, então traga-o aqui e entregue ao Mac ou ao Logan. Eles juntarão todos as informações e espero que haja algo que possamos usar.

Cam parou novamente, deixando suas palavras se afundarem, movendo-se para ficar ao lado de Mac e Logan. — Se não pudermos usar as informações e encontrá-lo, então caçarei do modo antigo; na forma de Lobo. Cam ouviu vozes de aprovação em suas últimas palavras, sabendo que a Matilha estava em busca de sangue após a morte do garoto. — Farei o que for preciso para encontrá-lo. Seja o que for preciso. Não descansarei até que ele seja encontrado e levado à justiça por suas ações. Agora, Wild Ranch...

Cam parou quando uma das garotas que vira antes com Mac e Logan, levantou a mão. — Sim? Desculpe, qual é o seu nome?

Seu rosto corou enquanto abaixava os olhos. — Eu sou Tina. Desculpe por interrompê-lo, Alfa, mas queria saber se poderíamos voltar ao nosso nome da Matilha antes de Dupont assumir?

Cam olhou ao redor da sala, as cabeças estavam balançando em todo o lugar enquanto olhava para a garota. — Olá, Tina, e qual era esse nome?

Tina sorriu. — Matilha Wild Flower. — Sabemos que não é o melhor nome para uma Matilha, mas é o que chamamos nos últimos três séculos por causa da terra em que vivemos. Não há outro lugar que possua flores crescendo selvagens como nós fazemos e estamos orgulhosos disso e da beleza da terra.

Alguns outros murmuraram concordando, Cam tentou esconder o espanto em seu rosto. Nunca ouvira tal nome, como um nome de maricas ao invés de uma Matilha de Lobos. Olhando ao redor via sorrisos nos rostos que apenas alguns minutos antes pareciam tristes e irritados. Agora olhavam entre ele e Tina em antecipação. Quem era ele para negar isso?

— Se for o que a Matilha deseja, então assim será. Agora, deixe-me terminar novamente reiterando que encontraremos essa ameaça e a eliminaremos. Cuidaremos de todos e faremos desta Matilha, uma Matilha totalmente funcional novamente. — Cam esperou pelo silêncio, já que havia mais do que algumas pessoas tagarelando agora. — Fiz um apelo para as Matilhas na Escócia para Lobos masculinos jovens e fortes virem para cá. Esse apelo já foi respondido e em breve haverá sangue novo aqui. Alguns são da minha Matilha de casa, na Escócia, e pessoalmente conheço esses homens. São honestos, trabalhadores e, o mais importante, são ótimos lutadores. Ajudarão a proteger e reconstruir esta Matilha de volta ao que era antes de Dupont dizimá-la. Paciência, por favor, estarão aqui em breve.

À medida que Cam terminava, o nível de ruído foi intensificado com vários gritos de apoio, obrigado ou simplesmente gritos de alegria. Ele olhava, parando em cada rosto para guardá-los em sua memória. Alguns ainda pareciam tristes, cansados, mas havia um vislumbre de esperança agora brilhando em seus olhos. Ele só esperava que pudesse cumprir o que prometera.

Jinx deu um tapinha nas costas. — Bom discurso, Alfa. Não sabia que você tinha isso em você, sabia?

Cam encolheu os ombros. — Assim como dizer a uma reunião do conselho o que precisam ouvir, exceto que desta vez é a vida das pessoas em risco. Precisamos encontrar esse psicopata antes que machuque mais alguém. Voltarei e verificarei Chastity e ter a certeza de que Jacob possua guardas de plantão o tempo todo. Então verei se Rebecca pode vir e colocar alguns feitiços por aqui. Pode esperar e ver quais informações a Matilha dá sobre Mallory? Espero que haja algo que possa ajudar.

— Claro — disse Jinx enquanto observava as pessoas começarem a sair — mas e se não houver pistas claras?

— Se não houver nada no momento em que eu voltar, acho que farei uma caçada. Deseja se juntar a mim?

Jinx sorriu. — Isso aí! Adoraria colocar minhas mãos sobre esse cara. Quem diabos tortura um filhote? Temos que pegá-lo, rápido.

Cam levantou uma sobrancelha para Mac. — Você vem conosco mais tarde?

O rosto de Mac era severo, sua voz firme, quando respondeu: — É melhor você acreditar nisso. Quero colocar minhas mãos sobre ele também. Conhecia aquele garoto. Era tímido, um pouco assustado pelo modo como foi tratado por Dupont, mas estava saindo de sua concha. Seria um bom Lobo e agora se foi. Os cavalos selvagens não me impediriam de caçar Mallory.

Logan concordou: — Eu também irei, Alfa, qualquer coisa que possa fazer para ajudar a trazer esse Lobo fodido para baixo, então irei.

— É bom saber, garotos — Cam dirigiu-se a todos. — Agora vejam se podem me dar alguma informação sobre ele e voltarei mais tarde com Rebecca.

— Ok, chefe — Jinx disse, quando Cam se virou para sair. — Pelo menos não preciso sofrer por sua louca direção no caminho de volta.

— Só porque possui um estômago fraco, não culpe minha direção — Cam rebateu, saindo rapidamente antes que Jinx pudesse responder. No entanto, ele o ouviu falar com os outros dois.

— Caramba, ele estava dirigindo como um louco. Não é de admirar que meu estômago fizesse malabarismos mortais.

Cam riu quando saiu, pegando o Jeep e lentamente manobrando para virar. Assim que saiu do acampamento, baixou o pé e acelerou pelas trilhas de terra.


Capítulo sete

Cam encontrou Chastity com Stracey, Angel e Marie na cozinha. Marie se mexendo sobre ela e tentando levá-la a comer. Chastity sorriu enquanto acariciava o estômago. — Eu honestamente não poderia comer outra coisa, Marie. Obrigado pelo adorável café da manhã, não acho que provara algo melhor.

— Vejo que está alimentando a paciente — disse Cam quando foi pegar um café.

— Eu não sou uma paciente. — o tom de Chastity indignado — Estou bem. Admito que estava um pouco vacilante antes, mas agora estou absolutamente bem.

Marie desviou enquanto colocava um prato de comida para Cam. — Sei que você pensa assim, mas estar inconsciente por duas semanas provavelmente teve efeito em seu corpo. Precisa descansar e comer e isso minha pequena Loba branca não está em discussão.

No tom de Cam, Chastity franziu o cenho — eu ouvi tudo sobre o que está acontecendo. Entendo que você é o novo Alfa aqui, no entanto, sou uma parte da Matilha Wild Ranch e você, Cameron Sinclair, não é meu Alfa então não use esse tom de voz comigo!

Stracey riu, Marie ofegou e Angel deixou cair a xícara que estava lavando. Cam olhou fixamente para Chastity, deixando o silêncio crescer enquanto ela se contorceu sob seu escrutínio. Finalmente, seus olhos se afastaram dele e ele sentou-se, pegando seu garfo e comendo alguns dos ovos mexidos do prato. Alguns bocados depois, colocou o garfo no prato e olhou novamente para Chastity.

— Primeiro, Chastity, não existe uma Matilha Wild Ranch. Concordei com o pedido para retornar ao seu nome original, Matilha Wild Flower. Mesmo que isso pareça estranho para uma Matilha de Lobos, foi o seu desejo e eu concordei. Em segundo lugar, estou a cargo dessa Matilha até o momentos em que decidir o que fazer em relação à nomeação de um Alfa — Cam parou, seus olhos aborrecidos em suas amplas esferas verdes escuras. — Então, veja, eu realmente sou o seu Alfa. Fico feliz por ter esclarecido porque não quero que tenha ideias sobre deixar esta casa. Deve ficar aqui até eu dizer o contrário. Entendeu?

A voz de Cam cresceu mais dura quando falou, seu comando era claro. Chastity desviou o olhar, a cabeça inclinada, mesmo que fosse raiva que pudesse sentir dela. Ela assentiu uma vez e Cam voltou a comer o café da manhã.

— Alfa, você quer alguma outra coisa? — Marie perguntou calmamente, obviamente nervosa.

— Tudo bem, Marie, tudo está maravilhoso como sempre.

Marie começou a limpar os pratos que Chastity e Stracey usaram enquanto Cam terminava sua refeição. Foi Stracey que quebrou o silêncio tenso.

— Como foi?

Cam fez uma careta. — Nada bem, quando chegamos, Mallory já atacara. Ele torturou e matou um garoto, confirmarei com Jacob que haverá guardas aqui em todos os momentos e levarei Rebecca comigo para colocar algumas proteções e tal. Isto...

Chastity interrompeu, as mãos apertadas na mesa na frente dela — O quê? Quem ele machucou?

Cam virou-se para ela, vendo lágrimas brilhando em seus olhos, suavizou o tom dele. — Não sei o seu nome, era um filhote jovem, provavelmente atingindo a adolescência pelo tamanho do corpo. Estava muito ocupado tentando acalmar a Matilha e pensar em como pegarei esse seu sobrinho.

— Não! — Chastity cuspiu — Não o chame assim! Sei que ele é tecnicamente, mas não é parte de mim e quero pague por tudo, tanto quanto você ou qualquer outra pessoa.

— Eu não sugeri que você não o fez. No entanto, é seu sobrinho e, se houver alguma informação que você possa dar para nos ajudar, agradeceríamos.

Cam esperou, vendo a raiva deixando seu rosto e tristeza assumindo. — Tentei. Eu fiz. Quando era pequeno, cuidei dele, mas mesmo quando era uma criança muito jovem, bem eu não estou certa de como colocar, mas ele estava “fora”. Se tivéssemos outras crianças brincando, ele as machucava e, à medida que ele envelhecia, só piorou. Ele me mordia, me arranhava e contava mentiras a Philippe para que seu pai me batesse. Só não sabia até que ponto ele iria até a primeira vez que o vi torturando um filhote de cachorro.

Chastity parou, sua mão cobrindo a boca. — Desculpe, não sei o que posso fazer para ajudar. Ele nunca me disse nada sobre onde iria quando saiu do acampamento. Na verdade, não falou comigo nos últimos meses. Nenhuma palavra.

— Você tem certeza de que não há algo? Qualquer coisa? — Cam empurrou, esperando que ela pudesse dar-lhes um lugar para começar a olhar.

— Não, desculpe. — Chastity sacudiu a cabeça — Mas, sou um boa rastreadora e posso ajudá-lo a encontrá-lo. Honestamente, sou a melhor rastreadora da Matilha.

— Absolutamente não! — Cam quase gritou, o pensamento dessa Loba em qualquer lugar perto de Mallory, fez com que o medo o invadisse rapidamente.

— O que há de errado? — Stracey perguntou, colocando uma das mãos em seu braço.

Cam afastou-se. — Nada, ela não está apta para se juntar a uma caçada e... — Cam disse e voltou-se para Chastity — eu tenho meus próprios caminhos para rastrear e confie em mim, ele não fugirá.

Com essa, Cam estava em pé. — Fique aqui, dentro de casa, Stracey, Marie, Angel, confio em vocês para garantir que ela não vá embora. Haverá guardas fora em patrulhamento, mas ficará dentro. Isso não é um pedido.

Cam caminhou rapidamente, precisando de alguma distância entre ele e a Chastity. Do jeito que ela o fez sentir provocou a raiva a se espalhar por dentro dele. Ele nunca deixou uma mulher sob sua pele. Nunca e não estava prestes a começar agora. A melhor coisa que poderia fazer era ficar tão longe quanto possível até que a ameaça fosse eliminada e ela estivesse forte o suficiente para retornar à sua própria Matilha.

Uma vez que voltasse à Matilha Wild Flower, ele não teria razão para vê-la e, em sua opinião, era o melhor. Não possuía tempo nem inclinação para se envolver romanticamente com qualquer uma. Nem mesmo a fascinante Loba branca.

Cam quase rosnou quando abriu caminho para a casa da Matilha para encontrar Jacob, reprimindo suas emoções e sua raiva enquanto caminhava. Seu amigo e PI o veriam imediatamente e o chamariam se não o fizessem, então Cam parou para respirar profundamente antes de continuar. Cam estava zangado com ele próprio pelo jeito que permitia Chastity afetá-lo. Com raiva dela por ter esse poder sobre ele. Não permitiria que nenhuma mulher possuísse esse poder. De jeito nenhum.

Jacob estava saindo da cabana quando Cam chegou lá, levantando uma sobrancelha. — Tudo organizado?

Jacob ficou na porta, voltando para dentro quando Cam se juntou a ele. — Sim, a eletrônica funcionou novamente e os guardas estão a postos. Nada deve passar sem que possamos saber, mas não há um sistema que seja à prova de idiotas, Cam.

— Ok, quero que fique com as mulheres na minha casa. Chastity não pode sair em nenhuma circunstância.

Cam andava de um lado para o outro, sua raiva e sua virada não estavam longe. Ele viu Jacob olhando-o com um olhar questionador. — O que há de novo? — Perguntou Jacob enquanto Cam girava para enfrentar o fogo, de costas para o PI.

— Nada, estou acabado por causa da criança.

— Qual criança? Sobre o que você está falando? — Jacob perguntou.

— Desculpe — Cam falou em voz baixa, a visão do lençol ensanguentado em sua mente. — Deveria ter lhe dito essa parte primeiro. Quando cheguei à outra Matilha haviam encontrado o corpo de um jovem filhote. Ele fora torturado e morto. Mallory já pegou sua primeira vítima.

Jacob jurou antes de colocar uma das mãos nas costas de Cam. — Não é culpa sua, Cam. Nós não sabíamos, mas agora temos que encontrar essa vida baixa e levá-lo para fora.

— Sim — Cam disse e se virou — Rebecca está acordada?

— Sim, estou aqui. — Rebecca ficou no pé da escada, com o rosto branco e era óbvio que ouvira falar sobre o garoto morto. — Precisa de mim?

Cam passou por cima. — Quero que venha e coloque alguns feitiços de alerta em torno do outro acampamento e, se não houver informações para ajudar-nos no momento em que chegarmos, então o caçarei. Apreciaria se pudesse ficar com a Matilha até eu e os garotos voltarmos. Você é forte o suficiente para atacar esse cara se ele vier. Eu sei...

Jacob empurrou Cam de volta, seu rosto irritado e vermelho. — Não! Que diabos, Cam? Você quer colocar Becca na linha de fogo desse lunático?

Rebecca colocou uma das mãos sobre as costas de Jacob, o tom firme e sem sentido. — Lobo, se comporte! Eu poderia derrubá-lo se eu estiver inclinada para isso, então pare de tentar me tratar como algum humano fraco.

Cam olhou fixamente para Jacob. — Eu deixarei isso, desta vez, Jacob, mas nunca esqueça quem é Alfa aqui. Conheço Rebecca muito mais do que você e sei do que ela é capaz. Você, obviamente, não.

Jacob realmente resmungou, o estrondo vindo do fundo do peito antes de explodir de sua boca. Cam não recuou, mantendo seus olhos fixos em Jacob enquanto Rebecca amaldiçoava alto.

— Porra! Não, você não! — Ela empurrou Jacob, ou tentou, ele ficou no lugar, seus olhos vermelhos. — Estou lhe dizendo aqui e agora, se não parar toda essa besteira machista, dormirá sozinho esta noite! Você me ouviu? Quero dizer isso, Jacob, pare agora.

Cam olhou para Jacob, observando como seu amigo lutou pelo controle e sabendo que era difícil. Ele vira a forma como os Lobos reagiam quando achavam que seus companheiros estavam em perigo e é exatamente assim que Jacob estava agora. Com raiva e pronto para lutar contra a morte para proteger aquela que ama.

No entanto, Cam não conseguiu recuar, ele era o Alfa e Jacob teria que aceitar ou eles teriam um problema. Um grande problema.

O ar cheio de tensão enquanto eles esquadrinhavam, Rebecca finalmente se moveu para se colocar entre eles, as mãos no peito de Jacob. Ela olhou para ele, movendo-se para acariciar seu rosto. — Jacob, olhe para mim. Eu disse para olhe para mim. — Os olhos de Jacob finalmente deixaram Cam para olhar para Rebecca. — Lá está você, garotão. Agora, pare com todo esse absurdo e poderemos discutir as coisas como adultos. Ok?

Ela ficou na ponta dos pés, gentilmente beijando-o antes de se separar. Jacob passou uma das mãos sobre o rosto, um rubor subindo o pescoço para cobrir o rosto. Cam sorriu quando Jacob pareceu cada vez mais frustrado.

— Você está bem? — Perguntou Cam quando Jacob finalmente olhou para ele.

— Hmm, desculpa, Cam. Não estou certo do que aconteceu.

Cam assentiu. — Tudo bem, entendo a necessidade de proteger sua companheira. No entanto, Rebecca não é um Lobo, ela é uma bruxa muito poderosa e confie em mim quando digo que ela poderia chicotear sua bunda.

Rebecca riu, golpeando Cam no braço. — Ei, não torne pior do que já é. Jacob, você tem que acreditar em Cam quando ele diz isso. Eu posso cuidar de mim mesma, e da Matilha, até que ele e os rapazes voltem. Não se preocupe.

Jacob franziu o cenho. — Becca, se houver algo que você não deveria me pedir é “por favor, não se preocupe”. Esse é o meu trabalho como o seu...

Jacob parou e Cam olhou entre os dois, vendo ambos os rostos corando. — Oh, pelo amor da Deusa! Vocês dois ainda não resolveram isso? Droga, mas são tão teimosos tanto um quanto o outro.

Jacob se retorceu, Rebecca desviou o olhar rapidamente enquanto Cam encolheu os ombros, colocando as mãos no ar e deixando-os cair ao seu lado. — Vocês dois se orientem. Isto é ridículo. É fácil ver como vocês se sentem um com o outro, então pare de fazer doce e tornem as coisas funcionais. Ah, espere, não hoje, temos muito a fazer.

Rebecca riu. — Sempre negócios primeiro com você, Cam.

— Sim — concordou Cam — é o único caminho para o sucesso. Agora, concordamos sobre o que está acontecendo?

Jacob, com relutância, assentiu, quando Rebecca correu até as escadas. — Eu preciso me trocar. Se eu vou para o “local” por assim dizer e encontrar com esse cara, não arriscarei esse vestido. — Ela tocou o cetim do vestido simples que ela usava. — Você tem alguma ideia de quanto isso custa? E eu também não estou usando o meu Manolo. Jeans e botas chegando.

Ela desapareceu quando Cam riu. — Ela gosta de seus sapatos.

— Diga-me sobre isso. — Jacob sorriu. — Eu quase tive um ataque cardíaco quando olhei aquelas malditas coisas na internet. Você sabe quanto custa um par?

Cam virou-se para Jacob, inclinando a cabeça para o lado e dando-lhe um olhar que falava muito. Jacob bateu a mão contra a cabeça dele. — Inferno, é claro que você sabe. Você também usa todas essas coisas de designer.

— Desculpe, qual é o seu ponto de vista? — Cam sorriu, sabendo que suas próximas palavras calaram o outro. — Você possui um Porsche? Hmm, sim, sim, você possui. Rebecca tem um BMW, não um carro esportivo de primeira linha. Você sabe quantos pares de sapatos ela poderia comprar com o que pagou pelo carro?

Jacob franziu o cenho. — Agora, não ouse colocar ideias em sua cabeça. Eu amo meu carro e não me livrarei dele.

— Não mencionarei isso, nenhuma palavra passará meus lábios.

— O quê? — Rebecca assustou-os. — O que você não mencionará?

Jacob passou por cima dela, agarrando-a para ele em um abraço apertado. — Você parece muito bem nesse jeans!

Ela saiu de seus braços. — Uma tentativa óbvia de mudar o assunto, mas deixarei você. A minha bunda parece boa nele.

Cam riu quando Jacob resmungou. — Não quer trocar por algo um pouco menos apertado? Ele não me parece tão confortável.

Rebecca golpeou o braço dele. — Eu não trocarei e é confortável. Parece-me como uma segunda pele.

Cam deu um passo à frente. — Rebecca, por que você repetidamente puxa a besta?

Ela riu, jogando o cabelo vermelho sobre o ombro dela. — Porque, Cam, você deveria saber a resposta para isso... porque eu posso.

Jacob puxou-a de volta para seus braços, pegando-a e esmagando seus lábios com os dele. Cam desviou o olhar enquanto a mão de Jacob alcançava a nuca de Rebecca. Depois de um minuto ou mais, Cam tossiu, fazendo com que Jacob quase soltasse Rebecca enquanto se separavam. — Hmm, estranho! — Ela riu enquanto Jacob se afastava, ajustando o jeans.

— Tenha cuidado, Becca. Ligarei mais tarde e se você sentir alguma coisa me telefone. Eu posso chegar rápido...

— Não. — Cam levantou a mão. — Desculpe, mas você deve ficar aqui e proteger minha cabana e as mulheres lá dentro. Jacob, Mallory não tem Rebecca em sua mira, no entanto, ele tem Chastity. Então, você fica e você a guarda. Eu usarei minha coleira de telefone, então, se alguém precisar de ajuda, você me liga. Entende?

Rebecca suspirou. — Veja, não precisa se preocupar, Jacob, Cam estará com seu telefone, mesmo que pareça muito bobo.

Eles estavam se referindo à coleira modificada que Cam usava, às vezes, como Lobo. A coleira era presa em torno do pescoço de Cam e havia um lugar seguro, costurado para que seu telefone fosse colocado. A fixação no colarinho era Velcro para que ele pudesse se livrar de tudo sozinho, apenas precisava de ajuda para colocá-la.

— Bem. Ficarei aqui, mas tome cuidado, Becca. Cam, eu só verificarei a eletrônica, então vou para a casa.

Ela estendeu a mão, acariciou sua bochecha. — Eu serei apenas cuidadosa, você será um grande guarda forte e cuidará de Chastity.

Jacob deu uma palmada na bunda de Rebecca. — Vá, antes de eu arrastá-la de volta à cama.

— Promessas, promessas — Rebecca jogou sobre o ombro enquanto ela se afastava.

— Oh, caramba! — Jacob assobiou quando ela saiu e Cam se perguntou como alguém poderia “rebolar” vestido jeans e botas de caminhada.

Cam seguiu Rebecca quando Jacob recuou para a mesa da cozinha, onde seu laptop e gadgets foram instalados. — Até mais tarde — disse Cam enquanto fechava a porta, Jacob já se perdendo com o que estava fazendo.


Capítulo oito

Rebecca abrandou o ritmo. — Esse cara realmente matou uma criança?

— Sim, não só matou, mas torturou e não é a primeira vez. Ele é muito ruim, Rebecca, se ele vier em qualquer lugar perto da Matilha, ou até você, não hesite. Exploda o pescoço dele o mais rápido que puder.

Cam viu Rebecca ficar pálida, sabendo que poderia fazê-lo, mas também sabendo que não gostaria. Apesar de sua aparência, Rebecca possuía um coração de ouro e não fazia nenhum dano sempre que possível. Ele a viu tentando descobrir outra maneira e estendeu a mão para agarrar seu ombro — Eu não estou brincando. Posso ver essa sua mente trabalhando sobre outro feitiço para usar. Estou lhe falando, nem pense em derrubá-lo. Mate-o, o mais rápido possível e com tanta força quanto possível. Compreende?

Rebecca deu-lhe um pequeno sorriso. — Farei o que está falando.

— Não quero Jacob buscando o meu sangue porque você decidiu ser legal — disse Cam firmemente. — Ele me comerá vivo e gosto da minha pele, muito obrigado.

— Ele é um pouco intenso, não é? — Rebecca deu um sorriso torto, que falou muito sobre seus próprios sentimentos.

— Sim. — Cam apontou para o Jeep. — Ele é, e não conseguirá melhorar até que você esteja verdadeiramente vinculada. Rebecca, você o ama, então, qual é o problema?

Cam entrou no Jeep enquanto Rebecca caminhou e levantou-se no banco. — Não tenho certeza. Sendo honesta, acho que estou um pouco assustada.

Quando eles se afastaram, ele lançou uma olhada. — Sobre o quê?

— Bem, maldito, ao “ligado para a eternidade”. — Rebecca soltou uma pequena risada irritadiça. — Merda, Cam, a eternidade é um longo tempo e nunca fiquei com alguém por mais de dois anos.

— Eu me lembro dele, e bruxa, ele definitivamente não era para você. — Cam sorriu. — Fiquei um feliz quando vocês terminaram.

Rebecca o socou. — Eu sabia! Continuou dizendo que gostava dele!

— Menti. — Cam encolheu os ombros. — Não queria incomodá-la e, no começo, você pareceu amá-lo, mas logo vi através disso e dele. O cara era um galo.

— Um pouco vulgar! Gosto muito de suas frases, tão eloquentes.

— Não estou tentando ser eloquente. Esta não é uma reunião do conselho, este é um amigo dizendo a outro o que pensava de um ex. O cara era estranho e nunca me sentia à vontade na companhia dele.

Rebecca empalideceu. — Sim, bem, eu descobri isso.

— Você nunca me disse por que você terminou.

Balançando a cabeça, Rebecca manteve os olhos firmemente na estrada na frente dela. — E nunca direi. Estranho é, sem dúvida, uma boa palavra para usar, é tudo o que estou dizendo.

Cam franziu o cenho. — Ele a machucou? Rebecca, esse cara a feriu fisicamente?

— Terminei e consegui me vingar um pouco dele, então o deixe. Ele se foi, Deus sabe aonde, mas saiu completamente da cena. Não se juntou a nenhum outro clã que conheço e estou feliz por ele estar fora da minha vida.

Suas palavras fizeram com que a raiva de Cam se levantasse, o estranho, obviamente, a machucou. De alguma forma. — Tudo bem, o deixarei ir, mas se vê-lo novamente, esteja ciente de que ele perderá alguns dentes?

Ela riu. — Sim, não esperaria menos de você, Cameron. Sempre o campeão dos outros.

— Nem sempre — Cam murmurou quando pegou velocidade.

— Acho que realmente preciso decidir se devo ter uma chance com Jacob, hein?

Cam olhou, viu a pergunta escondida em seus olhos. — Ele é um homem bom, Lobo forte, e é um dos meus amigos mais próximos. Apesar de seu pequeno show machista antes, confio nele com minha vida qualquer dia da semana. Também tem fundos suficientes para si se você está preocupada com ele colocando as mãos nos seus. Sei que você está bem, inferno, eu sou o único que a colocou em algumas de suas melhores ofertas. No entanto, ele não é assim, é honesto, Rebecca. Em poucas palavras, é um bom homem.

— Eu sei tudo isso. — Rebecca sorriu. — Eu o fiz escapar e também fiz alguns feitiços. Estou com medo, acho.

— Bem, se você receber algum conselho de mim, aproveite e para o amor da Deusa coloque o homem fora de sua miséria. Ele ficará louco se você não se entregar de vez.

— Sim, falei com uma Loba que conheço e ela disse o mesmo. — Rebecca beliscou seu braço. — Por que você não pode ser um Lobo como pessoas normais, tome seu tempo antes de ter que fazer essa cerimônia de ligação, em vez de saltar em pé primeiro dentro de semanas, às vezes dias. É um pouco demais para um não-Lobo.

— É normal para nós, então não pensamos nisso assim. Eu acho que é um pouco difícil de processar se você não é Lobo.

— Você pode dizer isso novamente! — Rebecca olhou pela janela. — Eu direi a ele mais tarde que decidi o que fazer.

— Isso é? — Perguntou Cam, esperando o resultado que Jacob queria tão desesperadamente.

— Sim, lidarei com ele, mas precisamos resolver coisas. Não estou mudando para cá a tempo integral, Cam, então, se ele acha isso, está muito enganado.

Cam balançou a cabeça. — O quê? Não sei de onde você conseguiu essa ideia. Jacob tem seu próprio lugar e negócios em Los Angeles. Suponho que ele voltará para lá quando todo esse drama acabar e tudo se acalmar.

Os olhos de Rebecca se arregalaram em choque. — O quê? Eu pensei, quero dizer, eu presumi que ficaria aqui e seria parte da Matilha.

— Eu duvido que esteja em sua agenda. — Cam alcançou e acariciou sua perna. — Jacob não faz tão bem em uma Matilha, ele é um pouco como eu a esse respeito. Nenhum de nós se dá bem recebendo ordens.

— Você não precisa receber ordens, você está dando, mas posso ver o que você quer dizer. Isso é uma carga na minha mente, Cam. Não me importo de visitar por algumas semanas, mas o tempo integral não é para mim.

Cam tinha que concordar, Rebecca gostava muito de fazer compras. — Também não é para Jacob.

— Obrigado, Senhor. Então, parece que faremos essa cerimônia com Rory e Charlotte. Deusa, ajuda-me, por que diabos eu me deixo levar?

Cam bufou. — Uma vida com Jacob nunca será entediante, isso é certo. Estou feliz por você, Rebecca, ele é perfeito para você.

— Hmm, é melhor ele ser ou irei atrás de você por todos os conselhos.

Cam acenou com a cabeça. — Estava aqui. Tem certeza de que você ficará bem em lidar com esse Lobo se ele aparecer?

Ele viu sua careta antes de mexer as mãos na frente dela. — Sim, essas mãos estão todas definidas e o levarei para fora, Cam. Não se preocupe, não colocarei mais ninguém em risco se ele vier cheirar.

— Bom — Cam falou calmamente, mas com firmeza. — Não quero outra morte por este Mallory. O único resultado para ele é a sua própria morte. Preferiria que ficasse em minhas próprias mãos, mas se for pelas suas, eu também aceito.

— Por que, obrigada, você diz as coisas mais bonitas para uma garota — o tom de Rebecca era mais que um pouco sarcástico quando ela abriu a porta e saiu, jogando seu cabelo sobre o ombro como um tiro de despedida.

Ele sorriu quando saiu, Logan chegou até eles. — Que bom que você voltou, Mac e Jinx esperam por você lá dentro.

Cam viu Rebecca percebendo o gêmeo dando-lhe olhares rápidos e desconfortáveis, aos quais ela deu um sorriso de um milhão de watts antes de seguir em frente balançando a bunda enquanto caminhava. Seu jeans tão apertado que eram como uma segunda pele e ele adivinhou que a visão marcaria os pensamentos de Logan. Qualquer coisa para tirar seus pensamentos do fato de que ela era uma bruxa poderosa. Cam bufou atrás dela e entrou na grande cabana, Logan se arrastando atrás dele.

Rebecca estava olhando ao redor, como fizera ao ver o interior da cabana. — Acho que ele possuía gostos caros — comentou quando Jinx e Mac apareceram da cozinha.

— Alguma coisa útil? — perguntou, chegando direto ao ponto.

Jinx sacudiu a cabeça. — Não há nada que nos ajude a encontrá-lo. Ele certamente não era um tipo de cara que convivesse com as pessoas e não entrou para conversar com ninguém. Não que a Matilha quisesse, procuravam ficar longe do seu caminho.

— Tudo bem, então terá que ser da maneira antiga. — Cam entregou uma das mãos para Rebecca, que deu um passo à frente. — Logan, Mac, esta é Rebecca, é uma Bruxa e uma de minhas amigas mais queridas. Ela ficará aqui caso Mallory apareça. Se ele o fizer, conseguirá mais do que esperava, com certeza.

Mac e Logan a acolheram com — Olá — muito subjugados, antes de deixarem os olhos dela.

Ela sorriu dramaticamente. — Vamos lá rapazes. Eu sou uma Bruxa não Satanás.

Jinx riu. — Eles são apenas Lobos das montanhas Highland Wolves, que não estão acostumados com feitiçaria, Rebecca. Não os deixe chegar até você.

Rebecca olhou sobre o nariz para Jinx. — O que disse? Você acha que dois pequenos Lobos chegarão a mim? Hmmf!

Cam viu o rosto de Mac e Logan corar com o insulto quando Jinx lhes deu um tapa nas costas. Seu Beta gargalhava longamente e alto antes que Cam entrasse. — Basta de histerismos, precisamos ir e encontrar esse Lobo antes que ele machuque qualquer outra pessoa.

— Desculpe — Mac e Logan disseram quase simultaneamente, já começando a desabotoar suas camisas.

Mac virou-se, fazendo um gesto para duas garotas. — Hmm, essas são Tina e Shelly, nós pensamos que pudessem lhe fazer companhia. Jinx nos disse que Cam estava trazendo você.

Cam reconheceu Tina e deu um leve sorriso enquanto caminhava para frente. A outra jovem, Shelly, sorriu ao ir ao encontro de Rebecca com a mão aberta. — Olá e bem-vinda à nossa Matilha. Se eu puder ajudá-la com qualquer coisa, por favor, apenas deixe-me saber.

Rebecca pegou a mão oferecida e devolveu o sorriso. — Obrigada, por enquanto acho que um café me faria maravilhas. Vamos para a cozinha, eu particularmente não quero ver tudo muito nítido.

Shelly sorriu quando Tina corou, Shelly virou-se para Mac para lhe dar um sorriso extragrande antes de levar Rebecca até a cozinha.

— Agora que as senhoras partiram, podemos continuar com o que temos que fazer? Mac, leve-me para onde você encontrou o filhote e eu acompanharei a partir daí. Transformar-me-ei primeiro, preciso de um de vocês para colocar isso em mim, então Rebecca pode chamar em uma emergência.

Cam segurava a coleira de nylon preto com o telefone já fixado dentro do bolso especial. Jinx pegou-o enquanto se despia, transformando-se em tempo recorde e parado até que a alça estivesse segura em torno de seu pescoço grande. Era quase visível, perdido dentro de sua grossa pelagem negra. Assim que Jinx deu um passo para trás, Cam caminhou para fora, sua besta rugindo para ir à caça de Mallory.

Ele ouviu seus Lobos quando suas transformações começaram, o som de quebrar e realinhar os ossos estranhamente reconfortantes. Seu Lobo se sacudiu da cabeça aos pés, afrouxando-se para o longo prazo e perseguição à frente. Um minuto ou mais depois, Jinx, Mac e Logan, já na forma de Lobos se juntaram, e ele notou que mais do que alguns da Matilha estavam lá fora, observando.

A cabeça de Lobo de ébano ergueu-se para trás, um rugido alto brotando antes que Mac fugisse, mostrando-lhes o caminho a seguir. Seu magnífico animal bem ao lado dele, Jinx na parte traseira e Logan para a esquerda.

Cam enviou um pouco de seu poder, verificando ao redor deles enquanto corria, em caso de qualquer armadilha ou sinal do patife. Até agora tudo estava quieto enquanto os quatro Lobos atravessavam a densa floresta. A fera de Mac mal conseguia conter a ira por dentro. Cam podia vê-lo da maneira como suas grandes patas atravessavam o chão sem qualquer cuidado e na posição de sua cabeça. Parecia que o Lobo não podia esperar para afundar as presas em alguém, ou melhor, na fera de Mallory.

Afinal, seu próprio animal sentiu exatamente o mesmo, sua ânsia de lidar com o sangue fluindo através de seu sistema como uma corrida de adrenalina.

Eles correram por quase uma hora quando o ritmo do Lobo cinzento de Mac desacelerou, as patas agora cuidadosas enquanto trotavam para frente. Um momento depois, a própria besta de Cam grunhiu quando o cheiro do sangue do filhote entranhou em suas narinas. A raiva engolfou-o como o cheiro de medo que o filhote sofrera parecia preso nas folhas e escovava quando eles se aproximavam do local onde ele conheceu seu fim.

Mac grunhiu, assim como a besta de Logan e Jinx e o próprio Cam se juntou a eles em sua indignação antes de avançar para inspecionar o local, uma vez banhado por sinais óbvios de uma morte brutal. A besta castanha manchada de Logan andava de um lado para o outro, suas patas arrumavam o chão no que Cam podia sentir era raiva misturada com impaciência. Exatamente como ele se sentiu.

Cam concentrou-se, mais do que o normal, estando na forma de besta sempre o taxando para executar feitiços, mas ele poderia facilmente separar os dois aromas distintos e marcas de pata do filhote e de Mallory. Ele então colocou seu feitiço de rastreamento e esperou passarem alguns segundos antes que o caminho de Mallory começasse a brilhar, uma fumaça negra visível apenas para Cam e sua besta.

Rosnando para seus amigos, partiu em uma ligeira corrida, seguindo a escuridão através dos arbustos, ramos e flores que pendiam baixos e estavam em seu caminho. À medida que a fumaça serpenteava na distância, pegou o ritmo, querendo que a caça terminasse o mais rápido possível.

Não escapou de seu aviso de que o caminho que seguiam se ferrou por toda parte, ziguezagueando de um lado para o outro tentando perder alguém. No entanto, ele não era um ninguém e seu feitiço mostrou claramente onde Mallory fora, independentemente de suas tentativas para evitar a detecção.

Seu animal percorreu, seguindo a trilha até o cheiro do outro Lobo se fortalecer, mais novo e mais potente. Desacelerando para um ritmo mais restritivo, seu animal agora estava em alerta alto quando empurrou os arbustos e viu uma cabana escondida. Uma cabana muito pequena, mais como um galpão com furos no telhado, ervas daninhas crescendo pelos lados e uma porta que pendia em um ângulo muito estranho com uma das dobradiças obviamente quebradas.

Ondulando a cabeça para trás, ele se virou para os Lobos, balançando a cabeça para ambos os lados, Mac pegando um e Logan o outro, Jinx, como sempre, às suas costas. Empurrando rapidamente, toda pretensão à discrição, sua besta correu para frente, lançando seu grande corpo na porta meio quebrada. Suas patas pousaram na madeira podre, seguiram rapidamente seu corpo maciço, fazendo com que a porta explodisse para dentro enquanto seu Lobo aterrissava nas quatro patas, caindo a cabeça e rosnando, mostrando seus grandes caninos com fúria.

O que encontrou sua besta não era Mallory. Não, foi pior, muito, muito pior.


Capítulo nove

Seu bicho rugiu, raiva e indignação derramando de sua grande mandíbula. A visão perante ele contando a depravação de Mallory Dupont.

Por um momento, não podia acreditar nos restos que estavam espalhados no chão. Alguns tinham anos, outros não. O cheiro de sangue impregnava até as paredes que eram salpicadas de marrom escuro e algumas também cobrindo o teto. Somente spray arterial poderia ter feito isso e sua besta correu para fora, grunhindo e choramingando com angústia.

Não queria nada além de afundar as presas na garganta de Mallory e arrancá-la.

A depravação e a crueldade causadas por Mallory estavam além do entendimento de Cam. Sua visão de Lobo aumentada observando todos os detalhes dessa horrível cabana. As vítimas sofreram atos indescritíveis e ele só podia imaginar o terror, o medo e a dor que sofreram. Estava tão longe de sua esfera de pensar que sua mente ainda estava lutando contra o que seus olhos viram. Sua besta estava enfurecida, desesperada por encontrar o culpado e rasgá-lo em pedaços.

Mallory cometera a maioria desses atos na forma humana. Um shifter permanecia na forma em que morria, Lobo ou humano, a maioria de suas vítimas era de forma humana com uma ou duas carcaças de Lobo dentro da cabana desprezível. Também era evidente que nem toda a tortura ocorrera dentro da cabana, havia sangue manchando o chão ao redor da clareira. Seus sentidos estavam sobrecarregados com os múltiplos sinais da carnificina que os cercava, os outros três Lobos também passavam, grunhiam e rosnavam com o que descobriram.

Cam sabia que eles precisavam retornar quando tudo acabasse para devolver os restos às famílias que perderam esses membros da Matilha. Pelo menos, alguns deles teriam “encerramento” e seriam capazes de dar a essas almas infelizes o funeral de Lobo que mereciam. Como se fosse possível, sua ira cresceu, agora tão grande que o assustou enquanto seu animal rondava para encontrar a trilha de Mallory mais uma vez. Levou mais do que alguns momentos para fazê-lo, pois seu ódio por quem caçavam interferiu com sua psique, mas finalmente ele encontrou e partiu em uma corrida rápida. Desesperado por encontrar este monstro que se escondeu dentro do Lobo.

Ele não era iludido de que era a mente humana que era má. Nenhum Lobo nasceu de tal maneira, mas, o que quer que acontecera, causou a insanidade óbvia dentro, Cam estava levando isso para baixo. A força brutal era a única maneira de lidar com tal loucura.

A trilha negra mágica voltou para a floresta no lado oposto da cabana e o animal de Cam rasgou-se depois dele, sem se preocupar em tecer em torno de arbustos, mas rasgando-os como se eles não estivessem lá. Seu pelo, às vezes, pegando neles e deixando seu casaco de ébano coberto de folhas e detritos. De vez em quando, corria, desesperado por encontrar o demônio que caçavam, com os outros Lobos atrás. Sabia que a fera de Jinx não teria dificuldade em acompanhar seu ritmo, seu Beta quase tão rápido quanto ele. No entanto, a besta de Mac era maior, mais poderosa e não construída para a velocidade. Ele não possuía a intenção de diminuir o ritmo, Mac só precisaria recuperar o atraso se ficasse para trás. Logan devia, ou deveria, ser capaz de manter o seu ritmo, pelo que ele estava grato. A besta de Logan era um dos melhores lutadores que já conhecera e poderia precisar dele antes do fim do dia.

A trilha estava em todo o lugar, circulando por aí, entrando e saindo, pois Mallory, obviamente, tentou evadir a detecção. Se não fosse por seu feitiço de rastreamento, Cam não sabia se até sua besta conseguiria segui-la. Agradecia à Deusa os genes de bruxa por parte da sua mãe. Várias vezes eles pararam de rodar em córregos para acabar com a sua sede enquanto os minutos se transformaram em horas de rastreamento. A área que agora percorriam parecia familiar e a besta de Cam grunhiu, sabendo que estava cada vez mais perto do acampamento. Um minuto depois que esse pensamento passou por sua mente, o telefone que estava seguro em torno de seu pescoço começou a vibrar e a tocar, o som alto no silêncio da floresta quando sua grande besta negra caiu.

Usando sua perna dianteira esquerda, ele enganchou suas garras dentro do forte nylon preto e arrancou-a. Assim que ele soltou, transformou-se, mais rápido do que já fizera antes, enquanto a apreensão penetrava dentro de sua barriga. Agarrando o telefone, rapidamente respondeu: — Sim?

A voz baixa de Rebecca fez o medo invadi-lo completamente. — Lamento incomodar você, mas você poderia voltar aqui? Mallory chegou para uma visita...

Cam ouviu quando Rebecca parou por um momento, um choque alto e gritou claramente, antes de continuar, dizendo: — E ele não está sozinho. O Vira-Lata trouxe um bruxo com ele e estamos nos envolvendo em uma pequena briga. Eu agradecia alguma ajuda, Cam, isso é se não estiver muito ocupado.

Embora Rebecca tentasse manter sua voz iluminada, podia ouvir o estresse subjacente e outra coisa que nunca pensou ouvir de sua amiga: o medo. A frequência cardíaca de Cam disparou quando respondeu: — Eu estarei aí em breve. Espere, fique firme, Rebecca.

Pouco antes de terminar a chamada, ele a ouviu sussurrar: — Tentarei, pela Deusa, eu tentarei.

Cam inclinou-se, oferecendo seu telefone para Jinx. — Pegue isso, você é mais gentil do que eu e não temos tempo para você mudar.

O Lobo de Jinx ficou suavemente fechado ao redor do telefone e Cam se transformou em momentos, decolando tão rápido quanto suas grandes patas conseguiram. Arremessando-se através da floresta a velocidade rápida, Jinx e Logan ao lado dele. Ele podia sentir a indignação em ambos e a ânsia de se envolver em batalhas com seus inimigos. Mais rápido e mais rápido, o Lobo negro, igual meia-noite correu, fechando-se no acampamento dos Wild Flowers, sons de gritos, explosões de energia e uivos de dor logo enchiam seus ouvidos, exortando-o ainda mais rápido do que imaginava que seu Lobo poderia correr.

Atravessando a último dos árvores, os olhos de seu animal entraram na cena em frente a ele. Rebecca estava de pé na clareira diante da cabana alfa lançando rajadas de poder em um homem alto e magro vestido de preto da cabeça aos pés. Tina e Shelly se encolhendo na varanda gritando para outros membros fugirem enquanto um Lobo cinzento grande e manchado rasgava qualquer coisa ao seu alcance. Sangue se estabeleceu no chão enquanto o Lobo rasgava um dos guardas que foram deixados para vigiar o acampamento. Quando o patife rasgou a garganta do outro, uma mulher correu para frente gritando com uma grande faca de cozinha na mão. Uma jovem tentou detê-la, puxando freneticamente suas roupas, mas a mulher se libertou e correu para a fera de Mallory.

Sua pata dianteira disparou, atravessando a coxa da mulher e derrubando-a rapidamente. Ao cair, o Lobo pulou, pronto para terminar o trabalho quando a besta de Cam se lançou. Bater na besta de Mallory logo antes de pousar na mulher caída que estava gritando de raiva e medo, a faca segura diante dela.

Ele não perdeu tempo, usando suas poderosas patas dianteiras e garras raspadas rasgando o lado esquerdo diante de seu oponente. O ruído que foi arrancado de sua boca soou como música em seus ouvidos enquanto caíam no chão, seus corpos maciços quase não deixavam de esmagar a mulher no chão. A besta cinzenta usou as patas para empurrá-lo para cima e para fora, afastando-se antes de se levantar e girando lentamente, grunhindo e estalando enquanto o sangue escorria de seus enormes caninos. O próprio animal de Cam rosnou, sua cabeça baixa, os olhos alertas para cada movimento do outro, esperando por um sinal para alertá-lo sobre o que ele planejara.

Cam usou sua habilidade única de “sentir” as intenções dos outros, “vendo-as” um momento antes de acontecer, sua intenção de fingir, então, cair e atacar seu baixo ventre macio. A besta de Cam se moveu com a velocidade de um relâmpago, suas garras arranhando a cara dos outros quando caiu baixo no chão pronto para atacar. Suas garras completamente rasgaram um lado do rosto do Lobo cinza, tirando um olho no processo, a visão sangrenta do globo ocular que furava em uma de suas garras, fazendo com que sua besta gritasse de alegria. A bola gelatinosa gotejou de sangue enquanto ele sacudia-a, pousando na sujeira e rolando, antes de chegar a um corredor logo antes das patas de Mallory.

A cabeça de Mallory ergueu-se para trás, rugindo com dor e raiva quando Cam avançava, perseguindo-o, como numa brincadeira de gato e rato. Com a sua visão prejudicada e, obviamente, com a dor, a besta cinzenta recuou, tentando ficar fora do alcance das garras e dentes do Lobo preto. O Lobo de Cam não mostrou nenhuma intenção de parar, preocupando-se com o outro constantemente, passando com garras, estalando com mandíbulas, desgastando-o. A besta era esperta, elegante e determinada a não cair antes do oponente, mas Cam estava tão determinado e sério. Ele teria a garganta da besta cinza na boca antes que essa luta terminasse.

Ele notou que não havia mais o som de explosões de energia atrás dele e ele esperava e rezava para que Rebecca estivesse segura. Jacob o mataria se não fosse, literalmente, pelo menos ele tentaria. Não conseguia pensar em Rebecca no momento. Agora precisava se concentrar em finalmente terminar com Mallory.

Quando ele se mudou para matar, o cheiro do sangue da besta cinzenta encheu seus sentidos, todo o inferno se libertou. Uma explosão maciça entrou em erupção atrás dele, a onda de choque da explosão jogando-o no alto e navegando para frente com detritos caindo ao redor. Nítidos fragmentos de vidro atingiram seu corpo, a maioria ficando presa em sua pele grossa antes de penetrar sua pele, porém, bateu em casa, fazendo com que sua besta se encolhesse quando a dor atravessava seu corpo em vários pontos. Sua audição estava quase desapontada, tocando alto em seus ouvidos enquanto tentava se levantar, suas patas dianteiras cedendo várias vezes antes que finalmente ele estivesse em cima das quatro patas, instável, mas pelo menos estava de pé. Sua cabeça maciça tremia furiosamente, tentando desalojar vários pedaços de vidro, madeira e Deus sabia o que mais de seu corpo e pele. Seus olhos levando momentos para se concentrar na devastação ao seu redor. Seu primeiro pensamento, Mallory, que não estava em nenhum lugar.


Capítulo dez

A fera de Cam voltou em círculo tomando toda a área, enquanto ele se virou para onde a cabana do Alpha costumava suportar tudo o que via era escombros, fumaça e devastação total. Transformando-se rapidamente ele correu para onde vira por última vez Rebecca, o pânico subindo no peito quando não conseguiu encontrá-la. — Rebecca! Rebecca! — rugiu uma e outra vez, jogando grandes pedaços de madeira, meio sofá que fora rasgado e vários outros itens destruídos, por todo o lado, buscando a Bruxa.

— Cam! — A voz de Jinx finalmente passou por ele, fazendo-o virar para o som nebuloso. — Ela está aqui!

Jinx estava no chão ao lado, Rebecca em seus braços com sangue escorrendo pelo rosto, os olhos fechados e a pele pálida como a neve. — Foda! — Correu para frente, vendo Mac e Logan, parecendo tremendo e atordoado, gritou para eles. — Comecem a verificar se há lesões, onde estão as meninas? As duas meninas que estavam na varanda, onde diabos estão?

Ele viu os rostos de seus amigos empalidecerem quando suas palavras atingiram a casa, ambos se movendo freneticamente para procurar os escombros espalhados por toda parte. Cam correu para Jinx, caindo de joelhos ao lado de Rebecca, afastando o cabelo do rosto para verificar se havia danos. Um corte grosso e desagradável em seu cenho com sangue escorrendo pelo rosto. Usando as mãos para verificar seu corpo por ossos quebrados, ele soltou um suspiro quando não encontrou nenhum. — Nada está quebrado — ele sussurrou quando Jinx rasgou um pedaço de sua camiseta para segurar sua ferida.

— O Bruxo já era. — Jinx acenou com a cabeça para a esquerda e os olhos de Cam encontraram o corpo quebrado do homem com quem Rebecca estava lutando.

Um grande pedaço de madeira saltou do peito, o sangue se acumulava pelo chão. — Serve o bastardo direito — Cam amaldiçoou. — Mas Mallory foi embora. Não posso vê-lo em qualquer lugar. O que diabos aconteceu, Jinx?

Seu Beta balançou a cabeça. — Porra, se eu soubesse, mas soou como uma explosão para mim. Talvez trouxessem uma bomba com eles, o que você acha?

Cam balançou a cabeça, confuso com a explosão. — Nenhuma ideia, mas precisamos levar todos os que estão feridos para dentro e dar uma olhada. Pegue o Jeep, vá e traga o curandeiro de volta aqui.

Jinx virou-se, gritando para uma mulher que estava parada olhando como se estivesse com choque, seu rosto branco como uma folha. — Ei, venha aqui e ajude, mantenha firme essa ferida para conter o sangramento.

A mulher sacudiu-se como se estivesse acordada de um sono profundo, os olhos concentrados antes de se abaixar. — Eu a peguei, não se preocupe, cuidarei dela.

Jinx levantou-se. — Cam, jeans, por favor. — Ele segurou sua mão enquanto Cam percebeu que seus Lobos estavam nus e rapidamente produziu jeans para seu amigo.

Quando seu Beta puxava o jeans, Cam apertou os dedos novamente, um cobertor quente apareceu em sua mão, inclinando-se, colocou-o sobre Rebecca. — Mantenha-a quente e tente parar o sangramento. Voltarei logo para verificá-la, preciso trazer ajuda para os feridos.

— Eu ficarei com ela, mas Alfa, precisa se cuidar também. Está ferido.

Cam franziu o cenho para a mulher antes de olhar para o tronco, que estava coberto de pequenos ferimentos do vidro que caíra sobre ele. O sangue correu de várias feridas mais profundas, mas ele as ignorou. — Estou bem — respondeu enquanto decolava para organizar a ajuda para outros feridos.

Uma pequena multidão se reuniu, o medo tomando conta de cada centímetro de seus corpos enquanto observavam a devastação ao redor. Cam rapidamente ordenou que começassem a pesquisar os destroços por qualquer um que fora apanhado na explosão antes de encontrar Mac e Logan. Os dois Lobos ainda procuravam freneticamente as duas garotas que estavam na varanda. Cam não desperdiçou um segundo antes de produzir camisetas e jeans. — Mac, Logan, aqui, coloque isso.

Nem parou sua busca, então Cam agarrou Mac pelo ombro. — Mac, coloque isso agora — seu tom firme quando entregou as roupas antes de passar para fazer o mesmo com Logan, cujo rosto era branco de giz, terror em seus olhos.

Logan agarrou o braço de Cam, sua mão agarrando tão forte que, se ele fosse humano, Cam estava certo de que haveria ossos quebrando como galhos. — Cam, não consigo encontrá-la! Não consigo encontrar Tina!

A voz de Cam era toda Alfa, quando segurou a mão de Logan para tirá-la do braço: — Nós a encontraremos, venha, irei ajudá-lo.

O corpo de Logan quase desabou. — Preciso encontrá-la, Alfa, preciso ter certeza de que ela está bem. Prometi-lhe que a manteria segura.

As palavras de Logan contaram a Cam muito, o fato de Logan ter prometido à garota que manteria sua segurança, o que significava que ela abrira para ele o suficiente para ele dizer tal coisa. Conhecendo Logan como ele conhecia, sabia que seu amigo nunca diria tal coisa levianamente. — Coloque isto e depois começaremos a procurar novamente.

Logan agarrou as roupas, puxando-as com rapidez, como se os poucos segundos que demorassem fossem uma catástrofe. Assim que estava vestido, começou a puxar os pedaços maiores de escombros, quando Cam o ajudou, a primeira coisa que Cam moveu foi metade da enorme TV que estava sobre a lareira. Lançando com toda a força, os remanescentes da tela atravessaram a linha da árvore enquanto continuava a cavar os escombros. Cuidando de onde colocava os pés, continuaram a caçar as garotas, um longo tempo pareceu ter passado quando ele e Logan levantaram um dos grandes sofás que estavam originalmente no salão da cabana. Cam acalmou-se. — Espere, seja gentil, Logan, vejo um pé.

Logan rosnou, o som de um animal em agonia enquanto moviam com cuidado para colocar o sofá para baixo antes de voltar para trás, um pé coberto de sangue saindo de debaixo das almofadas e estofados que vieram do sofá. Quando eles removeram item após o item, um corpo lentamente começou a surgir, o grito de angústia de Logan dizendo a Cam, essa deveria ser Tina. — Fique calmo, precisamos ajudá-la e não podemos fazer isso se não estiver calmo, Logan.

Os olhos de Logan se cruzaram com os de Cam. — Eu sei — conseguiu dizer entre os dentes cerrados.

Lentamente descobriram a garota, Logan caindo de joelhos pronto para pegá-la. — Não! — gritou Cam. — Ela pode ter lesões internas ou seu pescoço pode estar danificado e ela está na forma humana. Deixe-a até que eu a controle.

A cabeça de Logan virou-se, rosnando e grunhindo. — Logan, comporte-se, só estou tentando ajudá-la.

Cam empurrou Logan fora do caminho, a fim de olhar mais de perto para o corpo, ver o seu peito subir e cair foi um enorme alívio. Ele não sabia como Logan reagiria se estivesse morta, mas estava certo de que com certeza que não seria bom. Cam sentiu ao longo de seu pescoço, seu pulso forte e sem sinais óbvios de dano quando se moveu rapidamente para verificar o resto dela. — Acho que...

Cam retrocedeu quando seus olhos abriram-se — O que aconteceu? Logan, onde está Logan? Ele está ferido?

Logan caiu, puxando-a para dentro de seus braços enquanto lutava para sentar-se. — Tina! Obrigado, obrigado, obrigado.

Tina pareceu um pouco aturdida quando franziu o cenho para o rosto angustiado de Logan. — Por que você está me agradecendo?

Seu amigo riu. — Eu não estou. Estou agradecendo à Deusa por trazê-la de volta para mim. Pensei ter perdido você.

Cam parou, dando uma tapa no ombro de Logan. — Mantenha-a quente e tranquila, ela teve uma batida e não quero que entre em choque. Coloque-a em algum lugar e enfaixe o pé para parar o sangramento. Eu ajudarei o Mac.

Logan assentiu enquanto Cam tropeçava. — Mac, alguma sorte? — Gritou quando se aproximou do Lobo.

Mac sacudiu a cabeça. — Não, também não posso sentir sua satisfação. Meu nariz está cheio de poeira e sabe mais que merda. Tina está bem?

— Sim, ela ficará bem, apenas machucou um pouco e sofreu uma lesão no pé ou na perna, nada muito sério. Mac, quando chegamos aqui elas estavam juntas, acho que devemos verificar a área perto de onde encontramos a Tina.

Cam apontou para onde os restos do sofá ficavam quando Mac concordou: — Claro, por que não pensei nisso?

— Venha — disse Cam, pegando Mac pelo cotovelo e levando-o para longe da área em que ele estava procurando. — Você estava fazendo as coisas corretamente. Nenhum ponto em ambos, você procura a mesma área.

— Eu acho. — Mac parou e Cam quase podia sentir o Lobo mais novo tentando se segurar. — Shelly significa muito para mim, Cam. Muitas coisas. Ela deve estar bem.

— Ela estará, venha, nós a encontraremos. — Cam e Mac começaram a olhar novamente, pisando com cuidado no caso de a menina estar debaixo de seus pés.

Em seguida, pesquisaram, eliminando metodicamente uma área e seguindo em frente. A Matilha agora ajudava a remover itens que levantavam do chão e levando os resíduos até o limite da clareira para não entrar no caminho deles. Depois do que parecia horas, ainda não havia sinais de Shelly, Mac ficava cada vez mais frenético e enquanto Cam tentava acalmá-lo, ele ouviu veículos se aproximando em velocidade. O primeiro pensamento de Cam foi: — Bom, o Curador está aqui.

Quando os veículos pararam, Cam levantou-se, amaldiçoando ao ver Jacob pulando do primeiro Jeep. — Onde ela está? Cam! Onde está minha mulher?

Seu PI se dirigiu para ele, raiva e medo rolando fora dele. — Ela está — Cam se virou para ver o chão vazio onde deixara Rebecca — dentro, está lá dentro e está sendo cuidada. Jacob, quero que vá encontrá-la para convencer-se de que ela ficará bem, então preciso de você aqui. Nós temos uma menina perdida e ferida embaixo deste lote em algum lugar.

Jacob estava prestes a ir e caçar Rebecca quando ambos ouviram sua voz, virando-se para vê-la de pé com uma pequena atadura branca em sua cabeça. — Estou bem, Jacob, ajude Cam e Mac.

Seu tom era sem emoção quando Jacob começou a se aproximar dela. — Ajude-os, Jacob. Estou bem.

Jacob vacilou, obviamente dividido entre verificá-la e ajudar a Cam. — Rebecca... — ele começou, então parou enquanto subia as escadas da cabana em que ela estava e veio.

— Meu Lobo grande e mau, eu prometo que estou bem. Ajude o Mac e o Cam a encontrar Shelly. Ela se perdeu desde que tudo aconteceu e estou preocupada.

A mão de Jacob segurou seu rosto. — Tudo bem, Becca. — Ele se inclinou para colocar um beijo gentil em cima de sua ferida antes de voltar para Cam.

— Comece com a área do Mac... — Cam vacilou quando viu Stracey e Chastity sair de um segundo veículo, seu coração acelerando ao ver Chastity. — O que diabos ela está fazendo aqui?

Jacob deu de ombros. — Ela se recusou a ficar para trás, disse que era a Matilha dela e viria para ajudar sem que eu dissesse se podia ou não. Eu...

Cam avançou para ficar rente com o enorme PI. — Eu disse que não deveria sair da minha cabana!

Jacob sorriu para o rosto de Cam, fazendo com que sua raiva subisse até o ponto de ebulição. — Cam, já tentou impedir uma mulher de fazer o que ela quer? Ela disse que se eu recusasse deixá-la vir conosco, apenas esperaria até que nós a tivéssemos deixado e depois viria em forma de Lobo. Eu pensei que estaria mais segura conosco, em vez de vir sozinha em forma de Lobo na floresta.

Cam lutou para se controlar, o pensamento de Chastity aqui, em uma possível zona de perigo, causava sentimentos nele, que ele não reconhecia. Sentimentos esses, que estava certo de que não queria. — Tudo bem! — cuspiu antes de se virar para as duas mulheres.

Stracey segurava suprimentos médicos quando parou na frente dele. — A curandeira não estava em casa, foi para a cidade por algo ou outro, mas pensei em vir e ajudar. Você sabe que não costumo praticar minha arte, mas sou bastante decente em feitiços de cura, então me aponte na direção certa e verei o que posso fazer.

Cam acenou com a cabeça para a cabana em que Rebecca voltou a entrar. — Presumo que os feridos estão lá.

— Ok. — Stracey saiu quando Cam olhou fixamente para Chastity.

— Eu disse para você ficar na cabana. Para não sair, mas aqui está você, exatamente onde eu que não queria que você estivesse. — A raiva de Cam subiu enquanto ela encolhia os ombros. — Você sempre desobedece as ordens do seu Alfa?

Chastity olhou em volta. — Tinha que vir. Esta é a minha Matilha e eu deveria estar aqui para ajudá-los. Realmente não esperava que eu ficasse parada quando Jinx chegou com a notícia do que aconteceu aqui, não é?

Cam deu um passo à frente, não deixando espaço entre eles enquanto olhava para o rosto virado para cima. — Isso, Chastity, é exatamente o que eu esperava. Você nos colocou agora em uma posição em que preciso atribuir alguém para protegê-la, quando precisamos procurar uma menina desaparecida. Uma garota que está embaixo dessa bagunça e provavelmente gravemente ferida.

Seus olhos se arregalaram, uma das mãos cobrindo a boca enquanto olhava para a clareira que ainda estava cheia de restos da cabana Alfa. — Eu não preciso de um guarda. Estarei aqui com você, ajudando a procurar. Quem está perdida?

— Shelly. — Cam olhou para verificar se Jacob ajudava Mac. Ele viu também Logan e perguntou-se quando voltou à procura. — Ela estava na varanda com Tina quando explodiu. Encontramos Tina, mas até agora não encontramos Shelly. Está embaixo dessa porcaria em algum lugar, mas quanto mais demora em encontrá-la, mais preocupado estou.

Chastity franziu o cenho. — Por que você não consegue algo dela e a cheira?

— Nossos narizes estão cheios de fumaça e poeira e é difícil cheirar qualquer coisa, sobretudo Shelly.

— O meu e de Jacob são bons, podemos fazê-lo.

Cam franziu o cenho porque queria ficar zangado com ela, mas sabia que estava certa. — Mac, vá buscar algo de Shelly, Jacob e Chastity podem cheirá-la por nós. Depressa, Mac, precisamos encontrá-la antes que o filho da puta volte.

Mac correu até a cabana de Tina e Shelly enquanto Cam se inclinava para Chastity. — Este pequeno show de desobediência não será esquecido. Lidarei com isso, e com você, mais tarde. Entretanto, fique perto de mim no caso de Mallory retornar.

A mão da Chastity tocou seu peito. — Você está machucado e sangrando. Precisa examinar esses cortes.

Quando seus dedos tocaram-lhe ele sentiu como se tivesse chamuscado sua pele, um choque de algo tremendo através de seu corpo. Afastou a mão dela, irritado novamente pela forma como seu corpo reagiu a ela. — Estou bem. Eu me transformarei mais tarde e minha besta me curará. Neste momento, meu foco é localizar Shelly. Nada mais.

Chastity assentiu com a cabeça, um olhar doloroso em seu rosto quando se afastou alguns passos. — Mac, aqui. — gritou quando Mac correu de volta com um suéter velho, desgastado.

Mac segurou o suéter verde escuro para Chastity. — Aqui, ela adora isso e usa-o o tempo todo. Estava no carrinho de roupa, então não foi lavado.

Jacob caminhou, tirou a roupa das mãos apertadas do Mac e colocou-a sobre o nariz. O grande PI inalou profundamente, uma, duas vezes, e então entregou a Chastity enquanto colocava uma das mãos no ombro do Mac. — Eu tenho seu aroma, começaremos em extremos opostos, Chastity e eu trabalharemos o caminho um para o outro.

Chastity repetiu as ações de Jacob e deu o Mac o suéter de volta. — Tudo bem, você começa por lá e nós vamos com lentidão.

Jacob acenou com a cabeça e correu até o ponto de partida. Cam ficou com Chastity e Mac com Jacob enquanto começavam a procurar, ambos curvando-se na cintura e lentamente tentando rastrear onde Shelly estava deitada. Quando Chastity tomou sua primeira respiração profunda, seu corpo se acalmou, franzindo o cenho antes de ficar de pé e virando a cabeça para a direita. — Estou recebendo algo, mas está por aí, não aqui.

Ela virou-se para a linha da árvore e lentamente caminhou para frente, parando a cada poucos passos para inalar profundamente novamente. Cam gritou em Logan para se juntar a eles para que ela tivesse um dos dois lados dela. Quando se aproximaram das árvores, a preocupação de Cam aumentou, e ele colocou uma das mãos no braço de Chastity para detê-la.

— Não quero que entre lá. Seu sobrinho ou alguém poderia estar esperando que faça uma coisa tão estúpida.

A cabeça da Chastity girou, o fogo ardendo em seus olhos. — Não é estúpido. Posso cheirá-la e ela não está debaixo dessa pilha de lixo! — Apontou para os restos da cabana. — Ela está ali! Então vamos buscá-la.

Voltou-se para as árvores, movendo-se mais rápido agora enquanto seguia uma trilha invisível. Cam amaldiçoou em voz baixa enquanto ficou colado ao lado dela, tanto ele como Logan ficaram alertas em caso de perigo.

Outros poucos metros e Chastity parou por um segundo antes de avançar e cair no chão da floresta ao lado de uma das mãos saindo da moita. — Aqui! Ela está aqui!

Mac rugiu quando correu, ajudando Chastity a puxar o arbusto, folhas e ramos que cobriam o corpo pequeno de Shelly. Jacob se juntou a eles e Cam fez um gesto com a cabeça para ele vigiar. Jacob inclinou a cabeça, movendo-se para o outro lado do corpo e virando-se para a floresta, os olhos atentos a qualquer possível ameaça.

A voz de Mac estava cheia de angústia enquanto acariciava o cabelo para revelar o rosto de Shelly. — Acorde, Shell, acorde!

As mãos de Chastity percorreram o corpo de Shelly, determinando rapidamente o dano. — O braço quebrado, um par de costelas e as pernas dela têm um corte feio. Se não acordar em breve e transformar-se, precisará de pontos de sutura. Seu pescoço está bem, então eu acho que podem movê-la.

A voz de Rebecca surpreendeu a todos: — Deixem-na ficar até eu verificá-la.

A cabeça de Jacob virou-se por um momento em sua voz antes de voltar a vigiar a floresta. Cam estendeu a mão, ajudando Chastity a se levantar. Sua voz sussurrou enquanto olhava para trás na destruição do acampamento.

— Ele usou uma bomba? Estava sempre brincando com explosivos, Philippe sempre lhe chamava à atenção, dizia que ele não era um especialista e não deveria brincar com coisas que não conhecia.

Cam encolheu os ombros. — Aparentemente sabia o suficiente.

— Eu preciso verificar todos, Cam, preciso saber se estão bem.

Cam colocou uma das mãos na base de suas costas, seguindo de volta para as cabanas. — Irei com você. Não sairá da minha vista até Mallory estar morto. Ele é um maníaco. Trouxe um bruxo com ele e não temos ideia se tem mais alguém a reboque.

— Sei de quem está falando. Ele também ajudou Philippe com alguns feitiços, mas pensei que havia desaparecido há muito tempo.

— Obviamente, não foi longe, mas está morto agora. — Cam apontou para o corpo deitado no chão com uma manta escondendo o ferimento que o estilhaço de madeira causou.

— Bom — a voz de Chastity firme enquanto caminhava em direção à cabana que continha os feridos. — Espero que ninguém da Matilha tenha morrido e que Shelly esteja bem. Parece que seu Lobo, Mac, acho que foi assim que o chamou, bem, está com ela.

— Parece que sim. — Cam deu uma rápida olhada para ver Mac ainda de joelhos ao lado de Shelly. — Espero que ela não mexa com ele. Ele é bastante sério e nunca o vi agir desta forma sobre uma mulher antes.

— Ela é um pouco arrogante, mas tenho certeza de que ela não o levaria adiante, Cam. Ela não é assim. — Chastity parou, virando-se para olhar para ele. — O que aconteceu com Mallory? Fugiu?

Cam viu uma mistura de emoções em seu rosto quando ela mordeu o lábio inferior, a visão provocando um efeito profundo sobre ele, trazendo sua raiva de volta. Lutando para controlar a si mesmo, a voz dele estava saciada quando respondeu. — Nós lutamos, ele perdeu o olho e eu partia para matá-lo, quando 'boom', todo o inferno quebrou e uma cabana caiu em cima de mim. Longa história e ao mesmo tempo, curta, ele escapou. Desta vez.

— Olho? — Ela franziu o cenho, um dedo virando do lado de sua boca, onde ela começou a cortar uma unha.

Cam praguejou enquanto o corpo começava a reagir a ela. Novamente. Seu tom afiado como a conduziu para a cabana. — Sim, um olho. Entre, Chastity, você é uma presa sentada aqui.

Ele a ouviu suspirar enquanto subiam as escadas e dentro da cabana, encontrando várias pessoas com lesões leves sendo atendidas por Stracey.


Capítulo onze

Cam levou Chastity para dentro e encontraram Tina sentada com uma xícara de chá e um rosto muito branco, mas, de outro modo, não estava ferida.

— Tina, você está se sentindo bem? — Chastity passou, colocando uma das mãos no braço de Tina.

Cam olhou ao redor, certificando-se de que Stracey lidava com todos quando Tina deu um pequeno sorriso. — Estou bem agora. Stracey me curou rapidamente, mas disse que perdi muito sangue, então me mantém aqui um pouco com um chá doce. Eu preferiria ajudar a procurar Shelly.

Chastity deu um tapinha no braço dela. — Nós já a encontramos. Rebecca está verificando-a agora, mas estou certa de que ela cuidará muito bem dela.

Caminhando em direção a Stracey, Cam manteve o olho em Chastity enquanto falava com ela — Stracey, é melhor arrumar uma cama, a garota está inconsciente no momento, mas Rebecca quererá que fique para trabalhar nela.

Stracey parou de arrumar suprimentos médicos, seu rosto severo enquanto ela o encarava. — Você precisa vir aqui e deixa- me tirar todos esses fragmentos da sua pele e há uma grande peça presa em suas costas. Como diabos não sentiu? Parece dolorido, Cam.

Balançando a cabeça, voltou para a porta. — Eu preciso ir caçar Mallory e há outras informações que preciso dizer à Matilha. Não tenho tempo para desperdiçar agora.

— Sim, você faz e sim, você vai. Coloque seu traseiro aqui para que eu possa limpá-lo. Você parece saído de um filme de terror e provocará pesadelos nas crianças, Cam.

Cam grunhiu em seu tom, um que ele sabia bem, que lhe disse que não desistiria. — Tudo bem, mas seja rápida.

Stracey sentou-se na borda de uma mesa e começou a tirar fragmentos de vidro de seu tronco e braços antes de procurar pelos cabelos. Um grunhido alto fez com que ambos saltassem e procurassem fonte.

Chastity estava a poucos passos de distância, seus olhos em Stracey e raiva em seus olhos. Stracey ficou de pé, sorrindo enquanto olhava para Chastity, então, Cam e de volta. — Bem, isso é interessante. Parece que Chastity prefere cuidar de suas feridas, Cameron.

Cam sentiu o sangue correndo para o sul para se juntar na virilha no show de “propriedade” de Chastity. Um sorriso sujo levantando os lados de sua boca. — Se você insiste — foi tudo o que ele disse quando Chastity agarrou as pinças que Stracey estava usando e continuando de onde sua assistente parara.

— Droga. — Stracey riu quando Chastity continuou a encará-la.

Cam pensou, por um momento, que as coisas se tornariam desagradáveis quando os olhos de Stracey caíram para examiná-lo de cima a baixo. Chastity não gostou, nem um pouco, enquanto deu um passo à frente, seus olhos ardentes de raiva.

— Ei, não estou interessada nele. Não precisa se preocupar comigo. — Stracey riu quando se virou.

— Eu não sei que você quer dizer — Chastity deu uma leve palmada enquanto limpava o corpo dos estilhaços de vidro.

Cam gostava de sentir suas mãos nele, sua cabeça não pensava enquanto se levantava, virou as costas para as pessoas na cabana e abriu o jeans. — Eu posso sentir sangue nas pernas, se importa de olhar?

O rosto da Chastity ficou vermelho, seus olhos encontraram o dele. — Eu acho que deveria ir para a cozinha. Não é apropriado fazer isso na frente de todos.

Uma frase brincalhona não teve a chance de deixar a boca de Cameron quando correu para longe, para o que ele supunha que fosse a cozinha. Suas pernas longas caminharam atrás dela, de repente querendo ficar sozinho com ela.

Ela estava na pia, enxaguando as pinças que usara e arrancando algumas toalhas de cozinha para secar as mãos. — Então — Cam moveu logo atrás dela e continuou — quer tirar o resto para mim? Há alguns, estou certo de que não conseguirei alcançar.

Chastity virou-se, seus corpos quase tocando e ele podia ouvir seu coração batendo freneticamente. — O que você está fazendo, Cam?

— Eu? Não estou fazendo nada. Pensei que você queria ajudar a remover os fragmentos. Não?

Uma mão macia tocou sua pele, os dedos se arrastando ao longo de um caminho de sangue que escorrera pelo peito. Seu próprio coração acelerou enquanto ela o olhava. — Por que você me afeta? — Ela quase gemeu, seus dedos seguem a trilha do sangue.

—Não estava ciente de que o fiz. — Ele mentiu, inclinando-se para o seu toque.

— Sim, você está. — Os lábios da Chastity estavam tão perto que ele quase podia provar. — Cameron Sinclair, você está bem ciente de como eu reajo a você. O que quero saber...

Ela vacilou e ele forçou um dedo abaixo do queixo a levantar a cabeça — Sim? — Ele perguntou, segurando-a no lugar.

— Você sente isso também? Ou é só comigo?

A respiração de Cam de repente parou, seus olhos líquidos aborrecendo no dele como excitante o atingiram como um marreta. — Oh, sinto tudo, só não estou certa de que quero.

— O quê? — Seu rosto mostrou sua confusão enquanto seus lábios abaixavam para cobrir os dela.

Beijando-a suavemente no início, antes de aprofundar, forçando sua boca para permitir que sua língua fosse acessada. Uma de suas mãos moveu-se atrás de sua cabeça, segurando-a contra ele quando seu ardor cresceu e sua respiração tornou-se cada vez mais difícil. O coração de Cam começou a martelar em seu peito e ele se afastou rapidamente. Os olhos de Chastity estavam abertos, suas pupilas dilataram-se enquanto ela o alcançava.

— Não — Cam gaguejou. — Desculpe, não deveria ter feito isso.

Os olhos de Chastity estavam cheios de tristeza e aborrecimento quando ele fechou seu jeans, virou-se e quase correu da cabana. Saindo, Cam colocou as mãos sobre as coxas, inclinando-se para respirar. Saltando quando uma das mãos pousou nas costas, a voz de Jinx estava preocupada.

— Cam, o que diabos está errado?

Cam se perguntou isso a si mesmo. — Se não soubesse, eu diria que eu só tive um ataque de pânico. Porra! Achei que meu peito explodiria.

Jinx puxou-o para cima. — Por quê? O que diabos aconteceu lá? Shelly está bem?

Cam olhou ao redor, notando que os membros da Matilha começaram a esclarecer a bagunça, mas nenhum sinal de Mac, Shelly, Rebecca ou Jacob. — Eles estão aí dentro?

Jinx lhe deu um olhar muito estranho. — Droga, você estava lá dentro, certamente você os viu?

— Não. — Cam balançou a cabeça para tentar limpar — Eu estava na cozinha com Chastity.

Jinx jogou a cabeça para trás, rindo como um estudante. — Oh, eu vejo, estava em um bom momento?

Cam afastou o braço de Jinx com força, grunhindo quando ficou de pé. — Não, bem, sim, mas não o que você pensa. Nós nos beijamos, só isso.

A cabeça de Jinx inclinou-se para o lado, seus olhos examinando Cam. — Isso não é tudo. É isso? Deve ter sido um belo beijo para fazer você correr aqui como um morcego do inferno com um ataque de pânico.

— Eu não deveria ter beijado ela. Eu não deveria deixá-la chegar perto de mim. Na verdade, vou embora. Certifique-se de que tudo aqui seja tratado.

A boca de Jinx ficou aberta. — O quê? Você não pode sair agora. Você precisa organizar a limpeza e você precisa manter a Chastity perto, caso Mallory apareça.

— Não posso, preciso ir agora, Jinx.

Seu Beta franziu o cenho, movendo-se perto de sussurrar, então nenhum ouvido furioso ouviria — Cam, você precisa aceitar o inevitável.

— Não há inevitável, Jinx — Cam sussurrou também. — Sempre tomei minhas próprias decisões e trabalhei duro para estar onde eu estou. Eu me recuso a deixar o DNA ditar meu destino.

— Cam, você é Alfa, conhece os caminhos da nossa espécie e às vezes simplesmente não pode lutar contra eles. Não importa quão teimoso seja, e confie em mim, você é a pessoa mais teimosa que conheço.

Cam quase grunhiu sua resposta: — Não sou teimoso, simplesmente não gosto da ideia de que meu DNA me mande atuar de certa forma com uma determinada pessoa. Estou no controle. Não é minha besta, nem meu passado, nem minhas células. Eu.

Jinx sacudiu a cabeça, tristeza em seus olhos enquanto olhava para o rosto de Cam. — Você sempre está lutando contra isso. Sua fera é parte de quem você é, Cam. Não é algo para lutar contra, você deve abraçá-la e reconhecer que você pode ser fazendo isso. Você sabe tão bem quanto eu que um Lobo é mais feliz quando encontra um companheiro e eu sei que você não quer ouvir isso, mas direi de qualquer maneira, eu acho que ela é sua.

Cam tirou o jeans. — Eu voltarei a correr à procura de Mallory. Apenas cuide dela e esteja certo de que ela não faça nada estúpido.

Jinx levantou uma mão, impedindo Cam de se afastar. — Espere, e os restos que encontramos? Precisamos informá-los e você deve ser o único a contar para eles.

Cam amaldiçoou, aproximando-se para puxar os jeans de novo, estremecendo enquanto esfregavam contra um copo que ainda estava embutido em sua pele. — Tudo bem, farei isso primeiro, então sairei daqui.

Ele virou-se e voltou para dentro da cabana, viu alguns dos idosos ajudando e aqueles eram com os quais precisava falar. Stracey e Rebecca ainda atendiam alguns dos feridos, mas tudo parecia em ordem quando Cam parou no meio da sala. Sua voz, Alfa puro, e levantou as mãos.

— Desculpe interromper, mas tenho algumas novidades que serão angustiantes. — Todos se voltaram para ouvir quando Cam falava diretamente com um Lobo macho mais velho que se aproximava para ficar na frente dele. — Quando estávamos rastreando Mallory, encontramos uma cabana apodrecida. O interior era o que só pode ser descrito como um achado doentio e repulsivo. As pessoas da seu Matilha que desapareceram provavelmente estão dentro da cabana.

Ele parou quando gritos e suspiros entraram em erupção em torno dele. O idoso assentiu com tristeza. — Nós suspeitávamos que ele estivesse por trás disso, mas nunca poderíamos provar nada e nós fomos proibidos de nos afastarmos muito do acampamento para que não pudéssemos olhar por nós mesmos.

Cam colocou uma das mãos no ombro do homem e continuou: — Sinto muito por tudo o que sofreu e prometo que nada assim acontecerá novamente. Irei encontrá-lo e quando eu o fizer não estará em posição de machucar ninguém novamente.

— Bom. — Foi repetido ao redor da sala enquanto Cam continuava: — Pelo menos agora, seu povo pode ter um enterro apropriado e você pode se despedir adequadamente.

— Sim — o homem concordou: — Eu lidarei com isso, com a ajuda desses jovens que você nos trouxe. Estou ficando um pouco velho para carregar cargas pesadas agora, mas eu supervisionarei e organizarei os funerais.

— Obrigado. — Cam deu ao homem um pequeno sorriso. — Sairei para ver se consigo encontrar Mallory. Não sei se ele é estúpido o suficiente para ficar por aí, mas, se for, o encontrarei. Jinx, você pode mostrar onde está a cabana?

— É claro — respondeu Jinx sombriamente, obviamente não saboreando o pensamento de voltar para aquele lugar do pesadelo.

Cam se afastou, deixando a cabana rapidamente e começando a remover o jeans quando ele chegou ao fundo da escada. uma das mãos agarrou seu braço — Onde você está indo? Você não deve ir atrás dele sozinho.

Os dedos da Chastity escorreram na sua pele e ele sentiu como se queimasse sob seu toque. Empurrando o braço para longe, deu um passo para trás, longe de seu corpo. — Farei o que quer que seja feito.

Ela recuou, olhando para ele. — Não estava lhe dizendo o que fazer, Alfa, eu estava sugerindo que você deve levar alguém com você. Mallory é perigoso, como é evidente por este desastre aqui, então talvez você possa levar um dos outros com você? Só para ficar no lado seguro.

A proximidade dela estava afetando-o de novo, excitando a força do seu sistema enquanto se afastava dela. Com raiva assumiu o controle de Cam, ele a atacou com seu tom cortante: — Estou perfeitamente consciente de quão perigoso ele é, o que você não parece entender é que eu sou tão letal. Volte para dentro, Chastity, Jinx a levará de volta quando ele terminar.

Cam viu a dor em seus olhos em seu tom, culpava a própria emoção de vencê-lo, recuando, transformando-se e afastando-se o mais rápido que pôde. Sua besta uivou para o céu enquanto se enfiava em sua recusa em ficar com a Loba.

Enquanto ele atravessava as árvores, manteve seus sentidos em alerta, procurando sinais de que Mallory estava perto, imaginando se deveria lançar um feitiço para encontrá-lo. No entanto, seu corpo ainda doía do golpe que tirou da cabana explodindo e sua cabeça definitivamente não estava no jogo na medida em que era uma caçada. Imagens de Chastity piscando inabaláveis através de sua mente enquanto ele mudava de direção e se dirigia para casa.

Casa? Quando ele começou a pensar em casa? Sua casa estava em Los Angeles. Ou foi até recentemente. Seu Lobo pegou seu ritmo, tentando chegar em casa para que pudesse tomar banho e remover o vidro restante de seu corpo antes que tentasse resolver tudo o que estava passando por sua cabeça.

Maldição, mas aquela mulher invadiu seus pensamentos, seus sentimentos, suas emoções, para que ele não pensasse direito sempre que estava perto. Ele sabia que fora grosseiro, em mais de uma ocasião, mas precisava mantê-la distante. Se fosse sincero, sua reação contra ela causaria noites de insônia e medo em sua barriga.

Se estava com medo de sucumbir às emoções ou afastá-la completamente, não sabia. Ele precisava pensar, resolver tudo e tentar mantê-la distante como ele fazia.


Capítulo doze

Jacob ajudou Rebecca no Jeep. Estavam seguindo atrás de Jinx, que tinha Chastity e Stracey com ele. Rebecca finalmente concordou em voltar ao Highland Wolf Clan, mas só depois de verificar duas vezes se todos estavam bem. Seu cuidado e atenção aos feridos, fez com que ele a amasse ainda mais, se fosse possível.

Agora, quando saíram, deixando Mac e Logan, ambos em alerta, caso Mallory voltasse, podia sentir uma mudança em seu humor. — O que está errado? Eu posso sentir isso, Becca, diga-me.

Olhando por cima, ele a viu respirar fundo, o pânico aumentando nele como um maremoto. E se ela tivesse decidido que não queria estar com ele? Para não se relacionar com ele? Esse era um cenário que ele não podia imaginar. Não tê-la em sua vida provavelmente acabaria com ele.

Estava morrendo esperando sua resposta, nervos comendo sua barriga enquanto lutava para manter a calma. Finalmente, ela virou o assento para encará-lo, preocupou-se com seu rosto lindo.

— Jacob, sabe que me importo com você profundamente, de fato, chegaria tão longe quanto para dizer que eu te amo, Lobo.

Jacob não sorriu para a admissão. — Mas? — perguntou, sabendo que definitivamente havia uma questão.

Rebecca sorriu pesarosamente. — Sim, há um, mas.

Ele tentou não atacar, exigir que lhe dissesse, em vez disso esperou, deixando-a chegar sozinha.

— Mas — disse, acariciando sua perna — acho que precisamos ir para casa, para LA, e ver como as coisas estão entre nós. No mundo real. Não está na “bolha” do acampamento por assim dizer. Ambos temos vidas baseadas lá e precisamos ver se o que temos se encaixará lá. Não aqui onde estamos embrulhados inteiramente um com o outro, mas lá onde o trabalho nos interromperá, a vida entrará no caminho, e precisaremos ver se poderemos fazê-lo funcionar nessas circunstâncias.

O coração de Jacob desacelerou um pouco, ela não estava dizendo que não queria estar com ele. Só que queria ver como se acertariam em casa. Poderia trabalhar com isso. Ele precisava fazer. — Vejo de onde você está vindo e se é isso que quer, então assim o faremos. Cada um de nós tem uma casa, então acho que podemos passar o tempo no lugar do outro para ver o que funciona melhor.

Rebecca sorriu para ele. — Oh, obrigada, pensei que não entenderia, Lobo. Estou feliz que você possa ver sentido no que estou dizendo.

O rosto de Jacob indecifrável como ele respondeu, um brilho nos olhos dele: — Definitivamente dificultarei depois, na cama, um Jeep não é exatamente o melhor lugar para esse passatempo particular.

— Você não pensa em outra coisa senão isso? Não que esteja reclamando, mas realmente, o tempo todo?

— Não posso mudá-lo quando está por perto, especialmente porque ainda não estamos ligados.

Seu rosto se nublou e novamente ele se preocupou com o que estava errado. Desta vez, ela não o deixou esperando. — Jacob, há algo mais que queria discutir com você. Se voltarmos para casa e percebermos que as coisas funcionarão, não estou certa de que estou inteiramente feliz com o cerne da cerimônia Lobo. Eu sou uma bruxa e fui a maior parte da minha vida. Isso significa muito para mim e acho que quero uma cerimônia de entrega.

Jacob inclinou a cabeça para o lado, trocando o olhar da estrada para ela e de volta. — Uma cerimônia de entrega, não sei o que é isso.

— É uma cerimônia que temos quando devolvemos nossas vidas a outra. Em essência, é o nosso ritual de “casamento”. Normalmente é feito com a presença do Clã e é preciso muitas formas, mas o que eu gostaria de ter é com um Sumo Sacerdote e Sacerdotisa fazendo o serviço.

Rebecca pareceu nervosa enquanto esperava sua resposta, mastigando o interior de sua bochecha. — Tudo bem, enquanto não houver orgias envolvidas, ou danças em torno de um sacrifício, estou bem com isso.

— Realmente? — Os olhos de Rebecca se arregalaram em choque. — Sei que os Lobos não gostam de bruxas, então pensei que você lutaria contra isso.

Jacob balançou a cabeça. — Eu sei quando escolher uma batalha e isso é algo com o qual definitivamente não farei questão. No entanto, ainda precisamos fazer a cerimônia de ligação Lobo. Está tudo bem com você?

Rebecca franziu o cenho. — Depende. Não é preciso estar nu ou uivar na lua, né? Porque isso não acontecerá.

Jacob riu, um cheio de gargalhadas, com lágrimas nos olhos quando ele seguia atrás do Jeep de Jinx. — Não, você não precisa fazer nada disso. Embora eu não prometa, não o farei. Uivar isto é, porque certamente espero que ambos estejamos nus até o final da noite.

— Jacob — o tom de Rebecca era sério enquanto olhava para ele. — Espero que não se importe com a espera, até estarmos em casa e certificarmos de que estamos bem. Não quero passar por um ritual de ligação, Lobo ou Bruxo, até estarmos cem por cento seguros.

Ele sabia que Rebecca estava certa, caramba, ela era sua companheira, mas não era uma loba. Ela não sabia o que estava acontecendo dentro dele. A agonia de não vincular já quase comendo seu interior. A raiva sempre que ela estava perto de outro macho. O ódio de alguém ou qualquer coisa que tirasse seu tempo de perto dele. Não, ela não tinha dúvidas sobre isso, então ele pegou um sorriso no rosto e respondeu: — Claro, querida, o que você quiser.

— Obrigada, você não é tão mal, meu grande Lobo mau.

Jacob apenas sorriu, escondendo sua dor ao pensar em atrasar seu acasalamento.

Jinx continuou olhando furtivamente para Stracey, o cheiro dela nas narinas dele fazendo com que elas se dilatassem. Sua proximidade quase dolorosa porque não podia tocá-la, não com Chastity no veículo com eles. Stracey ficou obcecada por Cam não descobrir sobre o relacionamento deles.

Ela disse que queria estar “segura” antes de dizer a ele. A atração entre eles passou de amizade para algo muito mais algumas semanas atrás, quando se beijaram pela primeira vez. Foi só depois de terem passado a noite juntos que admitiu que ela lançara um feitiço sobre si mesma, quando ainda era uma mera criança, para garantir que ela não fosse “atraente” para nenhum macho. Humano, Bruxo, Lobo ou, de fato, qualquer outra espécie.

Sua explicação de ver sua mãe ser abusada e seu próprio terror quando isso aconteceu com ela, fez com que ele a abraçasse fortemente e assegurasse-lhe que nunca deixaria ninguém machucá-la. O medo que vira quando ela deixou cair a fachada fez sua besta rastejar dentro de sua cabeça, desesperada por protegê-la. Seu próprio choque com sua reação a ela naquela noite fatídica ainda provocava arrepios em sua pele.

A confissão de que estava meio apaixonada por ele há anos provocou horas de amor selvagem e apaixonado. Então, cancelou o feitiço para ver se ele estava tão atraído por ela quanto ela por ele. Garoto, ele estava. Ele não podia ter o suficiente dela e queria desesperadamente que se ligassem, mas ainda esperava, impedindo-o de selar seu destino juntos para sempre.

Jinx sabia que era a infância dela que a segurava, mas não estava certo de quanto tempo poderia manter isso escondido de seu melhor amigo. O fato de que ela lançasse um feitiço sobre ele todas as vezes que estavam juntos, de modo que Cam não conseguisse cheirá-la sobre ele, deixou um mau gosto em sua boca. Como se estivesse enganando o homem que ele pensava como seu irmão.

Ele estava ciente de que Cam cheirava seu engano e conversaria novamente com Stracey esta noite. Não conseguiria manter a pressão por muito mais tempo e queria que Cam oficializasse em uma cerimônia de ligação para eles. Isso é, se Cam ainda falasse com eles depois que lhe contassem tudo.

A voz da Chastity interrompeu suas reflexões e ele se sacudiu, seus olhos indo para o espelho retrovisor para vê-la quase rindo. — Vocês dois precisam obter um quarto. Jinx, sabe que sou um Lobo? Posso sentir e ver a atração que você tem pela Stracey. Por que diabos está escondendo?

Stracey girou ao redor, sentada de lado em seu assento, seu tom não muito amigável — O quê? O que acabou de dizer?

As mãos da Chastity levantaram-se na frente dela, palmas para frente. — Ei, não fique chateada, mas é óbvio para mim e só estou me perguntando por que vocês dois estão fingindo que não estão juntos.

Jinx tentou impedir que Stracey explodisse. — Chastity, é complicado, mas realmente apreciaria se não falasse nada a ninguém.

Ele viu como Stracey lutou contra seus demônios internos. — Por favor. Cam não sabe e gostaríamos de dizer a ele nós mesmos. Quando for tempo certo.

Chastity assentiu. — É a sua vida, amor, mas ele notará muito em breve. É óbvio como vocês se sentem um sobre o outro e não tenho ideia de como conseguiu esconder dele.

— Magia. — Stracey meio sorriu. — Uso magia para cobrir todo o meu cheiro em Jinx e tentamos não nos aproximar muito quando há alguém por aí. Ainda assim, é cada vez mais difícil.

— Diga-me sobre isso! — Jinx não pôde evitar comentar. — Stracey, precisamos conversar esta noite. O meu Lobo ficará louco se não resolvermos isso em breve.

— Eu sei! — Stracey quase gritou. — Mas como podemos lhe dizer agora? Quando as coisas progrediram desse jeito. Bolas, você sabe que ele ficará chateado conosco e não quero que se indisponha com você porque eu o obriguei a ficar.

A mão de Jinx se moveu para cobrir a dela. — Você não me forçou a fazer nada, querida, deveria saber disso. Não sou tão fácil de persuadir para fazer algo que não quero fazer. Mas, nós precisamos conversar com Cam. Em breve. Quanto mais cedo, melhor.

— Sei que ele ficará bem, afinal, é Alfa, conhece o caminho da Matilha.

Stracey olhou fixamente para Chastity. — Você não o conhece como nós. Ele ficará chateado por termos mentido para ele. Se há uma coisa que empurra Cam fora de si é mentira. Ele as odeia com uma vingança.

Chastity avançou, dando a Stracey um tapinha no braço. — Bem, parece-me que quanto mais cedo você lhe disser, menos irritado ficará. Além disso, eu lhe digo, Stracey, seu Lobo aqui está prestes a rebentar com a tensão. Você precisa colocá-lo fora de sua miséria.

— Ei! — Protestou Jinx. — Não estou na “miséria”. Talvez eu esteja um pouco, um pouquinho estressado, mas ficarei bem.

— Sim. — Chastity sentou-se a rir. — Você continua dizendo a si mesmo na próxima vez que quiser arrancar a garganta de alguém, só porque estão um pouco próximos da sua companheira.

— Realmente? — A cabeça de Stracey se empurrou para olhar para ele. — Você se sente assim?

— Obrigado por isso, Chastity, ela não é loba, então não entende bem como é para nós. Agora ela faz. — Jinx franziu o cenho para o espelho retrovisor antes de dar a Stracey um olhar de lado. — Sim, é assim e cada dia parece ficar mais difícil.

— Oh, meu Deus! Por que não me disse que era assim? — Stracey apertou seu braço. — Você é um idiota! Se está fazendo isso com você, então precisamos resolver as coisas rápido. Falaremos com Cam hoje à noite, assim que voltarmos. Ok?

— Agradeça a Deusa. — Jinx relaxou em seu assento. — Acho que se alguém se aproximasse de você esta noite, teria terminado em um banho de sangue. Preferiria que Cam ficasse com raiva de mim do que machucar alguém apenas por estar perto de você. Obrigado, Chastity.

— Por quê?

— Se não tivesse dito qualquer coisa, eu sei que o descartaríamos novamente. Não posso dizer que estou ansioso para isso, mas estou certo de que me aliviarei quando fizermos. — Jinx soltou um longo suspiro. — Cam é a pessoa mais próxima para mim, além dos meus pais, e ele é como um irmão. Eu o amo e odeio todo esse subterfúgio.

— Estou certa de que tudo ocorrerá bem. — Chastity recostou-se no assento enquanto se aproximavam de seu acampamento. — Só espero que ele ainda não esteja chateado comigo. Não sei o que é que faço para irritá-lo, mas irrita-o. Evitarei o seu caminho, então não o abalarei demais.

— Não sei se isso ajudará muito — sussurrou Jinx, com certeza havia muito mais acontecendo entre esses dois do que eles entenderam.

— Merda — jurou Stracey, o som estranho para ele. Stracey muito raramente usava palavras de xingamento. — Está aqui. Certo, Jinx precisamos fazer isso agora, antes de perder meu nervo. Você entra e leva Cam para o escritório e depois irei e podemos contar a ele juntos.

— Soa como um plano. Dê-me um momento, depois me acompanhe.

— Tudo bem — Stracey respondeu quando ela e Chastity saíram e dirigiram-se para dentro. Fergie e Angel passaram quando saíram da cabana.

— Boa noite, Jinx — disse Fergie — Cam nos contou sobre tudo o que aconteceu. Negócio ruim. Espero que ele coloque suas mãos nesse bastardo em breve.

— Sim, eu também — respondeu Jinx calmamente quando entrou para encontrar seu amigo, seu estômago em nós pela apreensão.

Angel ficou horrorizada com o estado em que Cam estava quando ele voltou, assim como Fergie e Marie. Fragmentos de vidro ainda embutidos em suas coxas e pernas, sangue escorrendo pela pele. Seu primeiro pensamento foi quão doloroso deve ter sido se transformar com o vidro em sua pele. Alguns eram grandes pedaços, implantados profundamente dentro de seus músculos, tanto Marie e ela trabalharam com pinças para remover cada um antes de limpar as feridas, em seguida, alimentá-lo com uma grande refeição enquanto ele contava-lhes o que acontecera.

O pensamento de alguém assim solto no acampamento era assustador e rezou para que Cam encontrasse e eliminasse a ameaça rapidamente. Ela não sabia dormiria tranquilamente até que este Mallory fosse pego. Fergie agarrou sua mão enquanto alcançavam a rampa para a cabana, fazendo-a pular e gritar com susto.

— Ei, o que há de errado? — ele perguntou preocupado.

— Oh, não é nada. Estava apenas pensando em tudo o que aconteceu hoje e no fato de que essa pessoa, Mallory, ainda está por aí. Isso me assusta um pouco sabendo que está por aqui em algum lugar.

— Não se assuste. Você sabe que não deixarei ninguém machucá-la, independentemente de estar nessa besteira. — Fergie bateu na cadeira de rodas. — É por isso que tenho uma arma, com balas de prata não menos.

Angel estava chocada, sabia que ele possuía uma arma, conseguiu logo após o acidente, mas balas de prata. Não, ela não sabia sobre isso. — Quando você conseguiu? Não me disse nada sobre isso.

Fergie encolheu os ombros quando abriu a porta e eles entraram. — Foi quando meu pai foi morto. Sabia que Lobos estavam envolvidos e não é como se eu pudesse me transformar e combatê-los sozinho. Não deixarei você em perigo, então a melhor coisa foram as balas de prata.

— Oh, mas você não acha que deveria ter mencionado isso? Fergie, mon cherie, não temos segredos.

Fergie puxou-a para ele, em seu joelho. — Não queria que se preocupasse. Desculpe, deveria ter dito alguma coisa.

— Tudo bem, mon amour, entendo sua necessidade de nos proteger, mas apenas fale comigo. Oui?

— Sim, agora, tomamos um copo de vinho e retirarmos para o quarto? — Fergie acariciou seu pescoço. — Tenho planos para você esta noite e não posso esperar para que sua pele toque a minha.

Angel se contorceu ao toque de Fergie, com a pele ardente de desejo. — Ma cherie, quero agradá-lo esta noite. Você me deixará?

Fergie riu, uma risada profunda e suja. — Claro. Por que diabos não?

— Sei que gosta de me dar prazer em primeiro lugar, mas esta noite gostaria de estar no comando, mesmo que só por um tempo.

— Frenchie, estou à sua mercê esta noite.

Angel levantou-se, começando a se despir, enquanto Fergie arrancava a roupa com a facilidade praticada antes de se puxar para cima e entrar na cama. Seus músculos ondulavam em seus ombros enquanto se movia, fazendo com que ela juntasse suas coxas juntas. Seu companheiro pode estar em uma cadeira de rodas, mas era puro Lobo, forte, apaixonado e ela o amava com todas as fibras de seu ser.

Agarrando-se a ele, sorriu, seus olhos cintilando de volta para ela, cheios de malícia. — Lembre-se, mon amour, lhe darei tanto prazer quanto você possa suportar. Agora, eu me pergunto, rugirá meu nome, mon loup2?

— Eu não sei, depende do que fará. — Fergie riu, suas mãos atrás de sua cabeça enquanto a observava em cada movimento.

Suas mãos percorreram suas coxas, sua cabeça inclinada para colocar macios e pequenos beijos pelo interior, muito perto de sua masculinidade. O suspiro que escapou de seus lábios fazendo com que seu próprio desejo de levantar-se como uma chama quente. Os sons deliciosos que saíram de seu peito enquanto ela lentamente o levava dentro de sua boca quente fazendo com que seu núcleo estremecesse com antecipação.

Angel manteve os olhos abertos, observando o rosto de Fergie enquanto usava todos os truques que aprendera a levá-lo à loucura; então parou. Cada vez que ele rilhava os dentes enquanto esperava por um momento ou dois antes de continuar. Seus olhos ficaram presos nos dela, suas pupilas se dilataram tanto que mal conseguiu distinguir a cor dos olhos. Mais uma vez, ela se acalmou, sentindo que ele estava perto da libertação, e desta vez ele amaldiçoou, balançando a cabeça para ela.

— Oh, você está sendo travessa meu amor. Você está me torturando, Angelique.

Fergie sussurrou o nome dela, fazendo com que arrepios subisse na pele, enquanto levantava uma sobrancelha, afastando-se de sua dureza. Seu gemido de frustração, fazendo com que ela risse quando se moveu para cima, seus joelhos de cada lado de suas coxas, suas mãos seguindo seus abdominais.

Quando se abaixou sobre ele, suas mãos pousaram em seus seios, ajustando seus mamilos antes de executá-los entre dois dedos. Pela Deusa, ele sabia exatamente como ativá-la, sua cabeça caindo quando o montou impiedosamente, pequenos sons de excitação saindo de seus lábios.

— Anjo! Continue, baby, mais rápido, sim, é isso. Foda-se, estou perto, tão perto. — As palavras de Fergie são grossas de desejo quando suas mãos agarraram seus quadris, usando sua força para levantá-la e arrastá-la para trás, rígido.

— Meu nome, mon cherie, ruge meu nome!

Fergie rugiu como uma besta enjaulada antes que seu nome entrou em erupção dele, tão alto que machucava seus delicados ouvidos. — Angelique!

Empurrando duramente uma última vez quando foram consumidos pelo orgasmo segundos um do outro. As sensações os envolvia quando ela gritou de alívio, caiu para frente e deitou-se nos braços de sua companheira, os corações batendo freneticamente juntos.

Vários minutos passaram antes que pudesse pensar, ela pousou no peito, seu corpo formigando da cabeça aos pés. As mãos de Fergie passeavam por suas costas, seus dedos acariciando suavemente a pele enquanto ele murmurava em sua orelha.

— Você quase me matou, Frenchie, meu coração quase explodiu do meu peito.

Movendo a cabeça rapidamente para beijar seus lábios, mordiscando o fundo por um segundo antes de sorrir como um idiota. — Porra, você descobriu!

Fergie franziu o cenho. — O quê? — Perguntou ele, a confusão estampada em seu rosto.

Rindo, ela puxou o cabelo. — Estou atrás do dinheiro do seguro!

A realização surgiu em seu rosto quando ele a virou rapidamente para suas costas, seu próprio corpo agora sobre o dela, prendendo-a no lugar. — Sério? Bem, agora, minha pequena Lobo brincalhona, por que não vê se posso levá-la a gritar meu nome!

— Fergie! Não, por favor, não acho que poderia suportar isso novamente, não tão cedo!

— Azar, porque estou pronto, disposto e mais do que capaz de mostrar o quanto amo você.

Angel não pôde evitar a reação a sua boca, seu toque, seu amor, seu corpo se derreteu no dele, enquanto o Lobo a devorava com prazer.


Capítulo treze

Jinx caminhou de um lado para o outro na frente de Cam, que se sentou atrás de sua mesa no escritório, que se transformara em seu escritório improvisado. Esperando por Stracey, que parecia ter desertado ou estava tomando seu próprio tempo para se juntar a eles. Cam apenas olhou para ele, confuso.

— Você me dirá o que está acontecendo? O que é tão importante que me arrastou aqui para conversar?

Jinx sacudiu a cabeça. — Em um minuto, estou esperando alguém para se juntar a nós.

Mais um minuto passou antes de uma batida na porta. Jinx lutou para abri-la o mais rápido que pôde, Stracey entrou, seu rosto branco como uma folha.

Cam olhou entre eles, franzindo o cenho. — O que diabos está acontecendo? Se este é algum tipo de intervenção que vocês dois armaram sobre mim e Chastity, então, esqueçam.

Jinx colocou uma das mãos para parar Cam, que estava no processo de se levantar, a raiva brotando em todas as partes do corpo. — Não, não é sobre ela, embora haja uma conversa sobre isso em breve.

Stracey sentou-se em uma das cadeiras da escrivaninha, em linha reta, com as mãos mexendo no regaço. Jinx estava certo de que ele nunca vira Stracey inquieta, não importa as circunstâncias. Provava-se como ela estava nervosa.

Jinx sentou-se ao lado dela, dando-lhe um pequeno sorriso de encorajamento quando ambos se voltaram para enfrentar seu amigo, o Alfa.

Cam olhou para cada um deles, a cabeça inclinada para o lado, como se tentasse descobrir o que estava acontecendo. Jinx respirou profundamente para começar quando a mão de Stracey pousou em seu braço. — Deixe-me — disse calmamente, sua voz mostrando o quanto estava nervosa.

— Um de vocês me dirá do que diabos isso se trata? — Cam estalou, suas mãos voando no ar em frustração.

— Cameron, deixe-me falar antes de reagir. Ok? — Stracey implorou, esperando Cam balançar a cabeça antes de continuar.

— Quando eu era jovem, minha mãe esteve em um relacionamento abusivo. Uma relação muito abusiva. Ele bateu nela todas as chances que teve e nunca trabalhou um dia para nos apoiar. Isso significava que ela trabalhou em dois empregos apenas para garantir que eu fosse alimentada e vestida.

Cam interrompeu: — O quê? Por que não me disse isso?

Stracey suspirou. — Primeiro, pedi que esperasse até eu terminar. Em segundo lugar, que diferença teria feito? Eu consegui sair disso assim que pude e você me encontrou pouco depois. Não demorou em arrumar minha roupa suja. No entanto, isso afeta o porquê de estarmos aqui. Por causa disso usei meu conhecimento limitado de magia e lancei um feitiço sobre mim. Um que garantiu que eu não seria “atraente” para nenhum homem, fosse humano ou não.

Mais uma vez Cam encostou, sentando-se em sua cadeira — Por amor Deus, isso está levando as coisas um pouco longe, Stracey.

— Talvez, mas eu estava aterrorizada em ficar na mesma posição que minha mãe. Fraca, com medo, espancada. Queria me certificar de que nunca acontecesse e aos quinze parecia uma solução lógica. — Stracey deu um pequeno sorriso a Cam. — Sim, olhando para trás, foi uma solução extrema, mas isso é passado, porque é o que eu fiz.

Cam parecia mais do que um pouco chateado. — Lamento que você tenha passado por isso e se pudesse tirar essas lembranças, eu faria. Mas, ainda estou confuso, o que está acontecendo?

— Tudo bem, desde agora até que eu diga que eu terminei, por favor, não interrompa.

— Tudo bem — concordou Cam, sentado em sua cadeira.

— Bem, trabalhando com você, vivendo muito perto de vocês dois, comecei a ter sentimentos de ser atraído por um de vocês e, muito recentemente, anulei o feitiço. Queria ver se essa pessoa estava tão atraída por mim quanto eu estava por ele.

Cam se contorceu no assento e Stracey sacudiu a cabeça. — Não fique aquecido, Cam. Não era você. Era Jinx. Meus sentimentos por ele cresceram nos últimos anos e finalmente tive a coragem de diminuir o feitiço. Assim que fiz, ele me procurou. Ainda não consigo descrever esse momento. Eu estava na minha sala de estar, não passaram dez minutos desde que cancelei o feitiço e ele bateu na minha porta. Assim que abri, ele entrou com o olhar mais estranho no rosto. Confuso foi a primeira impressão que tive. Como se não tivesse ideia do que estava acontecendo, e tampouco eu.

Os olhos de Cam se dirigiram para Jinx, que agora era quem se contorcia no assento. — De qualquer forma, fiquei ali e ele fechou o espaço entre nós, disse meu nome e beijou-me. Fiquei chocada porque meu primeiro beijo foi bom, mas sabia que a minha pergunta fora respondida. Ele sentiu o mesmo e bem, já estamos juntos desde aquela noite, mas tive medo de me comprometer. Com receio de que ele decidisse que realmente não me queria, recusei-me a permitir que ele lhe contasse. Eu...

A mão de Cam levantou-se. — Como conseguiu manter isso sem que eu soubesse? Eu a teria cheirado você nele, se você estiveram “juntos”.

Jinx riu. — Sim, nós estivemos “juntos”, mas essa pequena sedutora continuou me dando um feitiço quando eu a deixava para que não sentisse o cheiro dela em mim.

Cam olhou para frente e para trás entre eles, uma série de emoções percorrendo seu rosto. — Não sei o que dizer a isso. Não era algo que esperava que acontecesse e estou mais do que irritado que vocês dois tenham mentindo para mim. Na minha cara, vocês mentiram.

Stracey sentou-se para frente, suas mãos agarrando a borda da mesa. — Por favor, não foi ideia de Jinx e, de fato, as primeiras vezes coloquei o feitiço nele sem ele saber. Cam, eu estava aterrorizada que ele fosse embora e sabia que se isso acontecesse, teria que deixar você também. Não poderia ficar se ele não estivesse comigo. Tudo isso foi culpa minha. Foi minha ideia enfeitiçá-lo, fui eu que recusei a deixá-lo dizer alguma coisa. Se você estiver com raiva de alguém, então é a mim que sua ira deve ser dirigida.

Jinx saltou para cima. — Oh não, de jeito nenhum. Não se atreva, Cam. Não é culpa dela. É minha. Eu sou Lobo, deveria ter vindo até você, mas não o fiz. Também estava com medo. Stracey me deixaria se eu lhe dissesse, então fiquei quieto. É comigo, não com ela.

Cam balançou a cabeça. — Porra, vocês dois estão mal, não é? Ambos deitando a cabeça no bloco de desbaste um do outro. Acho que isso me diz muito.

Stracey levantou-se, segurando a mão de Jinx. — Cam, se pode nos perdoar por mentir para você, então eu estarei para sempre em dívida. Jinx está aqui desesperado para me marcar e ter uma cerimônia de união e se você puder nos perdoar, então nós gostaríamos que você fizesse isso.

— Droga — disse Cam novamente — vocês dois são companheiros?

Jinx sorriu como um garoto atrevido. — Sim, nós somos e nunca fui mais feliz na minha vida. Eu sei que há toda essa porcaria sobre os Lobos que não gostam de bruxas, mas o inferno, você é parte bruxo e penso em você como meu irmão. Cam, desculpe, eu não lhe contei antes, mas...

— Espere. — A mão de Cam voltou a disparar. — É por isso que você não estava interessado nas mulheres em Paris, não é?

Jinx assentiu. — Sim, ou em Roma na semana anterior. Só pensei em Stracey o tempo todo em que estávamos de negócios, desesperado por voltar para casa, para ela.

— Agradeça por isso! — Cam amaldiçoou. — Eu pensei que você estava doente e iria levá-lo ao médico.

Stracey riu. — Ah, ele definitivamente não precisa de um médico. — Assim que ela disse, sua mão voou para sua boca. — Eu disse isso em voz alta, não?

Rindo quando se levantou, Cam passou pela mesa. — Eu não posso dizer que estou feliz com as mentiras, mas entendi por que você fez isso, Stracey. Então, esqueceremos e olharemos para o futuro. O que você diz de ter uma cerimônia conjunta com Rory e Charlotte?

Jinx gritou, pegando Stracey e torcendo-a. — Eu levo isso como um sim. — Cam disse, esperando até que Jinx parasse e depois abriu os braços para abraçá-los.

— Obrigado, meu amigo — murmurou Jinx, seu rosto corando quando Cam acariciou-o nas costas.

— Nunca mais minta para mim de novo. Ambos sabem que odeio mentiras.

— Sim — ambos responderam, Stracey se esticou para colocar um beijo na bochecha de Cam.

Jinx rosnou, o ruído alto no escritório, enquanto ele a afastava de Cam e de seus braços. — Agradeço à Deusa, eu não preciso fingir agora. Ninguém se aproxima dela até que estejamos casados .

Cam atirou-os na direção da porta. — Longe, vão vocês dois, estou certo de que querem passar algum tempo sozinhos.

— Sim — Jinx concordou, parando para virar e olhar para Cam. — Mas precisamos ter aquela conversa sobre sua Loba, Alfa, e em breve.

Cam virou as costas para eles, dirigindo-se para ficar em frente ao fogo aberto. — Não agora, Jinx. Não agora.

— Logo, Cam — Jinx abriu a porta. — Em breve, porque eu falharia em minhas funções como Beta se não levantar isso. Antes de irmos, quero dizer o que está em minha mente e deixar você ruminar; ela é sua companheira, Alfa. Tenho certeza disso e você também deve aceitá-la ou enlouquecerá lutando contra isso.

Cam girou, seu rosto irritado quando Jinx empurrou Stracey para fora da sala. — Tudo bem, eu vou. Basta pensar sobre o que disse.

Jinx fechou a porta rapidamente enquanto Cam pegava um castiçal da lareira, pronto para jogá-lo na cabeça dele. — Bem, isso foi muito melhor do que eu pensava. — Ele riu de Stracey enquanto o puxava para as escadas e até o quarto dela. Jinx se asseguraria de que nenhum deles deixasse aquele quarto por algum tempo. Ele bloquearia a porta, se necessário.

Cam olhou para a porta fechada, seu coração feliz por Jinx e Stracey, as duas pessoas mais próximas a ele e encontraram juntos o amor. Não havia dito nada antes, mas sempre se preocupou com que Stracey encontrasse alguém, com medo de que quem quer que fosse não correspondesse aos seus altos padrões. Não havia como ele deixa-la se contentar com alguém que não pudesse cumprir esses padrões.

Isso teria causado angústia e transtorno se ele não concordasse com sua escolha, mas agora estava atrás deles. Ela estava com Jinx, seu melhor amigo, confidente, e seu irmão. Não, eles não estavam relacionados pelo sangue, mas ainda olhou para ele como seu irmão e sempre faria. Jinx era parte dele e de sua vida tanto quanto era para ele. Cam estava certo de que apenas a morte os separaria e isso estava muito distante, ambos os Lobos ainda jovens e saudáveis.

As palavras de despedida de Jinx afetaram-no, porém, por que seu amigo sentiu a necessidade de continuar mencionando Chastity não estava claro, mas trouxe uma visão da Loba em sua forma de besta para sua mente. O belíssimo animal branco que atravessa a floresta, no olho da mente, seu próprio bicho preto e jato que a rasga. Por que continuou pensando nela? Por que seu toque o afetou assim? Por que ao olhar para ela, ele se endureceu no jeans? Porquê? Porquê? Porquê?

Seria um desejo passageiro que seria saciado se tivessem feito sexo? Ou era como Jinx implicava, Chastity era a sua companheira?

Cam sentou-se em uma das poltronas perante o fogo, suas longas pernas esticadas na frente dele enquanto pensava na Loba branca. Não podia negar sua atração por ela, mas ser atado a uma mulher por toda a eternidade? Isso assustou a merda dele porque não estava seguro de poder fazer isso. Fidelidade não era algo que praticara até agora.

Uma batida suave na porta o tirou da meditação. — Entre — disse calmamente, esperando para ver o que Marie queria. Ela seria a única pessoa aqui, certa de que Jacob e Rebecca teriam ido direto para sua própria cabana assim que retornassem.

No entanto, foi Chastity que abriu a porta e entrou, sorrindo timidamente para ele. — Eu só queria vê-lo. Você tirou o resto do vidro de seu corpo?

Cam ficou de pé, agitado, agora que o objeto de seus pensamentos estava diante dele. — Estou bem. Marie e Angel cuidaram de minhas feridas e estarão curadas de manhã.

— Oh, eu vejo. Bem, isso é bom. Fico feliz que elas o ajudaram. — Ela pisou um passo ou dois mais na sala, mais perto dele e se a cadeira não estivesse atrás dele, ele teria dado um passo atrás. — Existe alguma coisa que eu possa fazer por você? Ah, e você viu algum sinal de Mallory?

— Eu sou perfeitamente capaz de obter qualquer coisa que eu preciso de mim e não, eu não o vi.

Mais uma vez, deu um passo à frente, o rosto cheio de dores. — Por que você me odeia tanto? Eu não estou certa do que fiz, mas se você me disser, tentarei corrigi-lo.

Cam a olhou, suas palavras ferindo-o. Ela pensou que ele a odiava? Maldito, esse foi provavelmente o oposto do que estava sentindo, mas sabia que não contaria isso a ela. — Não odeio você, Chastity. Simplesmente não quero que você tenha ideias sobre mim.

Chastity esperou um momento antes de responder, suas mãos indo para a cintura e um pé batendo alto no chão de madeira. — Ideias? Oh, você acha que o quero para mim? Acha que quero o Alfa como meu? O inferno, Cameron Sinclair, supere-se. Não é o único Lobo ao redor, há muitos disponíveis se for o que eu estiver procurando. Admito sua bela aparência, mas tenho certeza de que já vi melhor em outro lugar. O que está dizendo? Sim, muitos peixes no mar, senhor!

Cam tentou parar seus lábios torcendo em um sorriso em sua explosão de fogo. Fazia muito tempo que alguém falara com ele assim. Por uma boa razão. Caminhando, parou bem na frente dela, invadindo seu espaço e viu-a lutar contra o desejo de voltar atrás. Ela ficou firme quando olhou para ele, seus olhos como poças de líquido, mesmo que seu rosto estivesse cheio de raiva.

— Então, você acha que estou bem? É isso aí? Belos? Um pedaço de carne está bem, uma camisa está bem, uma xícara de café está bem. Eu? Eu sou mais que bom!

— Oh! Você me frustra tanto! Um minuto você está frio, desapegado e irritado e o próximo está fazendo piadas!

Cam balançou a cabeça — Piadas? Eu não estou brincando. Admita-o, eu sou muito mais do que bem. — Seu dedo começou a arrastar para o lado de seu rosto, em seu pescoço e debaixo do colarinho da camisa que usava. Sua respiração pegou enquanto o rosto dela começava a ficar vermelho.

— Pare. — Seus olhos olharam para ele, implorando. — Por favor, Cam. Eu não sou um jogo. Não precisa ganhar e não precisa me machucar só porque você pode.

— Eu não estou tentando machucá-la, Chastity — murmurou Cam, sua reação cresceu quando chegou mais perto dela. Sua calça jeans realmente estava bem apertada.

— Mas você irá. Eu sei que você irá. — Chastity tentou dar um passo para trás, mas a mão de Cam agarrou-a atrás do pescoço, parando o retiro.

— Por que você acha que a machucarei? — Sua cabeça baixou, seus lábios gentilmente escovando o dela, um suave gemido escapando de seus lábios.

— Eu não sei. Apenas sinto.

— Minha mente definitivamente não está pensando em machucá-la. Na verdade, o que eu gostaria de fazer é afundar dentro de você e fazê-la esquecer do seu próprio nome.

Cam podia ouvir seu coração enquanto batia violentamente em seu peito, a veia no pescoço latejando enquanto sua língua lambia sua pele. A necessidade primitiva de levá-la dali era tão forte que sua mente mal podia funcionar. Seu pênis estava tão duro que doía enquanto se esforçava para se libertar. A mão da Chastity moveu-se para o rosto dele, seus dedos se aproximaram do lado de sua boca antes que seus lábios se abrissem e eles se beijassem.

Suas pernas cederam e Cam teve que segurá-la, suas mãos segurando-a com força contra ele para que ela não deixasse de sentir a dureza dentro de seu jeans. Um som suave e profundo no fundo de sua garganta, fazendo com que ele perdesse todo o poder de autocontrole. Cam forçou sua língua dentro de sua boca molhada e quente, provocando a dela em uma dança delicada enquanto suas mãos se moviam sob sua camisa, suas unhas raspando suas costas.

Cam a pegou, instalou-se na grande poltrona mais próxima do fogo, sentando-a no colo de frente para ele, as pernas de cada lado das coxas. Seu aperto em seu cabelo aumentou à medida que a segurava no lugar enquanto eles se beijavam, sua virilha movendo para cima enquanto ela refletia seus movimentos, a fricção levando-o a distração, seu cérebro focado apenas em seus corpos.

Ele abriu o botão de seu jeans, quase rasgando o zíper enquanto ele o abria para permitir o acesso. O corpo de Chastity estremeceu em seus braços quando seus dedos encontraram seu clitóris, girando em círculos à medida que seus músculos se apertavam, suas pernas tremendo enquanto ela ofegava em sua boca. Cam sabia que ela estava perto, mas não soltou a pressão contra ela, querendo que ela se separasse em seu colo.

Puxando a cabeça para trás, gemeu enquanto seus lábios saíam dela, seus olhos azuis gelados se travavam com os dela. — Venha por mim — sussurrou suavemente, vendo sua reação ao seu toque até que ela apertou o lábio inferior entre os dentes, que ele suspeitou, era para impedi-la de gritar. Um momento depois, seu orgasmo bateu, seu corpo uma bagunça tremendo enquanto sua cabeça caiu para frente, de modo que suo cenho descansasse sobre a dele.

— Nós ainda não terminamos. — Cam rapidamente os virou, sentando-a na cadeira enquanto tirava jeans e calcinha antes de tirar seu jeans. Deixando as roupas no chão enquanto ela olhava para ele como se estivesse atordoada.

— Você está bem? — Ele perguntou, certificando-se de que queria prosseguir, se não, então pararia, mas maldição, isso seria difícil, senão impossível.

— Sim — ela respirou, sua mão estendendo a mão para ele. Agarrando-o, ele a puxou para cima em seus braços, beijando-a com uma paixão ardente que pensou que perdera há muito tempo. Os sentimentos que atravessam todo o seu corpo, desde as pontas dos dedos dos pés até o topo da cabeça, como se ela tivesse trazido sua pele à vida, formigamentos e calor se espalhando para envolvê-lo inteiramente. Sua besta estava uivando com alegria dentro de sua cabeça quando ele a pegou e envolveu suas pernas ao redor de sua cintura.

Cam continuou a beijá-la quando colocou suas costas contra a parede, seus olhos ainda abertos e levando sua beleza, memorizando tudo. A pequena sarda ao lado do nariz até a pequena verruga perto de sua orelha, cada parte dela estava enraizada nele agora como finalmente arranjou-os para que sua dureza pressionasse sua entrada quente e úmida, empurrando-se para penetrá-la.

A boca de Chastity ficou aberta, quebrando o beijo, quando ele a penetrou pela primeira vez. Seus olhos se abrindo e olhando para ele com desejo fluindo de todas as nuances. Suas mãos seguraram seus ombros, as unhas cavando em sua pele, enquanto ele continuava a penetrar profundamente nela, espantado que ela o pegasse com tanta facilidade. — Mais — proferiu, tentando acelerar o movimento, mas sua posição contra a parede limitou seus movimentos.

Cam mergulhou seu pênis profundamente dentro dela com abandono, dando-lhe o que ela pediu e o que desejava fazer. Seus grunhidos enquanto sua pele se abalava mais animalmente do que humano, seu Lobo mal reprimido quando Chastity moveu a cabeça para o lado; descobrindo seu pescoço.

A visão de sua submissão quase fez com que a marcasse bem ali. Enquanto suas presas começaram a entrar em erupção, seu segundo orgasmo sacudiu seu corpo, a cabeça jogada contra a parede enquanto soltava um grito. A mão dela voou de seu ombro para cobrir sua boca e sufocou o barulho quando sua própria libertação se apoderou, sua semente entrando profundamente dentro dela.

Sua besta pediu-lhe para reivindicá-la e ele quase cedeu, parando pouco antes que suas presas perfurassem sua pele. Forçando seus caninos a recuar de volta dentro de suas gengivas, colocou a cabeça na parede ao lado dela. Sua respiração irregular e pesada quando se recuperou do que fora, para ele pelo menos, uma liberação alucinante

A mão de Chastity deixou a boca para acariciar seu rosto antes de puxar seus cabelos. — Porra, isso foi fantástico. Eu nunca reagi a ninguém assim antes. Você usou alguma daquela mágica sua?

Cam se forçou a olhar para ela, tentando não deixar o pânico que estava aumentando em sua barriga segurar. — Sem magia, só eu.

— Bem, só você, foi mágico do meu ponto de vista. — Chastity franziu o cenho. — Isso significa que somos companheiros agora? Não há mais uma atitude de “odeio”?

Suspirando fortemente, ele tentou desviar o olhar, mas agarrou seus cabelos para puxar os olhos de volta para o dela. — Eu não odeio você, nunca fiz.

Chastity franziu o cenho. — Então qual é o problema? Parece que temos uma boa química e não entendo por que você continua empurrando-me para longe.

— É — Cam balançou a cabeça e disse: — complicado.

Chastity o empurrou, forçando seu pênis amolecido a deixar o calor de sua vagina enquanto ela se levantava. — Oh, por amor de Deus. É complicado. Isso é o melhor que você pode fazer?

Ela se inclinou para recuperar sua calça jeans e a visão de seu corpo nu fez com que seu pênis se endurecesse, voltando à vida com uma mente própria. Sua mão estendeu-se, pegando seus quadris e puxando-a de volta para ele. — Você é tão fodidamente quente, é difícil para eu pensar.

Contorcendo-se em seu abraço, ela se endireitou, olhando por cima do ombro com o que parecia ser lágrimas nos olhos. — O que há de errado? — ele perguntou, segurando-a mais forte contra ele, um braço em volta da cintura enquanto o outro a circundava para segurar um de seus peitos macios e cheios.

— O que está errado? Você está falando sério? — Chastity tentou se afastar, mas seus braços a impediram. — Nós acabamos de ter o sexo mais fabuloso que já tive e no próximo minuto você está dizendo 'é complicado' sobre por que você continua me rejeitando. Maneira de fazer uma garota se sentir bem, Cameron. Porque agora me sinto usada e estúpida por deixar você me usar.

Suas palavras o atingiram como golpes físicos, sua besta grunhiu com ele enquanto a segurava dentro de seus braços. — Espere, Chastity, não odeio você e não estou tentando machucá-la. A verdade é que você me afeta de forma que eu não estou confortável. Eu sempre tenho o controle de mim, de situações, de negócios, de merda, de tudo. Mas quando está perto de mim, não sinto o controle e, bem, se eu for sincero, isso me assusta. Nunca tive um relacionamento com uma mulher, nem uma vez, e nem sei se sou capaz disso.

Cam ainda a segurava, não querendo perder a sensação dela em seus braços. Seu corpo tremia, como se estivesse tentando parar de chorar e odiava-se por fazê-la sentir assim. Virando-a para encará-lo, viu lágrimas errantes escorrendo por sua face, a visão fazendo com que se sentisse fisicamente doente, que ele causara dor.

— Como você sabe se nunca tentou? Um relacionamento, quer dizer, se nunca teve um, então, como sabe se você é capaz ou não?

Ele balançou sua cabeça. — A simples ideia de estar amarrado a uma mulher me apavora. Acho que nunca admiti isso para ninguém antes, mas é a verdade. E se ficarmos mais próximos, possivelmente até mesmo unidos, então eu correr, ou pior, perceber que cometi um erro? Como você se sentiria então? Como eu me sentiria então? É como eu disse anteriormente; complicado.

Chastity o alcançou, seus dedos acariciando suavemente o rosto dele. — Estou disposto a aproveitar essa chance. Meu Lobo aparentemente decidiu que você é o que ela quer, mesmo que me rejeitasse, mais de uma vez. Não posso dizer que estou emocionada com isso, mas estou cansado de lutar contra ela. Ela está me dando dores de cabeça como você não acreditaria.

Os lados de sua boca ergueram-se em um minúsculo sorriso enquanto inclinava a cabeça para o lado, aguardando sua resposta.

Cam desviou o olhar para tentar limpar seus pensamentos, quando ele olhou para ela e não conseguiu pensar direito. Seu rosto tão esperançoso quanto esperava. Isso rasgou suas entranhas e turvou seu pensamento. — Seria tão ruim tentar? — ele pensou: — Ou deveria apenas deixá-la ir? — Quando esse pensamento entrou em sua cabeça a sua besta uivou em protesto, arranhando o chão e rondando para trás e para frente com raiva. Caramba, ele sabia o que ela queria dizer sobre sua própria besta dando-lhe dor de cabeça. A dele estava batendo forte agora mesmo.

— Eu acho que podemos ver aonde vai. — Os olhos de Cam encontraram os dela e viram-nos iluminar suas palavras. — Mas, Chastity, tenho que ser sincero com você, não sei o que acontecerá amanhã, ou na próxima semana, ou no próximo mês. Nunca estive nesta posição antes, então não tenho absolutamente nada para avaliar. Eu a avisarei, porém, eu geralmente faço as coisas do meu jeito, seja no trabalho ou não. Não me dou bem com a oposição e fico muito mal-humorado até tomar meu café pela manhã.

Ela se esticou na ponta dos pés, puxando a cabeça para baixo para um beijo. — O amanhã é um longo caminho, Cam.

Cam se afastou. — Pegue esses jeans, eu não quero assustar a Marie. — Puxando o seu próprio para cima, deixando-os desabotoados, mas ajeitando sua camiseta para baixo sobre sua excitação.

Chastity murmurou. — Eu prefiro ver você tentar “colocar isso de volta na caixa”.

— Não está acontecendo, então, por que não vamos para o meu quarto para que ele possa ser tratado corretamente.

Seu rosto corou quando ele agarrou sua mão e puxou-a para fora do escritório. — Está tudo bem? Ir para o seu quarto?

Os passos de Cam não hesitaram. — Eu sou o Alfa, posso ter o inferno e eu a quero no meu quarto. Porquê? Não quer vir?

Chastity pulou alguns passos para acompanhar os passos longos. — Eu não disse isso. Quis dizer que não queria colocá-lo em qualquer tipo de posição embaraçosa por me ter aqui. Como você diz, você é o Alfa.

— Se você ainda não descobriu, não sou como a maioria dos Alfas, faço as coisas do meu jeito e pessoalmente, não ligo para o que alguém pensa ou diz. Fui levado a ser alfa quando não possuía intenção de ser um, agora eles aprenderão a fazer as coisas do meu jeito. Simples.

— Você é meio intenso, Cam. Posso vê-lo em uma sala de reuniões fazendo uma aquisição poderosa ou algo assim.

Cam abriu a porta, puxando-a para dentro e chutando a porta fechada atrás deles. — Tudo parte do pacote. Trabalhei arduamente para construir minha reputação e negócios. Não deixarei, ser Alfa aqui, arruinar isso.

— Eu estou certa de que você ficará bem.

Soltando o aperto que ele tinha no cinto de seus jeans desabotoados, ela caiu no chão enquanto ele puxava a camiseta por cima da cabeça. Os dedos de Chastity em sua pele antes mesmo de deixá-la cair no chão.

Os dedos dela correram seu coração, fazendo com que ele rangesse os dentes. — Deus, você tem algumas tatuagens. Gosto delas. Qual é essa?

— Esta é a nossa tatuagem do clã na Escócia. Todos os homens fazem, uma vez que não são mais filhotes. Algumas das mulheres fazem, embora, obviamente, não no mesmo lugar. Ficam na base de suas costas ou no interior de um pulso. Isso os marca com a Matilha para outros Lobos. É um clã grande e forte e poucas pessoas seriam estúpidas o suficiente para mexer com a nossa comunidade.

Os dedos de Chastity rodearam a tatuagem novamente. — É adorável, mas também gosto disso. — Suas mãos caíram para traçar aquela que ele tinha embaixo em sua barriga, seu toque provocando a contração de seu pênis.

— Acho que precisamos pular na cama. Onde deveríamos ter estado antes. — Cam pegou-a facilmente, caminhando e colocando-a na beira da cama. — Agora, podemos continuar e, possivelmente, até mesmo dormir um pouco.

Ela riu quando se moveu para o centro da cama, segurando uma das mãos para ele quando se deitou sobre os travesseiros. — Venha então, Alfa, mostre-me o que você tem.

Cam sorriu quando ele se ajoelhou na colcha, caminhando em sua direção. — Eu lhe mostrarei bem, Branquela, apenas tente não acordar todos com seus gritos!


Capítulo catorze

Jacob sentou-se na cadeira no canto do quarto de Rebecca enquanto ela dormia. Seu pedido para que retornassem a LA estava preso em sua mente. Ele entendeu sua necessidade de fazê-lo, mas não queria desertar Cam enquanto Mallory ainda estivesse em liberdade. Abriu a janela para que pudesse usar sua audiência aprimorada para ouvir qualquer coisa indesejável dentro da Matilha, apenas no caso de o bastardo ter conseguido invadir seus sensores.

Até agora não ouvira nada que justificasse que pudesse verificá-lo, embora soubesse que ouvira Cam e Chastity antes. Se realmente ouviu o que pensava ter feito, seu amigo estava finalmente aceitando Chastity, a ser mais para ele do que estava disposto a aceitar. Era claro, como dia para todos os outros, que ela era sua companheira e esperava que Cam não estivesse arrebentado. Um Lobo que perdeu seu verdadeiro companheiro viveu uma desculpa lamentável para uma vida.

Ele também precisava convencê-la de ter a cerimônia de ligação do Lobo o mais rápido possível. Não sabia quanto tempo poderia continuar sem marcá-la como sua. Ela não tinha ideia do que estava fazendo com ele para não ter feito isso, mas não sabia quão receptiva ela seria com ele afundando as presas nela. Maldito, poderia imaginar sua indignação com o pensamento.

Suspirando pesadamente, refletiu sua situação novamente, quando a voz de Becca o fez pular. — O que há de errado, grandão?

Vendo-a claramente na sala escura, a única luz que filtrava da lua para fora, com a cabeça apoiada na mão. — Nada, volte a dormir.

Ela balançou os dedos para ele. — Volte para a cama e podemos falar sobre isso. Posso sentir seu mal-estar, Jacob. Você está com dúvidas sobre nós?

Jacob levantou-se, fechando a distância entre eles em um instante. — Não! Nunca pensei nisso, Becca.

— Então me conte. Não sou uma idiota, algo está errado.

Ele voltou para a cama, levando-a em seus braços. — Eu só estou com receio de deixar a Matilha quando esse bastardo ainda está lá fora. Eu sei que você quer ir para casa por um tempo, mas...

Becca colocou um dedo em seus lábios. — Shh, sim, quero que voltemos para casa e certificar-me de que tomamos a decisão certa. No entanto, não esperaria que você fosse embora neste momento. Lembre-se, meu grande Lobo mau, conheci este Mallory e nunca esperaria que fosse embora antes dele ser capturado. Talvez eu precise ir para casa em um ou dois dias, mas se ele não foi pego até então, eu assumiria que você ficaria para ajudar.

— Realmente? — Jacob ergueu uma sobrancelha, não sabendo se ouvira direito.

— Sim — Rebecca sorriu e disse: — Realmente. Então, isso foi fácil, mas seu corpo ainda está tenso como um tambor, e o que mais está errado?

Jacob decidiu levar o touro pelos chifres e tentar explicar. — Sei que você falou da sua cerimônia da Bruxa, mas não estou certo de quanto tempo posso continuar sem reivindicar você como minha. Está me matando, Becca. Sinto como se minha cabeça fosse explodir e...

— Reivindicar-me? Como?

— Por favor, não surta, ok? — Olhou-a nos olhos enquanto ela assentia. — Os Lobos reclamam seu companheiro marcando-os e isso envolve uma mordida. Normalmente apenas aqui. — Seus dedos tocaram a pele onde seu pescoço se juntou com o ombro dela. — Nós mordemos nossos companheiros para que os outros saibam que foram reivindicados e basicamente para se manterem afastados até a cerimônia de acasalamento.

Ele viu seus olhos se expandirem. — Ouvi sobre isso, mas não conheço muitos Lobos. Não é um pouco, oh, não sei, bárbaro? Parece-me um homem das cavernas.

— Entendo que pode soar assim para um não-Lobo, mas é nosso caminho e está no nosso DNA. Minha besta está brincando dentro da minha cabeça, exigindo que eu marque você como nossa. Também não quero entrar em nenhuma briga estúpida com os caras se chegarem muito perto de você. Mais uma vez, sim, você pode dizer que é homem das cavernas, mas minha fera reagirá a qualquer ameaça percebida.

Rebecca aninhou-se mais perto dele. — Hmm, eu vejo, não percebi nada disso, Jacob. Deveria ter me contado. O que acontece se você me reivindicar, marcar-me, mas quando chegamos em casa, decidimos que não funcionará?

Jacob sorriu. — Isso não acontecerá. Sei que precisa fazer isso, querida, mas confie em mim, você é minha única companheira. No entanto, se um Lobo reivindica uma mulher, mas não têm a cerimônia de ligação e separarem-se, a reivindicação é perdida.

— Oh, bem, nesse caso, suponho que pode fazer essa parte, a parte que reivindica. Apenas tente não deixar doer muito e não me roa como um osso ou algo assim, ok? Definitivamente não sou sua próxima refeição, Lobo.

— O quê? — A voz de Jacob se elevou, excitação brotando dele como se fosse um estudante com sua primeira paixão. — Está falando sério? Posso reivindicá-la agora? Aqui? Agora mesmo? Eu...

Rebecca agarrou seu cabelo, puxando a cabeça para baixo para beijá-lo. Ele estava bastante seguro de que só fazia isso para fechar suas divagações. Não importava, era onde seus lábios queriam estar; presos no dela.

Sua besta uivou quando percebeu que a reivindicaria, aqui mesmo, naquele momento.

A frequência cardíaca de Jacob aumentou quando seus lábios se encontraram com Becca com uma intensidade que tirou o fôlego. Sua língua girou em torno de sua boca enquanto suas mãos faziam coisas pecaminosas em sua pele. — Eu a amo, Becca. Mais do que posso lhe dizer com meras palavras.

— Eu sei que você ama, Jacob. Igualmente, meu grande Lobo mau, igualmente.

Seu corpo cobriu o dela, querendo fundi-los o mais perto possível, sem sufocá-la, suas coxas entre as pernas, seu pau provocando-a. — Sem jogos, Lobo — ela murmurou enquanto segurava sua cabeça firmemente no lugar, seus dentes mordiam o lábio inferior.

— Espero que esteja pronta, baby — murmurou Jacob à medida que empurrava dentro dela enquanto Becca erguia as pernas ao redor dele, os pés em seu traseiro, exortando-o para dentro.

Seus gemidos de prazer encaminhando-o até que ele não pudesse esperar mais, movendo a cabeça para o ombro, suas presas descendo enquanto sua língua lambeu sua pele de porcelana. Jacob não deu nenhum aviso quando seus caninos penetraram profundamente em seu ombro, batendo seu sangue e sentindo o início de seu vínculo.

Cam acordou com um susto, Chastity deitada ao lado dele, o braço sobre a cintura e as pernas entrelaçadas. Seu sono incomodava o cérebro gostando da sensação dela na cama. — Isso é novo — pensou enquanto olhava ao redor da sala, perguntando por que acordou. Não vendo nada para alarmá-lo, ele se recostou, quase adormecido novamente quando o chamado da natureza tocou.

Desenrolando-se de Chastity, tomando cuidado de não acordá-la, perambulou no banheiro, fechando a porta para não atrapalhar a mulher na cama. Normalmente, ficaria desesperado por tirar a mulher da cama, mas essa era diferente. Essa primeira dose de pânico e às vezes raiva de ter uma mulher em sua cama simplesmente não estava lá. Talvez, possivelmente, seu amigo estivesse certo e Chastity era mais para ele do que uma fantasia passageira.

Balançando a cabeça, virou a torneira para lavar a mão, o sono chamando-o novamente. Afinal, passaram algumas horas “conhecendo” os corpos um do outro intimamente. Sorrindo enquanto se lembrava de como ela rira cada vez que acariciava os joelhos, encontrando seu ponto “cócegas”, Cam virou a torneira e secou as mãos.

Ao abrir a porta, percebeu que estava ansioso para se juntar a ela na cama. Estranho.

Com as cortinas fechadas, o quarto era quase preto, mas seus olhos se esticaram quando alcançou a cama. Não pareceu ver o volume de seu corpo onde ele o deixou apenas alguns momentos atrás. Alcançando sentiu as cobertas, Chastity não estava lá. Seu coração acelerou ao pensar que ela o deixara no meio da noite, quando estava convencido de que era onde deveria estar. Droga!

Aproximando-se da sua porta, abriu-a, determinado a encontrá-la e perguntar-lhe a que ela estava jogando. Suas longas pernas andando pelo corredor quando ouviu um barulho que fez seu coração titubear de medo. Um gemido de mulher e o barulho de alguém abrindo a porta da cabana. Cam saiu correndo, pulando o máximo de degraus que conseguiu antes de voar para a porta ainda aberta.

Ao segurá-la, ele quase arrancou suas dobradiças enquanto ele se afastava. A cena que via diante dele fazia com que ele rugisse o mais alto que pudesse: — Não! Deixe-a ir!

Mallory manteve Chastity em seu abraço, arrastando-a junto com uma das mãos cobrindo sua boca. O terror que Cam viu em seus olhos, tornando-o vermelho, enquanto pulava da varanda e seguiu a direção deles.

— Deixe-a ir, agora! — Sua voz berrou enquanto se aproximava.

Mallory virou-se, seu rosto marcado por um lado, onde Cam arrancara o olho, o sangue seco ainda estava coberto por sua pele. — Fique onde você está ou quebrarei o seu pescoço. Quero dizer. Um passo mais perto e ela estará morta.

A área acendeu, as luzes seguiam em outras cabanas, então ele ouviu Jinx nas costas dele. — O que diabos está acontecendo?

Cam grunhiu, o som retumbando do fundo do peito e da garganta para escapar. — Não se atreva a machucá-la. — Seu coração batia descontroladamente ao pensar em Mallory fazendo mal a ela, medo, terror e angústia crescendo dentro dele quando percebeu que não poderia perdê-la. Não agora, ele apenas a encontrou.

Jinx jurou: — Foda, Cam, não faça movimentos repentinos.

A cabeça de Cam girou para olhar seu amigo. — Feche a boca — cuspiu, girando de volta para enfrentar Mallory.

O rosto do bastardo estava torto de ódio: — Aqui, eu o encontro aqui! Depois de voltar para casa e encontrar meu pai massacrado por este elegante Playboy! Sim, Sr. Cameron Sinclair, sei quem você é e sua reputação. O que diabos está fazendo aqui em um bando? Você deveria estar fodendo uma de suas putinhas que mantêm sua cama aquecida enquanto você voa pelo mundo todo. O que. Diabos. Você. Está. Fazendo. Aqui?

Com cada palavra, seu aperto intensificou em Chastity, fazendo com que as lágrimas derramassem de seus olhos. A raiva de Cam cresceu até proporções astronômicas, sua necessidade de salvá-la tão forte que mal podia respirar. — Eu sou Alfa, depois que seu pai e seus homens assassinaram meu tio, eu assumi.

— Não estava falando com você! — Mallory gritou, a saliva voando de sua boca quando ele balançava Chastity. — Estou falando com minha tia!

Chastity lutou, Mallory soltando sua boca para que ela pudesse responder, mas continuou antes que uma palavra pudesse sair de sua boca.

— Então, tia, por que você está aqui? Por que a achei nua como uma vagabunda na cama do homem responsável pela morte de meu pai? Era seu irmão! No entanto, você dorme com o cachorro que o matou!

Cam deu um passo à frente, mas Mallory pegou, suas mãos agarrando o pescoço de Chastity como um vício. — Fique aí, Alfa, um toque rápido e ela se vai.

Quando Mallory puxou seu pescoço, ela ficou na ponta dos pés, lutando para respirar. Cam ficou imóvel, tentando desesperadamente não antagonizar Mallory. — Ela não pode responder se você atrapalhar — a voz de Cam era suave, razoável, calma, enquanto seu interior queimava com o ódio e a necessidade de proteger a mulher.

Ele viu o aperto do bastardo afrouxar, ligeiramente, Chastity tossindo e resmungando, suas mãos tentando libertar sua garganta. — Então, tia, você me dirá por que a encontrei aqui na cama desta cobra? Ele forçou você? Foi isso, ele a capturou e estuprou-a?

Os olhos de Chastity procuraram os dele, implorando para ajudá-la enquanto sacudia a cabeça. Cam amaldiçoou: — Não minta, conte a ele a verdade. Isso é exatamente o que aconteceu. Eu pensei que ela era um bocado de bunda, então a trouxe de volta e mantive-a presa no meu quarto. Devo ter esquecido de bloquear a porta mais cedo quando adormeci.

O peito de Cam apertou quando viu seus olhos se alargarem, sabendo que estava tentando salvá-la, mas sabia que suas palavras iriam machucá-la. — Ela é bonita aos olhos e sabe quando manter a boca fechada, ou abrir, seja qual for o caso. — Cam sorriu, tentando distrair Mallory de Chastity.

Funcionou, Mallory rosnando para ele enquanto afrouxava seu aperto um pouco mais ao redor de seu pescoço. — Você acha que porque tem todo o dinheiro que pode fazer o que quiser com a minha família? Você? Farei você pagar, Sr. Bilionário Calças Estilosas.

Cam sorriu como um maníaco enquanto avançava novamente. — Como? Como fará isso segurando essa puta em suas mãos. Deixe-a ir e você e eu podemos resolver isso de homem para homem.

Mallory olhou para Chastity e, em seguida, voltou para Cam, seu aperto se soltou por um segundo antes de intensificá-lo novamente. — Não, não, não, não! Você não entende, não é? Ela também tem que pagar. Ela desertou meu pai quando deveria estar lá ajudando. Não levantou uma das mãos para ajudar, ou então, fui informado por aquele cachorrinho que peguei nas mãos. Então ela tem que sofrer por isso.

Cam pensou que seu coração literalmente explodiria quando Mallory zombasse de Chastity. Seu rosto ficando pálido enquanto ela lutava para se libertar. Jinx praguejou novamente enquanto ficavam impotentes observando Mallory intensificar seu aperto novamente. No momento em que Cam correria para frente de qualquer maneira, uma figura escura saiu correndo por trás, derrubando Mallory e Chastity no chão.

Jacob nunca se sentiu mais feliz em sua longa vida, sua companheira em seus braços e sua marca para todos para verem. A “marcação” real fora muito melhor do que esperava, quando se aproximaram do orgasmo, suas presas entraram em erupção e ele as afundou em sua doce pele e engoliu um pouco de seu sangue, segurando sua cabeça perto de seu próprio pescoço, com total surpresa com a sensação de seus caninos enterrando-se profundamente dentro dela.

Seus orgasmos atingindo-os segundos depois para selar seu amor.

Enquanto estava ofegante em seus braços, ela riu dele — Garoto, isso foi bastante “intenso”. Eu fiz isso certo?

— Sim, meu amor, você fez. Agora todos saberão que você é minha e eu sou seu.

— Bom, feliz que acabou. Agora, podemos dormir um pouco? Estou exausta.

Ele riu quando se acomodou confortavelmente na cama, puxando o edredom sobre seus corpos nus enquanto ela se aconchegava em seu corpo. Rebecca estava dormindo em alguns momentos, mas o sono o iludiu, tão alto de alegria que sabia que seria impossível cair no sono. Jacob estava feliz em repousar com Rebecca em seus braços, sua amante, seu amor, o dele...

Os sons de gritos de fora o levaram para cima e para fora da cama em segundos, uma sonolenta Rebecca perguntando o que estava errado. Apressando-se para a porta, ele circundou a parede da sala e desceu as escadas, abrandando quando chegou à porta para abri-la calmamente e escorregar para a escuridão.

Ele era um dos maiores homens que conhecia, mas também era um dos mais furtivos, era um PI e em seu jogo ele precisava estar. Jacob abriu o caminho pela cabana, indo lentamente de cabana para cabana até ficar atrás, o mais próximo da agitação. Com cautela, deslizou pela madeira da parede, observando o que estava acontecendo.

Podia ouvir a voz de Cam e estava seguro de que nunca a ouvira tão cheia de raiva e desespero. Quando se aproximou da beirada da cabana que estava usando para escondê-lo, ele viu por que; Mallory com Chastity em um aperto mortal.

Jacob esperou um momento mais, julgando o espaço que precisaria cobrir e acelerar, precisaria usar para atacar antes que o bastardo soubesse que estava lá. Ele ouviu Rebecca chamá-lo, mas ignorou-a e saiu de seu esconderijo usando cada grama de sua força e velocidade para fechar a distância o mais rápido possível.

Quando estava ao alcance, ele se lançou para as costas de Mallory, derrubando-o, antes de arrebatar Chastity e rolar para o lado. O rugido de ódio de Cam alto na clareira enquanto Chastity tossia e ofegava em seus braços. Seu corpo nu frio contra ele enquanto ele os rolava para longe do que ele estava certo de que seria uma batalha. Seus braços fortes envolveram seu corpo magro quando eles pararam a alguns metros de distância.

Levantando-se ele trouxe Chastity com ele, seu corpo tremendo tanto e seus dentes batendo. — Está tudo bem, eu tenho você, mocinha.

Seus olhos piscaram de terror, quanto ela girou a cabeça em direção a Cam, seus próprios olhos seguindo enquanto a besta de Cam se lançava em direção a Mallory.

O grito da Chastity quase o ensurdeceu quando os dois Lobos se encontraram na batalha.

O alívio de Cam quando Jacob conseguiu romper o domínio de Mallory sobre Chastity e levá-la à segurança não era nada que ele sentira antes. Seus olhos seguindo-os por um momento para garantir que ela estivesse ilesa e dentro da proteção de Jacob antes de voltar para onde Mallory pousou na terra.

Viu o bastardo começar a se transformar e gerou sua própria besta, antes de avançar com raiva, repugnância e morte em seu coração.

Aterrissou nas costas do bastardo, um segundo antes de sua transformação estar completa, aproveitando a transformação mais lenta de Mallory para raspar suas garras afiadas na perna que era apenas uma parte de Lobo. O uivo resultante de dor era música para seus ouvidos, enquanto o bastardo o afastava. A besta de Cam voou pelo ar, virando-se para pousar em pé e perseguindo o inimigo.

O Lobo de um olho estava em uma desvantagem distinta enquanto se rodeavam um ao outro. A fera de Cam estava tentando usá-lo para seus próprios fins e ficar em seu lado cego, jogando o outro em uma frenética fuga de sua cabeça para tentar mantê-lo à sua vista. À medida que o Lobo ébano de Cam usava sua própria velocidade para tentar ficar sem ser visto, ele se lançou para frente, marcando um grande golpe ao longo do flanco de Mallory, e o sangue brotando enquanto o animal rugia mais uma vez com dor.

Sua besta negra estava cheia de luxúria de sangue, só pensava afundar as presas profundamente na garganta da outra besta. A ânsia de Cam para matar o outro causando um lapso de concentração, apenas por um milésimo de segundo, mas o suficiente para o bastardo afundar as presas em seu lado. Seu Lobo berrou, mais com raiva do que dor, antes de pular nas costas de seu inimigo e cair no chão.

A fera de Mallory se torceu debaixo dele, as patas agarrando o outro, as garras escorrendo profundamente na pele e nos músculos de seu oponente, fazendo com que o sangue percorresse sua pele grossa, juntando-se na sujeira debaixo deles. Quando seu animal afundou suas presas no ombro de Mallory, sentiu o que o bastardo faria. Correria; ele tentaria fugir.

De jeito nenhum, ele permitiria isso. Sua enorme besta usou cada grama de força para segurar o outro para baixo, não dando qualquer opção senão tentar lutar contra ele. A raiva subindo dentro dele como uma onda de maré, o Lobo de Cam lutou como um cão raivoso, mordendo, arranhando e cortando tudo o que poderia alcançar. Pele, sangue e pelo se elevavam ao redor deles enquanto o Lobo lutou para destruir o bastardo. Seu ódio ao animal por baixo dele, uma névoa tão grande, apareceu diante de seus olhos quando finalmente suas presas se afundaram em sua garganta, rosnando e rasgando enquanto apertava suas presas profundamente, cada vez mais profundo até que ele rasgou a garganta, a cabeça erguendo para trás e uivando para o céu.

O prazer de Chastity de ser libertada do aperto da morte de seu sobrinho foi de curta duração. Enquanto ela ofegava para obter oxigênio nos pulmões, seus olhos procuravam desesperadamente Cam. Seus joelhos cederam ao ver o grande salto da besta sombria em direção à fera de Mallory. — Não! — Ela gritou, tentando fazer as pernas trabalharem para avançar.

As palavras de Jacob coagulando seu sangue quando ela caiu contra ele — Ei, você não vai a nenhum lugar perto deles. Esta é uma luta até à morte, Chastity.

Ele segurou-a na posição vertical e um pensamento fugaz passou por sua cabeça: — Nós estamos ambos nus! Estou de pé nos braços de um homem nu e não é Cam!

O grito de Rebecca chamando sua atenção da espantosa luta. — O que diabos está acontecendo e apenas por que você tem uma mulher nua nos braços?

Jacob virou a cabeça. — Definitivamente não é o que você está pensando. Seja lá o que for. Esta...

— Mallory — Chastity grunhiu, voltando para a luta perante eles. — Ele entrou e tentou me sequestrar. Jacob me salvou, ele estava me sufocando e eu não teria durado muito mais tempo.

Rebecca ofegou, agora vendo os dois Lobos lutadores do outro lado da clareira. — Foda! — Ela amaldiçoou, segurando o braço de Jacob.

— Meus pensamentos exatamente — murmurou Jacob enquanto observavam a batalha que se seguiu diante deles.

Jinx havia se transformado e rondado em torno dos dois animais de combate, suas presas pingando de baba enquanto rosnava e estalava sempre que o Lobo bastardo veio em qualquer lugar perto dele. Jacob gritou: — Jinx, afaste-se. Esta é a luta de Cam.

A mão de Chastity cobriu a boca quando um grito rasgou sua garganta, vendo Mallory ferir a Cam. — Deixe-me ir! Eu preciso ajudá-lo! Jacob, deixe-me ir!

Ela lutou contra os fortes braços segurando-a, lutando para se libertar para ajudar seu companheiro. A voz de Jacob em seu ouvido enquanto ela se acalmava. — Você não vai a lugar nenhum — disse, mas foram seus próprios pensamentos que impediram sua luta. Companheiro? Cam era seu o companheiro?

Sim. Com todas as células em seu corpo, sabia que era verdade.

Lágrimas escorreram pelo seu rosto enquanto soluçava, observando o sangue escorrer de feridas dentro de sua espessa pele preta. — Por favor, Deusa da Terra, não o deixe morrer. Não sobreviverei se ele morrer.

A mão de Rebecca acariciou seu braço. — Cam é um lutador, não perderá, confie em mim, Chastity. Ele não perderá.

Chastity não sabia quem Rebecca estava tentando convencer; se a Chastity ou a ela mesma.

Os minutos pareciam arrastrar, sentindo-se mais como horas, enquanto continuavam a assistir a batalha. Os dois Lobos agora trancados em um abraço mortal, infligindo feridas um ao outro, de modo que sangue agora salpicava o chão em piscinas vermelhas. Chastity pensou que desmaiaria, tonta e sentindo-se mal, pois não conseguia tirar os olhos da luta.

— Sim — sibilou Jacob e viu por que, a besta de Cam colocou as garras e as presas ao redor da garganta da besta de seu sobrinho. Ela observou como seu Lobo se preocupava com a pele e os músculos dentro de suas mandíbulas até que, finalmente, sua cabeça se ergueu para trás, rasgando a garganta inteiramente. Um rugido longo e quebra-ouvidos entrou em erupção do Alfa triunfante.

Jacob segurou-a por um segundo mais: — Espere, deixe sua besta perceber que ganhou e não há mais ameaça antes de se aproximar, Chastity. Ele pode machucá-la por engano, está no modo de batalha.

Inclinando a cabeça, deu um passo mais perto do enorme Lobo da meia-noite. — Cam, sou eu, volte para mim, querido. Por favor.

Sua voz era baixa, suplicando, enquanto deu mais um passo à frente, a cabeça do Lobo preto virando-se para fechar seu olhar sobre ela. Ela parou, esperando, à medida que ela se dirigia para ele, mudando o meio-passo para que Cam estivesse de pé diante dela, abraçando-a firmemente até o peito encharcado de sangue.

— Oh, pela Deusa, pensei que a havia perdido. Você está bem? Sua garganta está bem? Chastity, fale comigo! Diga-me que você está bem.

Chastity riu. — Bem, se você me deixasse respirar, eu falaria. Sim, estou bem. Nenhum dano real feito além de me assustar até a morte. É você que está machucado, então vamos entrar e cuidar as feridas.

Foi naquele momento que ambos ouviram os “Vivas” e gritos ao redor deles, procurando ver a Matilha reunida. Chastity corou de vergonha quando Cam segurou-a, levantando o braço para calar. — Eu sou o seu Alfa, sou o seu líder e garantirei que você esteja segura. Se surgir uma ameaça, lidarei com isso com tanta força quanto for necessário!

A Matilha explodiu com gritos enquanto Chastity apertava Cam, tentando mexer atrás dele para esconder seu corpo. Cam segurou-a no lugar, enquanto gritava acima do barulho. — Apresento minha companheira, Chastity, ela está sob minha proteção e peço que a tratem como a companheira de Alfa deve ser tratada. Vocês a protegerão na minha ausência e garantirão sua segurança. Clã Highland Wolf, o que me dizem?

Chastity se contorceu quando rugidos de reconhecimento aumentaram ao redor deles, seu rosto ardendo de vergonha. Cam se moveu com a velocidade do relâmpago, pegando-a e esmagando-a contra ele enquanto seus lábios devoravam os dela para que todos pudessem ver, gemendo em sua boca enquanto a beijava, todos os pensamentos de sua nudez desapareceram. A voz de Jacob interrompeu-os.

— Peguem um quarto para você dois!

Cam arrastou sua boca dela. — Acho que devemos entrar, estamos nus.

— Droga! Esqueci, olha o que você faz em mim, Cameron Sinclair! — Seus olhos viram as feridas que ainda sangraram, seu estômago engolindo com medo. — Oh meu, precisamos levá-lo para dentro para que eu possa verificar isso!

Segurando a mão dele, ela puxou-o, não muito gentilmente, em direção à cabana. — Se você for a enfermeira, eu felizmente serei o paciente!


Capítulo quinze

Jinx bateu Cam no ombro enquanto se sentava na mesa da cozinha e deixava Chastity cuidar de suas feridas. Nenhuma delas parecia séria, mas ela parecia feliz em tratá-lo, então ele a deixou. — Então, Alfa, parece que você tomou algumas decisões importantes.

O tom de Jinx estava brincando quando Cam encolheu os ombros. — Pareço ter. Devo agradecer Mallory por isso. Ele vindo aqui esta noite trouxe para casa exatamente o que eu queria e é isso. Uma boa Matilha para cuidar e uma companheira ao meu lado.

Seu Beta assentiu com a cabeça. — Venho tentando lhe dizer isso, mas fico feliz que tenha chegado lá no final. Tenho que perguntar, como diabos você gerenciará tudo?

— Essa é a pergunta de sessenta e quatro milhões de dólares. Acho que terei que alternar entre aqui e LA e estava pensando se você partilharia isso comigo? Quando Chastity e eu estivermos em Los Angeles, ou onde quer que eu queira fazer negócios, você estaria aqui? Então, quando estiver aqui, você estaria em Los Angeles. O que acha?

— Eu precisarei verificar com Stracey, mas parece ser bom. — Jinx enviou Stracey de volta para a cama quando voltaram para dentro, seus olhos continuaram indo para a escada e Cam sabia que seu amigo queria se juntar a ela. — No entanto, como seu Beta, eu tenho que apontar que possivelmente possamos ter outro Beta.

Cam refletiu isso por um momento, passando por sua cabeça antes de concordar. — Sim, você provavelmente está certo. Esperaremos até que o novo sangue chegue aqui e escolha um deles.

— Estava pensando. Mac e Logan desejarão ficar onde estão e precisamos decidir se você será Alfa para ambas as Matilhas ou se nomeará um novo Alfa.

Chastity olhou para cima. — O que é, Chastity? Você tem algo para dizer? — Perguntou Cam, enquanto olhava entre ele e Jinx, a preocupação em seu rosto.

— Não, está tudo bem. — Ela baixou a cabeça, continuando a limpar suas feridas.

— Pare com isso. Não morderei sua cabeça se você tiver algo a dizer. Esta é uma discussão, não eu emitindo uma ordem.

Mais uma vez, ela olhou para Jinx antes de falar. — Estou apenas pensando que minha Matilha, desculpe, minha antiga Matilha, precisa de algum tempo para se recuperar de tudo. Acho que deve estar no comando por enquanto e, possivelmente no futuro, quando tudo estiver funcionando de forma normal novamente, bem, talvez então seja um bom momento para escolher um Alfa. Mas, não estou tentando meter meu nariz ou qualquer coisa. Na verdade, provavelmente não devia ter dito nada. Desculpa.

Alcançando a frente, Cam levantou a cabeça dela com delicadeza, o dedo dele embaixo do queixo, sorrindo para ela. — Não se arrependa, não sou um ditador. Sim, haverá momentos em que darei uma ordem, mas na maior parte estarei aberto a sugestões. Espero que você me ajude, Chastity. Faz muito tempo que convivi em uma Matilha e sua contribuição me ajudará muito.

Seu rosto corou quando seus olhos brilharam de prazer. — Mesmo? Isso é muito mais do que já consegui fazer. Acho que pode imaginar que eu não tinha voz na minha vida anterior, então isso é maravilhoso. Obrigada.

— Ainda não me agradeça. Provavelmente terei você trabalhando tão duro quanto eu para que as coisas resultem bem para ambas as Matilhas. Depois, haverá todas as viagens que precisamos fazer, isso não é tão glamoroso quanto parece. Pode ser um voo muito cansativo entre diferentes fusos horários e continentes.

Jinx riu. — Sim, ele está certo. O Sin aqui poderia fazer festa com o melhor deles e sempre parecia bom como novo pela manhã quando eu parecia como algo que o gato arrastou.

A Chastity franziu o cenho. — Sin?

Cam lançou a Jinx um olhar sujo enquanto seu amigo continuava: — Sim, meu pequeno apelido para ele.

— Eu gosto. — Um sorriso atrevido em seu rosto — Vou usá-lo às vezes também, apenas entre nós, nunca em público, Alfa.

— Você não precisa me chamar assim. — Cam não sabia se gostava da palavra nos lábios dela.

— Sim, em determinadas circunstâncias, eu faço. É respeito, Cam, especialmente na frente de outros em reuniões oficiais e tal.

Jinx bocejou. — Tudo bem se eu for me deitar?

Cam sorriu. — Sim, sei que Stracey está andando de um lado para outro esperando por você, apenas tente não fazer muito barulho.

— Estamos todos preparados para a cerimônia de acasalamento? Quanto antes, melhor, Cam.

— Sim — disse Cam — tudo organizado para amanhã à noite, está certo? Eu sei que Rory está subindo as paredes também, então podemos matar dois pássaros com uma pedra por assim dizer. Você está dançando?

Cam viu o olhar confuso de Chastity. — É uma tradição no nossa Matilha na Escócia. Os homens fazem uma espécie de dança ritual com gaita de foles, é um cruzamento entre Highland Dancing e Irish Dancing. Toma muito vigor e as mulheres parecem gostar. Bem, os homens só estarão vestidos com kilts no momento.

— Mesmo? Verei homens em kilts? — Chastity sorriu com alegria, batendo palmas em alegria.

Jinx assentiu. — Sim, dançarei como Rory, e ambos queremos que você se junte a nós, como Alfa.

— Droga! Eu não deveria ter tocado no assunto. Não estou certo de que meu kilt esteja aqui de qualquer maneira. Desculpe, você e Rory estarão sozinhos nessa.

Jinx sacudiu a cabeça. — Não, você não sairá disso tão fácil. Marcus trará nossos kilts amanhã, Rory disse que a cerimônia era amanhã. Liguei para Marcus mais cedo e, aparentemente, Rebecca quer uma carona de volta com ele.

Cam sabia que agora não havia como sair para se juntar a seus amigos na dança cerimonial. — Quem tocará os “tubos”?

— Mac, você deveria saber que ele não iria a lugar algum sem sua gaita de foles. Logan e Mac estão chegando no final da tarde. Bem, agora estão. Ele disse que não deixaria a outra Matilha se Mallory não fosse encontrado.

— Isso é Mac para você, sempre o sensível e confiável. — Cam sabia que a antiga Matilha de Chastity estava em boas mãos com aqueles dois cuidando disso.

— Sim, ok, vou embora agora. Não se levante para fazer nada que eu não faria!

Cam pegou uma maçã da tigela de frutas sobre a mesa, lançando-a em direção a Jinx, que se abaixou logo que o atingiu na cabeça, virou-se e correu para a escada. — Insolente atrevido! — Cam riu, notando os olhos de Chastity em seu ombro onde ele fora mordido.

— Não se preocupe, curará rápido — ele assegurou, alcançando para puxá-la entre as pernas.

— Eu só me sinto tão mal que meu sangue causou todo esse problema. Você sabe uma coisa, Cam, havia rumores de que eu era produto de um caso que minha mãe teve e espero que seja verdade.

— Não é sua culpa como eles acabaram. Philippe era um psicopata e eu suspeitava que Mallory também fosse. Essas coisas acontecem nas famílias, não significa que você esteja contaminado de qualquer maneira. Nossos filhotes estarão bem...

Cam parou, acabara de dizer filhotes? Maldição, de onde diabos veio isso?

— Espero que esteja certo. — A Chastity não pareceu notar que ele se deteve no meio da frase, seus braços circulando sua cintura enquanto sua cabeça pousava em seu peito.

— Eu sempre estou certo. — Murmurou em seus cabelos — Vamos tomar um banho e nos limparmos um pouco, você está coberta de sujeira de andar no chão com um homem nu.

Chastity deu um soco no braço dele com força. — Não é justo! Eu nem sabia quem era e, para ser sincera, demorou um tempo para perceber que ele estava sem roupas, muito menos lembro que eu também estava nua. Estava muito ocupada me preocupando com você. Mallory sempre foi um maldito lutador e nunca o vi espancado antes. Eu estava com medo, Cam, assustada, ele o machucaria, mas Jacob não me deixou ir para ajudá-lo.

Cam franziu o cenho para ela. — Chastity, você nunca, e eu quero dizer, nunca mais se envolva, se eu estiver lutando. É muito perigoso e eu poderia machucá-la por engano.

— Eu estava com medo. — O lábio inferior de Chastity tremia. — Nunca me senti tão assustada na minha vida. Você estava sangrando, eu poderia cheirar seu sangue, e minha besta estava desesperada para ajudar.

— Eu sei, Branquinha, mas você simplesmente não pode se envolver. — Cam riu. — Porra, esse seria um bom show, o Alfa sendo salvo por sua companheira. Não, não é o tipo de coisa em que viveria em breve.

— Por que todos os homens precisam ser assim, tão, machos? — Chastity obviamente exasperada quando Cam a abraçou.

— Desculpa? Você não apenas pediu isso a um Lobo Alfa? Droga, mulher, somos a personificação do macho, está no nosso DNA. Mas, com isso, eu a levarei ao nosso quarto para tomar banho e depois descansar.

— Descansar? — Chastity sorriu quando ele a pegou em seus braços. — Você acha que estamos cansados depois desse show lá fora? Tenho outros planos para depois do banho, Alfa.

O tom atrevido quando ela o chamou, o fez endurecer enquanto caminhava para as escadas. — Fico feliz que tenha planos para após o banho, porque tenho planos para o chuveiro!

A risada dela tilintou no corredor quando ele chegou ao quarto deles, não mais ao quarto dele, mas ao deles, chutando a porta fechada atrás dele enquanto carregava sua companheira para o banheiro. Um pensamento passou por sua cabeça: — Quem diabos ele estava indo para obter para realizar a cerimônia de acasalamento para eles?

Isso seria para amanhã, ou no dia seguinte, esta noite era para eles aprenderem uns sobre os outros, corpo, coração e alma.

— Você tem certeza de que não se importa de perder a cerimônia? — Rebecca perguntou a Jacob pela décima vez enquanto eles se elevaram no ar no jato de Cam, de volta a Los Angeles.

— Eu disse a você, não, não, não e não. — Jacob se lançou para beijar o lado de sua boca — Se tivéssemos ficado, o meu Lobo quereria que fizéssemos o ritual também, Becca, assim é muito melhor. Quanto mais cedo nós voltarmos para LA e eu provar para você que isso é real e viável entre nós, então, mais cedo poderemos ter nossa própria cerimônia de ligação.

— Ainda me sinto mal em sair antes da cerimônia, mas isso é muito melhor, voando em um jato em comparação com uma viagem de carro muito longa.

— É verdade. — Jacob segurou sua mão, beijando a palma da mão. — Eu queria lhe perguntar uma coisa. Sei o seu desejo de voltar para o seu lugar, mas me perguntei se você viria para o meu primeiro. Quero que você veja onde eu vivo.

Rebecca franziu o cenho. — Hmm, tudo bem, há um motivo pelo qual quer que eu veja isso tão rápido? Pensei que iria para o meu condomínio.

Jacob sorriu. — Sim, é claro que há uma razão, mas se eu disser estragará a surpresa. Meu carro está na pista na qual aterrissaremos, está na cabana de Cam, então iremos direto para a minha casa. Podemos jantar no caminho, depois passar a noite e pela manhã vamos ao seu. Tudo bem?

— Sim. — Rebecca se inclinou sobre ele. — Gosto muito de um sushi para o jantar. Há algum bom restaurante a caminho?

Desta vez, Jacob riu. — Claro que sim. Há um lugar pequeno que uso o tempo todo, é apenas cerca de dez minutos de carro da minha casa. Você amará.

— Maravilhoso, só preciso deixar o clã saber que não estarei em casa até amanhã e então serei toda sua.

Jacob puxou-a mais perto. — Assim como gosto. Agora, o que devemos levantar quando chegarmos ao meu?

O sorriso de Rebecca iluminou o rosto enquanto sorria para ele. — Estou certa de que pensarei em algo, Sr. PI.

— Música para meus ouvidos, Becca, música para meus ouvidos! — Jacob riu, desejando que o jato pudesse viajar ainda mais rápido do que já era.

Como aconteceu, a viagem foi muito mais rápida do que ele esperava. Pode ter sido todo o beijo que ele e Rebecca trocaram, mas, seja lá o que for, a voz de Marcus logo lhes dizia que se sentassem para pousar. Jacob tentou persuadir sua bruxa a fazer uso de um dos quartos, mas ela sacudiu a cabeça com força, dizendo que não possuía intenção de se juntar ao clube de milha-alta.

Se viajassem tanto quanto ele tinha em mente, sabia que se juntariam. De um jeito ou de outro.

— Estou intrigada em descobrir como é a sua casa. Estou tentando não ter ideias preconcebidas sobre isso, Jacob, mas penso em um condomínio grande com todos os confortos modernos e acessórios em abundância.

Jacob balançou a cabeça. — Sem pistas. Você só precisará esperar e ver. — Estava certo de que ficaria surpresa, chocada, mesmo quando visse seu lugar. A maioria das pessoas ficava, embora apenas umas poucas viessem vê-lo. Era seu refúgio, seu lugar “seguro” onde poderia se transformar sempre que desejasse sem olhos curiosos.

À medida que o jato baixava, sua excitação crescia, esperando e rezando para Rebecca adorasse sua casa tanto quanto ele. Estava certo de que gostaria do restaurante, era um dos seus favoritos e até Cam comia lá, o que dizia muito. Seu amigo empregara toda a equipe para atender uma festa uma vez, uma extravagância que era a norma para o Alfa.

Uma vez que o jato parou fora de seu gancho na pequena pista de pouso particular, Marcus abriu a porta e baixou os degraus. — Vejo vocês em breve — disse, como Jacob ajudou Rebecca descendo os degraus antes de virar para obter a sua bagagem que Marcus estendeu. — Tenho certeza de que vamos, haverá um monte de viagens acontecendo agora com Cam sendo Alfa.

— Sim, ele já me enviou um comentário sobre isso. Estou feliz por ele, com a Chastity e tudo. Ele... — Marcus parou, obviamente pensando que ultrapassara sua posição.

Jacob sorriu e assentiu. — Tudo bem, todos pensamos o mesmo, Marcus. Agora é melhor eu ir, alimentar a minha mulher para que possa ir para casa comigo.

Marcus acenou adeus antes de desaparecer no interior da aeronave. Jacob carregando a bagagem, Rebecca ao seu lado, e dirigindo-se ao carro. Esgueirando olhares rápidos para ela enquanto se aproximavam, os olhos arregalados e um sorriso grande no rosto.

Rebecca olhou para o carro e depois para ele, levantando uma sobrancelha. — Meu, meu, eu gosto, mas não pode fingir ser um PI sem dinheiro agora. Um Porsche? Mesmo?

Jacob destrancou o carro, colocando sua bagagem dentro, abrindo a porta do passageiro para Rebecca. — Eu não acho que já disse que não estava sem dinheiro e sim um Porsche. O que posso dizer, adoro carros e motos rápidas. Também tenho uma Harley vintage em casa.

Quando entrou, ela riu. — Uma Harley? Caramba, Lobo, acabou de receber um passageiro por isso! Também adoro passeios rápidos.

Jacob estava prestes a fechar a porta, mas parou e perguntou: — O quê?

Rebecca riu. — Carros, bicicletas, até amo jet-skis, quanto mais rápido, melhor. Porquê? O que achou que quis dizer?

Jacob não disse nada, fechando a porta e dando a volta para entrar, ligando o carro e dirigindo lentamente para fora do hangar. — Eu também tenho um jet-ski. Vários de fato.

— Sério? Danado, você está ficando cada vez melhor, Sr. PI.

Assim que eles deixaram os limites da pista de pouso, ele pisou fundo, manobrando o carro como se fosse uma extensão de si mesmo, entrando e saindo de qualquer tráfego que cruzasse seu caminho. Quando Rebecca o viu pegando a estrada para longe de Los Angeles, ela franziu a testa: — Eu pensei que você morasse na cidade?

— Não, nunca disse que morava na cidade, apenas LA.

Rebecca virou-se para olhar para ele, seus olhos flutuando para a estrada lá fora, enquanto ele acelerava. — Então onde você mora?

— Você terá que esperar e ver, mas primeiro jantaremos naquele pequeno lugar de que falei, então, acalme-se, é uma boa viagem de quarenta minutos.

Eles fizeram isso em trinta, a vantagem de ter um carro como o dele. Não só era poderoso começar, mas com suas próprias modificações foi muito rápido e ele ouviu Rebecca engasgar em algumas ocasiões. Estacionando ao lado do pequeno restaurante, notou seu rosto um pouco corado quando olhou em volta para o pequeno prédio em frente a eles. — Cherry Blossom, acho que já ouvi falar sobre este lugar, mas nunca estive. Sempre muito ocupado e parecia uma longa viagem para fora da cidade para visitar.

— Você não sabe o que está perdendo. — Jacob saiu e veio para ajudar Rebecca, levando-a para dentro para encontrar o dono esperando por eles.

— Konbanwa, Arata, Ogenki desuka? — Jacob sorriu quando Rebecca sibilou — Mostre-me.

— Rebecca, este é o Sr. Arata Himura, dono da Cherry Blossom, e eu só perguntei como ele estava.

Arata estendeu a mão, agitando furiosamente Jacob com a resposta: — Genki desu. Bom, estou bem, Anata wa?

— Eu também estou bem, Arata.

O pequeno japonês virou-se para Rebecca, balançando a mão, muito mais gentilmente. — Bem vinda. Kanojo wa totemo utsukushidesu.

Jacob riu. — Sim, ela é muito bonita, Arata.

Rebecca corou quando Jacob tirou a mão do homem que ele contava como um amigo. — E é minha, Arata, então mantenha seus olhos fora e mãos para si mesmo. Agora, você tem minha mesa?

— Claro, venha, venha. — Arata levou-os até o restaurante, passando as mesas, que estavam cheias e na varanda exterior.

— Oh meu! — Rebecca ofegou quando Jacob seguiu Arata até a mesa habitual, no canto mais distante da área exterior de frente para o mar. As opiniões eram para morrer e o som das ondas sempre lhe trouxe paz.

Enquanto ele segurava a cadeira, Rebecca olhou para ele. — Isso é lindo, Jacob. Obrigado por me mostrar um lugar tão lindo.

— Apenas espere até você provar a comida. É tão bom que outros lugares ficarão sem graça em comparação.

Jacob voltou-se para Arata. — Podemos ter uma seleção de sushi para dois, por favor, e uma boa garrafa de vinho, você escolhe.

— Certamente — disse, virando-se e afastando-se.

O braço de Rebecca esticou-se para segurar a mão sobre a mesa. —Suponho que você vem muito aqui.

Juntando os dedos dele, ele assentiu. — Sim, todas as semanas pelo menos uma vez, às vezes mais.

— Posso ver o porquê. — Rebecca olhou pela varanda para a água que brilhava na luz minguante. — É realmente adorável e tranquilo. Estou me culpando por nunca verificar isso antes. Oh, quando aprendeu a falar japonês tão bem? Seu sotaque é impecável.

Rindo, ele encolheu os ombros. — Apenas uma das línguas que aprendi. Gosto de palavras e aprender novas línguas é como um hobby para mim. Cam é tão bom, senão melhor do que eu, ele tem um monte de negócios no Japão.

Rebecca inclinou a cabeça para o lado, movendo seu longo cabelo vermelho para trás por cima do ombro enquanto olhava fixamente para ele. — Você está cheio de surpresas, Sr. PI. Preciso dizer que tive alguns preconceitos sobre você de que continua soprando fora da água.

— Muitas pessoas me subestimam, Becca. — Jacob deu um sorriso sorrateiro. — Eles veem o tamanho, os músculos e apenas assumem que sou burro. Gosto de ensinar-lhes o contrário.

— Eu nunca pensei que fosse estúpido, mas também não esperava que falasse japonês como se fosse sua língua nativa. Minhas desculpas, grandão, e sinto-me livre para me tirar as meias a qualquer momento.

— Manterei isso em mente. — Jacob riu quando o vinho chegou.

Enquanto saboreavam o rico e vermelho Borgonha que o garçom entregara, conversavam sobre o dia a dia, conhecendo-se melhor. Ambos surpreenderam que tivessem o mesmo gosto eclético na música, de certas peças clássicas, rock e pop. Jacob viu Rebecca se surpreender com o quanto ele amava esportes aquáticos, mergulho e, claro, o jet-skis.

— Estou feliz que você aproveite a água, estou muito perto disso, a água. É uma parte de mim, como uma bruxa. É difícil de explicar, mas é muito importante para mim e passo o tempo que posso poupar, especialmente se estou chateada ou estressada. Acalma-me como nada mais pode.

O sorriso de Jacob era lascivo, mas ele não se conteve. — Saiba que posso ajudá-la a encontrar outras maneiras de auxiliá-la se estiver estressada.

Rebecca riu, um som profundo que era sexy como o inferno. — Sei que você pode, Lobo.

Quando a comida chegou, viu que ela estava novamente surpresa, na apresentação e qualidade — uhhming and aaahing — pelo caminho. Ambos usavam pauzinhos com facilidade, rindo das piadas um do outro. Jacob não podia esperar para ver a reação dela a sua casa. Dizer que ficaria surpresa seria o eufemismo do ano.

Sua óbvia ânsia de sair deve ter mostrado como Rebecca colocou seus hashis para baixo, bebeu o que restava em seu copo e então olhou para ele sorrindo. — Ok, vamos, você está pronto para sair, é um tanto óbvio.

— Não — Jacob declarou e balançou a cabeça, pegando o menu — aqui, confira as sobremesas. Não há pressa.

— Estou cheia, Jacob, não consigo comer outra coisa e estou bastante curiosa para ver sua casa. Vamos, grandão.

Jacob puxou um monte de notas, deixando mais do que o suficiente para a conta e uma grande gorjeta quando se levantou, dando a Rebecca a mão, ajudando-a a se levantar. — Que cavalheiro — brincou quando pegou sua bolsa.

Quando levantaram, Arata quase correu. — Indo? Tão cedo?

— Sim, voltaremos, Arata. — O braço de Jacob agora cercava a cintura de Rebecca segurando-a contra ele. — Viajamos o dia todo e estamos cansados. Sayonara, meu amigo.

Jacob sacudiu a mão do homenzinho, sempre sentindo como um gigante ao lado dele. Arata era menor que a maioria das mulheres que Jacob conhecia, muito menos que seus amigos do sexo masculino.

— Ovasumi Nasai, Jacob, Rebecca. Por favor, traga sua linda senhora de volta em breve para que ela possa experimentar nossas sobremesas.

— Trarei. — Jacob riu, enquanto Arata lhes dava um aceno antes de virar e voltar para o restaurante cheio de gente.

— Agora, isso foi simplesmente fabuloso — disse Rebecca enquanto saía do estacionamento e voltava para a estrada.

— É o meu restaurante favorito e, na próxima vez, gritarão comigo por deixar dinheiro e dar uma gorjeta.

Rebecca franziu o cenho. — O quê? Porquê? Eu pensava que isso é o que se espera em um restaurante?

Jacob riu. — Eu o ajudei algumas vezes, então ele acha que não deveria pagar.

— Oh, eu vejo, bem, ele obviamente está grato pelo que quer que você o ajudara.

— Ele é, mas tive mais do que a minha parte da comida em troca e sinto-me mal se não pagar.

Jacob saiu da estrada principal entrando numa que o levou a sua casa, observando como Rebecca vislumbrou o início da grande parede que cercava sua propriedade em três lados e o sinal que dizia — Privado. — Estritamente Sem acesso. — Não muito tempo agora — disse a ela quando acelerou, seu carro voando ao longo da pista, confiante que nada estaria vindo em direção a ele.

Havia sinais espalhados pela parede, desde os inócuos “invasores serão processados” até os mais ameaçadores “cães de guarda vagam livremente”. Franziu a testa quando leu todos eles, quando ele finalmente diminuiu a velocidade, puxando os portões imponentes que continham placas muito grandes ameaçando qualquer um que entrasse. Estacionando na frente deles, saiu e foi para o painel eletrônico ao lado, pressionando o polegar no leitor e dizendo seu código no painel de reconhecimento de voz, retornando apenas quando os portões começaram a abrir.

— Muita segurança — comentou Rebecca enquanto passavam, esperando por garantir que os portões se fechassem automaticamente atrás deles.

Ouvindo seu suspiro, ele se virou para Rebecca, vendo seus olhos brilharem enquanto ela tomava o início de sua propriedade. — Pela Deusa! Que é este lugar?

— Minha casa, bem-vinda, Becca, espero que goste.

Ele dirigiu lentamente o longo caminho para casa, colocado entre hectares de floresta que levou quase cinquenta anos para aperfeiçoar. O custo de colocar o sistema de irrigação para mantê-la exuberante e verde era astronômico na época, mas valia a pena. Esta era a sua pequena fatia do deserto onde sua besta podia vagar livremente, caçando a pequena vida selvagem dentro.

Rebecca estava sem fôlego enquanto falava, com a cabeça girando para tentar ver tudo — É enorme e verde e é de tirar o fôlego.

— Comprei a terra há mais de cem anos e estava construindo isso desde então. Está completamente fechado, mas uma vez através dos portões você não vê a parede, a menos que você vá até a extremidade da propriedade.

Rebecca assentiu. — Então você pode mudar aqui? Virar Lobo?

— Sim — concordou — e espere até ver o que está do outro lado da casa.

Finalmente, puxando para fora da porta da porta, ele saiu e ajudou-a a sair antes de pegar suas bagagens. Ao pegar o braço pelo cotovelo, ele a conduziu para frente, seus olhos ainda pegavam as árvores, arbustos e flores que os rodeavam. Abrindo a porta, ele a deixou entrar primeiro, esperando para ver se ela gostava de sua casa. O som dela batendo palmas e rindo deu-lhe uma pista quando se juntou a ela.

Girando, ela agarrou-o. — É lindo, não como qualquer coisa que eu esperaria. Como você conseguiu isso? — Ela apontou para a esquerda, onde tinha um pequeno jardim japonês, com um pequeno lago com várias grandes carpas.

— Demorou um pouco, mas eu estava determinado a ter um. Vi um quando viajei há muitos anos e sempre quis um. — Deixando cair a bagagem, ele a levou para frente, em direção à parte traseira da casa e às grandes janelas do chão ao teto com portas de correr. — Eu acho que você pode gostar disso.

O grito de prazer que veio dela lhe dizia que sim. — A piscina e o mar! Eu estou no céu, céu puro!

Rebecca se afastou dele, correndo para frente, deslizando uma das portas abertas e saindo para levantar a vista. Jacob a deixou por um momento, depois se juntou a ela, de pé em suas costas com os braços em volta da cintura. — Você gosta da minha casa?

Seu coração bateu contra sua mão enquanto ela assentia, sem palavras. Um momento depois, algo pequeno e úmido salpicou sua mão e ele a virou para ver lágrimas nos olhos e algumas errantes rolando pela face.

— O que há de errado? — perguntou, a preocupação percorrendo-o como um trem fugitivo.

Rebecca balançou a cabeça. — Nada, nada está errado, está tudo perfeito. Jacob, acho que nunca me senti tão feliz na minha vida. Sei agora que seremos felizes, as coisas funcionarão entre nós, porque não quero sair daqui. Não quero voltar e morar no meu condomínio na cidade.

— Ei — ele passou o dedo por uma lágrima que acabava de correr pelo lado de seus olhos e continuou: — Lembro-me de uma certa Bruxa dizendo que não era uma garota que chorava ou de lágrimas.

— Eu não. — Rebecca sorriu. — Aqui está a febre do feno, o que com todas essas plantas. Adivinha, preciso tomar alguns anti-histamínicos se eu passar algum tempo aqui.

Jacob riu. — Tudo bem, o que quer que você diga, agora, gostaria de ver o nosso quarto?

Enquanto ela tirava as lágrimas do rosto, assentiu. — Certo.

Segurando a mão, ele a levou para dentro, através do salão e descendo o corredor em direção ao seu quarto. Estava feliz por ter empregado uma faxineira, sabendo que tudo estaria limpo quando abriu a porta. Rebecca parou, uma das mãos voando para a boca enquanto olhava em volta do quarto muito grande.

— Você não gosta? — Jacob não conseguiu entender seus sentimentos, uma série de emoções atravessando seu rosto.

— Eu adoro — sussurrou, pegando as paredes de vidro em dois lados, dando uma visão da vegetação ao lado e ao mar na frente. Sua cama era maciça, mogno maciço, os quatro postes esculpidos à mão com folhas, Lobos, plantas e mais de uma lua cheia. Levou-o um par de anos para obtê-la da maneira que queria, fazendo o próprio trabalho e cuidando dos detalhes.

Os pés de Rebecca atraíram-se para frente, os dedos correndo pelas esculturas. — Onde você conseguiu isso? Nunca vi nada parecido.

Jacob sentou no fundo da cama. — Eu fiz isso. Fiz a cama e esculpi-a sozinho. Gosto de trabalhar com as minhas mãos, seja eletrônica, hackear, construir ou meu amor especial, escultura.

A boca de Rebecca se abriu enquanto se movia entre as pernas, os braços em volta do pescoço. — Continua me surpreendendo, não é?

— Como eu disse, as pessoas olham para mim e pensam em certas coisas. A maioria dessas coisas está errada.

Rebecca inclinou-se para a frente, seus lábios acariciando os dele num beijo suave. — Acho que ficaremos bem, meu grande Lobo mau, tudo bem.

— Bom — murmurou Jacob — porque não deixarei você ir, Becca. Você está presa comigo.

— Estou certa de que não há outro lugar em que prefira estar. Oh, uma coisa. — Ela se afastou, seu rosto sério enquanto olhava nos olhos dele. — A área do jardim Japonês, é perfeita para as minhas reuniões do clã. Você se importaria?

Rindo, ele caiu de volta na cama, puxando-a com ele. — Não me importo, está perfeitamente bem para mim. Mas, diga-me, todos vocês dançam nus? Ouvi essas histórias sobre Bruxas quando se juntam.

Rebecca tentou golpeá-lo, mas ele pegou sua mão quando ela franziu a testa. — Não! Nós não fazemos isso e, se o fizéssemos, definitivamente não os deixaria fazer isso aqui, onde você poderia vê-los. A única mulher que você pode imaginar agora sou eu.

Olhando para ela, inclinou-se para beijá-la rapidamente. — Parece que você será o tipo ciumento. Não é isso que me importe porque o mesmo vale para você. Nenhum outro homem, exceto eu. Confie em mim, você não quer me ver irritado com esse objetivo.

— Acho que terei que chamá-lo de Hulk de agora em diante.

— Becca, pode me chamar do que quisesse. Agora, posso acostumá-la mais à minha cama?

Seus olhos voaram para as paredes de vidro — Não costumo deixar que as pessoas me vejam fazer sexo, Jacob.

— Eu também não. Tenho sensores ao redor da minha propriedade. Ninguém nos verá nem se aproximará da casa sem que haja alarmes. Confie em mim, em todos os anos que eu vivi aqui só houve uma vez que alguém invadiu minha terra e era um filhote que fizera isso como um desafio.

— Bem — Rebecca alcançou atrás dela para desabotoar seu vestido e disse: — Vejamos de que esta cama é feita!

Jacob rosnou, empurrando os quadris para cima para que pudesse sentir sua crescente excitação. — Estou certo de que aguentará o que quer que façamos.

Seus braços fortes a levantaram enquanto ele arrastava mais para cima da cama, seus lábios em seu pescoço, acenando enquanto ele caminhava. Seus gemidos suaves em seu ouvido quando começou a derramar todo o amor que estava dentro dele, a sua missão mostrar-lhe exatamente o quanto ele a amava e que esta era agora a sua casa, não dele.


Capítulo dezesseis

Cam estava mais apertado do que um tambor, a cerimônia de acasalamento de Jinx e Stracey, junto com Rory e Charlotte estava a apenas uma hora de distância, enquanto ele andava de um lado para o outro em seu quarto. Olhando no espelho pela décima vez para verificar se seu kilt estava pendurado na medida certa, passando os dedos pelo colarinho de sua camisa branca, puxando os laços para ter certeza de que estivesse assentado.

Tudo parecia estar no lugar, mas ele estava nervoso como o inferno por conduzir seu primeiro ritual de união e, em seguida, haveria a dança. Era algo que só fizera na Escócia e não queria parecer um idiota na frente de sua nova Matilha. Droga, por que Jinx insistiu em fazer isso com eles? Sim, era a norma para o Alfa de uma Matilha se juntar a ela, mas isso era na Escócia.

Eles não estavam na Escócia. Certamente eles poderiam romper com essa parte da tradição?

Uma batida suave na porta e Chastity enfiando a cabeça o fizeram estremecer. — O quê? — ele quase explodiu, parando a tempo. Eles não estavam na Escócia. Certamente eles poderiam romper com essa parte da tradição?

Uma batida suave na porta e Chastity enfiando a cabeça causaram-lhe um idiota. — O quê? — ele quase explodiu, parando a tempo.

Entrando diretamente no quarto, ela o olhou, de seus pés descalços até os olhos. — Uau, você parece incrível!

Cam riu, dando-lhe um pequeno giro antes de parar enquanto seu kilt chamejava ao redor dele. — Obrigado, mas estou me sentindo um pouco nervoso com tudo isso. É a primeira vez oficializando uma cerimônia de ligação.

Chastity se aproximou com brilho nos olhos. — Não se preocupe, você ficará bem. Basta fingir que está dando um relatório em uma das reuniões do conselho.

— Boa ideia. — Cam inclinou-se, beijando o lado de sua boca, sabendo se tocasse em seus lábios, arrebentaria ali mesmo.

— Não posso esperar para vê-lo dançar. Jinx tem tentado explicar, mas não entendi bem.

Cam franziu o cenho, a dança, a maldita dança. — Foi feito há muito tempo em casa. O homem recém-ligado e o Alfa dançam para mostrar sua força e físico. Para seduzir a fêmea e provocá-la com seus atributos.

— Parece um pouco romântico. — Chastity sorriu, seus dedos brincando com o material de seu kilt.

— Eu preciso perguntar. Eu realmente quero e desculpe-me, mas, Cam, é verdade? O que as pessoas dizem sobre homens em kilts?

Cam franziu o cenho. — O quê?

— Você sabe! — disse e riu — Essa coisa sobre nenhuma cueca?

— Se está perguntando se usamos algo sob nossos kilts, a resposta é não. Nenhum homem que conheça usaria roupas íntimas.

— Mesmo? Isso é malditamente quente!

Cam levantou as mãos. — Chastity, shh, preciso descer e fazer todo o encontro de Alfa e saudação. Se não parar de me olhar desse jeito, deixarei os apaixonados sozinhos.

Chastity mordeu o lábio inferior, fazendo com que o pau de Cam se contraísse. — Ok, sairemos desse quarto. Agora.

Cam agarrou sua mão e puxou-a para trás, sem soltar até chegar à sala de estar. Uma sala de estar lotada. Estava aliviado por ter o seu kilt escondendo sua agora ereção. Marie se apressou, parecendo mais velha do que era desde que seu tio morrera. — Alfa, Cam, você parece maravilhoso. Eu tenho o brandy de que você gosta, pensei que poderia querer um pouco antes da cerimônia.

Ele pegou o copo oferecido, bebendo o conteúdo antes de devolvê-lo. Marie se afastou e voltou logo depois com outro copo cheio. Fergie riu dele, batendo as pernas com as rodas. — Nunca vi o meu pai em um desses. — disse enquanto sentia o grosso tartan, Cam afastou a mão antes que Fergie tivesse a chance de levantá-lo.

— Não toque. — Cam franziu a testa. — Geralmente não termina bem quando outro homem toca seu kilt.

A mão de Fergie voltou quando ele apertou os olhos em Cam. — Está apenas dizendo isso para me impedir mostrá-lo.

Jinx juntou-se a eles, em sua própria camisa branca e kilt. — Não, ele está sendo sincero, Fergie. Não aceitamos gentilmente os homens tocando nossos kilts.

Chastity olhou para Jinx, em seguida, Cam. — Por que são de cores diferentes?

Jinx riu quando Cam explicou: — Tem que usar o tartan que está associado ao seu clã escocês, não à sua Matilha. Apenas alguém no meu Clã, com meu sobrenome, tem o direito de usar este tartan. Era uma maneira de determinar seus inimigos na batalha há muito tempo. Qualquer um que não usasse seu tartan ou o tartan de seus aliados era um jogo justo. O de Rory é diferente também, existem centenas de tartans, Chastity.

— Oh, eu vejo. Faz sentido, qual é o nome disso? — Ela apontou para o seu sporran.

— Sporran, é útil para ter porque não há nenhum bolso em um kilt. Esta noite, por exemplo, eu tenho o meu punhal, é apenas sobre ajustes.

Para Chastity parecia ter falado com uma língua estrangeira, então ele abriu seu sporran e tirou o seu punhal tradicional. — Este é um punhal, é uma pequena adaga que normalmente é mantida no topo de nossas meias para que possamos pegar rapidamente. Se houver necessidade. Normalmente é apenas para mostrar, mas todos os nossos clãs têm punhais totalmente funcionais e muito afiadas.

Chastity olhou sobre a lâmina afiada antes de colocá-la com segurança em seu sporran. — Eu vejo, bem, é seguro lá? Você, de que o chamou? Sim, seu sporran está muito perto de, bem, uma área bastante importante.

Jinx gargalhou, curvando-se tentando recuperar o fôlego com a força de seu riso. Cam acariciou-a nas costas antes de responder: — Sim, é perfeitamente seguro, há uma pequena bainha coberta dentro do meu sporran para essas ocasiões. Não se preocupe, minha área importante está segura.

— Fico feliz em saber, mas ajudarei as meninas. Eles querem que eu... — sua mão voou para a boca dela. — Oops, não direi uma palavra. Vejo você mais tarde. — Com isso, ela saiu correndo da cabana, deixando Jinx olhando para ela com os olhos arregalados enquanto suas risadas se apagavam.

— O que você acha que ela fará? Não sei se Stracey está muito interessada no lado Lobo.

Cam lhe bateu no ombro. — Stracey ficará bem, não se preocupe.

A sobrancelha de Jinx enrugou. — Hmm, não estou tão certo, ela estava falando sobre apenas pular esta noite e obrigá-lo a fazer a cerimônia em particular. Acho que está nervosa.

— Não é a única — murmurou Cam.

Jinx ignorou sua observação. — Mac está na floresta praticando um pouco e Rory está na cozinha com Logan, acho que eles estão tendo um reforço de líquido.

— Eu queria juntar-me a eles, mas preciso fazer a ronda. Vejo você daqui a pouco.

Cam caminhou e começou a se misturar e tomar o tempo para conversar com todos os presentes.

Ele estava parado num canto, conversando com o pai de Charlotte quando Marie tocou suas costas. — É hora, Alfa.

Olhando em volta, ficou surpreso ao ver apenas um punhado de pessoas ainda na cabana. — Certo, guie o caminho, Marie.

Seguindo sua tia lá fora, enquanto ela o conduzia para a grande clareira atrás da cabana do Alfa, entre a casa e a pequena pista de pouso, onde toda a Matilha esperava. Todos se reuniram com um caminho claro no centro no qual podia ver Rory e Jinx esperando. Ambos estavam nervosos, seu aroma claramente deixando-o saber o quanto.

Quando passou entre eles, sorriu para ambos. — Ficará bem, não se preocupem — sussurrou, ansioso para colocá-los à vontade.

Cam parou alguns metros na frente, virando-se para encarar a Matilha, pensando nisso como outra reunião de negócios, levantou as mãos. — Nós estamos reunidos aqui para realizar a cerimônia de acasalamento para Jinx e Rory, suas almas-companheiras chegarão em breve.

A gaita de foles de Mac podia ser ouvida vindo do outro lado do acampamento enquanto lentamente conduzia as “noivas” ao altar. O som assustador levando Cam de volta à sua infância quando Mac estava apenas aprendendo a tocar. Os tempos felizes flutuavam através de sua memória à medida que observava seu amigo acompanhando as duas mulheres.

Jinx e Rory ofegaram quando suas companheiras entraram em plena visão, ambas usando longos vestidos de algodão branco, bordados com o logotipo da tatuagem Highland Clan sobre o peito esquerdo. Flores em Pastel bordadas ao redor do logotipo e arrastavam para baixo quase até a bainha. Seus cabelos em um estilo intrincado com tranças e argolinhas, flores frescas entrelaçadas dentro das tranças, ambas brilhando enquanto caminhavam em direção aos homens.

Cam estava certo de que nunca vira Stracey tão bonita, que a felicidade dela brotava de tudo para ver. — Vocês dois são homens muito sortudos — sussurrou quando Mac parou para ficar atrás dele quando Jinx pegou a mão de Stracey e Rory agarrou Charlotte antes de se virar para ele, a alegria estampada nos quatro rostos.

Cam respirou profundamente. — Companheiros de Matilha, amigos, família, estamos reunidos para nos juntar a esses casais da maneira tradicional. Eles reivindicaram o status de alma gêmea e, como tal, suas vidas se juntarão para sempre.

Cam parou, esperando que todos os brindes morressem antes de continuar — Stracey, Charlotte, vocês reconhecem que são a alma gêmea de Jinx e Rory? Prometem não se afastar do caminho da honestidade e da fidelidade? Prometem honrar e apoiar seu companheiro para sempre? Prometem amar e respeitar seu companheiro a partir deste dia? Juram ser leais ao seu companheiro e à Matilha a partir deste momento?

Com grandes sorrisos, ambas as mulheres falaram alto e claro — Sim.

À medida que as saudações mais altas entrarem em erupção, Cam esperou mais uma vez até que se acalmassem antes de dizer os mesmos votos para Jinx e Rory.

Respirando fundo, continuou, sabendo que Stracey provavelmente não gostaria da última parte que diria aos homens. — E vocês prometem renunciar a sua própria vida para salvarem sua companheira ou filhotes? Prometem vingar-se de alguém que prejudique sua alma gêmea ou sua família?

Mac e Jinx assentiram solenemente. — Sim — disseram fortemente.

Cam ergueu os braços, as palmas voltadas para frente. — Eu, Cameron Sinclair do Clan Sinclair, como Alfa desta Matilha agora vos liga. Mente, alma, corpo e animal, sempre entrelaçados a partir deste dia. O que diz você? Aceita essa benção?

Olhando para o rosto de seu melhor amigo quando terminou, viu a felicidade absoluta nos olhos de Jinx, seu próprio peito inchando de alegria por ele e Stracey. Quando seus amigos e seus companheiros proferiram o — Eu aceito — a Matilha ficou selvagem, gritando e uivando quando a gaita de foles de Mac começou de novo em uma melodia rápida e feliz.

Quando os casais felizes se beijaram, Cam olhou para a multidão perante ele, seus amigos, seu povo, sua Matilha. Estava seguro de que nunca se sentira tão em casa como naquele momento. A Matilha Highland Wolf Clan era dele e lutaria até a morte para defender todos até ao último membro.

Uma paz há muito procurada envolveu-o quando a festa começou, as mesas instaladas, um enorme fogo ardendo ao lado onde o jogo estava rolando, bebidas sendo derramadas quando os casais felizes desfilaram para aceitar os bons desejos de todos. A mão macia da Chastity entrelaçada com a dele. — Fez um bom trabalho, Alfa. A redação ligeiramente diferente da nossa, mas o significado é o mesmo. Sua Matilha está feliz.

— Obrigado. — Virando-se em seu corpo, ele a agarrou. — Agora precisamos descobrir quem realizará a nossa.

O olhar chocado de Chastity riu-se dele. — O quê? Não acha que “viverei no pecado” como dizemos de volta em casa? Chastity, você é minha alma gêmea, é a parte de mim que me faz inteiro e sinto muito pela maneira como a tratava. Admitirei isso uma vez e uma vez apenas; estava assustado. Espero que me permita fazer isso com você e, minha linda Loba branca, concorda em se unir comigo?

Seu coração quase parou quando ela não respondeu, seus olhos se fechando com os deles, um olhar inescrutável em seu rosto. Ele não podia respirar, entrando o pânico enquanto continuava a olhar para ele. Finalmente, ela deu um meio sorriso. — Cameron Sinclair, você faz coisas para mim que nunca senti antes e minha besta está uivando comigo para dizer sim agora mesmo.

Cam disse a palavra, sabendo que cairia de sua boca. — Mas?

— Sim, há um mas. — Chastity apertou sua mão. — Estou um pouco cautelosa, com tudo o que aconteceu e com a forma que me tratou como merda. Quente em um minuto, frio como gelo no próximo. Quero dizer sim, eu sei, mas não quero mais me magoar. Vínculo é para a vida, Cam. Você não pode fazer isso e depois me afastar quando perceber que não me quer. Acho que isso me destruirá.

O luar brilhava nas lágrimas não derramadas em seus olhos quando um raio de raiva correu por Cam. Não conseguiu se lembrar da última vez que lhe disseram “não” e não gostou, nem um pouco. Seus sentimentos por Chastity superaram isso e prometeu mostrar o que ela significava para ele. A partir desta noite. Dançaria como se fosse apenas por ela, mostraria o quanto sentia por ela com seus movimentos, seu coração e alma seriam derramados em todas as nuances de seu corpo enquanto lutaria para ganhar a aceitação de seu vínculo.

— Não tenho intenção de deixar você ir, Chastity. — Cam arrastou um dedo por sua face, sobre seus lábios. — Você é minha e lhe provarei isso. Pelo menos me dê algo? A chance de provar que é minha alma gêmea e que não a machucarei. Por favor?

Chastity inclinou o rosto para a palma da mão, um suspiro escapando enquanto ela assentia. — Ok, Cam, darei essa chance a você. Basta lembrar que esta é a última. Se me machucar de novo, irei embora. Irei tão longe, tão rápido, nunca mais poderá me ferrar novamente.

— Não acontecerá, querida, não acontecerá. — Cam inclinou-se para beijá-la, seus lábios suaves debaixo dele enquanto a segurava contra ele.

— Cam, venha e junte-se à festa! — A voz de Jinx os separou e ele desejou que estivessem sozinhos em seu quarto, então lhe mostraria o quanto se importava com ela.

Ao tomar a mão, eles se juntaram às festividades, comendo, bebendo, rindo, pessoas dançando ao som da gaita de foles, tornando-o nostálgico sobre as Terras Altas. Girando por aí antes de levá-la para o meio dos corpos dançantes. — Dança comigo? — perguntou enquanto ria.

— Não sou muito boa — protestou, mas ele apenas sorriu. — Siga minha liderança — sussurrou em seu ouvido. Alcançando para baixo para mover seu sporran para sentir contra seu quadril, nenhum Escocês com mente sã dançou com um sporran saltando contra sua masculinidade! Uma vez que foi movido, ele a puxou para ele e começou a dançar, mostrando-lhe os passos a seguir e quando tecê-los dentro e fora dos outros bailarinos.

Cam ficou surpreso com a rapidez com que se lembrava dos passos, para alguém que dizia que não podia dançar, ela estava muito bem. Dançaram até Chastity puxar seu braço. — Eu preciso de uma bebida e respirar!

— Você precisa ir ao ginásio e construir sua resistência. — Ele riu quando ela o puxou para a mesa de bebidas.

Ele tomou um pouco de água antes de agarrar um conhaque muito grande, quando Chastity tomou um gole de uma garrafa de cerveja. Estava prestes a arrastá-la para dançar quando Jinx surgiu.

— É hora da nossa dança, Alfa.

Cam se contorceu por um momento, primeiro temendo o que estava por vir, até que se lembrou do que planejava fazer. Agarrando Chastity, beijou-a com força antes de puxar para trás. — Estou dançando por você, só você.

Os olhos dela se arregalaram quando ele a colocou de pé, puxando a camisa do kilt sobre a cabeça. Chastity estendeu a mão e pegou dele antes que acenasse para Jinx. — Ok, façamos isso.

Cam ergueu a voz quando Mac parou de tocar, apressando-se para pegar uma garrafa de água. — Highland Clan, nós temos um pequeno deleite para vocês esta noite, todo o caminho de Bonnie Scotland. É tradição em nossas cerimônias de ligação que o Lobo e seu Alfa realizem uma dança ritual para o homem mostrar à sua companheira exatamente como ele é um bom partido.

Cam parou com as gargalhadas de riso que corria ao redor da multidão. — Sério, Companheiros de Matilha, isso é para mostrar à sua companheira quão forte, ágil e viril ele é e se acha que a dança não pode fazer isso, então está muito enganado! Então, sem mais demora, começaremos esse pequeno show na estrada. Mac, você está pronto?

Mac sorriu. — Apenas me dê um segundo, Cam.

Jinx e Rory caminharam para a área agora desobstruída para dançar, Cam agarrando dois longos pedaços de madeira do lado do fogo e um copo de conhaque, juntando-se a eles. Colocou a madeira para baixo, cruzando-os para fazer uma grande cruz e depois derramando o conhaque sobre a madeira. — Pegue — disse enquanto jogava o copo vazio em um da Matilha antes de se virar para se juntar a seus amigos. Espalhando um pouco ao redor da cruz central marcada pela madeira, resplandecente em seus kilts e nada mais. Sem camisa, sem meias ou sapatos, sem cueca.

Ficar orgulhoso, cada um deles assentiu um com o outro. — Vamos mostrar-lhes como é feito, garotos — disse Cam quando assumiram posições de partida em torno da área quase circular, todos da Matilha lotados para assistir.

À medida que o som de casa os cercava, cada um deles começou a dominar o eco da gaita de foles, observando que Mac estava tocando esta peça ritual perfeitamente. Cam soltou um “grito” à medida que todos se moviam de uma só vez, a dança que fora realizada em sua casa nas Terras Altas por séculos. Uma mistura de Scottish Highland, Country e um pouco de irlandês.

Seus pés se moviam em sincronia, seus kilts voando ao redor deles enquanto eles dançavam e pulavam alto no ar antes de pousar, girando (o que deu a todos uma visão de seus traseiros), os pés se movendo cada vez mais rápido. Seus músculos da panturrilha se esforçaram quando o suor apareceu em seus peitos nus, brilhando ao luar como se estivessem cobertos de óleo.

Sempre que conseguia, Cam pegava os olhos de Chastity, implorando-lhe com seus movimentos para aceitá-lo. Eles dançaram sem parar, os 'tubos altos em seus ouvidos enquanto a Matilha começava a bater palmas e cantar. Pulando alto mais uma vez e pousando com facilidade, caindo sobre um joelho antes de usar cada grama de força para saltar para cima e girar enquanto estavam no ar, uma revolução completa, antes de avançar em direção à cruz de madeira no chão.

Cam rapidamente recuperou uma caixa de fósforos de seu sporran, acendeu um e deixou cair sobre a madeira coberta de álcool, observando como ardia. Jinx começou a dançar sobre as chamas, uma versão mais curta da Highland Sword Dance. Partindo da primeira parte da dança tradicional, entrou diretamente na parte da dança ao longo da cruz flamejante. De um lado para o outro, seus pés se moviam, mais rápido e mais rápido, cada vez mais alto para salvar sua pele ou o seu kilt de ser queimado. Geralmente, em casa, possuíam baldes de água prontos no caso de um kilt pegar fogo, era raro, mas acontecia.

Quando Jinx voou sobre as chamas, Rory e Cam continuaram a pular, pular e piruetas ao redor da grama. Seus movimentos quase completamente sincronizados, Cam apenas um pouco mais rápido do que Rory. A respiração de Cam começara a trabalhar no esforço da dança. Ele viu Rory deslizar o suor de seus olhos, pois precisaria de visão clara para participar da cruz flamejante.

Os pés de Jinx se moviam tão rápido agora que era difícil acompanhar, levando a um último limite colossal no ar para se afastar das chamas. A Matilha animou enquanto seu Beta se levantava, tomando um arco antes de virar-se para estampar os pés e bater palmas quando Rory tomou seu lugar.

Cam ouviu Logan rugindo — Vai clã Dunbar! — quando seu gêmeo começou sua própria dança de fogo.

Jinx bateu, mas Cam não conseguiu parar de dançar. O Alfa continuou até que foi a vez dele fazer a dança sobre as chamas. Procurando por Chastity repetidas vezes quando se torceu e virou, girou e abriu caminho em torno de Rory. Ele viu seus olhos várias vezes, observando-o com atenção. Esperava que seu show ajudasse a convencê-la de que era dele e ele era dela.

Seu coração batia forte, ele não parou, girando em torno das chamas enquanto a dança de Rory se aproximava do fim. Com um salto gigante o gêmeo pousou bem longe do fogo e Cam mudou para a posição. Acelerando sua posição antes de levantar os braços para o lado e para cima antes de tocar sua parte final no ritual.

Chastity avançou quando começou, uma das mãos em seu coração e uma sobre a boca enquanto seus pés descalços circundavam as chamas. Cam usou todas as últimas gramas de energia para colocar o melhor show possível, não só para Chastity, mas para toda a Matilha. Queria que vissem exatamente do que era feito e desejou nada além de fazer sua terra natal orgulhosa.

Cam apertou os dentes enquanto a dor passava pelos músculos da panturrilha e da coxa, pensando que precisava passar mais tempo no ginásio enquanto forçava seus pés a se moverem mais rápido, mais rápido, com precisão enquanto continuava a dança. Como Alfa, ele teve que executá-lo por mais tempo do que os outros e o suor escorria pelo corpo inteiro, chiando no fogo quando escorria dele.

Ele manteve os braços no lugar, lutando contra o desejo de limpar os olhos da ardência enquanto a transpiração corria livremente para dentro deles. Recusando-se a desviar sua forma perfeita quando lentamente se aproximava do final de sua performance. Seu kilt ficava mais pesado a cada segundo conforme o suor o umedecia da cintura para baixo.

A sensação do tartan balançando em torno de suas pernas dando-lhe uma sensação de Terras Altas enquanto ouvia a mudança nos “tubos” do Mac que sinalizariam o final. Lá! A gaita de foles acelerou, aumentando o tempo e o volume, o que forçou os pés de Cam a acelerar para manter a sincronia. Seus pés voaram sobre as chamas a uma velocidade vertiginosa antes que rugisse e pulasse livre das chamas no segundo em que os “tubos” ficaram em silêncio.

Cam pousou, caindo sobre um joelho, a cabeça baixa enquanto todo o acampamento entrava em erupção. Gritos, saudações, assobios e uivos ao redor enquanto lutava para recuperar o fôlego. Jinx e Rory se juntaram a ele e batendo-lhe nas costas enquanto se levantava, Mac estava lá também enquanto os quatro realizavam uma reverência.

Stracey e Charlotte correram para seus homens, lançando-se em seus braços e cobrindo-os de beijos. Seus amigos pegaram suas companheiras, colocando-as em seus braços e afastaram-se para começar sua “noite de núpcias”.

Cam sorriu quando a Matilha abriu um caminho para os dois Lobos, suas costas recebendo muitas palmadas quando passaram. Ambas as mulheres riam e coravam com os comentários obscuros que acompanhavam sua passagem.

Dedos suaves percorreram suas costas enquanto Chastity ficava atrás dele, quando se virou, ela lhe sorriu. — Esse foi um show, Alfa. Você certamente colocou a dança em uma luz totalmente nova para mim. Droga, mas isso foi um trabalho árduo.

— Sim, foi — Cam concordou, deixando seu sotaque por um momento, algo que ele normalmente não permitia.

— Estava dançando por mim, não era? — perguntou timidamente, olhando para ele entre os seus cílios enquanto seus dedos rastreavam círculos em seus braços.

Cam assentiu. — Sim, estava. Nunca fiz isso antes, mas esperava poder mostrar-lhe o quanto me importava.

— Estava meio assustada quando fazia esse último pedaço. E se o seu kilt pegasse fogo?

— Isso acontece, às vezes — falou — mas sou muito forte e estava determinado a fazer a dança, e a você, justiça.

— Estou feliz que não tenha sofrido.

Cam murmurou. — Não diria isso exatamente. Todo músculo no meu corpo está dolorido e se me pedisse uma dança agora, receio ter de recusar. Preciso de uma bebida quente e um dia com uma massagista.

Chastity franziu a testa. — Hmm, não sei se gostaria disso. As mãos de outra pessoa em você. Na verdade, estou muito certa de que não gostaria de nada.

— Ciumenta? — perguntou Cam, puxando-a mais perto dele.

— Acho que sou, mas isso não significa...

Cam beijou-a, seus lábios consumiram os dela enquanto sua língua invadiu sua boca, não se aproximando por longos momentos. O pequeno gemido de desespero que escapou de Chastity dizendo-lhe que gostara tanto quanto ele. — Estou coberto de suor e sei que não cheiro muito bem agora. O que você diz sobre nós voltando para o meu quarto e para se limpar? Você poderia se juntar ao banho?

Chastity bateu uma das mãos contra o peito. — Não é justo, usando seu beijo para me deixar nua no chuveiro com você, Cameron Sinclair. Na verdade, acho que começarei a chamá-lo de Sin. Parece ser um apelido adequado.

— Pode me chamar do que quer que queira, desde que concorde. Não em tomar banho, em ser minha companheira.

Cam esperou, observando-a atentamente e rezando, concordou. Seus olhos baixaram quando ela ficou pensativa por um momento antes de levantá-los para contemplar os dele. — Cam, se alguma vez me machucar novamente, usarei aquele punhal sangrento em sua masculinidade!

Ele se esforçou para não rir de seu olhar indignado e de suas palavras irritadas, mas ele não podia se conter, uma gargalhada escapando quando o golpeava novamente. — Desculpe, acabei de me lembrar daquela história de anos e anos atrás, agora, qual era o nome? Ah, sim, Bobbit ou algo parecido.

— Não tenho ideia do que você está falando, mas quero lhe dizer, não há mais chances depois disso.

Cam se recompôs, mortalmente sério, enquanto beijava sua testa. — Eu prometo. Serei fiel e generoso com amor e tratarei você como uma companheira querida deve ser tratada. Agora, por amor de Deus, tire-me da minha miséria.

Chastity balançou a cabeça. — Ok, se realmente quis dizer isso, então concordo. Não acho que minha fera me permitiria dizer mais vezes não, de qualquer maneira.

Gritando com alegria, Cam pegou-a, girando-os, levando-a como seus amigos fizeram com sua própria companheira. Gritando quando se afastou da festa. — Eu tenho uma companheira!

Os altos gritos de parabéns os seguiram até a cabana, subiram as escadas e ainda os ouviam quando entraram no quarto. — Ouça, Chastity, a Matilha está feliz, não, extasiada com isso, como eu. Descobrirei quem poderá fazer nossa cerimônia e quero que seja feito assim que for possível. Não estou lhe dando a chance de mudar de ideia. Você é minha, Chastity, cada centímetro seu e prometo fazê-la feliz. Não importa o que seja necessário, será feliz.

Chastity acariciou seu pescoço. — Você é o melhor, Alfa.

Apressando-se para o banheiro, tirou o kilt, dobrando-o cuidadosamente enquanto observava Chastity se despir. A visão dela em nada além de suas roupas íntimas, fazendo-o endurecer instantaneamente. Ele desfez o sutiã e o deixou cair no chão antes de ajoelhar-se para baixar suavemente a calcinha. Sua cabeça se dirigiu para frente, enquanto respirava fundo, imprimindo aquele aroma na memória, quando ela puxou seu cabelo para detê-lo.

— O quê? — perguntou inocentemente. — Apenas estou gravando você, baby, nada de errado com isso.

— Sei que isso não é o que você está gravando, Cam!

Levando-se de pé, ele a puxou para ele. — Gravarei todos os aromas malditos que tem, tudo sobre você está aqui. — Cam tocou o lado de sua cabeça. — Poderei encontrá-la em qualquer lugar, Chastity, em qualquer lugar.

Esmagando-a contra ele, levantou-a, as pernas envolvendo sua cintura enquanto entravam no chuveiro, a água caindo sobre eles enquanto a colocava suas costas contra os azulejos. Seus olhos vidrados quando penetrou profundamente dentro de sua vagina quente e úmida, suas presas em erupção como as dela. A visão de seus caninos projetando-se de sua boca elevando sua necessidade de reivindicá-la mais alto do que pensava ser possível.

Suas palavras abafaram enquanto conversava em torno de seus grandes incisivos. — Você é minha, para sempre, Chastity. Nenhum outro deve tê-la a partir deste dia. Cuidarei de você, amarei e amarei com tudo o que está no meu poder. Minha companheira, minha alma gêmea, minha companheira de vida para sempre.

Chastity tentou sorrir, mas seus dentes a detiveram quando Cam empurrou mais rápido, mais forte, sua boca se abaixou para afundar suas presas em sua pele macia, um orgasmo devastador rasgando os dois. Quando seu sangue entrou em seu sistema, ele sentiu isso, no fundo de sua essência; seu vínculo formando para selar suas almas juntas por toda a eternidade.

 

 

                                                   A. K. Michaels         

 

 

 

                          Voltar a serie

 

 

 

 

      

 

 

O melhor da literatura para todos os gostos e idades